América vence Cruzeiro nos pênaltis e vai à final do Mineiro

Coelho venceu o Cruzeiro nos pênaltis por 4 a 2, neste sábado (22/2), no Independência, pela semifinal e carimbou a vaga na grande decisão. O América está na final do Campeonato Mineiro! Em jogo equilibrado, o Coelho venceu o Cruzeiro nos pênaltis por 4 a 2, neste sábado (22/2), no Independência, pela semifinal e carimbou a vaga na grande decisão. O tempo regulamentar terminou empatado por 1 a 1. O Coelho saiu na frente com, enquanto o time celeste empatou com Lucas Romero. A equipe ainda aguarda o resultado da outra semifinal, entre Atlético e Tombense, para descobrir qual será o adversário. O primeiro tempo foi mais emocionante – os times se arriscaram mais e a partir dos 30 minutos, a intensidade ficou clara: de cada lado, as tentativas forçavam maior participação dos goleiros. Marlon contou com bom passe de Adyson para abrir o placar. Minutos depois, contudo, o Cruzeiro teve sucesso com jogada de bola parada, e Romero incendiou o Horto. Já o segundo tempo ficou aquém do que os times podiam fazer. Mesmo que ambos precisassem do resultado, a partida ficou morna e não contou com grandes emoções. A ansiedade vinha da arquibancada, em que as duas torcidas tentavam empurrar os jogadores e tinha o grito entalado para comemorar a classificação. O América teve a chance de garantir a vaga na final com Jonathas, de pênalti, mas ele desperdiçou e viu a torcida se enfurecer. Do outro lado, a torcida azul e branca foi à loucura e ainda mais motivada para as cobranças de pênalti. Próximos jogos Antes da final, o América tem outro compromisso. A equipe enfrentará o Cascavel-PR, nesta quarta-feira (26/2), às 19h, no Estádio Olímpico Regional Jacy Miguel Scanagatta, no interior do Panará, pela primeira fase da Copa do Brasil. Já o Cruzeiro ficará um mês sem entrar em campo. O próximo desafio será contra o Mirassol, em 29 de março, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo O primeiro tempo foi equilibrado. A partida ganhou tom mais emocionante no último terço, quando os jogadores protagonizaram algumas discussões que deixaram o clima mais acalorado. A cobrança foi intensa sobre o árbitro, que lidou bem e soube apaziguar as situações. Mesmo que com maior posse de bola, o América ainda não tinha as melhores chances no jogo – apostou nos chutes de fora da área ou com pouca potência. O Cruzeiro parecia mais perto do gol e fez o goleiro Matheus Mendes trabalhar – principalmente com tentativa de Matheus Henrique de fora da área e de Kaio Jorge. Em melhor oportunidade, o camisa 19 da Raposa recebeu sozinho, à frente. O zagueiro Ricardo Silva chegou na cobertura e conseguiu desequilibrar o atacante. Além disso, Matheus Mendes saiu bem do gol para impedir a finalização. Os jogadores reclamaram de pênalti. Insistente pelos lados, o América se deu bem com Adyson, que foi lançado pela direita. Ele cruzou para a outra ponta e achou Marlon, que chegou livre de marcação para dominar e mandar para o gol: 1 a 0. O gol foi para revisão do VAR, que analisou possível impedimento, mas validou a jogada. Não houve muito tempo para tentar controlar o jogo. Do lado celeste, a jogada ensaiada funcionou. Eduardo cobrou falta com passe em Lucas Romero, que estava próximo da intermediária. O volante dominou e chutou forte para o gol: 1 a 1 As equipes tinham pressa. Sem nada resolvido dentro de campo, a intensidade tomou conta nos minutos finais. Kaio Jorge teve chance de virar o placar. O atacante recebeu passe de Dudu, pela esquerda, e chutou de lado, mas Matheus Mendes fez grande defesa com a perna e salvou o Coelho. Segundo tempo A posse de bola ficou dividida. Os dois times se viram travados no meio e não conseguiram avançar com perigo. O América arriscou com Cauan Barros, que recebeu de Adyson na entrada da área, mas viu Cássio defender. Já o Cruzeiro tentou com Gabigol, mas o chute do atacante não saiu forte e facilitou a defesa de Matheus Mendes. Diferentemente do primeiro tempo, o jogo ficou lento. Dos dois lados, as equipes pareciam sem pressa. Tinham tranquilidade para trocar passes entre a defesa, mas as movimentações não imprimiam efeito ofensivo – as jogadas não se transformavam em possibilidades de gol. A melhor chance foi do Cruzeiro. Pelo lado direito, Dudu roubou a bola de Mariano, cortou e mandou para Gabigol, na entrada da área, que viu a meta já sem o goleiro Matheus Mendes. O atacante chutou em cima do zagueiro Lucão, que afastou o perigo. Já no fim do jogo, Yago Santos, cria da base do Coelho, recebeu a bola na direita e avançou para a área. Na hora de chutar, Marlon deu carrinho e derrubou o jogador. O VAR entrou em ação e recomendou revisão do árbitro. Após a análise, ele assinalou pênalti. Jonathas partiu para a cobrança, mas chutou fraco e viu Cássio defender com facilidade. Pênaltis Elizari cobrou do lado direito, deslocou Cássio e abriu o placar para o América: 1 a 0. William bateu no canto direito e Matheus Mendes defendeu: 1 a 0. Cauan Barros cobrou no lado esquerdo, à meia altura: 2 a 0. Matheus Henrique bateu firme no canto esquerdo, sem chances para Matheus Mendes: 2 a 1. Jonathas bateu no canto esquerdo. Cássio acertou o lado, mas não fez a defesa: 3 a 1. Marlon chutou forte e viu a bola ir para fora no lado direito: 3 a 1. Figueiredo cobrou firme, mas viu Cássio defender: 3 a 1. Gabigol bateu no lado direito, acertou a trave, mas viu a bola entrar mesmo assim: 3 a 2. Marlon cobrou de cavadinha e marcou: 4 a 2. AMÉRICA 1 X 1 CRUZEIRO América Matheus Mendes; Júlio (Mariano aos 21 do 2T), Ricardo Silva, Lucão, Marlon; Kauã Diniz (Miqueias, no intervalo), Cauan Barros e Benítez; Figueiredo, Adyson (Yago Santos aos 21 do 2T) e Renato Marques (Jonathas aos 21 do 2T). Técnico: William Batista Cruzeiro Cássio; William, Jonathan Jesus, Fabrício
Manipular, vigiar e matar: o papel dos ‘kids pretos’ no golpe

