Ainda estamos aqui, ao contrário do que planejavam os golpistas, diz Lula

Em ato pela democracia e contra o golpismo da extrema-direita, cujo ápice foi o 8 de janeiro de 2023, representantes dos Três Poderes defendem a união contra o autoritarismo “Hoje é dia de dizermos, em alto e bom som: ainda estamos aqui. Estamos aqui para dizermos que estamos vivos, e que a democracia está viva, ao contrário do que planejavam os golpistas de 8 de janeiro de 2023”. A fala, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorreu durante o ato em defesa da democracia, ocorrido nesta quarta-feira (8) no Palácio do Planalto, com a presença dos líderes dos Três Poderes. A cerimônia — cujo objetivo foi reforçar os valores democráticos do país no dia em que se completam dois anos da tentativa de golpe levada a cabo por bolsonaristas — reuniu dezenas de ministros, parlamentares e autoridades, além dos três chefes das Forças Armadas. Na ocasião, ocorreu ainda a assinatura do decreto que cria o Prêmio Eunice Paiva de Defesa da Democracia, a ser promovido pela Advocacia Geral da União (AGU). Após o ato, Lula desceu a rampa do Palácio, juntamente com representantes do Executivo, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. Por fim, acompanhados de outras dezenas de autoridades e na companhia de uma multidão no entorno, Lula e convidados deram as mãos e abraçaram a democracia, simbolizada pela própria palavra escrita em flores no meio da Praça dos Três Poderes. Ainda estamos aqui Ao salientar que “ainda estamos aqui”, Lula fez uma referência ao filme Ainda Estou Aqui, baseado em livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva e dirigido por Walter Salles, que conta a história da luta de Eunice Paiva — vivida pela premiada Fernanda Torres — para descobrir o paradeiro de seu marido, o então deputado Rubens Paiva — interpretado por Selton Melo —, assassinado pelos militares. Eunice acabou se tornando uma referência na luta contra a ditadura e pelos direitos humanos. Em uma fala de improviso, Lula declarou não ser possível imaginar uma melhor forma de governança do que o sistema democrático e completou: “A democracia é tão boa que permitiu que um torneiro mecânico, sem diploma universitário, chegasse à Presidência da República na primeira alternância concreta de poder neste país”. Leia também: Lula desce a rampa e se junta a manifestantes no abraço à democracia Lula lembrou as várias vezes em que sua vida esteve em risco — quando enfrentou a fome na infância, um câncer, os problemas em um voo no México e os reflexos de seu recente tombo —, salientando os planos dos golpistas para matá-lo. “Escapei da tentativa, junto com o Xandão e com o Alckmin, de um atentado de um bando de irresponsáveis, aloprados, que achavam que não precisavam deixar a presidência após o resultado eleitoral e que seria fácil tomar o poder. Eu fico imaginando: se tivesse dado certo a tentativa de golpe deles, o que iria acontecer neste país?”, disse. Antes de iniciar seu discurso escrito, o presidente também mandou um recado às Forças Armadas. Ao agradecer ao ministro da Defesa, José Múcio, por levar ao ato os chefes do Exército, Marinha e Aeronáutica, Lula disse que a presença dos militares era uma forma de mostrar ao país “que é possível a gente construir as Forças Armadas com o propósito de defender a soberania nacional; os nossos 16 mil km de fronteira seca; os nossos 5,5 milhões de km2 de mar sob a responsabilidade do Brasil; a maior floresta do mundo; 12% das águas doces; as riquezas de nossos subsolo, solo e fundo do mar e, sobretudo, a soberania do povo brasileiro”. Democracia está viva Ao partir para seu discurso escrito, o presidente Lula pontuou: “Estamos aqui para dizer, em alto e bom som: ditadura nunca mais; democracia, sempre! Se estamos aqui, é porque a democracia venceu; caso contrário, muitos de nós talvez estivéssemos presos, exilados ou mortos, como aconteceu no passado. Não permitiremos que aconteça outra vez”. Usando essa mesma construção discursiva, Lula continuou dizendo que “se hoje estamos aqui para renovar a nossa fé no diálogo entre os opostos, na harmonia entre os Três Poderes e no cumprimento da Constituição, é porque a democracia venceu. Do contrário, a truculência tomaria o lugar do diálogo e os poderes seriam um só, concentrados nas mãos dos fascistas. A Constituição seria rasgada e os direitos humanos, suprimidos”. Em outra alusão à extrema direita, dessa vez ao negacionismo e à disseminação de mentiras, Lula salientou: “Se hoje podemos nos guiar pela ciência e vacinar as nossas crianças é porque a democracia venceu. Caso contrário, doenças já erradicadas, como o sarampo e a paralisia infantil, estariam