Campeonato Brasileiro – Cruzeiro empata e segue drama na Série A

 Time celeste tem gol anulado pela arbitragem, fica só no 0 a 0 com o Fluminense, no Mineirão, e afunda no Z4 do Campeonato Brasileiro Fred chegou a marcar para o Cruzeiro, mas teve gol anulado após consulta do árbitro ao VAR (Foto: Ramon Lisboa/EM D.A Press) O Cruzeiro deu sequência à campanha dramática no Campeonato Brasileiro ao empatar por 0 a 0 com o Fluminense, nesta quarta-feira, no Mineirão, pela 24ª rodada. Os torcedores celestes que compareceram ao estádio se frustraram principalmente com o gol anulado de Fred, aos 6 minutos do segundo tempo. Ao consultar o VAR, o árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima interpretou como falta um toque de Robinho no lateral-direito Gilberto na origem do ataque. Para Sálvio Spínola Fagundes Filho, comentarista de arbitragem da TV Globo, o lance deveria ter sido validado, já que o choque entre o meia cruzeirense e o lateral-direito tricolor foi acidental. No primeiro tempo, Jean Pierre já havia recorrido ao VAR em duas oportunidades: uma para anular um cartão vermelho mostrado a Yuri, do Flu, e outra para advertir Fred com cartão amarelo. Os cruzeirenses questionaram bastante a atuação do árbitro filiado à federação do Rio Grande do Sul. Além do gol anulado de Fred, o Cruzeiro teve duas outras boas chances. Na etapa inicial, Jadson bateu da entrada da área, e Gilberto, quase em cima da linha, salvou o Fluminense. No segundo tempo, Edilson arriscou de longa distância e acertou o travessão. Fora isso, a Raposa insistiu em muitos cruzamentos e foi presa fácil para o adversário quando tentava trocar passes no ataque. Já o Flu, satisfeito com o empate, praticamente não assustou o goleiro Fábio. Com o tropeço em casa, o Cruzeiro chega a 21 pontos, mantém-se em 18º lugar e fica a quatro pontos do CSA, primeiro time fora do Z4 (16º), com 25. Por sua vez, o Fluminense continua em 15º, agora com 26 pontos. Sem vencer há sete rodadas no Brasileiro (três empates e quatro derrotas), o time celeste enfrentará a Chapecoense no próximo domingo, às 19h, na Arena Condá, em Chapecó. A equipe catarinense é lanterna da competição, com apenas 15 pontos. O jogo A vitória do CSA sobre o Internacional, por 1 a 0, em Maceió, colocou mais pressão sobre o Cruzeiro. Vencer o Fluminense seria crucial para, na pior das hipóteses, evitar disparada dos concorrentes na luta contra o rebaixamento. Na tentativa de obter a primeira vitória, Abel Braga ousou na escalação. Ele colocou Fred e Sassá para atuarem juntos no ataque, além de manter David. O meio-campo contava com Henrique, Jadson e Robinho. A primeira boa chance foi criada aos 8min, após desarme de Henrique em Gilberto. Sassá ficou com a bola e encontrou Fred, que, como pivô de futsal, escorou para Jadson chegar batendo. Gilberto se redimiu da falha e tirou a redonda dentro da pequena área. No rebote, Sassá acertou na rede, mas do lado de fora. Aos 17min, David recebeu de Edilson e, de longa distância, soltou a bomba de pé esquerdo. Com movimento semelhante ao de manchete no voleibol, o goleiro Muriel fez boa defesa. Depois de muita correria nos 20 primeiros minutos, o Cruzeiro apresentou sinais de cansaço físico e diminuiu o ritmo, enquanto o Fluminense, satisfeito com o empate que lhe era favorável, tocava a bola sem pressa. A partida parecia transcorrer sem contratempos, até que, aos 46min, houve princípio de confusão. Jean Pierre Gonçalves Lima mostrou cartão vermelho a Yuri, volante do Fluminense, por um suposto pontapé em Jadson. Entretanto, ao ser avisado pelo árbitro de vídeo, Jonathan Benkenstein Pinheiro, Jean Pierre foi ao monitor verificar o lance. Ele anulou a expulsão e mostrou amarelo a Yuri. Pouco depois, em nova consulta ao VAR, amarelou Fred por causa de empurrão em Ganso. Sobrou até para André Carvalho, preparador de goleiros do Fluminense, que tomou vermelho por reclamação. Por causa das constantes paralisações, a etapa inicial só foi encerrada aos 54 minutos. No segundo tempo, o Cruzeiro voltou com Marquinhos Gabriel no lugar de David. Logo no primeiro minuto, Edilson colocou em prática sua principal qualidade, o chute de longa distância, e carimbou o travessão de Muriel. Aos 4min, mais um lance do camisa 2, dessa vez em cobrança de falta, à direita da meta do Fluminense. Aos 7min, a torcida cruzeirense enfim soltou o grito de gol quando Fred se aproveitou de cruzamento de Egídio e cabeceou no canto direito. No entanto, o VAR voltou a entrar em ação, e Jean Pierre Gonçalves Lima consultou o recurso tecnológico. Ao analisar a imagem, Jean Pierre interpretou como falta um toque de Robinho em Gilberto e lhe advertiu com cartão amarelo. No lance, o meia cruzeirense atingiu o rosto do lateral-direito Gilberto com o pé depois de passar a bola para Egídio. O comentarista de arbitragem da TV Globo, Salvio Spínola Fagundes Filho, considerou equivocada a decisão de Jean Pierre, já que os dois atletas caíram juntos na dividida e se chocaram acidentalmente. O gol anulado de Fred foi ducha de água fria para o Cruzeiro, que até se manteve no campo ofensivo, mas não teve criatividade para envolver a defesa do Fluminense. Abel Braga tentou mudar os rumos do jogo com as entradas dos garotos Vinícius Popó e Maurício, porém o empate persistiu e o time celeste se manteve afundado na zona de rebaixamento. CRUZEIRO 0X0 FLUMINENSE CRUZEIRO Fábio; Edilson, Dedé, Fabrício Bruno e Egídio; Henrique, Jadson e Robinho (Maurício, aos 31min do 2ºT); David (Marquinhos Gabriel, no intervalo), Sassá (Sassá, aos 21min do 2ºT) e Fred Técnico: Abel Braga FLUMINENSE Muriel; Gilberto, Nino, Frazan e Orinho (Igor Julião, aos 28min do 2ºT); Yuri (Dodi, aos 15min do 2ºT), Daniel e Paulo Henrique Ganso (Ewandro, aos 42min do 2ºT); Nenê, Yony González e João Pedro Técnico: Marcão Cartões amarelos: Fred, aos 52min do 1ºT. Robinho, aos 9min, Egídio, aos 35min, Edilson, aos 49min do 2ºT (CRU); Yuri, aos 51min do 1ºT. Paulo Henrique Ganso, aos 33min do 2ºT (FLU) Motivo: 24ª rodada do Campeonato Brasileiro

