Eva Perón, 100 anos | Uma vida dedicada aos direitos sociais do povo argentino

– Historiador Felipe Pigna relembra os principais fatos da trajetória de Evita, que faria 100 anos nesta terça-feira (7) – Marcada como a década da Segunda Guerra Mundial e do início da ordem bipolar, 1940 também assistiu a processos políticos singulares de mobilização popular na América Latina. Em diversos países, projetos populistas foram eleitos com ampla base social de apoio e deixaram um legado ainda não superado. A Argentina, por exemplo, viveu o surgimento do Peronismo. O país enfrentava os primeiros anos de um golpe militar iniciado em 1943, e o movimento peronista, composto por diversas classes sociais, culminou na eleição de Juan Domingo Perón em 1946. O governo caracterizou-se pelo fortalecimento do movimento operário e pela ampliação dos direitos sociais. Uma das principais personagens dessa história é Eva Duarte de Perón (1919-1952), mais conhecida como Evita Perón. Atriz e então esposa de Perón durante o primeiro mandato (1946 a 1952), ela teve sua trajetória marcada por forte atuação política. Até hoje reverenciada pelo povo argentino, Evita é lembrada pela defesa dos direitos da classe trabalhadora, das mulheres, das crianças e dos mais humildes — os “descamisados”. No dia que marca seu centenário, o Brasil de Fato revisita sua trajetória através de uma conversa com Felipe Pigna, historiador argentino e autor do livro Evita, realidade ou mito: a biografia definitiva da mulher mais amada e odiada da Argentina. “O legado mais importante de Evita se resume em uma frase: onde há uma necessidade, nasce um direito. Quer dizer que a necessidade vai gerando novos direitos e que, portanto, o Estado, deve repartir o dinheiro entre as pessoas”, defende o historiador. Uma origem popular A história de Evita começa na pequena cidade de Los Toldos, na província de Buenos Aires, capital argentina. Caçula de cinco filhas da costureira Juana Ibarguren, ela viveu uma infância de privações. Na década de 1930, aos 15 anos, mudou-se para Buenos Aires com o sonho de se tornar atriz. Em meio a participações nas rádios locais, tornou-se conhecida e ganhou protagonismo como locutora de radionovelas. Em 1944 , conheceu seu futuro esposo, Juan Perón. “Nesse contexto, acontece o terremoto de San Juan, onde morrem mais de 8 mil pessoas. Perón, que era secretário de Trabalho e Segurança Social do governo, decide convocar artistas para um grande show nacional. Foram muitos artistas conhecidos, inclusive Evita. Aí eles se conhecem e começa o vínculo entre eles que vai mudar a vida de Evita absolutamente”, completa Pigna. Em outubro de 1945, Perón, então vice-presidente do país, é afastado de seus cargos por um golpe civil e militar e, em seguida, preso. Evita foi responsável por dirigir uma ampla campanha de agitação social que, em 17 de outubro, reuniu milhões de trabalhadores no centro da capital para exigir a liberdade de Perón, em uma das maiores manifestações populares da história do país. Desde então, o 17 de outubro marca o Dia da Lealdade Peronista. Finalmente, em fevereiro de 1946, Juan Domingo Perón é eleito para a Presidência com 56% dos votos. Organização política das argentinas Os direitos e a politização das mulheres argentinas foram parte fundamental das ações de Eva Perón. “Evita lutava pelos direitos das mulheres, direitos civis e de trabalho. Os direitos civis tinham a ver com a igualdade dos homens e das mulheres, salários iguais para trabalhos iguais, a educação em todos os âmbitos, a promoção social”, lembra Pigna. “Até que finalmente conseguiu que o Parlamento aprovasse a lei do voto feminino, que era uma luta antiga das argentinas desde o início do século”. Em setembro de 1947, foi promulgada a Lei 13.010, também conhecida como Lei Evita, que estabelecia o sufrágio feminino e reconhecia a igualdade de direitos políticos entre mulheres e homens. Os resultados não demoraram a chegar. Nas eleições de 1951, as mulheres depositavam pela primeira vez seus votos nas urnas argentinas. Foram quase quatro milhões de votos femininos. Mais da metade deles, 64%, para a sigla