Cruzeiro cai para a Série B, e Mineirão vira palco de guerra

Dentro de campo, time tem atuação ruim, é derrotado por 2 a 0 e cai para a segunda divisão. Furiosos com resultado, torcedores depredam estádio O Cruzeiro se despediu do Campeonato Brasileiro de maneira melancólica ao perder para o Palmeiras por 2 a 0, neste domingo, no Mineirão, pela 38ª rodada. Os gols da partida foram marcados por Zé Rafael, aos 12′, e Dudu, aos 39 minutos do segundo tempo. Com o resultado, o time celeste está rebaixado e vai disputar a Série B em 2020. Antes mesmo do apito final do árbitro Marcelo de Lima Henrique, vários torcedores manifestaram reação de fúria e depredaram o estádio arremessando cadeiras e bombas. A Polícia Militar interveio na confusão com tiros de bala de borracha e uso de gás de pimenta. Nos arredores do Mineirão também houve cenário de muita selvageria. No gramado, o desempenho diante do Verdão foi reflexo de toda a competição: sem criatividade, com muitos erros de passe e facilmente anulado pelo adversário. Tanto que o goleiro Weverton não fez uma intervenção importante em 90 minutos. Conforme afirmado pelos jogadores palmeirenses antes do duelo, como o zagueiro Edu Dracena e o atacante Dudu, o rebaixamento do Cruzeiro não se dá apenas pelo duelo deste domingo. Faltou bom futebol em grande parte da disputa. Na 33ª rodada, por exemplo, esperava-se uma vitória tranquila sobre o Avaí. No fim, um empate frustrante por 0 a 0, com apenas uma defesa difícil do goleiro Vladimir. Na 35ª rodada, diante do CSA, o vexame foi pior: derrota por 1 a 0 para um time que viria a ter o rebaixamento confirmado posteriormente. Por óbvio, o rebaixamento faz o Cruzeiro terminar o Campeonato Brasileiro com sua pior campanha na era dos pontos corridos: 17º lugar, com 36 pontos. Em 38 rodadas, venceu sete, empatou 15 e perdeu 16, com 26 gols marcados e 43 sofridos. Já o Ceará, que empatou por 1 a 1 com o Botafogo, ficou em 16º, com 39.
Depois que a vaca foi para o brejo, Cruzeiro demite o técnico Abel Braga

– Raposa fecha com Adilson Batista, técnico de 51 anos que volta à Toca para tentar evitar rebaixamento à Série B – Adilson Batista, de 51 anos, será anunciado como novo técnico do Cruzeiro nesta sexta-feira. O acordo foi fechado logo depois da derrota celeste para o CSA, por 1 a 0, no Mineirão, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. A diretoria percebeu que não havia mais clima para a permanência de Abel Braga e bateu o martelo com o novo comandante. O acordo entre Cruzeiro e Adilson foi adiantado pelo jornalista Heverton Guimarães e confirmado pelo Superesportes. A demissão de Abel será oficializada nesta sexta-feira. Por sua vez, Adilson Batista tem chegada a Belo Horizonte prevista para o horário do almoço. No período da tarde, ele já deve ter o primeiro contato com a diretoria e com o grupo de jogadores na Toca da Raposa II. Adilson Batista será o quarto treinador do Cruzeiro no ano, depois de Mano Menezes, Rogério Ceni e Abel Braga, e é uma aposta pessoal do gestor de futebol Zezé Perrella para tentar livrar o clube do inédito rebaixamento à Série B. Na 17ª posição, com 36 pontos, a Raposa tem 75% de chance de cair para a Segundona, segundo o site Infobola. Nesta reta final de Brasileirão, o Cruzeiro precisará lutar por vitórias contra o Vasco da Gama (São Januário), o Grêmio (Arena do Grêmio) e o Palmeiras (Mineirão). O principal concorrente na luta contra a queda é o Ceará, 16º, com 37 pontos. Curiosamente, o Vozão foi o clube que demitiu Adilson Batista na quarta-feira, logo após a goleada por 4 a 1 sofrida para o Flamengo no Maracanã. Esta será a segunda passagem de Adilson Batista pelo Cruzeiro como treinador. Entre 2008 e 2010, ele foi bicampeão mineiro (2008/2009) e vice da Copa Libertadores (2009). Em 169 partidas, ganhou 97, empatou 34 e perdeu 39, com 324 gols marcados e 193 sofridos. Como jogador, vestiu a camisa azul entre 1989 e 1993. No período como zagueiro, sagrou-se campeão mineiro de 1990 e 1992 e das Supercopas de 1991 e 1992. Fim da era Abel no Cruzeiro Abel Braga foi contratado pelo Cruzeiro em 27 de setembro, um dia depois da demissão de Rogério Ceni. Embora rechaçasse o discurso de ‘paizão’, chegou ao clube com a missão de recuperar o moral do grupo, que teve relação conturbada com o treinador anterior. Nas entrevistas, os jogadores sempre elogiavam o convívio com o comandante. Dentro de campo, porém, apresentavam futebol pobre em criatividade e repertório. Em 14 jogos, o Cruzeiro ganhou três, empatou oito e perdeu três, com dez gols marcados e 11 sofridos. O aproveitamento foi de 40,7%. Das três vitórias, duas foram fora de casa, basicamente explorando contra-ataques: Corinthians, 2 a 1, e Botafogo, 2 a 0. Uma ocorreu no Mineirão, a primeira do treinador pelo clube: 1 a 0 em cima do São Paulo, no dia 16 de outubro. Contra adversários que vinham com proposta defensiva, casos de Avaí e CSA, o Cruzeiro de Abel Braga demonstrou dificuldades para se desvencilhar das fortes marcações e constantemente recorreu a lançamentos. A estratégia de insistir em bolas alçadas consagrou zagueiros de equipes rivais, em vez de ser efetiva para converter em gols favoráveis ao time. Quando Abel assumiu o comando, o Cruzeiro era 17º colocado, com 19 pontos em 21 rodadas (30,15%). Dois meses depois, a equipe segue na mesma posição, com 36 pontos em 35 jogos (34,3%) e 75% de risco de rebaixamento, de acordo com o site Infobola. Ex-vice-presidente de futebol do Cruzeiro, Itair Machado foi o responsável pela contratação de Abel Braga. O dirigente informou à época que o vínculo do treinador, válido até dezembro de 2020, era livre de pagamento de multa rescisória em caso de demissão.