Atlético sai na frente, mas deixa vitória escapar e fica no empate com Palmeiras

 Time alvinegro saiu na frente com Nathan, no primeiro tempo, resistiu até os 37min da etapa final e acabou levando gol de Dudu no Allianz Parque O Atlético voltou a levar um gol no fim do jogo e perdeu pontos importantes. Depois de ser derrotado para o Vasco (2 a 1) no último minuto da partida, na quarta-feira passada, agora o Galo levou o gol do Palmeiras aos 37 minutos do segundo tempo e deixou escapar a vitória, no Allianz Parque. A partida foi válida pela 23ª rodada da Série A e ficou no Nathan marcou o gol do Atlético no fim do primeiro tempo, aos 47 minutos da etapa inicial. O Galo dominou os primeiros minutos e foi premiado com a vantagem no placar. Na etapa final, contudo, o time alvinegro recuou demais e acabou castigado. Dudu fez o gol para o time paulista. Com o empate, o Galo chegou a 31 pontos e ficou a sete do Internacional, clube que abre o G6 – clique aqui e acesse a tabela. Na próxima rodada, na quinta-feira, às 20h, o Atlético visita o líder Flamengo, no Maracanã. Para este jogo em São Paulo, o técnico Rodrigo Santana armou o time com cinco defensores. As novidades em relação à derrota por 2 a 1 para o Vasco foram Leonardo Silva, ocupando a vaga de Cazares, e Guga, que herda a posição de Patric. Atlético começa melhor Embora tenha entrado com uma escalação mais conservadora, o Galo começou jogando no campo de ataque do Palmeiras. As melhores oportunidades foram do Atlético, com seis finalizações certas. Apesar de lutar pela liderança, o time paulista se apresentou de forma muito burocrática. Sem inspiração, o Porco não acertou nenhuma bola na direção do gol do Galo. As principais jogadas surgiram em cruzamentos ou em bolas paradas cobradas por Otero. Aos 10 minutos, o venezuelano bateu falta com precisão no canto esquerdo para defesa de Weverton em dois tempos. Pouco tempo depois, o argentino Di Santo arrancou suspiros dos atleticanos. Aos 14′, Luan ficou com a sobra de bola na ponta esquerda e cruzou na segunda trave. Di Santo apareceu sozinho e chutou de primeira, isolando a bola. Na zaga, o sistema com cinco defensores funcionou bem. O time jogou bem agrupado e fechou o miolo do campo, permitindo os cruzamentos de Marcos Rocha para a área. Cleiton não fez nenhuma defesa difícil na etapa inicial. A melhor chegada do Palmeiras foi uma cabeçada do zagueiro Gustavo Gómez, aos 44 minutos. O primeiro tempo parecia que ficaria no 0 a 0, mas Nathan abriu o placar em um bonito gol. Ele recebeu a bola com espaço, levou para a entrada da área e chutou cruzado rasteiro no cantinho de Weverton: 0 a 1. Palmeiras arranca o empate O segundo tempo começou com o Atlético mais recuado. Por jogar em casa, o Palmeiras partiu para cima em busca do empate e começou pressionando. Aos 12 minutos, após cruzamento da direita de Willian, Bruno Henrique chutou de primeira da entrada da área. A bola foi para fora. Apesar de ter um elenco vasto e com jogadores de qualidade, o Palmeiras mostrou pouco arcabouço de jogadas coletivas. O time de Mano Menezes tentou muito as bolas alçadas na área. Durante alguns minutos, o Porco chegou a jogar com dois centroavantes: Borja e Deyverson. Pouco para um time com tantos recursos. No fim do jogo, o time paulista conseguiu o empate. Aos 37 minutos, Dudu recebeu na ponta esquerda cercado por dois, conseguiu tabelar com Gustavo Scarpa dentro da área e bateu rasteiro com pouco ângulo: 1 a 1. PALMEIRAS 1 X 1 ATLÉTICO Palmeiras Weverton; Marcos Rocha, Gómez, Luan e Diogo Barbosa; Felipe Melo (Raphael Veiga) e Bruno Henrique; Willian, Lucas Lima (Deyverson) e Dudu; Borja (Gustavo Scarpa) Técnico: Mano Menezes Atlético Cleiton; Guga, Igor Rabello, Leonardo Silva, Iago Maidana e Fábio Santos; Nathan (Zé Welison), Elias, Luan (Maicon Bolt) e Otero; Di Santo (Ricardo Oliveira) Técnico: Rodrigo Santana Gol: Nathan (Atlético) e Dudu (Palmeiras) Cartões amarelos: Luan, Leo Silva, Di Santo e Cleiton (Atlético) e Gustavo Gómez, Deyverson e Dudu (Palmeiras) Motivo: 23ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Allianz Parque, em São Paulo Data e horário: domingo, 6 de outubro de 2019, às 16h Árbitro: Rafael Traci (SC) Assistentes: Henrique Neu Ribeiro (SC) e Alex dos Santos (SC) VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ) Via Superesportes

