Cruzeiro vence clássico, cola no G-6 e joga o América para a Zona

Clube celeste chegou aos 46 pontos, enquanto o Coelho entrou no Z-4 O Cruzeiro dominou o América a maior parte do jogo, venceu por 2 a 1, e alcançou o segundo triunfo consecutivo no Campeonato Brasileiro em clássico disputado na tarde deste domingo, no Independência. O time celeste marcou com Arrascaeta ainda na primeira etapa e ampliou com Thiago Neves, de pênalti, no segundo tempo. O Coelho ainda conseguiu descontar com Rafael Moura, também de pênalti, mas não teve tempo suficiente para buscar uma reação. O time do Lanna Drumond chegou ao seu nono jogo sem vitória. Com o resultado positivo, o Cruzeiro chegou aos 46 pontos e ultrapassou o Atlético-PR. O time de Mano Menezes agora ocupa a 8ª colocação da Série A. Já o América entrou na zona do rebaixamento. Na 17ª posição, o time de Adilson Batista ainda poderá cair para 18º caso o Sport vença o Ceará nesta segunda-feira, às 20h, na Ilha do Retiro. Em mais uma semana cheia para treinamentos, o técnico Mano Menezes agora passará a preparar sua equipe para o jogo diante do Atlético-PR, no próximo sábado, às 19h, na Arena da Baixada. Os jogadores se reapresentam na Toca da Raposa II nesta terça-feira, às 16h. O grupo embarca para Curitiba na tarde de sexta-feira, véspera do duelo contra o Furacão. O América, por sua vez, terá mais um duelo em seus domínios, contra o Paraná, às 21h de sábado.
Coelho está na zona de rebaixamento, com grande risco de queda

Adilson diz como pretende fazer para segurar o América na Série A do Brasileiro Pressionado pela má fase do América, que entrou na zona de rebaixamento e corre grande risco de cair para a Série B, o técnico Adilson Batista disse que vai trabalhar com os jogadores sem pressioná-los ainda mais. O técnico prometeu muita conversa e correção de erros nos treinos durante a semana. “Mostrando, corrigindo, mostrando vídeo, levando para o treino”, enumerou o treinador. A última vitória do time americano ocorreu no dia 6 de setembro, pela 23ª rodada. Desde então, foram cinco empates (Ceará, São Paulo, Corinthians, Atlético e Grêmio) e quatro derrotas (Botafogo, Atlético-PR, Chapecoense e Cruzeiro). Antes da derrota no clássico, um grupo de torcedores foi ao CT Lanna Drumond. A pressão promete aumenta ainda mais. O próximo jogo promete ser decisivo para o América. Último colocado e já virtualmente rebaixado, o Paraná será o rival, em jogo no Independência. Uma vitória pode elevar o moral do grupo americano. Empate ou derrota deixa o cenário ainda mais complicado. Adilson tem experiência em comandar clubes brigando contra a queda. Segundo ele, o momento é de passar tranquilidade. “Cheguei e nós estávamos na zona. Saímos com as vitórias contra Santos e Inter. A gente sabia da dificuldade, lamento alguns pontos. Agora, é passar tranquilidade. Tenho experiência. Conseguimos em 2003 no Grêmio, em 2004 no Paysandu, depois em 2005 no Figueirense (…)”, afirmou Adilson
Atlético perde para o Grêmio e tem vaga na Libertadores ameaçada

‘Gol-relâmpago’ de Pedro Geromel definiu triunfo gaúcho no Independência Nem as recentes mudanças fora de campo foram suficientes para impedir mais uma derrota do Atlético no Campeonato Brasileiro. No primeiro jogo após a escolha de Marques para a diretoria de futebol no lugar de Alexandre Gallo, o time alvinegro não conseguiu apresentar evolução esperada pelo presidente Sérgio Sette Câmara. O resultado no Independência? Derrota por 1 a 0 para o Grêmio, pela 32ª rodada, na tarde deste sábado. Derrota não abala confiança de Levir Culpi: ‘Cabe a mim levantar esses atletas’ Após a derrota para o Grêmio, por 1 a 0, dentro de casa, o técnico Levir Culpi lembrou outras passagens suas pelo Galo para reforçar a ideia de que o time poderá voltar a vencer nas rodadas restantes do Brasileiro – de preferência no próximo domingo, contra o Palmeiras, no mesmo Independência -, e manter as chances de garantir vaga na Libertadores do ano que vem. “Sinto que isso é possível porque passamos por momentos muito piores do que este. Estamos aqui tentando ir para a Libertadores e já houve ocasiões em que buscávamos coisas mais difíceis. Nós chegamos a disputar a Série B, o que espero que jamais aconteça de novo”, citou o treinador. Levir também afirmou que se fia na qualidade do elenco, que considera apto a dar a volta por cima no campeonato. “Cabe a mim levantar esses atletas. Porque temos 25 ou 30 aqui, todos com currículo, não tem nenhum fraquinho. Trata-se de um time que hoje é capaz de vencer o Grêmio, que é uma das melhores equipes do país, e poderíamos de fato ter conseguido isso pelo que apresentamos, mas não aconteceu”, disse. O técnico, que comanda o Galo pela quinta vez, voltou a afirmar que ainda está em processo de familiarização com os profissionais que tem à disposição, cada um com características próprias. Reconheceu a legitimidade da bronca dos torcedores, que vaiaram a equipe após a derrota para os gaúchos, e ressaltou que se esforçará para fazer um bom trabalho psicológico com o grupo, durante a semana, visando ao confronto com o Palmeiras, líder do Brasileiro. “Estamos muito abaixo do que podemos opferecer, por uma série de fatores. O momento é muito delicado porque a gente verifica até a perda de autoestima por alguns jogadores. Mas ainda há tempo de darmos uma virada”, garantiu. Desequilíbrio tático ofensivo é problema que Levir Culpi precisa ajustar no Atlético É natural que equipes de futebol, por mais desenvolvido que seja o nível de jogo apresentado, repitam padrões na construção ofensiva e tenham setores preferenciais para realizar determinadas jogadas. Com o Atlético, entretanto, esse se tornou um dos motivos para o fraco desempenho do ataque nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Nas últimas cinco partidas, a equipe marcou apenas um gol. Esse cenário fez com que o Atlético perdesse quatro vezes, empatasse uma e não vencesse nenhuma. Com isso, a tão sonhada vaga na próxima edição da Copa Libertadores ficou ameaçada. Existe um claro desequilíbrio na criação de oportunidades. O time insiste, sem sucesso, em repetidos avanços por um mesmo setor.
