Bolsonaro recebe as mais duras críticas na ONU dos últimos 20 anos

A Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, fez um duro questionamento ao governo de Jair Bolsonaro. Segundo ela, o espaço democrático no Brasil está encolhendo. Para o jornalista Jamil Chade, são os mais duros comentários feitos sobre a situação da democracia no Brasil por parte da cúpula da ONU em pelo menos 20 anos A Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, fez um duro questionamento ao governo de Jair Bolsonaro. Segundo ela, o espaço democrático no Brasil está encolhendo, a violência policial aumenta, a apologia à ditadura reforça a sensação de impunidade e defensores de direitos humanos estão sob ameaça. Para o jornalista Jamil Chade, são os mais duros comentários feitos sobre a situação da democracia no Brasil por parte da cúpula da ONU em pelo menos 20 anos. Em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (4) em Genebra, a ex-presidente do Chile respondeu a perguntas sobre a situação no Brasil e deixou claro sua “preocupação”, aponta Jamil Chade em seu blog. Bachelet criticou a atitude do governo brasileiro de comemorar o golpe de Estado de 1964, indicando que tal gesto aprofunda o sentimento de que agentes do Estado estão acima da lei. O jornalista assinala ainda que os comentários são considerados por diplomatas e observadores na ONU como um forte golpe contra as pretensões do Itamaraty de convencer a comunidade internacional de que Bolsonaro está comprometido em defender a democracia e as liberdades no País. As críticas a Blsonaro são feitas às vésperas da primeira viagem que ele fará à Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, e em meio à campanha do Brasil por votos para obter mais um mandato no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Jamil Chade chama a atenção para o fato de que as declarações de Bachelet estão entre os comentários mais duros feitos sobre a situação da democracia no Brasil por parte da cúpula da ONU em pelo menos 20 anos. Bolsonaro será cobrado na ONU por conta das violações de direitos humanos na região amazônica, informa o jornalista. A partir da semana que vem, o Conselho de Direitos Humanos tratará da questão e o governo Bolsonaro será pressionado e denunciado. Ao longo dos últimos meses, entidades internacionais e ongs acusaram o governo brasileiro de estar ignorando os apelos por proteção de líderes indígenas e ambientalistas.
Líder do França Insubmissa visita Lula nesta quinta

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso político desde abril de 2018, recebe nesta quinta-feira (5) a visita do líder e fundador do movimento França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon. – Mélenchon, que foi candidato na última eleição presidencial francesa, tem denunciado internacionalmente a ilegalidade da prisão de Lula e seus objetivos políticos eleitorais desde que o ex-presidente foi levado a Curitiba. O ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante também visita Lula nesta quinta.
Brigitte Macron agradece, em português, por apoio de brasileiras