Cruzeiro perde para o CSA e se complica na briga contra o rebaixamento no Brasileiro

– Time celeste encerra 35ª rodada da Série A em 17º lugar, com 36 pontos – A cada partida do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro se aproxima do inédito rebaixamento à Série B. Um largo passo em direção ao abismo foi dado na noite desta quinta-feira, no complemento da 35ª rodada. Com direito a pênalti desperdiçado pelo meia Thiago Neves, aos 19 minutos do segundo tempo, o time celeste perdeu de maneira surpreendente para o CSA, por 1 a 0, no Mineirão. O zagueiro Alan Costa, aos 42 minutos do primeiro tempo, marcou o gol da surpreendente vitória da equipe alagoana. Matematicamente, ainda é possível escapar da queda. O Cruzeiro soma 36 pontos, em 17º lugar, um a menos que o Ceará, primeiro time fora da zona de rebaixamento. Entretanto, os dois compromissos seguintes acontecerão longe de Belo Horizonte. Na segunda-feira, às 20h, o duelo será contra o Vasco, em São Januário, no Rio de Janeiro. Já na quinta-feira (5/12), às 19h15, a Raposa medirá forças com o Grêmio, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Por fim, no dia 8 de dezembro (domingo), às 16h, a despedida ocorre diante do Palmeiras, no Mineirão. Já o CSA, que antes da 35ª rodada tinha 99% de chance cair para a segunda divisão, chegou a 32 pontos, quebrou série de cinco derrotas e manteve a remota esperança de permanecer na elite nacional. No domingo, às 18h, o time azulino pegará o Bahia, no estádio Rei Pelé, em Maceió. Depois, visitará a já rebaixada Chapecoense, em Santa Catarina, e encerrará a Série A diante do São Paulo, em Alagoas. O jogo A imprensa não acompanha os treinamentos de Abel Braga no Cruzeiro. Não dá para saber qual treinamento ele aplica para apresentar variações táticas. Certo é que ele resolveu mudar a escalação do revés por 4 a 1 para o Santos, fora de casa, no último sábado. Contra o CSA, manteve o habitual 4-2-3-1, mas com Ezequiel e Pedro Rocha pelas beiradas. Como referência na frente, entrou o experiente Fred. Na defesa, Leo substituiu Fabrício Bruno. Quando a bola rolou, parecia um repeteco do empate por 0 a 0 com o Avaí, pela 33ª rodada. O Cruzeiro tinha mais volume, com 77% de posse, mas esbarrava na falta de criatividade. Defensores e meio-campistas trocavam passes de um lado para o outro até chegarem ao último terço de campo. A partir dali, a inspiração cessava. Egídio, Pedro Rocha, Orejuela e Ezequiel insistiam em cruzamentos para Fred. Bem postada, a defesa do CSA cortava todos. Houve lampejos do setor ofensivo cruzeirense. Aos 11’, Fred girou em cima de Alan Costa, porém ficou sem ângulo e ‘recuou’ nas mãos do goleiro Jordi. Aos 18’, Thiago Neves chutou fraquinho, no centro da meta, e o camisa 12 do CSA encaixou. Aos 35’, a Raposa conseguiu sua única boa jogada na etapa inicial. Pedro Rocha tabelou com Thiago Neves e Fred, invadiu a grande área e finalizou ao lado esquerdo. Até então preocupado exclusivamente em se defender, o CSA conseguiu um escanteio depois de corte bisonho de Pedro Rocha. Na cobrança, Rafinha mandou a bola no segundo pau, Ricardo Bueno cabeceou, e Fábio espalmou. No rebote, o zagueiro Alan Costa, livre de marcação, mandou a bola para as redes. Parecia surreal, mas os visitantes fizeram 1 a 0 e deixaram o Mineirão ainda mais tenso. Aos 46’, os alagoanos desperdiçaram um bom contra-ataque, iniciado por Apodi e concluído com chute de Ricardo Bueno nas mãos de Fábio. No intervalo, o técnico Abel Braga substituiu Éderson e Fred por Robinho e Joel. A tônica do segundo tempo foi semelhante à do primeiro, com posse constante no ataque e ligeira melhora. Logo no primeiro minuto, em bola espirrada na entrada da área, Ezequiel soltou a bomba e obrigou Jordi a se esticar para defender. Aos 11’, Thiago Neves tentou buscar o ângulo em cobrança de falta, e o goleiro espalmou à linha de fundo. Aos 15 minutos, Pedro Rocha invadiu a grande área em velocidade e foi ao chão após contato com o zagueiro Alan Costa. Após consulta ao VAR, o árbitro Vinícius Gonçalves Dias Araújo marcou pênalti. Um dos mais criticados pelos torcedores, Thiago Neves se encarregou do arremate. Mas a fase é tão ruim que a finalização foi para fora. O público, claro, não perdoou o camisa 10 e o vaiou bastante no Mineirão. No lance seguinte ao pênalti, o CSA por pouco não marcou o segundo gol. Rafinha cobrou falta de longe, a bola passou por todo mundo e explodiu na trave direita. O técnico Abel Braga tentou sua última carta na manga com Sassá no lugar de Ezequiel. Aos 27’, ele recebeu bola na grande área, girou em cima da marcação e bateu em cima de Jordi. O goleiro da equipe visitante também evitou as tentativas de Robinho