Torcidas organizadas e coletivos de futebol estão com Haddad
As tradicionais rivalidades futebolísticas foram deixadas de lado para a defesa de algo maior: a democracia. Na segunda-feira (22), 69 grupos de torcidas organizadas e coletivos de futebol se uniram em apoio à chapa Fernando Haddad e Manuela d’Ávila, durante o ato promovido na Tucarena (PUC-SP). Assim, corintianos e palmeirenses, gremistas e colorados, vascaínos e flamenguistas, torcedores do Sport e do Bahia, entre tantos outros, vestiram a mesma camisa: Haddad presidente, único candidato que defende a liberdade de expressão, o diálogo, os direitos civis e políticos. Um manifesto assinado por várias entidades foi entregue ao candidato da coligação O Povo Feliz de Novo. No texto, há preocupação de se ter “de um lado, uma democracia conquistada a duras penas e muita luta, de outro, um retrocesso conservador que motivou a luta de tantos cidadãos em nome da democracia e liberdade que ainda buscamos”. E o compromisso de se defender o “Estado democrático de direito” e “esclarecer a seus participantes que as vias obscuras de poder podem ser prejudiciais à nossa existência”. O documento também demonstra preocupação em relação a propostas de Jair Bolsonaro (PSL), de extinguir as torcidas organizadas de futebol. Confira na íntegra o manifesto: “Vivemos hoje no Brasil um momento delicado e decisivo. Estamos há menos de quinze dias de uma eleição em segundo turno, para escolhermos o presidente do País. De um lado, uma democracia conquistada a duras penas e muita luta, de outro, um retrocesso conservador que motivou a luta de tantos cidadãos em nome da democracia e liberdade que ainda buscamos. Os riscos trazidos por essa polaridade causaram desencontro de informações baseados no ódio, na mentira, na construção de um inimigo público comum e na falsa ideia de que, para corrigir erros, é preciso somente punir e privar os indivíduos de sua liberdade. É preciso vir a público para manifestarmos e defendermos o Estado Democrático de Direito que conquistamos ao longo dos anos em que vivemos sob um regime militar. É preciso definir que tipo de sociedade que queremos ser! E nós queremos a democracia! As entidades que assinam este manifesto se mostram preocupadas e buscam esclarecer a seus participantes que as vias obscuras de poder podem ser prejudiciais à nossa existência. Major Olímpio, senador eleito e apoiado pelo candidato extremista da direita, já deixou claro seu objetivo de acabar com as torcidas organizadas, criminalizando suas ações e seus componentes. Não podemos admitir tamanha injustiça e autoritarismo. Não podemos permitir que todo e qualquer ativismo social existente no Brasil seja extinto e apagado, dilacerando milhões de pessoas que querem apenas exercer seus direitos. É imensamente importante que tenhamos clareza e diálogo para nos posicionarmos neste momento em nome da democracia e da liberdade! Caso contrário, todos os nossos sonhos e lutas terão sido em vão. Por isso apoiamos, neste segundo turno, a candidatura que representa a sobrevivência da democracia. Estamos em uma luta da democracia contra o autoritarismo!” Assinam esse manifesto as seguintes torcidas: Internacional FORÇA FEMININA COLORADA NAÇÃO INDEPENDENTE COMANDO VERMELHO FRENTE INTER ANTIFASCISTA SUPER FICO – FORÇA INDEPENDENTE COLORADA Grêmio TORCIDA INDEPENDENTE MÁFIA TRICOLOR TRIBUNA 77 LEVANTE GREMISTA GRÊMIO ANTIFASCISTA DEMOCRACIA GREMISTA Vasco FORÇA INDEPENDENTE ESQUERDA VASCAÍNA Corinthians GAVIÕES DA FIEL COLETIVO DEMOCRACIA CORINTHIANA MTR – MOVIMENTO TRADIÇÃO E RESISTÊNCIA – CAMISA 12 GRÊMIO RECREATIVO CULTURAL CORINGÃO CHOPP TORCIDA FIEL TORCIDA JOVEM CAMISA 12 TORCIDA FIEL MACABRA Palmeiras PALMEIRAS ANTIFASCISTA (P16) PORCOMUNAS Flamengo NAÇÃO 12 Santa Cruz CORAL ANTIFA MOVIMENTO POPULAR CORAL AVANTE SANTA CRUZ – PORTÃO 10 COLETIVO DEMOCRACIA SANTACRUZENSE Sport ANTIFA SPORT Náutico TIMBÚ ANTIFA BRIGADA POPULAR ALVIRRUBRA Cruzeiro MÁFIA AZUL ABC (RN) CAMISA 12 TORCIDA GARRA ALVINEGRA CSA (AL) TORCIDA FORÇA AZUL CSA ANTIFA Ceará MOVIMENTO ORGANIZADO FORÇA INDEPENDENTE Fortaleza LEÕES DA TUF Ferroviário (CE) TORCIDA FALANGE CORAL Guarani (SP) TORCIDA JOVEM Ponte Preta PONTERROR Vitória BRIGADA MARIGUELLA VITÓRIA POPULAR Bahia FRENTE ESQUADRÃO POPULAR América (RN) VANGUARDA VERMELHA Caxias (RS) FORÇA INDEPENDENTE FALANGE GRENÁ Sampaio Corrêa (MA) TORCIDA TUBARÕES DA FIEL Inter de Santa Maria (RS) T.O.I FANÁTICOS DA BAIXADA Botafogo (PB) TORCIDA IMPÉRIO ALVINEGRO TORCIDA JOVEM VELHA GUARDA DA TJB Remo (PA) TORCIDA ORGANIZADA REMOÇADA TORCIDA ORGANIZADA PAVILHÃO 6 REMO ANTIFA Guarani (MG) TORCIDA ORGANIZADA GUARAGOLO – 1989 Sergipe TORCIDA ORGANIZADA ESQUADRÃO COLORADO Santo André (SP) TORCIDA ESQUADRÃO ANDREENSE 22 Catanduvense (SP) TORCIDA COMANDO CATANDUVA Independente de Limeira (SP) TORCIDA GUERREIROS DA NAÇÃO GALISTA Primavera (SP) TORCIDA TERROR FANTASMA Paulista de Jundiaí (SP) TORCIDA ORGANIZADA RAÇA TRICOLOR São Paulo (RS) TORCIDA ORGANIZADA MANCHA RUBRO-VERDE Sertãozinho (SP) TORCIDA ORGANIZADA RAÇA GRENÁ Noroeste (SP) TORCIDA ORGANIZADA FALANGE VERMELHA Brasil de Pelotas (RS) XAVANTES ANTIFASCISTAS América (PE) MECA ANTIFA Confiança (SE)
