Pacheco joga a toalha e desiste da candidatura ao governo de Minas

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) decidiu que não será candidato ao governo de Minas Gerais este ano, segundo informações publicadas nesta sexta-feira (8) pela coluna de Lauro Jardim. Levantamento Quaest divulgado na quarta-feira (6) aponta o presidente Lula na liderança da disputa presidencial em Minas Gerais. No cenário de primeiro turno, o petista registra 33% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 27%.O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) soma 11%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 2%, e Renan Santos (Missão), com 1%. Outros candidatos reúnem 3%, os indecisos representam 8% e brancos, nulos ou eleitores que afirmam não votar chegam a 15%.Na simulação de segundo turno em Minas, Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro. O presidente aparece com 39% das intenções de voto, contra 36% do senador fluminense. Os indecisos totalizam 5%, enquanto 20% disseram que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer às urnas. Cenário em MinasCleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na liderança da corrida ao governo de Minas Gerais em todos os cenários de primeiro turno em que seu nome foi testado pela Quaest, de acordo com o Portal G1. O levantamento da Quaest testa cenários com Kalil, Pacheco e Mateus Simões em MG, além de outros pré-candidatos, e indica vantagem do senador também nas simulações de segundo turno.As informações são do g1. Esta é a primeira pesquisa Quaest do ano com postulantes ao governo mineiro. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 1.482 eleitores de Minas Gerais entre 22 e 26 de abril, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-08646/2026. Cleitinho lidera nos cenários de primeiro turnoNo cenário mais amplo, com dez pré-candidatos, Cleitinho registra 30% das intenções de voto. Em seguida aparecem o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 14%, e o senador Rodrigo Pacheco (PSB), com 8%. Ben Mendes (Missão) e o governador Mateus Simões (PSD) aparecem com 4% cada.Nesse mesmo cenário, Maria da Consolação (PSOL) tem 3%, enquanto Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB) registram 2% cada. Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB) aparecem com 0%. Os indecisos somam 13%, e os que declaram voto branco, nulo ou dizem que não vão votar chegam a 20%.Em um segundo cenário, sem Alexandre Kalil e Flávio Roscoe, Cleitinho chega a 35%. Rodrigo Pacheco aparece com 11%, Mateus Simões com 5%, Ben Mendes e Maria da Consolação com 4% cada, e Gabriel Azevedo com 3%. Rafael Duda e Túlio Lopes permanecem com 0%. Nesse quadro, 14% estão indecisos, e 24% declaram voto branco, nulo ou afirmam que não vão votar. Kalil e Pacheco disputam espaço entre os nomes mais competitivosNo terceiro cenário, sem Rodrigo Pacheco e Flávio Roscoe, Cleitinho alcança 37%, seu maior índice entre as simulações de primeiro turno. Alexandre Kalil aparece em segundo lugar, com 16%. Maria da Consolação registra 4%, enquanto Ben Mendes, Gabriel Azevedo e Mateus Simões aparecem com 3% cada. Rafael Duda e Túlio Lopes têm 0%. Os indecisos somam 14%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 20%.Já no quarto cenário, sem Cleitinho e Flávio Roscoe, Kalil lidera com 18%, seguido por Pacheco, com 12%. Ben Mendes marca 6%, Mateus Simões aparece com 5%, e Gabriel Azevedo e Maria da Consolação registram 4% cada. Rafael Duda e Túlio Lopes aparecem com 0%. Nesse cenário, o número de indecisos sobe para 19%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 32%. Diretor da Quaest aponta alta taxa de indefiniçãoAo analisar os dados, o diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou que a disputa em Minas ainda tem grande margem para mudança. Segundo ele, 60% dos eleitores mineiros ainda podem alterar a opção de voto, quadro semelhante ao observado em outros estados.Nunes afirmou, no entanto, que Cleitinho apresenta o maior índice de voto consolidado entre os nomes testados. “56% dos que dizem que vão votar em Cleitinho consideram que este é um voto definitivo. Pacheco também tem taxa alta de definição, com 50%”, analisou Nunes em publicação no X.O diretor da Quaest também comentou o desempenho dos principais nomes nas simulações de segundo turno. Segundo ele, Cleitinho aparece à frente de Kalil, Pacheco, Simões e Roscoe nos confrontos avaliados. Simões venceria Kalil, mas perderia para Pacheco se a eleição fosse hoje.“Os dois candidatos da direita estão em situação diferente. Cleitinho já tem 41% de potencial de voto, mesmo desconhecido por 39% do estado. O governador Mateus Simões, que acaba de assumir, tem rejeição de 20%, mas ainda é muito desconhecido (68%)”, afirmou Nunes.O analista também avaliou a situação de Kalil e Pacheco no campo político ligado ao presidente Lula. “Do outro lado, os dois nomes que podem estar no palanque do Lula vivem um cenário parecido: tanto Kalil quanto Pacheco tem potencial de voto menor do que a rejeição.” Segundo turno mostra vantagem de CleitinhoNas simulações de segundo turno, Cleitinho vence todos os adversários testados. Contra Alexandre Kalil, o senador registra 48%, ante 26% do ex-prefeito de Belo Horizonte. Os indecisos somam 8%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 18%.Contra Rodrigo Pacheco, Cleitinho aparece com 43%, enquanto o senador do PSB marca 23%. Nesse cenário, 10% estão indecisos, e 24% declaram voto branco, nulo ou dizem que não vão votar.Na disputa contra Mateus Simões, Cleitinho registra 46%, diante de 13% do atual governador. Os indecisos são 11%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar somam 30%.Em um confronto com Flávio Roscoe, Cleitinho marca 45%, enquanto o pré-candidato do PL tem 13%. Os indecisos representam 11%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 31%.A Quaest também testou cenários sem Cleitinho. Em uma disputa entre Rodrigo Pacheco e Mateus Simões, Pacheco aparece com 30%, contra 17% de Simões. Os indecisos somam 14%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 39%.Em outro confronto, Mateus Simões aparece à frente de Alexandre Kalil, com 28%