do Peronismo. Resultado de uma luta histórica das mulheres, agora elas também ocupavam cargos de poder institucional com a eleição de 23 deputadas e seis senadoras. Evita também buscou consolidar uma organização exclusiva de mulheres. Em 1947, foi criado o Partido Peronista Feminino com fortes vínculos na política de saúde e educação. Eva Perón foi eleita presidenta por ampla maioria. O Peronismo, a partir de então, incluiu candidaturas femininas para todos os postos de disputa. Políticas sociais Em 1948, Evita cria a Fundação Eva Perón, instituição de assistência social que atuava junto ao Estado argentino. A saúde pública foi tema de grande dedicação da líder política. “Começa uma construção impressionante de hospitais, solidariedade social, distribuição de medicamentos, o que vai a colocando em lugar de muito reconhecimento popular e dando o mote de ‘Santa Evita’”, acrescenta o historiador. Durante o primeiro mandato de Perón, sob a supervisão de Evita, foi construída uma ampla rede de saúde. Em menos de dois anos, a Escola de Enfermeiras Evita Perón graduou mais de cinco mil profissionais. Mais de 30 mil novos leitos hospitalares foram criados. Evita Perón cumprimenta os trabalhadores e trabalhadoras em Buenos Aires. (Foto: Arquivo Público/Argentina) Com a ideia de que nem todos os “descamisados” conseguiam chegar aos hospitais, em 1951 ela inaugura um novo estilo de atenção médica: um trem que viajou o país por quatro meses levando atendimento médico à população e educação sobre higiene e medicina preventiva. A Fundação também criou escolas em tempo integral para as crianças mais pobres, que abrigaram cerca de 16 mil crianças em uma época na qual a população total da Argentina era de 16 milhões de habitantes. “Foi uma mulher que transcendeu as fronteiras. A Fundação Eva Perón, por exemplo, ajudava crianças e pessoas em toda a América Latina”, lembra Pigna. Ao mesmo tempo, Evita se dedicava ao trabalho com os sindicatos, e tornou-se especialmente admirada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical do país. “Quando chegam as eleições, os sindicatos são os que propõem que Evita seja candidata à vice-presidência. Começam então as pressões,
O Exército vai pagar um tour milionário de coronéis pela Europa

Do Intercept: O roteiro começa por Paris. O dia é livre, mas há a opção de conhecer o Palácio de Versalhes. Depois, o grupo segue para a Galeria Lafayette, uma luxuosa loja de departamentos que impressiona pela imponente arquitetura. O grupo passa mais um dia na Cidade Luz antes de seguir de ônibus para Bruxelas, na Bélgica. Lá, são dois dias de atividades para os homens, mas suas mulheres podem aproveitar um city tour. As noites são livres, perfeitas para experimentar a tradição cervejeira do país. A próxima parada do roteiro é a Alemanha, começando pelas cidades de Munster e Hamburgo. De novo, há atividades apenas para os homens – as mulheres podem, se quiserem, conhecer a cidade em um passeio incluso no pacote. A última parada é Berlim, onde os casais podem visitar o imponente castelo de Charlottenburg. De volta ao Brasil, eles ganham uma folga para se recuperar do cansaço da viagem. Esse é o roteiro de da Viagem de Estudos Estratégicos ao Exterior promovida pelo Curso de Política Estratégica e Alta Administração do Exército, o CPEAEx, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, a Eceme. Em 2017, uma viagem do curso custou pelo menos R$ 1 milhão. Estadia em hoteis ‘4 ou 5 estrelas’ O Intercept teve acesso à programação da viagem dos oficiais, prevista para próximo outubro. O roteiro descrito nos primeiros parágrafos dura 16 dias. A comitiva brasileira tem cerca de 78 pessoas – os nomes não foram divulgados pelo Exército – e todas ficarão hospedadas em hotéis de 4 ou 5 estrelas, a um custo total de hospedagem de 2 mil euros por pessoa (cerca de R$ 9,1 mil, na cotação da última semana de abril). Segundo os documentos, as mulheres dos oficiais estão incluídas na programação – há, inclusive, um roteiro específico para elas. A viagem tem fins educativos, é claro. Enquanto as mulheres fazem city tours, os oficiais visitarão