Economia em alta fortalece o campo progressista e a luta contra a oligarquia financeira

Crescimento econômico e redução da pobreza indicam que o Brasil vem superando a herança maldita do governo Bolsonaro. O crescimento de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2024 e a redução da pobreza são indicadores de que o Brasil vem superando a herança mais do que maldita do governo Bolsonaro. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 8,7 milhões de pessoas saíram da situação de pobreza no país entre 2022 e 2023. São 59 milhões de brasileiros nessa condição. No mesmo período, 3,1 milhões deixaram a extrema pobreza, situação que ainda afeta 9,5 milhões. Segundo a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2024, com análises sobre as condições de vida da população brasileira, em 2023 o Brasil alcançou os menores níveis de pobreza e extrema pobreza da série histórica iniciada em 2012 pelo IBGE. Sobre o crescimento do PIB no terceiro trimestre, o Ministério da Fazenda aponta como fatores o desempenho da construção civil, da indústria de transformação e dos serviços. Segundo a Fazenda, o bom desempenho industrial e a forte expansão do consumo das famílias foram decisivos para o avanço. Houve também um salto expressivo nos investimentos, a relação entre o volume de investimentos e o PIB, a essência do crescimento, que subiu para 17,6%, ante 16,4% no terceiro trimestre de 2023. Esse nível, porém, está significativamente abaixo dos cerca de 20% a 21,5% do PIB registrados de 2008 a 2013. Em nota, o Ministério disse que a formação bruta de capital fixo cresceu 10,8%, após expansão de 5,7% no segundo trimestre. Outro dado positivo revelado pelo IBGE para o terceiro trimestre deste ano é a redução histórica da taxa de desemprego, que atingiu o menor nível – 6,2% – desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, em 2012. O número de trabalhadores do Brasil chega ao recorde de 103,6 milhões. O trimestre encerrado em outubro absorveu 751 mil trabalhadores e o rendimento médio ficou em R$ 3 mil, com um crescimento de 3,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. São resultados que contrastam com o cenário catastrofista apresentado pelo mercado financeiro. Como demonstra a economia real, o país não se encontra na bacia das almas, como propagandeia a grande mídia, ela mesma integrante da engrenagem da grande finança. Essa mídia alardeou, com ares de triunfo, uma pesquisa da Genial/Quaest, realizada entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro, com agentes, gestores, economistas e analistas de fundos de investimentos, indicando reprovação de 90% ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ante 64% em março. “Isso significa que eu conquistei 10% do mercado, porque durante a campanha eleitoral 100% não gostava de mim”, ironizou o presidente. Segundo Lula, a economia vai crescer 3,5% e, “se tomar cuidado, pode chegar a 4%”. O resultado da pesquisa é uma reação descabida ao “pacote fiscal”, encaminhado ao Congresso Nacional pelo governo. Por um lado, ambicionam um montante bem maior de cortes nos investimentos sociais. Por outro, tentarão sabotar duas propostas altamente positivas: a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e a inédita adoção de um imposto de no mínimo 10% para quem a partir de R$ 50 mil. Lula traz à tona a controvérsia que envolve a ideia de um projeto nacional de desenvolvimento com inclusão social, tema de fundo dos campos que vão se formando para a disputa das eleições presidenciais de 2026. Na primeira reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) ele disse que “ficou uma briga de séculos: quem era desenvolvimentista e quem era financeirista”. “Os financeiristas ganharam, e o Brasil perdeu”, destacou. “Está na hora de o desenvolvimentismo ganhar para que a gente volte a gerar oportunidades para 203 milhões de habitantes”, disse. Por sua vez, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, diz que o Brasil vive duas situações distintas: o país real, com bons índices de crescimento e de diminuição do desemprego, e outro, imaginário, do capital especulativo. Esse último, de acordo com o ministro, almeja “auferir lucros extraordinários”, elevando artificialmente o preço do dólar. Ou seja: além de especularem contra a moeda nacional, buscam ganhos astronômicos realizando chantagem para impor elevações exorbitantes da taxa básica de Juros, a Selic, pelo Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central, com reunião marcada para os próximos dias 9 e 10 de dezembro. Rui Costa arremata, também com acerto: “Parece-me muito mais uma atuação com perfil político, eleitoral, já que a vida real, os números reais, não correspondem a esse ataque especulativo que estamos sofrendo.” O seguinte é esse, como diria um personagem do clássico Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa: o governo do presidente Lula se encontra sobre forte ataque da oligarquia financeira, com dois objetivos: “auferir lucros extraordinários” e pavimentar o caminho para a direita ultra neoliberal em 2026. Enfrentar esse debate, apontando para a ampla mobilização popular – inclusive no campo das ideias –, combatendo sistematicamente a chantagem do mercado financeiro, é tarefa que se impõe nessa segunda metade do governo Lula. O aperto na economia, como quer o mercado financeiro, compromete investimentos, essenciais para a manutenção e ampliação do crescimento econômico, com a consequente geração de empregos e renda, e mais direitos ao povo (Editorial Vermelho)