Torcidas organizadas e coletivos de futebol estão com Haddad

As tradicionais rivalidades futebolísticas foram deixadas de lado para a defesa de algo maior: a democracia. Na segunda-feira (22), 69 grupos de torcidas organizadas e coletivos de futebol se uniram em apoio à chapa Fernando Haddad e Manuela d’Ávila, durante o ato promovido na Tucarena (PUC-SP). Assim, corintianos e palmeirenses, gremistas e colorados, vascaínos e flamenguistas, torcedores do Sport e do Bahia, entre tantos outros, vestiram a mesma camisa: Haddad presidente, único candidato que defende a liberdade de expressão, o diálogo, os direitos civis e políticos. Um manifesto assinado por várias entidades foi entregue ao candidato da coligação O Povo Feliz de Novo. No texto, há preocupação de se ter “de um lado, uma democracia conquistada a duras penas e muita luta, de outro, um retrocesso conservador que motivou a luta de tantos cidadãos em nome da democracia e liberdade que ainda buscamos”. E o compromisso de se defender o “Estado democrático de direito” e “esclarecer a seus participantes que as vias obscuras de poder podem ser prejudiciais à nossa existência”. O documento também demonstra preocupação em relação a propostas de Jair Bolsonaro (PSL), de extinguir as torcidas organizadas de futebol. Confira na íntegra o manifesto: “Vivemos hoje no Brasil um momento delicado e decisivo. Estamos há menos de quinze dias de uma eleição em segundo turno, para escolhermos o presidente do País. De um lado, uma democracia conquistada a duras penas e muita luta, de outro, um retrocesso conservador que motivou a luta de tantos cidadãos em nome da democracia e liberdade que ainda buscamos. Os riscos trazidos por essa polaridade causaram desencontro de informações baseados no ódio, na mentira, na construção de um inimigo público comum e na falsa ideia de que, para corrigir erros, é preciso somente punir e privar os indivíduos de sua liberdade. É preciso vir a público para manifestarmos e defendermos o Estado Democrático de Direito que conquistamos ao longo dos anos em que vivemos sob um regime militar. É preciso definir que tipo de sociedade que queremos ser! E nós queremos a democracia! As entidades que assinam este manifesto se mostram preocupadas e buscam esclarecer a seus participantes que as vias obscuras de poder podem ser prejudiciais à nossa existência. Major Olímpio, senador eleito e apoiado pelo candidato extremista da direita, já deixou claro seu objetivo de acabar com as torcidas organizadas, criminalizando suas ações e seus componentes. Não podemos admitir tamanha injustiça e autoritarismo. Não podemos permitir que todo e qualquer ativismo social existente no Brasil seja extinto e apagado, dilacerando milhões de pessoas que querem apenas exercer seus direitos. É imensamente importante que tenhamos clareza e diálogo para nos posicionarmos neste momento em nome da democracia e da liberdade! Caso contrário, todos os nossos sonhos e lutas terão sido em vão. Por isso apoiamos, neste segundo turno, a candidatura que representa a sobrevivência da democracia. Estamos em uma luta da democracia contra o autoritarismo!” Assinam esse manifesto as seguintes torcidas: Internacional FORÇA FEMININA COLORADA NAÇÃO INDEPENDENTE COMANDO VERMELHO FRENTE INTER ANTIFASCISTA SUPER FICO – FORÇA INDEPENDENTE COLORADA Grêmio TORCIDA INDEPENDENTE MÁFIA TRICOLOR TRIBUNA 77 LEVANTE GREMISTA GRÊMIO ANTIFASCISTA DEMOCRACIA GREMISTA Vasco FORÇA INDEPENDENTE ESQUERDA VASCAÍNA Corinthians GAVIÕES DA FIEL COLETIVO DEMOCRACIA CORINTHIANA MTR – MOVIMENTO TRADIÇÃO E RESISTÊNCIA – CAMISA 12 GRÊMIO RECREATIVO CULTURAL CORINGÃO CHOPP TORCIDA FIEL TORCIDA JOVEM CAMISA 12 TORCIDA FIEL MACABRA Palmeiras PALMEIRAS ANTIFASCISTA (P16) PORCOMUNAS Flamengo NAÇÃO 12 Santa Cruz CORAL ANTIFA MOVIMENTO POPULAR CORAL AVANTE SANTA CRUZ – PORTÃO 10 COLETIVO DEMOCRACIA SANTACRUZENSE Sport ANTIFA SPORT Náutico TIMBÚ ANTIFA BRIGADA POPULAR ALVIRRUBRA Cruzeiro MÁFIA AZUL ABC (RN) CAMISA 12 TORCIDA GARRA ALVINEGRA CSA (AL) TORCIDA FORÇA AZUL CSA ANTIFA Ceará MOVIMENTO ORGANIZADO FORÇA INDEPENDENTE Fortaleza LEÕES DA TUF Ferroviário (CE) TORCIDA FALANGE CORAL Guarani (SP) TORCIDA JOVEM Ponte Preta PONTERROR Vitória BRIGADA MARIGUELLA VITÓRIA POPULAR Bahia FRENTE ESQUADRÃO POPULAR América (RN) VANGUARDA VERMELHA Caxias (RS) FORÇA INDEPENDENTE FALANGE GRENÁ Sampaio Corrêa (MA) TORCIDA TUBARÕES DA FIEL Inter de Santa Maria (RS) T.O.I FANÁTICOS DA BAIXADA Botafogo (PB) TORCIDA IMPÉRIO ALVINEGRO TORCIDA JOVEM VELHA GUARDA DA TJB Remo (PA) TORCIDA ORGANIZADA REMOÇADA TORCIDA ORGANIZADA PAVILHÃO 6 REMO ANTIFA Guarani (MG) TORCIDA ORGANIZADA GUARAGOLO – 1989 Sergipe TORCIDA ORGANIZADA ESQUADRÃO COLORADO Santo André (SP) TORCIDA ESQUADRÃO ANDREENSE 22 Catanduvense (SP) TORCIDA COMANDO CATANDUVA Independente de Limeira (SP) TORCIDA GUERREIROS DA NAÇÃO GALISTA Primavera (SP) TORCIDA TERROR FANTASMA Paulista de Jundiaí (SP) TORCIDA ORGANIZADA RAÇA TRICOLOR São Paulo (RS) TORCIDA ORGANIZADA MANCHA RUBRO-VERDE Sertãozinho (SP) TORCIDA ORGANIZADA RAÇA GRENÁ Noroeste (SP) TORCIDA ORGANIZADA FALANGE VERMELHA Brasil de Pelotas (RS) XAVANTES ANTIFASCISTAS América (PE) MECA ANTIFA Confiança (SE)
