“Paulo Gustavo foi pro inferno” – Chu e o inferno – Por Leandro Lamin

Atletas que ficam longe de suas famílias e muitas vezes vêm da pobreza irreversível encontram na religião de vestiário a paz de que precisam. Isso parece bom, mas quem é o padre ou o pastor? Diante e a despeito do déficit educacional de quem luta contra a miséria e corre pelo futebol (quem é o professor?), quem, afinal, eu ouço? O futebol brasileiro, como reflexo da sociedade em que está inserido, é banhado em um confuso sincretismo religioso. A partir dos anos 80, com os primeiros sinais de um movimento chamado Atletas de Cristo, a fé dentro dos vestiários ganhou mais força e ordenação. Rompeu fronteiras. Silas, um de seus expoentes, levou os Atletas de Cristo nos anos 90 para a Argentina, onde, atuando pelo San Lorenzo, teve até programa próprio de TV para falar sobre essa confraria numerosa de atletas religiosos. No Brasil, fora do futebol, a TV foi inundada pouco a pouco por pastores e outros religiosos de credibilidade duvidosa e charlatões da fé profissionais. Estes, ao se tornarem porta-vozes de interpretações controversas sobre os preceitos bíblicos, criaram gerações de devotos confusos. É onde o Brasil está ‒ queimando terreiros e elegendo prefeitos medievais. No futebol, o apego a um Deus Salvador se baseia em no mínimo duas premissas. Uma delas diz respeito à incerteza que o jogador tem sobre seu futuro. Ele passa a juventude sonhando com um estrelato que não lhe é garantido. São anos de angústia remediada com fé no Altíssimo. Outra versa sobre os exemplos de atletas ricos, famosos e que perderam tudo, supostamente por uma vida sem regras nem uma liderança espiritual. Atletas que ficam longe de suas famílias e muitas vezes vêm da pobreza irreversível encontram na religião de vestiário a paz de que precisam. Isso parece bom, mas quem é o padre ou o pastor? Diante e a despeito do déficit educacional de quem luta contra a miséria e corre pelo futebol (quem é o professor?), quem, afinal, eu ouço? Segunda-feira, em conversa com Paulo Junior, comentamos como oito em cada 10 “músicas do Fantástico”, pedidos de quem faz três gols no domingo, são músicas de culto. Isso está posto, é parte do futebol brasileiro, inclusive em suas distorções ‒ há relatos de estranheza em vestiários pelo Brasil de jogadores de fé “minoritária”. O amparo espiritual nunca seria uma má notícia se não fossem algumas péssimas lideranças. Chu, atacante do Palmeiras, ex-Ferroviária e ex-São José, recentemente convocada para a Seleção Brasileira como ala, se expressou no último domingo de maneira que chocou todo o futebol feminino, em raro caso de manifestação imediata e contrária até de companheiras de equipe. Ela comentou que o ator Paulo Gustavo, assassinado pelo governo do Brasil via Covid, iria para o inferno por ser gay. Ela ouviu isso repetidamente ao longo da vida. Foi condicionada a ter essa interpretação da Bíblia, não alguma outra que proteja os preceitos do amor ou ao menos considere que ela, a Bíblia, foi escrita há 2 mil anos e, portanto, não prevê dinâmicas do mundo contemporâneo. Como você resolveria uma situação dessa? Porque o futebol feminino, ao contrário do masculino, maneja com muita coragem o tema da homossexualidade. Não é um tabu para elas. Ao contrário, é tema que as une e fortalece, que empresta a elas um sentido coletivo muito interessante. Minha cabeça dá um nó tentando entender como é um dia normal na vida de Chu, que trabalha em ambiente com várias companheiras que, para ela, irão para o inferno, impuras e indignas que são, de acordo com o que um padre ou um pastor medieval martelou ‒ e aqui cabe lembrar que Chu, mesmo com qualquer déficit educacional e ainda que tomada pelo fanatismo religioso, é uma mulher adulta e plenamente capaz de, individualmente, ser responsabilizada pelo preconceito terrível que difunde. Sondar a raiz da questão não a isenta de ter sido agressiva e bruta com muita gente. Não muito tempo atrás, o público mais distante do futebol feminino ficou chocado em saber que Marta, a maior de todas, tinha namorada. Pia, técnica da Seleção, que convocou Chu, também tem. Inferno? Vão todas para o inferno encontrar um dia Paulo Gustavo? Que lugar é esse? Esse lugar chamado inferno não é físico. Do ponto de vista material, não existe. Sua existência se dá a partir do que a gente acredita que acontece após a morte ‒ e daí a letra interpretada da Bíblia demanda muita responsabilidade de quem media conversas religiosas com fiéis. Se essa conversa se dá pautada no medo, na histeria, na chantagem emocional, na culpa, o inferno passa a fazer morada dentro do peito de quem é inundado por isso tudo. Chu fala de um inferno metafísico com tamanha maldade e insensibilidade, que a gente quase enxerga nisso, enfim, um inferno físico. Um inferno que nos trava de verdade, nos prende de verdade, e do qual somos herdeiros e hospedeiros. Esse inferno é inquilino. Quem prega o ódio em um altar é o corretor desse imóvel sagrado que é o nosso coração. Via Ultrajano

