Montes Claros é uma das cidades com maior inflação do país, revela IPC/Unimontes

Índice supera média das regiões metropolitanas O montes-clarense sentiu ainda mais o aumento do custo de vida em agosto. A inflação na maior cidade do Norte de Minas no mês anterior chegou a 1,20%, acima da média das principais regiões metropolitanas do Brasil. O cálculo é feito pelo Índice de Preços ao Consumidor, da Unimontes, e, além do aumento no valor dos produtos regionais como carnes e hortifrutigranjeiros, revela uma grande influência do aumento dos combustíveis nos demais produtos e serviços. É o chamado custo logístico, que é aplicado ao preço final por causa do transporte desde os centros de distribuição. Além do aumento na comparação com o índice do mês anterior, a inflação de agosto em Montes Claros potencializou ainda mais o reajuste dos combustíveis e, com isso, superou a média das dez principais regiões metropolitanas do Brasil. Isso porque a gasolina causou o chamado “efeito dominó” de alta dos preços por causa dos custos com logística. A análise é da professora doutora Vânia Vilas Boas, coordenadora do Índice de Preços ao Consumidor (IPC/Unimontes), projeto de extensão do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Montes Claros. Conforme o IPC/Unimontes, em agosto, a inflação na maior cidade do Norte de Minas foi de 1,20% contra 0,87% na média nacional nas principais capitais, que é calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho, o percentual registrado em Montes Claros foi de 1,18% e a média nacional foi de 0,96%. Agosto teve o maior índice do ano até aqui e, no acumulado do ano, Montes Claros segue também à frente da média nacional. De janeiro a agosto, o índice foi de 6,13% contra 5,67% das maiores cidades brasileiras. “Historicamente, os índices de preços em cidades do interior são maiores que nas regiões metropolitanas. Isso porque nós temos a questão os custos logísticos. Os grupos de alimentação e habitação, por exemplo, responsáveis pelo maior peso na inflação, têm praticamente todos os seus produtos vindos de fora”, reforça a pesquisadora. Na medição em Montes Claros, em agosto, o litro da gasolina teve alta de 2,58% e o litro do álcool (etanol) um pouco menos: 2,38%. Altas da gasolina e etanol refletiram mais além dos tanques: custo com a logística de transporte de produtos e serviços pesou ainda mais no cálculo da inflação na maior do Norte de Minas (Imagem Pública) MAIS DETALHES Soma-se ao aumento dos custos dos combustíveis e o reflexo sobre a logística, outras duas particularidades observadas pelo IPC/Unimontes em agosto. A massa fria que atingiu o Estado comprometeu a cultura do café com o registro de geadas e o produto entre os mais populares entre os brasileiros subiu de cotação no mercado. A alta em Montes Claros foi de 11,66%. Outro detalhe observado pelo relatório do IPC está na variação positiva dos preços dos hortifrutigranjeiros influenciada também pelas condições climáticas, como limão (24,02%), quiabo (20,11%), batata (10,27%), banana prata (8,51%), tomate (5,23%), mamão (4,96%) e laranja (4,79%), por exemplo. “O final de julho e o início de agosto já se caracterizam como período de entressafra, o que contribui com o aumento do preço dos alimentos, mas tivemos ainda os efeitos climáticos da escassez de chuvas. Considera-se, ainda, a concorrência de mercado”, acrescenta. Outras vilãs não menos importantes foram as proteínas. O preço da carne bovina subiu, em média, 1,01%. A possibilidade de mudança de hábito no cardápio não vingou, já que as outras carnes tiveram altas ainda maiores: aves, com 4,19%, e de porco, com 2,52%. Embora o feijão, farinha e óleo de soja tenham se mantido com preços estáveis, e a variação negativa do arroz ( – 1,74%), a cesta básica é outro reflexo importante sobre a elevação do custo de vida em Montes Claros. A alta foi de 2,93% em agosto, contra 1,23% de julho. “Sinceramente, não tem para onde fugir. A recomendação de antes era para que o consumidor modificasse os hábitos alimentares por produtos alternativos. Mas, com a perda do poder aquisitivo da moeda a cada mês, fazer as substituições já não seria mais uma possibilidade. Sugiro a prática de realmente não consumir temporariamente alguns produtos mais caros ao orçamento mensal”, finaliza a coordenadora do IPC. Para setembro, ela prevê mais altas no custo de vida, por influência do reajuste das tarifas energéticas em 7% e, outra vez mais dos combustíveis. Além disso, há historicamente a entressafra do rebanho bovino, com maior interferência nos preços do leite e seus derivados na região do Norte de Minas. Via Unimontes