Dos males, o menor – Cruzeiro arranca empate contra o Inter

 Raposa e Colorado ficaram no 1 a 1, em jogo no Mineirão – O Cruzeiro não conseguiu vencer, mas pelo menos somou um pontinho ao empatar por 1 a 1 contra o Internacional, neste sábado, no Mineirão, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por Nonato, no primeiro tempo, e Fred, de pênalti, na etapa final. A penalidade, aliás, foi marcada com auxílio do VAR para reclamação geral do Colorado. Abel diz que empate foi merecido e vê evolução do Cruzeiro: ‘Melhor do que eu esperava’ Com o resultado, a Raposa permanece na zona de rebaixamento da Série A, na 17ª posição, com 20 pontos. O CSA, que enfrenta o Avaí, no estádio Rei Pelé, neste domingo, pode ultrapassar o time celeste. Os comandados de Abel Braga ainda torcem para o Fluminense, primeira equipe fora do Z4, perder para o Botafogo, no Engenhão. Clique aqui e veja a tabela do Brasileirão. Na próxima rodada, o Cruzeiro enfrenta justamente o Tricolor Carioca, na quarta-feira, às 21h30, no Mineirão. Caso perca para o rival direto na luta contra o descenso, só uma grande reviravolta salvaria o clube celeste. A nota positiva é a torcida, que compareceu em bom número (22.561 presentes) e apoiou o time durante todo o jogo. Responsável por uma das maiores crises do clube, o vice de futebol do Cruzeiro, Itair Machado, foi vaiado em vários momentos. Já o presidente Wagner Pires de Sá foi xingado na saída do estádio. Abel escalou o time com Jadson na vaga de Henrique, suspenso. Fred voltou ao ataque depois de desfalcar o time na derrota para o Goiás (1 a 0). A grande ausência foi Dedé, com dores no joelho. Cacá e Fabrício Bruno formaram a dupla de zaga. Defesa desorganizada Sem Dedé, um dos líderes do time, o Cruzeiro mostrou uma versão desorganizada da defesa. Logo na primeira chegada, o Inter abriu o placar. Aos 9 minutos, após uma rebatida da defesa, Thiago Neves perdeu dividida com Lindoso, que deu início ao lance do gol. Na sequência, Nico López tocou para Guerreiro, que passou para Edenílson. Ele escorou de primeira para López, cuja cabeçada deixou Nonato na cara do gol. O camisa 33 tirou de Fábio e guardou o dele: 0 a 1. O Cruzeiro até conseguiu pressionar o Inter, mas a incompetência ofensiva tem sido uma das marcas do time. O goleiro Lomba pouco trabalhou. Aos 12 minutos, Thiago Neves quase marcou um bonito gol. Lançado na esquerda, David driblou Heitor e tocou na marca do pênalti. Thiago Neves dominou, tirou Cuesta da jogada e finalizou para fora. A melhor oportunidade do Cruzeiro na etapa inicial esteve nos pés de David. E ele mais uma vez falhou em um momento importante. A jogada ocorreu aos 38 minutos. Thiago Neves lançou David com precisão. O atacante fez bem o facão, ganhou de Heitor na velocidade, mas finalizou para fora. VAR ‘salva’ o Cruzeiro O Cruzeiro voltou para o segundo tempo rondando a área do Internacional, mas com dificuldade de criar oportunidades de gol. Mas, aos 12 minutos, eis que o VAR chama o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães. No lance, Orejuela estava de costas para o gol e levou um leve toque de Patrick. Magalhães viu o lance na tela do VAR e não teve dúvidas: pênalti para o Cruzeiro! O comentarista de arbitragem Paulo César de Oliveira, do Premier, disse que não houve penalidade. Fred bateu no canto esquerdo do goleiro e empatou o jogo: 1 a 1. O Cruzeiro aproveitou o bom momento e partiu para cima. Aos 25 minutos, David cruzou na cabeça de Robinho. O meia cabeceou para a defesa de Lomba. Para tentar a virada, Abel Braga mexeu no time e colocou Maurício na vaga de Jadson, Ezequiel no lugar de David e Sassá entrou para a saída de Thiago Neves. O Cruzeiro quase virou o jogo. Aos 46 minutos, Fred chutou fraco após dominar e girar dentro da área. CRUZEIRO 1 X 1 INTERNACIONAL Cruzeiro Fábio; Orejuela, Cacá, Fabrício Bruno e Egídio; Jadson (Maurício) e Éderson; Robinho, Thiago Neves (Sassá) e David (Ezequiel); Fred. Técnico: Abel Braga Internacional Marcelo Lomba; Heitor (Bruno), Bruno Fuchs, Víctor Cuesta e Uendel; Rodrigo Lindoso, Edenílson, Nonato (Neilton), Nico López (D’Alessandro) e Patrick; Guerrero. Técnico: Odair Hellmann Cartão amarelo: Cacá, Fabrício Bruno, Éderson e Thiago Neves (Cruzeiro). Undel, Marcelo Lomba e Nonato (Internacional) Gols: Nonato (Inter) e Fred (Cruzeiro) Público Total: 22.561 Público Pagante: 18.222 Renda: R$ 224.779,50 Motivo: 23ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Data e horário: 5 de outubro de 2019 (sábado), às 21h Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (FIFA/RJ) Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA/SP) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ) VAR: Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ) Tags: cruzeiroec inters seriea empate var polêmico Via Superesportes

