30 anos sem Senna: por que todo mundo o acha o maior de todos

Em 2013, Paulo Nogueira escreveu este texto sobre Ayrton Senna. Nesta quarta-feira (1°), o mundo do automobilismo relembra os 30 anos de sua trágica morte. Em 1º de maio de 1994, o tricampeão mundial de F1, à época pela Williams-Renault, morreu em um acidente durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália. O artigo de Paulo está mais atual que nunca: “Tenho uma confissão a fazer”, disse, emocionado, o jornalista inglês Jeremy Clarkson no final de um tributo a Ayrton Senna no programa automobilístico que ele comanda, o Top Gear. Clarkson é, provavelmente, o jornalista mais respeitado quando o assunto é carros não só na Inglaterra – mas em todo o mundo. “Nunca fui fã do Senna. Meu piloto predileto sempre foi o Gilles Villeneuve. Mas depois de ver horas e horas de vídeo para fazer este programa vi que o Villeneuve foi espetacular em algumas corridas ao passo que o Senna foi espetacular cada vez que se sentou num carro de Fórmula 1.” (…) O site da BBC publicou a lista dos vinte maiores pilotos da história. O número 1 era ele, Ayrton Senna da Silva — isso na terra que inventou as corridas de automóveis e a Fórmula 1, e que foi berço de lendas das pistas como Jim Clark e Nigel Mansell. Senna continua a fascinar, como se ainda pilotasse. Ou como se ainda vivesse. Na homenagem a Senna, o Top Gear caprichou. Presenteou o campeão mundial Lewis Hamilton – e por extensão os telespectadores – com uma volta na lendária McLaren em que Senna conquistou a imortalidade na Fórmula 1 com suas vitórias e títulos fundados nua mistura única de audácia extrema, dedicação completa e pilotagem cerebral. Hamilton disse que era um dos momentos mais felizes de sua vida. E contou que se lembrava perfeitamente do dia em que Ayrton Senna morreu – em maio de 1994, aos 34 anos, quando um problema em sua carro o impediu de fazer a Curva Tamburello, no momento em que ele liderava o GP de Ímola, na Itália. “Minha mãe me contou. Eu tinha 9 anos. Posso recriar a cena inteira ainda hoje. Chorei profundamente.” De tempos em tempos, uma morte tem o poder de comover e marcar milhões de pessoas, irmanadas num luto que cruza fronteiras e atravessa os anos. Foi o que aconteceu em dezembro de 1980, quando um fã descarregou sua arma em John Lennon em frente do edifício em que este morava em Nova York, o Dakota. E foi também o que aconteceu no domingo trágico de 1994 em Ímola. Pessoas numa quantidade formidável – não só no Brasil, mas mundo afora – são capazes de, como o piloto Lewis Hamilton, lembrar, quase vinte anos depois, o que estavam fazendo no preciso momento em que souberam da morte de Senna. As estatísticas explicam parte do fascínio duradouro exercido por Senna. Nos anos em que correu na Fórmula 1, ele conquistou três títulos, ganhou 41 vezes e fez 65 pole positions. É muita coisa, mas outros pilotos têm números superiores aos dele. O alemão Michael Schumacher, por exemplo, tem sete títulos e 91 vitórias. Recentemente, vários pilotos foram ouvidos sobre quem foi o maior da história. O espanhol Fernando Alonson disse na hora: “Senna”. Hamilton também. Felipe Massa e Rubens Barrichello igualmente citaram Senna imediatamente diante da pergunta. O finlandês Mika Hakkinen, duas vezes campeão na década de 1990, ficou também com Senna. Ao saber da escolha de seus colegas, o próprio Schumacher disse: “Se me perguntarem quem foi o maior piloto de todos, eu também fico com o Senna”. Como explicar o triunfo de Senna sobre os números que lhe são desfavoráveis? Primeiro, e acima de tudo, é preciso considerar que na Fórmula 1 o carro faz muita diferença – e Schumacher foi beneficiado por isso em diversas temporadas. Na Ferrari, particularmente, Schumacher não apenas teve um automóvel muito acima dos demais como ganhou da equipe companheiros que estavam na pista basicamente para ajudá-lo. Numa de suas vitórias, Schumacher ultrapassou seu colega de Ferrari Barrichello no momento em que este, por ordem da escuderia, virtualmente parou para que ele pudesse vencer. Foi um triunfo ultrajante. Mesmo assim, está computado nos números de Schumacher. Se não bastassem as supermáquinas e a posição ultraprivilegiada na Ferrari, Schumacher teve a sorte de correr numa era de pilotos medíocres. Senna, ao contrário, competiu com gigantes como Alain Prost, com quem protagonizou uma das mais eletrizantes rivalidades da Fórmula 1. Nos dois anos em que eles foram companheiros na McLaren, em 1988 e 1999, Senna e Prost com seus carros vermelhos e brancos idênticos elevaram a Formula 1 a um patamar de competição e espetáculo que nunca mais voltaria a ser alcançado posteriormente. Disputaram o título nos dois anos volta a volta, prova a prova. Senna derrotou Prost em 1988 e só não repetiu isso em 1989 porque foi fechado pelo rival na prova decisiva quando estava prestes a passá-lo. (Em 1990, Senna daria o troco a Prost, batendo propositadamente na Ferrari deste logo na primeira curva da corrida que definiria o título, no Japão. Senna seria campeão se Prost não terminasse a prova, e Senna logo providenciou isso ao manter o carro descaradamente numa linha reta quando Prost ia tomando a ponta na curva.) Senna, fora Prost, enfrentou nas listas outros pilotos formidáveis, como o brasileiro Nelson Piquet e o inglês Nigel Mansell. Por tudo isso, Senna prevalece nas comparações com Schumacher. É como se em Schumacher o mundo da Fórmula 1 visse a ação do carro superior aos outros e dos cartolas, para não falar dos adversários limitados, e, em Senna, puramente o fator humano. O mito é também alimentado pela morte prematura e sensacional. Mas a imagem de Senna como um piloto extraordinário nasceu bem antes que ele vencesse sua primeira prova na Fórmula 1. Mais precisamente: antes que ele disputasse sua primeira corrida na principal categoria do automobilismo mundial. Senna deixou o Brasil para viver na Inglaterra, a pátria das corridas de

