Macron diz que é impossível construir a paz na Europa sem diálogo com a Rússia

– Putin e Macron (Foto: Serviço de Imprensa do Kremlin) – O presidente francês também observou que Paris está interessada em boas relações bilaterais com Moscou Em entrevista coletiva após reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que uma conversa com Moscou é condição necessária para a construção da paz na Europa. “A Rússia é um país europeu. É necessário trabalhar com a Rússia para construir um futuro na Europa”, disse Macron na terça-feira (7). Ao mesmo tempo, ele enfatizou que um diálogo com a Rússia é necessário para resolver outras questões globais graves. Macron também observou que Paris também está interessada em boas relações bilaterais com Moscou. O presidente francês Emmanuel Macron chegou a Moscou na segunda-feira, onde se encontrou com o presidente russo, Vladimir Putin. A reunião dos dois líderes durou mais de cinco horas.
Bolsonaro não irá comparecer à posse do esquerdista Gabriel Boric no Chile

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira, 12, que não vai comparecer à posse de Gabriel Boric, eleito presidente do Chile em dezembro do ano passado. A cerimônia, marcada para o dia 11 de março, não será a primeira do tipo sem a presença do mandatário brasileiro. Bolsonaro tem costume de não prestigiar a posse de eleitos ligados à esquerda na América Latina e já faltou a pelo menos três eventos semelhantes. Em 2019, primeiro ano de seu mandato, Bolsonaro não compareceu à posse de Alberto Fernández na Argentina, rompendo uma tradição de 17 anos. O último presidente brasileiro a não prestigiar uma posse no país foi Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando o argentino Eduardo Duhalde foi nomeado pelo Congresso Nacional após renúncia de Adolfo Rodríguez Saá. Fernández, que é um político de esquerda, havia derrotado o candidato preferido de Bolsonaro, Maurício Macri, que concorria à reeleição. O Brasil foi representado pelo vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) no evento. Em 2020, Bolsonaro não viajou a La Paz para a posse do esquerdista Luis Arce, eleito presidente da Bolívia. Diferente de outras ocasiões, o governo brasileiro não enviou sequer um representante para a cerimônia, deixando a presença simbólica do País a cargo do embaixador brasileiro na Bolívia, cuja aparição é protocolar. Em julho de 2021, o presidente também não compareceu à cerimônia de posse do também esquerdista Pedro Castillo, presidente do Peru. Na ocasião, o Brasil foi novamente representado pelo vice-presidente Mourão. Castillo é dirigente sindical e foi eleito sob temores de assumir uma postura radical à esquerda. Ele saiu vitorioso de um pleito acirrado contra sua adversária de direita, Keiko Fujimori, após uma apuração dos votos que durou vários dias. Diferentemente dos episódios acima, Bolsonaro decidiu comparecer à posse do ex-banqueiro Guilherme Lasso no Equador em 2021. O presidente equatoriano defende pautas conservadores e representa a direita tradicional no país. Gabriel Boric O esquerdista Gabriel Boric foi eleito em dezembro de 2021 o presidente mais jovem da história do Chile, aos 35 anos de idade. Ele venceu o candidato da direita, José Antonio Kast, conhecido como o “Bolsonaro chileno”. O Brasil foi o último país da América do Sul a cumprimentar a vitória. Agência Estado
Papa Francisco critica quem substitui filhos por cães e gatos

Ele voltou a criticar o chamado “inverno demográfico” e a “dramática queda na taxa de natalidade” registrada em muitos países ocidentais O papa Francisco elogiou a paternidade e a adoção, em seu discurso na audiência geral desta quarta-feira (5), no Vaticano, e lamentou que os animais de estimação às vezes tomem o lugar dos filhos. A reportagem é do jornal Folha de S.Paulo. “Hoje vemos uma forma de egoísmo. Vemos que alguns não querem ter filhos. Às vezes têm um só e param por aí, mas têm cães e gatos que ocupam esse lugar”, afirmou o pontífice em sua primeira audiência geral do ano, na sala Paulo 6º. “Isso pode fazer as pessoas rirem, mas é a realidade.” Francisco também pediu às instituições que facilitem os processos de adoção, para tornar realidade o sonho das crianças que precisam de uma família e o dos casais que desejam acolhê-las.