Torcedores do Rio de Janeiro lançam manifesto contra Bolsonaro

“Devemos preservar traços fundamentais da nossa cultura, aquela fundada sobre cimento, a cultura de arquibancada”, diz trecho do manifesto assinado por torcedores de seis clubes do Rio – Torcedores de coletivos e grupos progressistas de clubes de futebol do Rio de Janeiro lançaram um manifesto em defesa da democracia e contra a candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Assinam torcedores dos quatro grandes, Fluminense, Flamengo, Botafogo e Vasco, além de América e Bangu. “Partimos da premissa que, enquanto classe, devemos defender e lutar por nossos direitos, os quais são levados ao esquecimento com frequência. Devemos preservar traços fundamentais da nossa cultura, aquela fundada sobre cimento, a cultura de arquibancada”, diz um trecho do manifesto. No final, eles afirmam repudiar Bolsonaro e declaram apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT). Confira o manifesto na íntegra: Manifesto de torcidas e torcedores/as em defesa da democracia Nós, torcedores e torcedoras cariocas, ligados às torcidas organizadas e coletivos de torcedores/as que representam os clubes do Estado do Rio de Janeiro ou simplesmente apaixonados/as pelo futebol e unidos/as por um ideal comum: a manutenção do Estado democrático de Direito, isto é, a defesa dos direitos humanos, a garantia de que os governantes respeitem a vontade popular, a proteção jurídica a todos/as os/as cidadãos/ãs com base na Constituição, apresentamos este manifesto contra a candidatura que representa iminente ameaça a estes valores e à cultura do futebol. Acreditamos que representamos aqueles/as que fazem da arquibancada um espaço democrático e uma celebração da alegria, que não se curvam e nem se curvarão à elitização do futebol (ingressos caros, jogos em horário incompatível com a realidade dos trabalhadores/as, entre outras ações com este fim), tampouco ao machismo e assédio contra a mulheres, nem à criminalização das torcidas e movimentos populares. É preciso refutar com firmeza a mentira de que futebol e política não se misturam. Essa ideia é usada por aqueles que tentam, a todo custo, apagar a memória viva da população brasileira. Não nos esqueçamos jamais que da arquibancada lutamos e resistimos nos tempos mais difíceis da história desse país. Nossas torcidas organizadas, genuínas representantes da paixão de torcer surgiram, em grande parte, no auge da ditadura militar iniciada em 1964. Infelizes são aqueles que colocam sob sombras a importante relação entre futebol, torcedor/a e política. Desejamos, por meio deste movimento, contribuir para o resgate da origem popular, progressista e de resistência que caracteriza essas torcidas! Por isso, ressaltamos que a ascensão do discurso de ódio fomentado por um candidato ao cargo de Presidente da República, aliada ao alarmante número de homens e mulheres que apoiam e propagam suas ideias, ensejou que nos mobilizássemos para a criação deste documento. Ocupando o lugar de torcedores/as, minoria em muitas vezes marginalizada e desvalorizada, temos a obrigação de resistir a qualquer postura autoritária que fere nossa existência, seja nos estádios, seja no dia-a-dia. Afinal, as minorias não precisam escolher entre se curvar ou desaparecer. Elas podem, unidas, lutar contra a opressão e manterem-se vivas! Partimos da premissa que, enquanto classe, devemos defender e lutar por nossos direitos, os quais são levados ao esquecimento com frequência. Devemos preservar traços fundamentais da nossa cultura, aquela fundada sobre cimento, a cultura de arquibancada. Devemos, deste modo, dizer NÃO a qualquer postura ou discurso que coloque em risco a diversidade, as nossas formas de expressão nos estádios (com bandeiras, faixas, bateria, cantos, hinos, etc), a participação de crianças torcedoras nos estádios pela falta de infraestrutura e uma sociedade culturalmente rica. Ademais, ser omisso diante de propostas que atacam impiedosamente direitos e garantias das minorias, da massa trabalhadora assalariada e inclusive de nós, torcedores/as, é compactuar com o massacre cultural que está por vir. Afinal, será consumada a intenção de enterrar a paixão de torcer junto às memórias e cinzas de um passado de ouro, de luta popular. Passado esse que poderá ser apagado, junto à derrubada da nossa democracia, tão recente, simbólica e, ao mesmo tempo, frágil