Cruzeiro perde para o Flamengo e amarga terceira derrota consecutiva no Brasileiro

Raposa levou 2 a 1 do clube carioca e continua na zona de rebaixamento da Série A O Cruzeiroerrou muito defensivamente e sofreu com os talentos de Gabigol e Arrascaeta. O resultado foi a terceira derrota seguida no Campeonato Brasileiro. Em um sábado no qual o torcedor compareceu em peso no Mineirão, a Raposa perdeu por 2 a 1 para o Flamengo, em confronto da 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. CRUZEIRO 1 X 2 FLAMENGO CRUZEIRO Fábio; Orejuela, Cacá, Fabrício Bruno e Egídio; Henrique e Éderson (Dodô); Robinho, Thiago Neves (Ezequiel), David e Pedro Rocha (Pedro Rocha) Técnico: Rogério Ceni FLAMENGO Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão e Gerson; Vitinho (Pires da Motta), Arrascaeta (Rhodolfo), Gabriel e Bruno Henrique (Berrío) Técnico: Jorge Jesus Gols: Gabigol (6 minutosdo 1º tempo), Thiago Neves (37 minutos do 1º tempo) e Arrascaeta (21 minutos do 2º tempo) Cartões amarelos: Bruno Henrique e Rafinha (Flamengo) e Orejuela e Fred (Cruzeiro) Público: 40.333 (público total) e 34.051 (público pagante) Renda: R$ 1.059.046,00 Motivo: 20ª rodada do Campeonato Brasileiro Estádio: Mineirão Data: sábado, 21 de setembro de 2019 Horário: 17h Árbitro: Raphael Claus (SP) Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Neuza Inês Back (SP) VAR: José Cláudio Rocha Filho (SP) Assistentes do VAR: Thiago Duarte Peixoto e Fábio Rogério Baesteiro (SP)
Galo apanha dos argentinos, dentro do cemitério dos elefantes

Atlético leva virada do Colón no fim e precisa de reviravolta no Mineirão para ir à final da Sul-Americana A primeira metade da decisão da vaga na final da Copa Sul-Americana, entre Atlético e Colón-ARG, terminou com vantagem dos argentinos. O time rubro-negro se aproveitou do recuo do Galo na reta final do segundo tempo, virou o placar e conquistou o triunfo por 2 a 1, para delírio dos torcedores que lotaram o Estádio Brigadier General Estanislao López, o “Cemitério dos Elefantes”, em Santa Fé, na Argentina. O alvinegro saiu na frente com gol estranho de Chará, mas levou o empate com Wilson Morelo, no início da etapa final, e a virada em conclusão de Luis ‘Pulga’ Rodríguez, aos 40 minutos. O jogo de volta entre Atlético e Colón será na próxima quinta (25/9), às 21h30, no Mineirão. Para chegar à decisão, o Galo necessita de vitória simples, por 1 a 0. Já os sabaleros se classificam com qualquer empate ou até mesmo derrota por um gol, desde que marquem no mínimo duas vezes (3 a 2, 4 a 3…). Em caso de triunfo atleticano por 2 a 1, a definição da vaga ocorrerá nos pênaltis. Quem avançar enfrentará na final da Sul-Americana o vencedor do duelo entre Corinthians e Independiente del Valle, do Equador. Na partida de ida, os equatorianos surpreenderam o Timão e venceram por 2 a 0, em plena Arena Corinthians, em São Paulo. Os gols foram marcados pelo atacante panamenho Gabriel Torres. Antes do reencontro, Atlético e Colón têm compromissos nos respectivos campeonatos nacionais. Na próxima segunda-feira, às 20h, o Galo visitará o Avaí, na Ressacada, em Florianópolis, pela 20ª rodada do Brasileiro. No domingo, às 15h30, o ‘Sabalero’ enfrenta o Lanús, no estádio La Fortaleza, pela sétima rodada da Superliga Argentina. O jogo O primeiro tempo foi frio assim como a temperatura em Santa Fé. Os termômetros marcaram 9° durante a etapa inicial. E o jogo foi de muito estudo e pouca ação. Apesar do apoio de seu torcedor, o Colón não conseguiu se impor. Os donos da casa tiveram a bola, mas não conseguiram quebrar a forte marcação do Galo. Zé Welison, uma das novidades da equipe de Rodrigo Santana, se destacou com um desarme e seis rebatidas. Quem também foi bem na etapa inicial foi Patric. Com o jogo dos argentinos baseado em lançamentos pelo lado esquerdo do ataque, o lateral conseguiu três desarmes e mostrou muita disposição. O Atlético jogou com as linhas bem baixas e próximas, dificultando as ações dos argentinos. Quando tinha a bola, tentava as ligações diretas, porém sem sucesso. Quando procurou tabelar com jogadores mais próximos, o Galo abriu o marcador no “Cemitério dos Elefantes”. E o gol saiu num lance bizarro. Vinícius e Elias tentaram a triangulação com Chará, mas a bola sobrou para a defesa dos donos da casa. O zagueiro Ortiz tentou dar um chutão, porém acertou Chará e a bola morreu no fundo das redes: 1 a 0 e festa dos atleticanos em Santa Fé. Estatisticamente, o lance fortuito de Chará não foi considerado como finalização. Conforme dados da Conmebol, o Atlético terminou a etapa inicial sem chutar uma vez sequer, enquanto o Colón, com o meia Federico Lértora, finalizou longe da meta de Cleiton somente nos acréscimos. Houve ainda três tentativas dos argentinos bloqueadas pelos defensores atleticanos. Apesar da derrota parcial, o Colón voltou para o segundo tempo recebendo o apoio dos torcedores. E a etapa final, em cinco minutos, teve mais finalizações do que todo o primeiro tempo. Viso acertou o travessão, de leve, em cruzamento despretensioso; ‘Pulga’ Rodríguez exigiu boa defesa de Cleiton em cobrança de falta; e Elias parou em boa defesa de Burián. O jogo seguiu em ritmo alucinante. Após cobrança de escanteio, Escobar desviou