Para PGR, militares das Forças Especiais cuidavam do ‘trabalho sujo’ incluindo sequestrar e matar Lula, Alckmin e Moraes de campanha de Operações Especiais do Exército define os “kids pretos” como oficiais preparados para atuar em “missões de alto risco”, com “dificuldade de coordenação e apoio”, aptos a se infiltrar em “ambientes hostis” visando “alvos de valor significativo”. Apresentada nesta quarta, 19 de fevereiro, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso da tentativa de golpe ilustra fielmente como os “kids pretos” atuam na prática. Na trama, pelo menos 12 militares formados em Forças Especiais – incluindo um ex-comandante dos “kids pretos” – fariam o ‘trabalho sujo’ do golpe, com missões para sequestrar e matar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o presidente e o vice-presidente da República então eleitos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB). Os “kids pretos” também tinham a função de conduzir operações de manipulação contra membros do Alto Comando do Exército, para que aderissem ao golpe. Mauro Cid revelou à PF que militares tentaram criar caos para justificar um estado de sítio após as eleições de 2022 Um trecho da delação do tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e peça central na trama golpista, revela aspectos típicos da doutrina das Forças Especiais no caso. Segundo Cid, dois tenente-coronéis lotados no Comando de Operações Especiais o procuraram durante a crise após as eleições em 2022, afirmando que “algo precisaria ser feito para que causassem um caos” e, com isso, forçariam “a decretação do estado de defesa ou estado de sítio”. PGR aponta que Bolsonaro recebeu plano golpista de “kids pretos” para sequestrar e matar autoridades antes da posse Na denúncia, a PGR lembra que os “kids pretos” são treinados para dominarem “táticas de operações em missões de inteligência, exploração e reconhecimento de comunicações clandestinas, operações em conflitos armados não convencionais”, além de “infiltração em território inimigo” e “manejo de crises em ambientes hostis”. “As técnicas das Forças Especiais eram utilizadas pela organização criminosa não apenas no contato com os movimentos populares [acampamentos golpistas], mas especialmente no desenho das estratégias de ruptura institucional”, relata ainda o procurador-geral da República, Paulo Gonet, na denúncia apresentada ao STF. Base da denúncia da PGR, as investigações da Polícia Federal (PF) destacam três “kids pretos” como figuras centrais na trama: o general e ex-membro do Alto Comando do Exército Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, à época comandante de Operações Terrestres da Força, o general da reserva Mário Fernandes e o tenente-coronel Mauro Cid. Os “kids pretos” centrais na trama do golpe Preso preventivamente desde novembro de 2024, após a operação Contragolpe, da PF, o general da reserva Mário Fernandes trabalhou no Palácio do Planalto como secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência desde julho de 2021 até o fim do governo Bolsonaro. O general, aliás, foi o responsável por designar quem acompanharia Bolsonaro em sua ‘fuga’ para Miami (EUA) antes da posse de Lula ainda em dezembro de 2022, como mostra o Diário Oficial da União. Homem de confiança do general da reserva e também “kid preto” Luiz Eduardo Ramos, ele comandou o 1º Batalhão de Forças Especiais do Exército – uma das unidades dos “kids pretos”, em Goiânia (GO) – por quase três anos, entre julho de 2008 e junho de 2011. General Mário Fernandes, preso desde 2024, teria coordenado operações para monitorar e eliminar opositores do golpe Não à toa, segundo a investigação da PF, o general Fernandes coordenava “ações de monitoramento e neutralização [assassinato] de autoridades públicas, em conjunto com Marcelo Costa Câmara [coronel da reserva do Exército e também “kid preto”], além de realizar a interlocução com as lideranças populares” ligadas ao fatídico dia 8 de janeiro de 2023. Segundo a PGR, Fernandes elaborou o plano “Punhal Verde Amarelo”, que visava assassinar Lula e Alckmin antes da posse, e o apresentou ao ex-presidente Bolsonaro. A denúncia aponta ainda que o general Fernandes trabalhou diretamente na operação “Copa 2022”, um plano de monitoramento clandestino para a “neutralização” (assassinato) do ministro do STF Alexandre de Moraes. O plano “Punhal Verde Amarelo” previa o assassinato de Lula e Alckmin antes da posse, segundo denúncia da PGR Segundo a PGR, Fernandes teria discutido a operação clandestina com os tenente-coronéis Hélio Ferreira de Lima, Mauro Cid e Rafael Martins de Oliveira, todos “kids pretos”, na residência do general da reserva Walter Braga Netto – tido como um dos arquitetos da trama golpista. Evidências colhidas pela PF reforçam o papel de Fernandes na operação “Copa 2022”, pois ele teria elencado a necessidade de compra de seis aparelhos celulares anônimos para serem usados no plano – o que de fato aconteceu, segundo as investigações. O general Fernandes também atuou como elo entre os golpistas no governo Bolsonaro e os acampados em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília (DF), com diversos diálogos com lideranças bolsonaristas recuperados pela PF durante a investigação. O material apresentado pela PF contém ainda registros de visitas presenciais de Fernandes no acampamento, com suspeita de envolvimento na elaboração de cartazes e panfletos usados para manter os acampados mobilizados no local. São, afinal, exemplos de técnicas ensinadas às Forças Especiais do Exército, por vezes enquadradas como Operações Psicológicas pelos militares. O general Theophilo era outra peça fundamental da trama. De acordo com a denúncia da PGR, o militar membro do Alto Comando do Exército teria aceitado “coordenar o emprego das forças terrestres conforme as diretrizes do grupo” golpista. Theophilo era o comandante de Operações Terrestres do Exército (COTER), em Goiânia – unidade a qual o Comando de Operações Especiais é diretamente vinculado, para eventual uso da tropa. “O COTER era, portanto, órgão relevante para a implementação do plano golpista, especialmente na execução de ações sensíveis, como a da prisão do Ministro Alexandre de Moraes”, afirma o procurador-geral Paulo Gonet, na denúncia enviada ao STF. Com base na delação de Mauro Cid e em mensagens recuperadas de seu telefone, a PGR aponta que o general Theophilo “se comprometera
Imprensa bolsonarista e influenciadores foram peça-chave na tentativa de golpe