Gilmar Mendes volta a pressionar PGR para incluir Zema no inquérito das fake news

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem pressionado nos bastidores o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a apoiar seu pedido de inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) no inquérito das fake news. A iniciativa ocorreu após a publicação de um vídeo satírico em que o pré-candidato do Novo à Presidência era retratado como fantoche. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem pressionado nos bastidores o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a apoiar seu pedido de inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) no inquérito das fake news. A iniciativa ocorreu após a publicação de um vídeo satírico em que o pré-candidato do Novo à Presidência era retratado como fantoche.A ofensiva do decano do STF, no entanto, enfrenta resistência dentro da cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo o Globo, Gilmar tem insistido para que Gonet dê aval ao pedido, mas o procurador-geral vem sendo aconselhado por auxiliares a não agir e deixar o caso perder força. Outra possibilidade sugerida nos bastidores é que, caso decida atender ao ministro, Gonet deixe a assinatura de um parecer favorável a cargo de algum subordinado. A estratégia seria uma forma de se distanciar do episódio e reduzir o desgaste político diante das críticas que a medida pode provocar.Ainda não há prazo para que o procurador-geral defina o encaminhamento. Por enquanto, Gonet mantém o caso sem decisão. Ele foi indicado ao comando da PGR e reconduzido ao cargo pelo presidente Lula, com apoio de Gilmar Mendes, de quem foi sócio no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília. Os dois mantêm relação próxima há décadas. O clima na PGR é de apreensão. A maioria dos subprocuradores-gerais avalia que o inquérito das fake news, aberto em março de 2019 por iniciativa do então presidente do STF, Dias Toffoli, já deveria ter sido encerrado. O processo foi criado para apurar ameaças e ofensas contra ministros da Corte e seus familiares.Apesar da pressão de setores da opinião pública, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de integrantes do próprio Supremo, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, não sinalizou prazo para concluir as investigações. Em entrevistas recentes, Gilmar afirmou que o inquérito “vai acabar quando terminar” e defendeu que ele permaneça aberto pelo menos até as eleições de outubro.“A grande maioria de nós acredita que o inquérito tem que ser arquivado porque já exauriu o escopo de investigação e não pode se transformar em algo permanente onde qualquer crítica ao STF seja incluída como fato para investigação”, afirmou um interlocutor de Gonet, sob reserva.Outro integrante da cúpula da PGR classificou o caso como um teste para o chefe do Ministério Público Federal. “Esse inquérito é um absurdo total e absoluto. Gonet vai ser mais leal ao Gilmar ou à Constituição?”, questionou. “O MPF não pode ser um órgão inerte e cúmplice. Se Gilmar acha que por algum motivo sua honra pessoal foi atingida, ele deveria entrar com uma ação de indenização por danos morais, como fazem os outros mortais quando se sentem lesados”.Mesmo sem decidir sobre Zema, a PGR arquivou na semana passada um pedido de ação civil pública contra Gilmar por declarações em que o ministro citou a homossexualidade como possível “acusação injuriosa”.

