Bolsonaro está mais isolado do que nunca e é incapaz de administrar a economia

Editorial do Financial Times, um dos principais jornais de economia do mundo afirma que “a maior nação da América Latina está pagando um preço alto” pela incompetência do governo federal O Financial Times, um dos jornais econômicos mais importantes do mundo, publicou nesta segunda-feira (1) um duro editorial criticando o governo de Jair Bolsonaro (sem partido), cujo título é “O pesadelo do coronavírus do Brasil: Bolsonaro está mais isolado do que nunca”, e afirma que ele se mostrou “incapaz” de conduzir a economia. O jornal destacou o trabalho da CPI da Covid e afirmou que a comissão “recomendou que os promotores o acusassem de nove crimes, incluindo crimes contra a humanidade, por lidar mal com a pandemia. Bolsonaro considerou a investigação do Congresso sore coronavírus uma ‘piada’, mas o dano à sua reputação já foi feito. Seis meses de depoimentos sobre o manejo inadequado da pandemia por parte do governo, grande parte dela transmitida ao vivo, reduziram seu índice de aprovação”. Além disso, o Financial Times também citou os mais de 100 pedidos de impeachment protocolados contra o chefe do governo federal na Câmara dos Deputados, mas afirmou que a abertura de um processo de impeachment contra o presidente é muito difícil, pois, segundo o jornal, Bolsonaro conta com o apoio de Arthur Lira. “O homem responsável por decidir se vai acusar Bolsonaro pelo manejo incorreto da pandemia é o procurador-geral Augusto Aras, nomeado pelo presidente. Outro aliado, o presidente da câmara baixa Arthur Lira, está convenientemente atendendo a todos os pedidos de impeachment”, diz o Financial. Por fim, o jornal afirma que Bolsonaro se mostrou “incapaz de administrar a economia ou a pandemia, e a maior nação da América Latina está pagando um preço”. “A ameaça mais potente às esperanças de reeleição de Bolsonaro, pode vir a ser econômica, ao invés de legal. Os mercados brasileiros despencaram na semana passada com o temor de que seus planos de distribuir novos subsídios mensais de US$ 70 aos eleitores mais pobres. Ao entrar no último ano de seu mandato, Bolsonaro se mostrou incapaz de administrar a economia ou a pandemia, e a maior nação da América Latina está pagando um preço alto”, finaliza o editorial. O texto pode ser conferido aqui.
As piadas infames do Juiz-Ladrão e do Parasita em Washington – Por Jeferson Miola

Publicado originalmente no Blog do autor Depois da piada do Paulo Guedes, que disse que por estar no governo perdeu [sic] de 4 a 5 vezes os R$ 14 milhões que ganhou no esconderijo na offshore, agora é a vez do Juiz-Ladrão, como disse Glauber Braga, aparecer com uma piada infame. Sérgio Moro, reconhecido como suspeito e parcial pelo STF, comunica desde Washington que vai palestrar na Universidade de Chicago sobre a experiência de combate à corrupção no Brasil [sic]. Na realidade, contudo, ele vai ensinar ao mundo como se corrompe a justiça de um país. O caso de amostra, inclusive, da gangue de Curitiba, é hoje reconhecido como o maior escândalo de corrupção judicial do mundo. Por coincidência, Moro vai fazer isso na mesma Universidade onde o Parasita Paulo Guedes aprendeu as fórmulas macabras que ajudou aplicar nos governos do sanguinário Pinochet no Chile e do genocida-miliciano no Brasil. O incrível nisso tudo é que o Juiz-Ladrão continua solto, impune, sem responder a processos criminais e refugiado nos EUA. E o Parasita continua no cargo, impune e com toda dinheirama sonegada no bolso.