Câmara de Montes Claros nomeia membros da Comissão Permanente da Mulher

A Câmara Municipal de Montes Claros nomeou os membros efetivos e suplentes da Comissão Permanente da Mulher – essa é 14° comissão da Casa, e tem o objetivo de receber denúncias relacionadas a violência contra a mulher e buscar políticas públicas voltadas para o assunto. Inicialmente a Câmara aprovou a Frente Parlamentar em Defesa da Mulher, de iniciativa da vereadora. O assunto teve grande importância e visando o cenário de crimes contra a mulher no município, a Casa decidiu instaurar uma comissão permanente que aparasse mulheres vítimas de violência. Uma das proponentes da Comissão é a vereadora Maria Helena Lopes (MDB). Segundo a parlamentar, o objetivo da nova comissão é promover políticas públicas que visem a igualdade de oportunidade e de direitos das mulheres, de forma que assegure à população feminina o pleno exercício de sua cidadania. “A intenção é que mesmo depois desta legislatura, a comissão exista para que tenhamos cada vez mais a participação da mulher em todos os âmbitos. O nosso grande desafio é combater o feminicídio que cresce cada vez mais no nosso país. Temos que ter políticas públicas para todas as mulheres, incluindo as trabalhadoras rurais”, pontua a vereadora Maria Helena. Pela primeira vez em toda sua história, a Câmara de Montes Claros possui quatro vereadoras. A vice-presidente da Casa, vereadora Graça da Casa do Motor (PSL), aponta que a Comissão ajudará a combater as injustiças contra as mulheres. A vereadora Iara Pimentel (PT) destaca que esse é um momento histórico para Câmara, uma vez que a violência contra a mulher dispara cada dia mais e que, com a Comissão, as vítimas poderão ser mais bem amparadas. A vereadora Ceci Protetora (PP) enfatiza que a representatividade das mulheres na política se encontra muito distante do desejado. “Diante desse cenário, a nossa participação plena e efetiva pode abrir portas para novos caminhos e oportunidades. Sendo assim, acredito ser de suma importância a Comissão da Mulher, uma vez que a presença de mulheres na política proporcionará um maior diálogo e um pensar mais abrangente em torno de questões que estejam relacionadas às pautas femininas”, concluiu a parlamentar. MEMBROS Vereadora Maria Helena Lopes – Presidente Vereadora Graça da Casa do Motor – Vice-presidente Vereadora Iara Pimentel – Relatora SUPLENTES Vereador Elair Gomes, Daniel Dias, Ceci Protetora. Via Ascom/Câmara de Montes Claros
Democracia em risco – Por Lucreciano Rocha

Um professor desafiou alunos, oferecendo um muro limpinho e tinta. Em seguida, pediu para que eles pichassem o muro com frases de repúdio às pichações. Resultado: o muro continuou branquinho, pois não se protesta contra pichações pichando Comemorou-se em 14 de setembro o Dia Mundial da Democracia. A nossa corre riscos, pois querem usá-la para atacar a própria. Setores bolsonaristas se acham no direito de se valer da liberdade de expressão, um dos pilares do estado de direito, justamente para rasgar o texto constitucional. A democracia pressupõe direitos e deveres, sendo a ética e o respeito às opiniões contrárias os pressupostos essenciais para nossa escalada civilizatória. Em sentido contrário, esses grupelhos golpistas evocam como direito democrático pedir a volta da ditadura militar, com o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) no rastro desse processo. Nosso sistema de poder está fincado em três alicerces: os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. O direito à informação, informalmente, poderia ser o quarto sustentáculo. Aliás, não há democracia sem liberdade de imprensa. Numa democracia de verdade prevalece a liberdade, o que não significa dizer que se possa usar esse espaço para pedir intervenção militar e o fim da independência entre os poderes, o que se constitui numa grande incoerência. Seria como pichar o muro com a frase “abaixo as pichações”. É possível um debate democrático para deliberar pela demolição de um edifício. Mas, por razões óbvias, a execução tem que se dar fora dele. *professor de Filosofia
