Avião da FAB com brasileiros deportados dos EUA chega a Minas Gerais

Voo com 88 passageiros que tiveram que deixar o país governado por Donald Trump após endurecimento de medidas contra imigração parou em Manaus A FAB (Força Aérea Brasileira) informou que o avião que transportava os brasileiros deportados dos Estados Unidos de Manaus para Minas Gerais pousou no Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, às 21h10 deste sábado, 25. Os 88 passageiros integram a primeira leva de brasileiros que precisaram deixar os EUA por causa das medidas do presidente americano Donald Trump, que anunciou o endurecimento de medidas contra a imigração já nos primeiros dias de seu segundo mandato. Confira a nota da FAB: “A Força Aérea Brasileira (FAB) informa que uma aeronave KC-30, do Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (2º/2º GT – Esquadrão Corsário), pousou no Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte (MG), às 21h10 (local) deste sábado (25/01), transportando deportados oriundos dos Estados Unidos da América”. Brasileiros chegaram algemados O Ministério da Justiça e a Polícia Federal informaram neste sábado, 25, que houve tentativa das autoridades americanas de manter os 88 brasileiros deportados dos Estados Unidos algemados durante o voo de deportação. O avião, que transportava 158 pessoas, deveria pousar em Belo Horizonte ontem, mas parou em Manaus após apresentar um problema técnico. Ao chegar em solo brasileiro, policiais federais tiraram as algemas e impediram que elas fossem recolocadas em função da “garantia da soberania brasileira em território nacional e dos protocolos de segurança em nosso país”. A informação de que os brasileiros viajariam algemados foi repassada ao ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues. O ministro, então, conversou com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que determinou que os deportados fossem levados para Belo Horizonte em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Medidas de Trump O grupo volta ao Brasil em meio ao anúncio de um calhamaço de medidas determinadas pelo novo presidente americano, que endureceram as regras para a entrada e permanência de imigrantes no país. Na noite de quinta-feira 23, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, usou o X, antigo Twitter, para anunciar que 538 imigrantes ilegais, de diferentes origens, já foram presos desde a posse de Trump — incluindo um suspeito de terrorismo, quatro integrantes da gangue venezuelana Tren de Aragua e outros indivíduos condenados por crimes sexuais contra menores. Segundo ela, “centenas” de imigrantes ilegais também já foram deportados em aeronaves militares, apenas o início do que ela chamou de “a maior operação de deportação em massa da história”, uma promessa da campanha trumpista. Além disso, o governo Trump deu aos funcionários da ICE, a temida polícia da imigração, o poder de deportar estrangeiros que foram autorizados a entrar nos Estados Unidos temporariamente durante a gestão de seu antecessor, Joe Biden, de acordo com um memorando interno da Casa Branca obtido pelo jornal americano The New York Times nesta sexta-feira. A medida afeta dois programas do governo anterior. O primeiro é um aplicativo chamado CBP One, usado por imigrantes para agendar audiências com autoridades americanas de fronteira e alfândega de modo a  entrar legalmente no país. O segundo se trata de uma iniciativa que deu sinal verde à chegada de certas pessoas que fugiam de perseguição política em Cuba, na Nicarágua, na Venezuela e no Haiti. Juntos, os programas permitiram a entrada de cerca de 1,4 milhão de imigrantes nos Estados Unidos desde o início de 2023.

Luto nas artes – Montes Claros perde o talento da musicista Marina Lorenzo Fernandez