Ministros do STF nega recurso para tirar Moraes do inquérito do golpe

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta sexta-feira (6) para rejeitar o recurso no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro pretende afastar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito do golpe. Prevalece no julgamento virtual o voto do presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, que foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Dias Toffoli. Moraes está impedido de votar por ser alvo do pedido de afastamento. Faltam os votos de quatro ministros. A votação ficará aberta até sexta-feira (13). A defesa do ex-presidente recorreu ao plenário da Corte para derrubar a decisão individual de Barroso, que, em fevereiro deste ano, negou pedido feito pela defesa do ex-presidente para que Moraes seja impedido de atuar no processo. Após a decisão, os advogados recorreram ao plenário para reafirmar que Alexandre de Moraes figura como vítima nas investigações. Segundo a defesa de Bolsonaro, pelas regras do Código de Processo Penal (CPP), o juiz não pode atuar no processo em que ele próprio for parte diretamente interessada. De acordo com o entendimento de Barroso, Alexandre de Moraes não configura como vítima nas investigações do golpe. “A simples alegação de que o ministro Alexandre de Moraes seria vítima dos delitos em apuração não conduz ao automático impedimento de sua excelência para a relatoria da causa, até mesmo porque os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de tentativa de golpe de estado têm como sujeito passivo toda a coletividade, e não uma vítima individualizada”, justificou o presidente. No mês passado, Bolsonaro e mais 36 aliados foram indiciados pela Polícia Federal (PF) pela tentativa de golpe. De acordo com as investigações, Bolsonaro tinha conhecimento do plano para matar Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente, Geraldo Alckmin

