Zema ficou R$ 49 milhões mais rico entre as eleições de 2022 e 2026

Candidato à presidência pelo Novo, o ex-governador de Minas Gerais entregou a declaração patrimonial ao TSE O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio total de R$ 178,7 milhões. O valor representa um salto de R$ 49 milhões em relação à declaração apresentada em 2022, ano em que se reelegeu governador de Minas Gerais.A maior parte da fortuna declarada pelo ex-governador está concentrada em participações em uma holding familiar, com quotas que somam R$ 94,5 milhões. Outros R$ 56,2 milhões constam como aplicações em fundos de investimento.O patrimônio atual é 38% superior ao registrado há quatro anos. Naquela ocasião, a maior fatia dos bens, R$ 72,3 milhões, vinha de uma cota de 27,14% na empresa Ricardo Zema Participações Ltda., negócio que leva o nome de seu pai, presidente do Grupo Zema.Em 2018, quando disputou o governo mineiro pela primeira vez e ganhou, o presidenciável do partido Novo declarou que possuía R$ 69,7 milhões em bens. Isso significa que a fortuna acumulada por Zema cresceu 156% desde então.Em entrevista à rádio TMC, Zema comentou o crescimento patrimonial. “Como não tem o que falar do meu governo, estão implicando com meu sucesso empresarial. Parece que aqui no Brasil sucesso incomoda. Deveria ser admirado e aplaudido, como na maior parte do mundo”, afirmou. O Brasil de Fato tentou contato com a assessoria de Zema, mas, até o fechamento desta reportagem, o presidenciável não havia respondido. Caso haja alguma manifestação, o texto será atualizado. Fonte: Brasil de Fato