o Ministério da Defesa e a equivalente à Eceme da Alemanha, assistirão a apresentações de embaixadores e militares franceses e visitarão a OTAN. Na comunicação oficial do Exército, há destaque para as parcerias esperadas para a viagem, como a assinatura de um memorando de entendimento com o Defense Studies Department do Reino Unido. O Curso de Política Estratégica e Alta Administração do Exército foi criado em 1986 pelo então presidente José Sarney. É voltado aos oficiais que já têm o Curso de Altos Estudos Militares e visa habilitar os militares aos cargos de generais de brigada, divisão, armas, quadros e serviços. Os coronéis que participam dele são selecionados “por mérito”. O curso dura um ano – e, no final, a viagem de estudos já virou tradição. O objetivo é preparar os coronéis “para o assessoramento de alto nível aos altos escalões do Exército, do Ministério da Defesa e do Poder Executivo”, me explicou o Centro de Comunicação Social do Exército, em resposta a perguntas que eu fiz via Lei de Acesso à Informação. Neste contexto, a viagem serve para “ampliar a projeção” da instituição no cenário internacional e “fortalecer a dimensão humana”. Segundo o Exército, o roteiro da viagem inclui visitas a órgãos militares e civis “relacionados aos níveis político e estratégico”. Museus, cervejas e selfies Em 2016, a viagem durou 11 dias, e a comitiva percorreu Madri e Bruxelas antes de chegar a Paris. O coronel Anderson Clayton Francisco fazia parte do grupo e é um dos poucos que tem a despesa da viagem especificada no Portal da Transparência: foram R$ 10,2 mil em passagens aéreas. Não estão ali, no entanto, os gastos da viagem de sua mulher, Evelcy, que esteve nas mesmas cidades europeias nas mesmas datas descritas no programa. A viagem dela, segundo suas postagens no Facebook, começou por Toledo, na Espanha, de onde há fotos de um passeio acompanhada de uma comitiva só de mulheres. De lá, seguiu para Bruxelas – também com o grupo. Por fim, em 9 de outubro, a comitiva feminina visitou o Palácio de Versalhes, na França. O Exército garante que custeia apenas as despesas dos oficiais. Lembrança de viagem: comitiva só de mulheres percorreu as mesmas cidades dos oficiais – mas teve uma programação exclusiva. Foto: Reprodução/Facebook Em 2017, o Boletim do Exército publicou a lista dos oficiais designados para a viagem de estudos. O roteiro incluiu Paris, Londres, Irlanda do Norte e Bruxelas, entre os dias 6 e 18 de outubro de 2017. Para a viagem, foram designados 52 oficiais da Eceme. Segundo a nota, assinada pelo comandante, “a missão está enquadrada como eventual, militar, sem mudança de sede, sem dependentes e será realizada com ônus total para o Exército Brasileiro”. Mas, mais uma vez, as lembranças de viagem no Facebook contam outra história. Em seus registros, publicados sem restrição de privacidade na rede social, o coronel Roger Herzer não economizou nas fotos em museus, restaurantes, bares e passeios, muitas vezes ao lado da mulher e de amigos também acompanhados das cônjuges. Segundo dados do Portal Transparência, Herzer recebeu R$ 14.092 do Exército – portanto, verba pública – para trocar por euros e gastar em diárias no exterior. A quantia foi paga a todos os oficiais que viajaram na comitiva brasileira. Em muitas fotos, Herzer e a mulher estão acompanhados do coronel Mario Flávio Brayner e a esposa, Alyne. A viagem pela Europa, postada ostensivamente nas redes sociais, incluiu o Moulin Rouge e a Torre Eiffel, em Paris, bares em Bruxelas e museus na Alemanha. À frente, os coroneis Roger Herzer e Mario Flávio Brayner, acompanhados das esposas e outros coronéis, durante um passeio de barco por Paris. Foto: Reprodução/Facebook R$ 1 milhão do nosso bolso É difícil estimar quanto exatamente a viagem custou ao bolso do contribuinte – no Portal da Transparência, os gastos estão espalhados, classificados sob diferentes rubricas e não foram classificados como “viagem”. Encontramos, no entanto, R$ 881 mil só para diárias para a “viagem de instrução do CPEAEX 2017″. Foram R$ 15 mil para cada um dos oficiais comprar 3,8 mil euros, na cotação da época.