Servidores do Estado reivindicam semana com quatro dias em home office

Sindicatos alegam economia de até R$ 308,7 milhões por ano, mas Estado contesta cálculo; várias secretarias já decretaram regime presencial em parte da jornada Durante o mês de novembro deste ano, ao menos 11 resoluções foram publicadas por secretarias do Estado de Minas Gerais determinando que os servidores públicos só poderiam fazer um dia de teletrabalho na semana em algumas das pastas, e dois dias de teletrabalho em outras. Antes das portarias, os servidores podiam fazer entre três e cinco dias de teletrabalho por semana a depender da atividade que executassem. Diante das novas determinações do governo de Minas, um movimento que reúne 19 sindicatos e entidades representativas do funcionalismo tenta reverter as mudanças decretadas pelo Executivo. Os sindicatos afirmam, inclusive, que já foi externado pelo governo do Estado, nos bastidores, que, a partir de janeiro, haveria volta para 100% presencial na administração do Executivo – o que o governo de Romeu Zema (Novo) não confirma, mas também não nega. O “Movimento Teletrabalho MG” reúne cerca de 1,5 mil servidores públicos do Executivo, segundo os sindicatos, e a proposta colocada na mesa é que ao menos quatro dias sejam em home office e apenas um deles em regime presencial, também a depender da função do servidor. Em nota, o governo do Estado afirmou que a resolução da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) que prorroga o regime de teletrabalho permanente é publicada todo ano em setembro, e que a adesão ou não ao regime é facultativa aos órgãos e entidades estaduais por meio de resoluções específicas de cada um deles. Economia De acordo com os movimentos sindicais, haveria economia de até R$ 308,7 milhões por ano com o teletrabalho, se considerados gastos totais do Executivo com locação de imóveis, água e esgoto, cópias e reprodução de documentos e energia elétrica. O cálculo foi feito com base em todas as despesas do governo do Estado com os parâmetros no período entre 2019, quando não havia teletrabalho em todos os dias, e 2022, quando houve teletrabalho integral devido à pandemia de Covid-19. O governo, contudo, em resposta a um pedido de informação via Lei de Acesso à Informação (LAI) concedido aos sindicatos, indicou uma economia significativamente menor, na ordem de R$ 6,2 milhões por mês em 2023, quando havia regime misto de teletrabalho, e R$ 5,4 milhões por mês em 2022, levando em consideração também os gastos com locação de imóveis, água e esgoto, cópias e reprodução de documentos e energia elétrica. Sobre os valores apresentados via LAI para a economia gerada pelo teletrabalho na estrutura do governo, o Estado diz que, embora seja possível realizar a comparação dessas despesas antes e após a adoção do teletrabalho no Poder Executivo, como feito pelos sindicatos, “a apuração das variações que estão diretamente relacionadas ao teletrabalho é complexa”. Isso porque, segundo o governo, “outras políticas e ações, implementadas de forma concomitante, também geram reflexos sobre as despesas de custeio, como a otimização do uso de espaços e a coabitação de órgãos e entidades, o uso intensivo do Sistema Eletrônico de Informações (Sei!) e a digitalização de documentos”, diz a nota. “Dessa forma, informamos na resposta ao pedido via LAI as despesas de custeio empenhadas tanto na Cidade Administrativa quanto nos órgãos/entidades instalados fora que foram autorizados a adotar o teletrabalho”, completa. Sindicalista cobra mais diálogo com Executivo Núbia Dias, diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde), entidade que começou o movimento pelo teletrabalho, afirmou que há “muita dificuldade” no diálogo com o governo de Romeu Zema (Novo) e diz que as 11 resoluções foram publicadas sem discussão com os trabalhadores. De acordo com ela, um ofício foi encaminhado ao governador e à Seplag para que uma reunião seja marcada com as entidades a fim de se discutir o tema. O governo do Estado, no entanto, não respondeu se há previsão para isso ocorrer. “O teletrabalho é eficiente, evita intercorrências do trânsito, acidentes com servidores, que podem impedir a execução do trabalho, além de poder ter uma economia enorme”, defendeu Núbia. A sindicalista afirmou ainda que seria um desperdício de dinheiro público insistir no trabalho 100% presencial ou majoritariamente presencial devido ao investimento já feito pelo Estado com equipamentos para que os servidores pudessem realizar suas funções de casa. No entanto, apesar de a intenção dos sindicatos ser que haja regime de teletrabalho em quatro dias e apenas um presencial, Núbia diz que as entidades estão abertas ao diálogo com o governo para se chegar a um meio termo. Um servidor, que preferiu não ser identificado, afirmou que o teletrabalho não é “uma folga” e disse que o trabalhador acaba assumindo custos com o regime. “Com o teletrabalho, o servidor assina um termo que determina prazos para reuniões presenciais, um prazo para deslocamento, informa que ele possui, por sua conta, internet e celular onde for trabalhar. É longe de ser uma folga, pelo contrário”, explicou. Falha nos elevadores quase ‘esvaziou’ Cidade Administrativa Com problemas acumulados desde novembro do ano passado, os elevadores da Cidade Administrativa, que já voltaram a funcionar desde o início de novembro deste ano, fizeram com que cerca de 8.000 servidores do Estado, que trabalhavam nos prédios Minas e Gerais, tivessem que cumprir o regime de home office integralmente durante meses. As falhas nos equipamentos foram inicialmente detectadas em novembro de 2023, durante uma manutenção de rotina no prédio Minas e, como medida de segurança, todos os elevadores sociais do edifício foram interditados. Então, os elevadores privativos foram disponibilizados para uso comum dos trabalhadores à época. Em maio de 2024, um laudo de perícia realizado na Cidade Administrativa apontou que os pilares metálicos dos contrapesos dos elevadores não foram chumbados de acordo com o projeto. Isso resultou em um espaço vazio entre a viga de concreto armado e as chapas de fixação dos pilares, provocando um efeito de “pino”. Os problemas identificados acabaram por suspender o trabalho presencial dos servidores dos prédios Minas e Gerais. Os 54 elevadores nas duas principais estruturas da sede