O milagre da multiplicação de Nikolas: patrimônio cresceu 8.850% em quatro anos

Deputado saiu de cerca de R$ 36 mil declarados em 2022 para R$ 3,8 milhões em 2026; imóvel financiado concentra a maior parcela dos bens apresentados à Justiça Eleitoral O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) parece ter descoberto uma fórmula particularmente eficiente de multiplicação patrimonial. Em apenas quatro anos, entre a eleição de 2022 e a disputa de 2026, os bens declarados pelo parlamentar saltaram de aproximadamente R$ 36 mil para R$ 3,8 milhões, uma expansão de cerca de 8.850%.%22 Os números foram revelados por O Globo, a partir das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral e tornadas públicas nesta semana. Considerado o efeito da inflação, os R$ 36 mil informados por Nikolas em 2022 corresponderiam atualmente a aproximadamente R$ 43,5 mil — ainda assim uma distância extraordinária dos R$ 3,8 milhões declarados agora. Não há, apenas a partir desses dados, indicação de irregularidade. Mas a velocidade da ascensão patrimonial chama atenção e coloca a evolução financeira do deputado sob o escrutínio natural que acompanha as declarações obrigatórias de candidatos a cargos públicos. De R$ 36 mil para R$ 3,8 milhões Quando disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022, Nikolas Ferreira declarou um patrimônio bastante modesto. Quatro anos depois e após seu primeiro mandato como deputado federal, o cenário mudou de forma radical. A variação nominal chega a 8.850%, segundo os números apresentados por O Globo. Mesmo corrigindo o valor de 2022 pela inflação, o salto continua sendo de outra ordem de grandeza. É uma performance patrimonial que dificilmente passaria despercebida em qualquer balanço financeiro. No caso de um agente público, ganha interesse adicional justamente porque a legislação eleitoral obriga candidatos a tornar públicos seus bens. Imóvel financiado responde pela maior parte do patrimônio O principal componente do patrimônio declarado por Nikolas é um imóvel financiado avaliado em R$ 2.231.664,61. O bem representa a maior parcela dos R$ 3,8 milhões informados à Justiça Eleitoral. O fato de se tratar de um imóvel financiado também é relevante para a leitura dos números: a declaração eleitoral registra o bem informado pelo candidato, mas sua existência no patrimônio não significa necessariamente que todo o valor tenha sido integralmente quitado. Além do imóvel, Nikolas declarou aproximadamente R$ 1,6 milhão em aplicações financeiras, ações e participações empresariais. A carteira patrimonial, portanto, tornou-se consideravelmente mais diversificada do que aquela apresentada pelo parlamentar em eleições anteriores. Em 2020, patrimônio era ainda mais enxuto A transformação fica ainda mais evidente quando se recua ao início da trajetória eleitoral de Nikolas Ferreira. Em 2020, quando disputou sua primeira eleição, para vereador de Belo Horizonte, ele declarou apenas depósitos bancários, aplicações de renda fixa e valores em poupança, sem apresentar um conjunto relevante de bens. Dois anos depois, na campanha para deputado federal, o patrimônio declarado estava em torno de R$ 36 mil. Agora, após quatro anos de mandato na Câmara, a declaração atinge R$ 3,8 milhões. A sequência ajuda a dimensionar a velocidade da evolução: de uma declaração praticamente restrita a ativos financeiros de pequeno valor para um patrimônio milionário composto por imóvel, aplicações, ações e participações empresariais. Um crescimento de 8.850% O número de 8.850% funciona quase como um índice próprio do desempenho financeiro do deputado. Em termos proporcionais, a valorização patrimonial declarada por Nikolas supera com enorme folga índices convencionais de inflação, rendimento do trabalho ou crescimento da economia no período. Isso, isoladamente, não constitui evidência de ilegalidade. Pessoas podem acumular patrimônio por meio de salários, investimentos, atividade empresarial, valorização de ativos, financiamentos e outras fontes lícitas. Mas é precisamente para permitir que a sociedade acompanhe transformações dessa magnitude que candidatos são obrigados a apresentar suas declarações à Justiça Eleitoral. Zema declara R$ 178,7 milhões Os dados divulgados nesta semana também permitem comparar a dimensão patrimonial dos candidatos que entram na disputa eleitoral. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema declarou patrimônio de R$ 178,7 milhões, crescimento de aproximadamente 15% em relação ao valor apresentado na eleição de 2022. O montante de Zema é muito superior ao de Nikolas em termos absolutos. A diferença está na taxa de crescimento: enquanto o patrimônio do ex-governador avançou 15%, o declarado pelo deputado cresceu milhares por cento no mesmo intervalo eleitoral. Outro nome citado nos registros, Renan Santos, informou patrimônio de aproximadamente R$ 795 mil. Os números ilustram perfis econômicos bastante distintos entre candidatos que participam do processo eleitoral de 2026. Transparência permite acompanhar evolução dos políticos A divulgação das declarações de bens cumpre uma função importante de transparência eleitoral. Mais do que estabelecer uma competição para saber quem possui mais ou menos patrimônio, esses registros permitem ao eleitor acompanhar como a situação financeira de agentes políticos se modifica durante o exercício dos mandatos. Um aumento patrimonial, por si só, não comprova qualquer prática irregular. Da mesma maneira, a ausência de crescimento não constitui certificado de virtude. O dado relevante para o debate público é a possibilidade de comparar as informações apresentadas em eleições sucessivas e, quando necessário, verificar sua compatibilidade com rendimentos e atividades econômicas declaradas. A política e a multiplicação dos bens No caso de Nikolas Ferreira, o contraste é inevitável. O parlamentar que chegou à eleição de 2022 declarando cerca de R$ 36 mil reaparece quatro anos depois com um patrimônio de R$ 3,8 milhões. No mundo das finanças, seria uma valorização excepcional. No mundo da política, é também um lembrete de por que declarações patrimoniais de candidatos devem permanecer públicas, acessíveis e submetidas ao escrutínio dos eleitores. Afinal, em uma democracia, milagres financeiros podem até existir. Mas transparência continua sendo a melhor maneira de entendê-los