em tempos de crise, quando o discurso de cunho fascista, baseado na crença da superioridade de um ser humano sobre o outro, no ódio ao diferente e submissão do povo a um líder autoritário que ganha força. Convidamos, a partir desse manifesto, que todos os torcedores e torcedoras que valorizam a cultura pela qual se unem, que sabem quão preciosa e importante é a democracia para construção de um Estado igualitário, estável e soberano, sejam, daqui em diante, pilares na luta pela preservação do Estado democrático, construído por tanta luta, suor e sangue. É preciso resistir ao fascismo e lutar em favor da democracia. Por isso, repudiamos a candidatura de Jair Bolsonaro e apoiamos a chapa Fernando Haddad e Manuela D’Ávila à Presidência da República. Paz entre nós, resistência ao fascismo! Assinam este Manifesto: ANARCOMUNAMÉRICA ANATORG CASTORES DA GUILHERME COLETIVO CHICO GUANABARA COLETIVO POPULAR ALVINEGRO COMUNA RUBRO NEGRA ESQUERDA RUBRO NEGRA ESQUERDA VASCAÍNA FLAMENGO ANTIFASCISTA FLAMENGO DA GENTE FLUMINENSE ANTIFASCISTA FLUMUNISTAS FRENTE INTERNACIONALISTA DOS SEM TETO INSTITUTO HENFIL MENGÃO FORO ANTI-GOLPISTA MULHERES DE ARQUIBANCADA RESISTÊNCIA RUBRO NEGRA TORCEDORES PELA DEMOCRACIA TRICOLORES DE ESQUERDA VASCAÍNAS CONTRA O ASSÉDIO
Flamenguistas e Colorados engrossam torcidas contra Bolsonaro

– Depois dos corintianos da Gaviões da Fiel, dos santistas da Torcida Jovem e de torcedores palmeirenses lançarem manifestos contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) à Presidência da República, torcedores do Flamengo (RJ) e do Internacional (RS), também demonstram e aumentam o coro contra o representante da extrema-direita, que até agora lidera as pesquisas de intenção de voto. “A torcida do Flamengo é a mais popular do país. Ela abrange todos os segmentos sociais, desde homens e mulheres, brancos e negros, jovens e idosos, pobres e ricos. Representamos o povo brasileiro na sua essência. Nesse sentido, é inaceitável qualquer declaração preconceituosa manifestada por Bolsonaro e seu vice, Mourão, sobretudo ao que tange a população mais pobre, negra e as mulheres, mães e avós”, inicia seu comunicado o coletivo Flamengo Antifascista. O manifesto ressalta também que o programa de governo do candidato “significa empurrar mais ainda a população mais pobre para a miséria, destruindo a frágil estrutura de assistência social existente no país” lembrando que a mesma plataforma neoliberal aplicada na Argentina por Maurício Macri está levando o país vizinho a “uma crise social sem precedentes.” Por sua vez, torcedores colorados tomaram a iniciativa de também lançar um manifesto, na quarta-feira (19) repudiando declarações e o perfil autoritário de Bolsonaro: “o que chama a atenção é que o candidato que lidera as pesquisas é recorrente em declarações preconceituosas e demonstra o maior desprezo pela democracia”, afirma o coletivo Inter Antifascista. Sem citar propostas de governo, o comunicado lembra que o time do Internacional foi fundado e, em seus primeiros anos, jogou num bairro de maioria negra, próximo a comunidades quilombolas de Porto Alegre, o que lhe deu origem à alcunha de “Clube do Povo”. “É uma incoerência que um colorado, que conhece e admira a história de seu clube, apoie um candidato que coleciona episódios de racismo”, alerta. O movimento de torcidas organizadas de alguns dos principais clubes de futebol do país ganhou força depois que, também na última quarta-feira, o presidente da Gaviões, Rodrigo Gonzalez Tapia, o Digão, manifestou-se contra Bolsonaro em suas páginas nas redes sociais. Ele afirmou que os associados apoiadores do candidato da extrema-direita “podem se retirar da torcida”. Leia a íntegra das notas de flamenguistas e colorados em repúdio à candidatura Bolsonaro-Mourão: FLAMENGUISTAS CONTRA BOLSONARO! A torcida do Flamengo é a mais popular do país. Ela abrange todos os segmentos sociais, desde homens e mulheres, brancos e negros, jovens e idosos, pobres e ricos. Representamos o povo brasileiro na sua essência. Nesse sentido, é inaceitável qualquer declaração preconceituosa manifestada por Bolsonaro e seu vice, Mourão, sobretudo ao que tange a população mais pobre, negra e as mulheres, mães e avós. Ao se referir a essa parcela considerável das famílias brasileiras de maneira jocosa e desrespeitosa, consideramos tal atitude uma afronta a torcida do Flamengo, maioria absoluta no Rio de Janeiro e no Brasil. Para além dessas questões, entendemos que as propostas econômicas dessa candidatura fascista a presidência da República significa empurrar mais ainda a população mais pobre para a miséria, destruindo a frágil estrutura de assistência social existente no país. As privatizações e corte orçamentários, propostos por Paulo Guedes, significa aprofundamento das políticas neoliberais que foram implementadas por Temer, no Brasil, e por Macri, na Argentina, promovendo uma crise social sem precedentes. Ou