Mercosul e União Europeia anunciam conclusão do acordo comercial

Documento final terá revisão legal e tradução antes da assinatura, depois segue para o Parlamento Europeu. Acordo abrange 718 milhões de pessoas em economias de US$ 22 trilhões Enfim, após 25 anos, o acordo entre Mercosul e União Europeia ganha linhas finais. Nesta sexta-feira (6) foi anunciado que as negociações da parceria comercial entre os dois blocos, iniciadas em 1999, foram concluídas. O anúncio aconteceu durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, que acontece em Montevidéu, no Uruguai. Esta é considerada uma vitória da política externa brasileira e do governo Lula, que trabalharam incessantemente pelo acordo. Diretamente da capital uruguaia, o presidente Lula celebrou o acordo nas suas redes sociais: “Após mais de duas décadas, concluímos as negociações do acordo entre o Mercosul e a União Europeia.” Após mais de duas décadas, concluímos as negociações do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. 📸 @ricardostuckert pic.twitter.com/u3iWzO6BJz — Lula (@LulaOficial) December 6, 2024 Na foto, ele está junto aos presidentes Lacalle Pou, do Uruguai, Santiago Peña, do Paraguai, Javier Milei, da Argentina, e a chefe da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, que viajou para a América do Sul com a finalidade de concluir as negociações. Na sua fala sobre o anúncio, Leyen destacou que todos ganham com o acordo e enviou um recado aos que estão preocupados no continente Europeu ao dizer que tanto os moradores do campo quanto das cidades sairão ganhando com mais trabalho e oportunidades. Ainda passou um recado para o mundo sobre a Amazônia brasileira. Ela fez questão de acentuar que o governo do presidente Lula preserva o bioma e que todo o planeta tem a tarefa de ajudar nesta missão. Em suas redes, a alemã compartilhou o vídeo com a sua fala e a do presidente Lacalle Pou. No texto da postagem, destacou que o “acordo é uma vitória para a Europa” e que agora muitas outras empresas pequenas, além das 30 mil que já exportam para o Mercosul, irão ter acesso a este mercado. This agreement is a win for Europe. 30.000 European small companies are already exporting to Mercosur. Many more will follow. EU-Mercosur reflects our values and commitment to climate action. And our 🇪🇺 health and food standards remain untouchable ↓ https://t.co/Swp66exJrY — Ursula von der Leyen (@vonderleyen) December 6, 2024 Uma das linhas finais que foi costurada nestes últimos dias diz respeito às compras públicas no Mercosul que as empresas da Europa insistiram em constar no acordo para que suas empresas possam participar. Ainda que o acordo esteja negociado e acertado entre as partes, outros caminhos deverão ser percorridos até a assinatura final e o negociado começar a valer. Depois de traduzido, revisado por técnicos e assinado, o acordo deverá ser submetido ao Conselho e ao Parlamento Europeu, onde países como Polônia, Itália e, principalmente, a França, prometem uma oposição ferrenha para barrar o que foi negociado. Essas nações estão às voltas com protestos incessantes de agricultores, que pedem mais protecionismo para as suas mercadorias, o que configura reserva de mercado agrícola. Ainda que estes países sejam contra, os demais, encabeçados pela Alemanha, se movimentam rapidamente para ficar em melhores condições a partir de 2025. Além de tentar não ficar tão atrás na disputa com os chineses, os europeus querem acesso a mais mercados consumidores para se antecipar às políticas protecionistas que Donald Trump, ao voltar para a Casa Branca, deve adotar. O acordo delineado há 25 anos envolve uma população de “718 milhões de pessoas e economias que, somadas, alcançam aproximadamente US$ 22 trilhões de dólares”, aponta o governo brasileiro. Para os sul-americanos a expectativa é de aumentar as exportações de commodities (que devem ter impostos zerados ou reduzidos), em especial de produtos agrícolas. Assim como é esperado maior atração de investimentos para incrementar o parque fabril com máquinas e equipamentos mais acessíveis para impulsionar a produtividade e a competitividade. Para os europeus a medida visa ter maior campo para a venda de seus produtos manufaturados e industriais com baixo ou nenhum imposto, assim como a ter a possibilidade de ter commodities agrícolas e minerais que chegaram para sua população e indústrias a um preço menor com a eliminação de barreiras. Especificamente para o Brasil, o governo trabalha com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que indica um crescimento de 0,46% no PIB brasileiro com o acordo entre 2024 e 2040. Além disso, o acordo pode aumentar os investimentos no país em 1,49%, na comparação com o cenário sem a parceria, atribui o Planalto. Comunicado Em comunicado conjunto, os Estados do Mercosul e da União Europeia falaram da conclusão das negociações do acordo de parceria, sendo que os textos acordados serão divulgados nos próximos dias. Veja o comunicado: Os Estados Partes Signatários do MERCOSUL – a República da Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai – e a União Europeia anunciaram, na 65ª Reunião de Cúpula do MERCOSUL (Montevidéu, 6 de dezembro de 2024), a conclusão final das negociações de um Acordo de Parceria entre as duas regiões, após mais de duas décadas de negociações. Tomando em conta o progresso realizado nas últimas décadas até junho de 2019, o MERCOSUL e a União Europeia engajaram-se, desde 2023, em intenso processo de negociações para ajustar o acordo aos desafios atuais enfrentados nos níveis nacionais, regionais e global. Nos últimos dois anos, as duas partes realizaram sete rodadas de negociações, entre outras reuniões, e comprometeram-se a revisar as matérias relevantes. À luz do progresso alcançado desde 2023, o Acordo de Parceria entre o MERCOSUL e a União Europeia está agora pronto para revisão legal e tradução. Ambos os blocos estão determinados para conduzir tais atividades nos próximos meses, com vistas à futura assinatura do acordo