Tchau, Ronaldo. Pedrinho , do BH, compra a SAF do Cruzeiro

Pedro Lourenço assinará compra de 90% das ações da SAF celeste por cerca de R$ 600 milhões Para comprar 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro, Pedro Lourenço desembolsará cerca de R$ 600 milhões a Ronaldo para adquirir 90% das ações da SAF. O pagamento será feito da seguinte forma: – R$ 100 milhões aportados em março de 2023 serão convertidos em 20% das ações – R$ 150 milhões à vista – R$ 350 milhões parcelados por 10 anos A ideia de Pedro Lourenço é ter Alexandre Mattos, hoje no América, como executivo de futebol. Administrativamente, o empresário quer manter o atual CEO, Gabriel Lima, na Toca da Raposa II. Ele receberá um convite mesmo após a saída de Ronaldo, de quem é sócio em outros negócios. Ronaldo comprou 90% das ações da SAF do Cruzeiro no início de 2022. Sob sua gestão, o clube subiu da Série B para a elite do futebol brasileiro naquele ano. Do ponto de vista financeiro, Ronaldo assumiu o compromisso de investir R$ 50 milhões na assinatura do acordo e R$ 350 milhões nos cinco anos seguintes por aporte de capital e/ou receitas incrementais acima da média apurada de 2017 a 2021 (em torno de R$ 220 milhões). Nesse período de gestão, o SAF gerida pelo Fenômeno jamais atualizou para a torcida o valor de aportes ou incrementos. O balanço financeiro da SAF no exercício 2022 – o primeiro da gestão de Ronaldo – mostrou que o faturamento bruto da empresa foi de R$ 150,35 milhões, abaixo da média do clube entre 2017 e 2021 (em torno de R$ 220 milhões). Já o balanço financeiro de 2023 precisa ser divulgado pela SAF até o dia 30 de abril

O Tri de Ronaldo – Para sorte dos cruzeirenses, o martírio pode estar chegando ao fim