Jovem Pan e blogueiros de extrema direita propagaram fake news para desacreditar eleições e pressionar militares. PGR aponta que estrutura foi coordenada pelo núcleo de inteligência A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro e seus aliados, enviada ao Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (18), aponta que a desinformação teve papel central na tentativa de golpe. Segundo a PGR, a Jovem Pan, influenciadores digitais e blogueiros bolsonaristas foram usados como veículos para desacreditar as eleições, pressionar militares e justificar uma intervenção. Conforme a denúncia, o esquema era operado pelo Núcleo de Inteligência e Segurança, liderado por Alexandre Ramagem e Filipe Martins, responsáveis por coordenar campanhas de ataques a instituições e a opositores políticos. A Procuradoria divide as ações golpistas em cinco núcleos. A PGR detalha que a Jovem Pan utilizou sua concessão pública para amplificar falsas alegações de fraude eleitoral e entrevistas com militares alinhados ao plano golpista. A emissora foi um dos principais meios de pressão sobre as Forças Armadas, disseminando dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas e atacando ministros do STF e generais que resistiram à conspiração. A emissora veiculou, de forma recorrente, discursos que endossavam a tese de que Bolsonaro teria sido vítima de um “sistema” que impediu sua reeleição. A denúncia detalha que a Jovem Pan atuou na “propagação de informações falsas sobre as eleições e na deslegitimação dos resultados, promovendo a falsa narrativa de que o pleito foi fraudado e que o sistema eleitoral brasileiro não era confiável”. Segundo a peça do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em uma transmissão do programa Os Pingos nos Is, veiculada em 4 de agosto de 2021, Jair Bolsonaro fez uma live ao vivo na Jovem Pan afirmando que “o código-fonte das urnas eletrônicas de 2018 teria sido acessado por um hacker, que poderia ter interferido no resultado do pleito”. Além disso, Bolsonaro acusou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de “destruir ou ocultar provas sobre os fatos”. A denúncia da PGR também aponta que comentaristas da Jovem Pan, alinhados ao ex-presidente, atacaram ministros do STF e TSE, buscando enfraquecer sua credibilidade. “Os denunciados utilizaram a imprensa bolsonarista como ferramenta de ataque sistemático contra ministros do STF e TSE, incentivando a desobediência institucional e a insatisfação popular”. O discurso difundido pelos aliados de Bolsonaro por meio da imprensa incluía ataques diretos ao ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE à época, com a alegação de que ele “nunca poderia ter presidido o tribunal por ter vínculos políticos com Geraldo Alckmin”. A estratégia incluía a difusão de desinformação sobre vulnerabilidades inexistentes no sistema eleitoral e a propagação de dúvidas sobre a lisura das eleições, mesmo após a derrota de Bolsonaro. A PGR destaca que a Jovem Pan “viabilizou e fortaleceu o ambiente de descrédito que culminou na tentativa de golpe”. Outros veículos da imprensa bolsonarista também participaram desse esforço. A Revista Oeste publicou conteúdos que reforçavam a tese de que Lula havia vencido de forma ilegítima, enquanto canais alternativos, como o Terça Livre, ajudaram a espalhar a teoria da fraude eleitoral. Influenciadores e blogueiros bolsonaristas: pressão e radicalização Além da imprensa tradicional, a denúncia destaca o papel de influenciadores e blogueiros de extrema direita. Fernando Cerimedo, influenciador argentino, produziu vídeos amplamente compartilhados que alegavam fraude eleitoral. A PGR aponta que aliados do ex-presidente compartilharam a live de Cerimedo contendo fake news sobre as eleições de 2022, com o objetivo de incentivar as manifestações que ocorriam nos quartéis logo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Essa divulgação foi liderada principalmente pelo tenente-coronel Marques Almeida, um dos denunciados pela PGR. A denúncia indica que Almeida foi responsável por compartilhar vídeos com cortes da live para amplificar o conteúdo falso. “Hoje, depois desse vídeo, eu acho que as manifestações não voltam mais, o pessoal não volta mais pra casa”, escreveu Almeida em uma troca de mensagens incluída na denúncia Tércio Arnaud Tomaz, ex-assessor de Bolsonaro e integrante do “Gabinete do Ódio”, também é apontado na denúncia como um dos responsáveis por coordenar campanhas de desinformação contra ministros do STF e figuras da oposição. “As investigações revelaram que Tércio Arnaud Tomaz, valendo-se de sua posição de assessor direto de Jair Bolsonaro, operou como peça-chave na disseminação de informações falsas e na coordenação de ataques a adversários políticos”, diz a peça. A denúncia aponta que Tércio Arnaud Tomaz compartilhou com Mauro Cid um link contendo a íntegra da live de Fernando Cerimedo, “com o objetivo de amplificar a desinformação e consolidar a tese da fraude eleitoral”. Outros nomes citados na denúncia incluem Filipe Martins, que articulou a estratégia digital para descredibilizar o sistema eleitoral e fomentar a radicalização da base bolsonarista. O esquema envolvia o uso de bots, ataques orquestrados nas redes sociais e campanhas de difamação contra opositores. A disseminação da fake news para fomentar o golpe O esquema de desinformação tinha como objetivo gerar um ambiente de caos e desconfiança que justificasse a permanência de Bolsonaro no poder. A PGR detalha que a disseminação das fake news envolveu: A manipulação do relatório das Forças Armadas, sugerindo inconsistências inexistentes. A criação de campanhas digitais para amplificar o discurso de fraude. O ataque direto a opositores, com campanhas coordenadas de difamação. Em um dos trechos da denúncia, a PGR afirma que “os denunciados utilizaram-se de ferramentas de redes sociais e mídias alternativas para propagar desinformação, visando gerar instabilidade institucional e deslegitimar o processo eleitoral”. Ataques ao STF, TSE e militares resistentes A denúncia também destaca que a campanha de desinformação não se restringiu ao ambiente digital. Ministros do STF foram alvos de campanhas de difamação, com o objetivo de minar sua autoridade e forçá-los a acatar medidas que favorecessem Bolsonaro. Luís Roberto Barroso, por exemplo, foi falsamente associado ao crime organizado em diversas postagens e matérias veiculadas pela imprensa bolsonarista. Além disso, generais que resistiram à conspiração foram publicamente atacados. O então comandante do Exército, Tomás Paiva, foi alvo de campanhas coordenadas para forçá-lo a aderir ao golpe. As redes bolsonaristas espalharam conteúdos que o acusavam de traição, tentando pressioná-lo a mudar de posição. “”Os denunciados buscaram descredibilizar
