Grêmio e Aranha, uma história de racismo perverso

Visto por dirigentes como pessoa perigosa, goleiro revive o trauma dos ataques racistas. Quando ainda era goleiro do Santos, em 2014, Mário Lúcio Duarte Costa, o Aranha, foi chamado de “macaco” por vários torcedores do Grêmio. Câmeras de televisão flagraram as ofensas racistas. O clube acabou punido com a exclusão da Copa do Brasil. No mesmo ano, o goleiro voltou a jogar na Arena do Grêmio. Passou a partida inteira sendo vaiado por uma expressiva parcela da torcida. Ao fim do jogo, afirmou que a manifestação, logo depois de ter sido alvo de injúria racial, reforçava o preconceito dos gremistas que o atacaram e que aquelas vaias não eram normais. Repórteres que o cercavam se comportaram como inquisidores. Alguns, lançando sorrisos provocativos, insinuavam que Aranha deveria reagir calado ao açoite. Embora tenha aderido a campanhas educativas e dialogado com suas organizadas para abolir o termo “macaco” de cânticos que historicamente serviram para depreciar rivais colorados, o Grêmio jamais se assumiu, de fato, como culpado. Muitos torcedores e, sobretudo, dirigentes não conseguem enxergar Aranha como vítima. Para eles, o goleiro provocou o imbróglio que resultou na eliminação do clube de uma competição, quando, na verdade, ele apenas denunciou a prática abominável de injúria racial no estádio – com a qual, por décadas, o Grêmio, assim como a maioria dos clubes do Brasil, foi condescendente. Novamente, o futebol reproduz a lógica de que toda vítima de injúria racial é culpada até que se prove o contrário. Aranha, agora como atleta da Ponte Preta, voltou à Arena do Grêmio neste domingo. Dirigentes gremistas chegaram ao ponto de destacar uma câmera no estádio para acompanhar cada movimento do goleiro no decorrer da partida. Nestor Hein, diretor jurídico do clube, justificou a postura dizendo que Aranha se trata de “uma pessoa perigosa e difícil”. Ainda relembrou uma fala discriminatória do goleiro, em abril, para chamá-lo de homofóbico. Retórica torpe e ignorante, como se o fato de uma pessoa já ter cometido ato preconceituoso redimisse seus agressores de comportamento igualmente reprovável. Durante o duelo em Porto Alegre, Aranha foi vaiado outra vez, de forma acintosa. Depois da partida, disse que conseguia ver o ódio no rosto dos torcedores que o alvejavam. Generalizou ao declarar que “no Sul, as pessoas são assim”. Em seguida, o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, fez um pronunciamento para reforçar a ideia de que o clube é o verdadeiro prejudicado em toda história. “Nosso torcedor não esquece a injustiça que sofremos. A reação [vaias a Aranha] faz parte da cultura do futebol.” Para terminar, o presidente criticou o goleiro por não ter aceitado o convite do clube para um pedido formal de desculpas. Na época, quatro torcedores do Grêmio foram indiciados pela polícia por causa dos ataques racistas a Aranha. Como punição, ficaram impedidos de frequentar jogos do clube. Antes do julgamento na esfera esportiva, dirigentes gremistas se mobilizaram para sustentar a tese de que o goleiro havia sido o responsável pelos xingamentos que sofreu. O então vice-presidente do clube, Adalberto Preis, acusou Aranha de ter protagonizado “uma grande encenação”. Já para Luiz Carlos Silveira Martins, o Cacalo, ex-presidente gremista, o goleiro fez “uma cena teatral depois de ouvir um gritinho”. Nos tribunais, a defesa do Grêmio argumentou que Aranha provocara a torcida do time ao fazer cera no gramado. Ao longo de todo o processo, a queixa de Aranha foi desqualificada pelo Grêmio. Ele foi chamado de “macaco”, “encenador”, “mentiroso” e, agora, virou “pessoa perigosa”. Quem sofre tantas agressões, tem todo o direito de não aceitar um pedido – hipócrita, por sinal – de desculpas. Não, Romildo. As vaias a Aranha não fazem parte da cultura do futebol. Uma vítima de racismo jamais, em nenhuma circunstância, deveria ser hostilizada e vista