Feira de Adoção reforça importância do bem-estar animal em Montes Claros

Na manhã dessa quarta-feira, 4 de junho, a Praça Doutor Carlos foi palco da primeira Feira de Adoção de Animais, reunindo dezenas de pessoas interessadas em levar para casa um novo amigo de quatro patas. Cães e gatos estavam disponíveis para adoção, todos vacinados, vermifugados e microchipados — o que garante maior segurança, inclusive em casos de desaparecimento. O evento destacou o quanto os animais são importantes companheiros e como podem contribuir positivamente para a saúde física e mental das pessoas. A ação contou com o apoio da Prefeitura de Montes Claros, por meio da Secretaria de Ambiente, Bem-Estar Animal e Sustentabilidade, que reforça continuamente o compromisso com a causa animal. Na ocasião, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), ligado à Secretaria de Saúde, foi responsável pela preparação dos animais para a adoção, garantindo que estivessem aptos e saudáveis para receber um novo lar. Além da feira na praça, é importante destacar que o CCZ disponibiliza diariamente animais para adoção. Cães e gatos permanecem à espera de um lar, e os interessados em adotar devem procurar diretamente o Centro de Controle de Zoonoses, onde poderão conhecer os animais e receber orientações sobre a adoção responsável. A iniciativa segue os princípios de cuidado, segurança e bem-estar tanto para os pets quanto para as famílias adotantes. A feira contou com o apoio da Guarda Municipal, Secretaria de Serviços Urbanos, ONG Eu Salvo e de servidores da Secretaria de Ambiente, além da presença expressiva da população. Durante o evento, o secretário Fabiano de Oliveira destacou que a adoção é, acima de tudo, um ato de amor. Ele reforçou o empenho da Secretaria em promover ações que assegurem o cuidado e a proteção dos animais e afirmou que, no que depender da Prefeitura, Montes Claros continuará avançando nas políticas públicas voltadas ao bem-estar animal.
Vai começar a 17ª edição da Meia Maratona José Nardel

A Meia Maratona José Nardel é uma prova de corrida de rua organizada pela Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer, e homologada pela Federação Mineira de Atletismo. No próximo dia 29 de junho, será realizada sua 17ª edição. Evidentemente, não há mais tempo para iniciar os treinamentos da forma adequada, uma vez que é uma prova com certo grau de dificuldade em relação à altimetria do trajeto que é de quase 200 metros, na meia maratona, e de mais de 100 metros, no percurso de 7 km. Para se ter uma ideia, a Corrida de São Silvestre, que é conhecida por ter um percurso desafiador, tem uma altimetria de 140 metros ao longo dos seus 15 km. Mas, se não há mais tempo para se preparar iniciando do zero, ainda dá tempo de o atleta que treina com disciplina e de forma contínua se inscrever, pois, apesar de o regulamento definir a data máxima para inscrição como 13 de junho, ao que tudo indica, as vagas se esgotarão antes. Neste momento, restam apenas cerca de 5% das vagas. Assim, quem pretende acrescentar essa conquista ao seu currículo de corredor, deve se apressar para não ficar de fora da prova que vai passar por diversos parques de Montes Claros. Foram disponibilizadas vagas gratuitas para idosos e pessoas com deficiência física e intelectual e meia entrada para estudantes. Os demais atletas têm que arcar com uma taxa de inscrição de R$ 50. Assim, como a corrida de rua é inclusiva, não poderia deixar de ser. As inscrições devem ser realizadas pelo link https://esportes.montesclaros.mg.gov.br/.
