PSDB avalia fusão com PSD em busca de sobrevivência política

Em meio a uma grave crise de representatividade, o PSDB iniciou tratativas para uma possível fusão com o PSD, presidido por Gilberto Kassab. A informação foi publicada no jornal Estado de S.Paulo. A articulação ocorre após sucessivas derrotas eleitorais e a perda de quadros importantes, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, que migrou para o PSB em 2022. Na quinta-feira, 2, Paulo Serra, presidente do PSDB em São Paulo e ex-prefeito de Santo André, reuniu-se com Kassab para discutir o tema. Serra mostrou otimismo com as negociações. “Tivemos uma boa conversa e essa questão da fusão do PSDB com o PSD está avançando bastante”, afirmou. Ele também destacou que a união com outras legendas pode ser uma alternativa necessária: “Nós precisamos crescer e a fusão, incorporação ou federação podem ser alternativas.” Perdas e declínio Desde 2022, o PSDB tem enfrentado um processo de esvaziamento político. O partido não lançou candidato à presidência naquele ano, decisão considerada um erro estratégico por lideranças como Marconi Perillo, ex-governador de Goiás. Além disso, na última eleição municipal, os tucanos não elegeram vereadores em São Paulo e Belo Horizonte, os dois maiores colégios eleitorais do país. O partido também viu fracassar sua tentativa de aliança com o Cidadania, marcada por conflitos internos, e avalia ampliar a federação com o Solidariedade. Contudo, a fusão com o PSD desponta como o caminho mais sólido. Sobrevivência e cláusula de barreira A fusão é vista como a única alternativa viável para o PSDB sobreviver à cláusula de barreira em 2026. Essa regra exige que os partidos obtenham um número mínimo de votos nas eleições para a Câmara dos Deputados, condição para ter acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV. Apesar de divergências internas e da necessidade de aprovação do Cidadania, o presidente paulista do PSDB considera que o novo arranjo pode fortalecer ambas as siglas. Kassab, que tem se consolidado como um dos principais articuladores do centro político, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a fusão. Cenário incerto O declínio tucano, que já foi um dos partidos mais influentes do Brasil, reflete mudanças no cenário político nacional. A fusão com o PSD, ou mesmo uma incorporação, pode representar um recomeço. Contudo, especialistas avaliam que o sucesso da estratégia depende de ajustes internos no PSDB e de uma plataforma que reconecte o partido com o eleitorado