como persona non grata no mesmo lugar onde gritos de “macaco” golpearam sua dignidade. O Grêmio nunca foi vítima. Ao autorizar vigilância sob Aranha, tratando-o como criminoso que deve ter os passos monitorados, e qualifica-lo publicamente como “perigoso”, em que pese tudo o que passou, a diretoria do Grêmio cambaleia no limite entre a desonestidade intelectual e o mau-caratismo. A parte da torcida gremista que soube assimilar a lição deveria servir de exemplo para um clube que já acolheu importantes movimentos em favor da diversidade, tal qual a Coligay. Em meio a tanto rancor injustificado, dois torcedores apareceram com um cartaz de desagravo em solidariedade a Aranha, que agradeceu pelo apoio. A história tricolor, que atualmente conta com o suporte de movimentos que levantam a bandeira de diversas causas sociais, como a Tribuna 77 e a Grêmio Antifascista, não merece atitudes tão baixas quanto as de sua atual diretoria. Um dia, os traumas irão, enfim, cicatrizar. Aranha, goleiro de primeiro nível, atleta consagrado em um esporte onde a imensa maioria fica pelo caminho, provavelmente terá orgulho ao olhar nos olhos dos netos e contar sua trajetória. O Grêmio, por completa falta de tato e sensibilidade de seus dirigentes, corre o risco de ficar para sempre marcado não apenas como o clube que achou normal chamar um negro de “macaco”, mas também como uma instituição covarde que não soube reconhecer o erro, encarar o racismo com a seriedade que merece ser tratado e dar a volta por cima. Fonte; El Pais
EUA e Espanha pedem prisão de Ricardo Teixeira

Depois do envolvimento no escândalo de corrupção na FIFA, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira agora enfrenta problemas com a Justiça espanhola; ele é acusado de lavagem de dinheiro de receitas de jogos da Seleção Brasileira e teve pedido de prisão decretado por uma juíza de Madri; a polícia dos Estados Unidos também quer sua prisão Em 2011, Ricardo Teixeira recebeu o ex-prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, e seu filho Tadeuzinho, com a promessa de colocar Montes Claros na lista das cidades pré-selecionada com um Centro de Treinamento de Seleções na Copa de 2014. – A Justiça brasileira e procuradores espanhóis uniram esforços para investigar as suspeitas de corrupção contra Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Segundo o Globoesporte.com, a polícia dos Estados Unidos também quer sua prisão. Ele cometeu crimes nos dois países. Presidente da CBF entre 1989 e 2012, Teixeira é acusado de desviar receitas de jogos da seleção brasileira. A Procuradoria-Geral da República foi alertada pela Espanha de que a Justiça de Madri emitiu uma ordem internacional de prisão contra Teixeira. Os espanhóis esperam contar com a colaboração do Brasil no caso. Por enquanto, a cooperação entre os dois países está ocorrendo de maneira informal. Agora, os procuradores dos dois países querem oficializar os procedimentos de investigação. Teixeira é acusado de e formar uma “organização criminosa” com Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, e com isso lavar dinheiro em comissões ilícitas de amistosos da seleção brasileira. Rosell foi preso no mês de junho. Em Brasília, há dúvidas se os dados colhidos pela Justiça na Espanha também poderiam ser usados em um inquérito no Brasil contra Teixeira. Mesmo se fosse detido no Brasil à pedido de Madri, Teixeira não poderia ser extraditado – isso vai contra as leis brasileiras. Mas ele poderia responder a um processo ou pelo menos ser questionado pela Justiça espanhola. Nesta semana, a imprensa espanhola revelou que a Justiça em Madri emitiu uma ordem internacional de busca e captura contra o ex-presidente da CBF. Nesta terça-feira, fontes próximas ao caso confirmaram que a ordem de fato está emitida, mas ainda não entrou no sistema da Interpol e nem chegou oficialmente em documentos até Brasília. A medida partiu da juíza Carmen Lamela, da Audiência Nacional.