Em artigo no Le Monde, Raí diz que Brasil vive “duplo flagelo”: pandemia e ameaça à democracia

“Esse mal, que tem suas próprias variantes, é obra de um clã. Associado ao distanciamento, ao negacionismo, à desinformação, à mentira”, diz o ex-jogador do São Paulo e do Paris Saint-Germain, sem citar Bolsonaro Em longo artigo publicado no jornal Francês Le Monde, o ex-jogador de futebol Raí, que fez história e se transformou em ídolo no Paris Saint-Germain, afirma o Brasil e os brasileiros estão vivendo um “duplo flagelo”. “Brasileiro que sou, como tantos outros, encontro-me assediado, nestes tempos sombrios, por um duplo flagelo cujas devastações são apenas o acréscimo de nossos próprios erros coletivos. Além da ‘praga’ biológica, essa epidemia tão mal administrada que causou a mais grave crise de saúde da história do meu país, estamos sofrendo outro mal, muito mais mortal no longo prazo”, escreve Raí, referindo-se à ameaça à democracia, mas sem citar Jair Bolsonaro (Sem partido). “Esse mal, que tem suas próprias variantes, é obra de um clã. Associado ao distanciamento, ao negacionismo, à desinformação, à mentira, acaba suprimindo, ainda que temporariamente, nossa revolta, nossa resistência e nossa indignação”, afirma ele, que é irmão de Sócrates, que fez história na luta contra a ditadura na Democracia Corinthiana. Antes, Raí lista uma série de ações desencadeadas no governo Bolsonaro que colocaram o Brasil como pária internacional e alvo de críticas no cenário global – vindas muitas vezes do presidente francês, Emmanuel Macron. “Um mal que nos isola diplomaticamente, um mal que atormenta insidiosamente a Amazônia e persegue quem a protege. Um mal que permite a mineração em reservas indígenas, e prefere toras serradas a toras vivas. Um mal castrador das liberdades, que ameaça a democracia e revive censura odiosa, promove a intolerância, a homofobia, o machismo, a violência. Ao aprisionar nossa razão e nosso bom senso, ela nos destrói, incita o ódio, se apresenta como inimiga das artes e da cultura, humilha nossa consciência ao negar a ciência”, escreve o ex-jogador. Raí descreve os brasileiros como um povo “distraído”, que não presta atenção aos perigos que os ameaçam. “Durante anos, porém, os ratos estiveram ali, mostrando o rosto, revirando os olhos, mostrando os dentes, afiando as garras”, aponta o ex-jogador, numa evocação velada aos militares e fascistas. O que fazer para se livrar deste pesadelo, questiona o diretor esportivo do São Paulo. Raí reconhece que derrubar o mal não será tão simples, porque o Brasil “carrega nas costas a extrema desigualdade, econômica, social e educacional, que esteriliza os comportamentos e aniquila a vontade de ruptura”. Mas ele aponta algumas prioridades. Em primeiro lugar, é preciso combater o negacionismo, “lutar contra a estupidez que desencoraja o uso de máscaras” e vacinar a população para vencer a epidemia. Depois, erradicar “a praga maior que gangrena a sociedade”. “É preciso encontrar o antídoto para que não continuemos carregando uma doença que nos destruiria, contra nossa vontade”, enfatiza. “Não queremos, por culpa de alguns criminosos, nos tornar nossos próprios algozes”, conclui. Via Fórum, com informações da Rádio França Internacional