Cleitinho será candidato ao governo; Republicanos liberou candidatura

O ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão (Republicanos) foi o nome escolhido para a vaga de vice-governador Depois de uma semana de idas e vindas, o senador Cleitinho Azevedo recebeu autorização da direção nacional do Republicanos e vai disputar o governo de Minas. A informação foi anunciada pelo próprio candidato, durante coletiva de imprensa, ontem, em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, depois de se reunir com o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira. Até o dia 15, a decisão precisa ser formalizada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).O ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) Luís Eduardo Falcão (Republicanos) foi o nome escolhido para a vaga de vice-governador, conforme já havia prometido Cleitinho. Ao falar que será candidato, o senador afirmou que governará, caso seja eleito, tanto para a direita quanto para a esquerda. “Eu quero que vocês levantem a mão direita primeiro. Levantem a mão direita. Agora levantem a mão esquerda. Vocês precisam tanto da mão direita e tanto da mão esquerda. O que eu quero mostrar para vocês é que eu vou governar para todos. É isso que eu vou fazer, governar para o povo e com o povo”, afirmou o senador.Cleitinho disse também que pretende aumentar o diálogo com os prefeitos mineiros, se vencer as eleições, e afirmou que o gabinete de governador estará sempre aberto aos prefeitos dos 853 municípios.A confirmação da candidatura representa uma reviravolta em uma das principais novelas da eleição mineira. Desde o início do ano, Cleitinho alternou sinais de que disputaria o Palácio Tiradentes com sucessivos adiamentos da decisão, frustrando aliados e provocando cobranças públicas da direção nacional do Republicanos. A indefinição culminou, em 25 de julho, com a convenção estadual do partido sem a homologação de sua candidatura. Na ocasião, a sigla optou por manter a vaga em aberto enquanto aguardava uma definição do senador, que não participou do evento Na última segunda-feira, Cleitinho chegou a anunciar que não disputaria o governo de Minas, decisão que reorganizou o tabuleiro da sucessão estadual e abriu espaço para negociações entre diferentes partidos. A desistência, porém, durou poucos dias e voltou a ser revista após novas conversas entre o senador e a cúpula nacional da legenda.Nesta sexta-feira (7/8), Cleitinho passou a tarde reunido, em São Paulo, com o presidente nacional do Republicanos, acompanhado de Euclydes Pettersen, presidente estadual do partido. Antes de embarcarem para Minas, Pettersen e o ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), divulgaram um vídeo convocando a imprensa para a coletiva.

Casal Muniz, que pediu impeachment de Dilma, agora apoia Patrus em MG

Ruy e Raquel Muniz foram favoráveis a impeachment de Dilma Rousseff; PT diz que pessoas mudaram de opinião sobre caso O casal de políticos Ruy e Raquel Muniz, agora filiados ao Partido Verde, defendeu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, quando a então deputada federal Raquel votou entusiasmadamente pelo processo. Na noite dessa quarta-feira (5/8), 10 anos depois, os dois estiveram em evento realizado em Belo Horizonte para o lançamento da candidatura do deputado federal Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas Gerais Ruy, que foi prefeito de Montes Claros e chegou a ser preso um dia após o sua esposa ter votado pela saída da então presidente, justificou o voto da sua esposa e afirmou que hoje está convencido do que é melhor para o Brasil.  “Em 2016, nós aderimos ao partido PSD. Partido do ministro das cidades, Kassab, que na época era ministro da Dilma. Ele estava comprometido a manter a presidenta Dilma, votar contra o impeachment. Eles mudaram de posição e Raquel, quando ela votou, já estava consumado o impeachment e ela seguiu a orientação partidária”, afirmou. Apesar da afirmação, Rachel foi a 303 parlamentar a votar favorável à abertura do processo de cassação do mandato da petista, sendo que eram necessários 342 para a aprovação. Agora candidato a deputado federal pelo PV, o ex-prefeito afirmou que sua prisão fez parte de uma “perseguição implacável de um delegado da Polícia Federal que fez uma armação pra mim” e que tinha o objetivo de afetar a eleição municipal daquele ano. “O melhor para o Brasil hoje é Lula presidente, para Minas é o Patrus, Marília e Áurea; Ruy federal e vamos buscar os bons estaduais para a gente construir uma Minas melhor”, disse Ruy Muniz. O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) afirmou que o Partido dos Trabalhadores deve olhar pra frente e que as pessoas mudaram de opinião sobre aquele momento histórico da política nacional.  “Uma ampla aliança daqueles que querem pensar o Brasil nesses próximos quatro anos, fazer o Brasil avançar do ponto de vista da reindustrialização. Nesse sentimento de pessoas que no passado já tiveram uma opinião e hoje tem uma outra opinião sobre aquele fato histórico”, afirmou o parlamentar Fonte Metrópoles