Atlético leva virada do Vasco no fim, é vaiado e segue longe do G6

 Donos da casa abriram o placar com Otero, mas Rossi e Marcos Júnior garantiram vitória da equipe carioca Com Santana pressionado, Atlético terá pela frente três dos melhores times do país Foi da forma mais cruel possível. Aos 48 minutos do segundo tempo, quando tentava pressionar para conseguir a segunda vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro, o Atlético levou a virada do Vasco. Foi o estopim da revolta dos pouco mais de 10 mil torcedores que foram ao Independência na noite desta quarta-feira e acompanharam o revés dos donos da casa por 2 a 1, em partida adiada da 21ª rodada. Otero abriu o placar para o Atlético já no segundo tempo, aos 14’. Na saída de bola, o Vasco conseguiu empatar, com Rossi, que cobrou pênalti cometido por Patric em Marrony. E o lateral-direito, que vivia bom momento e parecia enfim ter conquistado a torcida, voltou a falhar no gol da virada. Já no finalzinho, ele não conseguiu cortar cruzamento. A bola, então, chegou a Marcos Júnior, que dominou, finalizou firme e venceu Cleiton. Com o resultado, o Atlético ‘estacionou’ na 10ª posição, com 30 pontos – sete a menos que o Bahia, primeiro time do G6. Já o Vasco chega aos 27 pontos, na 13ª posição, e ganha fôlego na disputa contra o rebaixamento. A distância para o Cruzeiro, 17º colocado, é de oito pontos. Equipes se enfrentam em jogo adiado da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro ATLÉTICO 1 X 2 VASCO Atlético Cleiton; Patric, Iago Maidana, Igor Rabello e Fábio Santos; Nathan e Elias (Geuvânio, aos 32’ do 2ºT); Luan (Ricardo Oliveira, aos 42’ do 2ºT), Cazares (Vinicius, aos 12’ do 2ºT) e Otero; Franco Di Santo Técnico: Rodrigo Santana Vasco Fernando Miguel; Yago Pikachu, Henríquez, Leandro Castán e Henrique; Richard, Raul e Andrey (Marcos Júnior, no intervalo); Marrony, Ribamar (Rossi, aos 11’ do 2ºT) e Talles Magno (Gabriel Pec, aos 26’ do 2ºT) Técnico: Vanderlei Luxemburgo Gols: Otero, aos 14’ do 2ºT (ATL); Rossi, aos 21’, e Marcos Júnior, aos 48’ do 2ºT (VAS) Cartões amarelos: Cazares, aos 38’ do 1ºT, Nathan, aos 7’, e Patric, aos 20’ do 2ºT (ATL); Andrey, aos 4’ do 1ºT, e Raul, aos 30’ do 2ºT (VAS) Com Santana pressionado, Atlético terá pela frente três dos melhores times do país Equipe tenta sair de mau momento em meio a uma dura sequência no Brasileiro Muito pressionado, o técnico Rodrigo Santana tem o desafio de comandar uma reviravolta na temporada do Atlético. Mas, ao que tudo indica, ser bem-sucedido não vai ser nada fácil. Afinal, as próximas partidas no Campeonato Brasileiro serão contra três dos melhores times do país: Palmeiras (fora), Flamengo (fora) e Grêmio (em casa). E a situação ficou ainda mais complicada após a derrota dessa quarta-feira por 2 a 1 para o Vasco, no Independência, em jogo adiado da 21ª rodada. O duelo diante dos cariocas era visto como a chance de o Atlético ‘respirar’ na tabela do Campeonato Brasileiro. Era a oportunidade de emendar a segunda vitória – após bater o Ceará por 2 a 1 – e encurtar para quatro pontos a distância até o G6. “A gente lamenta muito por ter feito uma partida abaixo (contra o Vasco), por não ter somado pontos em casa. A gente não cogitava nem o empate, porque sabíamos dos jogos que teremos fora de casa. Infelizmente o resultado não foi bom. Mas isso não quer dizer que a gente não possa ir lá fora e buscar os pontos. Isso faz com que a gente mexa mais com o brio dos jogadores para procurar buscar pontos no domingo”, disse o treinador. Desafio 1: Palmeiras A primeira partida dessa série será diante do vice-líder Palmeiras, neste domingo. A partir das 16h, as equipes se enfrentam no Allianz Parque, em São Paulo, pela 23ª rodada. Com 46 pontos – três a menos que o primeiro colocado Flamengo -, a equipe paulista tem foco único na temporada: conquistar o Campeonato Brasileiro. Desafio 2: Flamengo Depois, o rival será o líder Flamengo. Em 10 de outubro (quinta-feira), a partir das 20h, as equipes se enfrentam no Maracanã. O time rubro-negro deverá ter força máxima no confronto, já que o jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores, contra o Grêmio, será apenas no dia 23. Desafio 3: Grêmio O fim da série é contra o Grêmio, o outro representante do Brasil na semifinal da Copa Libertadores. Desde 2016 – ano em que conquistou a Copa do Brasil, o time do técnico Renato Gaúcho é considerado um dos melhores times do país. A partida está marcada para 13 de outubro (domingo), às 19h, no Independência, pela 25ª rodada. Depois, o adversário será o CSA, no Estádio Rei Pelé. O time alagoano briga para sair da zona de rebaixamento. Via Superesportes

Na estreia de Abel, Cruzeiro perde para o Goiás e segue no Z4 do Brasileiro

Drama sem fim? Time celeste chegou ao quinto jogo consecutivo sem vitórias na Série A – Com novidade no banco de reservas, o Cruzeiro voltou a ser derrotado em compromisso pelo Campeonato Brasileiro. Na estreia do técnico Abel Braga, o time celeste viu o Goiás marcar com Alan Ruschel, aos 16’ da segunda etapa, e confirmar a vitória por 1 a 0 no Serra Dourada, em Goiânia. Em crise severa, cada vez mais profunda, a Raposa alcançou o quinto jogo consecutivo sem triunfo na Série A. Com o revés, o Cruzeiro se vê ainda mais afundado na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Na 17ª colocação da tabela, com 19 pontos, os mineiros permanecem a três de distância do Fluminense, primeiro time fora do Z4, que soma 22. Como tem duas vitórias a menos do que o Tricolor, a Raposa não conseguirá deixar o grupo dos quatro últimos na próxima rodada, independentemente dos resultados. Na próxima rodada, o Cruzeiro receberá o Internacional no Mineirão. O duelo está marcado para as 21h de sábado, dia 5 de outubro. Será o reencontro de mineiros e gaúchos depois da semifinal da Copa do Brasil. Naquela ocasião, o Colorado venceu a Raposa nos dois jogos – 1 a 0 no Mineirão e 3 a 0 no Beira-Rio. Adversário desta quarta, o Goiás tem pela frente o Ceará pelo Campeonato Brasileiro. O jogo Com mais volume e mais posse de bola, o Cruzeiro teve o controle da primeira metade do tempo inicial. Sob o comando de Abel Braga, o time celeste coordenou as ações de ataque e viu o Goiás se fechar em busca de um contra-ataque no Serra Dourada. Aos 13’, com Sassá, mas principalmente aos 15’, com Robinho, os mineiros assustaram o goleiro Tadeu. Os donos da casa exploraram as jogadas de bola parada. Rafael Vaz tentou em cobrança de falta, aos 10’, mas a bola passou longe do gol de Fábio. Já aos 27’, Alan Ruschel cruzou da direita, e Fábio Sanchez, de cabeça, dentro da área, deu trabalho ao camisa 1 celeste, que completou 39 anos nesta quarta-feira. Diferentemente dos minutos iniciais, quando as duas equipes chegaram com alguma frequência ao terço final do campo adversário, os instantes finais do primeiro tempo foram mais monótonos. Goiás e Cruzeiro seguraram a bola na região central do campo, diminuíram a movimentação e encerraram os 45 minutos sem marcar gols. Buscando retomar o controle do jogo, o Cruzeiro voltou do intervalo buscando com mais efetividade o gol do Goiás. Logo aos 4’, David – muito participativo no jogo – recuperou bola na ponta esquerda, foi até a linha de fundo e serviu Thiago Neves na área. Livre, o camisa 10 finalizou e marcou. O VAR, no entanto, viu posição de impedimento no início da jogada e anulou o tento celeste. No momento em que tinha domínio das ações, o Cruzeiro viu o Goiás abrir o placar. Aos 16’, Michael fez jogada individual pela direita e cruzou para Alan Ruschel. Livre de marcação na esquerda, já que Edilson fechou o meio, o lateral esmeraldino só teve o trabalho de completar para o gol, sem chances para Fábio. 1 a 0. Abel Braga ainda buscou ofensividade, trocando o volante Éderson pelo atacante Ezequiel, mas, muito nervoso, o Cruzeiro não conseguiu acertar o último passe e desperdiçou novas chances no Serra Dourada. Desta forma, acabou observando a derrota se confirmar e a situação na tabela de classificação ficar ainda mais complicada. GOIÁS 1X0 CRUZEIRO Goiás Tadeu; Yago Rocha, Fábio Sanches, Rafael Vaz e Alan Ruschel; Gilberto Júnior, Yago Felipe e Léo Sena; Michael, Rafael Moura (Papagaio) e Leandro Barcia (Kaio). Técnico: Ney Franco Cruzeiro Fábio; Orejuela (Edilson), Dedé, Fabrício Bruno e Egídio; Henrique e Éderson (Ezequiel); Robinho (Marquinhos Gabriel), Thiago Neves e David; Sassá. Técnico: Abel Braga Gol: Alan Ruschel (aos 16’2ºT) Cartões amarelos: Henrique, David e Thiago Neves (Cruzeiro) Motivo: 22ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Serra Dourada, em Goiânia (GO) Data: 30 de setembro de 2019 (segunda-feira), às 20h Árbitro: Gilberto Rodrigues Castro Júnior (PE) Assistentes: Clóvis Amaral da Silva (PE) e Fábio Pereira (TO) VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP) Tags: cruzeiro interiormg seriea futnacional goiasgo

