Roberto Carlos enalteceu o Governo Lula e lamentou a desastrosa política atual

O ex-lateral da Seleção Brasileira Roberto Carlos enalteceu o Governo Lula em entrevista ao ex-presidente do Equador, Rafael Correa. O programa “Conversando com Correa” foi exibido na última quinta-feira (21) diretamente da Rússia. Ao falar sobre política, lamentou a situação atual do país, definida por ele como “desastrosa”. Sem fazer referência direta ao presidente Temer, Roberto Carlos elencou a série de problemas enfrentada pela população brasileira em 2018. “Nós vivemos no Brasil uma situação política desastrosa. Com Lula, nós tínhamos pelo menos uma referência. Existia no Brasil a classe alta, a média e a pobre. Com Lula, eliminamos a pobreza. Agora, vivemos os problemas do aumento da gasolina, aumento do preço da comida, aumento do preços das passagens de avião. O ex-craque do Palmeiras e do Real Madrid arriscou uma breve análise econômica do país. “Voltamos a ser um país de terceiro mundo. Há três, quatro anos pelo menos não havia tanta diferença entre ricos e pobres”, disse o jogador. “Brasil era uma referência para a Europa”, completou Correa. Assista aqui a entrevista
A árdua missão de ser mulher e repórter em uma Copa

Jornalistas sofrem com o assédio dos torcedores durante a cobertura do evento de futebol na Rússia – Festa popular, promovendo o encontro e a congregação de etnias diversas, regada a cerveja, vodka, empolgação e gritos de gol. Ao mesmo tempo em que comprova sua dimensão festiva e multicultural a cada quatro anos, a Copa do Mundo masculina de futebol também expõe o caráter universal do machismo. Mal começou e o evento já registra casos de homens, de diferentes nacionalidades, assediando mulheres que circulam pelas cidades-sede na Rússia, sobretudo profissionais de imprensa. Repórter é agarrada por torcedor na praça Manege, em Moscou. Antes mesmo do início da Copa, Julieth González Therán, enviada especial da Deutsche Welle a Moscou, foi agarrada à força e beijada no rosto por um homem de boné, na praça Manege, enquanto fazia uma transmissão sobre a contagem regressiva para a cerimônia de abertura. No estúdio, diante do constrangimento da repórter colombiana, a apresentadora Ana Plasencia desabafou, questionando as medidas de segurança tomadas pela Rússia para receber o Mundial: “Percebo que os torcedores tomam a liberdade de distribuir beijos sem pedir permissão”. Para poder terminar a transmissão, Therán teve de ser cercada por pessoas que presenciaram o assédio e a protegiam de novas investidas. Em seu perfil no Instagram, ela se pronunciou exigindo respeito. “Não merecemos esse tratamento. Somos igualmente competentes e profissionais. Compartilho a alegria do futebol, mas devemos identificar os limites entre afeto e assédio.” No jogo entre Argentina e Islândia, fora do estádio de Nizhny Novgorod, um torcedor islandês fantasiado ameaçou interromper com gracejos a entrada ao vivo da repórter Agos Larocca, da ESPN, mas foi impedido por um produtor. Em frente a um dos portões de saída, a reportagem do jornal Superesportes registrou o momento em que dois torcedores argentinos assediaram e tentaram roubar um beijo de uma compatriota jornalista, que precisou se defender com o braço e o microfone para brecar a aproximação dos agressores. Brasileiros também protagonizaram outro episódio de assédio em solo russo. Em vídeos que viralizaram no último sábado, um grupo de torcedores com camisas do Brasil debocha de uma mulher – que, de acordo com informações compartilhadas nas redes sociais, seria uma repórter local e não entendia o português – cantando palavras obscenas e depreciativas. Entre os integrantes da trupe está o advogado Diego Valença Jatobá, ex-secretário de Turismo de Ipojuca, cidade da região metropolitana de Recife. À esquerda, torcedor islandês constrange repórter. Ao lado, brasileiros ridicularizam mulher na Rússia. No começo de junho, o Itamaraty e o Ministério