TCU entrega ao TSE lista com 499 nomes de mineiros inelegíveis, dentre eles, Eduardo Cunha e Ruy Muniz

Documento crucial do Tribunal de Contas da União pode definir futuro de centenas de candidaturas de Minas Gerais nas eleições de outubro O Tribunal de Contas da União (TCU) entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terça (4), uma lista com mais de 6 mil nomes que poderão ficar inelegíveis, dos quais 499 são mineiros. Na próxima semana, será a vez do Tribunal de Contas do Estado apresentar a relação dos gestores públicos que tiveram contas públicas reprovadas.As contas desses gestores foram julgadas irregulares para fins eleitorais. Nem todos eles são candidatos, mas ambos os documentos serão usados pela Justiça Eleitoral no julgamento das candidaturas.A maior parte deles é formada por prefeitos e vereadores, entre eles o ex-prefeito de Montes Claros e ex-deputado Ruy Muniz. Em comparação com a lista entregue nas eleições de 2024, houve redução de 3% no total de pessoas relacionadas. A lista considera decisões do TCU que transitaram em julgado – ou seja, contra as quais não cabem mais recursos no Tribunal – nos oito anos anteriores à eleição.Os dados serão atualizados diariamente até 18 de dezembro, prazo final para a diplomação dos candidatos eleitos. Até essa data, nomes podem ser incluídos ou retirados em razão de recursos julgados pelo TCU ou de decisões judiciais. Eduardo Cunha impugnadoEmbora tenha vencido, parcialmente, o confronto com o senador Cleitinho Azevedo por sua candidatura a deputado federal pelo Republicanos, o ex-deputado Eduardo Cunha deverá ser impugnado. Sua inelegibilidade deverá ser confirmada pela Corte da Justiça Eleitoral mineira após o recebimento do parecer do Ministério Público Federal, que já tem parecer desfavorável ao deferimento de sua candidatura. Cunha teve aprovada a indicação pela convenção do Republicanos, em BH, no último dia 25. No dia 6 de julho último, o ministro Flávio Dino (STF) determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões das contas de Cunha, após investigação da Polícia Federal. Ele é suspeito de indicação irregular de emendas parlamentares, mesmo sem exercer cargo eletivo. Ex-prefeito Ruy Muniz está entre os gestores públicos com contas analisadasNa lista, está o ex-prefeito de Montes Claros (Norte) Ruy Muniz (PV), que tenta uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele teve as contas reprovadas em decorrência da não execução do objeto de um contrato, assinado em 2007, entre o município nortista e a Caixa Econômica Federal, na área de urbanização.A relação é elaborada com base no Cadastro de Contas Julgadas Irregulares (Cadirreg) e reúne responsáveis que tiveram suas contas julgadas irregulares com decisão transitada em julgado nos últimos oito anos.No entanto, cabe à Justiça Eleitoral, dentro dos critérios legais, declarar ou não a inelegibilidade dos possíveis candidatos a um cargo público. Nem 10%De acordo com o acórdão da Corte de Contes que resultou na reprovação das contas de Montes Claros, a gestão de Ruy Muniz celebrou contrato com a Caixa em 2007, com objetivo de construir 265 casas para reassentamento de famílias residentes em áreas de risco.No entanto, aponta o relatório, apenas 7,2% das obras foram entregues. O contrato teve valor total de R$ 9,9 milhões, sendo R$ 6,9 milhões repassados pela Caixa e o restante como contrapartida da prefeitura.“Mediante o acórdão impugnado, o recorrente teve suas contas julgadas irregulares, foi condenado em débito pela quantia repassada e sofreu a pena de multa […] no valor de R$ 106 mil”, informa o TCU no acórdão, sob relatoria do ministro Benjamin Zymler.Em 2023, Muniz tentou um recurso para reconsiderar a decisão do TCU, mas a Primeira Câmara do Tribunal o rejeitou. O hoje candidato à Câmara dos Deputados alegou que estava afastado da prefeitura desde maio de 2016 por causa de outra decisão judicial, portanto ainda durante a duração do contrato com a Caixa.O TCU, no entanto, entendeu que essa circunstância “não pode ser tida como impeditiva à atuação” de Muniz para cumprimento do contrato, porque não há correlação entre o afastamento e a não execução da obra, já que outras demandas da Caixa já não eram atendidas pela gestão até aquele momento.“O afastamento judicial do cargo de prefeito ocorreu em 16/5/2016 e, portanto, o ex-gestor dispôs de mais de três anos para apresentar toda a documentação técnica necessária à repactuação do contrato de repasse, e não o fez”, observou o Tribunal nos autos.O despacho de encerramento do processo é de 17 de outubro de 2023, o que oficializou o trânsito em julgado. Com informação do jornal Estado de Minas