Em sua mensagem de Natal, Papa Francisco critica polarização

Pontífice destacou que não se pode fechar os olhos para os conflitos que ‘parecem nunca ter fim’ e citou 11 vezes a palavra ‘diálogo’ Em sua mensagem de Natal neste sábado (25), o papa Francisco lamentou a crescente polarização nas relações pessoais e entre líderes internacionais e afirmou que apenas o diálogo pode resolver conflitos, que vão desde rixas familiares até ameaças de guerra. Na tradicional mensagem “Urbi et Orbi” (para a cidade e para o mundo), ele exortou indivíduos e líderes mundiais a conversarem, já que o distanciamento tem se agravado com a pandemia de Covid-19. Ao longo do discurso de pouco mais de duas páginas, o pontífice usou a palavra “diálogo” 11 vezes. “A nossa capacidade de relacionamento social está sendo duramente testada. Há uma tendência crescente de nos afastarmos, de fazermos tudo por nós mesmos, de deixar de se esforçar para encontrar os outros e fazer coisas juntos”, disse o papa da varanda central da Basílica de São Pedro. “Também a nível internacional, corre-se o risco de evitar o diálogo, o risco de que esta complexa crise conduza a atalhos em vez de caminhos mais longos de diálogo. No entanto, só esses caminhos podem conduzir à resolução de conflitos e à benefícios duradouros para todos”, afirmou o pontífice. Conflitos sem fim Francisco, que completou 85 anos na semana passada, listou conflitos, tensões e crises na Síria, no Iêmen, em Israel, em Territórios Palestinos, no Afeganistão, em Mianmar, na Ucrânia, no Sudão, Sudão do Sul e outros lugares. O papa destacou que esses conflitos “parecem nunca ter fim” e que, a essa altura, “mal os notamos”. “Estamos tão acostumados com eles, que imensas tragédias passam agora em silêncio. Corremos o risco de não ouvir o grito de dor e angústia de tantos de nossos irmãos e irmãs “, disse a um número reduzido de espectadores, em razão das restrições da covid-19. Ele pediu a Deus que “dê serenidade e unidade às famílias”, elogiando aqueles que se esforçam para mantê-las e as comunidades unidas em tempos de tanta divisão. “Peçamos-lhe força para estar aberto ao diálogo. Neste dia festivo, imploramos-lhe que desperte no coração de todos o desejo de reconciliação e de fraternidade”, afirmou. O papa também pediu que as pessoas não sejam indiferentes à situação dos migrantes, refugiados, deslocados, presos políticos e mulheres vítimas de violência e pediu aos líderes que protejam o meio ambiente para as gerações futuras. Missa do Galo Na sexta-feira, durante a Missa do Galo, Francisco apelou por um maior cuidado com os desfavorecidos e para que os católicos tenham um olhar especial para as pequenas coisas da vida. Na homilia, o papa lembrou que Jesus nasceu como “um menino pobre envolto em panos, rodeado por pastores”. “É aí que Jesus nasce: perto deles, perto dos esquecidos das periferias. Ele vem onde a dignidade humana é posta à prova”, destacou. Francisco ressaltou que Jesus pede para redescobrir e valorizar as pequenas coisas da vida. “Eis a mensagem: Deus não cavalga a grandeza, mas desce na pequenez. A pequenez é a estrada que escolheu para chegar até nós”, afirmou. Francisco oficiou a missa na Basílica de São Pedro, no Vaticano, diante de cerca de dois mil fiéis. Outras centenas acompanharam a missa do lado de fora, por telões. No ano passado, devido às restrições impostas por causa da pandemia de covid-19, ela foi restrita a pouquíssimas pessoas, a maioria funcionários do Vaticano. O papa destacou, ainda, que as pessoas que são indiferentes aos pobres ofendem a Deus e exortou todos a “olharem além de todas as luzes e enfeites” do Natal. “Nesta noite de amor, tenhamos apenas um medo: ofender o amor de Deus, ferindo-o ao desprezar os pobres com a nossa indiferença”, disse.