É DO BRASIL! Fernanda Torres ganha Globo de Ouro de melhor atriz

Brasileira venceu na categoria Melhor Atriz em Filme de Drama e quebrou um jejum de 26 anos na premiação Fernanda Torres fez história na 82ª edição do Globo de Ouro, realizada nesse domingo (5/1), no The Beverly Hilton Hotel, em Beverly Hills, na Califórnia. A brasileira venceu a categoria de Melhor Atriz em Filme de Drama, superando nomes de peso como Nicole Kidman (“Babygril”), Angelina Jolie (“Maria Callas”), Kate Winslet (“Lee”), Pamela Anderson (“The last showgirl”) e Tilda Swinton (“O quarto ao lado”). Há 26 anos, o Brasil não ganhava o Globo de Ouro. A última vez foi em 1999, quando “Central do Brasil”, também de Walter Salles, levou o prêmio na categoria então chamada de Melhor Filme Internacional. À época, Fernanda Montenegro, mãe de Torres, também foi indicada como melhor atriz em filme de drama, mas acabou perdendo para Cate Blanchett. “Quero dedicar esse premio à minha mãe. Vocês não têm ideia. Ela estava aqui há 25 (26) anos, e é uma prova que a arte pode sobreviver na vida até em momentos difíceis, pelos quais sobreviveu a Eunice Paiva (personagem vivida por Torres)”, declarou. Torres já havia dito que sua chance de ganhar o Globo de Ouro era “quase nula”. Ao longo dos últimos anos, ela e toda a equipe de “Ainda estou aqui” fizeram um périplo por Estados Unidos e Europa para divulgar o filme. “Estou fazendo zigue-zague no Atlântico, um negócio de maluco mesmo”, disse a atriz ao Estado de Minas, no início de novembro. “É como uma campanha política. Você tem que fazer o filme ser visto nos Estados Unidos, na Europa, no Brasil, se possível na Ásia… Uma loucura! Estou vivenciando na pele a glória e seu cortejo de horrores”, comparou a atriz na mesma entrevista. A premiação da atriz foi a única para o Brasil. “Ainda estou aqui” perdeu para o francês “Emilia Pérez”, de Jacques Audiard, em Melhor Filme em Língua Estrangeira. ‘Fritada’ A cerimônia do Globo de Ouro começou com o stand-up de abertura de Nikki Glaser. Ela disse que, embora seja conhecida pelas “fritadas” que costuma fazer com as celebridades em seus shows, não aproveitaria o evento para zombar de ninguém. Contudo, Glaser ironizou a posição neutra de diversos astros de Hollywood em relação à última eleição norte-americana, que deu vitória a Donald Trump, em novembro passado. “Vocês são poderosos, podem fazer qualquer coisa, menos dizer em quem votar”, ironizou a comediante. “Talvez da próxima vez vocês façam isso. Se tiver uma próxima vez”, acrescentou. Glaser também fez piada com a sequência de “Coringa”. Ao comentar sobre o musical “Wicked”, a comediante disse que o principal problema foram os fãs que cantavam as músicas no cinema. “Já em ‘Coringa’, o problema foram as músicas e as imagens que passavam na tela”, brincou. Zoe Saldaña foi a primeira vencedora anunciada na noite. Ela ganhou na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante por “Emilia Pérez”. Na sequência, foram anunciados Jean Smart (Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical por “Hacks”), Kieran