Fundadora do Conservatório, Marina Lorenzo Fernândez nos deixa aos 98 anos Faleceu neste sábado a professora Marina Helena Lorenzo Fernândez Silva, fundadora do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez. Carioca de nascimento e montesclarense de coração, dona Marina nasceu no dia 8 de fevereiro de 1926, filha do maestro e compositor Oscar Lorenzo Fernândez e Irene Sotto. Ela faria centenário no ano que vem. Professora de piano, ficou encantada com o alto nível e musicalidade dos montes-clarenses, surgindo assim, a ideia de fundar um conservatório, o que ocorreu em 14 de março de 1962. A escola de música leva o nome do seu pai. Dona Marina foi uma mulher dinâmica, à frente do seu tempo, que sempre viu perspectivas de mudanças no ser humano por meio das realizações artísticas. Em 1987 voltou ao Rio de janeiro para dirigir o Conservatório Brasileiro de Música, fundado pelo seu pai. Homenagem da Prefeitura de Montes Claros A educadora Marina Helena Lorenzo Fernândez Silva foi homenageada pela Prefeitura de Montes Claros, através do programa Jardim para Borboletas (uma parceria da Prefeitura com o Ministério Público – MP), que tem a finalidade de homenagear mulheres que são ou que foram influentes na nossa sociedade, com jardim e escultura de borboleta. A escultura em homenagem a dona Marina foi afixada na praça da Igreja Rosa Mística, no bairro São Luiz. Quem é Marina Lorenzo Fernândez A Prof. Dona Marina Helena Lorenzo Fernândez Silva é fundadora do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez e da Faculdade de Educação Artística (FACEART) – atual Departamento de Artes da UNIMONTES. À ufrente do Conservatório, com pulso forte e com ajuda das fundadoras, Dona Marina realizou trabalhos maravilhosos e de grande valor para cidade, incentivando a inovação e a motivação através da arte. Mulher dinâmica, à frente do seu tempo, vê perspectivas de mudanças no ser humano através das realizações artísticas. Após contribuir com o enriquecimento artístico-cultural da cidade e região, aposentou-se em 1987, indo fixar residência no Rio de Janeiro, para assim tomar conta do Conservatório Brasileiro de Música, fundado pelo seu pai, mas sem esquecer os laços artísticos e familiares com Montes Claros.

Justiça – Certidão de óbito de Rubens Paiva agora admite assassinato pela ditadura

Novo documento aponta para morte “não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática […] do regime ditatorial instaurado em 1964.” Na última quinta-feira (23), a certidão de óbito do ex-deputado federal Rubens Paiva foi corrigida. A história dele e de sua família é contada no filme “Ainda Estou Aqui”, que concorre em três categorias no Oscar 2025. Agora consta na certidão emitida pelo Cartório da Sé, como causa da morte: “não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática à população identificada como dissidente política do regime ditatorial instaurado em 1964.” A notícia foi veiculada em primeira mão pela Rede Globo. A versão anterior da certidão, de 1996, constava apenas que ele havia desaparecido em 1971, e isto após a luta de sua esposa, Eunice Paiva. A mudança atende a uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que cartórios retifiquem certidões de mortos e desaparecidos políticos. Dessa maneira, conforme o ONRCPN (Operador Nacional do Registro Civil de Pessoas Naturais), o Conselho entende que deve ocorrer retificação de certidões de óbito em 202 casos, além de serem emitidos 232 novo registros de óbitos referentes a desaparecidos. Neste casos, com a indicação da violência cometida pelo Estado no período da ditadura, como na certidão de Paiva. PGR A Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu, em novembro passado, ofício do Supremo Tribunal Federal (STF) para se manifestar sobre a apuração quanto à morte de Rubens Paiva. A corte aguarda o posicionamento, ainda não realizado, para dar prosseguimento, ou não, em uma ação penal contra cinco acusados pelo assassinato. A denúncia original, feita pelo Ministério Público Federal, em 2014, envolve os já falecidos Rubens Paim Sampaio, Raymundo Ronaldo Campos e Jurandyr Ochsendorf e Souza, e os ainda vivos Jacy Ochsendorf e Souza e José Antônio Nogueira Belham. Nestes anos de tramitação, com diversas apelações, o caso chegou ao STF. Em decisão recente, o ministro Flávio Dino aceitou recurso do MPF para que a Lei da Anistia não tenha validade para proteger crimes de ocultação de cadáver – legislação que vinha favorecendo a defesa dos acusados. Dados levantados pelo ICL Notícias com base no Portal da Transparência revelam que juntos os cinco acusados custam para os cofres públicos mais de R$ 140 mil por mês, entre aposentadorias e pensões. Ao ano o valor é superior a R$ 1.6 milhão. O major da reserva Jacy Ochsendorf recebe R$ 23,4 mil, já o general reformado José Antônio R$ 35,9 mil, além de gratificações. Os valores são sem descontos. Os outros mais de R$ 80 mil são pagos em pensões a familiares dos três acusados já mortos