Atlético vira sobre o Ceará, quebra série de derrotas no Brasileiro e ameniza pressão

 Jogadores e comissão técnica haviam sido cobrados pelos torcedores após eliminação na Sul-Americana e maus resultados na elite nacional O Atlético amenizou a pressão pela eliminação na semifinal da Copa Sul-Americana ao vencer o Ceará por 2 a 1, neste domingo, no Independência, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. A virada no Horto encerrou sequência de seis derrotas na elite nacional e fez o time alvinegro alcançar 30 pontos, na 10ª posição. Thiago Galhardo abriu o placar para os cearenses, em cobrança de pênalti na etapa inicial, mas Otero e Luan, no segundo tempo, garantiram o triunfo ao Galo. O próximo compromisso do Atlético é contra o Vasco, quarta-feira, às 19h15, no Independência, em jogo atrasado da 21ª rodada. No domingo, às 16h, será a vez de medir forças com o Palmeiras, vice-líder da Série A (46 pontos), no Allianz Parque, em São Paulo. O jogo A eliminação para o Colón na semifinal da Copa Sul-Americana aumentou a pressão para o Atlético no Brasileiro. E os torcedores fizeram protesto em razão dos maus resultados na competição nacional. O espaço destinado às organizadas, por exemplo, ficou vazio. Quem compareceu ao campo, criticou principalmente Elias, Cazares, Fábio Santos e o técnico Rodrigo Santana. Na escalação, Santana teve um dilema: quem substituiria o aclamado Jair, com lesão muscular na parte posterior da coxa direita? Pelas características de marcação, seria Zé Welison o principal candidato. Entretanto, o treinador optou por Nathan, meio-campista sem tanto perfil defensivo, porém com maior eficiência na troca de passes. No começo da partida, a válvula de escape atleticana era Chará, que buscou jogadas de velocidade pelo lado esquerdo. Ele finalizou por cima do gol, aos 2’, em um dos primeiros ataques. Aos 23’, o colombiano sentiu dores na coxa direita e pediu substituição. Otero entrou em seu lugar. A supremacia do Atlético na posse de bola – 56,49% x 43,51%, segundo o Footstats – não refletiu em oportunidades claras. Grande parte da troca de passes se concentrava da defesa para a lateral e, em seguida, ao meio-campo. O time insistiu bastante também em cruzamentos – a maioria errados: 19 de 24. Já o Ceará, bem postado defensivamente, mas pouco agressivo no ataque, teve pênalti aos 39min, quando Igor Rabello atingiu Felippe Cardoso na grande área. Depois de três minutos de avaliação do VAR, o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior confirmou a infração. Thiago Galhardo bateu alto, entre o centro e o canto direito, e abriu o placar no Independência: 1 a 0. Somente após sofrer o gol é que o Galo assustou o goleiro Tiago Alves. Primeiro com Otero, em chute venenoso aos 44’. Em seguida, nas conclusões de Elias e Patric. Na etapa final, o Atlético pressionou o Ceará e conseguiu empatar rápido, aos 8min. Réver recebeu assistência de Elias na grande área e chutou rasteiro, na trave esquerda. A bola sobrou limpa para Otero, que finalizou de primeira e deixou tudo igual: 1 a 1. Aos 20’, Patric só não fez o segundo porque Samuel Xavier, quase em cima da linha, afastou a redonda. Na base do abafa, o Galo acreditou que poderia virar. E conseguiu, aos 34’. Após cruzamento de Di Santo, Réver cabeceou à queima-roupa, e Diogo Silva rebateu. Na sobra, o zagueiro rolou para trás, Igor Rabelo furou, e Luan finalizou no canto esquerdo, dando números finais à partida: 2 a 1. ATLÉTICO 2X1 CEARÁ ATLÉTICO Cleiton; Patric, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; Nathan; Luan, Elias (Bruninho, aos 29min do 2ºT), Cazares (Vinícius, aos 39min do 2ºT) e Chará (Otero, aos 23min do 1ºT); Franco Di Santo Técnico: Rodrigo Santana CEARÁ Diogo Silva; Samuel Xavier (Wescley, aos 37min do 2ºT), Valdo, Tiago Alves e João Lucas; Fabinho, Ricardinho, Thiago Galhardo e Lima (Cristovam, aos 32; Mateus Gonçalves (Felipe Silva, aos 38min do 2ºT) e Felippe Cardoso Técnico: Enderson Moreira Gols: Otero, aos 8min, Luan, aos 34min do 2ºT (Atlético); Thiago Galhardo, aos 42min do 1ºT (Ceará) Cartões amarelos: Samuel Xavier, aos 7min, Felippe Cardoso, aos 14min do 2ºT (Ceará) Motivo: 22ª rodada do Campeonato Brasileiro Estádio: Independência, em Belo Horizonte Data: domingo, 29 de setembro de 2019 Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior (PR) Assistentes: Bruno Boschilia e Rafael Trombeta (PR) VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ) Assistentes do VAR: Rafael Gomes Felix da Silva e Bruno Salgado Rizo (SP) Público: 6.131 Renda: R$ 47.121,00 Via Superesportes