e Morelo completou para o gol: 1 a 1. O “Cemitério dos Elefantes” explodiu e o torcedor do Colón mostrou sua força. Nesse embalo, o time da casa cresceu. Foram várias finalizações, todas bloqueadas pelos defensores do Atlético. Aos poucos, o Galo conseguiu aliviar a pressão do adversário. E numa das raras oportunidades criadas, Vinícius obrigou Burián a salvar o Colón. Quando o empate parecia definitivo, o Colón conseguiu a virada. O time argentino aproveitou que o Galo recuou em campo e marcou o gol do triunfo com ‘Pulga Rodríguez’, que aproveitou cruzamento rasteiro, completou para o fundo das redes e garantiu a festa no Cemitério dos Elefantes: 2 a 1. COLÓN 2 X 1 ATLÉTICO Colón-ARG Leonardo Burián; Alex Vigo, Guillermo Ortiz, Emanuel Olivera e Gonzalo Escobar; Rodrigo Aliendro, Federico Lértora, Fernando Zuqui e Marcelo Estigarribia; Luis Rodríguez e Wilson Morelo Técnico: Pablo Lavallén Atlético Cleiton; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison; Chará, Elias, Vinicius e Cazares (Otero, aos 21/2°T); Di Santo (Alerrandro, aos 27/2°) Técnico: Rodrigo Santana Gols: Chará, aos 35/1°T (Atlético); Morelo, aos 6/2°T, Luis Rodríguez, aos 40/2ºT (Colón) Cartões amarelos: Franco Di Santo, aos 15/1°T Motivo: jogo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana Data: quinta-feira, 19 de setembro de 2019 Local: Estádio Brigadier General Estanislao López, ou ‘Cemitério dos Elefantes’, em Santa Fé, na Argentina Árbitro: Alexis Herrera (VEN) Assistentes: Carlos López (VEN) e Luis Murillo (VEN) VAR: Nicolas Gallo (COL)
Atlético perde para reservas do Inter no Horto e segue em ‘queda livre’ no Brasileiro

Série de erros individuais e coletivos resultou no quinto revés consecutivo na competição – A conturbada semana do Atlético – acentuada por problemas fora de campo com Cazares – terminou da pior maneira possível neste domingo. Com uma atuação repleta de erros defensivos individuais e coletivos no Independência, o time alvinegro perdeu para os reservas do Internacional por 3 a 1, em jogo válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, a última do primeiro turno. William Pottker (dois) e Neilton marcaram os gols do Internacional. Substituto de Cazares no time titular do Atlético, Bruninho mostrou oportunismo no fim e descontou. Foi a quinta derrota consecutiva na competição, sequência registrada pela última vez em 2011. Com o resultado – que veio acompanhado de vaias dos torcedores que foram ao Horto -, o Atlético continua com 27 pontos, na oitava posição. O Grêmio, que enfrenta o Goiás neste domingo, pode ultrapassar a equipe alvinegra na rodada. Já o Internacional, cujos titulares nem viajaram a Belo Horizonte e foram poupados para a final da Copa do Brasil, sobe para o quarto lugar, com 33 pontos. Para terminar a rodada do G4, o time gaúcho precisa torcer contra Corinthians e São Paulo, que enfrentam Fluminense e CSA, respectivamente. No meio de semana, as equipes têm compromissos em torneios mata-mata. Na quarta-feira, às 21h30, o Internacional decide o título da Copa do Brasil contra o Athletico-PR, no Beira-Rio. O jogo de ida terminou com triunfo paranaense por 1 a 0. Na quinta, no mesmo horário, o Atlético visita o Colón-ARG na primeira partida da semifinal da Copa Sul-Americana. O duelo será no estádio Cemitério de Elefantes, em Santa Fe, na Argentina. Na 20ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Atlético visita o Avaí, na Ressacada. A partida está marcada para 23 de setembro (segunda-feira), às 20h. No dia anterior, o Inter recebe a Chapecoense, às 11h, no Beira-Rio. Gol ‘espírita’ Desde o começo, o Atlético trocava mais passes e ficava com a bola por mais tempo. Faltava, porém, criatividade para construir boas oportunidades com mais frequência. Principal responsável por cumprir essa função, Cazares foi barrado pelo técnico Rodrigo Santana após se atrasar para o treinamento desse sábado e ficou no banco de reservas. Substituto do equatoriano no lado esquerdo, Bruninho era quem mais tentava. Aos 3’, o garoto de 19 anos teve a melhor oportunidade do Atlético na primeira etapa. Chará fez boa jogada pela direita e cruzou para a promessa alvinegra cabecear no contrapé de Danilo Fernandes. O goleiro colorado fez grande defesa. Mesmo sem ter a posse por tanto tempo quanto o Atlético, o Inter finalizava mais. Ao fim do primeiro tempo, foram nove contra quatro dos donos da casa. Na mais improvável delas, o gol saiu, aos 28’. Fábio Santos disputou com Nonato, e o lance sobrou para Réver. O zagueiro afastou mal, para trás. Sobrou para William Pottker, dentro da área, cabecear. A bola quicou, pegou efeito e parou no fundo das redes: 1 a 0. O gol fez com que a torcida ficasse mais impaciente com os erros e as dificuldades de concluir com precisão. A equipe alvinegra trocava passes com certa tranquilidade, mas faltavam jogadas que quebrassem as linhas do Internacional. Vantagem vira goleada Rodrigo Santana atendeu pedidos dos torcedores. Cazares e Di Santo entraram nas vagas de Ramón Martínez e Ricardo Oliveira, respectivamente. O recado do treinador era claro: o Atlético precisava virar o jogo. Mas o baque veio logo no início do segundo tempo… William Pottker roubou a bola de Bruninho, tabelou com Heitor