Golpe na Venezuela une a velha mídia a Bolsonaro

Não é só a reforma da previdência (leia-se fim da aposentadoria) que une a velha mídia e o presidente Jair Bolsonaro. O golpe contra o governo constitucional na Venezuela também os aproxima, embora eles nunca tivessem se separado de fato. O capitão reformado do exército só chegou Não é só a reforma da previdência (leia-se fim da aposentadoria) que une a velha mídia e o presidente Jair Bolsonaro. O golpe contra o governo constitucional na Venezuela também os aproxima, embora eles nunca tivessem se separado de fato. O capitão reformado do exército só chegou ao Palácio do Planalto porque os barões da mídia e o sistema financeiro jogaram pesado contra Lula, Haddad e o PT na eleição do ano passado. Dito isto, a voltemos a unidade antidemocrática e antipovo forjada nesses tempos obscuros. Os pobres brasileiros despertam os mais selvagens instintos na mídia, nos bancos e no clã Bolsonaro. Por isso a obsessão sadista deles que visando impor dor e sofrimento nos velhos, viúvos e órfãos. A Folha, por exemplo, chama o presidente constitucional Nicolás Maduro de “ditador” e destaca o movimento pela deposição do bolivariano; o Estadão revela ter orgasmos múltiplos diante da tentativa golpista na Venezuela; O Globo também entra [novamente] pelo triunfo da extrema direita teleguiada por Donald Trump, do Estados Unidos. Quanto a Bolsonaro, pelo Twitter, continua sendo Bolsonaro. Aproveitou o golpismo no país caribenho para atacar outra vez PT e PSOL. Jair M. Bolsonaro ✔@jairbolsonaro O Brasil se solidariza com o sofrido povo venezuelano escravizado por um ditador apoiado pelo PT, PSOL e alinhados ideológicos. Apoiamos a liberdade desta nação irmã para que finalmente vivam uma verdadeira democracia. 79,3 mil 12:04 – 30 de abr de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads Via Blog do Esmael
Brasileira é eleita deputada por partido de esquerda na Espanha

– Nas eleições espanholas deste domingo (28), uma brasileira residente na Catalunha, Maria Dantas, foi eleita para o Parlamento Nacional. Ela apareceu na jornada eleitoral vestida com uma camiseta em homenagem a Marielle Franco, vereadora assassinada no Rio de Janeiro há um ano. Dantas promete combater a extrema-direita e promover a ecologia e os direitos humanos – além de denunciar no exterior as “atrocidades” do governo de extrema-direita do Brasil, liderado por Jair Bolsonaro. “Meu primeiro recado a ele (Bolsonaro) é que Marielle vive. Além disso, vou dar visibilidade às suas atrocidades, expôr o caráter racista e homofóbico (do seu governo)”, afirmou a brasileira em entrevista ao jornalista Jamil Chade, do UOL. Maria Dantas foi eleita pela coligação Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), que poderá participar da coalizão de governo liderada pelo vencedor Partido Socialista Obrero Espanhol (PSOE). Os entendimentos nessa direção começarão nos próximos dias.
Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) vence eleições neste domingo

ESQUERDA VENCE NA ESPANHA E MONTA DIQUE DE CONTENÇÃO CONTRA O FASCISMO (Reuters) – Com mais de 95% dos votos apurados, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), legenda do primeiro-ministro Pedro Sánchez, liderava a apuração na eleição geral na Espanha neste domingo. O partido, de centro-esquerda, aparecia com 122 cadeiras e o Podemos, de esquerda radical, com 42. Com o apoio do Podemos, a esquerda alcançaria 164 deputados, precisando do apoio dos nacionalistas para chegar às 176 cadeiras necessárias para formar maioria. Já o Partido Popular, de direita, encolheu muito em relação à última eleição, caindo de 137 cadeiras para 65, no que pode se tornar o seu pior resultado nas parlamentares. O PP é seguido do Cidadãos, de centro-direita, com 57; e o Vox, de extrema direita, com 24. Em caso de aliança, chegariam a apenas 146. Com esse resultado, mesmo abaixo do antecipado pelas pesquisas, o Vox torna-se a primeira legenda de extrema direita a conseguir tal representação no Parlamento desde a redemocratização do país. A participação nas eleições foi de 75,35%, quase nove pontos percentuais a mais do em 2016 — uma das maiores em décadas, e o resultado das urnas deve trazer meses de negociações para a formação de um novo governo no país. Espanha-28-4 Uma pesquisa divulgada pela rede TVE projetava que partidos regionais catalães, bascos, cantábricos, navarreses e valencianos teriam, somados, 37 cadeiras, e devem tomar parte em futuras negociações com o PSOE para a formação do governo. Essa foi a terceira eleição nacional em quatro anos, depois que as duas primeiros corroeram o domínio de décadas dos dois maiores partidos, os socialistas e o conservador Partido Popular. A dificuldade de reunir uma coalizão de governo em uma paisagem política tão fraturada significa que é possível que a Espanha se veja obrigada a repetir a realização de uma eleição geral muito em breve. “Não acho que seja um problema ter opções diferentes, isso é sempre construtivo. Desde que sejam capazes de descobrir como trabalhar juntos depois das eleições: essa é a grande questão agora”, disse Javier Deval, um empresário de 60 anos de idade, depois de votar no centro de Madri. Uma votação fragmentada, seguida de longas negociações para formar um governo, está se tornando um tema recorrente na política europeia, à medida que os eleitores rejeitam os partidos tradicionais em favor de novos grupos, muitas vezes nos extremos do espectro político. Na Espanha, temas como a imigração em massa ou o euroceticismo, que dominaram o discurso político em outros lugares, foram eclipsadas pela questão da unidade nacional e pela ameaça representada pelo movimento de independência na região nordeste da Catalunha. A campanha do Vox foi marcada por uma referência apaixonada à História, aos costumes e à sobrevivência da Espanha como nação. Pesquisas chegaram a indicar que o partido poderia ganhar até 38 dos 350 assentos no Parlamento espanhol. “A Catalunha tem sido o ponto focal da campanha e foi o que me fez votar no Vox”, disse Alfonso Gomez, desempregado de 57 anos, depois de votar. “É o partido que mais claramente luta contra a independência catalã”. Em um sinal de como os partidos catalães serão fundamentais nas negociações para formar um novo governo, a pesquisa sugeriu que, para permanecer no poder, Sánchez teria que formar uma aliança com pelo menos um partido separatista da Catalunha. Nas últimas duas eleições, tanto as pesquisas de opinião do começo da noite quanto os dados iniciais preliminares não deram uma imagem precisa do resultado final.