Ricardo Teixeira diz que não fugirá

Ex-presidente da CBF, que é investigado em quatro países, não nega crimes, mas diz que nada deve no Brasil Ricardo Teixeira (na foto com Aécio) está na mesma situação de Marco Polo del Nero: teme deixar o Brasil e ser preso Presidente da CBF por mais de duas décadas, Ricardo Teixeira, 70, tem a vida devassada por pelo menos quatro países. Ele é réu nos Estados Unidos e é investigado pela Espanha, Suíça e Uruguai. Em entrevista exclusiva à “Folha de S.Paulo”, ele afirmou que não pretende sair do país. “Não existe esse acordo. Tem lugar mais seguro que o Brasil? Qual é o lugar? Vou fugir de quê, se aqui não sou acusado de nada? Você sabe que tudo que me acusam no exterior não é crime no Brasil. Não estou dizendo se fiz ou não”, disse Teixeira, negando negociar com autoridades norte-americanas uma delação premiada. No mês passado, Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, foi preso por suas relações com o cartola brasileiro. Os dois são amigos desde os anos 90. Na Espanha, Rosell, Teixeira e outras cinco pessoas são acusadas de fazer parte de uma organização criminal transnacional e de lavar dinheiro proveniente de comissões ilícitas da venda dos direitos sobre a seleção brasileira. Os espanhóis também relatam que Teixeira e sua ex-mulher tinham cartões de crédito bancados pela Uptrend, empresa de Rosell nos Estados Unidos. O brasileiro nega as acusações. Ele diz que nunca recebeu dinheiro das empresas do catalão. Parentes do cartola já receberam mais de R$ 23 milhões, de acordo com levantamento feito pela “Folha de S.Paulo”. Nos Estados Unidos, Teixeira foi denunciado pelo FBI em dezembro de 2015 acusado de participar de um esquema de recebimento de propina na venda de direitos de torneios no Brasil e no exterior. O esquema envolvia os presidentes das federações locais da América do Sul e o comandante da Conmebol (entidade que reúne os países do continente). Eles recebiam propina de agências de marketing esportivo na venda de direitos de transmissão. Exemplo. José Maria Marin, seu sucessor na CBF, que está perto dos 90 anos, está preso nos Estados Unidos desde 2015 pelas acusações e pode pegar pena de 20 anos. Já Marco Polo Del Nero e Teixeira nunca mais deixaram o Brasil. No Uruguai, Eugenio Figueredo, ex-presidente da federação local e da Conmebol, firmou acordo de colaboração com o FBI e com as autoridades do seu país. Nele, Figueredo relatou o caminho do dinheiro nas negociações com os seus companheiros de Conmebol e ainda aceitou ter parte dos seus bens bloqueados – foram cerca de US$ 10 milhões (R$ 33 milhões). No seu depoimento, ele afirmou que Teixeira comandava a divisão das propinas. Na Suíça, Teixeira foi investigado pelo Ministério Público, que repassou informações ao FBI. Um delator disse que o ex-presidente da CBF recebeu por uma década propinas em contas na Suíça Montes Claros Em 2011, Ricardo Teixeira recebeu o ex-prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, e seu fedelho leite, com a promessa de colocar Montes Claros na lista das cidades pré-selecionada com um Centro de Treinamento de Seleções na Copa de 2014.