Líder na disputa pelo governo de Minas Gerais conforme pesquisa Quaest pode desistir das eleições

Na outra ponta da pesquisa, Alexandre Kalil (PDT) é o candidato mais rejeitado pelos eleitores mineiros Divulgada nesta terça-feira (28), a pesquisa Quaest para o governo de Minas Gerais traz o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) liderando a corrida com 35% das intenções de voto, seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que soma 12%.Recém-confirmado pelo PT para a disputa estadual, Patrus Ananias está em terceiro com 10%, empatado tecnicamente com Kalil. O atual governador Mateus Simões (PSD) tem 6%; Gabriel Azevedo (MDB) aparece em seguida, com 4%; Ben Mendes (Missão) e Flávio Roscoe (PL) estão com 2%; Maria da Consolação (Psol) está com 1%; e não pontuaram os candidatos Jarbas Soares (PSB), Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB).Cleitinho é cotado há mais de um ano como candidato ao governo mineiro, especulação que ele alimenta frequentemente, mas que nunca foi confirmada pelo senador. No último sábado (25), ocorreu a convenção do Republicanos, mas ele não compareceu por conta da morte de seu irmão.À espera da decisão de Cleitinho está o PL, que precisa garantir um palanque para o senador Flávio Bolsonaro, que disputará a Presidência da República pelo partido. Segundo o jornal O Globo, Cleitinho deve desistir da candidatura e apoiar o lançamento de Marcelo Aro (PP), ex-secretário da Casa Civil no governo de Romeu Zema (Novo). RejeiçãoCotado para estar no segundo turno, segundo a Quaest, Alexandre Kalil é o candidato mais rejeitado pelos mineiros. De acordo com o levantamento, 39% dos pesquisados afirmaram que conhecem o ex-prefeito de Belo Horizonte, mas não votariam nele.Em seguida, aparece Patrus Ananias, com 35%; Cleitinho tem a rejeição de 20% dos eleitores, e a lista é fechada por Gabriel Azevedo (13%), Mateus Simões (12%) e Ben Mendes (11%).

Com chapa vazia, PDT oficializa candidatura de Kalil ao governo de Minas Gerais

Formalização se deu durante a convenção do partido na manhã deste domingo, na ALMG O PDT oficializou, na manhã deste domingo (26/7), a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil ao governo de Minas Gerais. A formalização se deu durante a convenção da legenda na Assembleia Legislativa (ALMG). A cerimônia teve a presença do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e do deputado federal Mário Heringer, que preside a legenda estadualmente.A oficialização se deu com a chapa majoritária ainda vazia, já que o PDT ainda não tem alianças estabelecidas para a disputa eleitoral em Minas. O partido chancelou apenas as candidaturas de deputados estadual e federal. Caberá a executiva estadual definir quem vai ocupar as posições de vice-governador, Senado e suplentes, conforme definido durante a plenária.O PDT tem conversas com o PSDB e com União Brasil e PP. O partido também chegou a abrir conversas com o Republicanos nos últimos meses. Kalil retornará a disputa pelo governo após ter sido derrotado, em 2022, pelo ex-governador Romeu Zema (Novo), que foi reeleito em primeiro turno.Em vídeo apresentado na convenção, o PDT apostou nas entregas de Kalil enquanto prefeito de BH. O slogan apresentado, a propósito, foi “É hora de quem faz”.