Comitê da ONU anuncia data do julgamento de queixa de Lula contra Moro

O caso foi apresentado em 2016 pela defesa do ex-presidente, que acusa o ex-juiz de atuação irregular contra o petista, o que fere o pacto internacional de DH; mesmo com as decisões do STF, o processo foi mantido O Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) marcou para maio de 2022 o exame final do caso envolvendo o ex-presidente Lula. A queixa foi apresentada em 2016 pela defesa do ex-presidente onde argumenta que o processo contra Lula não foi imparcial e que o então juiz Sergio Moro atuou de forma irregular, o que fere o pacto internacional de Direitos Humanos do qual o Brasil é signatário. Mesmo com as decisões do STF, a defesa do ex-presidente decidiu por manter processo O Comitê é o espaço da ONU para analisar e supervisionar o cumprimento do Pacto Internacional de Direitos Civis e Político, o qual é assinado pelo Brasil. Ainda que o órgão não tenha meios para exigir que um Estado cumpra suas decisões, uma condenação é considerada como uma “obrigação legal” se o país denunciado ratificou os tratados que criaram o mecanismo. Análise do processo As equipes legais da ONU, em outubro de 2016, aceitaram dar início ao exame. Para que uma queixa seja aceita, a entidade em Genebra precisa concluir que o sistema judicial brasileiro não tem a capacidade ou garantias suficientes de independência para tratá-lo. Em agosto de 2018 o Comitê de Direitos Humanos da ONU deu a primeira vitória para Lula: o órgão concedeu medidas cautelares e solicitou às autoridades brasileiras que mantivessem os direitos políticos do ex-presidente até que o seu caso fosse avaliado pelo Supremo Tribunal Federal e que o mérito fosse tratado em Genebra. No entanto, a decisão do Comitê foi ignorada pelo Brasil, o que levou o órgão a considerar essa recusa em aceitar a decisão em sua decisão final. De acordo com informações do UOL, o Comitê indica que concluiu tanto a avaliação sobre a admissibilidade do caso como a questão do mérito. Porém, a decisão cabe aos 18 peritos do órgão, que se reúnem em maio de 2022 e quando deve ser proferida uma decisão final sobre o caso. Via UOL.
Corte Internacional – Bolsonaro é denunciado pela 6ª vez no Tribunal Penal Internacional

Desmatamento na Amazônia motiva mais uma denúncia contra Bolsonaro em Haia, na Holanda – Foto: Cia Pak/UN Photo Com suporte de ambientalistas, ex-juízes e cientistas, ONG austríaca acusa o presidente de crime contra a humanidade O Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda, recebeu a sexta denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nesta terça-feira (12). Dessa vez, a queixa foi impetrada pela ONG All Rise, da Austría, que acusa o mandatário brasileiro de crime contra a humanidade em razão de sua política ambiental. “O presidente brasileiro Jair Bolsonaro está destruindo a Amazônia. Suas ações ameaçam a todos nós. Hoje, o planeta revida. Estamos entrando com uma ação contra Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional. Juntos, vamos cobrá-lo”, anunciou a All Rise em seu perfil no Twitter. A ação, intitulada “Planeta contra Bolsonaro” acusa o presidente brasileiro de atuar para o aumento do desmatamento na Amazônia; a alta no número de incêndios na Amazônia; e maior emissão de CO². Um vídeo foi divulgado pela entidade para reforçar a denúncia, que está amparada por 300 páginas de estudos conduzidos por cientistas. O Tribunal Penal Internacional atua com jurisdição em 120 países, entre eles o Brasil, e julga indivíduos por crimes de guerra, genocídios, crimes ambientais e crimes contra a humanidade. Na Corte de Haia, Bolsonaro já foi denunciado outras cinco vezes. Relembre todas as acusações: 1) Novembro de 2019 A primeira, em novembro de 2019, foi protocolada pelo Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu), por “crimes contra a humanidade” e “incitação ao genocídio dos povos indígenas”. De acordo com a entidade, o presidente brasileiro coopera para o avanço do agronegócio contra os povos originários em suas terras. Na denúncia, o CADHu afirma que Bolsonaro teria adotado 33 medidas