e Pedro Rocha. O Cruzeiro continuou em cima do CSA, mas de maneira desorganizada. Era na base da força, do abafa, do chuveirinho na área, no bate-rebate. A impaciência do público foi tão grande que alguns torcedores atiraram bombas e sinalizadores no gramado. A arbitragem paralisou a partida entre os minutos 29 e 31 do segundo tempo. Quando tudo se normalizou, mais drama. Joel, de cabeça, exigiu excelente defesa de Jordi, aos 42’. Nem os sete minutos de acréscimo foram suficientes para a reação. No fim, prevaleceram a decepção e o temor daqueles que têm como grande orgulho o fato de o clube jamais ter disputado a Série B em sua história quase centenária. CRUZEIRO 0X1 CSA CRUZEIRO Fábio; Orejuela, Cacá, Leo e Egídio; Henrique e Éderson (Robinho, no intervalo); Ezequiel (Sassá, aos 23min do 2ºT), Thiago Neves e Pedro Rocha; Fred (Joel, no intervalo) Técnico: Abel Braga CSA Jordi; Dawhan, Alan Costa, Luciano Castan e Rafinha; João Vitor e Nilton; Jonatan Gómez, Euller (Warley, aos 13min do 2ºT) e Apodi (Bruno Alves, aos 23min do 2ºT); Ricardo Bueno Técnico: Argel Fucks Gol: Alan Costa, aos 42 minutos do primeiro tempo (CSA) Cartões amarelos: Euller, aos 23min, Jordi,
Montes Claros desfaz homenagem a Nikão, após língua de trapo de Izabela Cruz

– Nikão se desculpa por fala da esposa, mas não será mais homenageado em sua terra natal – * Por Waldo Ferreira A Câmara Municipal de Montes Claros cancelou homenagem que faria ao jogador Nikão, nascido em Montes Claros, depois da polêmica estabelecida por sua mulher. Nas redes sociais, Izabela Cruz fez um desabafo, reclamando das pessoas da cidade que pedem camisas ao marido. No próximo dia 16 de dezembro o atleta, que atualmente se destaca como meia do Athletico, receberia o título de cidadão honorário, proposto pelo vereador Junior Martins (PPS). Depois da fala da esposa ele também postou um vídeo no Instagram, se desculpando. Mas, se era para apagar o fogo, a intervenção serviu mesmo foi para colocar mais lenha na fogueira. É que ao tentar contornar o caso, Nikão acabou poupando Izabela e minimizando a ofensiva dela, que, de forma generalizada, criticou os moradores de Montes Claros. Assim, o pedido de desculpas caiu no vazio. A mulher gerou revolta ao passar um “carão” naqueles que, segundo ela, dizem ser amigos de infância ou parentes do jogador, ‘cobrando’ uma recompensa pela ajuda feita quando ele era mais novo. “Esse papo que todo mundo ajudou o Nikão, que todo mundo é tio, que todo mundo é primo ou amigo, mentira. A maioria das pessoas da cidade dele sente inveja, porque tentaram ser jogador e não conseguiram sucesso na vida, e o Nikão conseguiu, graças a Deus. Se você ajudou com uma carona, muito obrigada. Se você ajudou com uma chuteira, beleza, obrigada! Se você não tivesse ajudado, outra pessoa teria ajudado, porque é a obra que Deus tem na vida do Nikão. A gente odeia pessoas bajuladoras e puxa-saco. A gente sabe quem é quem, sabe quem é amigo de verdade, viu? E a gente sabe quem é encosto”, disparou ela. “Deixa eu falar com vocês um assunto sério. As pessoas vivem pedindo blusa para o Nikão e as pessoas acham que blusa é de graça. Da mesma maneira que você gasta, a gente também gasta. Então, assim, é um saco, é uma inconveniência, toda hora alguém ficar pedindo blusa do Athletico. Ele é um jogador do Athletico, não é dono da empresa. Então, se você quiser blusa, vai lá na loja, compra e traz para o Nikão dar autógrafo, porque não tem coisa mais inconveniente toda hora alguém pedindo uma camisa ao Nikão. Isso enche a paciência”, acrescentou ela. No vídeo, o jogador tentou, mas não soube, amenizar: ressaltou que sua família não quis ofender ninguém. “Fala pessoal de Montes Claros, é o Nikão. Somente para esclarecer um vídeo que a minha esposa postou. Quem me conhece sabe quem eu sou, quem conhece ela sabe quem ela é. Quem me conhece sabe de onde eu vim, de onde eu cresci. Pessoas totalmente equivocadas, com muita maldade, colocaram aquilo que elas acharam no vídeo, simplesmente para virar o que virou. Em se tratando de internet, as pessoas acreditam naquilo que vê”, afirmou ele. “Se alguém da minha cidade, do meu bairro, de onde eu cresci, se sentiu ofendido, tem aqui o meu pedido de desculpas em nome da minha família”, completou. * Waldo Ferreira é jornalista e editor do EM CIMA DA NOTÍCIA
É campeão! Mesmo sem entrar em campo, Flamengo é o campeão brasileiro 2019