Conferência dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Montes Claros acontecerá no dia 30

Com o tema “Cenário Atual e Futuro na Implementação dos Direitos da Pessoa Com Deficiência” será realizada, no dia 30 de setembro, a quinta edição da Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Montes Claros. A conferência terá os seguintes eixos temáticos: Estratégias para manter e aprimorar o controle social, assegurada a participação das PCDs; Garantia do acesso das PCDs às políticas públicas; Financiamento das políticas públicas da PCD; Direito e acessibilidade; e Desafios para a comunicação universal. Durante o evento, que será realizado entre as 12 e as 17 horas, no auditório da OAB, no bairro Ibituruna, serão eleitos 16 delegados que representarão o poder público e a sociedade civil de Montes Claros na Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que acontecerá em Belo Horizonte. É pertinente destacar que a realização da conferência atenderá às determinações sanitárias de prevenção ao contágio da Covid-19, sendo que somente poderão se inscrever e participar da conferência os interessados que comprovarem ter tomado a primeira dose da vacina. Via Prefeitura de Montes Claros
Rodrigo Bryan e Ellen – Em Montes Claros, casal trans celebra segunda gestação

SURPRESA – Rodrigo está com um mês e meio e expectativa é por um menino Por Leonardo Queiroz – O Norte Cinco meses após a chegada de Isabella Victoria, cuja gestação foi programada, o casal trans Rodrigo Bryan e Ellen Carine foi surpreendido por uma nova gravidez. Aos 34 anos, Rodrigo está com um mês e meio de gestação do segundo filho. Apesar de inesperada, a notícia é celebrada pelo casal. “A sensação do segundo filho é algo maravilhoso, pois sempre quis ter uma família bem grande. Eu e o Rodrigo não tivemos mais irmãos por perto e ficamos felizes em saber que nossa filha Isabella não irá passar por esse vazio”, explica Ellen Carine. A gravidez aconteceu mesmo com o casal realizando tratamento hormonal, o que os levava a crer que estavam protegidos. Com a Isabella está tudo perfeito. Ela é uma criança saudável e já acostumamos com a rotina diária dela. Às 22h ela cai em um soninho profundo e só acorda lá pelas 8h. Ela mama durante a madrugada dormindo. Já nos adaptamos em tudo”, conta a mãe. Rodrigo e Ellen Carine dividem o tempo entre a maternidade e o sucesso nas redes sociais. Com 1 milhão de seguidores no TikTok, 22 mil inscritos no YouTube e 127 mil seguidores no Instagram, Rodrigo revelou no canal Casal Trans Grávido a surpresa para a esposa de que estava esperando o segundo filho. O sucesso nas redes sociais começou com a criação do perfil para mostrar a primeira gravidez biológica de um casal trans no Norte de Minas. Logo após um ano de publicações, os canais passaram a gerar renda para a família. “Tudo sempre foi um desafio e apostamos em algo que hoje deu certo. Nosso maior sonho é chegar na marca dos 100 mil inscritos no YouTube”, conta Rodrigo Bryan. GÊNERO O casal alimenta a expectativa de ter um menino para vivenciar a maternidade com os dois gêneros, e já sabem como vão discutir a questão com os filhos. “Assim que eles crescerem e tiverem entendimento das coisas, vamos ensiná-los sobre a identidade de gênero e entendemos que isso é algo muito importante, principalmente para formação de cada um deles, para saberem respeitar o próximo e também entender como vieram ao mundo”, explica Rodrigo. O casal tem apostado em vários projetos publicitários e um deles já é possível observar em outdoors espalhados por toda Montes Claros, em parceria com diversas empresas como a Cris Joias e a Andrade Móveis.