para facilitar o genocídio de indígenas, como a diminuição da fiscalização e a omissão no socorro aos povos originários do país. 2) Abril de 2020 Em abril de 2020, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) denunciou Bolsonaro pela condução da crise gerada pela pandemia do coronavírus. Na época, a entidade acusava o presidente de “atitudes absolutamente irresponsáveis”. Por isso, solicitam à Corte que instaure procedimento para averiguar a conduta do presidente e condene Bolsonaro pelo crime contra a humanidade por expor a vida de cidadãos brasileiros, com ações concretas que estimulam o contágio e a proliferação do vírus. “Por ação ou omissão, Bolsonaro coloca a vida da população em risco, cometendo crimes e merecendo a atuação do Tribunal Penal Internacional para a proteção da vida de milhares de pessoas”, pede a ABJD, em sua petição. 3) Junho de 2020 Também pela postura de Bolsonaro na condução da pandemia do coronavírus, o PDT foi ao Tribunal Penal Internacional. Em junho de 2020, o partido protocolou uma denúncia, acusando o presidente brasileiro de crime contra a humanidade. O PDT alegava que Bolsonaro contrariava as determinações da Organização Mundial da Saúde (OMS), de cientistas e infectologistas, para reduzir o contágio dos brasileiros e a curva, ascendente na época, de mortos pela doença. “Ressoa inconteste que as falas irresponsáveis proferidas pelo presidente da República, sobre o novo coronavírus, influenciam o comportamento dos cidadãos para o descumprimento das medidas necessárias ao combate do Covid-19”, afirmava o partido em sua denúncia. 4) Agosto de 2021 Em agosto de 2021, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) protocolou uma denúncia com 148 páginas em Haia, contra Bolsonaro. Na queixa, a entidade acusa o presidente de agir “de forma deliberada para exterminar etnias” e estabelecer um “Brasil sem indígenas.” “A política anti-indígena em curso no Brasil hoje é dolosa. São atos articulados, praticados de modo consistente durante os últimos dois anos, orientados pelo claro propósito da produção de uma nação brasileira sem indígenas, a ser atingida com a destruição desses povos, seja pela morte das pessoas por doença ou por homicídio, seja pela aniquilação de sua cultura, resultante de um processo de assimilação”, afirma a Apib, em seu documento. 5) Setembro de 2021 O Movimento Brasil Livre (MBL), ex-aliado de Bolsonaro, também foi à Haia contra o presidente. Foi em Setembro de 2021, para denunciar o mandatário por genocídio, por sua atuação durante a pandemia do coronavírus. Em sua denúncia, o movimento afirma que Bolsonaro ignorou evidências científicas e agiu com descaso durante o combate ao coronavírus. “Bolsonaro rejeitou vacinas intencionalmente, além disso, incentivou o povo a não se vacinar. Esse canalha sempre agiu a favor do vírus e deve ser responsabilizado pelos seus crimes”, protestou Renato Battista, coordenador do MBL, na época. Fonte: Brasil de Fato
Nobel da Paz premia luta pela liberdade de expressão

O comitê da Noruega concedeu nesta sexta-feira (8) o Prêmio Nobel da Paz de 2021 aos jornalistas Maria Ressa e Dmitry Muratov. Ressa é CEO da Rappler, uma agência de notícias que faz críticas ao governo das Filipinas. Muratov dirige o jornal russo independente Novaya Gazeta O comitê da Noruega concedeu nesta sexta-feira (8) o Prêmio Nobel da Paz de 2021 aos jornalistas Maria Ressa e Dmitry Muratov. Ressa, a primeira mulher neste ano a receber um Nobel, é CEO da Rappler, uma agência de notícias que faz críticas ao governo do presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte. Muratov dirige o jornal russo independente Novaya Gazeta. Segundo a Academia, a dupla foi premiada “por seus esforços para salvaguardar a liberdade de expressão, que é uma pré-condição para a democracia e a paz duradoura”. O relato foi publicado pela CNN Brasil. “O jornalismo livre, independente e baseado em fatos serve para proteger contra o abuso de poder, mentiras e propaganda de guerra”, disse Berit Reiss-Andersen, presidente do Comitê Norueguês do Nobel, ao anunciar o prêmio em Oslo nesta sexta.