Delação de Cid expõe golpe e detalha outros crimes de Bolsonaro

Sigilo da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi derrubado pelo ministro Alexandre de Moraes Na delação premiada feita à Justiça, o tenente-coronel Mauro Cid, que ocupou o posto de ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, revelou os caminhos da trama golpista idealizada dentro do Palácio do Planalto, além de outros crimes. As informações vieram a público nesta quarta (19) com a derrubada do sigilo do depoimento de delação premiada firmado por Cid. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes foi quem tirou o sigilo, pois entende que não existe mais necessidade com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas. O depoimento segue as linhas de investigações no STF do inquérito 4874, conhecido como inquérito das milícias digitais antidemocráticas, que trata de: ataques virtuais a opositores; ataques às instituições (STF, TSE), ao sistema eletrônico de votação e à higidez do processo eleitoral; tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; ataques às vacinas contra a Covid-19 e às medidas sanitárias na pandemia; uso da estrutura do Estado para obtenção de vantagens (uso de cartões corporativos para pagamento de despesas pessoais/inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 no sistema do Ministério da Saúde/ desvio de bens de alto valor patrimonial entregues por autoridades estrangeiras). Organização de golpe De acordo com a delação, o então assessor especial da presidência Filipe Garcia Martins foi quem rascunhou e entregou a Bolsonaro a “chamada minuta do golpe”. Conforme explicou Cid, o ex-presidente ainda recebia os comandantes das Forças Armadas para aderir à trama. O ex-ajudante de ordens, ao expor a organização de um golpe de Estado depois que Lula venceu as eleições, afirmou ainda que os coronéis “de Oliveira” e “Ferreira Lima” o procuraram sob o indicativo de que precisavam fazer algo para não entregar o posto ao presidente eleito. Nestes encontros, em 9 e 11 de novembro de 2022, já estava germinado o plano “Punhal Verde e Amarelo” – para assassinar autoridades, dentre elas Lula e Moraes. Nos dias seguintes, ocorreu uma reunião na casa do general Braga Netto, candidato a vice-presidente derrotado na chapa de Bolsonaro. Os envolvidos pregavam “mobilização de massa” com a finalidade de convencer o Exército a aderir. O tom da conversa era sobre promover uma situação que desencadeasse uma reação de Bolsonaro, por exemplo, a assinatura de alguma medida golpista, como estado de sítio. No entanto, Braga Netto pediu para que Cid se retirasse naquele momento, pois ele era próximo demais de Bolsonaro para ser implicado, uma vez que os golpistas queriam provocar a reação do então presidente. Este depoimento se soma ao fato de que militares pediram a Cid R$ 100 mil, que ele acredita ser para a execução do plano Punhal Verde Amarelo, organizado dentro do grupo chamado “Copa 2022″. Ele não conseguiu os valores, mas Braga Netto teria conseguido com “o pessoal do agro” e repassado o dinheiro em espécie para o tenente-coronel Rafael de Oliveira. Na denúncia apresentada pela PGR, é ressaltado que Bolsonaro sabia e concordou com plano para matar Lula, Alckmin e Moraes. Em parte dos depoimentos, Cid também afirmou que Jair Bolsonaro solicitou que Alexandre de Moraes fosse monitorado pela chamada “Abin Paralela”. O ex-presidente queria saber se o ministro se encontrava com o então vice-presidente general Mourão. Bolsonaro também determinou que os comandantes das Forças Armadas divulgassem nota em garantia da presença de pessoas nos acampamentos golpistas em frentes aos quartéis. A medida tinha como intenção manter os seus apoiadores mobilizados para qualquer ação que ele pudesse ter. Motociatas Na delação, Cid apontou que as motociatas promovidas por Bolsonaro eram bancadas, em partes, com o cartão corporativo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), então comandado pelo general Augusto Heleno. Com o cartão foram compradas motos para acompanhar Bolsonaro, além de custear o transporte das mesmas pelo país, pagar gastos de hospedagem e de alimentação dos servidores que acompanharam as motociatas. Cid ainda falou realizava pagamentos na conta de Bolsonaro e depósitos determinados por assessores de Michelle Bolsonaro. Vacina Na delação, Cid informou que Bolsonaro ordenou a inserção de dados falsos na sua caderneta de vacinação contra a covid-19, assim como na da sua filha. A finalidade era ter o cartão preenchido para qualquer eventualidade, como no caso de viagens. Ele chegou a viajar para os Estados Unidos, em 2022, época em que o país exigia vacinação para a entrada. Não foi constatado se Bolsonaro se valeu do documento falso ou se apenas utilizou o passaporte diplomático e ficou isento de mostrar o cartão de vacina. Conforme apontou Cid, os certificados com dados falsos foram entregues em mãos ao ex-presidente. A investigação sobre a fraude nas vacinas, que também está do depoimento de Cid, não faz parte da denúncia apresentada pela PGR no STF. É possível que o procurador-geral Paulo Gonet, apresente o caso em outra denúncia. A Polícia Federal já indiciou Bolsonaro sobre o caso na Procuradoria. Joias Outra parte da delação se detém sobre as joias sauditas. Assim como na fraude da vacinação, este ponto da delação não faz parte da denúncia que Gonet apresentou, mas pode aparecer em futura representação contra Bolsonaro. Neste caso o ex-presidente também já foi indiciado e poderá ter, com relatório da PF somado à delação de Cid, as provas suficientes para que a Procuradoria apresente denúncia no STF. Conforme Mauro Cid, ele mesmo entregou para Bolsonaro US$ 86 mil oriundos de joias recebidas como presentes de chefe de Estado oferecidos pela Arábia Saudita. Foram duas vendas nos Estados Unidos, uma de relógios das marcas Rolex e Patek Philippe (US$ 68 mil) e outra da venda de um kit de joias em ouro branco (US$ 18 mil). O dinheiro foi entregue em espécie ao ex-presidente de forma parcelada, para que não passasse pelo sistema bancário e nem levantasse suspeitas. Bolsonaro quis o dinheiro, segundo Cid, para custear a condenação judicial vencida pela deputada federal Maria do Rosário no valor de