e iniciou um contra-ataque fatal. Sobis foi lançado na direita e cruzou rasteiro para Neilton concluir de primeira, com precisão, aos 7’: 2 a 0. Foi o chamado para a torcida começar a vaiar. O ambiente não desanimou o Atlético, que, enfim, começou a pressionar e finalizar mais. Di Santo e Leonardo Silva, de dentro da área, pararam em grandes defesas de Danilo Fernandes, que se transformava no nome do jogo. Quando o Atlético parecia se aproximar do gol, outro golpe duro. William Pottker superou marcação de Réver na direita e, com pouco ângulo, bateu na saída de Cleiton. A bola passou por baixo do goleiro e, lentamente, parou no fundo das redes: 3 a 0. Foi o golpe de misericórdia. Daí em diante, o Atlético pouco criou. Sem forças – por conta do resultado e também do calor -, a quantidade de chances diminuiu. No fim, Bruninho aproveitou cruzamento no segundo pau e foi premiado com o primeiro gol dele no profissional: 3 a 1. Mas foi só. No fim, jogadores deixaram o gramado sob vaias dos torcedores que ainda não haviam deixado o Independência. ATLÉTICO 1 X 3 INTERNACIONAL Atlético Cleiton; Patric, Leonardo Silva, Réver e Fábio Santos; Ramón Martínez (Cazares, no intervalo); Chará, Elias, Vinicius (Nathan, aos 21’ do 2ºT) e Bruninho; Ricardo Oliveira (Di Santo, no intervalo) Técnico: Rodrigo Santana Internacional Danilo Fernandes; Heitor, Klaus, Emerson Santos e Zeca; Rithely, Nonato, Guilherme Parede, Neilton (José Aldo, aos 36′ do 2ºT) e William Pottker (Sarrafiore, aos 24’ do 2ºT); Rafael Sobis (Johnny, aos 29’ do 2ºT) Técnico: Odair Hellmann Gols: Bruninho, aos 42′ do 2ºT (ATL); William Pottker, aos 28’ do 1ºT e aos 18’ do 2ºT, e Neilton, aos 7’ do 2ºT (INT) Cartão amarelo: Guilherme Parede, aos 47′ do 2ºT (INT) Motivo: 19ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Independência, em Belo Horizonte Data e horário: domingo, 15 de setembro de 2019, às 11h Público: 18.966 torcedores Renda: R$ 443.583,00 Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ) Assistentes: Silbert Faria Sisquim (RJ) e Thiago Farinha (RJ) VAR: Grazianni Marciel Rocha (RJ) Fonte: Superesportes
Cruzeiro perde para o Palmeiras e volta para a Zona do Campeonato Brasileiro

Time da Toca da Raposa fecha primeiro turno no Z4 – O Cruzeiro até adotou estratégia diferente das escolhidas nas derrotas para Internacional (3 a 0, pela Copa do Brasil) e Grêmio (4 a 1, pelo Brasileiro), foi mais cauteloso e seguro defensivamente, mas voltou a ser derrotado. No reencontro com Mano Menezes, no sábado, a Raposa viu o Palmeiras marcar no fim do primeiro tempo – com Bruno Henrique – e vencer por 1 a 0 no Allianz Parque, em São Paulo. Com a derrota, o time celeste viu sua situação na tabela ficar ainda mais complicada. A equipe fica estacionada na 16ª colocação, com 15 pontos, e terminou o primeiro turno na zona de rebaixamento. Na próxima rodada, o Cruzeiro tem outro compromisso com alto nível de dificuldade. O time celeste terá pela frente o Flamengo, maior sensação do futebol brasileiro e atual líder da Série A. O duelo está marcado para as 17h de sábado (dia 21), no Mineirão. O Palmeiras, por sua vez, mede forças com o Fortaleza, às 16h de domingo (dia 22), no Castelã Com quatro novidades – Orejuela, Rafael Santos, Éderson e Pedro Rocha – em relação ao jogo em que foi goleado pelo Grêmio por 4 a 1, no último fim de semana, o Cruzeiro iniciou a partida diante do Palmeiras mais organizado e cauteloso. O time armado por Rogério Ceni marcou em linha média, fechou espaços pelas laterais, e buscou a saída em velocidade. Aos 5’, Pedro Rocha fintou Marcos Rocha e finalizou, da entrada da área, para importante defesa de Weverton. Na sobra, David ainda teve a chance, mas desperdiçou de frente para o goleiro palmeirense. Aos 26’, da intermediária, o atacante celeste voltou a testar o arqueiro adversário, mas a bola saiu pela linha de fundo. Apesar das oportunidades, o Cruzeiro recuperou as características da ‘era Mano’, hoje no Palmeiras, privilegiou a segurança defensiva em detrimento da construção ofensiva. Tudo funcionava com alguma tranquilidade até que, aos 45’, Bruno Henrique marcou para os paulistas. Marcos Rocha cruzou pela direita, Cacá e Éderson se chocaram tentando tirar o perigo e, na sobra, o volante aproveitou. 1 a 0. Em busca do gol de empate, o Cruzeiro voltou do intervalo cedendo mais espaços ao Palmeiras, mas encontrando extrema dificuldade nas transições e na tentativa de construir as jogadas. Os donos da casa aproveitaram para assustar aos 15’ e aos 20’, com Dudu e Gustavo Scarpa, respectivamente, mas pararam nas defesas de Fábio. Rogério Ceni ainda tentou alguma reação e colocou Thiago Neves na vaga de David. O camisa 10 até buscou o jogo, mas foi pouco efetivo. Fred deu lugar a Sassá, que também praticamente não teve chances de marcar. Com a derrota, o Cruzeiro se mantém na 16ª colocação do Campeonato Brasileiro e poderá terminar a rodada na zona de rebaixamento. PALMEIRAS 1X0 CRUZEIRO Palmeiras Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Victor Hugo e Diogo Barbosa; Felipe Melo e Bruno Henrique; Willian (Zé Rafael), Gustavo Scarpa (Lucas Lima) e Dudu; Luiz Adriano (Borja). Técnico: Mano Menezes Cruzeiro Fábio; Orejuela, Cacá, Leo e Rafael Santos (Egídio); Henrique e Éderson; Pedro Rocha, Marquinhos Gabriel e David (Thiago Neves); Fred (Sassá). Técnico: Rogério Ceni Gol: Bruno Henrique (aos 45’1ºT) Cartões amarelos: Marquinhos Gabriel, Rafael Santos e Éderson (Cruzeiro); Felipe Melo e Dudu (Palmeiras) Público: 35.578 Renda: R$ 2.267.761,50 Motivo: 19ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP) Data e horário: 14 de setembro de 2019 (sábado), às 19h Árbitro: Roberto Toski Marques (PR) Assistentes: Bruno Boschilia e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) VAR: Paulo Roberto Alves Junior (PR) Pior campanha nos pontos corridos Além da presença na zona de rebaixamento, o Cruzeiro fechou, com a derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, nesse sábado, o pior turno de sua história no Brasileirão de pontos corridos. Desde 2006, quando o campeonato passou a ser disputado com 20 clubes, o menor aproveitamento da Raposa havia sido em 2016, quando somou 19 pontos. Cruzeiro no fim do turno 2006 – 27 pontos, 8º lugar, 47,3% de aproveitamento 2007 – 32 pontos, 3º lugar, 56,1% de aproveitamento 2008 – 36 pontos, 2º lugar, 63,1% de aproveitamento 2009 – 22 pontos, 14º lugar, 38,3% de aproveitamento 2010 – 31 pontos, 6º lugar, 54,3% de aproveitamento 2011 – 27 pontos, 7º lugar, 47,3% de aproveitamento 2012 – 28 pontos, 9º lugar, 49,2% de aproveitamento 2013 – 40 pontos, 1º lugar, 70,2% de aproveitamento 2014 – 43 pontos, 1º lugar, 75,4% de aproveitamento 2015 – 22 pontos, 14º lugar, 38,5% de aproveitamento 2016 – 19 pontos, 18º lugar, 33,3% de aproveitamento 2017 – 27 pontos, 7º lugar, 47,4% de aproveitamento 2018 – 26 pontos, 8º lugar, 45,6% de aproveitamento 2019 – 18 pontos, 16º lugar, 31,6% de aproveitamento
Atlético perde para Botafogo e chega à quarta derrota consecutiva

Sinal amarelo ligado Aos 33 minutos, Jair machuca. Zé Welison entra em seu lugar, já que Martínez foi convocado para a seleção paraguaia. Dez minutos depois, Welison perde a bola no meio-campo, iniciando o contra-ataque do Botafogo. Igor Rabello leva cartão amarelo, o primeiro dele em todo o campeonato. Na cobrança de falta, o zagueiro toca a bola com a mão e, além do pênalti, gera a expulsão. Assim pode ser resumida a quarta derrota seguida do Galo no Campeonato Brasileiro, ao perder por 2 a 1 para o Botafogo, no estádio Nilton Santos. Azar de um lado – a contusão de Jair, que não tinha Martínez para substituí-lo, e dois cartões que Rabello tomou de uma vez – e falha de outro – a bola perdida por Zé Welison. Apesar de bem na partida, estes dez minutos do primeiro tempo foram cruciais no destino do Atlético, que estaciona nos 27 pontos, permanecendo em oitavo lugar. Doze a menos do que o Flamengo e um a mais do que Atthletico Paranaense e Botafogo. A derrota empanou a estreia do goleiro Wilson e ligou o sinal amarelo no CT de Vespasiano. O Atlético volta a jogar no domingo, às 11h, no Independência, contra o Internacional, sexto colocado, com o resultado não podendo ser outro que não a vitória. Com uma boa postura na marcação, o Atlético chegou três vezes com facilidade à área botafoguense, nos primeiros dez minutos. Num destes lances, o zagueiro Marcelo Benevenuto, que substitui Gabriel (jogador emprestado pelo Galo), quase marcou contra ao cortar um cruzamento de Fábio Santos. Além de buscar as jogadas na grande área, outra aposta do Atlético foram os chutes de longa distância, nos pés de Cazares e Vinicius, sempre com perigo. Como mostrou nos dois jogos de oitavas de final da Copa Sul-Americana, o Botafogo tem muita dificuldade para fazer uma marcação mais forte. O Botafogo passou a querer dar o ritmo do jogo, mas avançando de maneira muito lenta, com muitos passes de lado. Enquanto o Atlético, sempre que tinha a posse, partia em rápidos contra-ataques. Foi assim que Ricardo Oliveira quase abriu o placar, que, no primeiro pau, desviou com a cabeça a bola lançada por Fábio Santos. Foi por pouco. No momento em que usou a velocidade, os donos da casa chegaram mais perto do gol. Marcinho avançou até a entrada da grande área e conseguiu espaço para chutar, obrigando Wilson a espalmar a bola. Primeira boa intervenção do goleiro atleticano, contratado às pressas devido à convocação de Cleiton para a seleção olímpica e à contusão de Victor. Em outro lance de velocidade, após um erro de Zé Welison (semelhante ao que fez diante do Cruzeiro, durante a Copa do Brasil, quando Pedro Rocha marcou o gol), que havia entrado no lugar de Jair, machucado, o Botafogo partiu com Alex Santana, obrigando Igor Rabello a fazer falta, levando o cartão amarelo. O cartão acabou culminando, segundos depois, na expulsão do zagueiro, na cobrança de falta de Gilson. A bola bateu no braço de Rabello, que, na interpretação do árbitro Bráulio da Silva Machado, avisado pelo VAR, teria aberto mias do que devia, numa ação intencional. Pênalti cobrado por Diego Souza. Wilson pulou do lado certo, mas não conseguiu evitar o gol. Logo na volta do segundo tempo, o Botafogo teve duas chances de ampliar o placar. Na primeira, Diego Souza invadiu na área pela direita, Wilson fechou o ângulo e espalmou a bola. O Galo não recuou: Cazares cobrou falta e Diego Cavalieri teve que subir e mandar a bola para fora. No escanteio, Léo