Vai começar a 31ª edição da Festa Nacional do Pequi de Montes Claros

Abertura de hoje prepara o palco para final de semana de grandes atrações Montes Claros será palco, entre os dias seis e oito de dezembro, da 31ª edição da Festa Nacional do Pequi. As atrações começam nesta sexta-feira, 6, às 19h30, com a abertura oficial na Praça Doutor Chaves (Praça da Matriz). Em seguida, diversos shows musicais tomarão conta do Centro Histórico de Montes Claros. Está confirmada a presença da Orquestra Norte Mineira de Viola Caipira e do grupo musical A Outra Banda da Lua. O Encontro de Violeiros também está marcado para hoje. No dia 7, sábado, as atividades culturais começam às 9h30, com o evento “Cozinha Show”, sob o comando da chef de cozinha Bernadete Guimarães, na Tenda Gastronômica Sabores das Gerais. Na oportunidade, a especialista irá ensinar como preparar um prato especial com pequi. Ao meio dia teremos, na Praça da Matriz, o show do cantor Ricardo Viana. À noite, estão programados os shows de Jukita Queiroz, Carol Boaventura e Beto Guedes, atração nacional da Festa. No dia 8, domingo, acontecerá, às 8h30, o l Encontro Guardiões da Gastronomia das Geraes. Na ocasião, serão realizadas diversas atividades culinárias, enaltecendo o pequi e os frutos do cerrado, com palestras, degustação e homenagens. Logo após, às 10 horas, haverá o Encontro de Folias, com a participação dos ternos de folia Reis em Marcha, Estrelas do Oriente e Eldorado. Ao meio dia, Thotinha Fernandes apresentará seu espetáculo. À noite, a agenda de shows musicais inclui Herbert Lincon, Bela do Acordeon e Banda Taboo. Não fique de fora dessa festa deliciosa!!!

STF já condenou 310 por atos golpistas com penas e multas severas

Incitadores e executores são punidos com restrições, serviços comunitários e cursos sobre democracia; multa coletiva soma R$ 5 milhões Perto de completar dois anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou 310 pessoas por envolvimento na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os condenados incluem 229 executores e 81 incitadores. Os incitadores foram sentenciados por associação criminosa e incitação, recebendo penas alternativas, como 225 horas de serviços comunitários e participação obrigatória em um curso sobre democracia elaborado pelo Ministério Público Federal (MPF). Os condenados tiveram seus passaportes retidos, porte de arma revogado e estão proibidos de acessar redes sociais. Além disso, “eles deverão arcar ainda com o pagamento de danos morais coletivos no valor total de R$ 5 milhões, a ser dividido entre todos os condenados. Após a decisão definitiva, os condenados deixam de ser réus primários”, diz a PRG. Paralelamente, cerca de 500 envolvidos em crimes considerados leves firmaram acordos com o MPF para evitar condenações. Eles deverão cumprir 150 horas de serviços comunitários, participar do curso sobre democracia e atender às mesmas restrições impostas aos condenados. Após o cumprimento total, permanecerão réus primários. Os atos de 8 de janeiro resultaram em prejuízos materiais de R$ 30 milhões e danos irreparáveis ​​a bens históricos. O STF atribuiu responsabilidade coletiva aos envolvidos, mesmo que nem todos tenham participado de todas as fases do ataque. – com informações da PGR