Mais de 1,5 milhão de mineiros recebem Bolsa Família e Auxílio Gás em fevereiro

Mais de 1,57 milhão de famílias em Minas Gerais serão beneficiadas neste mês pelo Bolsa Família, programa de transferência de renda do Governo Federal. O investimento destinado ao estado ultrapassa R$ 1,03 bilhão, resultando em um valor médio de R$ 656,40 por família nos 853 municípios mineiros. O pagamento começa nesta segunda-feira (17/2) e se estende até o dia 28, conforme o cronograma baseado no final do Número de Identificação Social (NIS). Sete cidades mineiras terão o pagamento unificado devido a situações emergenciais reconhecidas pelo governo federal. São elas: Ipatinga, Coronel Fabriciano, Juramento, Divinópolis, Jordânia, Mata Verde e Pavão. Ao todo, 36.282 famílias dessas localidades receberão os benefícios de forma conjunta, dentro das ações de enfrentamento a desastres. Dentre os benefícios complementares do programa, destaca-se o Benefício Primeira Infância (BPI), voltado a crianças de zero a seis anos. Em Minas Gerais, 734.318 crianças estão incluídas nesse repasse, com um adicional de R$ 150 por criança na composição familiar, totalizando um investimento de R$ 100,88 milhões. Além disso, mais de 1,14 milhão de crianças e adolescentes de sete a 18 anos também receberão um complemento de R$ 50, bem como 60.470 gestantes e 27.569 nutrizes. O valor destinado a esses pagamentos supera R$ 54,37 milhões no estado. O Bolsa Família também prioriza grupos em situação de vulnerabilidade extrema. Em fevereiro, 69.240 famílias pertencentes a esses segmentos serão contempladas em Minas Gerais. Os beneficiários incluem 24.098 famílias em situação de rua, 3.328 famílias indígenas, 17.746 famílias quilombolas, 1.538 famílias com crianças em situação de trabalho infantil, 4.611 famílias com pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão e 17.919 catadores de material reciclável. O maior valor médio de benefício no estado é registrado em Espírito Santo do Dourado, onde a quantia chega a R$ 742,66. Em seguida, estão Água Comprida (R$ 727,03), Fortaleza de Minas (R$ 714,76), Durandé (R$ 710,75) e Perdigão (R$ 709,75). O Governo Federal também destina, em fevereiro, o pagamento do Auxílio Gás, voltado a famílias em situação de maior vulnerabilidade social. O repasse beneficia 466.006 famílias em Minas Gerais, garantindo um valor de R$ 106 por família para cobrir o custo integral de um botijão de 13 quilos de gás de cozinha. O investimento total é de R$ 49,39 milhões. No Brasil, o Bolsa Família atenderá em fevereiro um total de 20,56 milhões de famílias, alcançando os 5.570 municípios do país. O investimento federal é de R$ 13,8 bilhões, com um valor médio de R$ 671,81 por família. Entre os beneficiários, estão 9,12 milhões de crianças de zero a seis anos, 12,3 milhões de crianças e adolescentes de sete a 16 anos incompletos, e 2,6 milhões de adolescentes de 16 a 18 anos incompletos. Nos grupos prioritários nacionais, o programa alcança 240,8 mil famílias indígenas, 279,7 mil famílias quilombolas, 241,3 mil famílias em situação de rua e 385,2 mil catadores de material reciclável. Também são atendidas 13,6 mil famílias com crianças em situação de trabalho infantil e 62 mil famílias com integrantes resgatados de trabalho análogo ao escravo. Mulheres representam a maioria entre os responsáveis familiares do Bolsa Família: 83,52% dos beneficiários, totalizando 17,17 milhões. A Regra de Proteção permite que famílias permaneçam no programa por até dois anos mesmo após conseguirem emprego formal ou aumento de renda. Nessa situação, o benefício é reduzido para 50% do valor original. Atualmente, 2,92 milhões de famílias estão incluídas nessa condição. No Auxílio Gás, 5,43 milhões de famílias recebem o valor de R$ 106, beneficiando aproximadamente 16,7 milhões de pessoas. O investimento é de R$ 575,5 milhões. A região Nordeste lidera o número de beneficiários do Bolsa Família, com 9,4 milhões de famílias atendidas e um investimento de R$ 6,29 bilhões. O Sudeste vem em seguida (5,93 milhões), seguido pelo Norte (2,63 milhões), Sul (1,48 milhão) e Centro-Oeste (1,10 milhão). Entre os estados, a Bahia tem o maior número de beneficiários (2,47 milhões), seguida por São Paulo (2,46 milhões) e Minas Gerais (1,57 milhão). O maior valor médio de repasse é registrado em Roraima (R$ 737,15), Amazonas (R$ 726,04) e Amapá (R$ 719,43).
Ponte sobre o Rio São Francisco entre Januária e Pedras de Maria da Cruz está segura

A ponte sobre o Rio São Francisco, que liga Januária a Pedras de Maria da Cruz, na MGC-135, não apresenta risco de desabamento, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). A conclusão foi divulgada após duas vistorias realizadas por técnicos do órgão. A avaliação foi motivada por preocupações levantadas em vídeos que circulam na internet, mostrando o balanço de uma junta de dilatação da estrutura. Construída na década de 1990, a ponte possui 1.054 metros de comprimento e 12,7 metros de largura. O diretor de construção do DER-MG, Anderson Tavares, explicou que as juntas de dilatação são espaços entre os módulos estruturais da ponte e permitem movimentações necessárias para absorver impactos do tráfego, ventos e variações de temperatura. “Sem essa flexibilidade e balanço controlado, previsto nos projetos de engenharia, haveria riscos estruturais. No entanto, a ponte foi projetada para suportar essas condições”, afirmou Tavares. O DER-MG também anunciou que a ponte passará por melhorias entre 2025 e 2026, com manutenção programada para garantir a segurança e longevidade da estrutura.