Em pleno 1º de Maio, Romeu Zema defende permitir o trabalho infantil

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, defendeu a liberação do trabalho infantil no Brasil durante entrevista ao podcast Inteligência Limitada, transmitida nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador. “Eu trabalho desde que aprendi a contar. Mas quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos”, afirmou Zema. Ele disse que o estudo deve ser prioridade, mas sustentou que “toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela”. Valor Zema afirmou que trabalha desde os cinco anos, quando, segundo ele, contava parafusos e porcas na loja do pai. O ex-governador comparou o Brasil aos Estados Unidos e citou crianças que, segundo ele, trabalham entregando jornais. “Aqui no Brasil parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança trabalha entregando jornal, recebe não sei quantos centavos por cada jornal entregue, no tempo que ela tem. Aqui é proibido, está escravizando a criança. Então, é lamentável. Mas tenho certeza que nós vamos mudar isso aí”, disse. Na mesma entrevista, Zema voltou a defender privatizações de estatais federais. “Nós vamos privatizar Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, tudo para pagar a dívida e para fazer investimentos estruturantes”, afirmou. O ex-governador também disse que empresas públicas são usadas para interesses políticos. Zema ainda criticou a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e comparou o crescimento econômico a uma pessoa que usa anabolizantes. Questionado se Lula teria deixado o Brasil “impotente”, respondeu que o país sofre sequelas e fez trocadilho com “Tadalazema”, em referência ao medicamento Tadalafila.