– Flamengo é Heptacampeão Brasileiro! Rubro-Negro não pode mais ser alcançado pelo Palmeiras, que perdeu para o Grêmio – Dois títulos expressivos em menos de 24 horas. Este é o Flamengo de Jorge Jesus, Gabigol, Bruno Henrique e cia. Sem entrar em campo pelo Campeonato Brasileiro neste fim de semana por conta da disputa da decisão da Conmebol Libertadores, o Mais Querido conquistou hoje o Heptacampeonato. O Rubro-Negro se beneficiou da derrota do Palmeiras por 2 a 1 para o Grêmio, na Arena Palmeiras. O clube paulista não pode mais nos alcançar. 1980, 1982, 1983, 1987, 1992, 2009 e agora 2019… Pode gritar, Nação! É Heptaaaaaaaaaaaaaa! Mengoooooooooooooo! Um final de semana especial para o torcedor do Flamengo. No sábado, comemorou o título da Copa Libertadores da América com uma vitória incrível sobre o River Plate, da Argentina, na decisão disputada em jogo único em Lima, no Peru. Neste domingo, o Rubro-Negro garantiu o título brasileiro sem entrar em campo. A conquista foi garantida com o tropeço do Palmeiras contra o Grêmio, no Allianz Parque. O Flamengo permanece com 81 pontos contra 68 do time paulista, que perdeu para o tricolor por 2 a 1, com quatro rodadas para o fim. Com os dois títulos, o Flamengo iguala um feito da era do Santos de Pelé. O Peixe foi bicampeão da Libertadores em 1962 e 1963, tendo sito o único clube que levou, no mesmo ano, o Campeonato Brasileiro (naquela época, o torneio nacional era chamado de Taça Brasil). Não só isso aconteceu: o time paulista também faturou os dois Mundiais de Clubes nos mesmos anos. O Flamengo tentará ser o maior do mundo a partir de 17 de dezembro, na competição que acontece no Catar. O Flamengo festejará os títulos na próxima quarta-feira. A equipe volta a campo para enfrentar o Ceará, no estádio do Maracanã, pela 35ª rodada do Brasileiro.
Atlético leva golaço no fim e perde para o Athletico-PR no Mineirão

– Vitinho, aos 41′ do segundo tempo, decretou revés alvinegro em casa – Por João Vitor Marques /Superesportes Tudo indicava um empate sem gols no Mineirão na tarde deste domingo. Até que, no finalzinho do jogo, brilhou a estrela de Vitinho. O garoto de 20 anos acertou um chutaço aos 41’ minutos do segundo tempo e decretou a derrota do Atlético por 1 a 0 para o Athletico-PR, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com a derrota, o Atlético – muito vaiado ao fim da partida – se mantém na 13ª posição, com 41 pontos, seis a mais que o Fluminense, primeiro time da zona de rebaixamento. Já o Athletico-PR alcança os 56 pontos, no 5º lugar. As equipes voltam a jogar pelo Brasileirão nesta quarta-feira. A partir das 21h, o Atlético visita o Bahia, na Fonte Nova, em Salvador. Meia hora mais tarde, a bola rola para a partida entre Athletico-PR e Grêmio, na Arena da Baixada, em Curitiba. Primeiro tempo Vagner Mancini escalou um Atlético que, em teoria, proporia o jogo. Com apenas Zé Welison como volante de ofício, o time alvinegro tinha uma linha de quatro homens com potencial de criação para o centroavante Di Santo: Luan (mais recuado), Marquinhos, Cazares e Otero. Porém, o Athletico-PR contradisse as expectativas para um time visitante e ficou com a bola por mais tempo: 56% contra 44%. Mas foram os donos da casa que finalizaram com maior frequência – e perigo. O Atlético chutou nove vezes (quatro delas no alvo), seis a mais que o adversário. Aos 15’, Di Santo até chegou a chegar com perigo e finalizar uma bola que bateu na trave e aparentemente entrou. O centroavante argentino, porém, estava impedido. O Atlético chegou outras vezes com perigo, especialmente em finalizações de Fábio Santos e Marquinhos. Mas o goleiro Santos levou a melhor. Segundo tempo Na etapa final, o Atlético aumentou a posse de bola e tentou criar pelos lados. Os laterais, que já haviam aparecido na frente durante o primeiro tempo, ficaram mais livres para avançar. Tanto é que Patric chegou a fazer um gol aos 11’, após receber excelente lançamento de Iago Maidana. O lance, no entanto, foi anulado por impedimento. Aos 19’, Otero perdeu uma chance incrível. Cazares foi lançado nas costas da zaga por Marquinhos, driblou o goleiro Santos e perdeu o ângulo. O equatoriano, então, cruzou para o venezuelano cabecear já de dentro da pequena área, mas a bola foi para fora. Apesar de ser, ao lado de Marquinhos, o melhor jogador do Atlético em campo, Cazares foi substituído para a entrada de Bruninho. Mancini buscava alternativas ofensivas e também tirou Otero e colocou Geuvânio. O Atlético sofria pouco com as investidas adversárias e conseguia chegar em condições de finalização. O garoto Marquinhos, de apenas 20 anos, passou a ser a principal válvula de escape alvinegra, quase sempre pela ponta direita. Mesmo com o Atlético ficando mais tempo no campo adversário, foi o Athletico-PR que fez o gol. Vitinho, num chutaço de fora da área, marcou aos 41’: 1 a 0. A resposta da torcida foi imediata: vaias intensas e protestos diante de mais uma derrota do time no ano. ATLÉTICO 0 