Bi-rebaixado pelo Valladolid e rebaixado pelo Cruzeiro, Ronaldo Fenômeno ampliou sua galeria de desastres após a derrota para o Atlético/MG pela final do Campeonato Mineiro. Agora o cartola é Tri derrotado num Estadual que, historicamente, é disputado por dois clubes. De quebra, contribuiu para o Galo conquistar um pentacampeonato que não ocorria há décadas. Ronaldo, com bolsos cheios – já lucrou muito mais do que pagou ao clube pela SAF – tem oferecido sua parte do produto a diversos investidores. Leia também: Ronaldo ‘Fenômeno’ é bi-rebaixado na Espanha  Um Bi que só não foi Tri porque entre os dois fracassos o clube se viu obrigado a disputar a segunda divisão. Via: Blog do Paulinho

Palmeiras, Flamengo, Galo, Vitória e Atlético-GO se sagram campeões estaduais

– O domingo de futebol trouxe novos campeões estaduais pelo Brasil. Ao longo do dia, Palmeiras, Flamengo, Atlético-MG, Vitória e Atlético-GO alegraram suas torcidas com os títulos dos torneios da elite do futebol de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Goiás, respectivamente. O Verdão bateu o Santos por 2 a 0 no Allianz Parque e reverteu a desvantagem de 1 a 0 que havia trazido da Vila Belmiro. Já o Mengão apenas carimbou a faixa, batendo o Nova Iguaçu por 1 a 0 depois de já ter encaminhado a taça na partida de ida, quando venceu por 3 a 0. O Galo, por sua vez, enfrentou parada duríssima contra o rival Cruzeiro, mas saiu vitorioso por 3 a 1, após um empate no jogo de ida, por 2 a 2. Na Bahia, o Vitória precisou de apenas um empate por 1 a 1 na Fonte Nova, diante do maior rival, o Bahia EC, para conquistar o título. O jogo de ida havia terminado em 3 a 2, com uma surpreendente virada do Leão da Barra, que perdia por 2 a 0. Já em Goiás, o Atlético Goianiense não perdoou o Vila Nova e venceu por 3 a 1, mesmo já tendo triunfado na partida de ida, fora de casa, com um 2 a 0. Com isso, já há definição neste fim de semana, ao todo, de 15 campeonatos estaduais. Ainda restam, agora, de acordo com o portal ge:

Jornalista e professor Heberth Halley lança livro Coisas do Esporte

Após quatro anos, o jornalista e professor de Educação Física, Heberth Halley, lança o seu segundo livro, no dia 12 de abril, às 19h30, no espaço Botequim Bar, no bairro Edgar Pereira. A obra intitulada “Coisas do Esporte” é uma coletânea de histórias engraçadas dos atletas de Montes Claros, que o autor vivenciou e presenciou como atleta, treinador e jornalista, além de outros tantos “causos” que escutou nas resenhas no meio esportivo. A ideia de reunir essas histórias em um livro surgiu após contar diversos desses “causos” em suas colunas esportivas, quando atuava como cronista esportivo. “É uma obra bem leve, divertida e bem humorada. O tempo todo aguça a curiosidade do leitor em querer saber o final de cada história e a próxima a ser contada”, diz Heberth Halley. O jornalista prevê que muitos que lerem o livro podem lembrar de alguma história que não foi contada, e, diz que futuramente pode lançar mais uma edição de “Coisas de Esporte” devido à tantas histórias pitorescas. “É claro que são milhões de “causos, e, com certeza, daria para escrever tantos outros livros, mas neste primeiro momento, são histórias de pessoas mais próximas do meu convívio e com as quais pude conviver como desportista. Alguns não necessariamente, antes, durante ou depois de algum jogo, mas, sim um fato inusitado e totalmente engraçado com esse desportista”, explica. O jornalista Benedito Said, que assina um dos prefácios do livro destaca que Heberth Halley resgata e guarda a memória esportiva reunindo essas histórias em um livro. “Faz muito bem Heberth Halley em documentar esses causos, colocando essas histórias em um livro. O tempo também garante esquecimento. Para não deixar tudo isso se perder no passado, às vezes distante, nada melhor que guardar essas memórias”, detalha o jornalista Benedito Said. A renomada professora e diretora do Colégio Padrão, Rosina Turano, foi convidada a escrever o prefácio e fala de Heberth Halley como um contador de histórias no dia-a-dia, sempre de forma bem humorada. Quem assina o posfácio é o escritor e membro da Academia Montes-Clarense de Letras, Wanderlino Arruda. Com o texto anexo à capa (orelha) o jornalista George Nande foi certeiro ao detalhar a polivalência e competência do autor Heberth Halley. O professor, artista e cartunista, Leo Arte, foi quem produziu a capa do livro. *Sobre o autor* Heberth Halley Vieira é Bacharel em Comunicação Social – Jornalismo; Bacharel e Licenciado em Educação Física e Pós-graduado em Futsal e Futebol. Trabalhou como repórter e cronista esportivo do Jornal O Norte de Minas, Gazeta Norte Mineira e Jornal de Notícias, além de assessor de imprensa do Montes Claros Vôlei, Funorte Esporte Clube, SESI Minas e Prefeitura de Montes Claros. Foi eleito duas vezes o melhor treinador de futsal escolar de Minas Gerais. É ex-atleta de futsal e futebol. Filho de Faustino Antunes de Souza e Jesuina Vieira Antunes, nasceu em Montes Claros, em 31 de maio de 1977. É casado com a administradora de empresas Ana Aracelly Oliveira, e pai de Lavínia e Lara. Em 2020, escreveu seu primeiro livro de poesias “Caminhos do Olhar”.