Governo anunciará três novas medidas de crédito para a população

Use as setas para cima ou para baixo para aumentar ou diminuir o volume. O governo federal planeja lançar três novas medidas para ampliar o acesso ao crédito para a população. De acordo com o presidente, a iniciativa visa impulsionar a economia por meio da oferta de mais crédito acessível a trabalhadores, pequenos agricultores e empreendedores individuais. “O Brasil vai crescer mais porque há uma série de fatores positivos em andamento, como o menor nível de desemprego da história, o aumento da massa salarial e uma oferta de crédito sem precedentes. Vamos anunciar mais três políticas de crédito para fortalecer esse cenário”, afirmou. Uma das medidas em estudo prevê a criação de um novo modelo de crédito consignado privado, sem limite para os juros cobrados. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que o projeto será enviado ao Congresso antes do Carnaval, com expectativa de implementação até meados de março. O governo defende a ampliação do crédito para setores estratégicos da sociedade, garantindo condições mais acessíveis para trabalhadores formais e autônomos. “Dinheiro bom não é aquele que se concentra na mão dos mais ricos, mas sim o que chega aos trabalhadores, pequenos produtores rurais e microempreendedores”, enfatizou. A proposta em elaboração permitirá que bancos ofereçam esse crédito diretamente por meio de seus aplicativos e demais canais. Inicialmente, a operação será viabilizada pelo eSocial, plataforma do governo que registra informações trabalhistas de funcionários com carteira assinada. A iniciativa atende a demandas do setor bancário, mas contraria a posição do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que defende um modelo semelhante ao consignado do INSS, com maior regulação dos juros. O projeto que será encaminhado ao Congresso prioriza a operacionalização básica da nova modalidade, permitindo que trabalhadores formais tenham acesso facilitado a linhas de crédito por meio da base de dados do eSocial.
Reitoria da UFRGS denuncia formando que pintou suástica no rosto em formatura

Aluno de Engenharia de Minas colou grau após apagar símbolo; universidade avalia suspender diploma A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) registrou boletim de ocorrência na Polícia Federal contra o estudante Vinicius Krug de Souza, do curso de Engenharia de Minas, que tentou participar da colação de grau com uma suástica pintada no rosto nesta terça-feira (18). O fato ocorreu no Campus Centro, na capital gaúcha. O formando é morador da cidade de Novo Hamburgo, região Metropolitana de Porto Alegre, e acabou participando da colação de grau após apagar o símbolo, mas pode ter a emissão do diploma suspensa. Acionados antes da formatura, quando tomaram conhecimento do caso, o vice-reitor Pedro Costa e o coordenador de Segurança foram até a sala em que os formandos se preparam para a cerimônia e proibiram o estudante de participar da colação de grau com a suástica pintada no rosto. O formando alegou que se tratava de um símbolo hindu e negou que estava ostentando um símbolo nazista. A apologia do nazismo se enquadra na Lei 7.716/1989. Em nota, a Reitoria da UFRGS afirma que advertiu o aluno que se não apagasse a suástica, além de não poder colar grau, seria encaminhado para a Polícia Federal para registro de ocorrência e para que a PF avaliasse se era ou não um símbolo nazista o que ele ostentava. “Diante dessa advertência, ele concordou em apagar a pintura da suástica e manteve no rosto outros símbolos, sem relação com o nazismo, com os quais permaneceu na cerimônia.” Ainda de acordo com a nota, diferentemente das diversas manifestações nas redes sociais, o formando em questão não ostentava símbolos nazistas durante a cerimônia de formatura. “Também é importante destacar que a decisão da Universidade de dar prosseguimento à cerimônia dentro da possível normalidade diante deste inadmissível episódio deve-se à consideração aos demais formandos, seus familiares e convidados que estavam reunidos em um momento de celebração. Posto isso, a UFRGS reafirma que não tolera manifestações de ódio, de intolerância ou de ataque aos direitos humanos nos seus espaços.” O boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Federal pelo vice-reitor na manhã desta quarta-feira (19). A universidade avalia ainda tomar outras medidas, entre elas a suspensão da emissão do diploma. “A Reitoria irá se reunir com a procuradora federal na UFRGS para definição das medidas administrativas no âmbito da Universidade cabíveis nesse caso”, afirma. O deputado estadual Leonel Radde (PT) registou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI). O caso também será investigado pela Polícia Civil. Entidades se posicionam Em nota, o Diretório Central dos Estudantes da UFRGS reafirmou que apologia ao nazismo é crime essa ação não passará impune. “A UFRGS é território antifascista e não aceitaremos que se normalizem ações como essa dentro da nossa Universidade.” A direção do DCE se reuniu nesta quarta com a Administração Central da Universidade e exigiu a anulação do diploma do estudante. “Exigimos uma posição enérgica e diligente da UFRGS diante do crime de apologia ao nazismo cometido pelo formando do curso de Engenharia de Minas na noite de ontem. Nós não iremos descansar até que essa ação seja punida exemplarmente!”. A Associação Gaúcha de Engenheiros de Minas (Agem) também lançou uma nota repudiando o ocorrido. “Consideramos inaceitável qualquer manifestação que faça apologia ao nazismo ou a ideologias que pregam o ódio e a intolerância. Tais atitudes são incompatíveis com os valores éticos e profissionais que norteiam a Engenharia de Minas e a sociedade como um todo. A AGEM apoia integralmente as medidas adotadas pela UFRGS, que proibiu a participação do estudante na cerimônia enquanto ostentava o símbolo nazista e registrou boletim de ocorrência junto à Polícia Federal para a devida investigação do caso.” Nota completa da UFRGS: “Nota sobre episódio que antecedeu a cerimônia de formatura dos cursos de Engenharia Metalúrgica, Engenharia de Minas e Engenharia de Materiais ocorrida nesta terça-feira, 18 de fevereiro, no Salão de Atos da UFRGS. A Universidade informa que, antes do início da cerimônia de formatura, ao tomar conhecimento que havia um formando com uma suástica pintada no rosto, tomou as seguintes providências: O vice-reitor e o coordenador