VENENO – Desde 2016, 1,2 mil novos agrotóxicos foram liberados no Brasil

Com Temer e Bolsonaro, passam a ser permitidos 3 novos venenos a cada 2 dias, consolidando país como recordista mundial Enquanto em 2015 foram aprovados 139 agrotóxicos no país, em 2018, esse número mais que triplicou, saltando para 450 / Pixabay Brasil de Fato | Bruna Caetano O Brasil é o líder mundial no consumo de agrotóxicos, com 7,3 litros por ano para cada um dos habitantes do país. E o número de veneno no prato dos brasileiros têm aumentado consideravelmente nos últimos três anos. Enquanto em 2015 foram aprovados 139 agrotóxicos no país, em 2018, esse número mais que triplicou, saltando para 450. Já em 2019, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), sob o comando de Tereza Cristina, aprovou o uso de 121 produtos elaborados com agrotóxicos nos dois primeiros meses de governo. Dos 2.184 produtos consolidados no país, 715 são classificados como extremamente tóxicos e 309 como altamente tóxicos. São esses os produtos que mais podem causar consequências graves à saúde de trabalhadores rurais e também adoecer a população consumidora de alimentos contaminados. O contato com os agroquímicos – inclusive os de menor nível de toxicidade – pode causar desde intoxicação aguda, com fraqueza, vômitos, tontura e convulsões, até intoxicação crônica: alterações cromossomiais, alergias, doença de Parkinson, má formação fetal e câncer, tudo em curto, médio ou longo prazo. Para Nilto Tatto, deputado federal pelo PT, a articulação entre a bancada ruralista e a cúpula que organizou o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff foi fundamental para atender medidas em benefício do agronegócio no país, incluindo a liberação de agrotóxicos. A partir da eleição de Jair Bolsonaro, essa relação se estreitou através da ministra da agricultura, Tereza Cristina, conhecida como “musa do veneno”. Alan Tygel, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, responsabiliza também o alinhamento ideológico entre a Anvisa, o Ibama, Ministério da Agricultura e o Ministério do Meio Ambiente com o agronegócio pela facilitação da aprovação de agrotóxicos a partir de mudanças internas a partir do impeachment. “A partir do golpe, você perde o contrapeso de setores progressistas, da agricultura familiar e da agroecologia, e essa agenda ruralista passa a ter uma facilidade maior de avanço na agilização do registro de agrotóxicos e na tentativa de flexibilização da lei.” Entre 2013 e 2015, o Programa de Análise de Resíduos de Alimentos (Para) da Anvisa, analisou 12.051 amostras de 25 alimentos de origem vegetal e constatou que mais da metade (58%) continha resíduos de agrotóxicos, em quantidade menor, igual ou maior que o limite estabelecido. Destes, 16,6% possuíam venenos não autorizados para a cultura analisada. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foram registrados 4 mil casos de intoxicação por agrotóxicos no país em 2017, quase o dobro de registros em relação à uma década atrás. Em 2018, 154 pessoas morreram por conta do contato com o veneno. De acordo com Tygel, os casos de intoxicação registrados correspondem a uma parcela pequena do número real, já que muitos não são levados ao sistema de saúde. Além do mais, muitas vezes são desenvolvidas doenças crônicas que raramente são associadas ao agrotóxico pelo intoxicado. Ele explica que a legislação atual proíbe o registro das substâncias que possuem uma equivalente com a toxicidade menor, mas as empresas acabam burlando isso incluindo ou excluindo culturas, de modo que pareça que a substância é necessária. Com os produtos aprovados esse ano das classes um e dois (extremamente tóxicos e altamente tóxicos), a expectativa é que o número de intoxicações aumente. E vem mais por aí Ainda em 2018, foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, às escuras, a PL 6299/2002, conhecida popularmente como Pacote do Veneno, que pretende trazer mudanças na regulamentação de agrotóxicos no país. A PL transfere o poder de registro de agrotóxicos da Anvisa e do Ibama exclusivamente para o Mapa, e muda o nome para “fitossanitários”, mas ainda aguarda a votação no Plenário. O avanço do uso de agrotóxicos no Brasil segue um movimento contrário ao do mundo, que vem reavaliando e proibindo muitas substâncias. No país, a quantidade permitida de agrotóxico na água é 5 mil vezes maior que a europeia, e 30% dos agrotóxicos usados aqui tem o uso proibido por lá. Um exemplo disso é o paraquate, oitavo agrotóxico mais vendido no Brasil e proibido no território europeu desde 2007. De acordo com o Centro de Controle de Intoxicações em Marselha, na França, o químico está associado à envenenamentos graves e fatais. Segundo estudo do instituto francês, ele tem ligação com tentativas de suicídio por ingestão proposital, mas o agrotóxico pode também ter levado ao quadro suicida, já que a exposição à ele pode causar depressão no sistema nervoso central. De acordo com o deputado Tatto, os parlamentares de esquerda e do campo progressista têm se articulado junto aos movimentos sociais de luta pela reforma agrária, entidades ambientais e de saúde para barrar a flexibilização do uso de agrotóxicos no país. Um dos símbolos disso é a construção do Projeto de Lei (PL) de uma Política Nacional de Redução de Agrotóxicos, aprovada em uma comissão especial, o que a deixou no mesmo patamar do Pacote do Veneno, aguardando aprovação pelo Plenário. “Ao mesmo tempo em que a bancada ruralista se articula e têm um projeto de lei para flexibilizar a legislação, temos um projeto de iniciativa popular no mesmo estágio na Câmara Federal que vai em uma outra perspectiva. Ele repensa o modelo de agricultura para trabalhar a diminuição dos agrotóxicos, e começar a pensar outras políticas como a de incentivo à perspectiva da agroecologia e desenvolvimento de tecnologia para facilitar a vida dos camponeses e ter alternativas ao veneno”. Apesar da liberação de substâncias de agrotóxicos protagonizada pelo governo Bolsonaro, existe uma deterioração da relação com o agronegócio enquanto se favorece o setor agroquímico. Recentemente, por exemplo, em uma viagem aos Estados Unidos, o presidente fez um acordo de importação do trigo norte-americano, desestimulando a produção nacional e concorrendo com o produto brasileiro. “Eles estão brigando