do Esporte lançaram um guia recomendando a torcedores gays que evitassem demonstrações públicas de afeto na Rússia, por causa da intolerância a LGBT’s no país-sede da Copa. Porém, não havia instruções para os homens brasileiros sobre como se comportar diante de uma mulher ao longo do evento. Em maio, a Associação do Futebol Argentino (AFA) resolveu agir nesse sentido. Mas, em vez de prevenir, reforçava o machismo com uma cartilha distribuída a jornalistas em que indicava as melhores práticas para conquistar mulheres russas. “Trate a mulher como alguém de valor, com ideias e desejos próprios”, pregava uma das orientações. O campo fértil do assédio no futebolQuando a Copa foi disputada no Brasil, em 2014, mulheres da imprensa também sofreram com abordagens machistas. A repórter Sabina Simonato, da Rede Globo, por exemplo, acabou assediada em duas oportunidades. Na primeira delas, ela foi beijada no rosto por um torcedor croata enquanto transmitia informações da Avenida Paulista, em São Paulo. Depois, às vésperas do jogo entre Alemanha e Portugal, o beijo veio de um funcionário da Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, onde torcedores portugueses se reuniriam para assistir à partida. Colega de Simonato na Globo de Porto Alegre, a repórter Luciane Kohlmann, rodeada por torcedores holandeses, viu dois deles tomarem a liberdade de beijar sua bochecha. Embora encarados por muitos como brincadeira, os ataques de fãs de futebol a jornalistas já não são mais tolerados por mulheres que, a duras penas, tentam conquistar seu espaço em um meio tradicionalmente machista. Em março, na cobertura ao vivo do jogo entre Vasco e Universidad de Chile, pela Copa Libertadores, no Rio de Janeiro, a repórter Bruna Dealtry, do canal Esporte Interativo, foi beijada à força por um torcedor vascaíno. Constrangida, ela se limitou a dizer no ar que a atitude “não foi legal”, mas continuou a transmissão. O episódio, somado a outras agressões sofridas por mulheres da crônica esportiva nos estádios, ajudou a desencadear a campanha #DeixaElaTrabalhar, encabeçada por um grupo de 50 jornalistas brasileiras. Antes da Copa do Mundo, no fim de abril, um caso de assédio chamou a atenção no México. Maria Fernanda Mora, repórter da Fox Sports local, informava sobre a festa do título do Chivas Guadalajara na Concachampions 2018 até ser apalpada nas nádegas por um torcedor. Ela reagiu ao abuso golpeando com o microfone o agressor, que passou a insultá-la. Assustada com a repercussão na mídia, que descrevia sua reação como exagerada, Mora divulgou uma carta cobrando que o caso não fosse tratado como um simples arrimón – expressão utilizada no México quando um homem encosta o pênis em uma mulher na rua ou no transporte público, de tão comum que se tornou esse tipo de assédio no país. (veja aqui o vídeo) Nas redes sociais, outros torcedores passaram a atacá-la afirmando que ela havia “forçado a barra” ou que merecia ser estuprada. “Não me arrependo da forma como me defendi porque nós, mulheres, não vamos deixar e não vamos nos calar. É preciso deixar muito claro: o problema sempre é o agressor, e não nosotras”, escreveu. Assim como no Brasil, a violência sofrida por Mora motivou uma campanha de jornalistas contra o assédio sexual. Elas usaram as hashtags #NoMeToques e #UnaSomosTodas para denunciar ofensas machistas nos estádios mexicanos. Fonte: EL PAÍS
Como um país, uma seleção precisa de um líder – Por Fernando Brito