Ministro critica postura de Aécio sobre BR-381 e reafirma início das obras

O ministro dos Transportes, Renan Filho, rebateu com firmeza as críticas do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) sobre o contrato de concessão da BR-381, assinado pelo governo Lula na quarta-feira, 22. Conhecida como “Rodovia da Morte”, a duplicação da estrada é uma demanda histórica dos mineiros e foi usada como palco para um embate público nas redes sociais nesta sexta-feira, 24. Aécio, ex-governador de Minas Gerais, adotou um tom cético em uma publicação no Instagram, sugerindo que a assinatura do contrato poderia ser mais uma “promessa adiada”. “Após décadas de descaso, o governo Lula assinou o contrato de duplicação da BR-381. Será que os mineiros finalmente podem acreditar que a obra será concluída?“, escreveu. Renan Filho, por sua vez, apontou o histórico de negligência em gestões anteriores e ressaltou que as obras começam no dia 6 de fevereiro, como parte dos compromissos firmados pelo governo. “Faltou você lembrar que, no governo FHC, as rodovias federais de Minas foram estadualizadas sob sua gestão, com promessas de investimentos que nunca se concretizaram. Devolveram essas rodovias em condições ainda piores”, rebateu o ministro. Aécio governou Minas Gerais de 2003 a 2010, período em que as demandas pela duplicação da BR-381 cresceram, sem que houvesse avanços concretos. A crítica de Renan reflete o cansaço dos mineiros com promessas não cumpridas, enquanto vidas continuam sendo ceifadas na perigosa estrada. Durante a assinatura do contrato, Renan também criticou a ausência do governador Romeu Zema (Novo), que optou por não participar da cerimônia. “Parece que a cobrança é mais política do que pelo interesse real na obra. O foco deveria ser o cidadão, não o oportunismo político”, declarou o ministro. O contrato firmado com a Concessionária Nova 381, do grupo 4UM Investimentos, prevê investimentos de R$ 10 bilhões ao longo de 30 anos, com o objetivo de melhorar a infraestrutura e reduzir os altos índices de acidentes. A postura de Aécio foi vista por muitos como uma tentativa de desviar o foco de sua própria inação enquanto governador, ignorando que o governo Lula agora avança em um projeto há muito negligenciado. Renan Filho destacou que a duplicação não será apenas um compromisso no papel, mas uma obra prioritária que, finalmente, sairá do campo das promessas políticas.

Hugo Motta promete não pautar anistia aos condenados do 8 de janeiro

O deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, afirmou nesta sexta-feira que Hugo Motta (Republicanos-PB), favorito para a presidência da Casa, garantiu à bancada petista que não pautará o projeto de lei que propõe anistiar os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Segundo Correia, o compromisso foi assumido durante reuniões com a bancada do PT e reforçado diante dos governistas. “O compromisso foi feito em reunião com a coordenação da bancada do PT e, posteriormente, com toda a bancada. Caso Arthur Lira não resolva a questão, Hugo Motta, como presidente, se comprometeu a não pautar o projeto”, declarou Correia. O deputado mencionou ainda que o inquérito da Polícia Federal, que indiciou Jair Bolsonaro e outros envolvidos nos atos, torna mais fácil a consolidação desse compromisso. O tema da anistia é considerado prioritário pela bancada bolsonarista, que também apoia Motta. Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, confirmou que a anistia aos condenados tem maior relevância para o grupo do que outros projetos, como o que poderia garantir a elegibilidade do ex-presidente. “Estamos trabalhando na anistia aos condenados. É um tema sensível, sujeito a interferências judiciais, por isso não deve ser publicizado agora”, declarou Eduardo. Hugo Motta, que busca apoio tanto do PL quanto do PT, tenta equilibrar posições diante do tema polêmico. Em outubro, o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), criou uma comissão especial para analisar o projeto de anistia, retardando sua tramitação para evitar que o assunto interferisse no processo de sucessão à presidência da Casa. “O tema precisa ser debatido pela Câmara, mas não pode contaminar a eleição da Mesa Diretora. Determinei a criação de uma comissão especial para buscar convergência no texto”, afirmou Lira à época. Enquanto isso, a possível presidência de Hugo Motta coloca o tema em evidência, especialmente com pressões de diferentes bancadas que divergem sobre a anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