Recuperação de rios é afetada pela falta de repasses estaduais

36 entidades que desenvolvem projetos nesse sentido reclama falta de repasses da ordem de R$ 150 milhões O rol de dívidas do governo mineiro parece não caber em uma lista. Melhor procurar uma agenda para elencar todos os débitos. Conforme apurou o site Novos Inconfidentes, o governo deve cerca de R$ 150 milhões aos comitês de bacias hidrográficas, entidades responsáveis por desenvolver ações de proteção a rios e nascentes. São 36 comitês que reclamam a falta de repasses do governo. As transferências não são feitas desde a gestão de Pimentel e nada mudou na atual administração. “O recurso, na verdade, não pertence ao governo, ele só recolhe tributos de empresas que exploram água, e depois deve repassar às entidades”, afirmou o diretor do projeto Manuelzão da UFMG, que acompanha os comitês, Marcus Vinícius Polignano. “Dessa maneira projetos de recuperação de nascentes, por exemplo, podem ficar prejudicados”, completou. Por: Marcelo Gomes – Os Novos Inconfidentes  

Circuito Literário de Aprendizado para supervisores em Moc

 Trilha da Leitura – Em uma forma dinâmica de apresentar o que será trabalhado nas unidades de ensino do município no primeiro semestre deste ano, a equipe do Projeto Montes Claros na Trilha da Leitura realizou na última segunda-feira, 25, no Parque Municipal Milton Prates, um “Circuito Literário de Aprendizado” com a participação de todos os supervisores (do Infantil à EJA) do Sistema Municipal de Ensino. Na ocasião, os supervisores foram divididos em três grupos que contavam com temas e personagens específicos. Cada grupo seguiu por uma trilha em busca do baú do tesouro (baú de livros do Trilha), onde, por meio de histórias e peças teatrais, descobriram a temática a ser trabalhada nas unidades de ensino, que será “Na trilha da paz”, em continuação ao trabalho iniciado em 2018. “A nossa ideia é incentivar todos a cultivar a paz na natureza, com o apoio da Educação Infantil com o ‘Paz no Cerrado’; incentivar a paz na escola, paz na casa e paz na vida. Escolhemos o Parque para dar início a este trabalho porque aqui encontramos muitas árvores do cerrado, tudo que estamos propondo que se preserve”, explica a professora e coordenadora do Trilha da Leitura, Éllen Santa Rosa. Também no Circuito Ainda durante o “Circuito Literário de Aprendizado”, os supervisores participaram de uma dinâmica com um balão, que teve como propósito despertar o sentimento de importância do meio ambiente; e acompanharam uma apresentação musical do cantor e compositor Carlos Maia. “Foi um evento maravilhoso, recheado de criatividade e alegria. Dinâmicas muito ricas em fantasias, surpresas e novidades, que irão contribuir de uma forma muito positiva no nosso trabalho, com ideias que poderemos adaptar e colocar em prática nas nossas unidades escolares”, avalia a supervisora do CEMEI Alegria de viver, Simone Paixão.

Obras no Parque Cândido Canela, em Montes Claros, são intensificadas

 Foram Intensificadas as obras de construção e revitalização do Parque Municipal Cândido Canela, nos fundos do Terminal Rodoviário Ildeberto Alves de Freitas. Esta semana, operários estão plantando grama nas laterais da pista de 500 metros de extensão e 2,10 de largura. O Parque deve ser inaugurado quarta-feira, dia 1º de maio, quando se comemora o Dia do Trabalhador. Nos próximos dias, será feita a sinalização, com instalação de placas com orientações para a boa utilização do local, a exemplo do que foi feito no Parque Municipal Milton Prates e no Espaço Sagarana. O novo parque tem área total de 18.337 m2 (dezoito mil, trezentos e trinta e sete metros quadrados). Parte das obras de drenagem já foi realizada pela Prefeitura, assim como também foram iniciados os serviços para instalação da nova iluminação do local, que será cercado e dotado de academia ao ar livre, quadra poliesportiva, móveis rústicos, bebedouro e obras de arte (como esculturas feitas com aço e sucata), visando embelezar o local, que será mais uma opção de lazer para crianças, jovens, adultos e idosos. O secretário muncipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro, se mostra entusiasmado com as obras e lembra que o logradouro possui localização privilegiada e será o primeiro daquela região. “Será um ótimo local para a prática de esporte, lazer e entretenimento”, afirmou o secretário, reforçando que o Parque terá o nome de Cândido Canela em homenagem ao ex-vereador de Montes Claros, que foi um ardoroso defensor do meio ambiente, tendo sido o autor de uma lei pioneira que proibiu a derrubada ou corte de pequizeiros – a Lei Municipal n° 355, de 12 de abril de 1957, que virou referência nacional. “Atualmente, vários estados e cidades já proibiram o corte do pequizeiro, caso de Minas Gerais, que declarou a árvore como de preservação permanente, de interesse comum e imune de corte, através da Lei Estadual nº 10.883, de 1992”, concluiu Via Ascom / Montes Claros  