Região do Norte de Minas tem queda nas declarações do IR

Prazo para a entrega das declarações do Imposto de Renda terminou no último dia 30 de maio; quase 15% das declarações foram enviadas no último dia Com o fim do prazo para a entrega do Imposto de Renda, a Receita Federal em Montes Claros divulgou um balanço parcial: das 200 mil declarações esperadas na região, foram recebidas 185.931. Em Montes Claros, a expectativa era de 82 mil, mas o número final ficou em 79.122, até o limite de 30 de maio. “Em ambas, a gente ficou um pouquinho abaixo da expectativa. A gente estima que muita gente perdeu o prazo. Quase 15% das nossas declarações foram no último dia, sendo que mais de 10% foram de meio-dia em diante nesse último dia. Percebemos um acréscimo das pessoas que deixaram para a última hora”, explica Filipe Araújo Florêncio, Delegado da Receita Federal em Montes Claros. Ele ressalta que, embora ainda não seja possível estabelecer um motivo, esse foi um dado considerável. “Todo ano tem contribuinte que perde prazo. Ou porque não sabia que tinha que declarar, ou teve dificuldade de levantar a documentação”, acrescenta. Quanto ao uso do aplicativo, Filipe pontua que não é comum a dificuldade no uso da ferramenta, já que ele foi facilitado com a inclusão da declaração pré-preenchida. “Nos casos em que a pessoa tem dificuldade, normalmente eles enviam a declaração e retificam posteriormente. Dividimos o número de declarações entre originais e retificadoras. Tem muita gente que mandou mais de uma vez e retificou”, disse. Mesmo tendo feito a declaração em meados de maio, a professora universitária Edina Ramos diz que esse ano foi um pouco mais tarde do que nos anos anteriores. “Utilizei o aplicativo e gastei mais ou menos meia hora para concluir. Não tive dificuldades”, diz a professora, que optou pela modalidade pré-preenchida. “É fácil, mas temos que ficar atentos para apagar o que não foi gasto no ano de exercício e acrescentar os gastos do ano. As informações de bancos também devem ser revistas”, sugere. REGULARIZAÇÃO O Delegacia da Receita Federal alerta que aqueles que deixaram de fazer a entrega devem regularizar a situação quanto antes, por estarem sujeitos à multa mínima de R$ 165. “Mas essa multa pode chegar a 20% do valor do imposto devido. A ausência de declaração para a pessoa que é obrigada a declarar pode acarretar inconsistência cadastral. Nesse caso, o CPF fica pendente de regularização e a pessoa fica impedida de abrir conta em banco, efetivar empréstimo e outros transtornos”, diz Filipe. São obrigadas a declarar o Imposto de Renda as pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888. A obrigatoriedade também é válida para quem obteve receita bruta da atividade rural acima de R$ 169.440. Caso não estejam inseridas em outro critério de obrigatoriedade, as pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais durante 2024 estão isentas de fazer a declaração. SERVIÇO Em Montes Claros, a Receita Federal funciona no bairro Ibituruna, à Avebida Major Alexandre Rodrigues, número 65 * Com jornal O Norte
PROCURADA – Interpol inclui nome de Carla Zambelli em lista vermelha

Polícia Federal enviou ontem pedido para a inclusão da deputada. Mais cedo, o STF havia determinado a prisão da parlamentar que está nos Estados Unidos A Interpol incluiu, nesta quinta-feira (5/6), o nome da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), na lista de difusão vermelha. A ação ocorre um dia após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinar a prisão imediata da parlamentar — que deixou o país por condenação na Corte. Estar na lista é um pedido às autoridades policiais em todo o mundo para localizar e prender provisoriamente uma pessoa enquanto aguarda extradição. O pedido brasileiro foi enviado pela Polícia Federal, ontem, para a sede da Interpol em Lyon, na França. Carla Zambelli informou que deixou o país nesta semana, quase um mês após ser condenada pela Primeira Turma da Suprema Corte por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela está na Flórida, Estados Unidos, tem planos de seguir para a Europa. Moraes também marcou uma sessão da Primeira Turma da Corte, para esta sexta-feira (6/6), para julgar o recurso da defesa da deputada contra um pedido de prisão preventiva. O ministro do STF ordenou o bloqueio de todos os passaportes da deputada, inclusive, o diplomático, bem como de seus bens, contas bancárias, investimentos, veículos, imóveis, embarcações e aeronaves. As medidas visam garantir o pagamento das multas e a reparação dos danos, cujo valor mínimo foi fixado em R$ 2 milhões. Foi determinado também o bloqueio de todas as redes sociais utilizadas por Zambelli. O conteúdo das contas deverá ser preservado pelas plataformas, e os dados cadastrais enviados ao STF. A Câmara dos Deputados será notificada para bloquear salários e quaisquer verbas destinadas à parlamentar, redirecionando os valores ao pagamento integral da multa. Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O chefe do órgão, Paulo Gonet, afirmou que não se trata de antecipação de cumprimento de pena e que a prisão é necessária para a aplicação da lei penal. O ministro concordou com o argumento. “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da decretação da prisão em razão da fuga do distrito da culpa, quando demonstrada a pretensão de se furtar à aplicação da lei penal”, diz trecho da decisão. O ministro afirmou que, após a saída do país, Zambelli “declarou que pretende insistir nas condutas criminosas, para tentar descredibilizar as instituições brasileiras e atacar o próprio Estado Democrático de Direito”. “Lamentavelmente, o intuito criminoso de Carla Zambelli permanece ativo e reiterado, insistindo a condenada — mesmo que de modo atabalhoado e confuso — na divulgação de notícias fraudulentas, no ataque à lisura das eleições e nas agressões ao Poder Judiciário”, escreveu Moraes. Segundo a Polícia Federal, Carla Zambelli saiu pela fronteira terrestre com a Argentina em 25 de maio, por meio de Foz do Iguaçu (PR). Por meio de nota, Zambelli afirmou que a determinação do STF pela sua prisão preventiva é “ilegal, inconstitucional e autoritária”. “O ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio da conta de Instagram do meu filho, João Zambelli, um jovem de apenas 17 anos que está iniciando sua trajetória na vida pública. Com isso, não atacou apenas a deputada ou a cidadã Carla Zambelli. Ele atacou uma mãe”, completou
Lula cobra o fim da guerra na Ucrânia e Macron diz que a Rússia não quer paz

Na França, presidente brasileiro defende negociações multilaterais, enquanto francês acusa Moscou de violar a Carta da ONU e rejeitar propostas de cessar-fogo Durante sua visita oficial à França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender uma saída negociada para a guerra entre Rússia e Ucrânia e criticou os impasses que impedem a construção de um caminho efetivo para a paz. Ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, Lula reiterou que o Brasil condena tanto a invasão russa quanto a continuidade do conflito e se colocou novamente à disposição para contribuir com esforços multilaterais em busca de uma resolução diplomática. A informação é da Agência Brasil. “O Brasil, desde o começo dessa guerra, se posicionou contra a ocupação territorial que a Rússia fez no território ucraniano. Ao mesmo tempo, se posicionou contra a guerra”, declarou o presidente. Ele lembrou que, ao lado da China, o Brasil apresentou uma proposta conjunta com outros 13 países emergentes para formar um grupo de mediação internacional, o chamado “grupo de amigos da paz”. Lula também relatou ter conversado pessoalmente com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e com o presidente da China, Xi Jinping, para insistir na necessidade de envolvimento direto nas negociações. “Liguei outra vez para o presidente Putin para dizer a ele que era extremamente importante que ele fosse a Istambul participar pessoalmente das negociações, que seria um sinal que ele faria ao mundo de que está interessado na construção da paz”, contou. “A guerra não interessa a ninguém”, afirma Lula – O presidente brasileiro demonstrou preocupação com a escalada de tensões recentes. “Fiquei preocupado porque, na semana passada, quando se começou a discutir a paz, me parece que houve um ataque da Ucrânia à Rússia, e agora estou vendo que o Trump disse que conversou com o Putin e que a conversa não foi muito boa, que o Putin disse que vai retaliar a Ucrânia.” Lula condenou o prolongamento do conflito e destacou as perdas humanas como o aspecto mais trágico da guerra. “Já está mais do que provada a insanidade mental da guerra. A guerra não constrói nada. Ela destrói. E uma coisa destruída, a parte mais sagrada não volta, que são os seres humanos que morreram”, afirmou. “Quando os dois quiserem negociar a paz, estaremos dispostos a dar nossa contribuição. Mas são os dois que têm que decidir.” Macron: “A Rússia violou a Carta das Nações Unidas” – Em contraste com a posição de equilíbrio apresentada por Lula, o presidente Emmanuel Macron adotou um tom mais direto. Para o mandatário francês, a guerra tem um responsável claro. “Há um agressor, a Rússia, e um agredido, a Ucrânia. Todos queremos a paz. Mas os dois não podem ser tratados em pé de igualdade”, disse Macron, reforçando que o presidente russo rejeitou a proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos e aceita por Volodymyr Zelensky em março. “A violação aconteceu; foi causada pela Rússia, e não pela Ucrânia. Então, não podemos nos enganar. Um país violou a Carta das Nações Unidas e recusa a paz”, pontuou o presidente francês. Ainda segundo Macron, a mobilização de países como Brasil, China, Estados Unidos e Índia é essencial para pressionar Moscou. “Devemos todos fazer pressão sobre a Rússia para que ela ponha um fim a este conflito”, defendeu. Crítica à paralisia da ONU e apelo por sua reforma – Lula aproveitou o tema para criticar a impotência do sistema multilateral diante de conflitos armados prolongados. “Lamentavelmente, a ONU está enfraquecida e tem pouco poder de dar opinião sobre a guerra. Por isso, o Brasil tem brigado pelo fortalecimento da representação do Conselho de Segurança da ONU”, disse. A crítica ecoa o posicionamento histórico do Brasil pela reforma do organismo, que completará 80 anos sob crescente questionamento quanto à sua eficácia. A proposta brasileira de reformar o Conselho de Segurança – que atualmente mantém cinco membros permanentes com poder de veto – busca ampliar a representatividade dos países em desenvolvimento e fortalecer a autoridade da ONU em crises como a da Ucrânia e do Oriente Médio.