X 1 ATHLETICO-PR Atlético Cleiton; Patroc, Leonardo Silva, Iago Maidana e Fábio Santos; Zé Welison e Luan (Vinicius, aos 38’ do 2ºT); Marquinhos, Cazares (Bruninho, aos 22’ do 2ºT) e Otero (Geuvânio, aos 31’ do 2ºT); Di Santo Técnico: Vagner Mancini Athletico-PR Santos; Madson, Pedro Henrique (Robson Bambu, aos 30’ do 2ºT), Leo Pereira e Abner Vinícius; Wellington e Bruno Guimarães (Erick, aos 27’ do 1ºT); Vitinho, Nikão e Thonny Anderson; Marco Ruben (Braian Romero, aos 21’ do 2ºT) Técnico: Eduardo Barros Gol: Vitinho, aos 41’ do 2ºT (ATH) Cartão amarelo: Otero, aos 33’ do 1ºT, Zé Welison, aos 35’, e Geuvânio, aos 48′ do 2ºT (ATL); Thonny Anderson, aos 42’ do 1ºT, e Braian Romero, aos 34’ do 2ºT (ATH) Motivo: 34ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Mineirão, em Belo Horizonte Data e horário: domingo, 24 de novembro de 2019, às 16h Público: 34.432 torcedores Renda: R$ 209.440,00 Árbitro: Edina Alves Batista (FIFA/SP) Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (FIFA/SP) e Bruno Salgado Rizo (SP) VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (MG)
Cruzeiro é goleado pelo Santos e fica mais perto da segunda divisão

Time celeste sai na frente, mas leva virada do Peixe, cai por 4 a 1 na Vila Belmiro e terá que ‘secar’ o Fluminense para ficar fora da degola O Cruzeiro vai precisar de muita sorte e da incompetência dos adversários diretos para continuar na elite do futebol brasileiro em 2020. Falta futebol ao time de Abel Braga, que foi presa fácil para o Santos, neste sábado, na Vila Belmiro, em jogo da 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe paulista venceu por 4 a 1. A Raposa até conseguiu abrir o placar, com Orejuela, aos 13 minutos do primeiro tempo. O Santos, contudo, sempre teve maior posse de bola e mais volume ofensivo. A virada era questão de tempo. Eduardo Sasha, Marinho, Soteldo e Pituca fizeram os gols do time paulista. Uma noite para ser esquecida do lateral-esquerdo Egídio, o pior em campo. Ele comprometeu na defesa e foi nulo ofensivamente. O Cruzeiro agora precisará secar o Fluminense para não entrar na zona de rebaixamento – clique aqui e confira a classificação. O time carioca enfrenta o CSA na segunda-feira, às 20h, no estádio Rei Pelé. Em caso de empate, o Flu iguala a equipe celeste com 36 pontos e ultrapassa no número de vitórias: 9 x 7. Na próxima rodada, o Cruzeiro enfrenta o CSA no Mineirão, na quinta-feira, às 21h30. O time alagoano também luta para não ser rebaixado. Início movimentado Desde os primeiros minutos, o Cruzeiro mostrou fragilidade do lado esquerdo. Foi por este setor que o atacante Marinho aprontou para cima de Egídio. A primeira chance efetiva ocorreu aos 8 minutos, quando Sánchez cruzou para Eduardo Sasha, que desviou sem muita força. Fábio defendeu. O Cruzeiro marcou de forma muito recuada e tentou sair com toques rápidos para o ataque. Quando construiu uma boa jogada, o time celeste abriu o placar. Aos 13 minutos, Thiago Neves tocou para Orejuela, que invadiu a área e chutou bonito de canhota, no canto direito do goleiro Everson: 0 a 1. Mas a ventagem celeste durou pouco. Forçando pelo lado esquerdo da defesa do Cruzeiro, o Santos empatou o jogo. Aos 22 minutos, Marinho tocou para Pará, que emendou para Sánchez. O uruguaio cruzou e Evandro, livre, escorou para Sasha. O camisa 27 do Santos bateu de primeira e guardou: 1 a 1. Recuado e com pouco menos de 40% de posse de bola, o Cruzeiro teve apenas duas finalizações certas em todo primeiro tempo. Além do gol, a Raposa acertou o alvo em cobrança de falta de Thiago Neves, aos 36 minutos. O Santos chegou a balançar as redes novamente, porém Vuaden marcou impedimento na jogada. Cruzeiro perde e se complica O segundo tempo começou com o Santos pressionando o Cruzeiro. A defesa celeste não conseguiu marcar o ataque veloz do time paulista, que marcou outros três gols. Os destaques do jogo foram Marinho e Soteldo, cada um em uma ponta do campo. O Cruzeiro até tentou responder criando uma boa chance de marcar com Robinho. Aos 14 minutos, ele recebeu dentro da área, mas não chutou. Cortou a marcação e mandou a bola em cima de outro defensor. O lado esquerdo da defesa do Cruzeiro continuou problemático. Foi por lá que o Santos virou o jogo. Aos 14′, Marinho ganhou de Egídio na velocidade, levou para o meio, limpou o lateral cruzeirense e chutou no canto de Fábio: 2 a 1. Desarrumado na defesa, o time celeste ficou entregue em campo. Em várias oportunidades, o ataque do Santos iludiu bem o Cruzeiro. Aos 19′, Marinho tocou para Sánchez, que cruzou rasteiro. Sasha deixou passar e Soteldo mandou para as redes: 3 a 1. No fim, o Santos ainda encontrou o quarto gol. Aos 44 minutos, Pituca