Montes Claros vai transformar áreas públicas em campos de futebol

 A Prefeitura de Montes Claros irá transformar áreas verdes, muitas delas servindo de depósito de entulho irregulares, em campos de futebol. A meta é criar nesta administração dezenas de novos campos em todo perímetro urbano. A medida faz parte da política de democratização da gestão pública implantada pelo prefeito Humberto Souto, através de ações que atendam aos anseios da população. O projeto também irá melhorar o visual da cidade e inibir a ação de quem despeja resíduos e lixo em locais inapropriados, melhorando a qualidade de vida e reduzindo as invasões em espaços públicos. A construção dos campos de futebol será feita de forma gradativa, sendo que a primeira etapa será a limpeza das áreas, com retirada do lixo e entulho. Depois serão instaladas as traves e, em algumas áreas, o cercamento dos espaços, para, em meados do mês de novembro, no início do período chuvoso, ser iniciado o plantio das placas de grama e realizado o acabamento nas áreas verdes. Sempre que possível serão instalados os equipamentos e mobiliário urbano para incentivar as práticas esportivas e melhorar a qualidade de vida da população. Com a criação destes espaços, a Prefeitura possibilitará novas oportunidades a crianças, jovens e adultos, especialmente quem reside dos bairros mais periféricos, melhorando a qualidade de vida, afastando a população de práticas ilícitas. Os moradores terão oportunidades para praticar esporte com qualidade, contribuindo na promoção do desenvolvimento social, esporte, saúde, e, principalmente, preservando o meio ambiente. Compensação – Parte dos serviços executados serão realizados utilizando recursos de compensação ambiental, disponíveis através do licenciamento ambiental de empreendimentos que se instalam no município de Montes Claros. Assim, se otimiza o uso da verba pública, realizando obras importantes para a população de forma mais rápida. Denúncias – As áreas verdes ocupadas ou com acúmulo de lixo e entulho, podem ser denunciadas pela comunidade junto ao Grupamento Tático Ambiental (153), na SEMMA (2211-3324) ou através do aplicativo Denuncie SEMMA, disponível para download em smartphones Android e IOs.https://portal.montesclaros.mg.gov.br/noticia/meio-ambiente/prefeitura-vai-transformar-areas-publicas-em-campos-de-futebol

Ex-técnico da Seleção critica Moro e diz que sempre defenderá Lula

Em entrevista a um jornalista esportivo, o ex-técnico da seleção brasileira, Vanderlei Luxemburgo, disse que sempre defenderá Lula e atacou o juiz Sérgio Moro: “Continuo sempre sendo Lula e vou sempre defendê-lo”, reafirmou Vanderlei Luxemburgo, que disse ainda que ‘Se Lula roubou, eu sou o maior idiota do mundo.’ Sobre Moro, o ex-técnico foi além e disse que “Um juiz de primeira instância jogou nossa Constituição no lixo, mandou prender, mandou matar, mandou fazer não sei o que, passando por cima de todo mundo. Ele poderia ter feito tudo o que fez, mas sem atropelar a Constituição”, avaliou o fã de Lula. Vanderlei Luxemburgo, que já foi treinador de clubes como Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro, além de ter passagens pelo Real Madrid e pela Seleção Brasileira, disse que tem ligação histórica e familiar com a esquerda e que o juiz Sérgio Moro jogou a Constituição no lixo Em entrevista a um jornalista esportivo, Luxemburgo disse que sempre defenderá Lula por ideologia. O treinador lembrou que sua mãe chamava-se Rosa de Luxemburgo em homenagem a filósofa e economista polonesa, e que seu pai e avô eram sindicalistas e foram perseguidos por serem de esquerda. Ele também criticou a atuação do juiz Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente Lula e pediu sua prisão. “Um juiz de primeira instância jogou nossa Constituição no lixo, mandou prender, mandou matar, mandou fazer não sei o que, passando por cima de todo mundo. Ele poderia ter feito tudo o que fez, mas sem atropelar a Constituição”, criticou Luxa Ele ainda disse que o Brasil está a deriva há três anos e temos um país ‘sem respeito’. O treinador ainda reafirmou que defende Lula por ideologia. “Continuo sempre sendo Lula e vou sempre defendê-lo”, disse.