Diamantina Natalina: Um Natal da Mineiridade, Magia e Fé

Entre os dias 06 e 21 de dezembro de 2024, a cidade de Diamantina, em Minas Gerais, será o palco de um dos eventos mais vibrantes da temporada natalina: o projeto “Santa Fé – Diamantina Natalina”, uma realização da Prefeitura de Diamantina e do Governo de Minas Gerais, com o patrocínio da Cemig. A magia do Natal promete transformar a cidade em um espetáculo de luzes, música, teatro e mineiridade, convidando moradores e turistas a vivenciarem momentos especiais e inesquecíveis. A abertura do evento é um convite a todos para se conectarem com a rica cultura da cidade permeada entre a fé, musicalidade, a mineiridade e ainda as tradições do Natal. Um cortejo instrumental marca a chegada do Papai Noel para uma das experiências mais aguardadas, a Casa do Papai Noel, que será montada no Largo Dom João, entre os dias 08 e 15 de dezembro, se destacando como um espaço para as crianças estarem com o bom velhinho para fotos e se divertirem com contação de histórias. Durante a comemoração, as praças e ruas de Diamantina estão adornadas com muitas luzes de Natal, criando uma atmosfera mágica e acolhedora onde o público irá se encantar com uma programação gratuita para todas as idades. Na cidade conhecida pela musicalidade e receptividade, não poderia faltar a tradicional Vesperata da Rua da Quitanda, que será realizada no dia 14 de dezembro em edição especial adaptada a “Natalrata Concert”, com a participação de grupos locais, artistas convidados e a presença simbólica de Juscelino Kubitschek em homenagem ao ex-presidente diamantinense representante nacional do progresso e fundador da Cemig, reforçando a conexão da cidade com sua história e suas raízes. As atrações não param por aí, apresentações musicais, cortejo musical, concertos nas igrejas e teatros, com espetáculos natalinos e folclóricos irão contagiar a todos celebrando o espírito natalino. Além disso, o “Cinema na Praça” proporcionará exibições de filmes clássicos de Natal, criando um ambiente ao ar livre perfeito para momentos de confraternização.Melhores ofertas em auscultadores O projeto concretizado por meio da JH Eventos, especialista em projetos culturais, partiu de um trabalho conjunto do Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Ricardo Luiz Santos e da gestora cultural da empresa, Huemara Neves. O secretário, compartilhou sua alegria com o início do projeto: “Diamantina é uma cidade singular, repleta de encantos e tradições que nos conectam às nossas raízes. Durante esta festividade, teremos a oportunidade de vivenciar o calor humano dos mineiros, suas histórias fascinantes e a musicalidade que ecoa em cada canto desta terra. A tradição do Natal em Diamantina é marcada pelo amor, pela união e pela esperança. Aqui, cada luz acesa nas praças representa um desejo realizado; cada canção entoada pelas bandas é uma celebração da nossa cultura rica. Convidamos todos vocês a se juntarem a nós nesta jornada mágica. Venham sentir a energia contagiante da nossa gente! Porque sim, Diamantina está na moda – não apenas por sua beleza natural, mas pela sua capacidade infinita de encantar!” A Cemig é a maior incentivadora de cultura em Minas Gerais e uma das maiores do país. Ao longo de sua história, a empresa reforça o seu compromisso em apoiar as expressões artísticas existentes no estado, de maneira a abraçar a cultura do estado em toda a sua diversidade. Além de fortalecer e potencializar as diferentes formas de produção artística, a Cemig se apresenta, também, como uma das grandes responsáveis por atuar na preservação do patrimônio material e imaterial, da memória e da identidade do povo mineiro. Acompanhe a programação gratuita e eventos com acessibilidade em libras pelo instagram @diamantina_natalina.