Ponte da Unimontes vai destravar o trânsito em importante região da cidade

A Prefeitura de Montes Claros inaugurou nessa quinta-feira, 23, a “Ponte da Unimontes”, chamada assim por facilitar o acesso à Universidade Estadual de Montes Claros, mas que vai muito além, pois melhora significativamente a mobilidade e a fluidez no trânsito numa região de grande movimento. A ponte fica sobre o Córrego Vieira, na Avenida José Corrêa Machado, interligando as ruas Benedito Helvécio Guimarães, no bairro Melo, e Santo Antônio, no Todos os Santos. Com custo estimado em R$ 1,2 milhão, é composta por duas pistas de 3,7 metros de largura cada, para veículos, e duas passarelas laterais, de 2 metros de largura, para pedestres, separadas por guarda-rodas e protegidas por guarda-corpos nos lados externos. Ao inaugurar a obra, o prefeito Guilherme Guimarães fez questão de ressaltar o papel dos deputados de Montes Claros, nos âmbitos estadual e federal, para a concretização do empreendimento. A ponte se junta a um conjunto de mais de 2.500 obras realizadas pela gestão do ex-prefeito Humberto Souto, da qual Guilherme foi vice. Durante o ato de inauguração, o agora prefeito se propôs a dar continuidade ao projeto de cidade que se iniciou em 2016 por seu antecessor. Ele enumerou os pressupostos para uma gestão com foco nos anseios da população: determinação, vontade, eficiência, honestidade, correção e dedicação. Guilherme, que é professor da Unimontes, fez menção ao histórico da universidade e seu papel no desenvolvimento de Montes Claros e do Norte de Minas. Ele citou o ex-deputado Cícero Dumont (já falecido), autor da Lei Estadual 2.615, que criou a Fundação Norte Mineira de Ensino Superior (FUNM). Por intermédio da Constituição Mineira de 1989, a extinta FUNM foi transformada na atual Unimontes. Guimarães lembrou que a instituição de ensino foi estadualizada pelo ex-deputado Milton Cruz, lembrando ainda da luta dos professores João Valle Maurício e Alfredo Dolabella e do ex-prefeito Mário Ribeiro para o desenvolvimento do ensino superior na cidade. “Eles construíram a universidade e são responsáveis pela transformação da cidade”, homenageou. “Essa ponte vai melhorar não só o acesso à universidade, mas também o grande fluxo da região Norte à região Central, saindo do bairro Eldorado e passando pela Vila Atlântida, Santos Reis, Vila Brasília, Barcelona e Todos os Santos, para chegar ao bairro Melo, Centro e Jardim São Luiz. Ou seja, vamos liberar um grande corredor viário que estava congestionado na rua São Paulo, onde pessoas ficavam até meia-hora paradas nos semáforos”, explicou o prefeito. A partir de agora, assinalou Guilherme Guimarães, Montes Claros entrará em um novo estágio de realização de obras mais complexas, que exigirão aporte maior de recursos e participação dos representantes do município nas esferas estadual e federal. A cerimônia de inauguração contou com grande presença de público e autoridades, como a do presidente da Câmara Municipal, Júnior Martins, que ressaltou a continuidade do ritmo de obras. “Nem parece que trocamos de administração”, observou. O reitor da Unimontes, Wagner Santiago, destacou o fato de a primeira obra a ser inaugurada pela nova gestão ser batizada de “Ponte da Unimonntes”. Segundo ele, mais que ligar carros e pessoas, a ponte tem o papel de salvar vidas. Santiago disse que a intervenção no trânsito vai evitar os frequentes acidentes entre as ruas Tupis e São Paulo Foto: Solon Queiroz

‘Ainda Estou Aqui’ conquista três indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme

Fernanda Torres concorre ao prêmio de Melhor Atriz, categoria que venceu o Globo de Ouro. Além de Melhor Filme, ‘Ainda Estou Aqui’ concorre como Melhor Filme Internacional Nesta quinta-feira (23), o filme brasileiro ‘Ainda Estou Aqui’, dirigido por Walter Salles, conquistou três indicações ao Oscar 2025. A produção nacional irá disputar nas categorias Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz com Fernanda Torres, que já venceu o Globo de Ouro como melhor atriz em filme de drama. É a primeira vez que uma produção brasileira concorre na categoria Melhor Filme. Na disputa com filmes estrangeiros é a quinta vez. Antes disputaram o Pagador de Promessas” (1963), “O Quatrilho” (1996), “O Que É Isso, Companheiro?” (1998) e “Central do Brasil” (1999), outro filme de Salles. Em 1999, Fernanda Montenegro concorreu ao Oscar de Melhor Atriz por sua atuação em Central do Brasil, feito repetido agora por sua filha. Leia mais: Fernanda Torres faz história no Globo de Ouro com prêmio de Melhor Atriz Na categoria de Melhor Atriz, concorrem: Fernanda Torres (“Ainda estou”) Mikey Madison (“Anora”) Demi Moore (“A substância”) Karla Sofía Gascón (“Emilia Pérez”) Cynthia Erivo (“Wicked”) A atriz Demi Moore é considerada a principal rival de Torres. Ela também venceu ao globo de ouro, mas como Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical. Na categoria Melhor Filme Internacional, os indicados são: “Ainda estou aqui” (Brasil) “Emilia Pérez” (França) “Flow” (Letônia) “A Garota da Agulha” (Dinamarca) “A Semente do Fruto Sagrado” (Alemanha) Já como Melhor Filme são dez os indicados: “Ainda Estou Aqui” “Anora” “O Brutalista” “Um completo desconhecido” “Conclave” “Duna: Parte 2” “Emilia Pérez” “Nickel boys” “A substância” “Wicked” No total de 23 categorias, o filme com mais indicações neste ano foi ‘Emilia Pérez’, produção francesa gravada em espanhol. O polêmico drama criminal/musical, de Jacques Audiard, se passa no México, onde a advogada de um cartel ajuda seu líder a passar por uma redesignação sexual. O filme tem recebido muitas críticas pela visão estereotipada sobre os mexicanos e sobre como trata a questão da transição de gênero. Ainda assim, já é considerado o filme de língua não inglesa com mais indicações na história. O que joga a favor de ‘Emilia Pérez’ é a produtora, a Netflix, que realiza uma grande campanha para que, finalmente, um de seus filmes conquiste pela primeira vez a estatueta de Melhor Filme na principal premiação do cinema. Na segunda posição com dez indicações cada estão “Wicked” e “O Brutalista”, filme considerado um dos principais favoritos da noite. Na obra de ficção é retratada a vida do arquiteto húngaro László Toth (Adrien Brody) que foge da Europa para os Estados Unidos no pós 2º guerra para reconstruir a vida. A premiação da 97ª edição do Oscar acontece no dia 2 de março em Los Angeles (Califórnia, EUA). Confira aqui a lista completa de indicados.

Programa de Aceleração da Transição Energética foi sancionado nesta quarta-feira

Nova lei facilita acesso ao crédito para projetos sustentáveis, estimula a modernização da infraestrutura energética e reforça o papel do Brasil no combate às mudanças climáticas O Governo Federal sancionou, nesta quarta-feira (22/1), a lei que institui o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), uma iniciativa estratégica que reforça o compromisso do Brasil com o desenvolvimento sustentável e a liderança global na descarbonização. O Programa, que terá a adequação dos projetos coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), é um marco na promoção de tecnologias limpas e na ampliação da matriz energética renovável. Representando o Brasil do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância da nova lei para avançar nos compromissos de descarbonização firmados pelo Brasil. “O Paten reafirma o compromisso do nosso país com a liderança global na transição energética, trazendo inovação e desburocratizando o acesso a financiamentos de projetos de energia de baixo carbono”, comentou. O Paten viabiliza o acesso a crédito para empresas que possuem valores a receber da União, como precatórios e créditos tributários, para financiar projetos ligados à transição energética. O Fundo Verde, criado pela lei e administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), será a base desse financiamento, garantindo recursos para iniciativas de baixo carbono, sem a necessidade de garantias reais, o que reduz custos para os empreendedores. Entre as áreas contempladas pelo Programa, estão o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis, a valorização energética de resíduos, a modernização da infraestrutura de geração e transmissão de energia e a substituição de fontes poluentes por alternativas renováveis. Além disso, o Paten deverá estimular a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias de captura e armazenamento de carbono, hidrogênio verde, biogás e outras soluções de energia sustentável