Zambelli foge do Brasil após condenação e diz que vai pedir licença da Câmara

Deputada do PL foi condenada a dez anos de prisão por invasão aos sistemas do CNJ e afirma ter deixado o país para tratamento médico A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) revelou, em transmissão ao vivo nas redes sociais, que está fora do Brasil “há alguns dias” e que pretende formalizar um pedido de licença do mandato parlamentar, informa o g1. Condenada a dez anos de prisão por participação na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a parlamentar afirmou que viajou à Europa em busca de tratamento médico. “Queria anunciar que estou fora do Brasil já faz alguns dias. Eu vim a princípio buscando tratamento médico que eu já fazia aqui e agora eu vou pedir para que eu possa me afastar do cargo. Tem essa possibilidade da Constituição, acho que as pessoas conhecem um pouco mais essa possibilidade hoje em dia porque foi o que o Eduardo [Bolsonaro] fez também”, disse Zambelli na live. A decisão que condenou a deputada foi proferida em 18 de maio pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou a perda automática de seu mandato. No entanto, a efetivação dessa medida ainda depende de análise pela Câmara dos Deputados, onde há divergências sobre se a competência cabe à Mesa Diretora — como entendeu o STF — ou ao plenário da Casa. A localização exata da parlamentar permanece desconhecida inclusive para sua própria defesa, segundo relataram seus advogados à imprensa. Apesar de ser vista como um fator de desgaste dentro do PL, Zambelli deve receber apoio da bancada da legenda na Câmara. A deputada, no entanto, já foi apontada publicamente por Jair Bolsonaro (PL) como uma das principais responsáveis pelo desempenho eleitoral aquém do esperado em 2022. Desde então, sua relação com ele tem se mantido distante e marcada por tensões. Com a possível licença de Zambelli, seu suplente deverá assumir temporariamente a cadeira, enquanto prosseguem os desdobramentos judiciais e políticos do caso
Dois mortos e 500 presos na França durante comemorações pela vitória do PSG

Ministério do Interior relatou centenas de focos de incêndio, incluindo mais de 200 veículos queimados Reuters – Mais de 500 pessoas foram presas pela polícia durante as comemorações da final da Liga dos Campeões na França, e duas mortes e 192 feridos foram registrados, informou o Ministério do Interior no domingo. Comemorações intensas tomaram conta da capital francesa e de outras regiões na noite de sábado, após o Paris Saint-Germain golear os italianos da Inter de Milão e conquistar a Liga dos Campeões pela primeira vez. No entanto, confrontos com a polícia ameaçaram estragar a festa. Segundo o balanço provisório do Ministério do Interior, divulgado na manhã de domingo, 559 pessoas foram presas, sendo 491 em Paris. Dessas, 320 foram colocadas sob custódia policial, incluindo 254 na capital. Na Champs-Élysées, abrigos de ônibus foram destruídos e objetos foram lançados contra os policiais de choque, que reagiram com gás lacrimogêneo e jatos d’água para conter a multidão que lotava a famosa avenida repleta de lojas de luxo. O Ministério do Interior também relatou centenas de focos de incêndio, incluindo mais de 200 veículos queimados. Cerca de 22 agentes das forças de segurança e sete bombeiros ficaram feridos
O gol mais bonito do PSG veio da torcida: a bandeira Palestina Livre