Cemig leiloa usinas por R$ 52 milhões sem autorização legislativa

Nesta quinta-feira (5/12), a Cemig realizou o leilão de um lote único composto por três usinas hidrelétricas e uma pequena central hidrelétrica (PCH), arrematado pela empresa Âmbar Energia por R$ 52 milhões. O valor representa um ágio de 78,79% em relação ao preço mínimo definido no edital, que era de R$ 29,085 milhões. O lote leiloado inclui as usinas Martins, Sinceridade, Marmelos e a PCH Machado Mineiro, com capacidade total de 14,8 MW. A realização do leilão, no entanto, ocorre em um contexto controverso. Tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto de lei enviado pelo governador Romeu Zema que busca autorização para a privatização da Cemig. O projeto, amplamente debatido e com forte oposição, não foi aprovado e tem grande chance de ser rejeitado pelos parlamentares. Essa situação gera questionamentos sobre a legalidade do leilão, que, segundo críticos, atropela a competência do Poder Legislativo mineiro. Apesar da ausência de autorização legislativa, a direção da Cemig celebrou o resultado do leilão. O presidente da companhia, Reynaldo Passanezi Filho, destacou que os recursos obtidos serão aplicados no maior programa de investimentos da história da estatal. “Desde 2020, a Cemig já desinvestiu ou deixou de investir mais de R$ 12 bilhões, e esses valores estão sendo direcionados para financiar R$ 49 bilhões em melhorias até 2028. O objetivo é elevar a qualidade dos serviços prestados aos mineiros e mineiras”, afirmou Passanezi. Marcos Soligo, vice-presidente de Geração e Transmissão e de Participações da Cemig, elogiou o planejamento do edital, apontando o envolvimento de cerca de 50 profissionais na elaboração do certame. “Esse esforço coletivo garantiu o sucesso do leilão, refletido no ágio obtido e na confiança do mercado nos ativos da Cemig”, declarou. No início de 2023, a empresa concluiu a alienação de 15 PCHs, alinhada ao seu Planejamento Estratégico, que prioriza a otimização de ativos e a alocação eficiente de recursos. A Cemig tem focado seus esforços em áreas como distribuição, transmissão e geração de alta capacidade, setores onde acredita ter maior expertise. A realização do leilão sem aprovação legislativa reacendeu o debate sobre a autonomia do Poder Executivo para tomar decisões que envolvem a privatização de bens públicos em Minas Gerais. Deputados estaduais, contrários à privatização da Cemig, afirmam que o leilão desrespeita o papel da ALMG como guardiã dos interesses do estado e da população. O projeto enviado pelo governador Zema, que pede autorização para a venda da Cemig, tem enfrentado resistência significativa na Assembleia, com muitos parlamentares alegando que a privatização poderia comprometer o controle público sobre a energia elétrica, um serviço essencial para os mineiros. A falta de aprovação legislativa coloca em xeque a legitimidade do leilão e levanta dúvidas sobre a condução do processo pelo governo estadual. A direção da Cemig argumenta que os recursos arrecadados com o desinvestimento em ativos, como as usinas leiloadas, estão sendo direcionados para projetos de expansão da infraestrutura elétrica no estado. Segundo Passanezi, até o final de 2023, a companhia entregará mais de 30 subestações e construirá mil quilômetros de linhas de distribuição. A previsão é que, até 2027, sejam implantadas 200 novas subestações, aumentando em 50% a capacidade de transformação do sistema elétrico. Entretanto, a continuidade desses investimentos depende do desenrolar da relação entre o Executivo e o Legislativo. A falta de consenso sobre a privatização da Cemig e a realização do leilão sem aprovação formal podem gerar desdobramentos jurídicos e políticos que impactarão diretamente os planos futuros da companhia e do governo