Trump inicia mandato com ataques a direitos humanos e ao clima

No primeiro dia, presidente assina atos executivos que marcam nova fase do imperialismo, desmontam conquistas sociais e reforçam controle sobre nações em desenvolvimento Horas após tomar posse para um mandato que promete inaugurar uma nova fase do imperialismo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou sua segunda administração à frente da Casa Branca nesta segunda (20) assinando uma série de decretos que marcam uma guinada radical em políticas domésticas e externas. As medidas foram anunciadas em dois momentos: durante um evento na Capital One Arena, em Washington, D.C., e posteriormente no Salão Oval, onde Trump prometeu “restaurar a América” e reverter as políticas de seu antecessor, Joe Biden. Entre as ordens executivas estão a retirada do país da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Acordo de Paris, endurecimento das leis de imigração, cortes em programas de diversidade e novas diretrizes sobre exploração de combustíveis fósseis. Segundo Trump, as medidas representam “o início da restauração completa” dos Estados Unidos. “Que sensação ótima”, disse Trump sobre o retorno ao Oval. “Uma das melhores sensações que já tive”, completou. Trump formalizou a saída dos Estados Unidos da OMS, suspendeu o envio de recursos à organização e ordenou a revisão de acordos sanitários internacionais. O presidente reiterou sua crítica à entidade, afirmando que ela foi “influenciada pela China” durante a pandemia de Covid-19 e que “os Estados Unidos não vão mais financiar sua má gestão”. Ao assinar o decreto na Casa Branca, Trump disse que os EUA pagam injustamente mais que a China ao organismo da ONU, e acrescentou: a OMS “nos roubou”. Os Estados Unidos, país que é o principal doador da OMS, fornece um financiamento vital que mantém diversas operações da organização. Em seu decreto, Trump instrui as agências federais a “pausar futuras transferências de fundos do governo dos Estados Unidos, apoio ou recursos à OMS”, e as insta a “identificar sócios americanos e internacionais confiáveis e transparentes para assumir as atividades necessárias previamente empreendidas pela OMS”. “A decisão de deixar (a OMS) fragiliza a influência dos Estados Unidos, aumenta o risco de uma pandemia mortal e nos torna mais vulneráveis”, criticou Tom Frieden, ex-alto funcionário de saúde no governo de Barack Obama, em postagem no X. Especialistas advertiram que o país vai perder um acesso privilegiado a dados muito importantes de vigilância epidemiológica, o que poderia minar as capacidades de prevenção e vigilância de ameaças de saúde no exterior. Em relação ao Acordo de Paris, Trump assinou um decreto que retira o país do pacto global sobre mudanças climáticas, classificando-o como “um roubo”. O pacto foi assinado em 2015 pela comunidade internacional com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa que agravam o aquecimento global. Segundo o presidente, a medida permitirá uma economia de “US$1 trilhão” e estimulará a exploração doméstica de combustíveis fósseis. “Não vamos sabotar nossa indústria enquanto outros poluem impunemente”, afirmou. Um dos decretos assinado declarou emergência na área energética, embora a produção de petróleo de seu país esteja em recordes históricos. Isso lhe permitirá flexibilizar mais rapidamente todas as restrições sobre o uso de combustíveis fósseis. Sob o lema “perfurar, perfurar, perfurar”, prometeu agilizar licenças e revogar regulamentações e taxas à produção e uso de energia, incluindo mineração. Foram eliminadas também todos os limites de emissões sobre veículos e outros equipamentos que usam combustíveis fósseis. “Pode comprar o carro que quiser”, disse ele. Na área de imigração, Trump decretou emergência nacional na fronteira com o México, autorizando o envio de tropas e recursos adicionais para retomar a construção do muro iniciado em seu primeiro mandato. Também foram assinadas medidas para revogar a cidadania por direito de nascimento e suspender temporariamente o programa de reassentamento de refugiados. Os cartéis de drogas mexicanos foram designados como organizações terroristas, o que permitirá ações militares mais rigorosas. Trump anunciou ainda a retomada de políticas que mantêm migrantes em território mexicano enquanto aguardam decisões sobre pedidos de asilo. Outro ponto de destaque foi o perdão concedido a 1.500 pessoas condenadas pela invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Trump classificou os envolvidos como “patriotas injustamente perseguidos” e ordenou a libertação imediata daqueles que estão presos. A medida foi amplamente criticada por grupos de direitos humanos e adversários políticos. Trump revogou programas federais voltados para promoção de diversidade e equidade racial. Ele definiu o gênero como uma característica biológica e imutável, eliminando o reconhecimento de pessoas transgênero em documentos oficiais e suspendendo o financiamento de iniciativas voltadas para direitos reprodutivos e LGBTQIA+. No campo econômico, o presidente congelou novas contratações no setor público e exigiu o retorno imediato de funcionários federais ao trabalho presencial. Trump também determinou a revisão de práticas comerciais para combater déficits e indicou que tarifas sobre produtos importados podem ser reavaliadas. As ordens executivas de Trump geraram reações imediatas no cenário interno e internacional. Governadores de estados democratas prometeram contestar medidas que consideram inconstitucionais, enquanto organizações ambientais e de direitos humanos denunciaram retrocessos. Na ONU, a saída dos EUA da OMS e do Acordo de Paris foi vista como um golpe para a cooperação global em saúde e clima. Especialistas apontam que, apesar de o Partido Republicano controlar ambas as casas do Congresso, a margem estreita pode dificultar a implementação de algumas propostas mais controversas. Além disso, a resistência de cortes judiciais e governos estaduais pode limitar o alcance das políticas de Trump. Com uma agenda que polariza o país e intensifica a oposição internacional, o segundo mandato de Donald Trump promete testar novamente os limites das instituições americanas e os impactos de sua liderança no cenário global.