Copa do Mundo da Rússia – França assume o poder do futebol

 França é a dona da taça da Copa do Mundo da Rússia. Vai levar a Paris a peça de ouro e sustentar nos próximos quatro anos a hierarquia do futebol até que surja um novo campeão no Catar em 2022. Uma das favoritas desde que pisou em Moscou há pouco mais de um mês, seleção francesa deixa para trás gigantes adormecidos e entra no seleto grupo de quem tem mais de uma Copa na sua coleção com as conquistas de 1998 e agora em 2018. A vitória com autoridade por 4 a 2 diante da lutadora Croácia, neste domingo no estádio Luzhniki com 78 mil torcedores, simboliza o tamanho dessa França, recheada de jogadores de origem nas colônias africanas e disposta a ditar novos rumos do futebol, claro, se a concorrência não reagir. A fonte é fértil. Mbappé, 19 anos, foi eleito pela Fifa melhor jogador jovem da Copa. A derrota não estremece a Croácia, uma pequena nação de 4,1 milhões de habitantes que teve seus jogadores criados sob sofrimento, som e pânico de balas zunindo nas ruas durante a guerra dos Balcãs nos anos de 1990. É uma geração vencedora por natureza e por isso não se entregou nunca nesta Copa da Rússia até o colapso sem saída na final do Mundial. O reconhecimento da luta vem com Modric, 33 anos, eleito pela Fifa melhor jogador do Mundial. O JOGO Croatas sofreram um duro castigo no primeiro tempo. Dominadores do jogo, levaram dois gols em lances de bola parada – quase 50% dos gols desta Copa –, com direito a um deles por indicação do VAR (arbitragem de vídeo), em dois raros ataques sem compromisso da França. A derrota parcial não cabia no futebol jogado pela Croácia. Desde o início da partida se impôs com troca de passes, com soberania, procurando os cantos do campo e dali os cruzamentos na área – característica marcante deste time. Provocou calafrios nos franceses, esteve a ponto até de marcar o primeiro gol com Perisic. Postura covarde, pelo time que tem, a França aceitava de forma passiva as investidas do adversário. Plantada no seu campo, lutava para impedir as ramificações dos croatas de uma árvore da vitória. Não queria correr riscos. Griezmann e Mbappé, arco e flecha dos Le Bleus, e Pogba, carregador de bola ao campo inimigo, não ultrapassavam a linha divisória. Futebol pobre, sem luz, mas coerente com sua estratégia. Croácia não era merecedora nem mesmo dos caprichos do futebol. Mas o imponderado muitas vezes premia quem não tem direito ao presente. Como no lance em que Griezmann cai, induzido ser abatido por uma falta inexistente, e o juiz argentino confirma a falta. Griezmann bate e Mandzukic desvia contra seu próprio patrimônio: Franca 1 a 0, aos 17. A dor do gol sofrido abate os croatas por dez minutos até que, em falta recebida por Perisic, Modric levanta na área, Varsalkjo escora de cabeça, Manduzkic completa o toque, também de cabeça, Vida domina rebote e serve a Perisic, que gira e faz um golaço de canhota. Empate merecido: 1 a 1, aos 28. Gol de Perisic faz a Croácia renascer e impor sua vontade na decisão da Copa. Futebol de muita obediência tática e simplicidade. Quando tudo parecia caminhar mais fácil aos croatas, apoiados pela maioria da torcida no Luzhniki, eles levam outro castigo. Esse de doer. Em raríssimo ataque francês, um escanteio demolidor com a bola chicoteando na mão de Perisic. Pitana recorre ao VAR e marca pênalti. Griezmann bate e faz o segundo: 2 a 1 França, aos 37. Croácia deveria recomeçar sua história. A França apenas sustentar a hierarquia. Uma injustiça. Segundo tempo não havia muito a fazer por parte dos croatas. Ou aceleravam o passo em busca do empate ou a taça estaria encaminhada a Paris. O problema é que eles não poderiam abrir sua casa para Mbappé entrar. Garoto como trem-bala e de dribles desconcertantes seria um tormento nos contra-aques. Depois de dez minutos de muito pelejar, Croácia começou a sentir o peso da derrota e da diferença de um time para outro. No primeiro contra-ataque bem encaixado de Mbappé sai o gol de Pogba em jogada que ele mesmo havia iniciado: 3 a 1, aos 14. Pogba e Griezmann assumiam as rédeas do jogo. Davam velocidade na saída ao ataque e contornavam todos os problemas. Da trama deles, nasce gol de Mbappé, em bola desviada na zaga: 4 a 1. A Copa já tinha um destino. Como os croatas, arrastados até ali na final do Mundial depois de três prorrogações e muita luta, poderiam impedir avalanche francesa? Era preciso dobrar os esforços, impedir ação de Griezmaan e Pogba, dar um jeito de frear Mbappé e criar situações de gol. Ufa! Não era uma tarefa fácil. E, com 4 a 1 no lombo, pior ainda. Acontece que o goleiro Lloris, capitão francês, se descuida na saída com os pés e dá um gol de graça a Mandzukic: 4 a 2. Um sopro de vida a quem precisava de muito oxigênio e um sinal de alerta a quem gozava de boa saúde. Tempo escorre como rio de fogo à Croácia e uma correnteza calma em águas limpas a favor do França. Modric não tem mais força e cabeça. Pogba esnoba sua fonte de energia. A Copa havia acabado faz tempo. Como há um bom tempo o canto da torcida francesa fazia ecoar e estender o manto dos Bleus no Luzhniki. França se legitima bicampeã e entra no grupo imponente de seleções que têm mais de uma Copa na sua coleção – Brasil, Alemanha, Itália, Argentina e Uruguai. E confirma sua autoridade de favorita desde o dia em que pisou na Rússia há pouco mais de um mês, deixando para trás gigantes adormecidos. Paris, a nova casa do futebol.

