Messi cita adaptação ao Inter Miami e relembra ida ao PSG

Lionel Messi concedeu coletiva antes da final da Leagues Cup, a primeira da breve história do Inter Miami, seu novo clube. O argentino chegou aos Estados Unidos após dois anos no PSG. Durante a coletiva, Messi revelou que não desejava ter ido ao clube de Paris. Além de todo o conteúdo ESPN, com o Combo+ você tem acesso ao melhor do entretenimento de Star+ e às franquias mais amadas de Disney+. Assine já! “Me sinto muito feliz e também disse no começo que Miami é um lugar que escolhi vir e queria estar, foi uma decisão que tomamos com tempo, não foi de um dia para o outro e tornou tudo mais fácil. Estamos no lugar que queremos estar. Foi uma decisão nossa. Minha saída ao Paris não era algo que eu desejava, não queria sair do Barcelona e foi de um dia para outro”, disse Messi. “Pra ser sincero estamos ainda nos acostumando porque faz pouco tempo que estamos em Miami. Foi muito fácil a adaptação, foi um lugar que decidimos vir e as pessoas nos trataram bem e tornou tudo fácil. Foi muito mais fácil do que eu pensava porque tive a experiência de mudar de Barcelona pra Paris e foi complicado, mas aqui foi totalmente diferente”. Messi chegou brilhando no Inter Miami, com 9 gols em 6 jogos e conduziu o time à final da Leagues Cup, onde enfrentará o Nashville SC neste sábado. O argentino viveu duas temporadas conturbadas no PSG, onde não conseguiu levar o estrelado time junto com Neymar e Mbappé às glórias na Champions League e foi criticado pela torcida.

Sílvio Luiz sobre mulher narrar futebol: “mudo pra onde tem um homem”

O narrador e jornalista esportivo de 89 anos, criticado por sua fala, disse não se tratar de machismo Sílvio Luiz. O narrador e jornalista esportivo Sílvio Luiz, 89 anos, comentou em entrevista ao podcast Pod Chegar sobre as mulheres que ganharem espaço em narração de jogos na TV brasileira. “Com sinceridade, não gosto. É uma falta de adaptação. Vai chegar um dia que eu vou gostar, mas no momento eu não gosto. Quando eu vejo que uma mulher está narrando eu mudo para outro canal onde tem um homem”, disse Sílvio, quando indagado pela apresentadora Silvia Vinhas. Machismo Perguntado se não estava sendo machista, respondeu: “Não, pelo amor de Deus. Não é que eu não queira que ela narre. Eu quero que ela narre, mas meu ouvido ainda não se adaptou. É um espaço muito bem adquirido, depois de muita briga. Esse tom de voz que eu ainda não me adaptei”, completou. Sílvio Luiz está na Rede TV, onde faz comentários sobre futebol na Rede TV News. Ele esteve recentemente na Record, narrando para as plataformas virtuais os jogos do Paulistão.

Eliminação da seleção feminina de futebol decepciona torcedoras

Empate em 0 a 0 com a Jamaica encerra participação brasileira Depois de um jogo tenso contra a Jamaica, em que a vitória era obrigatória, a seleção brasileira foi eliminada da Copa do Mundo de futebol feminino. O empate em 0 a 0 causou tristeza nas torcedoras que se reuniram na Associação de Moradores de Vila Isabel, bairro da zona norte do Rio de Janeiro. No salão da associação, um telão exibiu a partida, que começou às 7h desta quarta-feira (2). A torcida demorou a chegar, mas quem esteve no local sentiu a tensão a cada lance do jogo. Uma das torcedoras mais animadas era Dirce Cerqueira, que incentivava as jogadoras como se estivesse no estádio, em Melbourne, na Austrália, onde a Copa é disputada. “Assisti todas as partidas aqui. Como os jogos femininos não costumam reunir torcida para ver pela televisão, reunimos os amigos e chamamos as mulheres para assistir aqui. Só o horário deixou um pouco a desejar”, disse a torcedora, vestida com uma camisa nas cores verde e amarela e um chapéu de paetês amarelos. Clima de confraternização A exibição pública do jogo foi realizada pela Turma da Pereira Nunes, que organiza, no Rio de Janeiro, uma tradicional festa de rua na Copa do Mundo masculina, desde 1982. “É muito importante essa confraternização do público. A gente precisa torcer para as meninas e também buscar uma equidade no esporte”, afirmou Marcia Rossi, de 57 anos. Etyene Dutra, de 34 anos, lamentou a eliminação. “A gente queria que o Brasil avançasse para deixar um legado e quebrar o preconceito contra o futebol feminino. Ainda mais porque deve ser a última copa da [atacante] Marta”, disse A ideia é que, a partir da próxima Copa feminina, todos os jogos passem a ser exibidos na rua Pereira Nunes, assim como acontece nos mundiais masculinos.