Culkin (Melhor Ator Coadjuvante pelo filme “A real pain”); e Hiroyuki Sanada (Melhor Ator em Série de Drama por “Xógum: A Gloriosa saga do Japão). Jessica Gunning, da série “Bebê Rena”, ganhou Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia, Musical ou Drama; e o japonês Tadanobu Asano, de “Xógum: A Gloriosa saga do Japão”, ganhou na categoria de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia, Musical ou Drama. A série que é sensação da Disney+, aliás, se consagrou nesta 82ª edição do Globo de Ouro, vencendo em mais duas categorias (Melhor Série de Drama e Melhor Atriz em Série de Drama, para Anna Sawai). Já “Hacks” venceu Melhor Série de Comédia ou Musical. Demi Moore, que em quase 30 anos nunca tinha sido indicada ao Globo de Ouro, levou o prêmio na categoria de Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical pelo longa “A substância”. Em seu discurso de agradecimento, a atriz lembrou da dificuldade que teve ao longo da vida em acreditar em si mesma e enfatizou que a perfeição que muitas estrelas procuram não existe. “Wicked” foi o campeão de bilheteria. Brady Corbet, diretor de “O brutalista”, levou o prêmio de direção. o roteirista de “Conclave”, Peter Straughan levou Melhor Roteiro e Melhor Filme de Drama ficou com “O Brutalista”. Veja abaixo os vencedores: Cinema Melhor Filme de Drama “O Brutalista” “Um Completo Desconhecido” “Conclave” “Duna: Parte Dois” “Nickel Boys” “Setembro 5” Melhor Atriz em Filme de Drama Pamela Anderson – “The Last Showgirl” Angelina Jolie – “Maria” Nicole Kidman -“Babygirl” Tilda Swinton – “O Quarto ao Lado” Fernanda Torres – “Ainda Estou Aqui” Kate Winslet – “Lee” Melhor Ator em Filme de Drama Adrien Brody – “O Brutalista” Timothée Chalamet – “Um Completo Desconhecido” Daniel Craig – “Queer” Colman Domingo – “Sing Sing” Ralph Fiennes – “Conclave” Sebastian Stan – “O aprendiz” Melhor Filme de Comédia ou Musical “Anora” “Rivais” “Emilia Pérez” “A Real Pain” “A Substância” “Wicked” Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical Amy Adams – “Nightbitch” Cynthia Erivo – “Wicked” Karla Sofía Gascón – “Emilia Pérez” Mikey Madison – “Anora” Demi Moore – “A Substância” Zendaya – “Rivais” Melhor Ator em Filme de Comédia ou Musical Jesse Eisenberg – “A Real Pain” Hugh Grant – “Herege” Gabriel LaBelle – “Saturday Night” Jesse Plemons – “Tipos de Gentileza” Glen Powell – “Assassino por Acaso” Sebastian Stan – “A Different Man” Melhor Atriz Coadjuvante Selena Gomez – “Emilia Pérez” Ariana Grande – “Wicked” Felicity Jones – “O Brutalista” Margaret Qualley – “A Substância” Isabella Rossellini – “Conclave” Zoe Saldaña – “Emilia Pérez” Melhor Ator Coadjuvante Yura Borisov – “Anora” Kieran Culkin – “A Real Pain” Edward Norton – “Um Completo Desconhecido” Guy Pearce – “O Brutalista” Jeremy Strong – “O Aprendiz” Denzel Washington – “Gladiador II” Melhor Direção Jacques Audiard – “Emilia Pérez” Sean Baker – “Anora” Edward Berger – “Conclave” Brady Corbet – “O Brutalista” Coralie Fargeat – “A Substância” Payal Kapadia – “All We Imagine as Light” Melhor Roteiro “Emilia Pérez” –