Cruzeiro confirma contratação de técnico Abel Braga até dezembro de 2020

Vice-presidente de futebol do clube celeste, Itair Machado transmitiu informação em entrevista coletiva nesta sexta-feira, na Toca da Raposa II – O Cruzeiro oficializou nesta sexta-feira a contratação de Abel Braga até dezembro de 2020, num vínculo firmado sem a necessidade de multa rescisória. A informação foi transmitida por Itair Machado, vice-presidente de futebol, em entrevista coletiva na Toca da Raposa II. “Eu demorei a vir dar entrevista nesse período porque estava punido pelo STJD e não podia dar entrevistas e nem frequentar o vestiário. Como vocês viram, nós trocamos o treinador, até demoramos um pouco agora, porque estávamos esperando o novo treinador mandar o contrato assinado para que pudéssemos oficializar. Só agora chegou o contrato assinado, e o treinador é o Abel Braga”. Antes do acerto com Abel, Itair confirmou contato com Luiz Felipe Scolari, que, por ter uma proposta de fora do país, não veio para a Toca da Raposa. “Tivemos uma negociação até rápida. A gente fica feliz, porque outros treinadores, como o Felipão, que tem um relacionamento muito bom com o Cruzeiro, o Cruzeiro não ganhou não de nenhum treinador. A gente tem cuidado de abrir conversa só se houver o interesse. No caso do Felipão, ele vai para fora do país neste momento e não estará no Brasil até dezembro. Não foi possível”. Em seguida, a diretoria cruzeirense concentrou suas atenções nas conversas com Abel. “A gente sempre acreditou que o Abel Braga um dia dirigira o Cruzeiro. É um treinador experiente, é o que estamos precisando no momento, um treinador que possa somar com a nossa gestão do dia a dia. Espero que possamos ter momentos felizes com ele e sair da parte de baixo da tabela”, declarou Itair. Nome de prestígio no elenco cruzeirense, pelas amizades com o meia Thiago Neves e o atacante Fred, Abel Braga foi o primeiro treinador consultado pelo clube mineiro para suceder Rogério Ceni. Ainda na quinta-feira, mostrou-se indeciso. A diretoria ainda sondou Felipão, Dorival Júnior e cogitou outros nomes, mas acabou convencendo o treinador carioca a bater o martelo nesta sexta-feira. O último trabalho de Abel Braga foi no Flamengo. Em maio, ele se demitiu ao perder apoio da direção e perceber que havia uma movimentação para a contratação do português Jorge Jesus. No clube rubro-negro, ele enfrentou muitas críticas por não ter feito o time cheio de estrelas render. No Flamengo, este ano, Abel comandou o time em 32 partidas, com 19 vitórias, oito empates e cinco derrotas, 59 gols marcados e 29 sofridos. Ele conquistou a Flórida Cup, a Taça Rio e o Campeonato Carioca. Até pedir demissão, ele havia classificado o rubro-negro às oitavas de final da Copa Libertadores e deixado a equipe na sexta posição do Campeonato Brasileiro. De acordo com a assessoria do Cruzeiro, Abel Braga chegará a Belo Horizonte neste sábado para comandar o primeiro treinamento na Toca, no período da tarde, às 15h30. Na zona de rebaixamento do Brasileiro (17º, com 19 pontos), a Raposa enfrentará o Goiás na segunda-feira, às 20h, no Serra Dourada, em Goiânia, pela 22ª rodada. Abel em Minas Nos tempos de jogador, Abel Braga foi zagueiro do Cruzeiro nos anos de 1981 e 1982. Como treinador, a única passagem de Abel Braga pelo futebol mineiro foi no primeiro semestre de 2001, à frente do Atlético. Em 24 jogos, somou 12 vitórias, oito empates e quatro derrotas. Ele foi demitido após a eliminação para o Goiás na Copa do Brasil e nem sequer chegou a disputar a final do Campeonato Mineiro contra o América, que se sagrou campeão. Via Superesportes