de volta e novas pandemias repetiriam a tragédia da Covid-19, quando centenas de milhares de pessoas morreram pela demora na compra de vacinas e pelas fake news contra os imunizantes”. Lula também se referiu às obras de arte atacadas pelos golpistas e que foram reconstruídas e entregues hoje. “Se essas obras de arte estão aqui de volta, restauradas com esmero por homens e mulheres que a elas dedicaram mais de 1.760 horas de suas vidas, é porque a democracia venceu. Caso contrário, estariam destruídas para sempre e tantas outras obras inestimáveis teriam o mesmo destino da tela de Di Cavalcanti, vítima do ódio daqueles que sabem que a arte e a cultura carregam a história e a memória de um povo. A arte e a cultura que as ditaduras odeiam, a história e a memória que sempre tentaram apagar”. Usando a expressão-símbolo da luta por memória, verdade e justiça em relação aos crimes do regime militar — “para que ninguém esqueça, para que nunca mais aconteça” —, o presidente seguiu afirmando que “se hoje podemos contar histórias e ver as histórias livremente contadas no cinema, no teatro, na música e na literatura é porque a democracia venceu. Caso contrário, a arte teria de ser submetida a censores que nos proibiriam de ver, ouvir e ler tudo aquilo que julgassem subversivo”. Em alusão à música “O bêbado e o equilibrista” — de Aldir Blanc
Lula e Alckmin se juntam a manifestantes no abraço à democracia

O presidente e o vice-presidente seguiram na Praça dos Três Poderes por um corredor humano até o espaço onde havia um imenso arranjo de flores que formava a palavra democracia Ao lado de representantes do Judiciário e Legislativo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente, Geraldo Alckmin desceram a rampa do Palácio do Planalto nesta quarta-feira (8) para celebrarem com manifestantes, na Praça dos Três Poderes, o ato “Abraço da Democracia”. Lula e Alckmin foram recebidos por populares, representantes de entidades, do movimento social e sindical aos gritos de “Sem Anistia!” e “Democracia!”. Eles seguiram na praça por um corredor humano até o espaço onde havia um imenso arranjo de flores que formava a palavra democracia. As flores foram entregues aos participantes numa ação simbólica contra a violência que marcou os atos golpistas do 8 de janeiro de 2023, quando bolsonarista radicais invadiram e depredaram os prédios do Supremo Tribunal Federal (STF), Palácio do Planalto, Senado e Câmara dos Deputados. Autoridades pedem responsabilização por tentativa de golpe Discursos e gritos contra anistia marcam ato em memória ao 8/1 Agência Brasil – O Palácio do Planalto foi palco, na manhã desta quarta-feira (8), de um ato político sobre os dois anos da invasão e destruição dos prédios na Praça dos Três Poderes, em uma tentativa de golpe de Estado para depor o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que derrotou o ex-presidente Jair Bolsonaro nas urnas, em 2022. Acompanhado por autoridades, entre magistrados de tribunais superiores, parlamentares e ministros, o evento contou com discursos dos representantes dos Poderes presentes, que reafirmaram a necessidade de que o episódio de ataque à democracia assegure a responsabilização de seus mentores e executores. “Não podemos ser tolerantes com os intolerantes. Não podemos homenagear o fascismo, o ódio político. Precisamos aprender com a história. Aqueles que querem romper com a democracia não podem ter de nossa parte a leniência”, afirmou a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), segunda-secretária da Câmara dos Deputados. Ela representou o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que não compareceu ao ato. Em alguns momentos durante a cerimônia, os presentes gritaram em coro a frase “sem anistia”, em alusão aos processos judiciais e investigação em curso contra os envolvidos nos atos golpistas. Pelo Senado Federal, o vice-presidente Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) foi o representante no lugar do presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Para ele, o ato não significa partidarização, mas a necessidade de preservar a memória de uma agressão à democracia. Na presença dos comandantes das Forças Armadas (Exército, Força Aérea e Marinha), Veneziano falou sobre destacar aquelas autoridades que permaneceram fiéis à democracia, separando-as de quem tentou quebrar as regras constitucionais. “Entre membros das Forças houve aqueles que não se predispuseram a subjugar-se à infâmia dos que tentavam e tramavam contra as vidas, como a do presidente Lula, do vice-presidente Alckmin, do ministro Alexandre de Moraes. É necessário que façamos justiça porque não podemos tratar igualmente os que são