Jogadores do Atlético Mineiro foram monitorados pela ditadura

 Reinaldo e o goleiro Marzukiewicz foram espionados pelo Serviço Nacional de Informações, o SNI #DitaduraNuncaMais – por Aloísio Morais Na década de 70, que registrou o período mais duro do governo militar no país, dois destacados jogadores do Atlético Mineiro despertaram a atenção do Serviço Nacional de Informações, o poderoso SNI: o atacante Reinaldo, que, por longos anos, ostentou a marca de maior artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 28 gols, e o goleiro uruguaio Marzukiewicz, por suspeita de envolvimento com o grupo guerrilheiro de sua terra, os famosos Tupamaros de Pepe Mujica e Raúl Sendic, como mostram as cópias de documentos anexos. Os relatórios dos espiões da ditadura a respeito dos dois jogadores agora estão à disposição no Arquivo Nacional, em meio ao material já digitalizado sobre o período da ditadura militar. Na última quinta-feira, 25, Reinaldo disse desconhecer o relatório do SNI e mostrou curiosidade em conhecê-los. “Já tinha ouvido falar alguma coisa, parece que era material levantado pela Comissão Nacional da Verdade, mas esses informes eu desconheço”, disse. Reinaldo chamou atenção dos ‘arapongas’ da ditadura por causa de uma entrevista concedida ao jornal semanal Movimento, que, por bons anos, teve de submeter todo seu conteúdo à censura da ditadura. Na ocasião, o atacante acabou mostrando, pela primeira vez, que, além de bom de bola, era também bom de cuca, ao se posicionar sobre diversas questões políticas da época, no agitado ano eleitoral (para as casas legislativas) e de Copa do Mundo de 1978, quando foi convocado para integrar a Seleção Brasileira. Mostrando-se bem informado sobre tudo em plena flor de seus 21 anos, o que não era e não é comum a jogadores de futebol até hoje, o artilheiro do Galo abriu o bico e foi falando sobre tudo o que lhe era perguntado, sem meias palavras, às vésperas de se apresentar à Seleção. A tal ponto que, após a edição 140 do jornal Movimento chegar às bancas, no dia 6 de março de 1978, não faltaram jornalistas a levantar dúvidas e achar que se tratava de forçação de barra, que Reinaldo não teria dito o que disse. Poucos dias depois, no entanto, ao se apresentar à Seleção Brasileira na sede do Flamengo, na Gávea, ele foi cercado por jornalistas que queriam confirmar o teor de sua entrevista e saber de suas ideias e posições políticas. Mas, sabendo bem do campo minado onde pisava, espertamente Reinaldo driblou os repórteres e desconversou, afirmando que “tudo o que pensava já tinha sido dito à reportagem do Movimento” e não iria repetir, confirmando, portanto, o conteúdo da entrevista. Entrevista de Reinaldo rendeu capa no Movimento e muito repercussão com a bela foto de Auremar de Castro A reportagem teve boa repercussão e o jornal chegou até a vender uma cópia para a imprensa estrangeira. Na época, Reinaldo chamava atenção também por comemorar seus gols com os punhos fechados da mão direita, como faziam os Panteras Negras nos Estados Unidos, o que já deixava uns e outros