Negros na França: enquanto uns brilham na Copa, outros são mortos pela polícia

 Moradores de Nantes atearam fogo em automóveis em protesto contra o assassinato de Aboubakar Fofana, de 22 anosCinco dos onze titulares da Seleção Francesa têm raízes na África Subsaariana. O zagueiro Umtiti é natural de Camarões. Os pais do volante Pogba nasceram em Guiné; os de Kanté, em Mali. O atacante Mbappé é filho de mãe camaronesa e pai argelino. Por Daniel Giovanaz – Brasil de Fato  Há pelo menos 20 anos, o país – que sempre teve homens brancos como chefes de Estado – depende de imigrantes negros para ser protagonista no futebol. Thuram, Desailly, Vieira e Karembeu, todos nascidos fora da Europa, carregaram o piano para o franco-argelino Zidane brilhar em 1998. A aceitação e o reconhecimento em campo nunca significaram o fim da exclusão social, da xenofobia e da violência nas ruas. Assim como os pais do volante Pogba [foto], os pais de Fofana nasceram em Guiné e emigraram para a França no final do século passado / Divulgação – FifaDos 23 jogadores convocados pelo técnico Didier Deschamps, quatro nasceram em outros países, onze são filhos de imigrantes e outros quatro têm avós não-francesesNo mesmo dia em que a França comemorava a vitória sobre o Uruguai nas quartas-de-final, mil pessoas marcharam em Nantes, a 340 km de Paris, em protesto contra o assassinato do jovem Aboubakar Fofana, de 22 anos, por um policial. Depois da manifestação pacífica, moradores atearam fogo em 50 automóveis, invadiram e depredaram vários estabelecimentos comerciais. Quatro pessoas foram detidas e passaram a noite na delegacia. O agente policial, autor do disparo que acertou o pescoço de Fofana na terça-feira (3), não teve seu nome revelado à imprensa, mas cumpre prisão preventiva desde o dia 5. Na primeira vez que foi interrogado, ele disse ter agido em legítima defesa. Menos de 48 horas depois, mudou a versão e declarou que o tiro foi “acidental”. Por intermédio do advogado Loïc Bourgeois, a mãe e irmã de Fofana acusaram a polícia e a imprensa de manchar a honra da família, ao colocar em evidência o passado judicial da vítima. Filho de pais nascidos em Guiné, Fofana é negro e tinha um mandado de prisão por roubo e associação a criminosos. Guiné é uma ex-colônia francesa na África Ocidental, independente desde 1958, e tem o sexto pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do planetaHistórico perverso Um dos grupos que organizou protestos pacíficos contra a morte de Fofana é a Brigada Anti-Negrofobia. Os integrantes do movimento interpretam que a cor da pele e a origem social do garoto foram decisivos para que o disparo fosse efetuado. A hipótese de crime racial encontra respaldo em um histórico recente de violência policial contra jovens negros na França. O caso mais emblemático aconteceu em 2005, quando dois adolescentes foram eletrocutados enquanto se escondiam da polícia em uma subestação elétrica. Foram três semanas de protesto em várias regiões do país, com dez mil carros queimados em um único dia. Os incêndios chamaram a atenção do mundo para a “favelização” dos subúrbios das grandes cidades francesas – bairros sem infraestrutura de serviços, com prédios construídos há mais de 50 anos, onde vivem mais de 10% da população do país, inclusive Fofana e sua família. Fofana é regra, Pogba é exceção Os craques da Seleção Francesa com ascendência africana foram gestados em bairros com indicadores sociais semelhantes. O jovem Mbappé nasceu e cresceu em Bondy, distrito de 50 mil habitantes a 12 km de Paris, local de grande concentração de imigrantes da África e Ásia. As condições de moradia, educação e saúde são precárias, e o esporte é vendido como a única forma de ascensão social. Lagny-sur-Marne, comuna de 21 mil habitantes no interior de Paris também assolada pela pobreza e pela violência urbana, foi onde o volante Pogba passou a infância. Os pais do ídolo do Manchester United – assim como os pais de Fofana – deixaram Guiné no início dos anos 1990, em um movimento migratório que ficou conhecido como “crise de refugiados”. A maioria dos pedidos de exílio que a França recebe vêm de cidadãos de ex-colônias na África, que falam o idioma francês e desejam escapar das mazelas ou das guerras civis, produto da partilha irresponsável do continente pelas potências europeias. Além de Guiné, outros 19 países se declararam independentes da França entre as décadas de 50 e 70. Três deles estão entre os cinco piores IDH do mundo: Chade, Níger e Burkina Faso. Segundo reportagem da revista Carta Capital, até o ano passado a França havia negado 72% das solicitações de exílio – uma das taxas de rejeição mais altas do planetaFofana poderia ser Pogba. Com um punhado a mais de oportunidade, talento, sorte, sabe-se lá o que lhe faltou. E o policial, que certamente admira Pogba, não poderia ter atirado em Fofana. Mas atirou. O incêndio que se alastrou Nantes em plena Copa não permite ilusões. Fofana é regra, Pogba é exceção. E a França só aplaude os excepcionais.