desiguais”, afirmou. Já o presidente Lula fez questão, antes iniciar o seu discurso, de destacar a presença dos comandantes militares. “Eu quero agradecer ao José Múcio [ministro da Defesa], que trouxe os três comandantes das Forças Armadas, para mostrar a esse país que é possível a gente construir as Forças Armadas com o propósito de defender a soberania nacional”, disse. O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, foi quem discursou no lugar do ministro Luís Roberto Barroso, que está em viagem. “Relembrar essa data, com a gravidade que o episódio merece, constitui um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história. A maturidade institucional exige a responsabilização por desvios dessa natureza. Ao mesmo tempo, porém, estamos aqui para reiterar nossos valores democráticos, nossa crença no pluralismo e no sentimento de fraternidade. Há lugar para todos que queiram participar sob os valores da Constituição”, afirmou Fachin lendo um discurso do próprio ministro Barroso. Redes sociais O ministro prosseguiu o discurso do presidente do STF, enfatizando as iniciativas para desregulamentar a profusão de notícias falsas nas redes sociais. Foi uma menção indireta ao anúncio da empresa Meta, que controla Instagram, WhatsApp e Facebook, que afrouxará regras sobre conteúdos de ódio nas plataformas. “Não devemos ter ilusões. No Brasil e no mundo, está sendo insuflada a narrativa falsa de que enfrentar o extremismo e o golpismo, dentro do Estado de direito, constituiriam autoritarismo. É o disfarce dos que não desistiram das aventuras antidemocráticas, com violação das regras do jogo e supressão dos direitos humanos. A mentira continua a ser utilizada como instrumento político naturalizado”. Em seu discurso, Lula falou que a democracia venceu que, agora, é preciso que as pessoas que provocaram a tentativa de quebra democrática e de crimes graves sejam processadas e punidas. “Os responsáveis pelo 8 de janeiro estão sendo investigados e punidos. Ninguém foi ou será preso injustamente. Todos pagarão pelos crimes que cometeram, inclusive os que planejaram os assassinatos do presidente, do vice-presidente da República e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou. Segundo a Presidência da República, três governadores compareceram ao evento: Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), Jerônimo Rodrigues (Bahia) e Elmano de Freitas (Ceará). A vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause, também estava presente. Já entre os ministros do governo, o comparecimento foi amplo, com 34 titulares do primeiro escalão presentes. Presidentes de tribunais superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Superior Tribunal Militar (STM), também marcaram presença no ato
Justiça Militar manda inquérito contra coronéis golpistas ao STF

A Justiça Militar enviou o inquérito contra quatro coronéis golpistas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os militares do Exército são suspeitos de elaborar uma carta para pressionar o então comandante do Exército, general Freire Gomes, a aderir ao movimento após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. A decisão é do juiz Alexandre Augusto Quintas, da 11ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM), que declarou incompetência e alegou que cabe ao Supremo analisar o caso. “Diante de todo o exposto, não há que se falar em crime de competência da Justiça Militar da União. Dessa forma, declaro a incompetência deste Juízo em relação aos fatos investigados, com fundamento no art. 147 do CPPM, declinando a competência em favor do Supremo Tribunal Federal”, diz o magistrado. O documento investigado, intitulado “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro”, foi elaborado pelos coronéis Anderson Lima de Moura (ativa), Alexandre Castilho Bitencourt da Silva (ativa), Carlos Giovani Delevati Pasini (reserva) e José Otávio Machado Rezo (reserva). O caso foi enviado à Justiça Militar após um inquérito do Exército para investigar a elaboração e divulgação do documento. Em outubro, a Força concluiu a investigação e indiciou três deles, já que o quarto conseguiu uma decisão liminar para suspender as apurações relacionadas a ele. O Exército afirma que os oficiais cometeram dois crimes previstos no Código Penal Militar: “publicar, sem licença, ato ou documento oficial, ou criticar publicamente ato de seu superior ou assunto atinente à disciplina militar” (pena de 2 meses a 1 ano de prisão) e incitar desobediência, indisciplina ou prática de crime militar (2 a 4 anos de prisão). O relatório foi enviado ao Ministério Público Militar (MPM), mas a Justiça Militar decidiu enviar o inquérito ao Supremo.