olhando torto para o artilheiro do Atlético. “Aquela entrevista me salvou, garantiu minha permanência na Seleção. Se me desligassem por causa das minhas posições políticas isso daria muita repercussão negativa. Então, acabei sendo mantido”, chegou a afirmar Reinaldo anos mais tarde, passados os tempos de ditadura, ao lembrar que seu corte da Seleção chegou a ser cogitado dentro da CBF por causa de suas posições políticas. Ele se referia, no caso, à tentativa do presidente da então Confederação Brasileira de Desportos, Heleno Nunes, também conselheiro do Vasco e presidente da Arena (partido político da direita da época) de dispensar Reinaldo da Seleção sob alegação de que tinha problemas físicos. Além de descartar Reinaldo por causa de suas posições políticas, o presidente da CBD queria também beneficiar seu Vasco com a convocação do atacante Roberto Dinamite, que encontrava-se em má fase. Porém, Reinaldo acabou calando a boca torta de Heleno Nunes marcando 14 gols nas 37 partidas em que atuou pela Seleção Brasileira. Declarações Na entrevista, Reinaldo disse que estava lendo o livro “Cartas da Prisão”, de Frei Betto, e que tinha o hábito diário de ler as crônicas de Carlos Drummond de Andrade. “A anistia (aos presos políticos e exilados) vai acontecer mais cedo ou mais tarde, porque em tudo deve haver oposição, pois é assim que surgem novas ideias e caminhos diferentes”, disse sobre um dos temas em evidência na época. “Em tudo o povo tem que ter participação. Nós temos que depositar confiança em quem votamos para sermos retribuídos de alguma forma, nem que as futuras gerações sejam as beneficiadas”, afirmou ao defender a instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte, que só viria a ser concretizada dez anos depois. “Ainda bem que ultimamente o povo está participando mais da vida do país, demonstrando seu interesse em participar (da vida política do país).” Reportagem de Movimento abordou a tentativa de desligamento de Reinaldo da Seleção Depois de afirmar que Pelé tinha se perdido em meio a seus assessores e, por isso, não tinha opinião própria, “pois no futebol é muito difícil preservar a personalidade”, Reinaldo disse que, ao contrário do que achava o ex-atacante do Santos, “o povo brasileiro estava preparado, sim, para votar, como sempre esteve”. “Eles fizeram o povo se afastar da política, mas é claro que o povo tem maturidade para votar. Isso já foi demonstrado no passado e não é possível que quem já votou uma vez vai ficar imaturo depois de velho. Está na hora de aproximar todo mundo das decisões políticas. O povo tem sua opinião e essa opinião deve ser respeitada”, acentuou. Reinaldo deu bastante trabalho aos zagueiros e aos arapongas do SNI Na época, o jogador do Atlético cursava o último ano do segundo grau (o antigo 3º ano do Científico) e já demonstrava o desejo de não parar nos estudos. “A bola a gente para de jogar, mas o que entra na cabeça ninguém tira”, dizia. Sua persistência acabou fazendo com que concluísse o curso de Comunicação Social, formando-se como jornalista. “Pra mim a