seja, Bolsonaro é continuação mais aprofundada da política nefasta que vigora hoje contra a classe trabalhadora. Conclamamos as torcidas organizadas do Clube de Regatas Flamengo a resgatarem suas origens de resistência aos ataques ao povo, sobretudo durante a ditadura militar, ao defender a democracia e os direitos da classe trabalhadora, sob pena de todos nós, torcedores organizados ou não, sermos engolidos pela miséria e caos social propostos por esse nefasto programa de governo. #ELENAO #ELENUNCA Fla-antifa TORCEDORAS E TORCEDORES DO CLUBE DO POVO: NENHUM VOTO EM BOLSONARO No cenário atual temos candidatos dos mais variados espectros políticos distribuídos entre as intenções de voto. Esquerda e direita. Progressistas e conservadores. Assalariados e burgueses. É da democracia. No entanto, o que chama a atenção é que o candidato que lidera as pesquisas é recorrente em declarações preconceituosas e demonstra o maior desprezo pela democracia. O Internacional se destacou desde cedo na sua história pela participação de jogadores negros em campo e entre seus torcedores. Também, o clube foi fundado e jogou os primeiros anos num bairro de maioria negra e próximo a comunidades quilombolas. A alcunha de Clube do Povo não veio por acaso. Desde essa época, insultos racistas são dirigidos ao Inter e a sua torcida pelos seus rivais. É uma incoerência que um colorado, que conhece e admira a história de seu clube, apoie um candidato que coleciona episódios de racismo. Ele declarou em 2011 na Band que seus filhos não se apaixonariam por uma mulher negra “porque foram muito bem educados”. Nessa mesma oportunidade, classificou um relacionamento de um homem branco com uma mulher negra como “promiscuidade” (1). Ainda em 2011, devido a repercussão negativa dos comentários feitos por Bolsonaro, um grupo de neonazistas organizou um ato em defesa do candidato, reunindo por volta de quarenta pessoas (2). Em entrevista à revista Época, assumiu-se preconceituoso: “Sou preconceituoso, com muito orgulho” (3). Mais recentemente, Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (4) e pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (5) pelo forma racista que se referiu a comunidades quilombolas, tratando-os como animais. A denúncia prevê pena de até 3 anos de prisão e multa de R$ 400 mil. Pela nossa história, repetimos: NENHUM VOTO EM BOLSONARO! Inter Antifascista
Palmeirenses unem-se a Corintianos e Santistas contra Bolsonaro

– Depois de duas torcidas organizadas do Corinthians e do Santos, a Gaviões da Fiel e a Torcida Jovem do Santos, posicionarem-se contra Jair Bolsonaro, um grupo de torcedores e quatro coletivos do Palmeiras lançarem neste sábado (22) o manifesto “Palmeirenses contra o fascismo” em que repudiam o apoio de outros torcedores ao candidato de extrema direita. No texto, os palmeirenses afirmam: “não podemos tolerar a ameaça às instituições democráticas e os posicionamentos de teor racista, xenofóbico, machista e homofóbico”. O manifesto é assinado por mais de 60 torcedores, entre eles Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-presidente e atual conselheiro do clube, pelo neurocientista Miguel Nicolelis, por artistas como Maria Gadu, João Gordo e Wilson Simoninha, pelo jornalista William De Lucca, do 247, entre outros, além dos coletivos Porcominas, PorComunas, Palmeiras Livre e Palmeiras Antifascista. Leia: Em virtude de acontecimentos recentes envolvendo a imagem pública da Sociedade Esportiva Palmeiras, nós, palmeirenses abaixo assinados, expressamos publicamente nosso repúdio às posturas e declarações preconceituosas, antidemocráticas e fascistas. Nosso clube foi fundado em 26 de agosto de 1914 por trabalhadores imigrantes, e rapidamente tornou-se uma das equipes mais populares da cidade de São Paulo, atraindo grande público em seus jogos e contrapondo-se às agremiações tradicionais da elite paulistana. Ao mesmo tempo em que o Palestra Itália chamava a atenção da imprensa da época por sua torcida essencialmente popular, as vitórias em campo foram consolidando o clube como força importante do futebol paulista e brasileiro. Em 1942, por pressão do governo durante a Segunda Guerra Mundial, o clube foi obrigado a mudar seu nome, tornando-se a Sociedade Esportiva Palmeiras. Apesar das ofensas e ataques xenofóbicos que recebia por sua origem imigrante, o Palmeiras já era profundamente diversificado na composição de seu time e torcida, assim como o povo brasileiro. De “time dos italianos” passou a ser o time de todas e todos. São razões históricas, portanto, as que nos motivam neste posicionamento público contra a onda fascista que se ergue e a sua nefasta representação eleitoral. Respeitamos a coexistência democrática de opiniões e posicionamentos políticos variados; mas não podemos tolerar a ameaça às instituições democráticas e os posicionamentos de teor racista, xenofóbico, machista e homofóbico. Não podemos tolerar