Sem inspiração, Brasil fica no 0 a 0 contra Jamaica e dá adeus à Copa

É a primeira vez, desde 1995, que seleção não passa da fase de grupos No principal compromisso do Brasil na Copa do Mundo feminina de futebol, a seleção comandada por Pia Sundhage não conseguiu o gol que precisava para avançar às oitavas de final. Após empate sem gols contra a Jamaica nesta quarta (2), em Melbourne, as brasileiras deram adeus ao Mundial sem sequer passar da fase de grupos, algo que não acontecia desde 1995. Com quatro pontos, o Brasil terminou em terceiro no grupo F, atrás da própria Jamaica (cinco pontos) e da França (que bateu o Panamá por 6 a 3 e chegou a sete pontos, em primeiro). An historic day for @JFF_Football! ????????#BeyondGreatness | #FIFAWWC — FIFA Women's World Cup (@FIFAWWC) August 2, 2023 Precisando vencer para garantir a classificação (um empate tornaria necessária uma combinação de resultados para avançar), Pia Sundhage promoveu uma mudança de impacto no onze inicial. Depois de começar no banco e entrar somente nos últimos minutos nos dois primeiros jogos da seleção, Marta foi escalada como titular. Durante cerca de 20 minutos, as coisas andaram bem para o Brasil, mas não por algo que a própria seleção estivesse fazendo. Marta Cox abriu o placar para o Panamá diante da França em Sydney com um golaço de falta, aos dois minutos. Naquele momento, o Brasil tinha a combinação de resultados que precisava para se classificar mesmo empatando. Quando Lakrar empatou para a França, aos 21, a figura mudou e, assim como era esperado, a vitória se fez obrigatória. Na primeira etapa, usando principalmente o lado esquerdo do ataque, o Brasil até criou. Tamires apareceu bem para finalizar por duas vezes, aos 19 e aos 38, mas em ambas oportunidades a finalização foi defendida por Rebecca Spencer. Em outra jogada pela esquerda, o cruzamento encontrou Ary Borges na área. A arma que rendeu a ela dois gols na estreia, a cabeça, não foi tão eficiente desta vez e a finalização aos 23 saiu por cima do gol. A Jamaica, completamente dedicada a se defender, terminou o primeiro tempo sem nenhuma finalização. O Brasil beirou os 60% de posse de bola. Mas não fez a pressão que se esperava. Àquela altura, a França ia para o intervalo já goleando o Panamá por 4 a 1. ⏰ 15 minutes left to play! Can #BRA keep their #FIFAWWC 2023 dreams alive? — FIFA Women's World Cup (@FIFAWWC) August 2, 2023 Segundo tempo: mais posse, menos criatividade do Brasil Na volta do intervalo, Ary Borges deu lugar a Bia Zaneratto. Nos primeiros minutos, a impressão era de que o Brasil assumiria uma posição mais incisiva no campo de ataque para de fato pressionar as jamaicanas. No entanto, logo se viu que a seleção se tornou refém da falta de criatividade e do nervosismo. Insistindo em jogadas aéreas, o Brasil tinha a bola mas pouco finalizava. Esbarrava na forte defesa do país caribenho (que entrou em campo sem ter sido vazada e assim terminou) e nos erros de passe. Em uma última cartada de desespero, Pia Sundhage sacou, de uma vez, três jogadoras – uma delas Marta – quando restavam menos de dez minutos para o fim. Andressa Alves, Duda Sampaio e Geyse entraram mas não alteraram o andamento da partida. Geyse teve a melhor chance ao receber já na área com ângulo para chutar, pela esquerda, mas a finalização saiu completamente torta. Já no fim, Andressa Alves cobrou falta direto nas mãos de Spencer. No derradeiro lance do jogo, o Brasil colocou todas as suas jogadoras – inclusive a goleira Letícia – no ataque em uma cobrança de escanteio. Após intenso bate-rebate, a bola sobrou para Debinha, que cabeceou mirando o canto direito, mas Spencer novamente chegou a tempo para encaixar. Com o apito final, o gramado do Estádio Retangular foi tomado pela emoção, desde o choro alegre das jamaicanas, classificadas ao mata-mata pela primeira vez na história, às lágrimas de decepção das brasileiras. A beautiful last minute goal from @DesbonneVicki as #FRA claim the spoils at Sydney Football Stadium! ????@EquipeDeFranceF | #FIFAWWC — FIFA Women's World Cup (@FIFAWWC) August 2, 2023 O triunfo da França sobre o Panamá por 6 a 3 (com três gols de Diani para a França), enfim, decretou a eliminação do Brasil. As francesas, vencedoras da chave, esperam pelo segundo colocado do grupo H para saber quem enfrentam na terça (8), em Adelaide (Austrália). Da mesma forma, a Jamaica aguarda pelo primeiro colocado do mesmo grupo para conhecer o adversário nas oitavas, também na terça (8), em Melbourne (Austrália). Nesta quinta (3), a fase de grupos da Copa se encerra com os dois duelos finais do grupo H. Coreia do Sul e Alemanha se enfrentam em Brisbane (Austrália), enquanto Colômbia e Marrocos medem forças em Perth (Austrália). A Colômbia soma seis pontos, ocupando a liderança, seguida por Alemanha e Marrocos com três pontos cada, enquanto a Coreia do Sul ainda não tem ponto nenhum. And that's a wrap on Group F! France top the group ???? and Jamaica make history. ????????#FIFAWWC — FIFA Women's World Cup (@FIFAWWC) August 2, 2023