Gabriel Boric derrota Kast, o “Bolsonaro chileno”, e é o novo presidente do Chile

Candidato da Frente Ampla de esquerda,Gabriel Boric conseguiu mobilizar a população no segundo turno e derrotar José Kast, saudosista da ditadura de Pinochet e próximo de Bolsonaro Gabriel Boric, candidado da Frente Ampla de esquerda no Chile, derrotou o empresário de extrema-direita José Antonio Kast, conhecido como “Bolsonaro chileno”, no segundo turno da eleição presidencial, celebrado neste domingo (19). A apuração segue em andamento, mas o resultado já é visto como irreversível. Com 68,78% apurado segundo o Serviço Eleitoral do Chile (Servel), Boric ostenta uma margem de mais de 10 pontos percentuais e de mais de 500 mil votos. O candidato de esquerda tem 55,2% dos votos, enquanto Kast aparece com 44,8%. Gonzalo de la Carrera, deputado do Partido Republicano que faz parte do comando de campanha de Kast, admitiu durante transmissão da Meganotícias que o resultado já é irreversível. “Acredito que, com o percentual já apurado, o resultado é irreversível”, afirmou. Maior participação popular no século 21 deu vitória a Boric no Chile Nunca antes na história chilena tantas eleitoras e eleitores compareceram às urnas num segundo turno Boric venceu na eleição que teve a maior participação popular do século 21 -o voto não é obrigatório no Chile. “Sigan ustedes sabiendo que, mucho más temprano que tarde, se abrirán las grandes alamedas por donde pase el hombre libre para construir una sociedad mejor” – Salvador Allende, 11 de setembro de 1973.
Lula é o grande líder da esquerda global, destaca imprensa francesa

Os apresentadores do TF1 destacaram que o brasileiro foi acolhido como “rockstar” em sua viagem pela Europa. Segundo comentarista, Lula é tratado como celebridade pelos líderes da esquerda francesa e virou uma obrigação para eles conseguir uma foto com ele Em horário nobre, o principal canal de TV da França, TF1, destacou em 17 de novembro que o ex-presidente Lula (PT) é o grande líder da esquerda mundial. Os apresentadores da emissora destacaram que o brasileiro foi acolhido como “rockstar” em sua viagem pela Europa, e talvez seja a única história de sucesso da esquerda moderna. Destacando o histórico político do ex-presidente brasileiro, um jornalista da TV francesa declarou que “no Brasil, Lula é ultra popular” e quer enfrentar Jair Bolsonaro. Sobre a passagem por Paris, o comentarista diz que Lula é tratado como celebridade pelos líderes da esquerda francesa e que virou uma obrigação para eles conseguir uma foto com o brasileiro. Lula se encontrou com diversos integrantes da esquerda francesa, entre eles: Anne Hidalgo (Partido Socialista), prefeita de Paris; o ex-presidente francês François Hollande (Partido Socialista); e o deputado Jean-Luc Mélenchon (França Insubmissa). Também, tratado como chefe de Estado, o ex-presidente brasileiro se reuniu com o presidente francês Emmanuel Macron.