Ginástica artística: Brasil leva ouro e 3 pratas em Copa do Mundo

A menos de quatro meses da Olimpíada de Paris, o Brasil subiu quatro vezes ao pódio neste domingo (31), com um ouro e três pratas, na etapa da Copa do Mundo de Ginástica Artística, em Antalya (Turquia). A carioca Jade Barbosa foi campeã no solo, após apresentar uma série ao som da canção “Baby One More Time”, de Britney Spears. Também houve chuva de pratas com Rebeca Andrade(barras assimétricas), Flávia Saraiva (trave) e Diogo Soares (barra fixa). A competição vale pontos na corrida por vaga olímpica nos Jogos de Paris. Até o momento, apenas Diogo Soares e a equipe brasileira feminina (Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira e Júlia Soares) têm presença garantida nos Jogos. Jade Barbosa ???????? has debuted her Olympic year Floor Exercise ????: the 32-year-old unveiled a spicy new #BritneySpears routine this weekend in Antalya to great effect, winning ???? ahead of French stars Morgane Osyssek-Reimer and Melanie de Jesus dos Santos. #FIGWorldCup #Gymnastics pic.twitter.com/siXj5hcGWZ — FIG (@gymnastics) March 31, 2024 No último dia de competições, Jade arrebatou o público em Antalya, ao garantir o ouro na apresentação no solo, com nota 13.833. As francesas Morgane Osyssek-Remmer (13.667) e Mélanie de Jesus Santos (13.600) ficaram, respectivamente, com a prata e o bronze. E teve Brasil ???????? em ação na finais da Copa do Mundo de Ginástica Artística de Antalya, na Turquia ????????! Com direito a medalha! ???????????? ↪️ A Rebeca Andrade teve 14.067 nas assimétricas e assegurou a medalha de prata ????! UHUUUL! Boa Rebeee! ???? Que venham as próximas finais! ????????????… pic.twitter.com/1PMv8zfCKh — Confederação Brasileira de Ginástica (@cbginastica) March 31, 2024 Antes, a campeã olímpica no salto, Rebeca Andrade se destacou hoje nas barras assimétricas. Nascida em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, Rebeca conquistou a prata com a nota 14.067, ficando atrás da francesa Mélanie de Jesus dos Santos (14.567), que levou o ouro. O bronze ficou com a britânica Georgia-Mae Fenton (13.767). A carioca Lorrane Oliveira também disputou a final, mas ficou fora do pódio com a nota 13.600. Não à toa ela é finalista olímpica e mundial de trave, meus amores! FLAVINHA SARAIVA ???????? é o nome dela! Pega só a MEGA SÉRIE da Flávia na final da Copa do Mundo de Ginástica Artística de Antalya, na Turquia ????????! Com direito a MAIS UMA MEDALHA! ???????????????????????? ↪️ Com essa prova SUPER FIRME… pic.twitter.com/H80AnjT6LZ — Confederação Brasileira de Ginástica (@cbginastica) March 31, 2024 A carioca Flavinha Saraiva também brilhou com prata na trave, com a nota 14.000. A campeã foi a chinesa Sun Xinyi (14.267) e a taiwanesa Yang Ko-Wen (13.300) levou o bronze. Já com a vaga carimbada para Paris 2024, o paulista Diogo Soares foi vice-campeão nas barras fixas ao obter a nota 13.800. O ouro ficou com o espanhol Joel Plata (14.000) e o bronze com o turco Mert Efe Kilicer (13.700). CHAVE DE PRATA pra encerrar os trabalhos de hoje, MEUS AMIGOS!!!! E dessa vez a medalha veio para o nosso atleta olímpico da GAM Diogo Soares ????????????! Na final de barra fixa da Copa do Mundo de Ginástica Artística de Antalya, na Turquia ????????o Diogo conquistou a segunda colocação!… pic.twitter.com/IYMsV85gqC — Confederação Brasileira de Ginástica (@cbginastica) March 31, 2024