Papa Francisco surpreende ao falar da comunidade LGBT

– O sumo pontífice recebeu grupo de celebridades britânicas. – O papa Francisco surpreendeu o comediante britânico Stephen K. Amos ao dizer-lhe “as pessoas que decidem rejeitar o outro por um adjetivo não têm coração humano”, se referindo à comunidade LGBT. Amos, que é gay e não pratica nenhuma religião, se encontrou com o papa no programa do canal de TV BBC “Pilgrimage: The Road To Rome” (Peregrinação: a viagem até Roma). Ele fez parte de um grupo de 15 celebridades que percorreram a pé o tradicional caminho que liga Canterbury, na Inglaterra, à Roma, em setembro do ano passado. Ao chegar na capital italiana, o grupo foi informado pelos produtores do programa que o papa havia aceitado recebê-los para uma audiência. “Eu disse não”, contou Amos ao site inews. O comediante afirmou que têm criticado abertamente certos aspectos da Igreja Católica e que, por isso, não se sentia confortável em encontrar-se com o papa e ser abençoado por ele. “Eu não poderia ir lá e fazer isso em sã consciência. Eu não sou assim”, disse Amos. O comediante perguntou então aos produtores se o grupo seria autorizado a fazer perguntas a Francisco. “O papa responderá a quaisquer perguntas que vocês tiverem” foi a resposta que Amos recebeu. Parte do encontro entre os dois foi divulgada pela BBC nesta sexta-feira (19) em uma rede social. No vídeo, Amos diz: “Ao decidir participar desta peregrinação, sendo uma pessoa não religiosa, eu estava à procura de respostas e de fé. Mas, como um homem gay, eu não me sinto aceito”. “Dar mais importância ao adjetivo do que ao substantivo não é bom. Todos somos humanos e temos dignidade. Não importa quem você é ou como você vive a sua vida, você não perde a sua dignidade [por isso]”, responde o papa. “Aqueles que preferem selecionar ou descartar as pessoas por causa de um adjetivo não têm um coração humano”, diz Francisco. Os presentes ficam visivelmente emocionados. “Eu me sinto fraterno entre vocês, e não lhes perguntei qual é a sua fé ou no que vocês acreditam, porque sei que vocês têm uma fé básica em toda a humanidade”. O pontífice conclui pedindo que os participantes do programa que são católicos rezem por ele. “Aqueles entre vocês que não são [católicos], me desejem uma boa jornada, para que eu não decepcione ninguém”, diz Francisco. As informações são da Folha de S. Paulo
Quem é Mike Pompeo, o cão de guerra de Trump na Venezuela?

Secretário de Estado do Estados Unidos e com ligações com petroleiras, Pompeo esteve na Colômbia e pediu saída de Maduro Depois de visitar Cúcuta, cidade na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela, no último final de semana (13 e 14/4), o Secretario de Estado do Estados Unidos, Mike Pompeo pediu que o presidente venezuelano Nicolás Maduro deixe o cargo. Essa foi uma das inúmeras ameaças emitidas pelo chefe da diplomacia estadunidense, que já defendeu abertamente uma intervenção militar contra a Venezuela. Além de ser o principal porta-voz dos interesses políticos da administração Donald Trump, Pompeo também tem um passado vinculado ao lobby da indústria petroleira na Câmara de Representantes dos EUA, que sugere interesses econômicos pessoais na escalada de violência que visa destituir o governo bolivariano. Eleito em 2010 para o congresso pelo estado do Kansas, o político ocupa hoje o terceiro cargo com mais poder nos EUA. Ele também faz parte da ala mais conservadora do Partido Republicano, o Tea Party, e dirigiu a CIA entre 2017 e 2018, quando atuou com enfâse na área de contra-inteligência, responsável por intervenções e sabotagens na área de política externa. Saiba mais sobre um dos personagens mais importantes da administração de Trump nesse breve perfil aqui
Alan García, ex-presidente do Peru, morre após atirar contra si mesmo ao ser preso

O ex-presidente peruano era investigado pela suposta trama de subornos da construtora brasileira Odebrecht em desdobramento internacional da Lava Jato O ex-presidente de Peru Alan García faleceu após ter disparado contra si mesmo quando seria detido pela Polícia em sua residência. García seria preso preventivamente no enquadramento das investigações pela suposta distribuição de propinas da construtora Odebrecht que alcançou membros do seu Governo quando ele governou o país entre 2006 e 2011. “Consternado pelo falecimento do ex-presidente Alan García. Envio minhas condolências a sua família e seres queridos”, assinalou o presidente do Peru, Martín Vizcarra no Twitter momentos depois da confirmação da morte. Horas antes, os agentes