Flamengo demite preparador físico após agressão ao atacante Pedro

Decisão da diretoria em demitir Pablo Fernández foi comunicada na noite deste domingo, um dia após as agressões O Flamengo demitiu o preparador físico Pablo Fernández após o incidente de violência no vestiário que evoluiu na agressão ao atacante Pedro. A decisão da diretoria em demitir o profissional foi comunicada na noite deste domingo (30), e confirmada pelo Uol. O clima dentro do clube já não favoreceu a permanência de Pablo Fernández, e a agressão ao atacante Pedro foi o ponto culminante que levou à sua demissão, destaca a reportagem. O preparador físico, em nota publicada anteriormente, admitiu a agressão e expressou suas desculpas ao atacante Pedro, aos colegas e ao próprio Flamengo. O pedido de desculpas não foi suficiente para reverter a decisão do clube, que optou por encerrar a relação profissional com o profissional envolvido no episódio.

Futebol feminino – Brasil larga bem, goleia na estreia da Copa e assume a liderança do grupo

Seleção jogou com tranquilidade e goleou o Panamá por 4 a 0 em seu primeiro jogo do Mundial A seleção brasileira estreou bem na Copa do Mundo de futebol feminino, nesta segunda (24). Com controle total do jogo, goleou o Panamá por 4 a 0 e assumiu a liderança de seu grupo. Ontem, França e Jamaica empataram sem gol. O destaque da partida foi Ary Borges, que marcou três e já é artilheira do Mundial, disputado na Austrália. O primeiro tempo foi jogo de um time só. As brasileiras adiantaram a marcação e não deixavam as adversárias tocar a bola. Com deslocamentos e troca de passes, foram acumulando situações de gol. O primeiro surgiu aos 18 minutos: lançada pela esquerda, Debinha cruzou para Ary Borges, sozinha na linha da pequena área, do lado oposto. Sem sair do chão, ela teve tempo de escolher o canto e cabecear. Emocionada, a atleta se ajoelhou no gramado e chorou. Ex-jogadora do Palmeiras e atualmente nos Estados Unidos, Ary Borges marcou o segundo aos 38, em jogada parecida. Cruzamento da esquerda, de Tamires, cabeçada e defesa da goleira Bailey. Novamente sem marcação, a atacante aproveitou o rebote e foi comemorar. Marta entra no final Na volta, a seleção marcou o terceiro logo aos 3 minutos, após bonita jogada. Tamires lançou Debinha, que tabelou com Adriana e cruzou. Ary dominou e apenas rolou para Bia Zaneratto chutar forte. Para fechar o placar, aos 25, Geyse recebeu de Tamires – mais uma vez pela esquerda, por onde saíram todos os gols – cortou para trás e cruzou para Ary Borges. Ela escapou de duas marcadoras e cabeceou entre as pernas da goleira. Houve tempo ainda para que a veterana Marta entrasse em campo, aos 29 minutos, sob aplausos. Foi o primeiro confronto entre Brasil e Panamá, que estreou em Copas do Mundo. Atual campeã da Copa América, a seleção brasileira é uma das poucas que disputou as nove edições do torneio – a melhor colocação foi em 2007 (vice-campeã). Agora, a equipe treinada por Pia Sundhage inicia a preparação para a partida de sábado (29), às 7h, contra a França. Confira os jogos disputados até agora: Grupo A Nova Zelândia 1 x 0 Noruega Filipinas 0 x 2 Suíça Grupo B Austrália 1 x 0 Irlanda Nigéria 0 x 0 Canadá Grupo C Espanha 3 x 0 Costa Rica Zâmbia 0 x 5 Japão Grupo D Inglaterra 1 x 0 Haiti Dinamarca 1 x 0 China Grupo E Estados Unidos 3 x 0 Vietnã Holanda 1 x 0 Portugal Grupo F França 0 x 0 Jamaica Brasil 4 x 0 Panamá Grupo G Suécia 2 x 1 África do Sul Itália 1 x 0 Argentina Grupo H Alemanha 6 x 0 Marrocos Colômbia x Coreia do Sul (ainda não realizado)