Brasil volta a ser país de classe média após mais de uma década

O Brasil retomou a posição de país de classe média em 2024, após quase uma década. Um estudo da Tendências Consultoria revelou que 50,1% dos domicílios brasileiros agora pertencem às classes C ou superiores, com renda domiciliar acima de R$ 3,4 mil por mês. Este é o primeiro aumento significativo desde 2015, quando a proporção de famílias em classe média chegou a 51%. Com informações do Globo. A recuperação do mercado de trabalho foi o principal fator para esse avanço, afirma a economista Camila Saito, da Tendências. “Desde 2023, observamos uma importante migração de famílias das classes D e E para a classe C, impulsionada pela retomada econômica pós-pandemia e pela valorização do salário mínimo”. Formação de novos empregos Em 2024, a renda das famílias da classe C teve um crescimento expressivo de 9,5%, enquanto a classe B, com rendimentos entre R$ 8,1 mil e R$ 25 mil, registrou aumento de 8,7%. A recuperação econômica foi acompanhada pela criação de 3,6 milhões de vagas formais de emprego entre 2023 e 2024, fortalecendo o acesso ao mercado de trabalho. Segundo Marcelo Neri, diretor da FGV Social, o Brasil viveu em 2024 um período marcado pela queda da desigualdade. “A renda média domiciliar per capita subiu 6,98%, mas entre os 50% mais pobres, o aumento foi de 10,2%”. Ele destaca que a combinação de crescimento do PIB e ganhos salariais foi essencial para o avanço social. Apesar do progresso, desafios permanecem. Saito alerta que as famílias das classes D e E ainda enfrentam dificuldades devido às baixas remunerações e altas taxas de informalidade. Já Paulo Tafner, do Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social, aponta que a baixa qualidade da educação limita a mobilidade social de forma estrutural. Vale lembrar que a marca anterior, obtida sob o governo Dilma, começou a decair a partir de 2015, ano no qual foi preparado o terreno para o golpe que viria a destituir a presidenta do cargo para que Michel Temer e sua “Ponte para o Futuro” pudesse ser adotada e culminou na eleição de Jair Bolsonaro.

Fernanda Torres pode levar Globo de Ouro Inédito para o Brasil

A torcida dos fãs brasileiros para que Fernanda Torres consiga a estatueta do Globo de Ouro 2025 está cada vez mais agitada. A premiação ocorre neste domingo (5) e conta com “Ainda Estou Aqui” concorrendo como Melhor Filme de Língua Não Inglesa. Globo de Ouro: Fernanda Torres e ‘Ainda estou aqui’ vivem expectativa por premiação neste domingo (5) — Foto: Reprodução/Jornal NacionalO evento ocorre no Hotel Beverly Hilton, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e reúne diversos artistas do cinema para um tapete vermelho que tem início às 20h30 e segue para com as apresentações até às 22h. A edição será apresentada pela comediante Nikki Glaser. No entanto, o palco terá presenças de outras estrelas: Andrew Garfield, Anya Taylor-Joy, Elton John, Kate Hudson, Nicolas Cage, Sharon Stone, Vin Diesel e Viola Davis. A programação pode ser assistida através da TNT, na TV a cabo, e no Max (antiga HBO MAX), no streaming. O canal E! Entertainment faz a cobertura do evento, no tapete vermelho. Leia também Fernanda Torres é indicada ao Globo de Ouro, 25 anos após Fernanda Montenegro Fernanda Torres celebra indicação ao Globo de Ouro, mas descarta vitória: “Chance nula” Indicada ao Globo de Ouro como melhor atriz dramática por “Ainda Estou Aqui”, Fernanda Torres vive um momento de celebração e serenidade. “A chance de alguém falando português levar um prêmio desse tamanho é praticamente nula”, afirmou em entrevista à Folha. “Só de estar indicada já estourei meu champanhe. Vou para lá com sensação de dever cumprido”. A atriz disputa a categoria com gigantes como Nicole Kidman, Angelina Jolie e Tilda Swinton, em um ano com performances excepcionais. Torres destacou a dificuldade da competição. “Para ser justo, deveria ter dez indicações de mulher por prêmio. São tantas performances incríveis em filmes muito diferentes.” Ao lado do diretor Walter Salles e colegas como Selton Mello, ela tem promovido o longa desde setembro, após sua estreia no Festival de Veneza, onde ganhou o prêmio de melhor roteiro. Preparada para o evento, Fernanda passou por uma maratona de provas de roupas, experimentando cerca de 30 vestidos em um único dia. “O tapete vermelho é uma indústria paralela nessas premiações”, explicou. Sobre o prêmio, mantém o espírito zen: “Nem preparei discurso para domingo.” Em destaque na revista W Magazine, Fernanda foi considerada parte da “realeza brasileira”, uma homenagem à sua trajetória e à de sua mãe, Fernanda Montenegro. “É tão bonito estar aqui por Eunice Paiva. Foi um dia incrível, com Daniel Craig saindo, Angelina Jolie entrando, e você ali representando essa história”, celebrou a atriz. Ainda Estou Aqui Ainda Estou Aqui é um filme brasileiro que conta a história real de Eunice Paiva, que lutou para descobrir o que aconteceu com o seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva, durante a ditadura militar: O filme se passa em 1971, quando Rubens Paiva foi levado pela polícia e desapareceu. Eunice Paiva dedicou 40 anos da sua vida à busca pela verdade sobre o que aconteceu com o marido. O filme é baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, filho de Eunice e Rubens Paiva. O livro conta a história de Eunice e de sua luta contra o Alzheimer, e também aborda o período da ditadura militar. O filme foi dirigido por Walter Salles e conta com Fernanda Torres e Fernanda Montenegro no elenco. O filme é marcado por uma trilha sonora com músicas de artistas como Tim Maia, Erasmo Carlos, Tom Zé e Os Mutantes. O filme recebeu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cinema de Veneza