Shakira, Elton John, Julio Iglesias: conheça as celebridades citadas na Pandora Papers

Investigação coordenada pelo ICIJ descobriu artistas e atletas que têm offshores em paraísos fiscais – Além de impostos baixos ou inexistentes, sigilo ajuda a esconder bens de governos, credores ou do público – Flagrada no Pandora Papers, Shakira é acusada na Espanha de evadir mais de 16 milhões de dólares – Ringo Starr e a estrela da seleção argentina, Di María também tem offshores no exterior Esta reportagem faz parte do Pandora Papers, projeto do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) que reúne mais de 600 repórteres de 151 veículos em 117 países e territórios. O Pandora Papers investigou milhões de documentos de paraísos fiscais em todo o mundo. No Brasil, participaram da apuração Agência Pública, revista piauí, Poder360 e Metrópoles. A reportagem original, que você pode ler aqui, foi escrita por Sean McGoey. Tradução: Poder360. A cantora colombiana Shakira fez. O músico Elton John, o astro do futebol argentino Ángel Di María, o cantor Julio Iglesias e a ex-top model alemã Claudia Schiffer também fizeram. Todos criaram offshores em lugares como as Ilhas Virgens Britânicas, onde os impostos são baixos ou inexistentes e seus negócios –e identidades– ficam distantes do público. Eles estão entre as celebridades, políticos e bilionários que tiveram seus nomes revelados nos Pandora Papers, investigação internacional conduzida pelo ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, na sigla em inglês), a respeito de empresas em paraísos fiscais. Abrir empresas e fundos de investimentos em paraísos fiscais não é difícil, é relativamente barato e, em muitos casos, legal. Uma celebridade que vive em Londres ou Los Angeles pode contratar um provedor de serviços financeiros em uma “jurisdição secreta“ para criar e registrar uma corporação. Além de impostos baixos ou inexistentes, esses lugares oferecem um grau de sigilo que dificulta determinar se os donos utilizam as offshores para esconder bens de governos, credores ou do público. Leia abaixo quem são algumas das celebridades citadas nos Pandora Papers, o que foi encontrado na investigação e o que elas disseram ao serem procuradas. Dona de 3 offshores, Shakira deixou de pagar US$ 16,4 milhões em impostos de 2012 a 2014 Em 2018, a estrela do pop foi investigada na Espanha por evasão fiscal ao usar offshores para administrar seus negócios. Três anos depois, em julho de 2021, a Justiça espanhola decidiu que havia evidências suficientes para provar que a cantora colombiana deixou de pagar US$ 16,4 milhões em impostos de 2012 a 2014. Na época, a agência de relações públicas da artista declarou que ela pagou a dívida assim que soube. Os Pandora Papers identificaram formulários de 3 offshores em nome de Shakira em 2019, enquanto as investigações eram conduzidas. Representantes da cantora declararam ao La Sexta, parceiro do ICIJ, que as empresas foram criadas antes de a artista morar na Espanha e que os formulários eram parte do processo de transferência das sociedades para um escritório de advocacia a ser dissolvido. Disseram também que essas empresas não têm receitas nem exercem alguma atividade. Ao El País, também parceiro do ICIJ, os representantes de Shakira afirmaram que ela usa offshores porque a maior parte de sua renda vem de fora da Espanha e que as autoridades fiscais espanholas têm conhecimento de todas as empresas. Sir Elton John Com uma fortuna avaliada em US$ 530 milhões, Elton John é dono de mais de 12 empresas registradas nas Ilhas Virgens Britânicas. Os nomes de algumas delas remetem a trabalhos do cantor, como WAB Lion King Ltd. e HST Billy Elliot Ltd. –o artista compôs trabalhos para as duas produções. O artista britânico criou empresas em pares, com uma voltada para administrar o dinheiro adquirido no Reino Unido –todas têm David Furnish, marido de Elton John, como único diretor– e outra voltada para a renda obtida em outros países. Representantes do cantor disseram ao ICIJ que as offshores pagam impostos no Reino Unido e que ele não as utiliza para reduzir ou evitar o pagamento de taxas. Elton John é dono de mais de 12 empresas registradas em paraíso fiscal Ringo Starr O baterista Ringo Starr, dono de uma fortuna estimada em US$ 400 milhões, abriu duas empresas nas Bahamas, usadas para investir em empreendimentos imobiliários, incluindo uma “residência particular em Los Angeles“. O ex-Beatle possui também 5 fundos no Panamá. Três deles mantêm apólices de seguros de vida que têm os