Renan Santos dispara contra Nikolas: ‘Franga homofóbica’

“Todo respeito a quem é gay. Nenhum respeito ao gay homofóbico de direita”, disse o presidenciável Pré-candidato à Presidência, Renan Santos (Missão) partiu para cima do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), apontando hipocrisia ao insinuar que o parlamentar é homossexual, mas defende uma postura homofóbica.Renan chamou o mineiro de “franga homofóbica” durante um discurso no Congresso do Movimento Brasil Livre (MBL), do qual o presidenciável é presidente, no último sábado (18/7), no Rio de Janeiro.“Nós vimos aquela franga homofóbica do Nikolas Ferreira, que é uma franga homofóbica. Todo respeito a quem é gay. Nenhum respeito ao gay homofóbico de direita. Que no sigilo é uma coisa, na Câmara é outra”, disse o político do Missão.Renan Santos ataca NikolasEle argumentava que o MBL tentou alertar a direita sobre o bolsonarismo, mas muitos não ouviram, ou, no caso de Nikolas, supostamente “puxaram o saco dos vícios” do movimento para crescer.“E agora que o bolsonarismo não tem serventia para ele, apunhala pelas costas, enquanto o velho do Bolsonaro apodrece doente dentro de uma cela”, completou Renan, citando Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, mas que cumpre prisão domiciliar devido ao seu estado de saúde.A reportagem procurou a assessoria de Nikolas para saber se ele gostaria de se posicionar sobre a fala. Até a última atualização deste texto, não houve retorno. O espaço segue aberto, e uma eventual resposta será incluída.

PT Minas oficializa Patrus Ananias como pré-candidato ao governo do estado

Sob coro de “Patrus guerreiro do povo mineiro” direção da Executiva estadual petista e membros da bancada legislativa e federal cravam o nome do parlamentar Quase uma semana após o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT nacional cravar o nome do deputado federal Patrus Ananias para a disputa ao Palácio Tiradentes, a Executiva estadual da legenda oficializou a pré-candidatura do parlamentar na manhã desta segunda-feira (20/7). A consolidação ocorreu durante reunião em um hotel na região central de Belo Horizonte, com a presença massiva das bancadas petistas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e na Câmara dos Deputados.Patrus chegou ao encontro acompanhado da presidente do PT em Minas, a deputada estadual Leninha, da pré-candidata do partido ao Senado Federal, Marília Campos, e do vereador e vice-presidente da sigla no Estado, Pedro Rousseff.A confirmação ratifica a declaração dada à reportagem pelo coordenador nacional do GTE, Jilmar Tatto, de que o ex-prefeito da capital era unanimidade tanto na cúpula mineira quanto no diretório nacional e contava com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desenho da chapa e a busca pelo PSBCom o nome do encabeçador da chapa pacificado no PT, as atenções dos bastidores políticos se voltam agora para a vaga de vice. A expectativa de interlocutores petistas é que a composição seja selada com o PSB, repetindo, no cenário mineiro, o desenho da aliança nacional que mantém Geraldo Alckmin como vice de Lula.No cenário local, dois quadros do PSB postulam espaço na corrida ao governo: o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares e o ex-senador Clésio Andrade – ambos pré-candidatos da legenda ao Palácio Tiradentes. Entre os petistas, no entanto, a aposta recai sobre o nome de Jarbas Soares para ocupar o posto de vice na chapa de Patrus.Jarbas Soares confirmou recentemente que mantém diálogo com a sigla e que aguarda uma agenda com o presidente Lula. Embora já tenha descartado compor chapa como vice do presidente da Câmara de BH, Gabriel Azevedo (MDB), ao ser questionado se aceitaria ser vice de Patrus Ananias, o ex-chefe do MPMG adotou tom cauteloso e preferiu não adiantar posições, afirmando que “não responde com base em conjecturas”.As negociações entre as legendas devem se intensificar nos próximos dias para a definição oficial da composição e a formalização do arco de alianças no Estado.