Torcida Galoucura cultua assassino de Che

– A torcida organizada Galoucura, maior organizada do Clube Atlético Mineiro vem idolatrando a figura do general René Barrientos por meio de bandeiras, camisas e até funk. – Pior que empunhar a bandeira de um ditador, assassino, por meio de um funk a torcida ”comemora” a morte de Che Guevara, símbolo da luta dos povos humildes e oprimidos, operários, estudantes e camponeses em todo o mundo. É triste ver jovens, na sua maioria gente de origem simples, trabalhadores, afro-descendentes, moradores de bairros pobres, cultuando um símbolo da elite em detrimento da luta de um dos maiores expoentes da luta popular. Che não representou uma parcela do povo sofrido, representou e lutou por ”todo” este povo desprovido de condições dignas e massacrados pelo sistema dos poderosos, o capitalismo. A perplexidade é maior ao constatarmos o potencial de organicidade e mobilização popular desta agremiação que realiza grandes festas populares pra exaltar a paixão ao grande Clube Atlético Mineiro e para tal conta com toda uma gama de diretores e líderes populares, que deixa transparecer que não se importam com a história popular e tão pouco com o que isto representa. Em seu site oficial a torcida divulgou uma nota: ”O Conselho Administrativo do G.C.R.T.O. Galoucura deixa aqui de forma oficial, a explicação pelo uso da bandeira do General René Barrientos. A Galoucura é uma agremiação de torcedores de futebol, não somos partido político e nem temos ligação com qualquer um, não somos movimento revolucionário ou nada do tipo. A bandeira do General René Barrientos, idealizada por um dos membros do Conselho da Galoucura, tem apenas um objetivo: ” rivalidade”. Assim como o Galo come a Raposa, René acabou com Che, como o outro lado usa a imagem de Che. Usamos a imagem de René Barrientos, mas a mídia e muitas pessoas com ‘birra’ da Galoucura já vieram dizer asneiras do tipo: Galoucura apóia a ditadura, Galoucura contra a Democracia. Carregamos no sangue o orgulho de sermos Atleticanos, Brasileiros, Mineiros, a bandeira do René Barrientos atinge plenamente seu objetivo, a rivalidade,simples, pura e saudável”. Ficam as indagações: Saudável para quem? Por que comemorar o assassinato de um líder do povo sofrido dos quais estes jovens fazem parte? Por que não procurar um símbolo entre os grandes personagens com visão humanista e popular, que a própria Minas Gerais presenteou o povo brasileiro, para simbolizar a grandeza desta organização? A constatação é que, ao se balizar apenas na rivalidade, a Galoucura desce os degraus da sua grandeza para se juntar aos inimigos da humanidade e do povo. Via Vermelho
Corrida do aniversário de Montes Claros

– As inscrições estão abertas até o dia 23 deste mês – No dia 2 de julho, às 8 horas, os amantes da prática esportiva tem encontro marcado na Praça dos Jatobás, em Montes Claros, na Corrida Aniversário de Montes Claros – José Nardel. A prova é promovida pela Secretaria de Esportes da Prefeitura de Montes Claros, em parceria com a Federação Mineira de Atletismo, e terá dois percursos, de 5 e 10 km (Praça dos Jatobás/Ginásio Ana Lopes/Praça dos Jatobás), sendo que no percurso de 10 km se percorrerá o trajeto duas vezes. Além da opção de 5 e 10 km, a competição também terá categorias para portadores de necessidades especiais (PNE, deficientes visuais e cadeirantes) e Escolar (14 a 17 anos), ambas com percurso de 5 km. O valor da inscrição é R$ 30, para a categoria Geral 5 e 10 km, e R$ 15, para a categoria Escolar. A categoria PNE tem inscrição gratuita. Segundo o regulamento da competição, o atleta deficiente visual deverá estar acompanhado de um atleta-guia com o qual deverá estar ligado por corda através de mãos, braços ou dedos. A camisa será disponibilizada a todos os inscritos; a medalha, aos concluintes da prova; e os troféus aos primeiros colocados das categorias de faixa etária (18 a 29 anos; 30 a 39; 40 a 49; 50 a 59; e acima de 60 anos) da corrida de 10 km e da categoria Geral (5 e 10 km). Mas quem deseja participar da prova que festeja os 160 anos da maior cidade do Norte de Minas deve se apressar, pois as inscrições terminam no dia 23 de junho. Os interessados poderão realizar sua inscrição através do site oficial da Prefeitura de Montes Claros (www.montesclaros.mg.gov.br). É interessante lembrar que os atletas menores de 18 anos deverão apresentar autorização assinada pelo pai ou responsável no momento da entrega do kit, que se dará na véspera da corrida, entre 12 e 19 horas, na sede da Secretaria de Esportes, na Praça dos Jatobás. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3229-3474. Imagens da medalha e do troféu da prova Via Ascom-Prefeitura