Tampinha derrota Zé Aparecido e é o novo presidente do CIMAMS

Prefeitos do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha se reuniram na tarde desta segunda-feira (06), no auditório do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene – CIMAMS, para definição do Conselho Diretor e Conselho Fiscal. A chapa presidida pelo prefeito de Curral de Dentro, Adaildo Rocha Moreira, o Tampinha, foi eleita por 59 votos contra 35 votos obtidos pelo prefeito de Janaúba, José Aparecido Mendes Santos. Ele assume a entidade para comandá-la no biênio 2025/2026, sucedendo o presidente Valmir de Morais, ex-prefeito de Patis. Em seu discurso, o novo presidente do CIMAMS conclamou as lideranças políticas a se unirem em torno das grandes causas do Norte de Minas, afirmando que não existe mais chapa, porque a entidade é de todo(a)s o(a)s prefeito(a)s, independente de qual agremiação pertença. Ressaltou que a sua meta continuará sendo de buscar o fortalecimento do consórcio, em todo Estado. Reforçou que será mantido o diálogo com os órgãos de controle: Ministério Público e Tribunal de Contas, visando a melhoria e ampliação de transparência das ações do CIMAMS. Ainda durante a sua posse, o novo presidente eleito nomeou Thiago Maia Lacerda para assumir a secretaria-executiva. O ex-presidente do CIMAMS, Valmir Morais de Sá, parabenizou o seu sucessor e desejou uma gestão vitoriosa à frente da entidade, nos próximos dois anos. Aproveitou para fazer uma rápida prestação de contas. A nova diretoria que estará à frente do CIMAMS, no biênio 2025/2026, é composta por: Presidente – Adaildo Rocha Moreira (Curral de Dentro) 1º Vice-presidente – Fábio Luiz Fernandes Cordeiro (São João da Ponte) 2º vice-presidente – Caio Freire Cunha (São João do Pacui) Suplente 1 – Samuel Barreto Neto (Cotação de Jesus) Suplente 2 – Reinaldo Landulfo Teixeira (Capitão Enéas) Suplente 3 – Miguel Felipe Ferreira de Oliveira (Joaquim Felício) Presidente do Conselho Fiscal – Evaldo Paulo dos Reis (Corinto) Vice-presidente do Conselho Fiscal – Selma Maria Morais dos Santos (São João do Paraíso) Secretário-geral do Presidente do Conselho Fiscal – Marlene de Lourdes S. Moreira (Juramento) Suplente 1 – Hércules Vandy Durães da Fonseca (Lagoa dos Patos) Suplente 2 – Elivaldo Versiani de Souza (Patis) Suplente 2 – Glebson José Leite Júnior (Santa Fé de Minas) Sobre o CIMAMS O Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da SUDENE (CIMAMS), com sede no município de Montes Claros – MG, fundado em 14 de agosto de 2014, é constituído pela cooperação entre 124 municípios, com objetivo precípuo de representação política e administrativa em prol da melhoria da gestão pública municipal. O Consórcio visa à cooperação mútua entre seus partícipes, e destes com a União, Estado de Minas Gerais e iniciativa público privada, na realização de interesses comuns e multifinalitário. (Arthur Amorim Júnior)
PSDB avalia fusão com PSD em busca de sobrevivência política

Em meio a uma grave crise de representatividade, o PSDB iniciou tratativas para uma possível fusão com o PSD, presidido por Gilberto Kassab. A informação foi publicada no jornal Estado de S.Paulo. A articulação ocorre após sucessivas derrotas eleitorais e a perda de quadros importantes, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, que migrou para o PSB em 2022. Na quinta-feira, 2, Paulo Serra, presidente do PSDB em São Paulo e ex-prefeito de Santo André, reuniu-se com Kassab para discutir o tema. Serra mostrou otimismo com as negociações. “Tivemos uma boa conversa e essa questão da fusão do PSDB com o PSD está avançando bastante”, afirmou. Ele também destacou que a união com outras legendas pode ser uma alternativa necessária: “Nós precisamos crescer e a fusão, incorporação ou federação podem ser alternativas.” Perdas e declínio Desde 2022, o PSDB tem enfrentado um processo de esvaziamento político. O partido não lançou candidato à presidência naquele ano, decisão considerada um erro estratégico por lideranças como Marconi Perillo, ex-governador de Goiás. Além disso, na última eleição municipal, os tucanos não elegeram vereadores em São Paulo e Belo Horizonte, os dois maiores colégios eleitorais do país. O partido também viu fracassar sua tentativa de aliança com o Cidadania, marcada por conflitos internos, e avalia ampliar a federação com o Solidariedade. Contudo, a fusão com o PSD desponta como o caminho mais sólido. Sobrevivência e cláusula de barreira A fusão é vista como a única alternativa viável para o PSDB sobreviver à cláusula de barreira em 2026. Essa regra