Saque do Palácio das Mangabeiras vira caso de polícia e Zema debocha

O desaparecimento de itens do acervo do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores de Minas Gerais, mobiliza deputados estaduais e já chegou ao Tribunal de Contas de Minas Gerais e à Polícia Federal. O desaparecimento de itens do acervo do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores de Minas Gerais, mobiliza deputados estaduais e já chegou ao Tribunal de Contas de Minas Gerais e à Polícia Federal.Uma comissão de deputados estaduais localizou apenas cinco itens do acervo original em visita ao palácio no dia 2 de julho: uma mesa de centro, um piano, duas poltronas e um sofá. Nenhuma outra peça da coleção que pertencia ao espaço apareceu durante a vistoria.O ex-governador Romeu Zema (Novo) negou o sumiço e chamou o acervo de “móveis velhos” em fala à imprensa na sexta-feira (10). “Eu falo que eu economizei, no mínimo, R$ 300, R$ 400 mil por mês morando na minha casa. Se tem alguma coisa de lá que sumiu e não sumiu, um mês de economia paga tudo esses móveis velhos que estavam lá e que estão ainda”, disse.A desativação do Palácio das Mangabeiras como residência oficial integrou a campanha de Zema. Durante o mandato, ele alugou uma casa em Belo Horizonte e planejou instalar no imóvel um “Museu das Mordomias”, projeto que não saiu do papel. Zema deixou o governo de Minas em março.O acervo reunia 1.038 livros restaurados durante o governo de Antônio Anastasia, entre 2010 e 2014. Também não apareceram uma mesa de jantar com 40 lugares, uma cozinha completa, uma sala de cinema com projetor e cadeiras da década de 1940, tapetes, talheres de prata, copos de cristal e outros itens.Os deputados também não encontraram uma lista completa do acervo, o que impede a quantificação das peças desaparecidas. A Codemge, responsável pela administração do espaço, prometeu entregar uma relação dos bens até o dia 16. Veja os cômodos quase vazios após saída de Zema do governo de MG: TCE-MG e Polícia Federal apuram o destino do acervoUm ofício de 2020 registrou a doação de 63 itens do acervo ao governo estadual. Em junho, o secretário de Cultura de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, afirmou que 44 peças estavam com a Polícia Militar e 187 com a Codemge, mas os documentos disponíveis não permitem saber se os números se referem a 294 peças diferentes. Os itens saíram do Palácio das Mangabeiras em 2019, quando o espaço recebeu uma exposição de decoração. Um dos responsáveis pela mostra afirmou que o imóvel já havia sido entregue aos organizadores com apenas alguns lustres e uma mesa, itens que também não apareceram na visita dos deputados.O TCE-MG aceitou, no dia 6, uma denúncia do deputado estadual Leleco Pimentel (PT-MG) para investigar o possível sumiço. No dia seguinte, a deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG) apresentou notícia-crime à Polícia Federal. “Denúncias e Representações correm em caráter de sigilo, conforme Regimento Interno e legislação vigente”, informou o tribunal.Na representação ao Tribunal de Contas, Leleco afirmou: “As peças consideradas históricas, artísticas ou de relevante valor mobiliário deveriam ser catalogadas (…) Não se tem notícia da devolução de bens quando do término da concessão do Palácio ao evento Casa Cor, tampouco sobre vistorias, laudos de constatação e inventários técnicos a cada término de evento, a fim de assegurar que as características arquitetônicas e os bens tombados remanescentes permaneçam intactos. Os fatos são estarrecedores”.Durante a vistoria, os deputados identificaram infiltrações nas paredes, mofo debaixo de uma pia na cozinha e a retirada do carpete no espaço onde funcionava a sala de cinema. Inaugurado em 1955, o Palácio das Mangabeiras tem projeto de Oscar Niemeyer e paisagismo de Burle Marx; 17 governadores moraram no local, entre eles Juscelino Kubitschek. O governo de Minas Gerais repudiou “especulações” sobre o acervo e afirmou que todos os bens estão cadastrados, inventariados e com localização registrada nos sistemas oficiais de controle patrimonial. A gestão estadual disse que os livros foram incorporados à Biblioteca Pública Estadual como Coleção Biblioteca do Palácio das Mangabeiras e que obras estão sob guarda de equipamentos como o Palácio da Liberdade e o Museu Mineiro.O governador Mateus Simões (PSD) afirmou ao jornal Estado de Minas que o acervo pode ser consultado por requerimento e disse que o palácio recebeu duas edições do Casa Cor para tentar reverter a “situação decrépita” do prédio. A Codemge informou que mantém o mesmo posicionamento do governo estadual.