JIMI 2017 começa nesta quarta-feira (14/6)

– Com a participação de 194 municípios, Jogos do Interior de Minas acontecem, simultaneamente, em oito cidades – Árbitro da FIFA, Alexandre Campos, apita disputa de futsal Os próximos dias serão de muito esporte nos quatro cantos de Minas Gerais. Entre os dias 14 e 18 de junho (quinta-feira a domingo), oito cidades recebem as etapas microrregionais dos Jogos do Interior de Minas (JIMI) 2017: João Monlevade, Pitangui, Jequitinhonha, Montes Claros, Pouso Alegre, Frutal, Cataguases e Ponte Nova. Estão previstas 974 partidas de basquete, futsal, handebol e voleibol, nos naipes masculino e feminino, com a participação de 194 municípios. As cerimônias de abertura acontecem nesta quarta-feira (14/6). Substituído em 2012 pelos Jogos de Minas, o JIMI volta ao seu formato original, atendendo a uma demanda da população mineira levantada durante os Fóruns Regionais de Governo. Neste ano, 321 municípios se inscreveram na competição – mais que o dobro da edição de 2016 dos Jogos de Minas Gerais. Para o secretário de Estado de Esportes, Arnaldo Gontijo, com 33 anos de tradição o JIMI traduz a importância do esporte na vida do povo mineiro. “É muito bom poder fazer parte deste retorno dos Jogos do Interior, que por tantos anos encantou, atraiu torcidas e motivou atletas de centenas de cidades. Quem é do interior, como eu, sabe o valor deste evento para a população, sabe como o JIMI mobiliza os municípios por onde passa, potencializa a economia, o turismo e a interação entre os participantes”, destaca. O secretário ressalta ainda o papel do evento no incentivo à prática esportiva pela população. Uma pesquisa divulgada recentemente pelo Ministério do Esporte revelou que, no país, seis em cada dez pessoas com 15 anos ou mais não praticaram esporte ou atividade física entre setembro de 2014 e setembro de 2015, contra 37,9% que praticaram. Em termos de população projetada, são mais de 100 milhões de sedentários e 61,3 milhões que se consideram mais ativos. Atletas vivem expectativa Cerca de 1.225 km separam Araporã, cidade com 6.717 habitantes na divisa de Minas com Goiás, e Jequitinhonha, município com 25.465 moradores, sede da microrregional Jequitinhonha-Mucuri, localizada no leste do estado. A distância, no entanto, não diferencia a expectativa dos atletas pela participação no JIMI. Os times masculinos araporenses participarão das disputas de basquete, futsal e handebol em Frutal – microrregional Triângulo Noroeste. Para o atleta Rodrigo Santana, goleiro do time de handebol, voltar ao JIMI é uma oportunidade de retomada do tradicional time da cidade. “Já participei em outras seis edições, comecei quando tinha 17 anos, e agora estou com 32. Nosso time é bem mesclado, alguns atletas com mais trinta anos e outros ainda são jovens”, afirma. O atleta ainda conta que as expectativas da equipe para os Jogos são grandes. “Temos uma base forte em Araporã e vamos entrar em quadra com o intuito de ganhar medalha”, declara. Já em Jequitinhonha, a ansiedade é dupla: por sediar a competição e para entrar em quadra. A cidade receberá representantes de 32 municípios – o maior número entre as microrregionais. Segundo o técnico de basquete masculino jequitinhonhense João Paulo Cabral, o time já está preparado para a disputa. “A equipe já participa há muitos anos dos Jogos, temos um time jovem, com atletas que disputaram o JEMG e não têm mais idade para a competição escolar”, afirma. “Desde 2013 conseguimos boas campanhas e chegamos à fase estadual”, prosseguiu. De acordo com o profissional, a cidade também está pronta para receber o evento. “Estamos ansiosos pelo começo da etapa, o município se preparou, o comércio, e a população está bem animada também”, conclui. Competição de