Final da Champions League foi marcada por protesto contra o genocídio em Gaza No dia mais glorioso da história do Paris Saint-Germain, quando o clube francês goleou a Inter de Milão por 5 a 0 e conquistou pela primeira vez a UEFA Champions League, foi a torcida quem marcou o gol mais bonito. Durante a partida, torcedores do PSG exibiram bandeiras da Palestina e cartazes exigindo o fim do genocídio promovido pelo Estado de Israel contra o povo de Gaza, trazendo à tona a urgência de uma causa humanitária em pleno palco do futebol mundial. A vitória avassaladora coroou uma campanha histórica do time parisiense, mas foram os gestos vindos das arquibancadas que repercutiram além das quatro linhas. Em meio aos gritos de comemoração, surgiram bandeiras palestinas — uma manifestação clara de solidariedade aos milhares de civis mortos e deslocados pela ofensiva israelense em curso na Faixa de Gaza. Uma das bandeiras erguidas pela torcida era gigante: PHOTO | "Free Palestine" (PSG Ultras) pic.twitter.com/5STQj3WlZS — Antifa_Ultras (@ultras_antifaa) May 31, 2025 Em um contexto de crescente repressão a manifestações pró-Palestina em diversas partes da Europa, o ato dos torcedores ganhou ainda mais força simbólica. A imagem das bandeiras tremulando em um dos maiores eventos esportivos do planeta foi amplamente compartilhada nas redes sociais, tornando-se um símbolo de resistência e consciência política. Num momento em que o futebol costuma ser tratado como espetáculo e negócio, a torcida do PSG lembrou que o esporte também é espaço de posicionamento e solidariedade. O Paris Saint-Germain conquistou seu primeiro título europeu, mas foi a torcida quem deu a maior demonstração de grandeza naquela noite. Em Paris, neste 31 de maio de 2025, a bandeira da Palestina foi erguida como símbolo de humanidade — e esse foi o verdadeiro gol da vitória
Netanyahu é o maior genocida vivo e um dos piores da história da humanidade

Sociólogo aponta cumplicidade dos Estados Unidos e questiona viabilidade de um Estado palestino mesmo após eventual queda do premiê israelense Durante participação no programa Bom Dia 247, o sociólogo e professor Lejeune Mirhan fez duras críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a quem classificou como “o maior genocida vivo e um dos piores da história da humanidade”. Segundo ele, os crimes cometidos por Israel na Faixa de Gaza o colocam ao lado de figuras históricas como Adolf Hitler, mesmo com diferentes escalas de vítimas. “E, sim, ele pode ser comparado a Hitler, mesmo que tenha matado 60 mil, enquanto Hitler assassinou 6 milhões”, afirmou Mirhan, referindo-se ao atual número de mortos palestinos em Gaza. Para ele, o que distingue a violência promovida por Netanyahu é a sistematicidade do extermínio e o apoio da população israelense ao que chama de genocídio em curso. “Se há um assunto que unifica a sociedade israelense, é o genocídio”, disse. O professor também fez uma avaliação crítica sobre as possibilidades políticas dentro do Estado de Israel. Na sua visão, a essência do projeto sionista está diretamente ligada à negação do direito de existência do povo palestino. “A essência do Estado de Israel é a negação do Estado palestino”, declarou. Ele avalia como inviável a proposta de dois Estados convivendo em paz, mesmo com o apoio de potências ocidentais. “Isto não vai acontecer”, afirmou. Mirhan considera que a permanência de Netanyahu no cargo está ligada à sustentação geopolítica norte-americana. “A meu ver, Netanyahu pode cair a qualquer momento – e quem fará isso serão os Estados Unidos”, disse. Ele cita o analista Jeffrey Sachs como um dos que apontam a capacidade dos EUA de destituírem o premiê, caso seja de seu interesse estratégico. No entanto, mesmo que isso ocorra, o sociólogo acredita que a política de anexação de territórios palestinos não será alterada de forma significativa. “É muito improvável que Israel aceite um Estado palestino”, concluiu Em sua análise, Lejeune Mirhan também observa uma crise moral do Ocidente diante da brutalidade do cerco a Gaza. Ele menciona a possibilidade de que países europeus comecem a recuar no apoio irrestrito a Israel, mas sem acreditar que haverá uma ruptura real. “Esse esforço retórico não vai dobrar Israel. Pode ser positivo como gesto diplomático, mas não tem eficácia prática”, avaliou. Por fim, ao ser questionado sobre a única alternativa viável para o conflito, Mirhan citou propostas defendidas por intelectuais palestinos como Ilan Pappé. “O mais destacado deles defende um Estado binacional, de nome Palestina, com igualdade de direitos. Mas isso está longe de se viabilizar no mundo atual”, afirmou. Assista