Atlético perde nos pênaltis para o Colón e é eliminado da Sul-Americana

 Galo dominou argentinos no tempo regulamentar, mas foi punido com gol no segundo tempo e não evitou o pior nos pênaltis diante de 45 mil torcedores Estádio cheio, jogo decisivo, necessidade de conseguir uma virada. Tudo indicava uma daquelas noites de tensão, alívio e festa para os mais de 45 mil torcedores do Atlético que foram ao Mineirão nesta chuvosa noite de quinta-feira. O início até foi promissor. O time abriu vantagem, mas foi punido no fim com um gol do Colón-ARG. A vitória por 2 a 1 levou a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, melhor para os argentinos, que venceram por 4 a 3 e avançaram à final da Copa Sul-Americana. Nas cobranças alternadas, Réver e Cazares foram parados pelo goleiro Burián, do Colón, grande herói da classificação dos argentinos. O time de Santa Fé garantiu presença na final única marcada para 9 de novembro, em Assunção. Esta será a primeira vez que o Colón disputará uma final continental em sua história. Já o Galo desperdiçou a chance de chegar à sua oitava decisão de um torneio internacional. A eliminação tende a aumentar muito a pressão da torcida sobre o técnico Rodrigo Santana, os jogadores e a diretoria. Isso porque, no Campeonato Brasileiro, a fase é das mais difíceis. O Galo está em queda-livre, vem de seis derrotas seguidas e está na 10ª posição, com 27 pontos. Para se aproximar do G4 e brigar por uma vaga na Copa Libertadores de 2020, a equipe precisará de uma reação consistente. O próximo compromisso pela Série A será no domingo, às 19h, contra o Ceará, no Independência, pela 22ª rodada. O jogo Melhor desde o início do jogo, o Atlético abriu o placar com um gol de Franco Di Santo, no fim do primeiro tempo. No início da etapa complementar, Chará recebeu de Cazares e concluiu com precisão um contra-ataque perfeito para abriu 2 a 0. Já nos minutos finais, ‘Pulga’ Rodríguez marcou de pênalti e igualou o confronto para os argentinos. O adversário na final será o Independiente Del Valle-EQU, que eliminou o Corinthians. A decisão, disputada em jogo único, está marcada para o dia 9 de novembro (sábado), a partir das 17h30. As equipes se enfrentam em La Nueva Olla Azulgrana, estádio do Cerro Porteño-PAR, em Assunção, capital do Paraguai. Antes da decisão da Copa Sul-Americana, o Atlético terá pela frente 11 partidas do Campeonato Brasileiro. A primeira será contra o Ceará, neste domingo, a partir das 19h, no Independência, pela 22ª rodada. Já o Colón-ARG enfrenta o Argentinos Juniors-ARG na próxima segunda-feira, às 21h10. O jogo no estádio Cemitério dos Elefantes, em Santa Fé, vale pela oitava rodada da Superliga Argentina.     Intensidade recompensada A sequência de cinco derrotas seguidas na temporada não desanimou os torcedores do Atlético, que compareceu em bom número e fez bastante barulho no Mineirão desde antes de a bola rolar. E o ambiente ficou ainda mais hostil ao Colón-ARG com as voltas do volante Jair e do meia-atacante Luan à formação titular, novidades que inflamaram a torcida. A postura agressiva do Atlético logo no começo manteve as arquibancadas acesas. Réver, Patric, Luan, Elias e Cazares finalizaram contra o gol defendido por Burián. Na metade inicial do primeiro tempo, a equipe alvinegra finalizou impressionantes 11 vezes – mais que o dobro da quantidade de todo o jogo de ida. Mas a bola insistia em não entrar. Aos poucos, o Colón-ARG esfriava o ímpeto inicial alvinegro. O time argentino, porém, tinha muitas dificuldades de manter a bola, trocar passes e construir jogadas ofensivas. Com marcação forte do início ao fim do primeiro tempo, o Atlético conseguiu voltar a ser mais incisivo por volta dos 35’. Aos 37’, Chará recebeu de Patric e desperdiçou chance incrível, praticamente sem goleiro. Apenas dois minutos depois, Di Santo aproveitou sobra e, na entrada da pequena área, finalizou firme, no alto, para explodir de alegria a torcida alvinegra: 1 a 0. Pouco depois, porém, a má notícia: Jair, que se recuperara de estiramento muscular na coxa direita, caiu no gramado com dores na região. Zé Welison o substituiu. Tensão cresce, e pênalti muda rumos do jogo O Colón-ARG até tentou esboçar uma pressão no começo do segundo tempo. Mas logo aos 5’, o Atlético ampliou o placar num contra-ataque perfeito. Luan afastou após cobrança de escanteio. Elias passou para Cazares arrancar no meio-campo. O equatoriano deu passe em profundidade para Chará, que saiu na frente do goleiro Burián e bateu cruzado, no cantinho: 2 a 0. Com a obrigação de buscar um gol para levar a decisão para os pênaltis, o Colón-ARG partiu para cima. O técnico Pablo Lavallén fez alterações, mas o time argentino tinha dificuldades de criação. Em vantagem no placar, o Atlético se dava ao luxo de cadenciar o jogo e até mesmo fazer cera em alguns momentos. O Colón-ARG equilibrou a posse de bola e levou perigo com uma finalização de letra de ‘Pulga’ Rodríguez. O Atlético se armava para contra-ataques e segurava o jogo o quanto podia. Tanto é que o goleiro Cleiton, aos 32’, foi advertido com cartão amarelo por conta da cera. Aos 34’, Elias cometeu pênalti em Morelo. Na cobrança, ‘Pulga’ Rodríguez deslocou Cleiton e diminuiu: 2 a 1. O gol diminuiu a empolgação da torcida alvinegra, que passou a pedir pressa ao time. Rodrigo Santana respondeu imediatamente: Geuvânio substituiu Elias. Mas pouco aconteceu depois disso. E o jogo foi para os pênaltis. Pênaltis: Atlético 3 x 4 Colón Cleiton defendeu a cobrança de Morelo Fábio Santos marcou para o Atlético Ortiz marcou para o Colón Vinícius marcou para o Atlético Chancalay marcou para o Colón Franco Di Santo marcou para o Atlético Olivera marcou para o Colón Burián defendeu a cobrança de Réver ‘Pulga’ Rodríguez marcou para o Colón Burián a última cobrança de Cazares ATLÉTICO (3) 2 X 1 (4) COLÓN-ARG Atlético Cleiton; Patric, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; Jair (Zé Welison, no intervalo) e Elias (Geuvânio, aos 39’ do 2ºT); Luan (Vinicius, aos 27’ do

Cruzeiro demite Rogério Ceni após desgaste do técnico com jogadores

 Treinador ficou apenas 46 dias no clube celeste Via – Superesportes A passagem do técnico Rogério Ceni pelo Cruzeiro durou exatos 46 dias. Contratado no dia 11 de agosto, ele deixa o comando da equipe nesta quinta-feira após desentendimento com os jogadores do elenco. Também saíram do clube os auxiliares Charles Hembert e Nelson Simões Júnior e o preparador físico Danilo Augusto da Silva. O estopim dessa relação ocorreu após o empate entre Cruzeiro e Ceará (0 a 0), nessa quarta-feira, no Castelão, em Fortaleza. No vestiário, Dedé falou sobre a importância de Thiago Neves, questionando a ausência do meia no time. O posicionamento do defensor teve o apoio de outros atletas. Na partida, TN10 foi preterido e não entrou em campo. Rogério Ceni não gostou do que ouviu e saiu do vestiário. O episódio gerou forte crise que acabou resultando na demissão do treinador. Substituto do técnico Mano Menezes, Ceni comandou o time celeste em oito partidas, com quatro derrotas, duas vitórias e dois empates. Ele começou de forma promissora, com duas vitórias e um empate. Depois, o time perdeu quatro vezes seguidas, sendo, inclusive, eliminado da Copa do Brasil com direito a goleada do Internacional por 3 a 0. Nessa quarta, a equipe interrompeu a sequência negativa com um empate com o Ceará. Apoio da torcida Um grupo de 15 torcedores recepcionou o elenco celeste no desembarque no aeroporto de Confins, nessa quinta-feira, com gritos de apoio a Rogério Ceni. O treinador fez um gesto positivo, cumprimentando os cruzeirenses e entrou no ônibus do clube. Mais tarde, ele se reuniu com a diretoria na Toca da Raposa II e foi demitido. Em Confins, os torcedores pediram a saída de Thiago Neves, um dos pivôs do rompimento de parte do grupo com o técnico. “Ei, Thiago Neves, pede para sair!”. Vários jogadores deixaram o aeroporto em carros particulares, assim como o vice de futebol Itair Machado. Itair, inclusive, foi duramente criticado pelos torcedores. Ele ouviu gritos de “safado” e “volta para o Ipatinga”.