Não dá pra pensar que é “só futebol” o que estará em campo no domingo

 Na Rússia que derrotou o nazismo vai à final um time com clara presença de fascistas xenófobos. É terrível.  Confesso que fico com o coração apertado. Será um impacto ver os times de França e Croácia alinhados em campo no domingo.  * Por Mauro Lopes De um lado, um time que é uma bela colcha de retalhos multicor, com jogadores filhos de migrantes que comeram o pão que o diabo amassou, mas fizeram sua vida na França, um time que sofre, mas enfrenta, a oposição dos racistas de Le Pen. Do outro, só brancos, um time povoado de fascistas. A presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic, tem feito sucesso nos estádios russos ao acompanhar o time envergando roupas quadriculadas, a estampa do uniforme número um da seleção. As TVs fazem a festa com as imagens de Kitarovic. Mas não informam que ela, ex-alta funcionária da OTAN, foi eleita em 2015 numa aliança de seu partido, a União Democrática Croata, com outros sete partidos de direita e de ultradireita, derrotando o candidato social-democrata. O primeiro-ministro do país, Andrej Plenković, fez manifestações expressas de solidariedade ao general Slobodan Praljak, que se suicidou logo de pois de ser condenado em 2017 por bárbaros crimes de guerra em Haia. Está bem que a França não é o paraíso: que o digam os argelinos, que o digam os operário em luta contra o neoliberalismo, que o digam os migrantes em resistência contra a Frente Nacional de Marie le Pen. Macron não é um homem de esquerda (já foi), hoje trafega na direita conservadora neoliberal no espírito dos democratas americanos da ala de Hillary Clinton, representantes do capital financeiro globalizado. Mas na França ainda há democracia, mesmo alquebrada, ainda há espaço para a afirmação da liberdade, e sua seleção é o avesso do racismo de fundo nazista. O fascismo entre os jogadores da seleção croata não é repudiado pela mídia, governo ou por entidades do país, exceto uma minoria vinculada aos direitos humanos. Para as elites locais, o passado nazifascista do país é visto como parte da formação do atual Estado Croata, não existindo um sentimento público de repulsa. Os jogadores croatas, poucos dias atrás, depois da vitória contra a seleção da Argentina, gravaram e espalharam nas redes, orgulhosos, um vídeo cantando a música Bojna Cavoglave, uma canção nacionalista e xenófoba, que faz apologia da ajuda da Croácia aos nazifascistas na Segunda Guerra. E isso, repito, no solo da nação que impediu o mundo cair diante do absurdo nazista. Não dá pra pensar que é “só futebol” o que estará em campo no domingo. * Mauro Lopes é jornalista e editor do 247