Casagrande: 31 de março de 2021 representa o dia dos golpistas covardes de 1964

 Protagonista da Democracia Corinthiana ao lado de Sócrates, ex-atacante do Corinthians lembrou “com orgulho dos que foram torturados” e traçou paralelo com governo “genocida, mentiroso e covarde” de bolsonaro Um dos principais expoentes da luta pela redemocratização no futebol, ao lado do “doutor” Sócrates, o comentarista Casagrande, ex-atacante da lendária Democracia Corinthiana, foi às redes sociais “lembrar com orgulho daqueles que foram torturados covardemente” pela ditadura militar. “31 de março de 2021. Não temos nada para celebrar nesta data, porque representa o dia dos golpistas covardes de 1964. Militares que tinham medo da intelectualidade da juventude dos anos de 1960, 1970 e 1980. Hoje é dia de lembrar com orgulho daqueles que foram torturados covardemente, daqueles que foram mortos e daqueles que desapareceram”, escreveu Casão, em seu blog no Globoesporte.com. O ex-jogador ainda traçou um paralelo entre a Ditadura Militar e o governo “genocida, mentiroso e covarde que me parece querer partir para a ignorância novamente”. Mas o que se esperar de pessoas violentas a não ser ignorância? Um presidente da morte e seus filhos espalhando o terror”, escreveu sobre Jair Bolsonaro. Casagrande afirmou que o povo sabe o que quer: vacina, democracia e liberdade. “Coisas que esse governo desconhece. Estamos em um Brasil despedaçado, destruído pela incompetência do presidente que, em vez de pensar em combater a pandemia, armou um possível golpe pelas costas. As pessoas estão morrendo, e ele, ao lado dos filhos, articulando para colocar o país no caos completo”, disse o comentarista, ressaltando que “e tem gente só pensando em fazer o futebol voltar…”. Jogadores do Corinthians com camisa com estampa da Democracia Corinthians, em 1983 — Foto: Domicio Pinheiro / Estadão Conteúdo Leia o artigo na íntegra

Goleiro Bruno foi contratado em time do Tocantins “pelo caráter e personalidade”

 Em regime semiaberto, atleta vai disputar a reta final do Campeonato Tocantinense pelo Araguacema Anunciado nesta quarta-feira (31) como novo reforço do Araguacema para disputar a reta final do Campeonato Tocantinense, o goleiro Bruno Fernandes, condenado a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio, foi contratado por uma “causa humanitária” e por seu “caráter e personalidade”, segundo o grupo de empresários responsável pela negociação. A informação é da revista Época. O atleta, que atualmente cumpre pena em regime semiaberto, deve ser apresentado oficialmente ainda nesta semana. Contudo, o clube já oficializou o acerto por meio das redes sociais na noite desta terça-feira (30). “É meu povo. Está chegando reforço na altura. Seja bem-vindo”, escreveu a equipe em publicação no Instagram. Ainda segundo a Época, a contratação foi sugerida por sócios de uma das empresas investidoras do clube, a Datamarkets, e apoiada pela diretoria do Araguacema. A presidência afirma que o time já estava em busca de um jogador para a posição. O treinador da equipe também foi consultado e autorizou o acordo. No ano passado, Bruno atuou pelo Rio Branco, do Acre, e precisou usar tornozeleira eletrônica durante os treinos e partidas. O corpo de Eliza Samudio nunca foi encontrado. As buscas foram encerradas em 2014.

Fórmula 1 – Bolsonarista Nelson Piquet fala ‘Globolixo’ em programa ao vivo da Band

 Emissora adquiriu os direitos de transmissão da Fórmula 1, antes pertencentes à Globo O ex-piloto e campeão de Fórmula 1 Nelson Piquet deixou os apresentadores da Band em uma saia justa neste domingo (28/03). A emissora agora é detentora dos direitos de transmissão da categoria, que antes eram da concorrente TV Globo. Piquet foi convidado para comentar o primeiro Grande Prêmio do ano, o GP do Bahrein. E aproveitou a oportunidade para alfinetar a antiga casa da fórmula 1 no Brasil, chamando a emissora de ‘Globolixo’. “Estou feliz com vocês aqui, Band vai fazer a Fórmula 1. Largou essa Globo lixo!”, disparou o ex-piloto para os apresentadores recém-saídos da Globo, como Glenda Kozlowski e Reginaldo Leme. Piquet ainda disse que acompanhar o campeonato na antiga emissora “estava ficando chato”. A ‘cutucada’ no canal que transmitia as corridas no Brasil pode ter como motivo uma antiga rusga de Nelson com a Globo. O tricampeão da categoria já chegou a negar uma entrevista ao amigo Reginaldo Leme, pois seria veiculada na emissora. Na fórmula 1, Piquet conquistou títulos em três ocasiões: 1981, 1983 e 1987. Confira o momento em que Nelson provocou a emissora concorrente da Band: Nelson Piquet fala "Globo lixo" ao vivo na Band pic.twitter.com/PS7mPSMBw6 — Paulo Pacheco (@ppacheco1) March 28, 2021 Anteriormente, o bolsonarista Nélson Piquet, já tinha perguntado ao ex-comentarista Reginaldo Leme “como ele aguentou trabalhar tanto tempo na Globolixo?” Piquet ainda completou: “Haja saco, hein, Reginaldo?” Pelo visto, o bolsonarista Piquet, que já o recebeu, ao menos uma vez, em sua mansão em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ), adora usar o termo “Globolixo”,  fazendo coro à máxima dos apoiadores do ainda presidente. Veja o vídeo abaixo: MEMORÁVEL! Olha a pergunta que o Nelson Piquet fez para o Reginaldo Leme: “Como você aguentou passar tanto tempo na #GloboLixo?” pic.twitter.com/eZS0XLuKMc — Vinicius Carrion (@viniciuscfp82) October 9, 2020