Saiba o que moradores de BH podem perder caso a Arena MRV não cumpra suas contrapartidas

Projeto libera funcionamento do estádio antes de executar obrigações, como construção de unidades de saúde e de educação Amélia Gomes) Brasil de Fato MG Está em tramitação, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, o Projeto de Lei 623/2023, de autoria do vereador César Gordin (Solidariedade), que autoriza o funcionamento da Arena MRV sem que sejam integralmente cumpridas as contrapartidas estabelecidas como compensação à sociedade pelos impactos causados pelo empreendimento. O texto ainda não foi a plenário, mas já gera controvérsias. Em construção desde 2020, a obra, que ocupa uma área de 128 mil metros quadrados no bairro Califórnia, região Noroeste de Belo Horizonte, traz um impacto direto para o meio ambiente e para a sociedade. Além dos danos aos bens naturais do local, como a Mata dos Morcegos e suas nascentes, o empreendimento causa o aumento expressivo do fluxo de veículos no bairro e no entorno, visto que o estádio tem capacidade para 50 mil pessoas. Diante disso, medidas, como intervenções na Via Expressa e ruas no entorno, construção de viaduto e calçadas, de um Núcleo de Saúde, de uma Academia da Cidade e de um Centro de Línguas, bem como a revitalização da Mata dos Morcegos, foram impostas aos responsáveis pelo empreendimento para que o estádio pudesse entrar em funcionamento. Mas, com o PL 623, tudo pode mudar. O texto propõe a liberação do funcionamento pleno de empreendimentos considerados de interesse público ou social, antes da integralização das contrapartidas. Isso, na avaliação da professora e pesquisadora do Observatório das Metrópoles Jupira Mendonça, dá um cheque em branco não só à Arena MRV mas a qualquer outra obra da cidade. A urbanista pontua ainda que o texto não descreve o que pode ou não ser considerado como empreendimento de interesse social ou público, deixando margem para interpretações subjetivas. “É um PL contra a cidade, porque define que o empreendimento pode funcionar antes dos impactos serem minimizados”, critica. “A gente sabe que aquilo que não é condicionante para o empreendimento funcionar acaba não acontecendo. O Shopping Diamond, por exemplo, tinha uma contrapartida de que o terraço fosse uma área de recreação pública, mas houve um acordo para que ele funcionasse antes. E isso foi cumprido? Não”, completa. Retrocessos Jupira alerta ainda que, no último período, o Executivo e o Legislativo de Belo Horizonte têm proposto iniciativas que privilegiam interesses de empresários em detrimento aos da população. Como exemplo, ela cita a recente disputa para a redução da outorga determinada no Plano Diretor, que foi reduzida após a insistência do mercado imobiliário. “É um projeto de lei atrás do outro, que derruba regras e determinações que protegem a cidade. É um grupo que está destruindo um conjunto de normas para beneficiar o empresariado da construção civil e do mercado imobiliário”, alerta.