Seleção brasileira amarelou e caiu diante dos Diabos Vermelhos

 BRASIL CAI DIANTE DO TIMAÇO DA BÉLGICA –O Brasil se despediu da Copa do Mundo nesta tarde, ao perder por 2 a 1 para a seleção da Bélgica. Os Diabos Vermelhos mostraram superioridade com o excepcional trio de ataque formado por De Bruyne, Lukaku e Hazard. A Bélgica surpreendeu o Brasil e marcou duas vezes antes do intervalo, com um gol contra de Fernandinho e outro em excelente finalização de Kevin de Bruyne. Fernandinho completou um escanteio contra seu próprio gol aos 13 minutos. Ao tentar o gol de empate, o Brasil levou o segundo gol quando Romelu Lukaku encontrou De Bruyne, que chutou de forma precisa aos 31 minutos da entrada da área. No segundo tempo, Renato Augusto diminuiu de cabeça, e, embora o Brasil tenha pressionado muito em busca do empate, o placar permaneceu em 2 x 1. No primeiro tempo o Brasil esteve apático, irreconhecível, e permitiu que os belgas marcassem seus dois gols. No segundo tempo, Brasil melhorou em campo e diminuiu a vantagem com Renato Augusto, mas a Belgica foi simplesmente melhor. Com o sonho do hexa interrompido, brasileiros agora devem se voltar para os problemas do País.

Brasil vence o México e vai enfrentar a Bélgica, que venceu o Japão

Com gols de Neymar e Firmino no segundo tempo, a seleção brasileira derrotou o México por 2 x 0, nesta segunda-feira, em partida tensa em Samara, e se classificou para as quartas de final da Copa do Mundo da Rússia. Agora, a seleção brasileira enfrentará na próxima fase a seleção da Bélgica, que venceu de virada a seleção do Japão, por 3 X 2, com gols de Vertonghen, Fellaini e Chadli. Os jols do Japão foram de Haraguchi e Inui.  Com uma atuação irregular, a equipe brasileira foi pressionada no começo da partida, mas teve bons momentos, principalmente na segunda etapa, quando marcou logo nos primeiros minutos com Neymar e fechou o marcador no final através de Firmino. Neymar fez contra o México seu melhor jogo no Mundial e foi eleito o melhor em campo pela primeira vez na Rússia. “Tem momentos que temos que aprender a sofrer e hoje foi sofrido em alguns momentos, mas mostramos toda qualidade”, disse Neymar após a partida. O México começou muito melhor o jogo, com marcação sob pressão, colocando dificuldade na saída de bola do Brasil. Com dribles rápidos pelas laterais e cruzamentos, os mexicanos assustaram a defesa brasileira, porém sem criar uma grande oportunidade de gol. A seleção respondeu aos 25 minutos com Neymar, que driblou a marcação pela esquerda e chutou de direita para boa defesa do goleiro Ochoa. A partir daí, o time do Brasil melhorou e teve chances com Philippe Coutinho, que chutou para fora, e Gabriel Jesus, após jogada dentro da área em que ele puxou para chutar de perna esquerda, mas a bola ficou no meio do gol, facilitando a defesa de Ochoa. No segundo tempo foi o Brasil que iniciou bem. Aos 3 minutos, Coutinho teve chance em chute dentro da área que Ochoa de novo espalmou. Aos 6, saiu o gol brasileiro. Neymar deixou a bola na entrada da área de calcanhar para Willian, que avançou pela esquerda e chutou cruzado. Neymar apareceu dentro da pequena área de carrinho e empurrou para o gol. O Brasil quase ampliou em bons chutes de Paulinho e Willian defendidos por Ochoa, goleiro que parou a seleção há quatro anos, no Mundial no Brasil, num empate em 0 x 0 na fase de grupos. O México, que antes dos 15 minutos já tinha feito as três substituições com a entrada de jogadores de frente, tentou o empate em chute de Vela que Alisson espalmou. O volante Casemiro recebeu cartão amarelo, o segundo dele no Mundial, e está fora das quartas de final. Aos 27 minutos, Layún pisou no tornozelo de Neymar e não foi advertido, em momento da partida que os lances começaram a ficar mais violentos. Fernandinho substituiu Paulinho nos minutos finais, e Firmino entrou no lugar de Coutinho, com o México partindo para pressão em busca do empate. Mas quem marcou foi o Brasil, aos 43 minutos, em jogada iniciada por Neymar, que tentou o gol pela esquerda e a bola sobrou para Firmino balançar as redes.   Bélgica vira para cima do Japão encara Brasil nas quartas de final A Bélgica sofreu para vencer o Japão de virada por 3 a 2, nesta segunda-feira em Rostov-on-Don, nas quartas de final da Copa do Mundo-2018. Todos os gols saíram na segunda etapa, com os Samurais Azuis abrindo vantagem com Haraguchi (48) e Inui (52) e sugerindo mais uma zebra no mundial russo. Mas os Diabos Vermelhos reagiram com Vertonghen (69), Fellaini (74) e Chadli (90+4) e se colocaram como desafiantes do Brasil na sexta-feira, em Kazan. Quando a partida se encaminhava para a prorrogação, Courtois iniciou contra-ataque mortal que passou pelos pés de De Bruyne, Meunier e foi terminar com Chadli, que aproveitou corta-luz de Lukaku e só teve o trabalho de empurrar para as redes. Golaço que valeu a classificação. A Bélgica colocou à prova a melhor campanha da fase de grupos da Copa, com 100% de aproveitamento e maior número de gols marcados. Liderados por Eden Hazard e Romelu Lukaku, os europeus se recuperaram de um possível vexame e asseguraram a vaga nas quartas de final. Questionada pela postura pouco esportiva na última rodada da fase de grupos, administrando derrota por 1 a 0 para a Polônia para se classificar às oitavas de final por ter menos cartões amarelos que Senegal, a seleção japonesa entrou em campo com outra atitude. O Japão quase complicou a vida da badalada equipe belga, mas acabou cometendo erro infantil no final que consolidou a eliminação.