recebeu cruzamento de Evandro nas costas da marcação e só empurrou para as redes: 4 a 1. SANTOS 4 X 1 CRUZEIRO SANTOS Everson; Pará, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jonatan (Luan Peres); Alisson, Carlos Sánchez e Evandro; Marinho, Eduardo Sasha (Pituca) e Soteldo (Jorge) Técnico: Jorge Sampaoli CRUZEIRO Fábio; Orejuela, Cacá, Fabrício Bruno e Egídio; Henrique e Éderson; Robinho (Ezequiel), Thiago Neves (Marquinhos Gabriel) e David; Sassá (Joel) Técnico: Abel Braga Gols: Orejuela (Cruzeiro) e Eduardo Sasha, Marinho, Soteldo e Pituca (Santos) Cartões amarelos: Gustavo Henrique e Marinho (Santos) e Egídio (Cruzeiro) Motivo: 34ª rodada do Campeonato Brasileiro Data e horário: sábado, 23 de novembro, às 21h Estádio: Vila Belmiro Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS) Assistentes: Jose Eduardo Calza e Lucio Beiersdorf Flor
Flamengo vira sobre o River Plate no fim e é campeão da Libertadores

Time rubro-negro fez dois gols após os 40 minutos do segundo tempo Agência Estado Campeão da Copa Libertadores em 1981, o Flamengo finalmente conquistou seu bicampeonato do torneio continental. De forma dramática, o time brasileiro virou sobre o River Plate nos acréscimos do segundo tempo, com dois gols do atacante Gabriel, e venceu por 2 a 1 no Estádio Monumental de Lima, no Peru, neste sábado. O atacante colombiano Rafael Borré fez o gol do time argentino. O jogo começou com protagonismo ofensivo do Flamengo, que tomou a iniciativa e marcou presença no campo adversário. O River, porém, manteve a linha de defesa sólida e resistiu à pressão nos minutos iniciais. Bem na marcação e objetivo no contra-ataque, o time argentino foi traiçoeiro e surpreendeu aos 15 minutos: Nacho Fernández cruzou rasteiro da direita, Arão e Gerson não cortaram e Borré apareceu livre para bater o goleiro Diego Alves. Depois do 1 a 0, o Flamengo seguiu com mais posse de bola, mas o River manteve a solidez defensiva e passou a levar mais perigo, criando boa chance com De La Cruz, que não concluiu. Já o time brasileiro não conseguia ameaçar Armani, que via seus companheiros subirem a marcação. A partir dos 20 minutos, a partida ficou mais aberta, mas sem grandes chances, exceto perigoso chute de Palacios de fora da área. No segundo tempo, o Flamengo voltou com mais iniciativa e mostrou potencial com chute de Gabriel, de fora da área, aos dois minutos. O River respondeu na mesma moeda, novamente com Palacios, sem sucesso. Aos 11, o time brasileiro teve sua melhor chance. Na área, Bruno Henrique cruzou rasteiro e Arrascaeta furou, mas a zaga não conseguiu tirar. Na sequência, Gabriel chutou em cima de De La Cruz e, no rebote, Éverton Ribeiro parou em Armani Pouco depois, Gerson acusou dores e foi substituído por Diego. E o River voltou a assustar: aos 21, Suárez recebeu dentro da área, livre, e cruzou rasteiro. Marí se esticou todo para cortar o perigo. Logo após, chute perigoso de Fernández. A partida seguiu tensa e o Flamengo voltou a ter uma boa oportunidade aos 30 minutos: Diego tocou para Gabriel, que rolou para Éverton Ribeiro cruzar em direção a Arrascaeta, que errou o voleio. No rebote, Diego isolou. Nos minutos finais, o time brasileiro foi para o ‘abafa’ e levou perigo com Gabriel, que teve bom passe para Bruno Henrique interceptado. Corte providencial para o River. O time argentino, porém, sucumbiria logo na sequência. Aos 43, Bruno Henrique achou Arrascaeta dentro da área. O uruguaio cruzou rasteiro e achou Gabriel livre. O atacante só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo das rede. E ele não parou por aí. Três minutos depois, após lançamento, o camisa nove levou a melhor sobre o zagueiro Pinola e soltou a bomba de pé esquerdo para virar o jogo. Gabriel ainda seria expulso em confusão no fim da partida, mas isso não impediu o título dramático do Flamengo, campeão da Libertadores 38 anos depois. FICHA TÉCNICA: FLAMENGO 2 x 1 RIVER PLATE FLAMENGO – Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Arão (Vitinho) e Gerson (Diego); Éverton Ribeiro, Arrascaeta e Bruno Henrique; Gabriel. Técnico: Jorge Jesus. RIVER PLATE – Franco Armani; Montiel, Martínez Quarta, Pinola e Casco (Paulo Díaz); Enzo Pérez, Nacho Fernández (Julián Álvarez), Palacios e De La Cruz; Borre (Lucas Pratto) e Suárez. Técnico: Marcelo Gallardo. GOLS – Borré, aos 14 minutos do primeiro tempo. Gabriel, aos 43 e aos 46 minutos do segundo tempo. CARTÕES AMARELOS – Casco, Suárez e Pérez (River Plate); Marí e Rafinha (Flamengo). CARTÕES VERMELHOS – Palacios (River) e Gabriel (Flamengo). ÁRBITRO – Roberto Tobar (CHI/Fifa). RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis. LOCAL – Estádio Monumental de Lima, no Peru.