Queimadas em alta em 2024 reforçam desafios climáticos e ambientais no Brasil

Dados do Inpe mostram pior índice desde 2010; seca histórica e gestão climática exigem medidas mais eficazes para preservação dos biomas brasileiros O ano de 2024 consolidou-se como um dos mais desafiadores para a preservação ambiental no Brasil, com 278.229 focos de incêndio registrados, segundo o BD Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O aumento de 46% em relação a 2023 fez deste o pior resultado desde 2010, evidenciando o impacto de uma combinação de fatores climáticos e estruturais. Entre os biomas, a Amazônia e o Cerrado despontaram como os mais atingidos, respondendo por quase 80% das ocorrências. Na Amazônia, foram registrados 140.328 focos, o maior número desde 2007 e um aumento de 42% em relação ao ano anterior. No Cerrado, os 81.432 focos configuraram o pior cenário desde 2012, com crescimento de 60%. No Pantanal, o aumento foi ainda mais alarmante: 120%, alcançando 14.498 focos e agravando as condições de um bioma que ainda se recupera de incêndios históricos. Especialistas apontam que a seca prolongada, intensificada pelo fenômeno climático El Niño, potencializou os impactos. Mas as dificuldades de combate aos incêndios também são reflexo de problemas que antecedem o clima. O desmonte de órgãos de fiscalização e a flexibilização de normas ambientais, predominantes até 2022, deixaram um legado de fragilidade estrutural para conter a destruição. Diante do cenário crítico, o governo federal tem buscado reverter o quadro com uma série de iniciativas, como a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e a retomada de investimentos via Fundo Amazônia. Continue lendo após a publicidade “O ano de 2025 se iniciará com a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo já em funcionamento, o que garantirá o fortalecimento da articulação junto a estados e municípios, fator crucial para alcançar respostas mais céleres em relação aos incêndios”, explicou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O governo também têm colhido alguns resultados positivos. Em novembro de 2024, por exemoplo, o Inpe mostrou que houve redução da área desmatada na Amazônia. Dados do Prodes (Projeto do Sistema de Monitoramento dos Biomas Brasileiros) indicam que 6.288 km² de floresta foram desmatados ao longo de 2024, o que representa uma redução de 25,7% em relação a 2023, quando a Amazônia teve 8.174 km² quadrados de floresta desmatada. Segundo o instituto, esse foi o menor índice de desmatamento em área total dos últimos 9 anos. Uma das metas do governo Lula é zerar o desflorestamento na Amazônia até 2030. Belém do Pará sediará a COP30, principal evento da ONU (Organização das Nações Unidas) para o clima, em novembro deste ano. Em outra medida para conter a crise climática, o governo federal publicou em 24 de dezembro uma MP (Medida Provisória) para liberar crédito extraordinário de R$ 233,2 milhões para o atendimento da população atingida por incêndios e estiagem na Amazônia e no Pantanal. Cerca de R$ 5,1 milhões serão destinados ao Ministério de Minas el Energia para ampliação e aprimoramento dos SAH (Sistemas de Alerta Hidrológico) em operação na região amazônica. A medida visa a mitigar os impactos da crise hídrica. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente usará R$ 118 milhões, por meio do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), para fortalecer a capacidade logística das equipes de fiscalização ambiental e das brigadas federais onde há maior incidência de focos de calor