Cruzeiro empata com Ceará e seca adversários para se manter fora do Z4

 Time celeste chegou a 19 pontos e agora torce contra CSA e Fluminense Em jogo de muitas chances para ambos os lados, Cruzeiro e Ceará empataram por 0 a 0, nesta quarta-feira, no Castelão, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado colocou o time celeste provisoriamente na 16ª posição, com 19 pontos, acima de CSA (17º) e Fluminense (18º). Os concorrentes da Raposa na luta contra o rebaixamento entram em campo nesta quinta-feira, respectivamente diante de Palmeiras, em São Paulo, e Santos, no Rio de Janeiro. A partida em Fortaleza foi bastante movimentada, sobretudo em número de finalizações. Os donos da casa chutaram 19 vezes e exigiram quatro boas defesas de Fábio, além de uma conclusão na trave. Já a equipe celeste criou 14 oportunidades. No primeiro tempo, Diogo Silva brilhou ao espalmar finalização forte de pé esquerdo do volante Éderson. No segundo, Fabinho, volante do Ceará, bloqueou de carrinho arremate rasteiro de Maurício. No Nordeste, o Cruzeiro ampliou para cinco o número de jogos sem vencer. O time havia perdido em sequência para Internacional (3 a 0, pela Copa do Brasil), Grêmio (4 a 1), Palmeiras (1 a 0) e Flamengo (2 a 1). Sob o comando do técnico Rogério Ceni, contratado para substituir Mano Menezes, são duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. Depois de ‘secar’ CSA e Fluminense nesta quinta, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Goiás, pela 22ª rodada do Brasileiro. O jogo acontecerá na próxima segunda-feira, às 20h, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Por ter recebido o terceiro cartão amarelo, o atacante Fred não estará à disposição da comissão técnica. Já o Ceará, 14º colocado, com 23 pontos, virá a Belo Horizonte medir forças com o Atlético, às 19h de domingo, no Independência. O jogo Do time que perdeu para o Flamengo por 2 a 1, sábado passado, no Mineirão, Rogério Ceni mexeu em apenas duas posições: tirou o zagueiro Cacá e o armador Thiago Neves e colocou Fabrício Bruno e Marquinhos Gabriel. Com a base da partida anterior, o Cruzeiro fez bom primeiro tempo contra o Ceará e criou algumas chances para balançar a rede. Logo aos 4min, Pedro Rocha roubou bola no meio-campo, driblou três adversários e abriu na direita para Robinho. O camisa 19 tabelou com Marquinhos e bateu fraco de pé esquerdo. A bola explodiu em Fabinho e voltou em direção a Pedro Rocha, que, pressionado por Ricardinho, cabeceou por cima. Aos 11’, mais uma grande chance para o Cruzeiro. Após ótimo cruzamento de Orejuela, David ajeitou de cabeça para a entrada da pequena área, e Pedro Rocha, sozinho, isolou a bola. Já aos 21’, o camisa 32 chegou a balançar a rede com assistência de Robinho, mas o assistente de arbitragem número um, Helton Nunes, marcou impedimento corretamente. Aos 25’, o Cruzeiro sofreu uma baixa. Com dores no tornozelo esquerdo, Pedro Rocha foi substituído por Fred. Logo na sequência, aos 26’, o volante Éderson fez bonita jogada, driblou dois marcadores e soltou a bomba de canhota. Bem posicionado, Diogo Silva rebateu de mão direita. Aos 34’, mais um ataque perigoso: da entrada da área, Marquinhos Gabriel buscou o ângulo em conclusão de pé esquerdo e a bola tirou tinta da trave. Já aos 40’, Robinho arriscou do meio-campo ao perceber que Diogo Silva estava adiantado, porém errou o alvo por muito. Somente nos últimos minutos do primeiro tempo é que o Ceará assustou a Raposa. Aos 44, Fábio fechou o ângulo direito e defendeu a finalização forte de Bergson. Aos 47’, o camisa 1 teve trabalho para pegar a bola cabeceada por Thiago Galhardo. O Cruzeiro, que havia terminado a etapa inicial com mais posse de bola – 59,24% a 40,76%, segundo o Footstats -, manteve a supremacia no fundamento no segundo tempo, mas produzindo menos. Aos 12’, Orejuela cruzou da direita para a esquerda, e David, sem marcação, finalizou de canela por cima. Dominado até então, o Ceará começou a tomar conta do jogo a partir dos 15 minutos, principalmente com a entrada de Matheus Gonçalves. Aos 25’, o camisa 7 fintou Dedé duas vezes e bateu forte, para boa defesa de Fábio. Na sobra, o goleiro voltou a espalmar, em conclusão de Felippe Cardoso. Por fim, Thiago Galhardo, atrapalhado por Fabrício Bruno, mandou a bola na trave esquerda. Aos 31’, mais um lance de grande perigo para o Ceará. Dedé errou passe na saída de bola, Matheus Gonçalves recebeu de Ricardinho e, livre na grande área, mandou para fora. Aos 37’, o meia Maurício, que entrara no lugar de David, foi acionado por Orejuela e bateu rasteiro. No momento certo, Fabinho deu carrinho e evitou o que poderia ser o gol do Cruzeiro. Já aos 42’, Orejuela fez jogada individual, livrou-se da marcação e finalizou cruzado à direita, desperdiçando a oportunidade derradeira de dar à Raposa a vitória fora de casa. CEARÁ 0X0 CRUZEIRO CEARÁ Diogo Silva; Samuel Xavier, Valdo, Tiago Alves e Thiago Carleto; Fabinho, Ricardinho, Felipe Silva (Matheus Gonçalves, aos 15min do 2ºT) e Thiago Galhardo; Leandro Carvalho e Bergson (Felippe Cardoso, aos 25min do 2ºT) Técnico: Enderson Moreira CRUZEIRO Fábio; Orejuela, Dedé, Fabrício Bruno e Egídio; Henrique e Éderson; Marquinhos Gabriel, Robinho (Ezequiel, aos 12min do 2ºT) e David (Maurício, aos 29min do 2ºT); Pedro Rocha (Fred, aos 25min do 1ºT) Técnico: Rogério Ceni Cartões amarelos: Leandro Carvalho, aos 17min, Samuel Xavier, aos 44min do 2ºT (CEA); Fabrício Bruno, aos 14min do 1ºT; Rogério Ceni, aos 28min, Fábio, aos 34min, Fred, aos 37min do 2ºT (CRU) Motivo: 21ª rodada do Campeonato Brasileiro Estádio: Castelão, em Fortaleza (CE) Data: quarta-feira, 25 de setembro de 2019 Árbitro: Bráulio da Silva Machado (Fifa/SC) Assistentes: Helton Nunes e Éder Alexandre (CBF/SC) VAR: Rafael Traci (CBF/SC) Assistentes do VAR: William Machado Steffen e Fabiano da Silva Ramires (CBF/SC) Público: 18.595 Renda: R$ 146.002,00