exige que os partidos obtenham um número mínimo de votos nas eleições para a Câmara dos Deputados, condição para ter acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV. Apesar de divergências internas e da necessidade de aprovação do Cidadania, o presidente paulista do PSDB considera que o novo arranjo pode fortalecer ambas as siglas. Kassab, que tem se consolidado como um dos principais articuladores do centro político, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a fusão. Cenário incerto O declínio tucano, que já foi um dos partidos mais influentes do Brasil, reflete mudanças no cenário político nacional. A fusão com o PSD, ou mesmo uma incorporação, pode representar um recomeço. Contudo, especialistas avaliam que o sucesso da estratégia depende de ajustes internos no PSDB e de uma plataforma que reconecte o partido com o eleitorado
É DO BRASIL! Fernanda Torres ganha Globo de Ouro de melhor atriz

Brasileira venceu na categoria Melhor Atriz em Filme de Drama e quebrou um jejum de 26 anos na premiação Fernanda Torres fez história na 82ª edição do Globo de Ouro, realizada nesse domingo (5/1), no The Beverly Hilton Hotel, em Beverly Hills, na Califórnia. A brasileira venceu a categoria de Melhor Atriz em Filme de Drama, superando nomes de peso como Nicole Kidman (“Babygril”), Angelina Jolie (“Maria Callas”), Kate Winslet (“Lee”), Pamela Anderson (“The last showgirl”) e Tilda Swinton (“O quarto ao lado”). Há 26 anos, o Brasil não ganhava o Globo de Ouro. A última vez foi em 1999, quando “Central do Brasil”, também de Walter Salles, levou o prêmio na categoria então chamada de Melhor Filme Internacional. À época, Fernanda Montenegro, mãe de Torres, também foi indicada como melhor atriz em filme de drama, mas acabou perdendo para Cate Blanchett. “Quero dedicar esse premio à minha mãe. Vocês não têm ideia. Ela estava aqui há 25 (26) anos, e é uma prova que a arte pode sobreviver na vida até em momentos difíceis, pelos quais sobreviveu a Eunice Paiva (personagem vivida por Torres)”, declarou. Torres já havia dito que sua chance de ganhar o Globo de Ouro era “quase nula”. Ao longo dos últimos anos, ela e toda a equipe de “Ainda estou aqui” fizeram um périplo por Estados Unidos e Europa para divulgar o filme. “Estou fazendo zigue-zague no Atlântico, um negócio de maluco mesmo”, disse a atriz ao Estado de Minas, no início de novembro. “É como uma campanha política. Você tem que fazer o filme ser visto nos Estados Unidos, na Europa, no Brasil, se possível na Ásia… Uma loucura! Estou vivenciando na pele a glória e seu cortejo de horrores”, comparou a atriz na mesma entrevista. A premiação da atriz foi a única para o Brasil. “Ainda estou aqui” perdeu para o francês “Emilia Pérez”, de Jacques Audiard, em Melhor Filme em Língua Estrangeira. ‘Fritada’ A cerimônia do Globo de Ouro começou com o stand-up de abertura de Nikki Glaser. Ela disse que, embora seja conhecida pelas “fritadas” que costuma fazer com as celebridades em seus shows, não aproveitaria o evento para zombar de ninguém. Contudo, Glaser ironizou a posição neutra de diversos astros de Hollywood em relação à última eleição norte-americana, que deu vitória a Donald Trump, em novembro passado. “Vocês são poderosos, podem fazer qualquer coisa, menos dizer em quem votar”, ironizou a comediante. “Talvez da próxima vez vocês façam isso. Se tiver uma próxima vez”, acrescentou. Glaser também fez piada com a sequência de “Coringa”. Ao comentar sobre o musical “Wicked”, a comediante disse que o principal problema foram os fãs que cantavam as músicas no cinema. “Já em ‘Coringa’, o problema foram as músicas e as imagens que passavam na tela”, brincou. Zoe Saldaña foi a primeira vencedora anunciada na noite. Ela ganhou na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante por “Emilia Pérez”. Na sequência, foram anunciados Jean Smart (Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical por “Hacks”), Kieran Culkin (Melhor Ator Coadjuvante pelo filme “A real pain”); e Hiroyuki Sanada (Melhor Ator em Série de Drama por “Xógum: A Gloriosa saga do Japão). Jessica Gunning, da série “Bebê Rena”, ganhou Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia, Musical ou Drama; e o japonês Tadanobu Asano, de “Xógum: A Gloriosa saga do Japão”, ganhou na categoria de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia, Musical ou Drama. A série que é sensação da Disney+, aliás, se consagrou nesta 82ª edição do Globo de Ouro, vencendo em mais duas categorias (Melhor Série de Drama e Melhor Atriz em Série de Drama, para Anna Sawai). Já “Hacks” venceu Melhor Série de Comédia ou Musical. Demi Moore, que em quase 30 anos nunca tinha sido indicada ao Globo de Ouro, levou o prêmio na categoria de Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical pelo longa “A substância”. Em seu discurso de agradecimento, a atriz lembrou da dificuldade que teve ao longo da vida em acreditar em si mesma e enfatizou que a perfeição que muitas estrelas procuram não existe. “Wicked” foi o campeão de bilheteria. Brady Corbet, diretor de “O brutalista”, levou o prêmio de direção. o roteirista de “Conclave”, Peter Straughan levou Melhor Roteiro e Melhor Filme de Drama ficou com “O Brutalista”. Veja abaixo os vencedores: Cinema Melhor Filme de Drama “O Brutalista” “Um Completo Desconhecido” “Conclave” “Duna: Parte Dois” “Nickel Boys” “Setembro 5” Melhor Atriz em Filme de Drama Pamela Anderson – “The Last Showgirl” Angelina Jolie – “Maria” Nicole Kidman -“Babygirl” Tilda Swinton – “O Quarto ao Lado” Fernanda Torres – “Ainda Estou Aqui” Kate Winslet – “Lee” Melhor Ator em Filme de Drama Adrien Brody – “O Brutalista” Timothée Chalamet – “Um Completo Desconhecido” Daniel Craig – “Queer” Colman Domingo – “Sing Sing” Ralph Fiennes – “Conclave” Sebastian Stan – “O aprendiz” Melhor Filme de Comédia ou Musical “Anora” “Rivais” “Emilia Pérez” “A Real Pain” “A Substância” “Wicked” Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical Amy Adams – “Nightbitch” Cynthia Erivo – “Wicked” Karla Sofía Gascón – “Emilia Pérez” Mikey Madison – “Anora” Demi Moore – “A Substância” Zendaya – “Rivais” Melhor Ator em Filme de Comédia ou Musical Jesse Eisenberg – “A Real Pain” Hugh Grant – “Herege” Gabriel LaBelle – “Saturday Night” Jesse Plemons – “Tipos de Gentileza” Glen Powell – “Assassino por Acaso” Sebastian Stan – “A Different Man” Melhor Atriz Coadjuvante Selena Gomez – “Emilia Pérez” Ariana Grande – “Wicked” Felicity Jones – “O Brutalista” Margaret Qualley – “A Substância” Isabella Rossellini – “Conclave” Zoe Saldaña – “Emilia Pérez” Melhor Ator Coadjuvante Yura Borisov – “Anora” Kieran Culkin – “A Real Pain” Edward Norton – “Um Completo Desconhecido” Guy Pearce – “O Brutalista” Jeremy Strong – “O Aprendiz” Denzel Washington – “Gladiador II” Melhor Direção Jacques Audiard – “Emilia Pérez” Sean Baker – “Anora” Edward Berger – “Conclave” Brady Corbet – “O Brutalista” Coralie Fargeat – “A Substância” Payal Kapadia – “All We Imagine as Light” Melhor Roteiro “Emilia Pérez” –
Brasil volta a ser país de classe média após mais de uma década

O Brasil retomou a posição de país de classe média em 2024, após quase uma década. Um estudo da Tendências Consultoria revelou que 50,1% dos domicílios brasileiros agora pertencem às classes C ou superiores, com renda domiciliar acima de R$ 3,4 mil por mês. Este é o primeiro aumento significativo desde 2015, quando a proporção de famílias em classe média chegou a 51%. Com informações do Globo. A recuperação do mercado de trabalho foi o principal fator para esse avanço, afirma a economista Camila Saito, da Tendências. “Desde 2023, observamos uma importante migração de famílias das classes D e E para a classe C, impulsionada pela retomada econômica pós-pandemia e pela valorização do salário mínimo”. Formação de novos empregos Em 2024, a renda das famílias da classe C teve um crescimento expressivo de 9,5%, enquanto a classe B, com rendimentos entre R$ 8,1 mil e R$ 25 mil, registrou aumento de 8,7%. A recuperação econômica foi acompanhada pela criação de 3,6 milhões de vagas formais de emprego entre 2023 e 2024, fortalecendo o acesso ao mercado de trabalho. Segundo Marcelo Neri, diretor da FGV Social, o Brasil viveu em 2024 um período marcado pela queda da desigualdade. “A renda média domiciliar per capita subiu 6,98%, mas entre os 50% mais pobres, o aumento foi de 10,2%”. Ele destaca que a combinação de crescimento do PIB e ganhos salariais foi essencial para o avanço social. Apesar do progresso, desafios permanecem. Saito alerta que as famílias das classes D e E ainda enfrentam dificuldades devido às baixas remunerações e altas taxas de informalidade. Já Paulo Tafner, do Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social, aponta que a baixa qualidade da educação limita a mobilidade social de forma estrutural. Vale lembrar que a marca anterior, obtida sob o governo Dilma, começou a decair a partir de 2015, ano no qual foi preparado o terreno para o golpe que viria a destituir a presidenta do cargo para que Michel Temer e sua “Ponte para o Futuro” pudesse ser adotada e culminou na eleição de Jair Bolsonaro.