The Economist diz que Bolsonaro faz mal à economia brasileira

Revista britânica, uma das mais prestigiadas do mundo liberal, afirma que decisão do presidente de romper com austeridade fiscal, com a anuência de Paulo Guedes, trarão impactos destrutivos às finanças do país Depois do jornalão norte-americano The New York Times denunciar as manobras de Jair Bolsonaro, em conluio com Donald Trump, para “melar” a eleição presidencial de 2022, agora foi a vez da mais influente revista do mundo no segmento econômico liberal, a The Economist, editada no Reino Unido, fazer considerações nada positivas sobre o mandatário ultrarreacionário do brasileiro. Num artigo publicado nesta quinta-feira (11), a publicação com sede em Londres deixou sua análise já muito bem exposta no título do texto: “Bolsonaro faz mal à economia brasileira”, ilustrando-o com uma charge do chefe do Executivo federal com uma torneira vazando dinheiro no lugar de seu nariz. A análise começa lembrando quem é Jair Bolsonaro, um oficial da reserva do Exército, de pensamentos de extrema direita, que nunca foi liberal e que para isso utilizou Paulo Guedes para ganhar a confiança do mercado em relação às suas intenções sobre o tema. Guedes, por sua vez, é retratado como um “economista de livre mercado”, mas que tenta de forma dissimulada arranjar desculpas para apoiar as ideias e decisões nada liberais de seu chefe. Na sequência, a Economist lembra que as posturas liberais de Bolsonaro só duram enquanto as eleições transcorriam, dizendo que seu governo fez algumas tímidas mudanças regulatórias em pensões e deu autonomia ao Banco Central (BC), já durante a gestão, mas que isso foi substituído por um governo que descaradamente usa bilhões para comprar apoio político no parlamento. As pancadas mais duras são as que revelam a entrega do governo ao centrão, garantindo que o líder radical não sofresse um processo de impeachment por sua desastrosa condução da pandemia da Covid-19, que levou o país a uma “calamidade sanitária”. Essa entrega, segundo a revista britânica, culminou com a mais recente aprovação na Câmara da PEC dos Precatórios, que “arrombou o teto de gastos”, numa tentativa desesperada de reeleição no próximo ano, já que os índices de popularidade de Bolsonaro são cada vez mais baixos. O artigo diz ainda que o Auxílio Brasil, o eleitoreiro programa de distribuição de renda, de caráter provisório, que pretende dar R$ 400 para 17 milhões de famílias até o final da próxima disputa pelo Palácio do Planalto, vem sendo visto com desconfiança, ponto em que a publicação europeia rasga elogios ao Bolsa Família, citando positivamente o ex-presidente Lula, franco favorito para vencer a próxima eleição. No fim, a conclusão da análise da The Economist não deixa dúvidas sobre a forma como Jair Bolsonaro é visto inclusive pelo mundo dos negócios. “Seu enfraquecimento mostra que Bolsonaro não é ruim apenas para o meio ambiente, para os direitos humanos e para a democracia, mas também para a economia do Brasil”, diz o último parágrafo do texto. Via Revista Fórum
New York Times: Bolsonaro quer “melar” eleição de 2022 com ajuda de Trump

Jornal mais influente dos EUA alerta para a estratégia do presidente brasileiro, ditada pelo ex-ocupante da Casa Branca, para comprometer a lisura da corrida ao Palácio do Planalto no próximo ano O mais influente diário dos EUA, o The New York Times, publicou uma matéria nesta quinta-feira (11) mostrando que o presidente Jair Bolsonaro está adotando toda a cartilha de Donald Trump, o ex-ocupante da Casa Branca, para tentar “melar” a eleição de 2022. Em meio ao derretimento de sua popularidade, o líder extremista brasileiro segue os passos de seu ídolo norte-americano visando ao comprometimento do pleito, para assim se sobressair, aponta a reportagem. O texto começa relatando uma conferência onde são reproduzidas falas de Trump e menções à China, sobre suposta interferência na disputa eleitoral, mas o autor da matéria, Jack Nicas, explica que aquilo não está ocorrendo numa reunião política dos ultraconservadores estadunidenses, mas sim no Brasil, durante um ato em apoio a Bolsonaro. Nicas mostra como as manobras do ex-mandatário de extrema direita dos EUA estão sendo aplicadas no Brasil e diz que essa pode ser a tônica da influência do Tio Sam no gigante do sul do