filhos do músico como beneficiários, e um outro é usado para manter a receita de royalties e das apresentações ao vivo do astro. Procurados, representantes de Starr negaram-se a responder sobre o assunto. Ex-Beatle tem 7 offshores em paraísos fiscais Julio Iglesias O cantor e compositor espanhol é dono de mais de 20 empresas nas Ilhas Virgens Britânicas. Oito delas compraram empreendimentos imobiliários na região de Miami, nos EUA. Duas outras companhias ligadas a Julio Iglesias, mas não listadas no Pandora Papers, também são donas de imóveis no Estado norte-americano da Flórida. As empresas de Iglesias, cuja fortuna é estimada em US$ 936 milhões, possuem 5 lotes em Indian Creek, uma ilha exclusiva na Flórida conhecida como “bunker dos bilionários” e que conta com polícia e patrulha marinha armada próprias. As offshores do cantor venderam 2 lotes em 2020. O jornal New York Post afirma que Jared Kushner e Ivanka Trump compraram um dos lotes por US$ 32 milhões. O casal foi procurado, mas não respondeu. Documentos mostram que o advogado Russell King abriu empresas nas Ilhas Virgens Britânicas para Iglesias com um provedor de serviços para criação e gestão de offshores, a Trident Trust. Ele também é listado como o contato de várias propriedades do cantor em Miami. Procurado pelo jornal Miami Herald, King declarou “não ter liberdade para discutir quaisquer contatos que possa ter tido com clientes ou ex-clientes”. King disse, no entanto, que usar offshores para adquirir imóveis nos EUA faz sentido para clientes que não são cidadãos norte-americanos nem residentes permanentes no país, pois elas têm menos isenções fiscais. Para não-residentes, o imposto é aplicado em bens com valor superior a US$ 60.000, e para cidadãos norte-americanos e
Presidente Castillo anuncia “segunda Reforma Agrária” para apoiar pequenos agricultores no Peru

Programa deve oferecer apoio técnico e crédito a 2,2 milhões de pequenos agricultores peruanos O presidente do Peru Pedro Castillo lançou neste domingo (3) a “Segunda Reforma Agrária” do país, durante um evento público com o seu gabinete, no santuário Sacsayhuaman, Cusco. O projeto busca atingir cerca de 2,2 milhões de pequenos agricultores. O chefe de Estado já havia comentado a intenção de lançar o programa durante seu primeiro discurso oficial após a posse em julho. A nova Reforma Agrária irá oferecer suporte estatal em nove eixos, entre eles: segurança alimentar, cooperativismo, industrialização rural, além de crédito a partir de bancos de fomento agrário. Também foi criado um gabinete de Desenvolvimento Agrário e Rural, que será presidido por Castillo. O mandatário ainda pediu unidade aos agricultores para ajudarem a fiscalizar o Estado e garantir que o recurso será aplicado diretamente pelos pequenos produtores, “para que o setor rural goze de sua plena soberania alimentar”. A vice-presidenta Dina Boluarte assegurou que o programa “promoverá a competitividade dos pequenos produtores, melhorando sua produção e permitindo acessar novos mercados e obter maiores receitas”, publicou. https://twitter.com/DinaErcilia/status/1444707146566967299?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1444707146566967299%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.brasildefato.com.br%2F2021%2F10%2F03%2Fpresidente-castillo-anuncia-segunda-reforma-agraria-para-apoiar-pequenos-agricultores-no-peru O setor agrário representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do Peru e 24% da população economicamente ativa do país, sendo os principais produtos: batata, milho, quinoa, e cereais. O território peruano possui 3 mil variedades de batata preservadas pela agricultura familiar. “Todos peruanos comem do trabalho do camponês. A segunda reforma agrária não se trata de expropriações, mas de acesso à tecnologia, crédito e novos mercados”, afirmou o ministro de Justiça e Direitos Humanos, Aníbal Torres. ☑#IIReformaAgraria | Gremios agrarios, comunidades campesinas, autoridades locales y productores agropecuarios de diversas regiones llegan a #Sacsayhuamán para ser parte del lanzamiento de la Segunda Reforma Agraria ???? pic.twitter.com/W4NMGCX9WR — MIDAGRI – PERÚ (@midagriperu) October 3, 2021 A primeira lei aprovada por Castillo também buscava promover a criação de cooperativas agrárias, ajudando no acesso à tecnologia, fertilizantes e sementes. Atualmente, o Ministério de Desenvolvimento Agrário e Irrigação (Midagri) tem mapeadas 200 cooperativas e irá reconhecer outras 300 com cerca de 130 mil associados no total. A primeira Reforma Agrária do Peru foi realizada pelo governo militar de Juan Velasco Alvarado no anos 1960. Previa a eliminação do latifúndio, a reestruturação de comunidades camponesas tradicionais, desenvolvimento de indústria primária no campo e o apoio às associações de agricultores. “A primeira reforma agrária foi um processo de mudança estrutural, em meio a uma luta dos povos por igualdade e justiça. Mas desde então voltamos a ser explorados. Por fim o Peru busca combater a desigualdade sobre a qual se sustenta o agro”, declarou o presidente Catillo. Via Brasil de Fato