Vapor Benjamim Guimarães volta a navegar no São Francisco a partir deste domingo (1º/6)

Revitalização é um presente para Pirapora, que completa 113 anos; custo com restauração foi de R$ 5,8 milhões Neste domingo (1º/6), às 10h, às margens do Velho Chico, em Pirapora, no Norte de Minas, o tempo reencontra o seu curso: o vapor Benjamim Guimarães, patrimônio vivo da navegação fluvial e única embarcação a vapor em funcionamento no mundo, volta a cortar as águas do rio São Francisco. É mais que um retorno: é um reencontro com a memória, com o patrimônio que pulsa, move e transforma. A restauração é resultado de uma parceria entre o governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), e da Prefeitura Municipal de Pirapora. Após cinco anos de um meticuloso processo de restauração conduzido com rigor técnico, o Benjamim Guimarães volta a navegar como testemunho das águas que contam a história de um povo. As intervenções contemplaram desde a substituição do casco até a revisão completa do maquinário, passando pela recuperação da chaminé, dos camarotes, da roda de pás e de todos os sistemas que compõem sua estrutura centenária. Esse retorno simbólico marca também o aniversário de 113 anos de Pirapora. A cidade celebra não apenas mais um ano de existência, mas o renascimento de um dos seus maiores símbolos: um vapor que transporta, além de passageiros, as narrativas de um território ribeirinho moldado pela cultura das águas. A restauração Construído em 1913, nos Estados Unidos, o Benjamim Guimarães tem 43,85 metros de comprimento, três decks, capacidade para 28 toneladas de combustível e propulsão por roda de pás. Após servir no io Mississippi e, posteriormente, no Amazonas, estabeleceu-se no São Francisco em 1920. Desde então, tornou-se parte indissociável da paisagem e da história de Pirapora. João Paulo Martins, presidente do Iepha-MG, afirma que entregar o Benjamim Guimarães restaurado é reafirmar que o patrimônio não é apenas o que se preserva, mas o que se vive, o que se sente e o que se transforma em memória coletiva Em dezembro de 2019, foi firmado um convênio entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Iepha-MG, com recursos do Ministério de Minas e Energia, por meio da Eletrobrás, totalizando um investimento de R$ 5,8 milhões As obras tiveram início em novembro de 2020, sob a responsabilidade da empresa INC Indústria Naval Catarinense, com acompanhamento técnico do Iepha-MG, da Delegacia Fluvial de Pirapora, da Marinha do Brasil e da Prefeitura Municipal de Pirapora, proprietária da embarcação. Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, o momento é histórico: “A entrega do vapor Benjamim Guimarães é um reencontro com a alma do povo mineiro e ribeirinho. Ele carrega memórias, histórias de fé, de luta e de esperança que navegam junto com o Velho Chico. É um patrimônio que não repousa: segue em movimento, como a própria cultura.” Motor do turismo O retorno do vapor representa também um importante impulso para o turismo cultural na região. Mais que um passeio, embarcar no Benjamim Guimarães é navegar pela história de Minas, sentir o cheiro da madeira antiga, ouvir o sopro das caldeiras e experimentar a travessia do tempo. Com ele, o rio São Francisco ganha novamente um emblema que valoriza o território, promove o desenvolvimento sustentável e fortalece a identidade de Pirapora e das comunidades que vivem às suas margens. “Convidamos toda a população e a imprensa para participar desta celebração tão significativa. Pirapora está pronta, com sua hospitalidade e sua beleza, para acolher os que vêm reverenciar este símbolo do nosso passado e do nosso presente”, ressalta o prefeito Alex Cesar