Diplomata André Corrêa do Lago será presidente da COP30

Embaixador foi o principal negociador do Brasil nas últimas duas cúpulas do clima O embaixador André Aranha Corrêa do Lago será presidente da COP30, a conferência da ONU sobre o clima, que acontecerá em Belém, no Pará, no final deste ano. Corrêa do Lago conhece profundamente as dificuldades envolvidas nas negociações envolvendo o combate às mudanças climáticas, e, em entrevista a este blog, ele afirmou que o Brasil terá três desafios principais na COP30. O primeiro deles é a revisão das metas climáticas de todos os países que assinaram o Acordo de Paris, exatamente 10 anos depois de o tratado ter sido fechado na capital francesa. O segundo desafio diz respeito ao financiamento das ações contra as mudanças climáticas, um tema que gerou muitas discussões, mas poucos resultados nas últimas COPs, realizadas em Sharm el-Sheik, no Egito, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e em Baku, no Azerbaijão. Os países mais ricos e desenvolvidos precisam definir os valores que destinarão às nações em desenvolvimento para que eles também tenham condições de financiar suas ações climáticas. Afinal, os países ricos são os maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global. Nestes dois casos, a missão de Corrêa do Lago e do Brasil ficou muito mais difícil com a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, anunciada na segunda-feira (20) pelo presidente Donald Trump. “Brasil tem que chegar unido à COP30”, diz embaixador | LIVE CNN O terceiro desafio é justamente a questão da criação do consenso mínimo nacional para que o país chegue menos dividido a Belém. “Eu acredito, como muitas outras pessoas, que nós temos que chegar unidos na COP. Tem vários temas relacionados às mudanças do clima que estão dividindo muito as pessoas do Brasil”, disse ele. “Então, eu acho que a melhor solução é o debate, a informação, para que, uma vez bem informados, pelo menos a gente possa chegar com o mesmo nível de informação e tão unidos quanto possível em Belém”, adicionou. Corrêa do Lago foi o principal negociador do Brasil nas últimas duas cúpulas do clima, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (em 2023) e em Baku, no Azerbaijão. Ana Toni será diretora-executiva da COP O governo confirmou também que a secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Ana Toni, será a diretora-executiva da COP. Ana Toni é uma das mais respeitadas especialistas em mudanças climáticas e meio ambiente do Brasil, com muita experiência em negociações internacionais. Ela e Corrêa do Lago fizeram uma parceria muito importante durante a última COP, em Baku, quando ajudaram a criar uma solução para o impasse relacionado ao financiamento das mudanças climáticas pelos países ricos – que se recusaram a chegar às cifras de mais de US$ 1 bilhão em ajuda anual para as nações em desenvolvimento. Juntos, os dois ajudaram a criar o “road from Baku to Belém”, um conceito que abriu espaço para negociações com relação ao tema durante o ano de 2025. Eles participaram, representando o Brasil, das reuniões mais importantes das últimas COPs