Fernanda Torres pode levar Globo de Ouro Inédito para o Brasil

A torcida dos fãs brasileiros para que Fernanda Torres consiga a estatueta do Globo de Ouro 2025 está cada vez mais agitada. A premiação ocorre neste domingo (5) e conta com “Ainda Estou Aqui” concorrendo como Melhor Filme de Língua Não Inglesa. Globo de Ouro: Fernanda Torres e ‘Ainda estou aqui’ vivem expectativa por premiação neste domingo (5) — Foto: Reprodução/Jornal NacionalO evento ocorre no Hotel Beverly Hilton, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e reúne diversos artistas do cinema para um tapete vermelho que tem início às 20h30 e segue para com as apresentações até às 22h. A edição será apresentada pela comediante Nikki Glaser. No entanto, o palco terá presenças de outras estrelas: Andrew Garfield, Anya Taylor-Joy, Elton John, Kate Hudson, Nicolas Cage, Sharon Stone, Vin Diesel e Viola Davis. A programação pode ser assistida através da TNT, na TV a cabo, e no Max (antiga HBO MAX), no streaming. O canal E! Entertainment faz a cobertura do evento, no tapete vermelho. Leia também Fernanda Torres é indicada ao Globo de Ouro, 25 anos após Fernanda Montenegro Fernanda Torres celebra indicação ao Globo de Ouro, mas descarta vitória: “Chance nula” Indicada ao Globo de Ouro como melhor atriz dramática por “Ainda Estou Aqui”, Fernanda Torres vive um momento de celebração e serenidade. “A chance de alguém falando português levar um prêmio desse tamanho é praticamente nula”, afirmou em entrevista à Folha. “Só de estar indicada já estourei meu champanhe. Vou para lá com sensação de dever cumprido”. A atriz disputa a categoria com gigantes como Nicole Kidman, Angelina Jolie e Tilda Swinton, em um ano com performances excepcionais. Torres destacou a dificuldade da competição. “Para ser justo, deveria ter dez indicações de mulher por prêmio. São tantas performances incríveis em filmes muito diferentes.” Ao lado do diretor Walter Salles e colegas como Selton Mello, ela tem promovido o longa desde setembro, após sua estreia no Festival de Veneza, onde ganhou o prêmio de melhor roteiro. Preparada para o evento, Fernanda passou por uma maratona de provas de roupas, experimentando cerca de 30 vestidos em um único dia. “O tapete vermelho é uma indústria paralela nessas premiações”, explicou. Sobre o prêmio, mantém o espírito zen: “Nem preparei discurso para domingo.” Em destaque na revista W Magazine, Fernanda foi considerada parte da “realeza brasileira”, uma homenagem à sua trajetória e à de sua mãe, Fernanda Montenegro. “É tão bonito estar aqui por Eunice Paiva. Foi um dia incrível, com Daniel Craig saindo, Angelina Jolie entrando, e você ali representando essa história”, celebrou a atriz. Ainda Estou Aqui Ainda Estou Aqui é um filme brasileiro que conta a história real de Eunice Paiva, que lutou para descobrir o que aconteceu com o seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva, durante a ditadura militar: O filme se passa em 1971, quando Rubens Paiva foi levado pela polícia e desapareceu. Eunice Paiva dedicou 40 anos da sua vida à busca pela verdade sobre o que aconteceu com o marido. O filme é baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, filho de Eunice e Rubens Paiva. O livro conta a história de Eunice e de sua luta contra o Alzheimer, e também aborda o período da ditadura militar. O filme foi dirigido por Walter Salles e conta com Fernanda Torres e Fernanda Montenegro no elenco. O filme é marcado por uma trilha sonora com músicas de artistas como Tim Maia, Erasmo Carlos, Tom Zé e Os Mutantes. O filme recebeu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cinema de Veneza
Queimadas em alta em 2024 reforçam desafios climáticos e ambientais no Brasil

Dados do Inpe mostram pior índice desde 2010; seca histórica e gestão climática exigem medidas mais eficazes para preservação dos biomas brasileiros O ano de 2024 consolidou-se como um dos mais desafiadores para a preservação ambiental no Brasil, com 278.229 focos de incêndio registrados, segundo o BD Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O aumento de 46% em relação a 2023 fez deste o pior resultado desde 2010, evidenciando o impacto de uma combinação de fatores climáticos e estruturais. Entre os biomas, a Amazônia e o Cerrado despontaram como os mais atingidos, respondendo por quase 80% das ocorrências. Na Amazônia, foram registrados 140.328 focos, o maior número desde 2007 e um aumento de 42% em relação ao ano anterior. No Cerrado, os 81.432 focos configuraram o pior cenário desde 2012, com crescimento de 60%. No Pantanal, o aumento foi ainda mais alarmante: 120%, alcançando 14.498 focos e agravando as condições de um bioma que ainda se recupera de incêndios históricos. Especialistas apontam que a seca prolongada, intensificada pelo fenômeno climático El Niño, potencializou os impactos. Mas as dificuldades de combate aos incêndios também são reflexo de problemas que antecedem o clima. O desmonte de órgãos de fiscalização e a flexibilização de normas