Governo decide adotar ponto facultativo em jogos do Brasil na Copa feminina

A seleção brasileira estreia nesta segunda-feira (24/7), às 8h, contra o Panamá; os funcionários públicos podem se ausentar até duas horas após o final do jogo O governo federal decidiu, nesta sexta-feira (14/7), que os dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo feminina serão considerados como ponto facultativo para funcionários públicos. Os servidores poderão se ausentar durante a partida e até duas horas após o seu término. A equipe brasileira disputará três jogos nesta primeira fase, mas só um cai no final de semana, no dia 29, contra a França. O primeiro jogo está marcado para segunda-feira (24/7), às 8h, contra o Panamá. Trata-se da primeira vez que ocorre ponto facultativo no campeonato disputado pelas mulheres —algo tradicional na Copa do Mundo de equipes masculinas. A decisão foi tomada por Lula nesta sexta, após uma demanda da ministra Ana Moser (Esporte). A portaria deve sair na próxima semana, assinada pela ministra Esther Dweck (Gestão).

Palmeirense vítima da violência nos estádios cuidava de crianças autistas

Gabriela Anelli Marchiano trabalhava com crianças para que seu pai pudesse assistir aos jogos do time A história da torcedora palmeirense Gabriela Anelli Marchiano, de 23 anos, que perdeu a vida após ser atingida por uma garrafa nas proximidades do Allianz Parque, revela um aspecto tocante de sua dedicação ao clube. Segundo seu pai, Ettore Marchiano, de 49 anos, Gabriela trabalhava como cuidadora de crianças para conseguir arcar com um plano mensal que lhe permitia assistir aos jogos do Palmeiras. Em uma entrevista à Folha de S. Paulo, Ettore contou que sua filha se dedicava ao cuidado de crianças autistas e com síndrome de Down. No sábado (8), Ettore deixou Gabriela por volta das 14 horas na estação de metrô Campo Limpo, localizada no mesmo bairro onde a família residia, na zona sul de São Paulo. Lá, ela encontrou amigos e seguiu para a Barra Funda, na zona oeste, para acompanhar a partida entre Palmeiras e Flamengo pelo Campeonato Brasileiro. De acordo com o delegado Cesar Saad, da Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), imagens captadas pela polícia mostram o início de uma confusão quando quatro vans com torcedores do Flamengo chegaram por volta das 17h30. Logo em seguida, os torcedores começaram a lançar garrafas. Gabriela, associada à torcida organizada Mancha Alviverde e namorada de um membro de outra organizada do Palmeiras, a Porks, foi atingida no pescoço por estilhaços de uma garrafa arremessada por um torcedor flamenguista na rua Padre Antônio Tomas. Gabriela foi socorrida por uma equipe da Guarda Civil Metropolitana, que a levou até um posto médico dentro do estádio, enquanto seu pai assistia ao empate entre as duas equipes nas arquibancadas do Allianz Parque. Naquele momento, a jovem já estava sendo atendida na Santa Casa, para onde foi transferida. Foi somente após o jogo, quando o sinal de celular voltou a funcionar, que Ettore Marchiano soube do ocorrido com sua filha. Infelizmente, Gabriela não resistiu aos ferimentos e veio a falecer na manhã de segunda-feira (10).  

Ana Moser tem o apoio irrestrito dos progressistas que vivem o esporte brasileiro

O Esporte não é moeda da troca Por Juca Kfouri (@BlogdoJuca), no UOL Quem disse o que faz as vezes de título desta nota foi o presidente Lula, em reunião com esportistas ainda em setembro do ano passado, às vésperas da eleição. Então, se comprometeu com a recriação do ministério do Esporte e, eleito, escolheu Ana Moser para ser a ministra, ex-campeoníssima de vôlei e com excelente trabalho social na área desde que abandonou as quadras. Séria, cuidadosa, Moser não é propriamente política, o que nem a desqualifica nem a qualifica para o posto. Sua vivência e compromisso com o país sim, a credenciam. Políticos há da melhor estirpe para ocupar cargos públicos, como também há não políticos — basta lembrar do cardiologista Adib Jatene no governo FHC e, agora mesmo, da cientista Nísia Trindade Lima, ambos no ministério da Saúde. É igualmente certo que partidos políticos mirem nos espaços ocupados por não-políticos para aumentar suas quotas no governo, assim como é comum que o governo negocie em busca de apoio e, às vezes, até com dor, entregue os anéis para fortalecer os dedos. Dito isso, tudo ponderado, será retrocesso brutal entregar o ministério do Esporte para quem quer que seja e interromper o promissor trabalho de Ana Moser. O Esporte não pode ser moeda de troca como disse Lula e nem está à venda, como dizem todos que olham para ele como fator de saúde pública — e não apenas para fazer campeões, objetivo importante, mas não excludente. Ana Moser tem o apoio irrestrito dos progressistas que vivem o esporte brasileiro.