Grupo de amigos pagou fiança para Daniel Alves ser solto da prisão

Segundo o catalão “La Vanguardia”, o brasileiro conseguiu a quantia por meio de empréstimos não bancários Um grupo de amigos de Daniel Alves pagou a fiança no valor de 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,4 milhões) para que o brasileiro deixasse a prisão. O jogador, condenado por estuprar uma mulher na boate em Barcelona, foi solto em liberdade provisória na segunda-feira (25), após ficar 14 meses detido em prisão preventiva. A informação é do catalão ” La Vanguardia”, que explicou que Daniel Alves conseguiu a quantia por meio de empréstimos não bancários – um grupo de amigos cedeu o dinheiro. Em um primeiro momento, conforme o periódico, o pai de Neymar foi apontado como possível financiador do valor da fiança. Após a repercussão, ele veio a público afirmar que não se envolveria com a questão naquele momento. Segundo o canal Tudn, do México, o holandês Memphis Depay, que atualmente joga pelo Atlético de Madrid, mas foi companheiro de Daniel no Barcelona, contribuiu com o montante que permitiu o pagamento da fiança. Depois, o próprio jogador teria dito que são ‘fake news’. Restrições impostas pela Justiça Além do pagamento da fiança, Daniel Alves terá que cumprir com uma série de exigências da Justiça da Espanha. Entre elas está se manter ao menos mil metros de distância da residência e do local de trabalho. Nenhum tipo de contato com a vítima será permitido. Daniel Alves teve ainda seus dois passaportes confiscados, para evitar que ele deixe o país.

Gabigol, do Flamengo, é suspenso do futebol por dois anos

Atleta é acusado de ter dificultado a realização de um exame antidoping surpresa no dia 8 de abril de 2023 – O atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, do Flamengo, foi suspenso do futebol por dois anos por fraude no exame antidoping, informa o Globo Esporte (ge). A decisão partiu da Justiça Desportiva Antidopagem, que terminou um julgamento sobre o atleta nesta segunda-feira (25) e decidiu punir o atleta por 5 votos contra 4. O atleta é acusado de ter dificultado a realização de um exame antidoping surpresa no dia 8 de abril de 2023, no Ninho do Urubu, o Centro de Treinamento do Flamengo. De acordo com a denúncia, Gabigol não se apresentou para fazer um exame de surpresa antes do treino, diferentemente de seus colegas. Ele apenas aceitou fazer depois do almoço e, ao realizar a coleta de urina, o atleta contrariou a orientação recebida e entregou o pote aberto. Gabigol responde pelo artigo 122 do Código Brasileiro Antidopagem, que se refere à “fraude ou tentativa de fraude de qualquer parte do processo de controle” e prevê punição de 1 a 4 anos sem jogar. Vale lembrar que a condenação de dois anos passa a valer desde o momento da infração, então, a suspensão de Gabigol está contando desde abril do ano passado e, portanto, ele poderá retornar aos gramados em 8 de abril de 2025. Cabe recurso da decisão.