Fora Bolsonaro no Velho Continente: atos são registrados em cidades europeias

Paris, Londres, Berlim, Viena e outras grandes cidades se unem à mobilização que toma as ruas do Brasil neste sábado A mobilização deste sábado contra o presidente Jair Bolsonaro também foi internacional. Além dos mais de 300 atos que estão sendo realizados no Brasil, dezenas de manifestações já estão sendo registradas em cidades da Europa. Pela manhã, protestos foram realizados em Paris (França), Londres (Reino Unido), Berlim (Alemanha), Madri (Espanha), Áustria (Viena), entre outras grandes cidades do Velho Continente. Houve ainda protestos em metrópoles europeias na parte da tarde. Os protestos em Berlim estão começando #2OutubroForaBolsonaro pic.twitter.com/mDD8zzucfj — Vera Fazueli ???????????????????????????????????? (@Verasmgomes) October 2, 2021 Fora Bolsonaro em Viena agora! Foto: Laura Seidl #2OutForaBolsonaro #ForaBolsonaro pic.twitter.com/U4S4R15q8b — Mídia NINJA (@MidiaNINJA) October 2, 2021 Em Friburgo, na Alemanha, já é #ForaBolsonaro. Fotos: Coletivo Brasil-Alemanha pela Democracia #2OutForaBolsonaro pic.twitter.com/hvrGGvRBWt — Mídia NINJA (@MidiaNINJA) October 2, 2021 De onde estiver, levante sua bandeira! #ForaBolsonaro em Puente de Piedra, Zaragoza, Espanha ???????? Via @brunabrelaz #2OutForaBolsonaro pic.twitter.com/whSzF8nAnM — Mídia NINJA (@MidiaNINJA) October 2, 2021
‘Fora, Francisco!’ – O papa expõe um complô que já teria se articulado para substituí-lo

Papa Francisco durante seu encontro com jesuítas eslovacos (Vatican Media) Por Mirticeli Medeiros* Papa Francisco não é bobo e conhece seus inimigos pelo nome e pelo sobrenome. Quando menos esperamos, ele nos presenteia com suas sacadas de mestre. Embora tenha tanto com o que se preocupar, se revela alguém bastante atento ao que ocorre – principalmente pelas suas costas. Seus olhos e ouvidos estão em todos os “cômodos” do pequeno Estado que governa. É impressionante. Em meio a essas tramas quase renascentistas, cujos protagonistas são os prelados que não veem a hora de que esse pontificado chegue ao fim, o pontífice transforma as críticas no combustível para o seu projeto de reforma. Quanto mais resistem, mais ele se mostra disposto a ir até o fim. Como bom conhecedor da história da instituição, ele sabe que as reformas da Cúria Romana sempre foram marcadas pela resistência daqueles que consideram a sua estrutura um modelo intocável. Esta semana, o papa deu trabalho aos jornalistas que cobrem o Vaticano. Em um encontro informal com os jesuítas, na sua última viagem à Eslováquia, ele deixou escapar que sabia de um complô formado por prelados (sem especificar se eram bispos ou cardeais), os quais estariam prontos para atuar caso Francisco saísse muito debilitado da cirurgia no intestino à qual se submeteu em julho passado. “Já preparavam até o conclave. Paciência!”, disse o santo padre. “Ainda estou vivo” – acrescentou -, como se dissesse: “Estou bem, agora vão ter que me engolir”. As especulações já apontam para todos os lados. O jornalista Fabio Marchese, do periódico italiano Il Giornale acredita que esse grupo seja composto por monsenhores da Cúria Romana que atuam no organismo há muitos anos, os quais, na frente do papa, se mostrariam diplomáticos e bastante dispostos. Mas embora tais burburinhos não tenham levado a nenhum nome, todos os profissionais de imprensa concordam que, mais uma vez, isso tem dedo de algum bispo da Igreja americana. Não é novidade para ninguém, por exemplo, que o cardeal Timothy Dolan assumiu as vestes de kingmaker ao distribuir, entre os purpurados, um livro “sobre o papa ideal”, escrito por um autor que é abertamente contrário a Francisco. Lembrando que é proibido fazer esse tipo de “campanha” antes da morte do papa, segundo regimento interno da instituição. E o purpurado americano tem consciência disso. Quando o pontífice atual visita um país, são raras as vezes em que ele não se encontra com os