ambientais, predominantes até 2022, deixaram um legado de fragilidade estrutural para conter a destruição. Diante do cenário crítico, o governo federal tem buscado reverter o quadro com uma série de iniciativas, como a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e a retomada de investimentos via Fundo Amazônia. Continue lendo após a publicidade “O ano de 2025 se iniciará com a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo já em funcionamento, o que garantirá o fortalecimento da articulação junto a estados e municípios, fator crucial para alcançar respostas mais céleres em relação aos incêndios”, explicou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O governo também têm colhido alguns resultados positivos. Em novembro de 2024, por exemoplo, o Inpe mostrou que houve redução da área desmatada na Amazônia. Dados do Prodes (Projeto do Sistema de Monitoramento dos Biomas Brasileiros) indicam que 6.288 km² de floresta foram desmatados ao longo de 2024, o que representa uma redução de 25,7% em relação a 2023, quando a Amazônia teve 8.174 km² quadrados de floresta desmatada. Segundo o instituto, esse foi o menor índice de desmatamento em área total dos últimos 9 anos. Uma das metas do governo Lula é zerar o desflorestamento na Amazônia até 2030. Belém do Pará sediará a COP30, principal evento da ONU (Organização das Nações Unidas) para o clima, em novembro deste ano. Em outra medida para conter a crise climática, o governo federal publicou em 24 de dezembro uma MP (Medida Provisória) para liberar crédito extraordinário de R$ 233,2 milhões para o atendimento da população atingida por incêndios e estiagem na Amazônia e no Pantanal. Cerca de R$ 5,1 milhões serão destinados ao Ministério de Minas el Energia para ampliação e aprimoramento dos SAH (Sistemas de Alerta Hidrológico) em operação na região amazônica. A medida visa a mitigar os impactos da crise hídrica. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente usará R$ 118 milhões, por meio do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), para fortalecer a capacidade logística das equipes de fiscalização ambiental e das brigadas federais onde há maior incidência de focos de calor
Dino suspende repasses a ONGs sem transparência e exige auditoria

Confira a lista de organizações que tiveram os pagamentos suspensos O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão imediata de repasses de verbas públicas por meio de emendas parlamentares a organizações não-governamentais (ONGs) que, segundo um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), não deram a transparência adequada no recebimento desses recursos. Segundo o relatório de uma auditoria da CGU, metade das 26 entidades não deu informações de transparência adequada ou não divulgou informações. “Em face dos resultados apresentados, determino: I) a suspensão imediata dos repasses às entidades que não fornecem transparência adequada ou não divulgam as informações requeridas, nos termos do Relatório da CGU, com a inscrição das referidas entidades no Cadastro de Entidades Privadas Sem Fins Lucrativos Impedidas (CEPIM) e no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS) pelos órgãos competentes do Poder Executivo”, decidiu o magistrado. Dino mandou a Advocacia-Geral da União informar os ministérios sobre o impedimento de novos repasses e que se cumpra a determinação em um prazo de cinco dias. O ministro do STF deu prazo de 60 dias para que a CGU faça auditoria específica nas 13 entidades que não forneceram dados transparentes sobre os repasses. Também deu 10 dias para que essas ONGs apresentem dados completos e transparentes das emendas nos seus endereços eletrônicos. A decisão, tomada por Dino durante o recesso do Judiciário, é mais um capítulo em que o magistrado questiona o uso de emendas parlamentares e a falta de transparência no repasse desses recursos. Na virada do ano, o ministro do STF decidiu bloquear o empenho — compromisso de pagamento — de emendas de comissão tanto da Câmara quanto do Senado após justificar que ritos não teriam sido cumpridos. Continue lendo após a publicidade Confira a lista de ONGs que tiveram os pagamentos suspensos: Ibras (Instituto Brasileiro de Cidadania e Ação Social); Instituto Besouro de Fomento Social e Pesquisa; União Brasileira de Educação e Assistência; Coppetec (Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos); Funape (Fundação de Apoio e Pesquisa); Fundação Faculdade de Medicina; Fade-UFPE (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco); Fundape (Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária do Acre); Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos; Instituto Praxis de Educação, Cultura e Ação Social; Instituto de Câncer de Londrina; Fundação de Apoio e Pesquisa; Fapur (Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro); Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisa e Estudos Tecnológicos; FEC (Fundação Euclides da Cunha) da UFF (Universidade Federal Fluminense). (Com informações da Reuters)