Dos campos até a prisão por estupro: as trajetórias de Daniel Alves e Robinho

Condenados por estupro na Europa, Daniel Alves e Robinho foram companheiros na Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010 Milionários, multicampeões e bem-sucedidos no futebol. Porém, os fatos mais importantes das trajetórias de Daniel Alves e Robinho são as condenações por estupro na Europa. Companheiros na Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, o ex-lateral e o ex-atacante estão presos na Espanha e no Brasil, respectivamente, com penas para cumprir. Por Pedro Bueno – No Ataque Robinho foi preso na noite de quinta-feira (22/3) após a definição do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que a pena seja cumprida no Brasil e a resposta negativa do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de habeas corpus. O ex-atacante foi condenado a nove anos de prisão pela Justiça Italiana em janeiro de 2022 por forçar uma mulher albanesa de 23 anos a ter relaçoes sexuais com ele e outros cinco homens, o que configurou em estupro coletivo. A partir da ida definitiva ao presídio de Tremembé, que ocorreu na noite de quinta-feira (21/3), a defesa tentará um novo habeas corpus junto ao STF. Já Daniel Alves vive uma situação diferente, já que está preso desde fevereiro de 2023 e tem direito a deixar a cadeia para responder o processo em liberdade se pagar a fiança. Porém, até a publicação desta matéria, o ex-lateral-direito não havia pago a quantia de 1 milhão de euros (R$ 5,5 milhões), ou seja, ainda estava em cárcere. No ano passado, Daniel foi julgado pela Justiça da Espanha, considerado culpado pelo estupro de uma mulher de 23 anos em uma boate e sentenciado a quatro anos e meio de detenção, além de mais cinco anos de liberdade vigiada e pagamento de indenização de 150 mil euros (R$ 798 mil, na cotação da época) e das custas do processo. Companheiros nos campos Mesmo não estando nas mesmas penitenciárias e nem sequer nos mesmos países, Daniel Alves e Robinho traçaram caminhos semelhantes até cair no ostracismo. Dos campos até a prisão, os ex-jogadores, inclusive, estiveram juntos em uma Copa do Mundo. Em 2010, os atletas foram convocados pelo técnico Dunga para defender a Seleção Brasileira no Mundial da África do Sul. Robinho foi titular em quatro dos cinco jogos, marcou dois gols e deu uma assistência. Já Daniel Alves começou a Copa entrando como reserva nas duas partidas iniciais e esteve em campo como titular na linha de meio-campo nos três compromissos seguintes – ele não participou de gols. Juntos, com a camisa do Brasil, Daniel Alves e Robinho fizeram 44 jogos, conquistaram 32 vitórias e foram campeões da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações de 2009. Até uma realidade diferente na prisão As atitudes criminosas de Daniel Alves e Robinho, as quais foram confirmadas pela Justiça da Espanha e da Itália, respectivamente, comprometeram a vida das vítimas, que, na época do caso, tinham 23 anos e foram estupradas. Porém, mesmo não podendo ser o foco de nenhuma narrativa do caso, é válido destacar a vida dos ex-jogadores antes de cometer os crimes. Eles tiveram carreiras vitoriosas, se tornaram atletas bem-sucedidos e com altos salários e jogaram nos principais clubes do mundo, até que a realidade foi alterada e eles entraram em uma cela por cometer um estupro durante a vida noturna. Robson de Souza, o Robinho, se tornou destaque no futebol brasileiro rapidamente com as “pedaladas” e o bicampeonato do Brasileiro pelo Santos (2002 e 2004). Essas atuações o levaram ao gigante Real Madrid-ESP ainda com 21 anos. Posteriormente, ele foi um dos primeiros astros a jogar no Manchester City-ING pós-investimento milionário e também atuou no Milan-ITA. Entre essas passagens em clubes multicampeões, o ex-atacante voltou ao Santos em duas oportunidades, sempre sendo campeão. No Brasil, o driblador nato também atuou no Atlético e conquistou um Campeonato Mineiro. Ele também passou por Guangzhou Evergrande-CHI, Sivasspor-TUR e Istanbul Basaksehir-TUR. Embora Robinho tenha sido campeão de Espanhol, Italiano, Brasileiro, Turco, o ex-atleta e agora presidiário que tem um currículo “pesado” é Daniel Alves. Com 43 títulos conquistados na carreira, o ex-lateral é o segundo jogador de futebol que mais foi campeão na carreira, ficando atrás apenas de Lionel Messi, seu ex-companheiro de Barcelona-ESP. Além das duas passagens pelo time catalão, Dani passou por Bahia, Sevilla-ESP, Juventus-ITA, Paris Saint-Germain-FRA, São Paulo e Pumas-MEX, e marcou o seu nome no futebol, se consolidando como um dos maiores alas da história do futebol. Essas façanhas são notáveis, mas ficam no futebol. A realidade de Daniel Alves e Robinho são diferentes por atitudes que eles tiveram. Condenados por estupro, os atletas devem responder o processo nos próximos anos e, possivelmente, cumprir a pena imposta pela Justiça.