“As coisas estão mudando. Todo o mundo deve estar consciente disso. Há coisas que não se pode mais dizer e coisas que não se pode mais fazer”, declarou a primeira-dama da França A primeira-dama francesa, Brigitte Macron, deu uma declaração nesta quinta-feira (29) agradecendo ao apoio recebido nas redes sociais após o comentário machista feito pelo presidente Jair Bolsonaro contra ela. Brigitte fez questão de testar o português: “muito obrigada”. “Eu quero simplesmente dizer duas palavras aos brasileiros e às brasileiras. Duas palavras em português, espero que me entendam: ‘Muito obrigada’”, disse a primeira-dama, que foi ofendida por Jair Bolsonaro por ser 24 anos mais velha que o presidente Emmanuel Macron. Brigitte foi professora de Macron na universidade. Ela ainda condenou a declaração de Bolsonaro dizendo que ela ofende a todas as mulheres e não cabe mais nos dias de hoje. “Para além de mim mesma, é por todas as mulheres. Todas as mulheres se viram afetadas. As coisas estão mudando. Todo o mundo deve estar consciente disso. Há coisas que não se pode mais dizer e coisas que não se pode mais fazer”, comentou. #DesculpaBrigitte: Reação nas redes à fala machista de Bolsonaro viraliza e emociona a primeira-dama Internautas se mobilizaram nas redes sociais para subir a hashtag #DesculpaBrigitte nos trending topics do Twitter, como forma de mostrar que parte do país não compactua com a fala do presidente Depois do episódio polêmico em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) repercutiu uma postagem machista que comparava fisicamente a primeira-dama francesa com Michelle Bolsonaro, internautas se mobilizaram nas redes sociais para subir a hashtag #DesculpaBrigitte nos trending topics do Twitter, como forma de mostrar que parte do país não compactua com a fala do presidente. De acordo com o jornal francês Le Parisien, em matéria desta terça-feira (27), os pedidos de desculpa chegaram a Brigitte Macron, que disse estar emocionada com a mobilização. “As mensagens chegaram aos ouvidos da primeira-dama. Ela disse que ficou muito emocionada com os tweets, e que os descobriu pouco antes de deixar Biarritz”, mencionou o jornal francês. Em várias das mensagens, os brasileiros mencionam a vergonha que sentem das falas do presidente Jair Bolsonaro. “Ele não me representa”, destacam alguns internautas. Além das hashtags, grupos de brasileiras de Paris lançaram abaixo-assinados em solidariedade à primeira-ministra. O núcleo francês “Grupo Mulheres do Brasil”, coletivo de mais de 40 mil pessoas, postou um manifesto que foi compartilhado nas páginas do movimento. “Repudiamos qualquer tipo de atitude sexista ou machista e achamos que o dever de um presidente é repelir comportamentos deste tipo em vez de referendá-los”, escreveu a publicação. Já o “Brasileiras de Paris”, que tem quase 5 mil integrantes, publicou uma carta endereçada a Brigitte Macron. No texto, elas exprimem “solidariedade e indignação”. O grupo afirma que a atitude “desprezível” do presidente brasileiro é “preocupante e vergonhosa”. “As declarações misóginas, discriminatórias e grosseiras do presidente desonram o povo brasileiro. Bolsonaro, assim como sua política, não nos representam”, completam.
The Economist: “Os incêndios da Amazônia poderiam queimar Jair Bolsonaro”

“Através da fumaça, duas coisas são claras: as políticas de Bolsonaro são profundamente destrutivas para a floresta amazônica, e dissuadi-lo exigirá muito mais sutileza no exterior e mais determinação dos adversários e até dos aliados em casa”, diz a revista inglesa – O jornal inglês The Economist voltou a destacar os impactos negativos das queimadas na Amazônia na imagem do presidente Jair Bolsonaro (PSL), apontado pela imprensa internacional como “irresponsável” diante da catástrofe ambiental. Em reportagem publicada nesta quinta-feira (29), o jornal disse que “os incêndios da Amazônia poderiam queimar Jair Bolsonaro”, mencionando também que a comunidade internacional tem razão em se preocupar com a situação, mas que devem mostrar “sutileza” ao lidar com o Brasil. A revista fez uma recapitulação dos acontecimentos mais marcantes dos últimos 10 dias envolvendo a Amazônia. O texto cita as reuniões do G7, a recusa do governo em aceitar a ajuda financeira do grupo e as intrigas que se desenrolaram entre Bolsonaro e o presidente da França, Emmanuel Macron. “Através da fumaça, duas coisas são claras: as políticas de Bolsonaro são profundamente destrutivas para a floresta amazônica, e dissuadi-lo exigirá muito mais sutileza no exterior e mais determinação dos adversários e até dos aliados em casa”, menciona a publicação A persuasão e influência do agronegócio no governo brasileiro, fragilizando as políticas ambientais, também foi uma das questões levantadas pelo jornal. “Diplomatas brasileiros no exterior apresentam que seu país está comprometido com a interrupção do desmatamento. Em casa, o presidente pisca para quem o pratica”, escreveu o The Economist. O jornal também cita a pressão que a população está fazendo no governo para confrontar o governo em suas decisões ambientais. “A maioria dos brasileiros se preocupa com as mudanças climáticas. Enquanto o presidente falava na televisão no dia 23 de agosto sobre os incêndios, houve protestos e pancadaria em partes prósperas das cidades, inclusive de quem ajudou a elegê-lo. Mas interromper suas práticas de desmatamento exigirá ação política organizada e protestos”, completou.
Fogo na Amazônia, tensões com Irã e Brexit: confira o que foi discutido no G7