Ontem, perdoem a parcial ausência os amigos e amigas do blog, foi dia de Brasil na Copa. Dia de fazer o que, de quatro em quatro anos, o garoto que ouviu pelo rádio a tristeza de 1966, com a eliminação do Brasil – bicampeão do mundo – já na primeira fase da Copa, mal consolado pelo gol de Rildo nos 3 a um a que Eusébio e Simões abateram o sonho do tri do menino que nascera na primeira taça, não sabia de nada na segunda, mas que já cria, nas suas calças curtas, no tricampeonato afinal adiado. E, vendo o jogo contra a Suíça, que está longe de ser um bicho-papão, viu o time desabar à primeira dificuldade, felizmente contra um time que não era, como a seleção alemã de 2014, capaz de se aproveitar do desmonte do time do Brasil. Não, não, não falta futebol ao Brasil e só com muito contorcionismo mental se pode dizer que existe o “salto alto” dos “invencíveis da família Scolari” de quatro anos atrás. O time é bom e seu técnico foi capaz de lhe dar um estilo veloz e agressivo. O que nos falta, até agora, é um líder dentro de campo. Alguém que seja capaz não só de dançar na felicidade, mas de arrostar os infortúnios. Como o Didi, que carrega calmamente a bola de volta ao meio do campo depois de termos começado perdendo a decisão contra a Suécia, em 58. Como Carlos Alberto Torres e a “cacetada” dada no inglês Francis Lee, que havia acertado o goleiro Félix já no chão, depois que este defendera sua quase mortal cabeçada de “peixinho”, quando a Inglaterra dominava o nosso mais difícil jogo na Copa de 70. Porque futebol é uma mistura, claro, de talento e de personalidade. O papel de líder teria tudo para ser de Neymar, mas sua estrutura psicológica, até agora, não se mostrou à altura de exercê-lo. Esteve ausente do jogo e se isso aconteceu por compreensível falta de condições físicas depois de três meses parado foi errado não deixar para lançá-lo no segundo tempo, seja para entrar com o jogo resolvido e adquirir ritmo, seja para chamar a responsabilidade de resolver uma “pedreira”. A simplicidade do Neymar que surgiu garoto no time do Santos, porém, parece ter dado lugar a uma vaidade que se expressaria melhor na bola. Exatamente o inverso do que se passou com Cristiano Ronaldo, o grande nome da Copa nesta primeira rodada. Apanhou tanto ou mais que Neymar, mas não se ausentou, chamou para si a responsabilidade, contagiou os companheiros e evitou a derrota de Portugal para a muito melhor Seleção Espanhola com seus três gols e a concentração de gelo polar que conseguiu ter na cobrança de uma falta que, claro, ele mesmo sofrera. Era, como todos já vimos todos algumas vezes, daquelas certezas que moldavam o inevitável. O resultado do jogo brasileiro, em si, não foi um desastre, mas foi preocupante ver todos os jogadores repetindo, depois do jogo, um discurso ensaiado com o mesmo teor: “o gol suíço foi irregular, mas não cabia ficar comentando arbitragem”. Nunca fomos campões com um time “politicamente correto”, frio, sem ganas. Nem seremos, trocando o espírito de vira-latas pelo de pavão. As coletividades humanas, sejam um time de futebol ou uma nação, precisam de referências e de solidariedade, em porções generosamente iguais
Copa do Mundo – Torcedor pede Lula Livre em estádio da Rússia

– A solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua indo além das fronteiras brasileiras. Desta vez, um torcedor na Rússia, onde ocorre a Copa do Mundo, estendeu uma bandeira pedindo a liberdade do ex-presidente, condenado sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP) e detido, após Sérgio Moro emitir ordem de prisão sem o esgotamento de todos os recursos judiciais. Não é a primeira vez que Lula recebe solidariedade em nível internacional. Em abril, por exemplo, s Secretário Geral do Podemos e deputado, Pablo Iglesias, disse manifestar solidariedade ao povo brasileiro que está lutando contra o autoritarismo e pediu a liberdade de Lula. Em seguida o público também gritou fazendo o mesmo pedido. No dia seguinte (8), a Praça da República, em Paris, foi palco de uma manifestação contra a prisão de Lula. Pesquisa Datafolha, divulgada no domingo (10) pela “Folha de S.Paulo”, apontou o ex-presidente na liderança isolada na disputa presidencial, com 30% dos votos, seguido pelo deputado federa Jair Bolsonaro, do PSL (17%), e pela ex-senadora Marina Silva, da Rede (10%). O presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, e o do PDT, Ciro Gomes, aparecem com 6% cada.