Morre aos 70 anos o chargista Son Salvador, em Belo Horizonte

Son estava internado no Hospital Vila da Serra, em Nova Lima, para tratar problemas respiratórios As charges que “trazem a esperança através da ironia” vão deixar saudades. Morreu na madrugada deste sábado (23/11) Gerson Salvador Pinto, de 70 anos, chargista e ilustrador que divulgou seus traços e bom humor nas páginas do Estado de Minas por 43 anos. Son Salvador, como era conhecido por todos, estava internado no Hospital Vila da Serra para tratar problemas respiratórios. Seu quadro evoluiu para falência múltipla de órgãos e ele não resistiu. A inspiração de Son Salvador para a produção de charges veio, principalmente, com o “Pasquim”, publicação que teve como redatores Millôr Fernandes, Ziraldo, Tarso de Castro, Henfil, Ivan Lessa, Sérgio Cabral, Claudius, Fortuna e Luís Carlos Maciel, entre outros. Son era daqueles fãs que esperavam nas bancas a chegada do jornal, que completou 50 anos de publicação em 2019. Também gostava de “O Bondinho”, que trazia charges internacionais. Baterista que se aventurava em instrumentos de percussão, Son Salvador gostava de ouvir em seu carro grandes clássicos nacionais e internacionais para enfrentar o trânsito nas ruas de Belo Horizonte. Sua irreverência e bom-humor ele deu como contribuição para a Banda Mole, um dos mais tradicionais blocos carnavalescos da capital mineira, o qual ele ajudou a fundar. “Lembro da minha chegada na Rua Goiás (onde ficava a sede do jornal Estado de Minas e do Diário da Tarde), com um monte de desenhos embaixo dos braços. Fui direto ao Diário da Tarde. Conversei com o editor e ele disse que precisaria de mais 15 charges para eu poder entrar. No outro dia voltei com as 15. Fiquei a noite inteira acordado”, relembrou o chargista durante entrevista para o podcast O Megafone, produzido pelo Estado de Minas durante as comemorações de 90 anos do jornal. A publicação de seu primeiro desenho nos Diários Associados foi em 1976, no Dia das Crianças. Em sua conversa no podcast, o chargista lembrou de sua trajetória. Irreverente, contou que às vezes ainda escutava a orquestra de máquinas de escrever que se formava quando todos os jornalistas da redação trabalhavam ativamente em suas reportagens. “Dava seis da tarde e era tratatarata”. Ele se lembrou, ainda, de casos engraçados ocorridos no dia a dia de trabalho, como a vez em que um macaco de circo se sentou entre redatores e a de uma caixa esquecida por um pintor que chegou a paralisar a redação durante uma época em que ameaças de bombas se espalhavam pela cidade. Durante a sua carreira nos Diários Associados, não tinha limites em seus traços. Conseguia, com maestria, usar o seu humor e ironia em diferentes editorias. Da cultura ao esporte. Inclusive, o futebol era sua outra paixão. Son Salvador também era cronista esportivo e tinha uma coluna semanal no caderno Superesportes e no Jornal Aqui. Na coluna Boladas e Botinadas ele conseguia falar da paixão nacional levando sempre o humor e sua irreverência. Os seus pensamentos não ficavam apenas no papel. Son Salvador publicava suas charges constantemente nas redes sociais e no site Superesportes, a cada rodada em que Atlético, Cruzeiro e América entravam em campo. Produziu no Facebook, ao lado do jornalista Daniel Seabra, videochat em que falava sobre os times mineiros. O chargista e ilustrador também se aventurou na TV. Em julho de 2007, assumiu a coordenação do programa Aqui Esporte, onde, ao lado de outros jornalistas, discutia futebol e o esporte especializado. Antes disso, fez participações nos programas EM Esportes, e Estado de Minas Esporte. As charges e desenhos de Son Salvador também estamparam livros infantis e de contos. Uma das últimas ilustrações foram da capa do livro “Fala (de) Mãe), do jornalista, radialista e professor Dimas Lopes. Também ilustrou o “A Pescaria”, de Osvaldo André de Mello, que conta a história de Lúcio-sem-pavio, um homem atrapalhado que resolveu sair para pescar. “A graça no traço, a paixão pelo futebol, a generosidade com os colegas, o sorriso constante.Profissional de múltiplos talentos, Son Salvador é insubstituível”, define o diretor de redação do EM, Carlos Marcelo Via Jornal Estado de Minas
Cruzeiro e Atlético são punidos com perda de mando de campo pelo STJD