Dino suspende repasses a ONGs sem transparência e exige auditoria

Confira a lista de organizações que tiveram os pagamentos suspensos O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão imediata de repasses de verbas públicas por meio de emendas parlamentares a organizações não-governamentais (ONGs) que, segundo um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), não deram a transparência adequada no recebimento desses recursos. Segundo o relatório de uma auditoria da CGU, metade das 26 entidades não deu informações de transparência adequada ou não divulgou informações. “Em face dos resultados apresentados, determino: I) a suspensão imediata dos repasses às entidades que não fornecem transparência adequada ou não divulgam as informações requeridas, nos termos do Relatório da CGU, com a inscrição das referidas entidades no Cadastro de Entidades Privadas Sem Fins Lucrativos Impedidas (CEPIM) e no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS) pelos órgãos competentes do Poder Executivo”, decidiu o magistrado. Dino mandou a Advocacia-Geral da União informar os ministérios sobre o impedimento de novos repasses e que se cumpra a determinação em um prazo de cinco dias. O ministro do STF deu prazo de 60 dias para que a CGU faça auditoria específica nas 13 entidades que não forneceram dados transparentes sobre os repasses. Também deu 10 dias para que essas ONGs apresentem dados completos e transparentes das emendas nos seus endereços eletrônicos. A decisão, tomada por Dino durante o recesso do Judiciário, é mais um capítulo em que o magistrado questiona o uso de emendas parlamentares e a falta de transparência no repasse desses recursos. Na virada do ano, o ministro do STF decidiu bloquear o empenho — compromisso de pagamento — de emendas de comissão tanto da Câmara quanto do Senado após justificar que ritos não teriam sido cumpridos. Continue lendo após a publicidade Confira a lista de ONGs que tiveram os pagamentos suspensos: Ibras (Instituto Brasileiro de Cidadania e Ação Social); Instituto Besouro de Fomento Social e Pesquisa; União Brasileira de Educação e Assistência; Coppetec (Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos); Funape (Fundação de Apoio e Pesquisa); Fundação Faculdade de Medicina; Fade-UFPE (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco); Fundape (Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária do Acre); Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos; Instituto Praxis de Educação, Cultura e Ação Social; Instituto de Câncer de Londrina; Fundação de Apoio e Pesquisa; Fapur (Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro); Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisa e Estudos Tecnológicos; FEC (Fundação Euclides da Cunha) da UFF (Universidade Federal Fluminense). (Com informações da Reuters)

Rubens Menin critica juros altos: “isso não tem sentido”

Fundador da MRV avalia que o Brasil vive um “ciclo perverso” na política monetária e alerta para os impactos no mercado imobiliário O empresário Rubens Menin concedeu entrevista à Folha de S. Paulo, em que criticou duramente a política monetária do Banco Central e alertou para o risco de o Brasil entrar em um “ciclo perverso” de juros elevados. “Estamos pagando juros altíssimos, o segundo mais alto do mundo. Isso não tem sentido”, afirmou, destacando a necessidade de uma comunicação mais clara do governo para acalmar o mercado. Fundador e presidente do conselho de administração da MRV, Menin considera que a alta da Selic tem minado os instrumentos de crédito, especialmente no setor imobiliário. “Aos poucos, vai sangrando, sangrando, até um momento em que não tem volta”, disse, referindo-se aos financiamentos habitacionais e à retração no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Ele defendeu a independência do Banco Central, mas insiste que a política monetária “sozinha não resolve o problema do Brasil”. O empresário também comentou o impacto dos juros altos na estratégia das empresas, que veem seus custos de capital dispararem. “As companhias reduzem investimentos para conseguir pagar os juros da dívida”, afirmou. Segundo ele, a restrição de crédito afeta desde bancos digitais, como o Banco Inter (do qual é acionista), até indústrias e consumidores que veem a renda comprometida. “Os juros altos são uma armadilha para as pessoas”, alertou. Menin, que investe no clube Atlético-MG por meio de uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol), pontuou ainda a relevância das “bets” (apostas esportivas) como fonte de receita para o futebol. No entanto, pediu regulamentação para evitar o endividamento descontrolado de apostadores. “Alguma regulamentação deve ser feita, porque há uma parcela vulnerável da população sofrendo com o vício do jogo”, defendeu. Além dos investimentos no mercado esportivo e imobiliário, Rubens Menin é fundador da CNN Brasil e proprietário da Rádio Itatiaia. “Para se ter notícias, é preciso investimento. A imprensa é fundamental para a democracia”, afirmou