Silva cabeceou e acertou a trave. Apesar de ter um jogador a menos, o Atlético ficou mais presente no ataque. Mas, num novo contra-ataque, quando todos os jogadores mineiros estavam à frente, Valencia lançou para Alex Santana, que venceu Fábio Santos na corrida e concluiu para gol, sem chance de defesa para Wilson. O Galo desperdiçou várias chances, a principal delas com Chará, que, na pequena área, recebeu ótimo passe de Cazares, mas acaba chutando por cima do travessão. No finzinho do jogo, quando a torcida gritava “olé!” a cada toque do Botafogo. Patric cruzou para a área, Vinícius tocou de cabeça e a bola sobrou para Di Santo arrematar para gol. Em dois jogos, é o primeiro do atacante argentino. BOTAFOGO 2 X 1 ATLÉTICO GOLS – Diego Souza, aos 44 minutos do primeiro tempo. Alex Santana, aos 20, e Di Santo, aos 47 minutos do segundo tempo. CARTÕES AMARELOS – Réver, Igor Rabello, Joel Carli, Fernando, Marcelo Benevenuto, Fábio Santos, Luiz Fernando CARTÃO VERMELHO – Igor Rabello BOTAFOGO – Diego Cavalieri, Fernando (Gustavo Bochecha), Joel Carli, Marcelo Benevenuto, Gilson, Alex Santana, João Paulo (Leonardo Valencia), Cicero, Luiz Fernando, Marcinho e Diego Souza (Vinícius Tanque). Técnico: Eduardo Barroca. ATLÉTICO – Wilson, Patric, Réver, Igor Rabello, Fábio Santos, Jair (Zé Welison), Elias, Cazares, Vinicius, Chará (Di Santo) e Ricardo Oliveira (Leonardo Silva). Técnico: Rodrigo Santana. LOCAL – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) PÚBLICO – 10.678 pagantes
Crise sem fim: Apático, Cruzeiro é goleado pelo Grêmio no Independência

Uma manhã para o cruzeirense esquecer no Independência. Com muitos erros de passes, apatia e nervosismo, o Cruzeiro foi goleado pelo Grêmio por 4 a 1 e aumentou a crise que parece interminável. A torcida, revoltada com o momento, vaiou e chamou o time de “sem vergonha”. Com a derrota, a equipe celeste permanece na 16ª colocação com 18 pontos. O jogo A partida começou com o Cruzeiro criando as melhores chances. Fred, de cabeça, aos sete minutos, obrigou Paulo Victor a fazer grande defesa. Thiago Neves também quase marcou em cobrança de falta. Mas o nervosismo cruzeirense era visível em campo. Os erros de passes culminavam em contra-ataques gremistas. Em um desses contragolpes, aos 18 minutos, o ex atleticano Diego Tardelli aproveitou cruzamento rasteiro de Rafael Galhardo e, de letra, abriu o placar para o Tricolor. A pressão das arquibancadas aumentava. Depois de erro de Thiago Neves no meio de campo, Alisson fez valer a “Lei do ex” e, aos 27 minutos, fez o segundo gol gremista em um chute cruzado. As vaias dos cruzeirenses se direcionaram para Thiago Neves e para David, que foi sacado do time para a entrada de Pedro Rocha. Na sequência, aos trancos e barrancos, a arbitragem marcou pênalti de Michel em Henrique. Fred marcou em cobrança no canto esquerdo – a bola ainda resvalou em Paulo Vitor e na trave. Segundo tempo O Cruzeiro voltou com os mesmos problemas para o segundo tempo. Jogadores dispersos e errando muitos passes. O Grêmio, com muita mobilidade no setor ofensivo, continuou apostando nos contra-ataques. Aos 19 minutos, Everton driblou Cacá e finalizou no ângulo esquerdo de Fábio. Rogério Ceni promoveu a estreia de Ezequiel, que entrou no lugar do vaiado Thiago Neves. Nas arquibancadas, gritos de “time sem vergonha”. Enquanto isso, o time gaúcho aproveitava. Cebolinha, novamente com muita facilidade, marcou o quarto e último gol da goleada. FICHA TÉCNICA Cruzeiro 1 x 4 Grêmio Motivo: 18ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Arena Independência Arbitragem: Rafael Nunes, auxiliado por Helton Nunes e Éder Alexandre (todos de Santa Catarina). VAR: Rodrigo d’Alonso Ferreira (SC) Gols: Diego Tardelli, Alisson e Everton, duas vezes (Grêmio); Fred (Cruzeiro) Cartões amarelos: David e Henrique (Cruzeiro); Alisson (Grêmio) CRUZEIRO: Fábio; Edilson, Cacá, Leo e Dodô; Henrique, Robinho; Marquinhos Gabriel, Thiago Neves (Ezequiel), David (Pedro Rocha); Fred. Técnico: Rogério Ceni GRÊMIO: Paulo Victor; Rafael Galhardo, Geromel (David Braz), Kannemann e Cortez; Michel (Luan) e Matheus Henrique; Alisson, Jean Pyerre e Everton; Diego Tardelli (Pepê). Técnico: Renato Gaúcho Via Jornal Hoje em Dia
Cruzeiro perde para o Internacional e cai na Copa do Brasil

Gaúchos vencem por 3 a 0 e disputarão decisão do torneio com Athletico-PR – O Cruzeiro terá que buscar em outra oportunidade sua nona final de Copa do Brasil. Depois de perder por 1 a 0 no Mineirão, no jogo de ida, o time celeste voltou a ser derrotado pelo Internacional, desta vez por 3 a 0, no Beira-Rio, em Porto Alegre. Guerrero (2x) e Edenílson marcaram para os gaúchos nesta quarta-feira e sacramentaram a eliminação celeste nas semifinais. A Raposa até teve alguns lapsos de inspiração nos 45 minutos iniciais de jogo, mas foi controlada no segundo tempo e praticamente não assustou Marcelo Lomba. Chamou atenção na partida a quantidade de passes errados (50) pelo time de Rogério Ceni, a dificuldade de realizar transições rápidas e a desorganização tática na etapa final. O outro finalista da Copa do Brasil será o Athletico-PR. O Furacão superou o Grêmio nos pênaltis, na Arena da Baixada, e garantiu vaga na decisão do torneio