– Confusões ocorridas no clássico do Mineirão custaram, além da perda de um mando de campo para cada time, multas para os rivais – Cruzeiro e Atlético foram punidos com perda de um mando de campo e multa de R$ 100 mil cada pelos incidentes ocorridos no clássico do dia 10 de novembro (domingo), no Mineirão, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O julgamento foi realizado nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, pela 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Por causa da briga entre cruzeirenses e atleticanos nos camarotes do Mineirão logo depois da partida, o STJD aceitou a denúncia da Procuradoria e entendeu que os clubes “deixaram de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens”, conforme o art. 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (leia a redação abaixo). “Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir: I – desordens em sua praça de desporto. PENA: multa, de R$ 100 a R$ 100 mil. Parágrafo 1º – Quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo, a entidade de prática poderá ser punida com a perda do mando de campo de uma a dez partidas, quando participante da competição oficial. Parágrafo 2º – Caso a desordem, invasão ou lançamento de objeto seja feito pela torcida da entidade adversária, tanto a entidade mandante como a entidade adversária serão puníveis, mas somente quando comprovado que também contribuíram para o fato”. Tanto Cruzeiro quanto Atlético vão recorrer das sentenças no Tribunal Pleno. Os clubes também entrarão com pedido de efeito suspensivo até que o novo julgamento seja marcado. Assim, há a possibilidade de as punições, se mantidas, sejam efetivamente cumpridas na Copa do Brasil de 2020, em um estádio distante pelo menos 100 quilômetros de Belo Horizonte. Em 16º lugar no Brasileiro, com 36 pontos, Cruzeiro fará mais dois jogos no Mineirão pelo Brasileiro de 2019. Na próxima quinta-feira (28/11), às 21h30, enfrentará o CSA, pela 35ª rodada. Depois, pegará o Palmeiras, às 16h de domingo, 8/12, pela última rodada. Por sua vez, o Atlético (13º, com 41 pontos) jogará três vezes em casa: contra Athletico-PR, às 16h deste domingo (24/11), no Mineirão (34ª rodada); Corinthians, às 18h de domingo, 1/12, no Independência (36ª rodada); e Botafogo, às 19h30 de quarta-feira, 4/12, no Mineirão (37ª rodada). Em nota à imprensa, o Galo se manifestou a respeito da punição. “Em relação aos tumultos, entendemos que cabe ao clube mandante providenciar as condições de segurança no estádio, além de imagens e autoridades policiais terem reconhecido que o início do tumulto ocorreu após um torcedor do adversário ter arremessado um objeto (garrafa ou balde) em direção à torcida do Galo. Sem contar que o clube mandante não apresentou número suficiente de seguranças para o grau de exigência do espetáculo”. Já o Cruzeiro, por meio do advogado Theotônio Chermont, considerou a decisão do STJD radical. “A Procuradoria viu outros vídeos e fala em confronto. Não vi um confronto entre as torcidas. Não houve feridos. Não estou dizendo que não houve nada, mas não houve nenhum tipo de prejuízo. O Cruzeiro, apesar de toda dificuldade encontrada, conseguiu juntar o maior número de boletins com 63 detidos dentro e fora do estádio. Tenho que me valer da excludente do artigo 213 que exime o clube de culpa. Isso não é caso de perda de mando de campo. Já é uma medida drástica e radical”. Injúria racial Além da perda de mando de campo e da multa de R$ 100 mil, o Atlético terá de pagar R$ 30 mil por causa do episódio de injúria racial de dois torcedores do clube contra um segurança da Minas Arena. A sanção foi aplicada no art 243-G. “Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. Em meio à confusão nas dependências do Mineirão, Adrierre Siqueira da Silva, de 37 anos, dirigiu-se ao segurança Fábio Coutinho com menosprezo e disse. “Olha a sua cor”. As imagens foram flagradas pelo jornalista Lucas Von Dollinger, da Rádio 98. Já o jornalista Fael Lima, da TV Alterosa, registrou o momento em que o mesmo torcedor deu uma cusparada no rosto do profissional. Irmão de Adrierre, Nathan Siqueira da Silva, de 28, também é suspeito de ter cometido injúria racial por supostamente ter chamado Fábio Coutinho de ‘macaco’. Nathan afirmou ter dito ‘palhaço’, não ‘macaco’. Os dois pediram desculpas e alegaram que não são racistas. Para isso, justificaram que têm parentes negros e vão a cabeleireiros negros. Adrierre e Nathan Siqueira foram desligados do quadro de sócios do Atlético. Por isso, o clube considera injusta a multa por injúria. “O Atlético entende que a punição pela injúria foi injusta, pois os autores foram identificados, encaminhados à Polícia, bem como excluídos do quadro de sócios do clube”.