GOLPE MATOU INTERESSE DOS BRASILEIROS PELA COPA

– Depois de um golpe sem precedentes, que devastou economia, sociedade e até os símbolos pátrios como as cores verde e amarela, a conta chega para aquilo que foi a maior paixão do brasileiro: o desinteresse pela Copa do Mundo atingiu o recorde de 53% da população, aponta Datafolha. Ontem, em tuíte, o ator José de Abreu já constatava a inédita desilusão com as cores nacionais, dizendo que o brasileiro não aceita mais o verde e o amarelo como identificação depois de tanta deturpação e tantos manifestoches. O desinteresse dos brasileiros com a Copa disparou às vésperas do início da disputa na Rússia, marcado para esta quinta-feira (14). O primeiro jogo do Brasil será domingo (17), contra a Suíça, às 15h (horário de Brasília). Segundo pesquisa nacional do Datafolha realizada na semana passada, 53% dos brasileiros afirmam não ter nenhum interesse pelo Mundial, isso em um ano eleitoral, com a economia fraca e ainda na ressaca de uma manifestação de caminhoneiros que quase paralisou o país. No final de janeiro, o índice de desinteressados era de 42%. (…) Segundo o Datafolha, a marca de agora é a pior às vésperas do torneio desde 1994, quando o instituto fez a pergunta pela primeira vez. O desinteresse pelo Mundial da Rússia se destaca entre as mulheres (61%), pessoas de 35 a 44 anos (57%), moradores da região Sul (59%) e aqueles com renda familiar de até dois salários mínimos (54%). O Datafolha ouviu 2.824 pessoas em 174 municípios na quinta (7) e sexta-feira (8), e a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Leia mais aqui.
Camisa da Seleção virou sinônimo da vigarice e é por isso que encalhou

Tem um meme que circula na internet que mostra uma menina chorando, vestindo a camisa da Seleção Brasileira, que diz: “Essa eu não quero, é a camisa do pato”. Por Joaquim de Carvalho – DCM O uniforme da Seleção Brasileira encalhou, porque virou símbolo de algo muito ruim: um movimento que destruiu a economia brasileira e tirou do poder uma presidente sem crime de responsabilidade. Símbolo de um movimento que não foi pelo bem do Brasil, mas por vingança, o terceiro turno das eleições de 2014. No Carnaval, a Acadêmicos do Tuiuti colocou na Sapucaí passistas com o uniforme da Seleção, montados na alegoria de um pato da Fiesp e guiados por uma mão grande. Além de golpista, a camisa da CBF virou então sinônimo de tolo, manipulado – o manifestoche, na definição do carnavalesco Jack Vasconcelos. E manchou com a cor da vergonha a Seleção Brasileira, sem exagero o retrato mais fiel do que este país é, um país de negros, mestiços. Se faltam oportunidades na sociedade em geral, no futebol lá estão eles, depois de vencerem muitos obstáculos. Meritocracia de verdade. O enganador, branco ou preto, não dura. É preto no branco. Talvez seja esta a razão de a Seleção Brasileira ter sido tão prestigiada: fazia todos se se sentirem representados. Mas não está empolgando mais. Na semana passada, o baterista do Ira André Jung se manifestou no Facebook: “A um mês da Copa e nada de verde e amarelo … sinto que o movimento paneleiro, hoje morto de vergonha, é o grande responsável pelo fracasso nas vendas de camisas, bandeiras, faixas e outros símbolos pátrios. A camisa da seleção virou uniforme de pato.” Neste fim de semana, durante a Virada Cultural, João Gordo, do Ratos do Porão, foi mais direto: “Tá chegando a copa e eu não vejo NINGUÉM com a camisa do Brasil. Pq essa camisa virou sinônimo de filho da puta, de golpista”. Sinônimo do que foi o maior engodo da história recente no Brasil. Uma camiseta que nos faz lembrar da foto que viralizou às vésperas do impeachment: o casal rico com os filhos no carrinho caminhando para a manifestação, todos de verde e amarelo, exceto a babá, negra, de uniforme branco. Um país que querem só pra eles, não para ela. Como esquecer? Entre outras muitas coisas, o golpe tirou do Brasil a alegria de torcer pela Seleção. Ainda vamos torcer, pode apostar, quando o brasileiro entrar em campo e mostrar ao mundo o talento no futebol. Mas torceremos sem a alegria de antes. A camisa amarela, o escudo da CBF, sempre nos fará lembrar de que o Brasil se tornou um país onde o maior líder popular foi preso — sem provas de que é corrupto — e os corruptos comprovados estão soltos. Um país usurpado. Um país indefensável. O verde e amarelo se tornaram as cores da vergonha