futsal contará com árbitro FIFA Alexandre Campos é de Juiz de Fora. Árbitro de futsal do quadro da FIFA desde 2011, ele traz no currículo importantes competições: torneios sul-americanos, Grand Prix, Mundial Universitário, quatro finais de Liga Nacional, quatro finais de Taça Brasil, diversos desafios internacionais – entre eles, o confronto entre Brasil e Argentina, realizado em 2014 em Brasília diante de 69 mil torcedores – e 13 edições do JIMI. Neste ano, Alexandre atuará na microrregional Vertentes-Mata, em Cataguases e garante que traz a mesma expectativa de quando é escalado para jogos profissionais. “Minha estreia no JIMI foi em 2004, em Conselheiro Lafaiete. Desde então, sempre que posso, tenho muito prazer de participar. Para mim, é uma competição de igual importância se comparada àquelas em que represento o Brasil”, conta. “Independente de qualquer coisa, o trabalho do árbitro deve ser sempre sério. Desde o primeiro dia, é necessário disciplinar as equipes para que as disputas transcorram com tranquilidade. Por se tratar de um evento que não é profissional, às vezes é necessário também instruir alguns atletas que não conhecem tão bem as regras”, relata. A poucos dias do início dos Jogos, ele assume a ansiedade. “Esse friozinho na barriga faz parte, é importante para o árbitro. Se você não tem isso, pode não conseguir realizar o trabalho de forma eficaz. É sempre bom e motivador”, encerra. JIMI terá três etapas Em 2017, o JIMI é realizado em três etapas. A microrregional é a primeira delas e aponta os classificados para a regional, que será realizada, entre 6 e 10 de setembro de 2017, em quatro sedes – Pitangui, São João del-Rei, Montes Claros e Itabira – com disputas de basquete, futsal, handebol e voleibol. Diferente do que aconteceu em 2016, as equipes classificadas serão agrupadas em apenas uma divisão. Já a etapa estadual acontece entre 11 e 15 de outubro, com esportes coletivos, além dos individuais e paralímpicos: atletismo (paralímpico e convencional), natação (paralímpica e convencional), ciclismo speed, ciclismo mountain bike, judô, karatê, taekwondo, xadrez, bocha paralímpica e basquete em cadeira de rodas. Confira a programação das cerimônias de abertura das microrregionais: João Monlevade (Metropolitana)Data e horário: 14 de junho (quarta-feira), às 19hLocal ainda será definido Pitangui (Sudoeste-Oeste) | Sede tem a presença confirmada do secretário de Estado de Esportes, Arnaldo GontijoData e horário: 14 de junho (quarta-feira), às 19hLocal: Ginásio Poliesportivo da Praça de EsportesEndereço: Rua Francisco Borja, s/nº
Zezé Perrella desiste de presidir o Cruzeiro

– Duramente atingido pela delação da JBS, acusado de ter recebido dinheiro de propina para Aécio Neves (PSDB-MG), o senador Zezé Perrella desistiu de disputar a presidência do Cruzeiro; nesta terça-feira, Perrella enviou uma carta aos conselheiros do clube mineiro informando que não irá disputar a eleição no final do ano – O senador Zezé Perrella (PMDB-MG) comunicou que está oficialmente fora da disputa pela presidência do Cruzeiro. Nesta terça-feira, Perrella enviou uma carta aos conselheiros do clube informando que não irá disputar a eleição no final do ano. Presidente do clube mineiro de 1995 a 2002 e de 2009 a 2011, Zezé Perrella é acusado de ter recebido dinheiro de propina do grupo JBS ao senador Aécio Neves. De acordo com a Polícia Federal, o montante foi depositado em uma empresa de Gustavo Perrella, filho do senador. As informações são de reportagem do UOL. Confira na íntegra o comunicado oficial de Zezé Perrella: Caros amigos (as) conselheiros (as), Manifesto a vocês, mais uma vez, a minha indignação por tudo que tem acontecido através de pessoas que se escondem atrás do anonimato das redes sociais e pequena parte da imprensa, cujo único objetivo é destruir reputações. Ressalto o “pequena parte” da imprensa porque, obviamente, os maus profissionais são poucos, mas existem e vivem mais de sensacionalismo do que da verdadeira notícia; mais dos boatos do que da realidade dos fatos. Em razão destes contratempos resolvi atender aos apelos dos meus filhos e familiares que sofrem junto comigo com tantas inverdades. Prometi a eles não me candidatar à Presidência do