mata-mata. As datas das finais ainda não estão confirmadas, mas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sorteará os mandos já na manhã desta quinta-feira, em evento no Rio de Janeiro. Pelo Brasileirão, o próximo compromisso do Cruzeiro é diante do Grêmio. Mineiros e gaúchos medem força neste domingo, às 11h, no Independência. A partida não será realizada no Mineirão em função de um festival sertanejo marcado para o Gigante da Pampulha. O jogo Diferentemente do que se imaginava, Internacional e Cruzeiro iniciaram o duelo no Beira-Rio sem muitas análises e com muito volume. Logo no primeiro minuto, o Colorado aproveitou falha de Dedé na saída de bola e quase marcou. O zagueiro se recuperou para impedir finalização de Guerrero e, em seguida, Henrique bloqueou rebote de Edenilson. A resposta celeste veio no lance seguinte, aos 2’. Pedro Rocha recebeu de Marquinhos Gabriel dentro da área, finalizou, e Marcelo Lomba fez importante defesa. Na sobra, David, mesmo livre de marcação, desperdiçou a chance. Embora com maior posse de bola, o Cruzeiro não conseguiu criar novas chances até o fim da primeira metade. Por outro lado, o Inter assustou pelo menos em quatro ocasiões. O Cruzeiro, que optou por sair jogando em detrimento dos chutões em quase todas as ocasiões, encontrou dificuldades para fazer as transições com agilidade. O time de Rogério Ceni voltou a ter uma chance de gol apenas aos 32’. Marquinhos Gabriel avançou pelo meio e foi travado por Victor Cuesta. No rebote, Thiago Neves, de primeira, buscou o ângulo, mas a bola raspou a trave esquerda de Marcelo Lomba. Sete minutos depois, aos 39’, o Inter não desperdiçou a chance que teve. Dedé errou na saída de bola, Nico López recuperou a posse, fintou Jadson e encontrou D’Alessandro na direita. O argentino cruzou na área para Guerrero, que, livre de marcação, finalizou de cabeça, sem chances para Fábio. 1 a 0. Na volta do intervalo, mudanças na formação: Dedé, com uma torção no tornozelo, deixou o time para a entrada de Ariel Cabral. Henrique foi deslocado para a primeira linha defensiva. Não necessariamente por causa das alterações, mas o Cruzeiro iniciou o tempo final cometendo erros parecidos aos da etapa inicial, com passes equivocados e extrema dificuldade para fazer as transições com agilidade. O Internacional aproveitou os erros e amassou o time celeste, mesmo à frente do placar. Aos 24’, Guerrero ampliou o placar com um golaço no Beira-Rio. Nico López recebeu na área, dominou na coxa e lançou o peruano, que dominou no peito antes de finalizar cruzado, com precisão, no ângulo de Fábio. 2 a 0. Edenilson ainda aproveitou contra-ataque, aos 44′, para marcar de cobertura e determinar a goleada colorada no Sul. 3 a 0. O terceiro e último tento também sacramentou a classificação do Internacional, que enfrentará o Athletico-PR na grande decisão da Copa do Brasil. INTERNACIONAL 3X0 CRUZEIRO Internacional Marcelo Lomba; Bruno, Moledo, Victor Cuesta e Uendel (Sarrafiori); Rodrigo Lindoso, Edenílson e Patrick; D’Alessandro (Rafael Sobis), Nico López (Nonato) e Guerrero. Técnico: Odair Hellmann Cruzeiro Fábio; Jadson, Dedé (Ariel Cabral), Fabrício Bruno e Dodô; Henrique e Robinho (Éderson); Marquinhos Gabriel, Thiago Neves e David; Pedro Rocha (Fred). Técnico: Rogério Ceni Gols: Guerrero (aos 39’1ºT e aos 24’2ºT) e Edenílson (aos 44’2ºT) Motivo: jogo de volta das semifinais da Copa do Brasil Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS) Data e horário: 4 de setembro de 2019 (quarta-feira), às 21h30 Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP) Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO) Via Superesportes
Árbitro Anderson Daronco deu a ordem: com homofobia não tem jogo

Pela primeira vez, uma partida foi paralisada no Brasil por causa de cânticos homofóbicos. Vasco se desculpa pela atitude de torcedores diante do São Paulo Neste domingo, o futebol brasileiro, pródigo em polêmicas fugazes que se repetem a cada fim semana, presenciou um fato inédito em sua história. Aos 19 minutos do segundo tempo, o árbitro Anderson Daronco interrompeu o duelo entre Vasco e São Paulo, quando parte da torcida vascaína cantava “time de viado” nas arquibancadas de São Januário para provocar os rivais. Foi a primeira vez que a arbitragem paralisou um jogo por causa de cânticos homofóbicos. Após serem notificados, jogadores e o técnico da equipe carioca, Vanderlei Luxemburgo, acenaram do campo para que os torcedores não entoassem mais os gritos ofensivos. Daronco deu sequência à partida assim que a torcida do Vasco cessou a manifestação preconceituosa, mas relatou o fato na súmula do jogo, que pode resultar em punição ao clube cruzmaltino, como multa e até a perda de pontos no Campeonato Brasileiro. O árbitro atendeu a uma instrução do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD), divulgada na semana passada, que recomenda a paralisação de jogos em caso de cânticos homofóbicos da torcida. A orientação abrange gritos como o de “bicha”, banalizado em cobranças de tiro de meta dos goleiros, que passam a ser oficialmente considerados discriminatórios. A mudança para uma postura menos condescendente das entidades esportivas reflete não só a criminalização da homofobia, equiparada