Lista fechada: Tite anuncia os 23 convocados para a Copa do Mundo
Sem Daniel Alves, cortado por conta de uma lesão no joelho, técnico da seleção brasileira convoca Danilo e Fagner para a lateral direitaAlisson. Ederson. Cássio. Danilo. Fagner. Marcelo. Filipe Luís. Miranda. Marquinhos. Thiago Silva. Geromel. Casemiro. Fernandinho. Paulinho. Renato Augusto. Fred. Philippe Coutinho. Willian. Neymar. Douglas Costa. Gabriel Jesus. Roberto Firmino. Taison. É para esse grupo de 23 jogadores que o brasileiro terá de torcer, é por eles que os dedos serão cruzados e as orações feitas entre 14 de junho e 15 de julho. São os nomes deles que serão estampados nas camisas dos fanáticos. São eles os escolhidos por Tite para tentarem o hexacampeonato na Copa do Mundo, na Rússia. O técnico anunciou na tarde desta segunda-feira (14), na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Com o auditório lotado e mais jornalistas aos montes do lado de fora, Tite saciou a curiosidade de milhões de pessoas. Sem nenhuma grande surpresa. Todos os 23 estão entre os 64 que ele convocou desde agosto de 2016, tempo de sua passagem pela Seleção. Todos estavam em muitos dos bolões realizados nas últimas semanas. Apenas seis são remanescentes na última Copa, marcada pelo 7×1 diante da Alemanha: Marcelo, Thiago Silva, Fernandinho, Paulinho, Willian e Neymar. Tite também explicou que a lista com 35 nomes foi enviada à Fifa, mas não revelou os outros jogadores. – A outra lista já está feita. Um pouco antes de a gente entrar, conversamos. A última informação do último atleta, com o do outro. A lista de 35 já está feita e fechada também. Agora segue o trabalho, um Mundial, de três a sete jogos. A etapa agora é de preparação. Assim que eu vejo a sequência de trabalho – avaliou Tite.
Blog do Esmael – Coxinhas choram o banimento do presidente da CBF

Política, religião e futebol são combinações perfeitas. É como se fosse uma mistura de arroz, feijão e carne. Por isso o banimento pela Fifa do presidente da CBF, Marco Polo del Nero, por corrupção, deixou os “amarelinhos” mais perdidos que cebola em salada de frutas nas vésperas da Copa do Mundo. Afinal, quer melhor combinação de “coxinha” com corrupção? É como feijão com arroz. A camisa da seleção brasileira de futebol foi injustamente apropriada como símbolo por aqueles que dizem lutar contra a corrupção, mas o diabo é que a mesma camisa amarelinha também é a expressão máxima do símbolo da própria corrupção no futebol brasileiro. Que contradição! Não é mesmo Globo? Não é de estranhar a contradição dos “coxinhas” neste país em que uma presidenta honesta — Dilma Rousseff — foi afastada por um Congresso Nacional sabidamente corrupto com o objetivo [do golpe] de aprofundar a corrupção. Pior: vestidos da camisa da seleção todos eles — coxinhas, Globo e deputados que estão presos — bateram panelas nas ruas e deram os braços para chegar neste atual estado de coisas. Se del Nero foi banido por corrupção, por que a Rede Globo também não o foi haja vista que a emissora também é investigada nos Estados Unidos por corrupção na transmissão de jogos da Fifa? Apesar da corrupção, do banimento de del Nero, da Globo, torçamos todos para que a seleção brasileira entre em campo — se possível com uma camisa vermelha — e faça bonito na Copa da Rússia. Que nos traga o título!