Argentina e Portugal estão eliminadas da Copa do Mundo 2018

 As seleções de Portugal e Argentina foram as duas primeiras eliminadas, nesse sábado (30), nas oitavas de final da Copa do Mundo 2018. O time de Lionel Messi foi despachado primeiro ao ser derrotado por 4 a 3 pela França de Kylian Mbappé — autor de dois fulminantes gols, que anteciparam o check-in da Argentina. Quem esperava um Lionel Messi decisivo assistiu a uma atuação de gala de Kylian Mbappé. O jovem craque francês marcou dois gols, sofreu o pênalti convertido por Griezmann e comandou as ações mais perigosas do ataque da França na vitória por 4×3. Impulsionados pela velocidade e pela potência de Mbappé, os franceses poderiam ter goleado os argentinos na abertura das oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia, mas viram sua defesa ser vazada três vezes pelo insistente ataque argentino. Já Portugal de Cristiano Ronaldo, o CR7, voltou para casa depois de perder de 2 a 1 para o Uruguai de Edinson Cavani. Neste domingo (1º), a bola vai continuar rolando na Copa. Espanha e Rússia se enfrentam às 11h e Croácia e Dinamarca têm confronto marcado às 15h. E manhã, (02) será a vez de Brasil e México.

Brasil vence Sérvia por 2 X 0 e enfrentará o México nas oitavas

 Os gols do Brasil foram marcados por Paulinho, no primeiro tempo, ao completar ótimo lançamento de Philippe Coutinho, e pelo zagueiro Thiago Silva, de cabeça, após cobrança de escanteio (Reuters) – A seleção brasileira venceu a Sérvia por 2 x 0 em seu último jogo pela fase de grupos da Copa do Mundo e se classificou com o primeiro lugar do Grupo E para enfrentar o México nas oitavas de final do Mundial, em partida nesta quarta-feira em que fez sua melhor apresentação até o momento na Rússia, ainda que não tenha sido brilhante. Paulinho abriu o marcador aos 36 minutos do primeiro tempo com um toque de categoria por cima do goleiro sérvio, e Thiago Silva ampliou de cabeça na etapa final de um jogo que começou preocupante devido à substituição por contusão do lateral-esquerdo Marcelo com menos de 10 minutos. A seleção brasileira voltará a campo no dia 2 de julho para o duelo pela fase de mata-mata contra os mexicanos, que se classificaram mais cedo nesta quarta em segundo lugar do Grupo F apesar de uma derrota por 3 x 0 para a Suécia. Nessa chave, a atual campeã mundial Alemanha foi eliminada. A segunda posição do Grupo E ficou com a Suíça, que empatou por 2 x 2 com a já eliminada Costa Rica na outra partida da chave e agora enfrentará a Suécia nas oitavas. O Brasil terminou com 7 pontos, contra 5 da Suíça, 3 da Sérvia e 1 da Costa Rica. O Brasil, que se classificaria até mesmo com um empate contra os sérvios, entrou em campo no Estádio do Spartak, em Moscou, ainda sem ter feito uma grande exibição na Rússia, após o empate por 1 x 1 com a Suíça na estreia e a vitória por 2 x 0 sobre a Costa Rica com dois gols marcados nos acréscimos. Logo no primeiro minuto, Neymar avançou com a bola dominada e rolou para Philippe Coutinho, que