continente. “Logo após sair dos ataques aos resultados da eleição presidencial dos EUA, em 2020, o ex-presidente Donald Trump e seus aliados estão exportando sua estratégia para a maior democracia da América Latina, trabalhando para apoiar a candidatura de Bolsonaro à reeleição no próximo ano – e ajudando a semear dúvida no processo eleitoral, caso ele seja derrotado”, diz um trecho A publicação fala ainda do uso reiterado de um procedimento habitual do homem derrotado por Joe Biden no fim do ano passado, que é mencionar o tempo todo “os comunistas”, fazendo desse espantalho ideológico o culpado por todos os fracassos de sua administração. Nicas aponta que a importância do Brasil para ideólogos extremistas de direita norte-americanos dá-se por conta da dimensão do país e de sua hegemonia na América do Sul, uma vez que somos a sexta maior nação do mundo, com 212 milhões de habitantes e uma massa de eleitores cada vez mais caminhando para as hostes ultrarreacionárias do conservadorismo. O NYT frisa também que, diante do isolamento internacional total, do derretimento de sua imagem junto aos eleitores no cenário interno e nitidamente em desvantagem nas pesquisas para a próxima corrida eleitoral, a ajuda dos radicais dos EUA cai como uma luva para Jair Bolsonaro, que está em situação difícil em todas as esferas políticas. Alguns elementos e exemplos dessa interferência dos ultrarreacionários no processo político brasileiro são destacados na reportagem de Nicas. “Steve Bannon, o ex-estrategista-chefe de Trump, disse que o presidente Bolsonaro só perderá se “as máquinas” roubarem a eleição. O deputado Mark Green, um republicano do Tennessee que promoveu leis de combate à fraude eleitoral, se reuniu com legisladores no Brasil para discutir “políticas de integridade de voto”, explica o repórter, citando igualmente o estreitamento de relações entre Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, com figuras da cúpula trumpista. O filho 03 do mandatário da direta radical brasileira, aliás, é citado em outros momentos da matéria por ser um fiel defensor da estapafúrdia ideia de que “as máquinas”, ou seja, as urnas eletrônicas, serão o ponto-chave para uma fraude nas próximas eleições, prejudicando seu pai, algo que jamais ficou sequer provado com qualquer indício. No fim, o NYT relembra que Jair Bolsonaro foi eleito em 2018 na mesma onda reacionária avassaladora que varreu os EUA e outros países mundo afora, ainda que o cenário atual seja totalmente distinto daquele de três anos atrás. Fonte: Revista Fórum
Após 20 meses, EUA reabrem suas fronteiras para brasileiros vacinados contra covid-19

Os Estados Unidos se preparam para reabrir suas fronteiras terrestres e aéreas aos viajantes vacinados contra covid-19 nesta segunda-feira (08/11), encerrando 20 meses de severas restrições criticadas pela Europa e pelos vizinhos México e Canadá. A medida também valerá para brasileiros imunizados, apesar da má fama por causa do negacionismo do presidente Jair Bolsonaro. Famílias separadas, relações comerciais interrompidas, ambições de carreira frustradas: a “proibição de viagens” imposta pelo então presidente Donald Trump no início de 2020, mais tarde confirmada por seu sucessor Joe Biden, agravou as turbulências provocadas pela pandemia. Para se proteger dos países mais atingidos pela covid-19, Trump impôs rapidamente restrições de viagens da China em fevereiro de 2020. Depois, no dia 13 de março, foi a vez dos países da Europa pertencentes ao espaço Schengen (a lista de 26 países europeus que aboliram oficialmente todos os passaportes e controles em suas fronteiras mútuas). Reino Unido e Irlanda foram restringidos alguns dias depois, enquanto as fronteiras terrestres já estavam praticamente fechadas com o México e o Canadá. Com todos esses países, a densidade das trocas humanas e econômicas é extremamente intensa. “Foi muito difícil, só quero ver meu filho”, disse à AFP Alison Henry, uma britânica de 63 anos que viajará na segunda-feira (08/11) para encontrar seu filho em Nova York após 20 meses de separação. Desde o verão passado era possível viajar dos Estados Unidos para a Europa, mas os estrangeiros que se estabeleceram nos Estados Unidos e possuíam certos vistos não tinham garantia de poder voltar para casa. Para atender ao previsível aumento da demanda, as