discursos de ódio dirigidos a grupos historicamente oprimidos. A trajetória da Sociedade Esportiva Palmeiras é uma trajetória de acolhimento à diversidade destes grupos. #EleNão #EleNunca Alessandro Buzo, escritor e diretorAmanda Ramalho, radialistaDiana Bouth, atriz e apresentadoraJoão Gordo, músico e apresentadorMaria Gadu, música e compositoraMarco Ricca, atorMiguel Nicolelis, neurocientistaNádia Campeão, foi vice-prefeita do município de São PauloSoninha Francine, vereadora do município de São PauloWilson Simoninha, músicoAldo Rebelo, chefe da Casa Civil do estado de São Paulo e conselheiro da SEPLuiz Gonzaga Belluzzo, economista e conselheiro da SEPMarcos Gama, conselheiro da SEPAbner Palma, editor de vídeoAdriano Diogo, foi deputado estadual de São PauloAleksandra Franco Fernandes Silva, pedagoga da Escola Parque-RJAltamiro Borges, presidente do Centro de Estudos da Barão de ItararéAna Paula Spini, professora de história da UFUAndrea de Castro Melloni, Princeton UniversityAngélica Souza, publicitária, escreve no DibradorasBruno Predo, publicitárioCristiano Maronna, advogadoCristiano Tomiossi, atorCrizz, DJEduardo Roberto, jornalistaElisa Fernandes, chef de cozinhaErcílio Faria Tranjan, publicitárioFabio Passetti, pesquisador do ICC/FiocruzFacundo Guerra, empreendedorFelipe Vaistman, jornalistaFernando Cesarotti, jornalistaFlávio de Campos, historiador e professor da USPGabriel Amorim, jornalistaGabriel Passetti, professor de Relações Internacionais da UFFGabriel Santoro, editorGabriel Zacarias, professor de história da arte na UnicampGlauco Roberto Gonçalves, professor da UFGOGustavo Petta, deputado estadual de São PauloIvan Marques, advogado e diretor do Instituto Sou da PazJosé Carlos Vaz, professor de gestão de políticas públicas da USPJosé Guilherme Magnani, antropólogo e professor da USPJúlia Galli O’Donnell, professora de antropologia cultural da UFRJ/IFCSLucas Afonso, MCManuel Boucinhas, atorMárcio Boaro, dramaturgo e diretor teatralMargaret Buonano, psicólogaMaria Carolina Trevisan, jornalistaMarília Velardi, professora da USPMarina Sousa, desenhista e roteirista – filha do Maurício de SousaMiguel José Minhoto, BiólogoOswaldo Colibri, jornalistaPaulo Miyada, curadorRailídia Carvalho, música e jornalistaRobson Montanholi, geógrafoRoseli Tardelli, jornalista e apresentadoraSérgio Settani Giglio, professor de educação física na UNICAMPSimão Pedro, foi deputado estadual de SP e secretário municipal de São PauloThiago Schwartz, da página Site dos MenesTiago Perrart, da página Vagas ArrombadasToinho Melodia, músico e compositorWilliam De Lucca, jornalistaColetivo PorcominasColetivo PorComunasColetivo Palmeiras LivreColetivo Palmeiras Antifascista
Rodrigo Gonzalez Tapia, o Digão avisa: Gavião não vota em Bolsonaro

– O Blog do jornalista Juca Kfouri destaca o comunicado de Rodrigo Gonzalez Tapia, o Digão, presidente da Gaviões Fiel Torcida. Digão afirma ter visto nas redes sociais algumas mensagens de apoio de ‘gavião’ a Jair Bolsonaro. Ele diz: “ó que é o seguinte rapaziada, vocês que apoiam um cara que vai contra todas as nossas ideias e joga no lixo o nosso passado de muitas lutas, por favor, se forem seguir apoiando esse cara, repense sobre sua caminhada dentro da Torcida”. Leia a íntegra do recado do presidente da Gaviões Fiel Torcida, publicado no Blog do Juca: “Rapaziada é o seguinte… não queria entrar no debate de política, mas o que estou acompanhando nas nossas redes sociais, de Gavião apoiar Bolsonaro – fez eu vir aqui pra passar um papo reto pra vocês… vocês aceitando ou não, eu como presidente dos Gaviões, tenho que passar o que a gente carrega na nossa ideologia dentro desses quase 50 anos de história. Você que é associado dos Gaviões, sabe da história da sua Torcida? Você sabe que na nossa fundação, em 1969, vivíamos em plena Ditadura Militar? Você sabe que no período da nossa fundação tínhamos como principal objetivo derrubar um ditador dentro do nosso clube? Você sabe que os nossos fundadores sofreram muita opressão por levantar a bandeira em favor da democracia e dos direitos do povo? Sei que hoje nos Gaviões da Fiel, uma torcida com mais de 112 mil sócios, tem sócios de diversas classes sociais, da hora, cada um fez por onde pra chegar onde está… só que é o seguinte rapaziada, vocês que apoiam um cara que vai contra todas as nossas ideias e joga no lixo o nosso passado de muitas lutas, por favor, se forem seguir apoiando esse cara, repense sobre sua caminhada dentro da Torcida. Ou seja, se está no Gaviões por interesses pessoais, status, para ostentar apenas uma camisa ou se beneficiar atrás de ingresso e pagar nas redes sociais que faz parte da maior torcida do Brasil, por favor, se retirem. Pode passar lá no Vip e assinar a carta de saída. Somos uma torcida que defende os direitos do nosso povo e não podemos deixar que o nosso maior representante seja contra nós e contra tudo aquilo que lutamos”.