bateu da entrada da área, mas a bola acertou Gabriel Jesus, que estava impedido. Pouco depois Jesus recebeu lançamento, mas estava novamente em posição irregular. Enquanto a Sérvia apostava somente nas bolas cruzadas pelo alto para dentro da área, apostando na maior estatura de seus jogadores, o Brasil tinha em Neymar e Coutinho suas principais esperanças de chegar ao gol. Um passe em profundidade do camisa 10 colocou Jesus em boa condição de marcar, mas o atacante teve o chute desviado pela defesa após cortar o zagueiro para bater de direita. Outra jogada em profundidade, dessa vez um lançamento pelo alto de Coutinho para Paulinho, resultou no primeiro gol brasileiro. O volante do Barcelona veio por trás da defesa e tocou por cima do goleiro Stojkovic para abrir o marcador. Depois de um primeiro tempo praticamente sem ter seu gol ameaçado, o Brasil precisou que Thiago Silva salvasse duas bolas dentro da área no início da segunda etapa em um momento de intensa pressão dos sérvios, que partiram para o tudo ou nada em busca de evitar a eliminação. O goleiro Alisson também fez boas defesas, a principal delas em cabeçada do atacante sérvio Mitrovic. Para lidar com a pressão sérvia, o técnico Tite trocou Paulinho por Fernandinho, mas o que abalou o impulso ofensivo dos sérvios foi o segundo gol brasileiro, marcado por Thiago Silva, de cabeça, após cobrança de escanteio de Neymar, aos 23 minutos. A partir do segundo gol a seleção brasileira passou a administrar o resultado trocando passes na intermediária, e Tite ainda reforçou a marcação no meio-campo com a entrada de Renato Augusto no lugar de Coutinho. Neymar, que assim como o restante do time brasileiro teve sua melhor atuação nesse Mundial, ainda teve duas boas chances de fazer o terceiro gol do Brasil ao ficar cara a cara com o goleiro, mas teve suas finalizações defendidas por Stojkovic. Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro

Argentina vence a Nigéria enfrentará a França nas oitavas de final

 SÃO PETERSBURGO (Reuters) – Um gol no final de Marcos Rojo deu à Argentina uma dramática vitória por 2 x 1 sobre a Nigéria no Grupo D, nesta terça-feira, que levou a seleção bicampeã mundial à fase eliminatória da Copa do Mundo. Lionel Messi marcou seu primeiro gol no torneio aos 14 minutos com uma ajeitada brilhante e um chute colocado. No entanto, a Nigéria empatou seis minutos após o intervalo, quando Javier Mascherano fez falta em Leon Balogun dentro da área e Victor Moses converteu a penalidade. Com o jogo se encaminhando para o final, Gabriel Mercado cruzou da direita aos 41 do segundo tempo e Rojo acertou um chute de primeira, sem deixar a bola cair no chão, despertando celebrações vibrantes dos argentinos. A Argentina enfrentará a França nas oitavas de final, depois de terminar em segundo no grupo, enquanto a Croácia jogará contra a Dinamarca, vice-campeã do Grupo C. Nigéria e Islândia estão fora depois de terminarem em terceiro e quarto, respectivamente. Reportagem de Simon Jennings