Thom Bar é tricampeão do Comida di Buteco e vai para disputa nacional

CAMPEÕES – Thom Bar leva o título do Comida di Buteco; segundo e terceiro lugares ficam para os estreantes Bendita Espeteria e Tô Atôa, respectivamente O Thom Bar é tricampeão do Comida di Buteco de Montes Claros. O prato “Rapunzel no Sertão das Raízes Encantadas” conquistou o gosto e o voto do público. Feito de filezinho suíno trançado com bacon na cama de creme de raízes com baru, couli de fruta e pirão de raízes, acompanhado de uma dose de cachaça, o petisco irá representar a cidade no Concurso Nacional, que acontece em 6 de outubro, em São Paulo. Os estreantes no festival Bendita Espeteria e Tô Atôa conquistaram o segundo e terceiro lugares, respectivamente. O primeiro levou aos clientes o “Raiz dos Gerais” (linguiça caseira frita, panceta e carne de lata, acompanhados de batata baroa cremosa ao chutney de abacaxi com rapadura e cachaça). O segundo, “Rabo atôa com barôa” (rabada com creme de batata baroa). Uma novidade neste ano anunciada pelos organizadores na noite de quinta-feira, durante a premiação, é que nenhum participante será rebaixado nesta edição. Devido às dificuldades enfrentadas pelos bares em 2020/2021, em função da pandemia, os participantes deste ano estão, automaticamente, classificados para a edição 2022. “Pela primeira vez no Comida di Buteco nenhum participante será rebaixado. Essa foi a forma encontrada pela coordenação nacional de continuar ajudando os botecos participantes a se recuperarem, pois sabemos que no período do festival os bares costumam ficar com maior movimento. E temos a certeza de que agora os participantes voltam a atenção para pensar em suas receitas para 2022, já que o tema será livre”, destaca Maria Eulália Araújo, uma das coordenadoras do CdB. Neste ano, 17 bares participaram do concurso. O número foi reduzido também em função das restrições sanitárias que geraram, inclusive, quatro adiamentos do evento. Em Montes Claros, o Comida di Buteco já teve dez vencedores diferentes. Thom Bar, tricampeão (2021, 2014 e 2012), Carrancas (2019), Estação 23 (2018), Kina do Caipirão (2017), Universo do Beiju (2016), Bar dos Amigos (2015), Cantina do Léo (2005, 2006 e 2010), Bar Barracão (2011), Bar da Tia Dalva (2013) e Bar do Divino (2007). NOVO MODELO O festival deste ano aconteceu de forma híbrida, com clientes indo aos bares ou pedindo o prato concorrente pelo delivery, o que teve uma boa aceitação. Além disso, contou com uma campanha focada em ajudar os botecos participantes de todo o Brasil: “Salve os Butecos!”. “Estamos muito felizes com o reconhecimento do público. Lá no bar, fizemos uma linda homenagem aos Catopês, a história infantil da Rapunzel que dá o nome ao petisco e usamos muitos ingredientes de raízes, como foi pedido no tema deste ano. Eu costumo dizer que a gente sempre entra no CdB de corpo e alma. E neste ano não foi diferente. Porém, devido à pandemia e os decretos sanitários, tivemos 30% do público a menos se comparado aos outros anos”, afirma Thonnely Mendes, dono do tricampeão Thom Bar. Apesar do movimento menor, o estabelecimento chegou a servir 40 pratos por noite, o que, segundo Mendes, dá uma média de dois petiscos por mesa. “Isso para a gente foi muito positivo. Lembrando que antes da Covid-19, e sem as restrições, chegamos a fazer 100 pratos com os petiscos por noite. Agora, com confiança e a mesma paixão, vamos levar um pouco da nossa cultura gastronômica para o concurso nacional em São Paulo, no mês que vem”. O estreante Frederico Guilherme Pereira de Souza, do Bendita Espeteria, disse que foi maravilhoso participar pela primeira vez do CdB e já ser vice-campeão. “É com muita alegria que vou dividir esse segundo lugar com a minha família e com os meus clientes, pois estreamos entre os melhores e isso já mostra que o público teve uma boa aceitação do nosso petisco concorrente. Durante agosto, tivemos um grande movimento devido ao CdB. Foi um crescimento de 40% se comparado aos meses anteriores. O CdB nos ajudou a superar este momento de crise em que o país está passando”, afirma.