Encontro ocorreu na cidade de Biarritz, na França; meio ambiente foi um dos temas mais tratados durante cúpula – Terminou nesta segunda-feira (26) a 45ª reunião de cúpula do G7, grupo formado por chefes de Estado e de governo da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Durante a reunião, que durou três dias, os representantes discutiram temas que vão do aumento das queimadas na Amazônia ao acirramento das tensões envolvendo o Irã. O encontro ocorreu na cidade de Biarritz, na França, país que exerce a presidência rotativa do bloco. Além das sete nações com assento fixo, oito convidados participaram da reunião. A União Europeia (UE) esteve presente como observadora. Puxado pelo anfitrião Emmanuel Macron, o aumento das queimadas na Amazônia se tornou um dos assuntos mais discutidos durante a cúpula. O presidente francês chegou a afirmar que a situação merece uma “mobilização de todas as potências” para lutar contra o desmatamento e em favor do reflorestamento. “Há uma convergência real para dizer que todos concordamos em ajudar os países afetados por esses incêndios o mais rápido possível”, afirmou o mandatário francês, que também criticou a falta de ação de Jair Bolsonaro (PSL) no combate às queimadas. Os países do G7 anunciaram que pretendem disponibilizar US$ 20 milhões (cerca de R$ 91 milhões) para ações de combate a queimadas. A quantia, segundo fontes do governo francês, deve ser enviadas “imediatamente” aos países afetados. Bolsonaro criticou a ajuda e voltou a atacar o presidente francês. “Macron promete ajuda de países ricos à Amazônia. Será que alguém ajuda alguém – a não ser uma pessoa pobre, né? – sem retorno? Quem está de olho na Amazônia? O que querem lá?”, disse. A maior parte da quantia doada será destinada ao envio de aviões Canadair de combate a incêndios. O grupo também decidiu apoiar um plano de reflorestamento de médio prazo, que ainda deve ser apresentado em setembro na Assembleia-Geral das Nações Unidas. Irã Outro tema em destaque foi o do acirramento das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. A escalada começou após Donald Trump anunciar que o país deixaria o Plano de Ação Conjunto Global, pacto que tem como objetivo limitar o programa nuclear da república islâmica em troca da retirada de sanções econômicas aplicadas contra Teerã. Em vigor desde julho de 2015, o acordo foi assinado por Alemanha, China, França, Rússia, Reino Unido e EUA. Após Washington deixar o acordo, o Irã foi gradativamente abandonando parte das exigências contidas no pacto. Com exceção dos EUA, os demais signatários sempre afirmaram que o Irã respeitou os termos do acordo. Embora Trump tenha adotado um tom de hostilidade contra o Irã desde que assumiu a presidência, o mandatário sinalizou nesta segunda que pode estar aberto a uma reaproximação diplomática. Durante entrevista concedida na cúpula, Trump afirmou que espera que o Irã “seja um país muito bom, muito forte” e que seu objetivo não é levar o país a uma mudança de regime. “Queremos fazer o Irã rico novamente, deixá-los serem ricos, ficarem bem, se eles quiserem”. Apesar da fala, ele afirmou que não pretende retirar as sanções e que “ainda é cedo” para um reencontro com as autoridades do país. Os europeus, por outro lado, tentam mostrar comprometimento com o acordo nuclear e convencer Washington a suspender pelo menos o veto à exportação de petróleo iraniano, principal fonte de renda do país. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, está na França para se reunir com integrantes dos governos da Alemanha e Reino Unido. Guerra comercial Após a nova escalada na guerra comercial entre a China e os EUA, os dois países sinalizaram que podem buscar um diálogo para reduzir as tensões. “Eles nos telefonaram e começaremos a negociar em breve, e veremos o que acontece”, revelou Trump – que disse considerar o presidente chinês, Xi Jinping, “um grande líder” e que “uma das razões pelas quais a China é um grande país é que entende como a vida funciona”. O vice-premiê chinês, Liu He, também se pronunciou, afirmando que o país pretende resolver as disputas comerciais com diálogo. “Estamos disposto a resolver a questão por meio de consultas e cooperação com uma atitude calma e nos opomos firmemente à intensificação da guerra comercial”, disse. Na última sexta-feira (23) Trump havia anunciado a aplicação de novas tarifas sobre os produtos importados chineses e ameaçou retirar empresas norte-americanas do país asiático. No sábado, chegou a afirmar que “lamenta não ter aumentado mais as tarifas”. Brexit A saída do Reino Unido da União Europeia (UE) foi discutida de forma paralela durante a cúpula. O divórcio, aprovado em 2016, inicialmente deveria ter acontecido em 29 de março deste ano. As tensões em torno da separação já levaram à queda da ex-primeira-ministra britânica, Theresa May. Após uma reunião com o novo premiê britânico, Boris Johnson, Trump afirmou que se o Brexit se concretizar, ele conseguirá “rapidamente […] um fantástico acordo comercial muito grande, o maior que ele [Johnson] já viu”. A conversa entre os dois líderes ocorreu fora da cúpula. Com um novo prazo de separação fixado para 31 de outubro, ainda não está claro qual será será o futuro do Brexit. O Parlamento do Reino Unido, liderado por Johnson, pretende aprovar um acordo antes do esgotamento do prazo, o que traria menos consequências negativas para a economia europeia. Johnson afirmou estar “mais otimista” após a reunião com Trump. No entanto, segundo ele, “vai ser difícil” [aprovar um acordo], pois há uma discordância profunda” entre Londres e a União Europeia. Via Brasil de Fato
“Brasil merece um presidente à altura do cargo”, afirma Macron