de Segurança foram até o local em que se encontrava o estudante (na sala em que os formandos se preparam para a cerimônia) e proibiram o estudante de participar da colação de grau com a suástica pintada no rosto; O formando alegou que se tratava de um símbolo hindu e negou que estava ostentando um símbolo nazista; Ele foi, então, advertido que se não apagasse a suástica, além de não poder colar grau, seria encaminhado para a Polícia Federal para registro de ocorrência e para que a PF avaliasse se era ou não um símbolo nazista o que ele ostentava; Diante dessa advertência, ele concordou em apagar a pintura da suástica e manteve no rosto outros símbolos, sem relação com o nazismo, com os quais permaneceu na cerimônia. A UFRGS decidiu que irá registrar boletim de ocorrência na Polícia Federal nesta quarta-feira, dia 19. Também nesta quarta-feira, serão analisadas que medidas administrativas devem ser tomadas. Salienta-se que, diferentemente das diversas manifestações nas redes sociais, o formando em questão NÃO ostentava símbolos nazistas durante a cerimônia de formatura. Também é importante destacar que a decisão da Universidade de dar prosseguimento à cerimônia dentro da possível normalidade diante deste inadmissível episódio deve-se à consideração aos demais formandos, seus familiares e convidados que estavam reunidos em um momento de celebração. Posto isso, a UFRGS reafirma que não tolera manifestações de ódio, de intolerância ou de ataque aos direitos humanos nos seus espaços.” Nota do DCE-UFRGS: “Recebemos com muita indignação a informação de que o formando do curso de Engenharia de Minas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Vinícius Krug de Souza, desenhou uma suástica no rosto para participar da formatura dos cursos de Engenharia, na noite de hoje. Enquanto representação máxima dos estudantes da UFRGS, reafirmamos que apologia ao nazismo É CRIME e essa ação não passará impune. A UFRGS
PGR denuncia Bolsonaro e mais 33 por tentativa de golpe de Estado

Procuradoria acusa ex-presidente de liderar organização criminosa para impedir posse de Lula e romper a ordem democrática. Somadas, as penas máximas chegam a 43 anos de prisão A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta terça-feira (18) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas por crimes contra a democracia. A acusação, formalizada ao Supremo Tribunal Federal (STF), inclui tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de Direito, organização criminosa e dano qualificado ao patrimônio da União. “Aqui se relatam fatos protagonizados por um presidente da República que forma com outros personagens civis e militares organização criminosa estruturada para impedir que o resultado da vontade popular expressa nas eleições presidenciais de 2022 fosse cumprido, implicando a continuidade no poder sem o assentimento regular do sufrágio universal”, afirma a peça acusatória assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. A PGR sustenta que Bolsonaro e seus aliados atuaram para anular o resultado das eleições de 2022 e manter o então presidente no poder por meios ilegais. A denúncia formaliza as seguintes acusações: Abolição violenta do Estado democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal) – pena de 4 a 8 anos de prisão. Golpe de Estado (art. 359-M do Código Penal) – pena de 4 a 12 anos de prisão. Organização criminosa (art. 2º da Lei 12.850/2013) – pena de 3 a 8 anos de prisão. Dano qualificado contra patrimônio da União (art. 163 do Código Penal) – pena agravada pelo uso de violência e grave ameaça. Deterioração de patrimônio tombado (art. 62, I, da Lei 9.605/1998) – pena de 1 a 3 anos de reclusão. A soma das penas máximas pode alcançar 43 anos de reclusão. Além disso, Bolsonaro, já condenado à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030, pode ter essa restrição ampliada. A denúncia da PGR é dividida em cinco peças, relacionadas às suspeitas sobre a trama golpista depois da derrota de Bolsonaro. Isso deve facilitar o julgamento dos envolvidos, de acordo com os diferentes núcleos investigados pela Polícia Federal. São elas: Liderança e articulação política da trama golpista – Envolve Bolsonaro, Braga Netto e ministros que atuaram na tentativa de ruptura institucional. A participação de militares no planejamento do golpe – Investigação detalhada sobre o envolvimento de generais e oficiais das Forças Armadas. Uso da Polícia Rodoviária Federal para interferir no processo eleitoral – Aponta o papel de Silvinei Vasques e outros agentes da PRF na tentativa de dificultar o voto em regiões de maioria lulista. A estruturação de um sistema paralelo de inteligência – Foca no esquema montado dentro da Abin e na atuação de Alexandre Ramagem e subordinados. A facilitação e omissão no 8 de janeiro – Investiga a colaboração e conivência de agentes públicos com os atos golpistas que resultaram na invasão das sedes dos Três Poderes. Além de Bolsonaro, outras 33 pessoas foram denunciadas, entre eles o ex-ministro Walter Braga Netto, que foi candidato a vice-presidente na chapa de 2022 e, atualmente, está preso preventivamente. Fora o general, outros cinco estão detidos. Também foram denunciados os ex-ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Anderson Torres (Justiça), o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, que firmou acordo de delação premiada e deve obter benefícios. A lista dos denunciados inclui 23 militares das Forças Armadas —7 deles são oficiais-generais. Somente a Aeronáutica não teve acusados. A denúncia estrutura os acusados em diferentes núcleos: Liderança política: Jair Bolsonaro (ex-presidente da República) Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa e candidato a vice-presidente em 2022) Militares de alta patente: Augusto Heleno (ex-ministro do GSI e general da reserva do Exército) Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa e general do Exército) Almir Garnier (ex-comandante da Marinha e almirante de esquadra) Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira (ex-chefe do Comando de Operações Terrestres, general do Exército) Mário Fernandes (ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, general do Exército) Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel do Exército, atualmente preso) Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel do Exército, atualmente preso) Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército e ex-comandante do 1º Batalhão de Operações Psicológicas) Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro) Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel do Exército) Nilton Diniz Rodrigues (general do Exército) Civis e ex-integrantes do governo: Anderson Torres (ex-ministro da Justiça) Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e atual deputado federal pelo PL) Filipe Martins (ex-assessor especial da Presidência) Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho (empresário e ex-apresentador da Jovem Pan) Forças de segurança e aliados: Silvinei Vasques (ex-diretor da PRF, acusado de obstruir o voto de eleitores lulistas) Marília Ferreira de Alencar (ex-subsecretária de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do DF) Fernando de Sousa Oliveira (ex-número 2 da Secretaria de Segurança Pública do DF) Marcelo Araújo Bormevet (policial federal, ex-segurança de Bolsonaro) Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel do Exército, conhecido como “kid preto”) Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército, chefe de gabinete de Mário Fernandes) Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel do Exército) Carlos Cezar Moretzsohn Rocha (engenheiro e presidente do Instituto Voto Legal) Ailton Gonçalves Moraes Barros (capitão reformado do Exército) Wladimir Matos Soares (policial federal, atualmente preso) Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército) Linha do tempo da trama golpista A denúncia detalha a escalada de ataques ao sistema eleitoral e à democracia brasileira: 2021 – Bolsonaro intensifica ataques às urnas eletrônicas e ao STF. Julho de 2022 – Em reunião ministerial, governo discute possibilidade de golpe e uso das Forças Armadas. Outubro de 2022 – Bolsonaro perde as eleições, e aliados iniciam operações para questionar o resultado. Novembro de 2022 – Polícia Rodoviária Federal realiza bloqueios em regiões de maioria lulista. Dezembro de 2022 – Minutas golpistas são elaboradas; Braga Netto recebe generais para debater intervenção militar. 8 de janeiro de 2023 – Invasão das sedes dos Três Poderes por bolsonaristas radicais. Fevereiro de 2025 – PGR formaliza denúncia contra Bolsonaro e aliados. De acordo com a acusação, “a organização também concorreu, em 8.1.2023, na Praça dos Três
Cruzeiro e América empatam e decisão da vaga na final fica em aberto

Raposa saiu na frente no primeiro tempo, com Gabigol, mas Coelho conseguiu buscar a igualdade na etapa final e manteve série invicta diante do rival Em clássico marcado por muita disposição, pouco futebol e novamente intervenção decisiva do VAR, Cruzeiro e América ficaram no empate em 1 a 1 neste domingo (16), no Mineirão, no duelo de ida das semifinais do Mineiro. A Raposa saiu na frente na primeira etapa, com gol de pênalti de Gabigol, após checagem do VAR, mas o Coelho empatou no segundo tempo, com Cauan Barros. Assim, o América ampliou o ‘tabu’ sobre o rival: agora são 11 jogos pelo Mineiro sem derrotas diante do Cruzeiro: oito vitórias e três empates. No jogo de volta, no próximo final de semana, em data e local ainda a serem confirmados pela Federação Mineira de Futebol (FMF), quem vencer avança à decisão. Em caso de novo empate, a definição do classificado à final será através da disputa de pênaltis. O JOGO No primeiro duelo pela Raposa no Mineirão, o português Leonardo Jardim apostou na entrada do meia Eduardo na vaga do atacante Marquinhos. Já no Coelho, William Batista optou por Kauã Diniz no posto de Miqueias e Renato Marques no lugar do veterano Jonathas. O Cruzeiro até começou tentando pressionar, mas tinha dificuldades. Para completar, o setor defensivo também falhava. A torcida celeste gelou quando, em uma cobrança de escanteio, Cássio errou o tempo da bola. Quase na sequência, William também vacilou na saída de bola, que sobrou para Fabinho, mas Jonathas Jesus conseguiu chegar a tempo para desviar a escanteio. Entre os jogadores, o clima também era tenso. Matheus Henirque e Renato Marques chegaram a se desentender. Também muito ‘pilhado’, Gabigol foi amarelado cedo ao reclamar com o árbitro de forma ostensiva. As chances de gol, de fato, foram poucas. A melhor do América foi com Fabinho: após ser lançado em profundidade, ele driblou Cássio, mas ficou sem ângulo e finalizou mal. Aos 38 minutos, veio o lance capital do primeiro tempo. O Cruzeiro chegou em jogada trabalhada, Adyson tentou o corte, mas acertou a perna de Matheus Pereira na área. Em campo, Daronco não marcou, mas foi chamado pelo VAR e, após conferir as imagens, confirmou o pênalti. Na cobrança, Gabigol desloca o goleiro Matheus Mendes para abrir o placar. No início da semana, os dirigentes do Cruzeiro estiveram na FMF para uma reunião a respeito do áudio do VAR do clássico com o Atlético, em que o time celeste reclama de ter sido prejudicado, em especial pela não expulsão do zagueiro Lyanco após pisão em Dudu. Na segunda etapa, o Cruzeiro voltou a apresentar dificuldades de criação de jogadas, mas quase ampliou em chute de Matheus Henrique, que acertou a trave. Já a partir dos 15 minutos, os treinadores começaram a promover substituições para tentar mudar o quadro. O Cruzeiro teve mais chances de ampliar o placar e garantir mais tranquilidade no confronto: aos 24 minutos, novamente Matheus Henrique finalizou e Matheus Mendes salvou o Coelho. Com as mudanças promovidas pelo técnico William Batista, em especial a entrada de Benítez na vaga de Elizari, o Coelho cresceu de produção. E em um lance em que contou também com uma dose de sorte, deixou tudo igual. Kauã Diniz chutou de fora, a bola desviou em Jonathas Jesus, tirando Cássio completamente da jogada. Dali em diante, as equipes preferiram não se arriscar tanto. Leonardo Jardim ainda tentou deixar a Raposa mais ofensiva, mas o time não chegou ao gol. Ao apito final, a torcida do América festejou o empate e ainda provocou o adversários, cantando “1, 2, 3, o Cruzeiro é freguês” e “O Mineirão é nosso!” FICHA TÉCNICA CRUZEIRO 1×1 AMÉRICA CRUZEIRO Cássio; Willian, Jonathan Jesus, Fabrício Bruno e Kaiki; Lucas Romero (Marquinhos), Matheus Henrique, Eduardo (Lucas Silva) e Matheus Pereira; Dudu (Bolasie) e Gabigol. Técnico: Leonardo Jardim AMÉRICA Matheus Mendes; Júlio César, Ricardo Silva, Lucão e Marlon; Kauã Diniz (Felipe Amaral), Cauan Barros (Miquéias) e Elizari (Benitez); Fabinho, Renato Marques (Jonathas) e Adyson (Yago Santos). Técnico:: William Batista