ao crime de racismo pelo STF em junho, mas também a adequação ao protocolo da Fifa repassado em junho às confederações, que determina rigor diante de manifestações homofóbicas. Na Copa América, por exemplo, o Brasil foi novamente multado por comportamento impróprio da torcida em tiros de meta adversários na abertura contra a Bolívia. Em 2017, o Paysandu se tornou o primeiro clube brasileiro denunciado pela procuradoria do STJD por homofobia da torcida, mas acabou absolvido. Depois da repercussão do episódio em São Januário, o time carioca divulgou nota se desculpando pela conduta de vascaínos na arquibancada. “O Club de Regatas Vasco da Gama lamenta e repudia qualquer canto de caráter homofóbico por parte de alguns de seus torcedores.” A diretoria ainda manifestou “seu pedido de desculpas a todos que, corretamente, se sentiram ofendidos por este comportamento”. Na nota, o clube, que utilizou o sistema de som do estádio para alertar torcedores sobre os cânticos homofóbicos após a interrupção do jogo, exalta sua história marcada pelo enfrentamento ao racismo, como um dos pioneiros na incorporação de jogadores negros, ressaltando que “o combate a este tipo de postura não deve ser motivado pelo receio de punição desportiva (perda de pontos), mas, sim, por uma questão de cidadania e respeito ao próximo e cumprimento da lei”. Por fim, o comunicado do Cruzmaltino aponta que “a plateia de um estádio de futebol e a sociedade de maneira geral passam por um processo de aprendizado e conscientização necessário para que atos de preconceito fiquem no passado – um triste passado, diga-se”, em que a diretoria se compromete “em promover ações educativas neste sentido junto ao seu torcedor, certa de que encontrará em cada vascaíno um aliado no combate a qualquer tipo de discriminação. O Vasco é a casa de todos”. Em fevereiro, o volante Fellipe Bastos, que marcou um dos gols da vitória do Vasco sobre o São Paulo, pegou três partidas de suspensão por ter proferido ofensas homofóbicas ao Fluminense durante a comemoração do título da Taça Guanabara. Na época, o clube de São Januário manifestou repúdio “a todo e qualquer tipo de preconceito”, mas preferiu discutir o caso internamente, evitando falar em punição ao jogador. No mês anterior, o goleiro vascaíno Alexsander havia sido vítima de gritos homofóbicos da torcida do Taubaté em jogo pela Copa São Paulo Júnior. Precavendo-se de possíveis sanções devido ao comportamento de torcedores, clubes têm iniciado campanhas educativas para tentar eliminar os cânticos homofóbicos dos estádios. No sábado, o Atlético Mineiro divulgou mensagem direcionada à torcida em suas redes sociais. “Não prejudique seu time! Gritos homofóbicos vindos das arquibancadas podem levar o clube à perda de pontos. O Atlético é o time de todos, e com todos juntos, seremos mais fortes.” Em 2018, o clube foi multado em 5.000 reais pelo STJD depois de torcedores atleticanos presentes no clássico contra o Cruzeiro gritarem “Ô, cruzeirense, toma cuidado, o Bolsonaro vai matar viado”, no Mineirão. Há cinco anos, o Corinthians lançou um manifesto pedindo à sua torcida que deixasse de entoar o grito de “bicha” para evitar punições ao clube. Porém, no mesmo ano, o Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo entendeu que o cântico dos torcedores não era ofensivo. Já no em 2016, um grupo de torcedores palmeirenses criaram o movimento “#eugritoporco”, sugerindo a substituição do termo “bicha” por “porco” nos tiros de meta adversários, mas o Palmeiras não se engajou de forma oficial na campanha.
Enquanto Neymar ignora tragédia amazônica, companheiro de PSG se solidariza

Cristiano Ronaldo, Dybala, Hamilton e outros atletas também se manifestam sobre queimadas na Amazônia – “Reze pela Amazônia”, escreveu Mbappé, atacante francês que atua com Neymar no PSG. Atacante brasileiro tem ignorado a tragédia ambiental na Amazônia para não melindrar seu amigo, o presidente Jair Bolsonaro Garoto propanga informal do governo de Jair Bolsonaro (PSL), com quem posa para fotos sempre que pode, o atacante brasileiro Neymar tem ignorado a crise ambiental provocada pelos incêndios na Floresta Amazônica Enquanto isso, seu companheiro no time francês PSG, o também atacante francês Kylian Mbappé somou-se as dezenas de personalides do esporte que se posicionaram em defesa da floresta e contra a devastação ambiental promovida por Bolsonaro. “Reze pela Amazônia”, escreveu Mbappé, em sua conta no Instagram. Cristiano Ronaldo, Dybala, Hamilton… Atletas se manifestam sobre queimadas na Amazônia Um incêndio vem se alastrando há mais de duas semanas na floresta amazônica, e campanhas de conscientização e correntes tomaram as redes sociais nos últimos dias para repercutir os problemas que a queimada vem acarretando. Além de ser habitat natural de diversos tipos de animais e plantas, a Amazônia é responsável por produzir boa parte do oxigênio do mundo, sendo conhecida mundialmente como “O Pulmão da Terra”. Por meio de hashtags, o assunto tomou proporções mundiais, e clubes e atletas divulgaram o ocorrido e entraram na campanha. Jogadores de futebol, como Cristiano Ronaldo, Dybala e Rabiot, tênis, como Novak Djokovic, e o piloto Lewis Hamilton foram alguns deles.