Cruzeiro perde clássico mas ganha de goleada com mensagem a favor da vida

 Jogadores do Cruzeiro mostraram recado estampado nas costas da camisa #Vacina já, no jogo contra o América, com exceção da camisa 17 A vacina protege quem recebe a imunização e todos ao seu redor, pois diminui as chances de contágio do vírus. Vacinar é salvar vidas – diz a postagem do clube nas redes. “Vacinar é salvar vidas”. Com esta frase, o Cruzeiro anunciou uma ação para incentivar a campanha de vacinação para imunizar a população contra o avanço da Covid-19. Neste domingo, às 16h (de Brasília), no Independência, o time celeste faz o clássico contra o América-MG, pela quinta rodada do Campeonato Mineiro. O time da Toca da Raposa foi derrotado por 1 a 0, no jogo que marcou a última rodada do Campeonato Mineiro antes de sua paralisação, medida tomada para tentar conter os avanços da pandemia do novo coronavírus. Aproveitando o momento, o clube marcou um golaço nesta ação na qual os jogadores do time celeste entraram em campo com uma mensagem pró-vacina na camisa, referindo-se à campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Nos dizeres, acima da numeração, lia-se #Vacina já. Ao mesmo tempo, recusou a silkar a camisa 17,  número que foi utilizado pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro em sua candidatura e consequente eleição para o mais alto cargo político do país. O Cruzeiro em jogo válido pelo Campeonato Mineiro inclui a tag #VacinaJá em seu uniforme mas excluiu o número 17 da campanha. Um recado muito bem dado! Parabéns ao Cruzeiro pelo posicionamento! #VacinaJá pic.twitter.com/c0hY5D0Cyo — Mídia NINJA (@MidiaNINJA) March 22, 2021 Leia também: Cruzeiro despenca após aproximar de Bolsonaro, enquanto o Tubarão sobe depois de se afastar do traste

NO MÊS DA MULHER – ‘Enfia na lomba’: técnico do Cruzeiro feminino é preso por desacatar mulher