BELO CAMPEÃO – Lula Livre chega ao futebol e isola Moro

A pior desgraça que existe é o isolamento político. E é isto que aconteceu com o juiz Sérgio Moro ao aprisionar o ex-presidente Lula, como se explica adiante. O clamor pela libertação do petista chegou até aos estádios de futebol, dia de finais em todo o país. Foi o caso do Campeonato Paraibano, onde a torcida do Belo (Botafogo-PB) estendeu uma faixa com os seguintes dizeres: “Belo é Lula Livre.” Antes, porém, a denúncia da prisão arbitrária e política de Lula tinha chegado à arte e à cultura, qual seja, na música, no teatro, etc. Voltemos ao futebol. O Belo sagrou-se campeão do Paraibano de 2018 ao vencer neste domingo (8) o Campinense por 2 a 0. Os gols foram marcados no segundo tempo pelo atacante Nando e o zagueiro Lula. Haja premonição! Via Blog do Esmael O Botafogo-PB é o campeão paraibano de 2018. Após derrota por 1 a 0 no jogo de ida, no Amigão, na última quinta-feira, o Belo venceu o Campinense por 2 a 0 neste domingo, no Almeidão e, com sobra de um gol, conquistou o título da competição estadual. Os gols de Nando e Lula já no segundo tempo do jogo decisivo em casa fizeram a torcida explodir nas arquibancadas, soltando o grito de “Bicampeão!”, em referência também ao título conquistado na temporada passada. O Botafogo-PB foi melhor na primeira etapa. Buscou as jogadas ofensivas. Mas tomou dois sustos em lances de Jackinha em Macena, nos quais Saulo fez duas excelentes defesas. E numa primeira etapa na qual Jeferson ainda fez uma grande defesa em finalização de Marcos Aurélio, Gladstone perdeu um gol feito e Dico ainda teve um gol anulado, o que chamou atenção mesmo foi uma confusão. Integrantes da comissão técnica do Campinense se envolveram em confusão com os gandulas e, no fim das contas, a Raposa teve dois jogadores reservas expulsos: Delone e Orlan. E o placar ficou zerado ao fim da primeira metade de jogo. A segunda etapa no Almeidão foi ainda mais intensa. Logo aos quatro minutos, Nando, bem colocado na área, aproveitou uma sobra de bola, ajeitou no peito e, de perna esquerda, madou para as redes, marcando o seu 10º gol no estadual e confirmando também o título de artilheiro da competição. Rafael Jensen ainda foi expulso já aos 34 minutos, após fazer falta em Mário Sérgio e receber o segundo amarelo. E, no minuto seguinte, Lula aproveitou cruzamento de Marcos Aurélio para desviar de cabeça, mandar para as redes e sacramentar o título do Botafogo-PB. Daí para a frente, pouco mais de 10 minutos para o Belo segurar o resultado e soltar o grito de campeão. O Botafogo-PB comemora o seu 30º título estadual. Tanto que as camisas comemorativas do clube trazem o número 30 grafado. Mas há uma divergência nessa contagem. O Belo conta o título de 2002, que a Federação Paraibana de Futebol (FPF) credita como sendo do Atlético de Cajazeiras. O Alvinegro da Estrela Vermelha até ensaiou uma representação formal junto à FPF, alegando que o caso de 2002 foi julgado pelo STJD, que puniu o Trovão Azul pela inscrição irregular do goleiro Alonso – apesar de reserva, ele constava em várias súmulas da equipe. O problema é que o caso se arrasta desde a gestão de Rosilene Gomes e a Federação nunca sequer cogitou proclamar o Belo campeão daquele ano. Clube e torcedores pouco se importam com o posicionamento da FPF e comemoram: o Botafogo-PB tem 30 títulos. Campeão paraibano, o Botafogo-PB está classificado para a fase de grupos da Copa do Nordeste do próximo ano. Na condição de vice, o Campinense será o segundo representante da Paraíba na competição regional, mas terá que passar por uma fase preliminar, marcada