Dom Justino pede manifestação por justiça social e boicote a bolsonaristas no 7 de Setembro

“Medite se você tem oferecido o seu melhor para dar testemunho de fé cristã na construção de um País justo e fraterno, capaz do diálogo e rejeitando toda e qualquer forma de violência” Por Waldo Ferreira O arcebispo de Montes Claros, Dom Justino de Medeiros, fez um apelo para que a população participe do Grito dos Excluídos no 7 de Setembro, data em que estão programadas em todo o país manifestações contra e a favor do ainda presidente Jair Bolsonaro. O pedido do religioso irá a ar nos programas Testemunho da Luz e Luz para Meus Passos, transmitidos pela Rádio Bom Pastor, da Arquidiocese, e retransmitidos pela Rádio Terra e várias outras emissoras na web (além de grupos do watssapp) exatamente no dia 7. “A manifestação que tem o apoio das nossas comunidades é a manifestação chamada Grito dos Excluídos”, enfatizou, lembrando os 27 anos de realização consecutiva do evento, sempre no Dia da Independência. Dom Justino falou do caráter simbólico e bíblico do grito. “Toda vez que necessitamos ser ouvidos em razão de nossas necessidades, e as vezes até dos nossos sonhos, os clamores são feitos. As vezes são gritos, outras vezes são gemidos. Lá no Livro do Êxodo, o próprio Senhor disse: ´ouvi o clamor do meu povo. Este povo que gritou o Senhor´. O Salmo também disse: ´este infeliz gritou a Deus e Ele o ouviu´, reiterou. Mais direto, ele reforçou a necessidade de a população aproveitar o 7 de Setembro para refletir sobre que Brasil quer, “considerando as necessidades, sobretudo, das camadas mais pobres e mais simples, que diante de tantos movimentos da economia, da política, da cultura, acabam ficando esquecidas ou prejudicadas”. A fala de Dom Justino é cheia de recados, implicitamente tendo como alvo a ofensiva bolsonarista de atentar contra a democracia com atos criminosos e fascistas durante a data. “Quem tem o olhar dos pobres e para os pobres deve descobrir que ali existe um clamor que não pode ser esquecido e nem preterido. Um clamor que precisa ser ouvido”. Dom Justino pede ainda que o povo reze para aqueles que trabalham em favor da justiça e contra qualquer forma de corrupção. “Rezemos pelos que cuidam dos dons da criação presente na longa extensão do território nacional, que respeitam e defendem os povos indígenas, como povos originários desta terra”, pediu. GRITO – O Grito dos Excluídos, que tem o objetivo de abrir caminhos às pessoas à margem da sociedade, denunciar os mecanismos sociais de exclusão e propor caminhos alternativos para uma sociedade mais inclusiva, surgiu em Montes Claros em 1993. A iniciativa foi do padre Antônio Carlos Silva, já falecido, juntamente com a Irmã Marilda e o grupo de jovens do bairro Major Prates. A ideia foi chamar atenção das autoridades locais para a situação das famílias que estavam em situação de extrema pobreza naquela região. Com cartazes e palavras de ordem, dezenas de pessoas, entre elas os religiosos, entraram no Desfile da Independência para lembrar às autoridades que as famílias precisavam ser ouvidas no seu grito. A propósito, o tema da Campanha da Fraternidade naquele ano era “Onde Mora?”. O padre é um dos homenageados na Galeria Afrodescendente “Arraial das Formigas”, composta de bustos feitos com material reciclável, em reconhecimento ao trabalho que os negros e negras prestaram para a cidade, ao longo de sua história. No ano seguinte, em 1994, o Grito ganhou apoio das pastorais sociais, movimentos populares e entidades sindicais comprometidas com as causas dos menos favorecidos da cidade, tornando-se um movimento nacional, a partir de 1995. As manifestações são variadas: celebrações, atos públicos, romarias, caminhadas, seminários e debates, teatro, música, dança e feiras de economia solidária. Jornalista e colaborador do ECN
Prefeitura de Montes Claros amplia horário de funcionamento de bares e restaurantes