Marcelo Frigério, o Tchelo, se envolveu em confusão com fiscal da Prefeitura de Juatuba (foto: Rodolfo Rodrigues/Cruzeiro)  Confusão aconteceu depois que fiscalização contra a COVID-19 da Prefeitura de Juatuba, na Grande BH, impediu aglomeração causada por treino da equipe Um treino do time feminino do Cruzeiro acabou em confusão em Juatuba, na Grande BH. O técnico da equipe, Marcelo Frigério, conhecido como Tchelo, foi detido por desacato contra uma mulher que fazia a fiscalização das medidas contra a COVID-19 na cidade. O caso aconteceu nessa sexta (12/3), mas só veio à tona neste domingo (14/3). Conforme boletim de ocorrência que a reportagem teve acesso, Tchelo se desentendeu com uma fiscal da prefeitura no Estádio Municipal Antônio Moreira Duarte, o Curumim. A mulher tentava impedir a aglomeração de pessoas no local, causada pelas atletas do Cruzeiro, segundo o documento gerado pela Polícia Militar. Muitas das jogadoras estavam sem máscara, de acordo com a PM. Em meio à fiscalização, Tchelo disse à PM que um auxiliar o contou que a fiscal havia sido mal educada com as jogadoras. “Sai, sai sai”, teria dito a mulher. Após o bate-boca, a PM foi acionada. Em determinado momento, Tchelo disse, conforme o BO, para a fiscal: “Pega essa sua caneta e enfia na sua lomba”. Depois dos dizeres, o técnico do Cruzeiro se dirigiu à fiscal e se envolveu em um empurra-empurra com outros dois agentes da prefeitura local. “Nesse momento, quatro homens seguraram-no impedindo-o de agredi-la”, informa o boletim de ocorrência da PM. Diante do ocorrido, os militares prenderam o técnico do Cruzeiro pela acusação de desacato. Ele foi conduzido à 1ª Delegacia da Polícia Civil em Juatuba. Na delegacia, Marcelo Frigério assumiu o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal em Mateus Leme, também na Grande BH. Fonte: Superesportes

Corte italiana confirma sentença de nove anos de prisão para o atacante Robinho

 Robinho teve condenação por violência sexual confirmada  A Corte de Apelação de Milão, na Itália, confirmou nesta terça-feira (9) a sentença de nove anos de prisão para o atacante Robinho e seu amigo Ricardo Falco pelo crime de violência sexual contra uma mulher albanesa, em 2013, época em que o jogador defendia o Milan. Em dezembro de 2020, a sentença já havia sido proferida pelo tribunal de segunda instância da Justiça italiana, mas o texto com a condenação foi publicado somente nesta terça, véspera do vencimento do prazo legal. As juízas Francesca Vitale, Paola Di Lorenzo e Chiara Nobili destacaram na sentença “particular desprezo [de Robinho] em relação à vítima, que foi brutalmente humilhada”, além da tentativa de “enganar as investigações oferecendo aos investigadores uma versão dos fatos falsa e previamente combinada.” Após a publicação do texto, a defesa do brasileiro tem 45 dias para recorrer à Corte de Cassação, terceira e última instância à qual ele poderá apelar na Itália. Somente depois de uma condenação definitiva a dupla poderá ser considerada culpada e obrigada a cumprir a pena de nove anos de prisão, além do pagamento de multa de 60 mil euros (R$ 368 mil). A Corte de Apelação, quando confirma uma sentença da primeira instância, pode pedir o cumprimento de medidas preventivas, como prisão ou prisão domiciliar para determinados tipos de delitos, como casos de violência sexual de grupo. A condenação de Robinho na primeira instância da Justiça italiana, ocorrida em 2017, voltou à tona em outubro de 2020, depois que o Santos fechou contrato com o jogador até fevereiro de 2021. O acordo foi suspenso depois da divulgação do conteúdo de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça italiana, incluídas como provas no processo. Em uma das falas mais explícitas, o atacante diz: “Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu”. Depois de críticas de torcedores e pressão de empresas patrocinadoras, o clube disse que suspenderia o contrato para que o jogador pudesse se concentrar em sua defesa. Desde então, ele está afastado do futebol. No seu depoimento à Justiça, a vítima afirmou que não tinha condições de falar ou de ficar em pé naquela noite e apontou Robinho como um dos envolvidos na violência.

Palmeiras chega ao quarto título da Copa do Brasil – Cruzeiro continua sendo o maior vencedor