Robinho é preso em Santos para cumprir pena por estupro

O ex-jogador vai cumprir pena de 9 anos em regime fechado por estupro. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pelo cumprimento da sentença italiana no Brasil. Ele foi condenado no país europeu por estupro coletivo contra uma Albanesa, em 2013. A defesa ingressou com um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido Robson de Souza, o Robinho, foi preso pela Polícia Federal, nesta quinta-feira (21), no prédio em que mora no bairro Aparecida, em Santos, no litoral de São Paulo. Conforme apurado, ele vai passar por audiência de custódia nesta noite, na Justiça Federal. O ex-jogador foi detido após a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidir que ele cumpra a pena de 9 anos pelo crime de estupro coletivo, a partir de condenação da justiça Italiana. O crime contra uma mulher albanesa aconteceu na Itália, em 2013. Nove anos depois, a justiça do país europeu condenou Robinho em última instância. A decisão do STJ faz com que o ex-jogador cumpra a pena no Brasil. Robinho foi preso por volta das 19h desta quinta-feira. O pedido de prisão foi determinado pela Justiça Federal de Santos, após os documentos da sentença serem homologados. Agora, Robinho deve ser levado à sede da Polícia Federal, onde passará por exame de corpo de delito. Posteriormente, ele deve ser submetido a uma audiência de custódia e, depois, encaminhado para uma penitenciária, que ainda não foi definida. O julgamento do pedido da Justiça Italiana pela Corte Especial do STJ começou por volta das 14h desta quarta-feira (20) e foi realizado remotamente. Os ministros do Superior Tribunal de Justiça votaram em três quesitos: a condenação, o regime e a aplicação. Em maioria decidiram pela condenação a 9 anos por estupro coletivo, em regime fechado e com homologação da decisão, ou seja, prisão imediata. Os advogados de Robinho também ingressaram com um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã desta quinta-feira (21), para impedir a prisão até que se encerrem as possibilidades de recurso. O ministro Luiz Fux foi sorteado relator do pedido e negou o pedido de liminar. Crime O crime de violência sexual em grupo aconteceu em 2013, quando Robinho era um dos principais jogadores do Milan, clube de Milão, na Itália. Nove anos após o caso, em 19 de janeiro de 2022, a justiça daquele país o condenou em última instância a cumprir a pena estabelecida. Robinho foi condenado após ter estuprado junto com outros cinco homens uma mulher albanesa em uma boate em Milão. A vítima, inclusive, estava inconsciente devido ao grande consumo de álcool. Os condenados alegam que a relação foi consensual. O julgamento A sessão foi presidida pelo ministro vice-presidente do STJ Og Fernandes. O relator é o ministro Francisco Falcão. Os trabalhos foram transmitidos pelo canal do STJ no YouTube. Antes dos votos dos ministros, advogados apresentaram os argumentos pelo prazo de 15 minutos cada. Na sequência, votou o relator. Depois, os demais ministros, por ordem de tempo de casa. Como presidiu a sessão, o ministro Og Fernandes votaria apenas em caso de empate. Vida em Santos Antes da decisão em última instância, ele era presença constante nas redes de futevôlei da região e chegou a ser visto diversas vezes em uma quadra de futevôlei montada próxima ao Canal 6. Com a condenação italiana, Robinho não deixou de praticar o esporte, apenas passou a preferir convidar os amigos para jogarem em sua quadra particular, no Jardim Acapulco, em Guarujá. Pedido da Justiça italiana Robinho vive no Brasil e a legislação nacional impede a extradição de brasileiros natos para cumprimento de penas no exterior. Em novembro, o Ministério Público Federal (MPF) defendeu, em manifestação ao STJ, que ele cumprisse a pena em solo brasileiro. Em fevereiro o governo do país europeu apresentou um pedido de homologação de sentença estrangeira, que condenou o ex-jogador em novembro de 2017. O pedido foi encaminhado ao Ministério da Justiça ao Superior Tribunal de Justiça. No conteúdo do processo, a defesa de Robinho alegou que a homologação da sentença viola a Constituição, já que a Carta Magna proíbe a extradição de brasileiro nato e, diante disso, ele não cumprir uma pena estabelecida por outro estado. Fonte: G1