jesuítas do lugar. E são nessas ocasiões que ele aproveita para fazer seus desabafos, por se sentir bastante à vontade para isso, entre seus confrades. Como bom jesuíta, aliás, ele conhece os jogos de poder que acontecem entre os vários grupos que compõem o corpo eclesial – ora de maneira mais explícita ora de maneira mais sutil, a depender de quem governa. O silêncio de alguns opositores de Francisco, atualmente, também o deixa em estado de alerta. Ele sabe que é na surdina que os movimentos antirreforma ganham força. E expor o caso, para que todos estejam a par do cenário, os enfraquece. O papa atual é um bom estrategista e “está para a guerra”, no bom sentido do termo. As suas atividades, daqui para frente, serão voltadas para expressar força e vitalidade. A última viagem apostólica foi prova disso. Após ficar a par do que anda acontecendo, talvez pelo seu secretário de Estado, Pietro Parolin, segundo o artigo de Marchese, Francisco, sem dúvida alguma, vai recalcular a rota. Algumas nomeações na Cúria Romana precisam ser feitas, pois alguns cardeais já chegaram à idade de pedir aposentadoria. Ele pode optar por convocar um novo consistório para que colaboradores mais alinhados a seu programa de governo ocupem essas vagas. É a hora do tudo ou nada, já que a idade do papa avança e as cartas sobre o futuro da instituição precisam ser colocadas à mesa. Se existirá um Francisco II não sabemos, mas é impensável eleger alguém que abandone essa reforma. E para que ela se concretize e gere frutos, ao menos 3 papas precisam estar dispostos a levá-la adiante, já que o plano é audacioso e precisará de anos para ser encarnado nas várias realidades que se mesclam dentro do catolicismo. *Mirticeli Medeiros é jornalista e mestre em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Desde 2009, cobre o Vaticano para meios de comunicação no Brasil e na Itália e é colunista do Dom Total, onde publica às sextas-feiras Via Dom Total
Sem vacina, Bolsonaro dá vexame em Nova York e é obrigado a comer pizza na rua

Jair Bolsonaro não pode entrar em restaurantes porque se recusou a se vacinar contra a covid-19 Jair Bolsonaro, que fez campanha contra a vacinação no Brasil e é chamado de genocida no Brasil e no mundo, passou vexame em Nova York, onde foi obrigado a comer pizza na rua, com sua comitiva, porque não pode entrar em restaurantes. A cidade não aceita que pessoas não vacinadas entrem em ambientes fechados. A cena representa mais uma humilhação internacional para o Brasil, que vem tendo sua imagem internacional destruída desde o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff e a posterior ascensão do fascismo. Confira algumas reações: Em Nova York, ainda sem tomar um banho no hotel e trocar a roupa com que embarcou em Brasília, Bolsonaro teve que comer pizza de pé, na calçada. Como ele não se vacinou, está proibido de entrar nos restaurantes, lei na cidade durante a pandemia. Cercado pela sua comitiva. pic.twitter.com/vymLZN3fsF — Hildegard Angel Oficial???????????????????????? (@hilde_angel) September 20, 2021 A VERGONHA do dia é o Bolsonaro com seus desministros comendo pizza na rua porque são PROIBIDOS de entrar em restaurantes em NY. — Thiago dos Reis ???????? (@ThiagoResiste) September 20, 2021 “Bolsonaro representa o orgulho de ser vira-lata”, diz Alex Solnik Jornalista criticou a postura de Jair Bolsonaro, que não tomou banho e teve que comer pizza na rua em Nova York por não ter comprovante de vacina para entrar em estabelecimentos fechados. “Onde já se viu uma comitiva presidencial comendo na calçada? É um orgulho de ser vira-lata. Orgulho de ser pária”, disparou O jornalista Alex Solnik criticou em sua análise no programa Bom dia 247 desta segunda-feira (20) a postura de Jair Bolsonaro, que chegou a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU, não tomou banho no hotel e teve que comer pizza na rua, pois não possui passaporte da vacina para entrar nos estabelecimentos fechados. “Não é apenas um vexame internacional. Onde já se viu uma comitiva presidencial comendo na calçada? É um orgulho de ser vira-lata. Orgulho de ser pária, orgulho de não ser vacinado”, disparou Solnik. “Vivemos uma situação mundial de pandemia, milhões de mortos, e vem um presidente de umas das maiores potências mundiais, que não se vacina, e que leva o ministro da Saúde a participar desse vexame. É algo inédito na história internacional”, avaliou ainda o jornalista. Ele ainda afirmou que “essa foto deve estar circulando no mundo todo e todos devem estar espantados”.