Novos associados do BRICS, Cuba e Bolívia reforçam o Sul Global

A inclusão de novos parceiros busca fortalecer a cooperação econômica e política do bloco, promovendo a integração dos países do Sul Global. Desde 1º de janeiro de 2025, Cuba e Bolívia adquiriram oficialmente o status de países associados ao grupo BRICS, que já conta com Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul como membros fundadores. A decisão, acordada na cúpula do bloco em outubro de 2024 em Kazan, Rússia, simboliza um marco importante na transição para uma ordem econômica e política multipolar. A inclusão de novos parceiros, entre eles Cuba e Bolívia, busca fortalecer a cooperação econômica e política do bloco, promovendo a integração dos países do Sul Global em um cenário internacional mais equitativo. O chanceler russo, Serguêi Lavrov, destacou que essa nova categoria de adesão permitirá que os países associados se integrem efetivamente aos formatos de cooperação do BRICS. BRICS: expansão e relevância global Em 2025, o BRICS consolida sua posição como uma força global significativa, representando mais de 35% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, 45% da população global e 30% da superfície terrestre. Com a expansão, o bloco continua a fortalecer sua influência como alternativa ao sistema liderado pelas economias ocidentais. Segundo o chanceler russo Serguêi Lavrov, a nova categoria de associação permite que países como Cuba e Bolívia se integrem aos formatos de cooperação do BRICS, ampliando a relevância do bloco no cenário internacional. Cuba: superando bloqueios e ampliando oportunidades Para Cuba, a adesão ao BRICS é vista como uma oportunidade estratégica para contornar o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, destacou que o bloco oferece “uma grande esperança para os países do Sul” em busca de um sistema internacional mais justo. A ilha caribenha se destaca no BRICS por suas capacidades em biotecnologia, produção de medicamentos e cooperação científica. Além disso, a possibilidade de realizar transações em moedas locais reduzirá a dependência do dólar, facilitando o comércio com novos parceiros. O chanceler Bruno Rodríguez reforçou a necessidade de uma convivência global baseada na solidariedade e integração entre os países. Para a Bolívia, o BRICS abre portas para mercados amplos como os de China e Índia, que juntos somam 2,6 bilhões de pessoas. O presidente boliviano, Luis Arce, celebrou a adesão como um passo decisivo para impulsionar a produção nacional e promover o desenvolvimento econômico. Bolívia e o acesso a novos mercados Para a Bolívia, o BRICS oferece uma janela de oportunidade para expandir seus horizontes econômicos. O presidente Luis Arce destacou a importância de acessar os gigantescos mercados de países como China e Índia, que juntos representam 2,6 bilhões de habitantes. Essa abertura implica desafios, especialmente em termos de aumentar a produção nacional para atender à demanda externa. “Estamos abrindo novos mercados, o que significa produção, investimento e desenvolvimento econômico”, declarou Arce, enfatizando a necessidade de fortalecer a base produtiva boliviana. Além disso, o mandatário sublinhou que o BRICS oferece uma oportunidade para que a Bolívia avance em termos tecnológicos e tenha acesso à cooperação financeira multilateral. Arce também ressaltou o caráter diverso e multilateral do grupo, que não se baseia em afinidades conjunturais, mas em princípios de cooperação e respeito às diferenças. Brasil e os desafios do mandato rotativo Em meio à expansão do BRICS, o Brasil assumiu a presidência rotativa do grupo em 2025. Entre as prioridades do mandato estão a reforma da governança global, a facilitação do comércio e a criação de alternativas ao dólar como meio de pagamento. A próxima cúpula do bloco está programada para julho, no Rio de Janeiro. Um novo capítulo para o Sul Global A inclusão de Cuba e Bolívia, juntamente com outros países como Indonésia, Malásia e Uganda, reforça o papel do BRICS como catalisador do crescimento das economias emergentes. Mais do que uma aliança econômica, o bloco representa uma alternativa ao modelo ocidental, promovendo maior equilíbrio de poder no sistema internacional. Para Cuba e Bolívia, a adesão ao BRICS simboliza novas oportunidades em um cenário global em transformação, com perspectivas de diversificação econômica, avanços tecnológicos e maior integração financeira. ALBA-TCP celebra adesões Os Estados-membros da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP) celebraram com entusiasmo a adesão de Cuba e Bolívia ao BRICS como países parceiros. A aliança destacou que essa conquista representa um passo importante na construção de um mundo multipolar, comprometido com a cooperação e o desenvolvimento equitativo. Em nota oficial, a ALBA-TCP expressou sua alegria ao ver dois países membros integrarem uma plataforma internacional que tem ganhado força na promoção do multilateralismo, estabilidade e segurança globais. “Esses propósitos refletem os ideais que deram origem à nossa aliança há vinte anos, fruto dos esforços de Hugo Chávez e Fidel Castro, e dos sonhos dos heróis da independência da América Latina e do Caribe”, destacou o comunicado, referindo-se aos pilares de paz, cooperação e solidariedade que moldaram a visão do bloco. A ALBA-TCP ressaltou que a adesão de Cuba e Bolívia reafirma o compromisso desses países com a construção de uma nova ordem mundial mais inclusiva e democrática, essencial para a sobrevivência da humanidade. O bloco reconheceu o potencial dessas nações em transmitir ao BRICS os valores de solidariedade, diversidade e complementaridade que definem a essência da Aliança Bolivariana. Defesa da inclusão da Venezuela no BRICS Apesar das comemorações, a ALBA-TCP lamentou que um país tenha rompido o consenso no BRICS, impedindo, por enquanto, a adesão da Venezuela. A aliança destacou que a exclusão venezuelana ocorre em um momento crucial para o futuro do mundo e reiterou seu compromisso em promover a inclusão do país no bloco. “Convencidos da necessidade de superar exclusões, continuaremos defendendo o direito soberano da Venezuela de ser parte do novo mundo multipolar em consolidação”, afirmou a nota. O bloco argumentou que a Venezuela possui as condições materiais e os valores históricos necessários para impulsionar o BRICS na região, reforçando a solidariedade e o novo multilateralismo. A ALBA-TCP aproveitou a ocasião para exigir o fim das agressões contra a Venezuela e o respeito à