tinham trasladado a García ao hospital Casimiro Ulloa, a apenas 600 metros do domicílio do ex-presidente. Segundo comunicado do Ministério da Saúde, García ingressou no hospital de emergências às 6h45 (hora local do Peru), com diagnóstico de impacto de bala de entrada e saída da cabeça. Estava na sala de operações desde as 7h10, mas seu estado era crítico. Agentes da Divisão de Investigação de Delitos de Alta Complexidade haviam ido na manhã desta quarta-feira à casa do ex-mandatário no bairro de Miraflores, na capital Lima, para cumprir a ordem de detenção que pesava sobre ele. Fontes citadas por Rádio Programas del Peru (RPP) indicaram que os agentes o encontraram já ferido, depois que ele se trancou e efetuou o disparo. O ministro do Interior peruano, Carlos Morán, esclareceu que os agentes e o promotor Henry Amenábar entraram na residência e informaram ao ex-presidente – que estava na escada do segundo andar – sobre a ordem de prisão. O político disse que iria telefonar para seu advogado, foi para o seu quarto e fechou a porta. Poucos minutos depois, um tiro foi ouvido. A polícia forçou a porta e encontrou García com uma ferida na cabeça e o levou para o hospital “, acrescentou Morán. García governou o país em duas ocasiões. Entre 1985 e 1990 e entre 2006 e 2011. Ele era investigado por supostos subornos decorrentes da construção de uma linha de metrô para Lima, projeto no qual estava envolvida a construtora brasileira Odebrecht. A polícia também deteve nesta quarta-feira Luis Nava, ex-secretário-geral de Presidência, e Miguel Atala, ex-vice-presidente da Petro Peru, que supostamente recebeu 1,3 milhão de dólares da gigante brasileira numa conta do banco D’Andorra. García teve sua saída do país proibida em novembro do ano passado, enquanto era investigado por lavagem de dinheiro, conflito de interesses e tráfico de influências no caso do concessão da Odebrecht. Ele chegou a pedir asilo no Uruguai, refugiando-se na casa do embaixador uruguaio em Lima. Mas o governo de Tabaré Vásquez negou o pedido. García estava sendo investigado por supostos subornos na construção de um trem para Lima, projeto em que estava envolvida Odebrecht. Um acordo de colaboração entre a equipe de procuradores da Lava Jato do Peru e a construtora, assinado no dia 14 de fevereiro levou a novas evidência de propina distribuída entre os altos cargos no Peru. As mais recentes, divulgadas pelo meio digital IDL-Reporteros e o jornal El Comercio, comprovavam que a Odebrecht pagou ao menos 4 milhões de dólares a Luis Nava, que foi braço direito de Garcia no Palácio do Governo. A ordem de detenção preliminar por dez dias – que os agentes cumpriam nesta manhã — foi emitida por um juiz a pedido dos fiscais da equipe especial Lava Jato. A ordem alcançava também seu círculo mais próximo em seu segundo mandato. Enrique Cornejo, então ministro dos Transportes, além de Miguel Atarra e do braço direito Luís Nava. Seriam presos a seguir os filhos de Nava e Atala, por suspeitas de terem recebido da Odebrecht em suas contas bancárias.
Alan García, ex-presidente do Peru, tenta suicídio antes de ser preso

– O ex-presidente do Peru Alan García atirou em si mesmo após a polícia chegar à casa dele em Lima para prendê-lo, nesta quarta-feira, por ligação com investigação de suborno relacionada à empreiteira Odebrecht, disse uma fonte de polícia. García foi levado imediatamente ao hospital Casimiro Ulloa, disse a fonte, que pediu anonimato porque não estava autorizada a falar com a mídia. A TV local America informou que García passa por uma cirurgia de emergência e estava em situação crítica. Imagens do filho de García e de apoiadores chegando ao hospital foram televisionadas.
Prefeito de Nova Iorque disse que Bolsonaro é um homem muito perigoso

O alcaide Bill de Blasio ainda pediu que uma homenagem ao mandatário brasileiro em um museu nova-iorquino seja cancelada O prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, disse que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) é um ser humano “muito perigoso”. Em entrevista a uma rádio, ele disse que além de ser homofóbico e racista, Bolsonaro é perigoso por colocar em risco a preservação da floresta amazônica. Ele ainda pediu para que o Museu Americano de História Natural impeça que uma homenagem a Bolsonaro pela Câmara de Comércio Brasil-EUA seja realizada no local, que seria alugado para o evento. “Ele é perigoso não apenas por causa de seu racismo e homofobia evidentes, mas porque ele é, infelizmente, a pessoa com mais condições de impactar sobre a Amazônia”, disse o prefeito.