Decreto 4275 foi publicado no Diário Oficial deste sábado (4). Lojas de conveniência, bares, restaurantes e similares, casas de festas e eventos poderão funcionar, de domingo a quinta-feira, das 5h às 23h. Nas sextas e sábados, o horário permitido vai das 5h até meia noite. A Prefeitura de Montes Claros ampliou o horário de funcionamento de bares, restaurantes e similares na cidade. O decreto 4275 foi publicado no Diário Oficial deste sábado (4). Segundo a regulamentação do município, lojas de conveniência, bares, restaurantes e similares, casas de festas e eventos poderão funcionar, de domingo a quinta-feira, das 5h às 23h. Nas sextas e sábados, o horário permitido vai das 5h até meia noite. No decreto, a Prefeitura destaca que considerou o plano municipal “Avança Moc, com responsabilidade” e também o avanço da vacinação contra a o coronavírus. Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde está vacinando as pessoas acima dos 18 anos. Com G1 Grande Minas
Montes Claros é referência em serviços de atendimento em saúde mental

Celebrado nacionalmente através de campanhas e ações de prevenção ao suicídio, o “Setembro Amarelo” tem por objetivo conscientizar a população sobre os índices crescentes e alarmantes de casos de autoextermínio registrados no Brasil. Em Montes Claros, para enfrentar esse problema, a Prefeitura executa ações e campanhas ao longo de todo o ano. O Município possui uma rede de serviços para atendimento psicossocial em saúde mental. A rede inclui o Centro de Atenção Psicossocial para crianças e adolescentes (CAPSi), os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD e CAPS ADIII 24h), e o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II). Outro serviços disponibilizados são a Psicologia na Atenção Primária, Emergência 24 horas via SAMU e UPA, leitos hospitalares de saúde mental e ambulatórios de Psicologia e Psiquiatria, onde os pacientes são acolhidos nas suas mais diversas necessidades. Os índices crescentes de suicídios nas últimas décadas alertam sobre a importância de falar sobre o assunto. Ainda existem diversos preconceitos e paradigmas a serem quebrados em relação ao tema, mas colocá-lo em pauta na sociedade é fator importante. O apoio profissional pode ser muito importante para superar uma fase difícil ou receber o diagnóstico correto para um tratamento efetivo. Por mais complicada que seja a situação, há sempre uma saída. O Centro de Valorização da Vida (CVV) também trabalha para oferecer suporte emocional e realizar a prevenção do suicídio. A organização é reconhecida como de Utilidade Pública Federal desde a década de 1970. Voluntários ficam à disposição 24 horas por dia para oferecer atendimento pelo telefone 188 ou pelo chat online no site: www.cvv.org.br. O atendimento é anônimo e sigiloso. Se você está passando por um momento difícil e percebe que não consegue lidar com suas angústias sozinho, busque ajuda. Você não está sozinho!
CÁRCERE PRIVADO – Jornalista denuncia Clínica e familiares ao Ministério Público

O jornalista Pedro Ruas Neto, também servidor público municipal da Prefeitura de Montes Claros denunciou maus tratos e irregularidades cometidas por integrantes de sua família, envolvendo internação em clínica terapêutica entre 30 de junho de 2020 e 02 de março deste ano. A denúncia foi feita ao Ministério Público e o jornalista cita condições precárias da unidade e lembra que ficou incomunicável por mais de seis meses, assistiu espancamentos e disse que a Justiça concedeu medidas protetivas e liminar retirando seus direitos civis sem audiências, comunicados oficiais em favor de sua filha, a advogada Lorrana Ricielle Soares Lima. Pedro Neto destaca que é a segunda vez que a família dele procede desta forma e que a Clínica Resiliência, mesmo sem documentação para tratamento involuntário, o manteve forçadamente na unidade, por exigência dos familiares. O servidor foi responsável por denunciar a Clínica Resgatando Vidas, que foi fechada em 2013 e, este ano, mostra evidências de tentativa de burlar a lei e mantê-lo institucionalizado além do tempo permitido pela lei, apesar de não existir exames que comprovam o uso de drogas ilícitas. “Quero Justiça, Estou traumatizado e vou acionar as comissões de direitos humanos da Câmara Municipal, Assembléia Legislativa e comissão de ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por acreditar que a advogada Lorrana Ricielle, minha filha, abusou do poder de sua formação superior para me perseguir”, disse o jornalista. Seguem abaixo a denúncia formulada ao MP e parte das provas Montes Claros 30 de agosto de 2021 À Promotoria Pública Senhores promotores, Sou Pedro Ruas Neto, identidade MG 5.124.071, CPF 748678226-04, residente à Avenida João XXIII, 1252, Bairro Edgar Pereira, Montes Claros. Pela terceira vez venho a público fazer denúncias