Acionistas da Televisa revelam a propina que a Globo pagou, por GGN

Globo e duas emissoras pagaram US$ 15 mi de propina para transmitir Copas futuras Jornal GGN – A rede Globo de televisão volta a entrar na mira do esquema de corrupção do futebol. Uma denúncia movida por acionistas contra a Televisa, emissora mexicana, revela um acordo com a argentina Torneos e a brasileira Globo para o pagamento de US$ 15 milhões para os direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2026 e 2030. Com as novas denúncias, que suscitam o esquema de pagamentos de propina na chamada #FifaGATE, investigada pela Corte do Brooklin, em Nova York (EUA), a Globo aumenta o seu nível de apurações que antes se restringia ao período de 2006 até 2015 para os torneios que nem sequer chegaram. Em novembro do último ano, o GGN trazia detalhes, a partir dos depoimentos prestados por cartolas e dirigentes aos investigadores norte-americanos, que a Rede Globo havia sido delatada por pagar propina diretamente pelos direitos de transmissão de jogos da FIFA no Brasil, em articulação com a argentina Torneos e também com a Televisa. Depoimentos FIFAGate Alejandro Burzaco, após depoimento nos EUA – Foto: La Nación O argentino Alejandro Burzaco, empresário e ex-diretor da Torneos y Competencias (ex TyC), foi quem trouxe as acusações mais fortes contra os grupos de televisão da América Latina. Como CEO da Torneos de 2006 a 2015, foi este o período delatado. Burzaco declarou-se culpado no final de 2015 por fraude, lavagem de dinheiro e corrupção. “Alejandro Burzaco disse que a Fox Sports, a Televisa, a Media Pro, a TV Globo, a Fill Play e a Traffic, todas as emissoras pagaram propinas em troca de direitos [para a transmissão] do futebol. (…) Ele disse que sua empresa teve parceirias com todas estas companhias [que pagaram propinas pelos direitos de transmissão] e ele, pessoalmente, está ciente do suborno”, havia narrado o jornalista da BuzzFeed, Ken Bensinger, que acompanha de perto o caso. “Testemunha num caso da FIFA disse que seis das maiores companhias de comunicação, incluindo a Fox Sports, pagaram subornos para os direitos de transmissão. (…) De acordo com Burzaco, [Ricardo] Teixeira [ex-presidente da Confederacão Brasileira de Futebol] recebeu subornos da T&T para a Copa Libertadores e a Copa Sul Americana também. A partir de 2006, ele recebeu US$ 600 mil a cada ano”, seguiu. Mas apesar de Burzaco ter mencionado a brasileira Rede Globo, a argentina Torneos e a mexicana Televisa, as apurações detalhavam até o ano de 2015. E as investigações contra os grandes grupos de televisão da América Latina apenas começavam. Livro de Blatter Foto: Marca Em maio deste ano, por exemplo, o próprio ex-presidente da FIFA denunciou que “televisão brasileira” criou uma “caixa-preta” de propina do futebol. A acusação foi publicada em seu livro Ma vérité (Minha Verdade), da editora francesa Éditions Héloïse d’Ormesson, lançado no dia 24 de maio na Europa. Entre as narrativas das 240 páginas de Blatter contando como ele via os fatos hoje deflagrados no chamado FIFAGate, as artimanhas envolvendo o seu antecessor, João Havelange, e Ricardo Teixeira, como ex-presidente da CBF, e que “descobriu” que o dinheiro de uma emissora de televisão brasileira teria sido desviado para a criação de uma “caixa-preta” no futebol. Apesar de não mencionar diretamente “TV Globo”, Blatter estava se referindo à falência da empresa de marketing esportivo ISL, que vendia direitos de transmissão de jogos e é acusada de pagar propinas incluindo aos cartolas brasileiros. Ao descrever como o caso passou a ser investigado, ainda em 2001, pelo tribunal da Suíça, abrindo um processo contra a ISL e realizando buscas na Fifa, Blatter mostrou-se surpreendido com o envolvimento da corrupção no Brasil: “Eu então descubro que uma caixa-preta foi constituída com o dinheiro desviado da televisão brasileira”, disse. Esquema continuou na América Latina Foto: Reprodução Mas as novas acusações são ainda mais graves. Porque revelam que mesmo após a deflagração do esquema de corrupção no futebol pelas autoridades suíças e norte-americano, gerando a prisão de cartolas e dirigentes esportivos por todo o mundo, os esquemas de compra de direitos de transmissão seguiram. Mas gira em torno da mexicana Televisa, após sofrer uma ação de acionistas por supostamente participar de pagamentos de propina para obter os direitos de transmissão da Copa do Mundo deste ano de 2018, de 2022, 2026 e 2030. Somente para a transmissão dos dois últimos, teriam sido pagos pelo menos US$ 7,25 milhões. Os valores, segundo as novas acusações, eram parte de um total de US$ 15 milhões. Assim, enquanto a mexicana teria investido a metade da quantia da propina, a brasileira Globo e a argentina Torneos teriam entrado com a outra metade. Os acusadores são membros do Plano de Pensões do Colégio de Artes e Tecnologia, que possui ações da Televisa na Bolsa de Valores de Nova York. Eles afirmam que foram lubridiados. Em um dos casos, em 2013, a Televisa teria conspirado com a Globo e a Torneos para pagar os US$ 15 milhões ao ex-executivo da Fifa, Julio Grondona, pelos direitos de 2026 e 2030 na América Latina. A mexicana teria usado a filiar suiça Mountrigi Management Group para o repasse ilícito de US$ 7,25 milhões. A íntegra da acusação foi divulgada por Ken Bensinger: Arquivo ecf-32-amended-complaint-for-violation-of-the.pdf