Cruzeiro Esporte Clube, que é minha outra grande paixão. Tenho que pensar também naqueles que tanto sofrem com tudo isso e são minha razão de viver e meu maior orgulho. Dediquei 20 anos da minha vida a serviço do nosso querido clube e acho que já dei minha contribuição: foram diversos títulos, investimentos em infra estrutura e elevação do nome do Cruzeiro a uma grande potência do cenário internacional, que fez do nosso time uma equipe temida como adversário de qualquer um. Àqueles que esperavam minha volta digo que não serei candidato, mas continuarei, como sempre, à disposição do Cruzeiro, seja com minha experiência como dirigente, seja como parlamentar. Na oportunidade, comunico que nosso grupo lançará a candidatura dos jovens SÉRGIO SANTOS RODRIGUES e GIOVANNI BARONI à eleição Presidencial, que, junto a um terceiro nome que será escolhido dentre nossos pares, comporão a nossa já conhecida chapa “TRÍPLICE COROA”. A eles peço o voto e empenho pois certamente são as pessoas certas para trilhar o caminho de conquistas que construímos, tanto dentro quanto fora de campo. Como disse, não pretendo em momento algum me ausentar do Cruzeiro, sempre presente em meu coração e para quem sempre trabalharei. Com a eleição da nossa chapa eu, meu irmão Alvimar e todos aqueles que caminham conosco estarão sempre presentes para ajudar o Cruzeiro em todas as frentes. Continuo, ainda, à disposição de vocês, amigos Conselheiros, com as portas do meu gabinete e da minha casa sempre abertas. A vocês sou muito grato por terem me proporcionado uma das grandes alegrias da minha vida que foi ser Presidente do Cruzeiro. Obrigado por tudo e conto com vocês na eleição da nossa chapa “TRÍPLICE COROA” em outubro deste ano. SOMOS TODOS CRUZEIRO! Fraterno abraço, Zeze Perrella.
Vem aí a 1ª Copa MCTC de Futsal Escolar

– A Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Esportes e Juventude, irá promover, a partir do dia 14 de agosto, a 1ª Copa MCTC (Montes Claros Tênis Clube) de Futsal Escolar. – Entre os objetivos da Copa, estão o fomento da prática esportiva com fins educativos e o desenvolvimento dos talentos esportivos da cidade. Poderão competir alunos-atletas nascidos nos anos de 2003, 2004 e 2005, regularmente matriculados nas redes municipal, estadual e particular de ensino. As inscrições serão feitas até o dia 30 de junho na secretaria do Montes Claros Tênis Clube, em horário comercial. A Copa será realizada em quatro etapas, contemplando as categorias masculina e feminina: 1ª Etapa: Escolas Municipais (14 a 31 de agosto)Geraldo Magela2ª Etapa: Escolas Estaduais (11 a 29 de setembro)3ª Etapa: Escolas Particulares (16 a 27 de outubro)4ª Etapa: Copa dos Campeões – finais entre as duas melhores equipes de cada segmento escolar (6 a 10 de novembro) Segundo Geraldo Magela Durães, técnico de futsal do MCTC, a criação da Copa é muito importante para a classe estudantil de Montes Claros, uma vez que o JEMG (Jogos Escolares de Minas Gerais) se encerra em agosto, deixando um vácuo de competições esportivas no segundo semestre. A realização da 1ª Copa MCTC de Futsal Escolar terá o apoio das secretarias municipais de Educação e Saúde, da Guarda Municipal, Ascom, OAB, Polícia Militar, Superintendência Regional de Ensino e Sindicato das Escolas Particulares do Norte de MinasAscom – Prefeitura de Montes Claros
Cidade ganhará centro de convenções e de lazer

– Prefeito de Montes Claros assinou ordem de serviço para construção de um Complexo Esportivo e Centro de Convenções da Educação – – O prefeito Humberto Souto, assinou ordem de serviço para construção de um complexo esportivo na região do bairro Delfino Magalhães, contando com ginásio com quadra multiuso para a prática de diversos esportes e com pistas de atletismo e salto. Os recursos serão de cerca de R$ 4.950.000,00, sendo R$ 3.500.000,00 oriundos de recursos federais e R$ R$ 1.450.000,00 de recursos do tesouro municipal. A previsão do término da obra é de nove meses. Durante a assinatura da ordem de serviço o prefeito explicou que a obra é projetada para fazer parte do complexo do Mocão. “As negociações estão adiantadas para isso, pois o governador já demonstrou interesse em executar uma grande obra em Montes Claros, que seria o