Reforma do IR garante isenção até R$ 5 mil com ganho na arrecadação federal

Segundo auditores da Receita, com essa medida, a arrecadação adicional seria de R$ 41,06 bilhões, superando o custo da isenção para as faixas de renda mais baixas (previsto em R$ 35,5 bilhões). A proposta de reforma do Imposto de Renda (IR) apresentada pelo Governo Federal no final de novembro de 2024 promete isentar contribuintes com rendimentos de até R$ 5.000,00 mensais, beneficiando cerca de 16,1 milhões de brasileiros. Apesar do custo estimado de R$ 35 bilhões, um sistema de alíquotas progressivas para os mais ricos garantiria a neutralidade fiscal, segundo o Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) com possível ganho de arrecadação. O estudo do Sindifisco Nacional, ao qual o Portal Vermelho teve acesso, serve de contraponto à crítica do mercado financeiro e economistas ortodoxos, que reagiram negativamente sobre seus impactos fiscais e econômicos. A incerteza contribuiu para a escalada do dólar, que ultrapassou a marca de R$ 6,30 nas últimas semanas. Segundo o Sindifisco, a medida não agravará o rombo das contas públicas se for implementada em conjunto com o aumento da tributação sobre os mais ricos. A proposta, anunciada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em dezembro de 2024, é vista como um movimento para reduzir desigualdades tributárias no país. O governo defende que as mudanças no IR não resultarão em perda de arrecadação, pois a isenção até R$ 5 mil seria compensada por uma tributação maior para os que ganham acima de R$ 50 mil mensais. Haddad reforçou que a isenção só será aprovada com a garantia de aumento na tributação das altas rendas. De acordo com o Sindifisco, se as medidas forem implementadas conjuntamente, há potencial para um aumento líquido na arrecadação. Alíquota efetiva para os mais ricos: a chave para a compensação O estudo do Sindifisco propõe a implementação de alíquotas efetivas progressivas, partindo de 0% para rendimentos anuais de R$ 600 mil e chegando a 10% para quem ganha acima de R$ 1,2 milhão. Com essa medida, a arrecadação adicional seria de R$ 41,06 bilhões, superando o custo da isenção para as faixas de renda mais baixas (previsto em R$ 35,5 bilhões). “O exercício que propomos deixa claro que não há perda de arrecadação. Um sistema mais progressivo beneficia toda a sociedade e está alinhado ao princípio da capacidade contributiva previsto na Constituição”, explicou Dão Real, presidente do Sindifisco. A medida alcançaria cerca de 160 mil declarantes das faixas mais altas de renda, corrigindo distorções em que milionários pagam percentuais significativamente inferiores aos das classes médias. Atualmente, por exemplo, um contribuinte com rendimentos de R$ 24,5 milhões por ano paga apenas 5,12% de IR, enquanto quem ganha R$ 280 mil anuais contribui com 11,34%. Milionários e professores: uma comparação desigual Se milionários fossem taxados com a mesma alíquota efetiva de 12,8% paga por um professor universitário, o incremento anual na arrecadação seria de R$ 35,5 bilhões, o equivalente ao gasto com segurança pública de todos os estados do Nordeste e Centro-Oeste em 2023, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. “Não há justificativa ética ou econômica para que bilionários paguem menos impostos, proporcionalmente, do que professores universitários. Embora a proposta atual seja um avanço, ainda há muito a ser feito para corrigir as distorções do sistema tributário brasileiro”, destacou Isac Falcão, ex-presidente do Sindifisco Nacional. Falcão acredita que a resistência à proposta reflete a aversão das elites a pagar mais impostos. Ele também destaca que a liberação de recursos para contribuintes de menor renda deve estimular a economia por meio do consumo, enquanto a maior tributação sobre os ricos tem impacto mínimo, já que esse grupo tende a poupar em vez de gastar. Combate à elisão fiscal e ajustes na tabela O Sindifisco alertou que o incremento estimado de R$ 5,5 bilhões pode não se materializar devido a estratégias de planejamento tributário abusivo. Para mitigar esse risco, é essencial intensificar o combate a práticas de elisão fiscal e fortalecer a fiscalização da Receita Federal. Outro ponto destacado foi a necessidade de corrigir a defasagem acumulada da tabela do IR, que alcançou 149,19% até 2023. A reforma reduziria esse índice para 87,26%, mas ainda deixaria um resíduo significativo, evidenciando que o problema da defasagem histórica não seria totalmente resolvido. Rumo a uma Reforma Ampla? Embora a expectativa inicial fosse de uma ampla reforma do IR, o governo optou por um caminho mais simples com alíquotas mínimas. Essa solução permite avançar na tributação de lucros e dividendos, hoje isentos, sem necessariamente revisar toda a estrutura tributária. Economistas se posicionaram considerando que a medida não resolve a complexidade do sistema tributário e pode gerar distorções adicionais. Já o Sindifisco considera que a medida é um passo necessário e viável para enfrentar as desigualdades fiscais, sem depender de uma reforma total. Neutralidade fiscal e justiça tributária O governo deve enviar as propostas ao Congresso em fevereiro de 2025, após o recesso parlamentar. O desafio será aprovar as mudanças garantindo que as medidas compensatórias sejam implementadas de forma integrada, evitando que a isenção cause um desequilíbrio fiscal. A combinação da isenção para rendas de até R$ 5 mil e a tributação mais justa dos extratos superiores não apenas garantiria a neutralidade fiscal, mas também promoveria maior equidade no sistema tributário. Segundo o Sindifisco, essa é uma oportunidade de modernizar o IR e alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais. Apesar das dificuldades previstas no Congresso Nacional, a proposta traz avanços significativos na busca por um sistema tributário mais justo e progressivo

Fuad Noman é internado com insuficiência respiratória aguda

O prefeito respira com ajuda de aparelhos e está passando por exames para avaliação de saúde Dois dias após assumir o cargo, o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), voltou a ser internado no Hospital Mater Dei nesta sexta-feira (3), devido a um quadro de insuficiência respiratória aguda. De acordo com o boletim médico, Noman respira com ajuda de aparelhos e está passando por exames para avaliação de saúde. O prefeito não pôde comparecer à cerimônia de diplomação em 18 de dezembro por questões de saúde, e precisou ser internado um dia depois devido a complicações que incluíram diarreia e desidratação. Fuad Noman recebeu alta hospitalar somente em 23 de dezembro, mas, por recomendações médicas, participou da cerimônia de posse no dia 1º de janeiro de maneira remota. O prefeito revelou em junho de 2024 que foi diagnosticado com câncer linfático. Durante a pré-campanha, passou por tratamento quimioterápico e, em outubro, anunciou que o câncer estava em remissão