companhias aéreas aumentaram o número de voos transatlânticos e o tamanho dos aviões. O levantamento das restrições também representa um respiro para o setor de aviação em crise pela pandemia. Também ao longo da imensa fronteira mexicana, inúmeras cidades americanas, no Texas ou na Califórnia, sofreram um forte choque econômico e aguardam ansiosamente o retorno à normalidade. Os ricos aposentados canadenses, por exemplo, podem agora, sem medo, na época da primeira geada, iniciar sua jornada anual de carro para a Flórida e suas delícias climáticas. Vacinação e testes PCR Para os viajantes que chegam de avião, os Estados Unidos solicitarão a partir de segunda-feira (08/11), além do certificado de vacinação e do teste negativo para Covid feito nos três dias anteriores à partida, o estabelecimento pelas companhias aéreas de um sistema de rastreamento de contatos. Outra exigência é um teste PCR ou antígeno negativo, feito até três dias antes do embarque. No caso de crianças e adolescentes de até 17 anos não é necessário apresentar o comprovante de vacinação, mas um teste negativo para covid, realizado no mesmo período de seus responsáveis, será cobrado. Para a rota terrestre, as restrições serão suspensas em duas etapas. A partir de segunda-feira (08/11), as pessoas que chegarem ao país por motivos considerados não essenciais, como família ou turismo, poderão cruzar a fronteira do Canadá ou do México, desde que estejam vacinadas. Aqueles que o fazem por motivos imperiosos, por exemplo, os motoristas de caminhão, estarão isentos deste requisito. Mas a partir de janeiro a obrigação de vacinação se aplicará a todos que cruzarem as fronteiras terrestres, independentemente do motivo da viagem. As autoridades de saúde dos EUA também indicaram que todas as vacinas aprovadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) serão aceitas. Por outro lado, a OMS está mais uma vez alarmada com a taxa de transmissão “muito preocupante” da covid-19 na Europa, que pode causar mais meio milhão de mortes no continente até fevereiro. Esta quarta onda atinge principalmente a Alemanha, com a qual o governo Biden é especialmente cuidadoso em suas negociações. Embaixada e consulados norte-americanos retomam renovação de vistos A partir de hoje, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e os consulados retomam a emissão e a renovação de vistos para turistas já vacinados contra a covid-19. Por causa da pandemia, desde maio de 2020 o serviço estava com vagas limitadas, com prioridade para pessoas em situação de emergência e vistos estudantis. Nesta nova etapa, esses últimos continuam sendo prioritários. De acordo com o porta-voz e chefe da seção consular da embaixada, Antonio Agnone, um número significativo de vagas para entrevistas, incluindo datas para este ano, já foram disponibilizadas. Outra novidade é que, de acordo com a disponibilidade, entrevistas já marcadas poderão ser reagendadas para uma data mais próxima. A embaixada e consulados recomendam que os solicitantes de visto chequem regularmente o site de agendamento para novos horários.
Anti-Bolsonaro, Miss Universo diz ter sido desconvidada do Miss Brasil

Modelo disse que foi formalmente convidada pelo grupo, mas que há poucos dias recebeu um e-mail informando que sua presença havia sido dispensada. A produção do Miss Universo Brasil é controlada por Winston Ling, empresário bolsonarista, ponte entre Paulo Guedes e Bolsonaro A vice Miss Universo de 2020, a brasileira Julia Gama, que já se posicionou diversas vezes contra o governo Bolsonaro em suas redes, disse que foi desconvidada do evento que premiará a Miss Universo Brasil deste ano. A produção do Miss Universo Brasil é controlada por Winston Ling, empresário bolsonarista. Em seu Instagram, a modelo, que foi Miss Brasil em 2020, diz que foi formalmente convidada pelo grupo, mas que há poucos dias recebeu um e-mail informando que sua presença havia sido dispensada. Julia Gama alega não saber os motivos pelos quais foi desconvidada, mas escreveu: “Mesmo que compartilhássemos de opiniões distintas e, até mesmo, de valores conflitantes, eu acredito que juntos, eu e a Organização Miss Universo Brasil, realizamos um trabalho incrível juntos, que nos rendeu o título de Vice Miss Universo”, lembrou a modelo em um post no Instagram. Leia a íntegra no Metrópoles.