Mocão. Este complexo esportivo que estou autorizando a construção neste momento deverá fazer parte deste complexo total do Mocão, se a obra futura do estádio for viabilizada. Este convênio iria vencer em junho e se a Prefeitura não desse continuidade, tudo o que já foi feito seria perdido. Este será um espaço importante, para uma região importantíssima da cidade”, explicou. O prefeito também falou sobre o início das obras do Centro de Convenções da Educação, que será construído na Avenida Sidney Chaves. Humberto Souto explicou que muitos recursos já foram investidos nesta obra e que tudo estaria perdido se não houvesse continuidade. “Os recursos são oriundo de uma verba que eu viabilizei quando era deputado em 2007. Parte já foi investido, mas a não conclusão da obra mostra o descaso das administrações, que não deram continuidade às obras. Nós estamos fazendo diferente e vamos retomar essa construção, pois é preciso compromisso com os recursos públicos”, disse o prefeito, que também anunciou que parte desses recursos deverão ser usados para a abertura de uma Avenida que irá desafogar o trânsito da Avenida João XXIII. Durante a assinatura da ordem de serviço, o secretário de Esportes, Igor Dias, destacou a necessidade dessas obras. “O complexo esportivo é de suma importância para a cidade. Na organização de eventos simples, como o JEMG, enfrentamos grandes dificuldades. Este local vai suprir esta lacuna”, afirmou. Fonte: Ascom – Prefeitura de Montes Claros
Zezé Perrella toma o lugar de Eurico Miranda

– Eurico Miranda carregou por muito tempo a pecha de um inescrupuloso cartola-parlamentar – tinha motivos para isso. Agora, a bola passou para Zezé Perrella. O senador e ex-presidente do Cruzeiro personifica hoje a imoralidade na política e no futebol. – por Augusto Diniz, via GGN Ainda vice-presidente do Vasco, Eurico Miranda se tornou deputado federal em 1994. Apesar do cargo no clube carioca, mandava mais que o presidente. Foi nesse período que começou a acumular desafetos pelo seu jeito destemperado, e por apresentar métodos de gestão nada éticos. Em 1998 foi reeleito deputado. Em 2001 quase perdeu o mandato por se tornar suspeito de evasão de divisas. No ano seguinte não conseguiu se reeleger, mas virou presidente do Vasco. Porém, já tinha acusações contra ele por desvio de recursos, crime eleitoral e enriquecimento ilícito, parte reunida no relatório de uma CPI do futebol realizada àquela época no Senado. O jeito debochado em lidar com as incriminações o fez um personagem folclórico do futebol e da política, mas que no fundo não passava de um sujeito vil. Em 2014, depois de seis anos, Eurico Miranda voltou à presidência do Vasco. Essa posição do Eurico de infame no meio político e futebolístico pertence hoje a Zezé Perrella. Ele ocupou quatro mandatos na presidência do Cruzeiro a partir de 1995. Foi eleito deputado federal em 1998 e deputado estadual em 2006. Tornou-se senador depois da morte de Itamar Franco, já que era seu suplente, permanecendo até hoje no cargo. Como dirigente do futebol, foi acusado de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito. Já atuando no Senado, teve um helicóptero da família apreendido com quase meia tonelada de pasta básica de cocaína. O caso até hoje carece de explicação convincente, já que não houve condenação, embora a expressiva quantidade de drogas encontrada no aparelho revele indícios de rede de tráfico. Mas a passagem de bastão da canalhice-mor da tabelinha futebol-política de Eurico para Zezé Perrella ocorreu por esses dias – logo agora que ele se preparava para voltar à presidência do Cruzeiro. Zezé Perrella, na delação da JBS, segundo rastreamento da Polícia Federal, recebeu R$ 2 milhões por meio de uma empresa da família, recurso este desviado pelo seu aliado de longa data, Aécio Neves – o dinheiro, na verdade, tratava-se de propina pedida por Aécio a JBS. Perrella disse que nunca recebeu “um real sequer” da empresa. Mas tomou lugar de Eurico como infame cartola-político pelas provas contundentes apresentadas nesse caso pela Polícia Federal; e pelo histórico de dribles na Justiça a partir das fortes suspeitas recaídas sobre ele de todo tipo – assim como o fez Eurico Miranda ao longo de sua vida.