Montes Claros realizará o I Fórum Municipal de Enfrentamento à LGBTfobia

A Prefeitura de Montes Claros, por meio das secretarias de Desenvolvimento Social, Saúde, Educação, e Planejamento e Gestão, promoverá na próxima segunda-feira, 9, Dia Municipal de Consciencialização sobre as Políticas Públicas Municipais, o Fórum “Violência, Exclusão e Preconceito em Face da População LGBTQIAP+”. Aberto ao público, o evento acontecerá na Câmara Municipal de Montes Claros, a partir das 7h30. “Lamentavelmente, ainda existe muito preconceito em relação à diversidade de gênero, o que leva, em muitas das vezes, à marginalização e à rejeição desses indivíduos. E este Fórum será importantíssimo para enfrentarmos esse desafio e construirmos uma sociedade mais inclusiva e respeitosa”, comentou a secretária municipal de Planejamento e Gestão, Celeste Leite Fróes. “Celebramos as conquistas que já alcançamos, mas também reconhecemos os desafios que ainda temos pela frente”, disse o presidente do Movimento LGBT dos Gerais, José Cândido de Souza Filho. Programação: 07h30 às 8h30 – Credenciamento e coffee break. 8h30 às 9h – Abertura: Procurador Geral do Município e Vice-Prefeito eleito, Doutor Otávio Batista Rocha Machado; Vice-Prefeito e Prefeito eleito de Montes Claros, Professor Guilherme Augusto Guimarães Oliveira; e Prefeito de Montes Claros, Doutor Humberto Guimarães Souto. 9h às 9h30 – Palestra: Letramento de Gênero e Orientação Sexual, Doutor Rafael Baioni do Nascimento – Professor do Departamento de Educação da Unimontes. 9h30 às 9h40 – Palestra: Violência Trans no Brasil, Letícia Imperatriz – Coordenadora do Projeto Transidentidade no Norte de Minas Gerais. 9h40 às 9h50– Palestra: Evasão Escolar/Permanência do Público LGBTQIAP+ no Ambiente Escolar, Lucas Pereira – Presidente da Associação Arco-íris do Amor – MG. 9h50 às 10h – Palestra: Abordagem das Ações do Movimento LGBTQIAP+ (MGG) em Parceria com o Município de Montes Claros, William Martins – Assistente Social do MGG. 10h às 10h30 – Palestra: Jurisprudência e Direito LGBTQIAP+, Doutor Clodovaldo Santos Júnior- Presidente da Comissão da OAB Diversidade. 10h30 às 10h50 – Palestra: Acolhimento Familiar, William Martins- Assistente Social do MGG.

Biden assina perdão a seu filho Hunter em duas acusações criminais

Alegação do chefe da Casa Branca é que as acusações tinham motivação política -Trump diz que perdão ao filho de Biden é “um abuso e um erro judiciário” Sputnik – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse num comunicado divulgado pela Casa Branca que assinou um perdão ao seu filho Hunter por duas acusações criminais, alegando que tinham motivação política. “Hoje, assinei um perdão para meu filho Hunter ”, disse Biden. O presidente lembrou que, no início de seu governo, havia prometido não interferir nas decisões do Departamento de Justiça e manteve sua palavra mesmo ao ver como seu filho “foi processado de forma seletiva e injusta”. No entanto, observou ele, “nenhuma pessoa razoável olhando para os fatos dos casos de Hunter pode chegar a qualquer conclusão além de que Hunter foi escolhido apenas porque é meu filho, e isso está errado”. “Ao tentar quebrar Hunter, eles tentaram me quebrar, e não há razão para acreditar que isso vai parar aqui. Já basta.” Ele também afirmou que Hunter estava “cinco anos e meio sóbrio” e explicou que assinou o perdão porque “não adiantava mais adiar”. Biden supostamente se reuniu com empresas que deram contratos milionários a seu filho Hunter O presidente Joe Biden e outros funcionários da Casa Branca afirmaram repetidamente que não perdoariam o seu filho antes de deixar o cargo. Em setembro passado, Hunter Biden decidiu confessar-se culpado num caso de evasão fiscal para evitar ir a um novo julgamento, segundo as autoridades judiciais do país norte-americano. O filho do presidente dos Estados Unidos confessou-se culpado em 5 de setembro de acusações fiscais federais, horas antes do início da seleção do júri no caso em que é acusado de não pagar pelo menos 1,4 milhões de dólares em impostos Trump diz que perdão ao filho de Biden é “um abuso e um erro judiciário” O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu o perdão a Hunter Biden, filho de Joe Biden, como “um abuso e um erro judiciário”. Já o atual presidente dos EUA afirma que o perdão se deveu ao fato de seu filho ser perseguido por motivos políticos e não judiciais. “O perdão concedido por Joe a Hunter inclui os reféns J-6, presos durante anos? É um abuso e um erro judiciário ”, escreveu Trump na sua conta na rede Truth Social. O republicano, que regressará à Casa Branca em janeiro próximo, costuma chamar de “reféns J-6” as pessoas detidas pelos tumultos ocorridos durante o assalto ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021 , quando centenas de simpatizantes republicanos invadiram o edifício do Congresso dos Estados Unidos para expressar seu desacordo com a vitória de Biden.