Não foi a sorte que levou o Palmeiras a fazer uma temporada histórica em 2020. O título da Copa do Brasil, confirmado no último domingo, fez o Verdão encerrar o seu ano esportivo com três conquistas expressivas, algo que não ocorria no clube desde 1993, e também deixou o seu torcedor em estado de alegria. É verdade que o projeto palmeirense começou de um jeito e precisou buscar uma nova rota no meio do caminho. Mas a ideia de dar espaço aos garotos formados pela base se manteve presente do início ao fim e fez a diferença. O início com Vanderlei Luxemburgo foi importante por dar respaldo aos garotos e iniciar um trabalho sem as mesmas contratações dos anos anteriores. Deu resultado com o Paulistão. A evolução técnica da equipe, porém, veio somente após a chegada de Abel Ferreira, com a transição comandada por Andrey Lopes. Foi nessa nova busca de “identidade” que o Palmeiras embalou para as grandes conquistas. O time liderado pela comissão técnica portuguesa teve ótimos jogos, mostrou evolução técnica, recuperou confiança de jogadores, mas sofreu com a sequência física e emocional. Além de todas as dificuldades provocadas pela Covid-19, o Verdão viu seu time com vários garotos entrar em uma rotina de jogos importantes. Não teve plasticidade em alguns momentos, ou o que alguns definem como bonito em termos táticos mais modernos, mas manteve a rotina de competição e de disputas por títulos. Abel Ferreira em Palmeiras x Grêmio — Foto: Marco Galvão É difícil questionar um estilo de jogo “mais agradável” quando a eficiência mostra o que foi feito. O Verdão de 2020 disputou todos os 79 jogos possíveis de seu calendário. Fracassou, sim, no Mundial de Clubes da Fifa, mas venceu o Campeonato Paulista, a Libertadores, a Copa do Brasil e só não brigou no Brasileirão porque não teve fôlego para enfrentar a maratona. O Palmeiras pode ser cobrado para melhorar sua administração financeira, para diminuir sua dívida, ter mais transparência em alguns assuntos de seu dia a dia na sede social. No futebol, deve ser – como foi – questionado pelo seu desempenho ruim no Mundial de Clubes. Mas nada disso diminui o feito alcançado por Abel Ferreira e seus jogadores. Um time que venceu três títulos importantes e disputou todos os jogos possíveis de seu calendário em 2020 merece ser elogiado. A temporada que acabou teve um Palmeiras histórico contra o River Plate na Argentina, um time que venceu com sobra adversários de qualidade como o Atlético-MG, goleou com facilidade o Corinthians e não deu chances para rivais como Santos e Grêmio nas decisões da Libertadores e Copa do Brasil. Um 2020 que vai ficar para a história do Palmeiras. E 2021 já começou…  O Palmeiras chegou neste domingo ao quarto título na história da Copa do Brasil. Antes da edição de 2020, o Verdão já havia vencido a competição em 1998, 2012 e 2015. A taça obtida na partida no Allianz Parque, contra o Grêmio, faz o Palmeiras deixar o arquirrival Corinthians e o Flamengo para trás e ser agora isoladamente o terceiro maior vencedor da competição nacional. Só dois times ainda levam vantagem no número de títulos. O Cruzeiro venceu a competição seis vezes, enquanto o Grêmio soma cinco taças. Copa do Brasil: com título do Palmeiras, Cruzeiro segue como maior campeão Sexto título do Cruzeiro foi conquistado em 2018, sobre o Corinthians (Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro) O Cruzeiro segue liderando o ranking dos maiores campeões da Copa do Brasil. Neste domingo, o Palmeiras bateu o Grêmio por 2 a 0 no Allianz Parque, em São Paulo, e levantou seu quarto troféu da competição mata-mata. Veja abaixo a lista de campeões: Cruzeiro: 6 (1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018) Grêmio: 5 (1989, 1994, 1997, 2001 e 2016) Palmeiras: 4 (1998, 2012, 2015 e 2020) Corinthians: 3 (1995, 2002 e 2009) Flamengo: 3 (1990, 2006 e 2013) Atlético-MG: 1 (2014) Criciúma: 1 (1991) Fluminense: 1 (2007) Inter: 1 (1992) Juventude: 1 (1999) Paulista: 1 (2005) Santo André: 1 (2004) Santos: 1 (2010) Sport: 1 (2008) Vasco: 1 (2011) Athletico: 1 (2019) *ECN, com Globo Esportes e Super Esportes