Ceni estreia, Cruzeiro bate líder e sai do Z4

– Expulsão é determinante para ampla superioridade da Raposa, que vê Fred dar fim a jejum e assistência para Thiago Neves em vitória sobre Santos Na estreia do técnico Rogério Ceni, o Cruzeiro mostrou bom poder de criação e venceu o Santos por 2 a 0, neste domingo, no Mineirão, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida teve sabor especial para o atacante Fred. Ele entrou aos 24 minutos de jogo, no lugar do lateral-esquerdo Egídio, e marcou o primeiro gol celeste, após assistência de Thiago Neves. Na etapa complementar, o camisa 9 retribuiu o ‘favor’, colocando o armador em boas condições para chutar de fora da área e ampliar a vantagem. O placar só não foi mais dilatado porque o goleiro Everson fez quatro boas defesas Com o resultado em Belo Horizonte, o Cruzeiro chegou a 14 pontos, encerrou sequência de 11 partidas sem vitória no Brasileiro (O último triunfo havia sido sobre o Goiás, em 5 de maio, no Mineirão, por 2 a 1) e saiu da zona de rebaixamento. Quem entra no Z4 é o Fluminense, derrotado pelo CSA, por 1 a 0, em pleno Maracanã. Os cariocas caíram para 18º, com 12 pontos, já que a Chapecoense venceu o Avaí por 1 a 0, na Arena Condá, em Chapecó. A próxima partida do Cruzeiro no Brasileiro será contra o CSA, domingo (25), às 19h, no Estádio Rei Pelé, em Maceió. O triunfo no Rio de Janeiro fez o time alagoano chegar a 11 pontos. Já o Santos, que segue na liderança da competição, com 32 pontos, receberá o Fortaleza, ex-clube de Rogério Ceni, no mesmo dia, às 16h, na Vila Belmiro. O JOGO Rogério Ceni surpreendeu ao divulgar a escalação do Cruzeiro com o lateral-esquerdo Dodô de volante. Os testes foram realizados nos treinamentos fechados à imprensa durante a semana. Na zaga, Fabrício Bruno substituiu Leo, vetado por causa de desgaste muscular na coxa direita, enquanto Robinho ficou no banco de reservas para a entrada de Fred. Com isso, David e Marquinhos Gabriel foram os homens de velocidade pelas pontas. E Pedro Rocha funcionou como referência no ataque. A expulsão de Gustavo Henrique, do Santos, logo aos 3 minutos de jogo, foi crucial para a superioridade cruzeirense. No lance, o defensor alvinegro derrubou Pedro Rocha, que se preparava para entrar na grande área ao receber passe de David. O árbitro Anderson Daronco deu continuidade ao lance, porém foi alertado por Caio Max Augusto Vieira, responsável pelo VAR, de que houve irregularidade. No vídeo, Daronco atestou a falta de Gustavo e lhe aplicou cartão vermelho. Em vez de colocar um zagueiro de ofício para preencher a lacuna, o técnico Jorge Sampaoli mandou a campo o lateral-direito Pará no lugar de Evandro. Além de gol, Thiago Neves exigiu boas defesas de Everson, goleiro do Santos, em chutes de longe (Foto: Alexandre Guzanshe/EM D.A Press) Com um jogador a mais, o Cruzeiro encurralou o Santos e superou índice de 60% na posse de bola. Aos 13 minutos, o time criou a primeira chance de perigo. David arrancou pela esquerda e tocou para Pedro Rocha, que errou no domínio. Na sobra, Dodô bateu com o pé esquerdo e obrigou Everson a se esticar para espalmar. Aos 16 minutos, foi a vez de Marquinhos Gabriel puxar da direita para o meio e chutar forte, porém no centro da meta. Já aos 19 minutos, Thiago Neves apareceu livre na grande área, mas calculou mal a finalização e isolou a redonda. Rogério Ceni decidiu aumentar o poder ofensivo aos 24 minutos, colocando o atacante Fred no lugar de Egídio. Nos primeiros instantes, o meio-campo ficou vulnerável, visto que Dodô retornou à lateral esquerda e apenas Henrique dava combate. O treinador fez alguns ajustes e acertou o posicionamento. E o Cruzeiro deu sequência ao futebol criativo. Aos 27 minutos, Thiago Neves arriscou de fora da área e exigiu outra grande intervenção de Everson. A bola ainda bateu no travessão antes de ir à linha de fundo. Aos 39’, Pedro Rocha se aproveitou de passe errado de Jorge, mas falhou no passe para TN10, que entrava na grande área sem marcação. Por fim, aos 43 minutos, os mais de 40 mil torcedores no Gigante da Pampulha comemoraram. Acionado por Thiago Neves, Fred ajeitou na grande área e finalizou no canto direito de Everson: 1 a 0. Eufórico na celebração, o camisa 9 não balançava a rede desde 23 de abril, na vitória por 2 a 0 sobre o Deportivo Lara, na Venezuela, pela fase de grupos da Copa Libertadores. Foram 16 jogos de jejum. Aos 46 minutos, quase veio o segundo, mas Everson espalmou o chute de Thiago Neves. Já aos 51 minutos, foi a vez de Fábio trabalhar, em cobrança de falta de Carlos Sánchez. A bola do uruguaio buscou o ângulo esquerdo, e o camisa 1 salvou a Raposa. Na volta para o segundo tempo, o Cruzeiro resolveu a parada. Logo no primeiro minuto, Fred fez o ‘paredão’ em cima da defesa santista e escorou para Thiago Neves, que bateu no canto esquerdo e fez 2 a 0. Outras oportunidades foram criadas ao longo da etapa complementar. Aos 3’, David concluiu ao lado, após passe de Orejuela. Aos 13’, Orejuela arrematou, e Everson rebateu. Aos 37’, Fred só não fez o segundo dele porque Jorge tirou a bola praticamente em cima da linha. Nos acréscimos, a bola chutada por Rocha da entrada da área resvalou na defesa do Santos e saiu por trás da meta.