para os dias 18 e 25 deste mês. O Botafogo-PB é o campeão paraibano de 2018. Após derrota por 1 a 0 no jogo de ida, no Amigão, na última quinta-feira, o Belo venceu o Campinense por 2 a 0 neste domingo, no Almeidão e, com sobra de um gol, conquistou o título da competição estadual. Os gols de Nando e Lula já no segundo tempo do jogo decisivo em casa fizeram a torcida explodir nas arquibancadas, soltando o grito de “Bicampeão!”, em referência também ao título conquistado na temporada passada. O Botafogo-PB foi melhor na primeira etapa. Buscou as jogadas ofensivas. Mas tomou dois sustos em lances de Jackinha em Macena, nos quais Saulo fez duas excelentes defesas. E numa primeira etapa na qual Jeferson ainda fez uma grande defesa em finalização de Marcos Aurélio, Gladstone perdeu um gol feito e Dico ainda teve um gol anulado, o que chamou atenção mesmo foi uma confusão. Integrantes da comissão técnica do Campinense se envolveram em confusão com os gandulas e, no fim das contas, a Raposa teve dois jogadores reservas expulsos: Delone e Orlan. E o placar ficou zerado ao fim da primeira metade de jogo. A segunda etapa no Almeidão foi ainda mais intensa. Logo aos quatro minutos, Nando, bem colocado na área, aproveitou uma sobra de bola, ajeitou no peito e, de perna esquerda, madou para as redes, marcando o seu 10º gol no estadual e confirmando também o título de artilheiro da competição. Rafael Jensen ainda foi expulso já aos 34 minutos, após fazer falta em Mário Sérgio e receber o segundo amarelo. E, no minuto seguinte, Lula aproveitou cruzamento de Marcos Aurélio para desviar de cabeça, mandar para as redes e sacramentar o título do Botafogo-PB. Daí para a frente, pouco mais de 10 minutos para o Belo segurar o resultado e soltar o grito de campeão. O Botafogo-PB comemora o seu 30º título estadual. Tanto que as camisas comemorativas do clube trazem o número 30 grafado. Mas há uma divergência nessa contagem. O Belo conta o título de 2002, que a Federação Paraibana de Futebol (FPF) credita como sendo do Atlético de Cajazeiras. O Alvinegro da Estrela Vermelha até ensaiou uma representação formal junto à FPF, alegando que o caso de 2002 foi julgado pelo STJD,
Vanderlei Luxemburgo foi ao Sindicato prestar sua solidariedade a Lula

Treinador de futebol chegou ao local acompanhado do ex-ministro Aldo Rebelo Em meio às celebridades que prestam apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde a noite de quinta-feira na vigília em São Bernardo do Campo, uma chamou a atenção neste sábado: o técnico Vanderlei Luxemburgo, com passagem pelo Grêmio entre 2012 e 2013, foi ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC prestar sua solidariedade ao ex-presidente. Em entrevista à Mídia Ninja, o treinador se mostrou desesperançoso quanto à reversão do que chamou de “injustiça muito grande”, mas disse ter ido prestar apoio ao petista. Luxemburgo chegou à sede do sindicato acompanhado de Aldo Rebelo, que comandou a Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais do governo Lula entre 2004 e 2005. – Estou aqui em apoio ao Lula e em solidariedade neste momento difícil dele pessoal. Com certeza, é uma injustiça muito grande. Espero que isso seja corrigido, acho difícil, porque o processo todo caminhou para isso. Vamos ver o que vai acontecer para a frente – disse, em vídeo curto gravado para a página do veículo no Facebook. Ao jornal Estadão, Luxemburgo foi mais enfático no ataque ao processo: – Rasgaram a Constituição, o processo é totalmente injusto. Não sei se é inibição pela possibilidade de ele voltar ao poder. Houve um completo desmando nisso aí.