O presidente da França, Emmanuel Macron¸ que já vem criticando o governo Bolsonaro em função do desmonte da política ambiental e dos incêndios na Amazônia, afirmou nesta segunda-feira (26) que o Brasil “merece um presidente que esteja à altura do cargo”. Ainda segundo Macron, no âmbito da cúpula do G7 (clube dos países ricos), “é triste” ver ministros brasileiros insultarem líderes estrangeiro. A declaração do presidente francês veio na esteira do comentário machista desferido por Jair Bolsonaro contra sua mulher, Briggite, 24 anos mais velha que ele. Sobre o assunto, Macron ressaltou que o comentário sobre Brigitte foi “triste” e “extremamente desrespeitoso”. Ainda segundo ele, “as mulheres brasileiras sem dúvida têm um pouco de vergonha [de Jair Bolsonaro]. (Leia no Brasil 247) O comentário sexista feito por Bolsonaro foi postado em uma foto colocada na internet em que comparava os dois casais – Macron e Briggite e Bolsonaro e Michele, 27 anos mais nova. “Agora entende por que Macron persegue Bolsonaro?”, escreveu o seguidor de Bolsonaro. “Não humilha cara. Kkkkkkk”, escreveu Bolsonaro.
NYT destaca que a Amazônia está nas mãos “do menor, mais maçante e insignificante dos líderes”

O New York Times, jornal mais importante do planeta, publicou reportagem nesta segunda-feira (26) afirmando que a Amazônia está nas mãos de Bolsonaro, “o menor, mais maçante e mais insignificante dos líderes”. A reportagem assinada pela jornalista Vanessa Barbara leva o título de “A devastação da Amazônia atravessa o Brasil”. O texto aponta como uma das causas da devastação da Amazônia problema o desmonte das políticas ambientais do Brasil promovida pelo governo Bolsonaro, com destaque para a exoneração do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão. Segundo a reportagem este foi o “primeiro sinal” de que o ano de 2019 não seria bom para a Amazônia. A jornalista ressalta que a demissão de Galvão aconteceu pelo fato de Jair Bolsonaro não considerar que os dados referentes aos crescimento do desmatamento em seu governo seriam reais, mas as “imagens de satélites realmente mostraram os números alarmantes de incêndios pela Amazônia”.
Bolsonaro posta falso vídeo sobre baleias na Noruega e vira piada nas redes

O presidente criticou o país, que deixou de investir na Amazônia, postando vídeo de outro país Depois da suspensão da ajuda financeira da Noruega para a luta contra o desmatamento na Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar Oslo e sua caça às baleias, mas usando imagens erradas, o que provocou piadas nas redes sociais. “Veja a matança das baleias patrocinada pela Noruega”, tuitou Bolsonaro na noite de domingo. O tuíte inclui um vídeo e fotos que mostram, com uma música melancólica ao fundo, o resultado de uma caça em massa de cetáceos, depois abatidos na praia, com o sangue tingindo as águas de vermelho. O problema é que as imagens supostamente feitas em 29 de maio na Noruega ilustram um festival de caça tradicional chamado ‘grindadráp’ nas Ilhas Faroe, um território dependente da Dinamarca no Atlântico Norte. “Haha, que presidente idiota o Brasil tem! NÃO É a Noruega! Não matamos assim as baleias. Informe-se se quiser ser respeitado! É uma ‘Fake news’, como diria Trump”, reagiu um usuário do Twitter. “Informação falsa é um crime, senhor Presidente”, afirma outro. Bolsonaro critica a Noruega desde que este país, assim como a Alemanha, anunciou na semana passada o bloqueio de 133 milhões de reais (cerca de 33 milhões de dólares) destinados ao Brasil sob acusação de que o Brasil “não quer deter o desmatamento” da Amazônia. Com isso, teria rompido unilateralmente o acordo alcançado com os doadores do Fundo, para o qual Oslo contribuiu com 900 milhões de dólares desde sua criação em 2008. A Noruega é um dos poucos países do mundo que autoriza a caça comercial de baleias, e por isso também é criticada por ONGs ligadas ao tema.
O Jornal austríaco Die Presse diz que o Brasil elegeu um idiota