contra Clínicas Terapêuticas, sem poupar, desta vez, injustiças e até mesmo irregularidades cometidas por estas instituições e por meus familiares, por alguns motivos que suspeito e outros que desconheço. Em 2012 relatei atrocidades cometidas pela Clínica Resgatando Vidas, que foi fechada pela Justiça, quando sofri espancamentos, mesmo assim poupei a família, no caso uma irmã, Ana Heloiza Rodrigues Mendes e o cunhado, José Altamiro Santos Soares, que me doparam e chegaram a lesar meu patrimônio, recebendo meus alugueis e me mantendo em condições de cárcere privado, Estes últimos residem à Rua 03, número 60, Bela Paisagem, em Montes Claros e têm comércio, ou seja, a loja Heloiza Variedades, na Rua Padre Gangana, 196, Bairro Santos Reis. A advogada Lorrana Ricielle tem escritório e reside na Rua Belvinda Ribeiro, no mesmo Bairro, Desta feita, em 2021, os dois, aliados a minha filha, a advogada Lorrana Ricielle Lima Ruas, repetiram as ações, novamente de forma irregular, com medidas consideradas por mim mais graves. Dia 30 de junho, autorizada por Lorrana Ricielle, que é advogada e não morava comigo, a Clínica Resiliência, propriedade de pessoa conhecida como Lucas Northon, residente na Avenida Presidente Kenedy, número 500 e que não era (ou não é) habilitada para resgate, me segurou e levou a força para a unidade das Cabeceiras, a cerca de 12 quilômetros de Montes Claros. Fugi na segunda quinzena de agosto e fui novamente resgatado de forma irregular, com aval de minha filha e sem estar bêbado ou drogado. Afirmo que nunca foi feito exame toxicológico de sangue que possa comprovar uso de drogas ilícitas por minha pessoa. Quando fui internado, estava trabalhando rotineiramente na Prefeitura, conforme posso provar através de folha de ponto assinada diariamente. Diga-se de passagem que eles forçaram a todos que estavam internados a assinar um termo de voluntário, através de opressão e espancamento. Lá permaneci até novembro, quando houve uma visita do Ministério Público e, depois de relatar minha situação e ter esperança de que seria retirado de lá juntamente com outros injustiçados, fui transferido para uma unidade sem as mínimas condições de higiene, no meio de um matagal, na cidade de Janaúba. A unidade janaubense, alugada, possuía goteiras, esgoto a céu aberto e as condições de alimentação e alojamento eram péssimas, sem falar nos espancamentos praticados tanto nas Cabeceiras quanto em Janaúba e mortes de idosos, por falta de assistência. Fiquei lá até o dia 02 de março deste ano, quando surpreendentemente a Clínica me deu alta, ao que tudo indica sem a permissão da minha filha, que me internou. Curiosamente, descobri que o contrato feito com a Clínica era de seis meses, portanto, fiquei em situação irregular (ou cárcere privado) por dois meses, em fevereiro e março e surpreendentemente tive descontados cerca de 07 (sete) dias do meu pagamento da Prefeitura de Montes Claros, de 15 a 22 de fevereiro, o que, acredito, por uma forma de burlar a lei. Ou seja, simularam uma alta e um retorno à clínica que não ocorreram conforme documentação que possuo e posso provar. Denuncio, ainda, que fiquei por seis meses incomunicável, segundo a clínica, por exigência da minha filha. Durante os seis meses, também só recebi uma embalagem de 500 gramas de leite em pó e um pacote de bolachas, bem como sabonetes e cremes dentais. Nada de shampoo, creme de pele ou outros produtos necessários a um pessoa como eu, que possuo 52 anos de idade e passava o dia inteiro na Clínica, trabalhando em faxina ou na cozinha, só com um café com bolo, almoço e jantar. Diga-se de passagem que os almoços e jantares, muitas vezes eram apenas arroz, feijão, fígado ou frango. Nada de verduras ou outros alimentos, apesar das belas filmagens que faziam para divulgar, o que a lei, pelo que conheço, proíbe, por causa da necessidade de anonimato. Quebrei dois dentes na Clínica e a família se negou a realizar o tratamento. Tive que fazer e pagar as extrações depois que sai da Clínica, apesar da advogada Lorrana Ricielle estar recebendo meus vencimentos e aluguéis. Fui surpreendido ao descobrir que havia uma liminar me interditando, sem que houvesse e nunca houve audiência ou comunicado da Justiça, neste sentido. Em 2118, a Justiça também deu uma medida protetiva para a minha filha sem me comunicar, fato reconhecido até mesmo pelo judiciário. Tenho