Projeto incentiva doação de orquídeas para parques em Montes Claros

 Ação busca arrecadar cerca mil mudas para o Parque Sagarana, Parque das Mangueiras e o Parque Municipal Milton Prates.  Mudas podem ser deixadas na entrada principal do Parque Sagarana — Foto: Sóter Magno / Arquivo pessoal O projeto “Doe uma orquídea para o Sagarana, que nós cuidaremos dela” irá trazer mais beleza aos parques de Montes Claros, no Norte de Minas. A iniciativa é realizada pela ONG Vida Verde (Ovive) em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e estimula a doação de orquídeas para parques da cidade. A ação começou no Parque Sagarana, mas de acordo com o ambientalista Sóter Magno, da Ovive, o projeto também busca arrecadar cerca de mil mudas para o Parque das Mangueiras e o Parque Municipal Milton Prates. Em um mês, o Sagarana já recebeu doações de cerca de 100 mudas. O empresário Max Fabiano Teixeira sempre faz caminhadas no Parque Sagarana e descobriu o projeto durante a atividade física, e resolveu ajudar. “O que me incentivou a realizar a doação foi ver essa necessidade de contribuir para o meio ambiente e também contribuir com o parque”, diz o empresário. Com o projeto, os parques serão mais atrativos e mais agradáveis para passeios e atividades, segundo o ambientalista. “O objetivo do projeto é trazer mais harmonia e beleza aos parques de Montes Claros. Nós começamos pelo parque mais visitado da cidade, o Sagarana. De lá, vamos continuar o projeto nos demais parques de Montes Claros”, afirma. A jornalista Leia Oliveira também fez a doação de uma muda de orquídea e está ajudando a divulgar o projeto. “Montes Claros é a sexta cidade de Minas Gerais que tem o status ainda baixo em arborização. Por isso, assim que soube do projeto, pelas redes sociais da ONG Ovive, resolvi doar para o parque Sagarana”, diz. Como doarAs orquídeas podem ser deixadas em uma mesa na entrada principal do Parque Sagarana de 7h às 22h. Segundo o ambientalista Sóter Magno, após as doações, as mudas serão plantadas no parque e receberão os devidos cuidados da ONG Ovive. Via G1 Grande Minas  

Orquídeas vão embelezar ainda mais os parques de Montes Claros

 O bucólico Espaço Sagarana, localizado no bairro Ibituruna, ficará ainda mais bonito a partir de sexta-feira, dia 22 de fevereiro, quando receberá 200 mudas de orquídeas da Sociedade Orquidófila Norte Mineira – SONM, numa parceria com a ONG Vida Verde – Ovive. A ação, que tem o apoio da Prefeitura de Montes Claros, tornará o espaço público ainda mais prazeroso e bonito. A iniciativa faz parte da programação da XVIII Exposição de Orquídeas da Sociedade Orquidófila Norte-Mineira, que acontecerá nos dias 22, 23 e 24 desde mês, no Ibituruna Shopping, contando com a presença de quatro orquidários profissionais que comercializam espécies naturais, estrangeiras e híbridas, produzidas em laboratórios especializados. Preocupada com a satisfação daqueles que adquirirem suas orquídeas, a SONM realizará o tradicional Curso de Cultivo, para que os iniciantes nesta arte possam manter a vitalidade das suas plantas. As aulas serão realizadas durante a Exposição e as inscrições, feitas durante o evento, com vagas limitadas. CAMPANHA Além de ceder 200 mudas para o Espaço Sagarana, os organizadores idealizaram uma campanha com o objetivo de incentivar a doação de orquídeas para embelezar ainda mais aquele espaço, com o slogan: “Doe uma orquídea para o Sagarana, que nós cuidamos dela”. A parceria entre a SONM e a Ovive, com o apoio da Prefeitura de Montes Claros, prevê ainda a doação de mudas para os parques Sagarana, Milton Prates, João Botelho e Canelas, totalizando mil plantas. Para o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro, as flores espalhadas pela cidade vêm transformando Montes Claros em um lugar mais bonito e aconchegante. “Quem passa pelas praças, ruas e avenidas de Montes Claros já pode observar, além das belas esculturas, milhares de flores, que vêm chamando atenção. Agora, com esta parceria com a Sociedade Orquidófila Norte Mineira e com a Ovive, para o plantio de orquídeas nos nossos parques, a cidade vai melhorar ainda mais o seu visual e ficará mais bonita e gostosa, com o ambiente muito mais agradável. Isso é qualidade de vida!”, comemorou Ribeiro, acrescentando que “toda doação para melhorar o visual da nossa cidade e o meio ambiente será de suma importância para toda a população”. PLACAS As placas de orientação da ecopista do Parque Sagarana foram instaladas em todos os acessos daquele logradouro. A medida visa conscientizar os frequentadores para permitir que todos possam fazer caminhadas, sem transtornos. As placas dos parques Milton Prates, Mangueiras e das Tilápias serão instaladas em breve.