“Sete meses depois de assumir, Bolsonaro não se contém”… – O jornal austríaco Die Presse publicou uma reportagem nesta terça-feira, 13/VIII, em que chama o Presidente (sic) Jair Bolsonaro de “idiota”. Com o título “O Brasil elegeu um idiota”, a publicação comenta as teorias conspiratórias criadas por Bolsonaro e sua tentativa de reescrever a história. O Die Presse critica, ainda, a indicação de Eduardo Bolsonaro à Embaixada do Brasil em Washington (EUA). “Sete meses depois de assumir o cargo, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, não se contém. Ele é um mentiroso, espalhando teorias da conspiração e tentando nomear seu filho embaixador nos Estados Unidos”, diz o texto.
Hermanos derrotam Mauricio Macri, o Bolsonaro da Argentina

– Alberto Fernandez e Cristina Kirchner derrotam Macri nas eleições primárias na Argentina – Macri concedeu entrevista ao informativo El Destape reconhecendo a derrota. “Dói ver que não tivemos hoje o resultado que esperávamos” As eleições primárias na Argentina, ocorridas neste domingo (11), mostram que o jogo político na América Latina, que viu a ascensão de governos de extrema direita nos últimos tempos, começa a mudar. A chapa progressista encabeçada por Alberto Fernandez, com Cristina Kirchner na vice-presidência, derrotou o grupo conservador de direita liderado pelo atual mandatário, Mauricio Macri – apoiado por Jair Bolsonaro. Na primeira parcial, com 58,7% das urnas apuradas, Fernandez/Kirchner obtiverem 47,01% dos votos, contra 32,66% do presidente, que tenta a reeleição. Macri concedeu entrevista ao informativo El Destape reconhecendo a derrota. “Dói ver que não tivemos hoje o resultado que esperávamos”, disse o atual mandatário argentino. Cerca de 75% dos eleitores aptos foram às urnas, de acordo com a Justiça eleitoral – 4 pontos percentuais a mais que na última primária presidencial, em 2015. As urnas ficaram abertas das 8h às 18h. Pesquisas de boca de urna mostram a vitória de Fernandez/Kirchner, que teriam atingido porcentual acima dos 45%. Pelas normas da eleição argentina, há chance de o pleito ser definido já no primeiro turno. Se a chapa mais votada tiver 40% dos votos úteis e 10 pontos percentuais a mais que a segunda colocada, estará eleita. Ou, então, se obtiver simplesmente 45% mais um voto. As eleições gerais ocorrerão em 27 de outubro. Um eventual segundo turno está marcado para 24 de novembro. O novo governo assumirá em 10 de dezembro. Paso As eleições Paso – como são chamadas as primárias na Argentina – servem como uma pesquisa nacional, mas são obrigatórias para todos os argentinos entre 18 e 70 anos que estão registrados no sistema eleitoral. A participação é optativa apenas para os jovens de 16 e 17 anos e para os maiores de 70 anos. As eleições são consideradas “abertas” por não exigirem afiliação partidária e terem a participação de todos os cidadãos. São “simultâneas” porque se realizam no mesmo dia em todo o país. Cerca de 34 milhões de argentinos estão habilitados para votarem nas 185 mil urnas distribuídas pelo país, em mais de 14 mil colégios. Veja também: Macri: sem argumentos Além de definirem quem serão os candidatos a presidente e vice-presidente, as eleições Paso definem os candidatos para renovar um terço dos senadores (24 cadeiras) e a metade dos deputados (130 cadeiras). Esse tipo de votação – Paso – é realizado sempre no segundo domingo de agosto e funciona como um filtro, pois elimina as candidaturas que não alcancem o piso de 1,5% dos votos. Via Revista Fórum