Superlotação prejudica ressocialização e eleva tensão nas prisões em Minas

Com déficit de 30 mil vagas, Estado tem 72 mil presos nas 41 mil vagas do sistema prisional; Governo de Minas afirma que obras foram entregues e outras seguem em andamento Setenta e dois mil presos e apenas 41 mil vagas. Esse é o retrato dos superlotados presídios mineiros. O déficit de mais de 30 mil vagas escancara um dos principais desafios do sistema penitenciário. Para especialistas, as celas abarrotadas de detentos aumentam a tensão e dificultam a ressocialização. O Estado afirma que obras foram entregues e outras seguem em andamento.Os números atuais do sistema prisional em Minas foram informados por Rogério Greco, que esta à frente da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Segundo ele, 3 mil dos 72 mil detidos são “faccionados”, ou seja, pertencem a grupos criminosos organizados, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).Para o secretário, a superlotação se deve “à Justiça como um todo”. “Quem coloca as pessoas numa unidade prisional? É o Estado? É o Poder Executivo? Não. Quem coloca é o Poder Judiciário junto com o Ministério Público. O Poder Executivo nunca prendeu ninguém, a gente só acolhe”. Depósito de pessoas, afirma especialistaEspecialistas demonstram preocupação com a superlotação das unidades prisionais. Para o presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da OAB-MG, André Luiz Lima, o excesso de presos transforma as unidades em ambientes nos quais o Estado perde a capacidade de oferecer assistência básica, como saúde e acompanhamento jurídico.“Nenhum sistema de ressocialização sobrevive a um sistema superlotado. Isso é um câncer. Onde se perde a técnica de ressocia-lização, passa-se a ter um depósito de pessoas”.Para o representante da OAB, a raiz do problema não está apenas na falta de prédios, mas na ausência de critérios mais rígidos sobre quem deve ser preso. Ele defende que o sistema de Justiça precisa “qualificar a porta de entrada” para evitar que delitos de menor potencial ofensivo resultem em encarceramento desnecessário.“É uma discussão contínua de todas as instituições no sentido de trabalhar e qualificar quem entra. Muitas vezes, prisões desnecessárias fazem com que o sistema inche. Todo esse cenário faz com que estejamos com uma panela de pressão”, pontua. Para reverter o quadro, André Luiz Lima defende um “diálogo orgânico” entre as polícias Militar e Civil, Ministério Público e o Judiciário. Ceresp Gameleira é preocupação recorrenteAlvo recorrente de críticas, com denúncias de mortes, superlotação e condições degradantes na custódia dos detentos, o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, na região Oeste de BH, é uma das principais preocupações. No mês passado, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) esteve no local e cobrou melhorias.O Ceresp tem 104 celas, de quatro, oito ou 12 camas cada. Na época, foi informado que a unidade abrigava 1.690 presos, em um espaço onde só caberiam 789. Em algumas celas que deveriam ter no máximo 16 detentos, havia 30. Como se trata de um centro de remanejamento, a ideia é que os internos não fiquem por muito tempo, mas a comissão da ALMG recebeu a informação que entre 60 e 70 novos detidos chegam a cada dia. O que diz o Estado?A Sejusp reconhece a demanda histórica por vagas no sistema prisional, mas alerta que o cenário é similar em todo o país. Na tentativa de garantir melhores condições de custódia e ressocialização, o Governo de Minas informou que começou a entregar cerca de 2,7 mil vagas em presídios e penitenciárias.A pasta citou obras, como a do novo Presídio de Frutal, no Triângulo, com 388 vagas; Lavras e Poços de Caldas (600 vagas cada); anexo do Presídio de Alfenas (306); Iturama (388); Ubá (388) vagas; Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Juiz de Fora (191) e o presídio de Itaúna, que está fase finalização e terá 306 vagas.“Além disso, há inúmeras parcerias com prefeituras e com o Poder Judiciário que possibilitam reformas que permitem a ampliação de vagas e a melhoria estrutural de diversas unidades de pequeno e médio porte por todo o Estado”.Sobre o Ceresp Gameleira, a Sejusp informou que a reforma da área carcerária, iniciada em 2024, resultou na ampliação de 93% da capacidade de vagas da unidade prisional.

Preferido de Aécio, Ciro faz primeiro teste entre tucanos para a sucessão presidencial

Aécio Neves articula alternativa ao Planalto e ex-governador do Ceará avalia ser alternativa contra polarização entre Lula e Flávio A Executiva Estadual do PSDB de São Paulo realiza neste sábado (25), às 11h, um encontro com seus pré-candidatos a deputado estadual e federal que marcará a primeira agenda pública de Ciro Gomes desde que foi oficialmente estimulado pelo partido a disputar a Presidência da República em 2026. O evento acontecerá no Clube Juventus, na Mooca, em São Paulo, e servirá como ato de mobilização interna da legenda após o encerramento da janela partidária.A presença de Ciro ocorre em meio ao movimento nacional articulado pelo presidente do PSDB, Aécio Neves, que anunciou no último dia 14 ter convidado o ex-ministro para encabeçar uma candidatura tucana ao Palácio do Planalto. Aécio afirmou que vê em Ciro a possibilidade de construção de uma alternativa de centro fora da polarização entre o presidente Lula e o campo bolsonarista. O próprio Ciro confirmou ter recebido o convite e disse que a proposta ainda será “amadurecida” com seu grupo político.No encontro deste sábado, Ciro participará de uma integração com os nomes que disputarão vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa paulista, em um gesto que o PSDB trata como demonstração de reorganização nacional. A leitura dentro da sigla é que a presença do ex-governador cearense pode ajudar a devolver musculatura política a um partido que perdeu protagonismo nos últimos anos e tenta voltar ao debate presidencial com um nome de alcance nacional.A aproximação entre Ciro Gomes e o PSDB, porém, não começou agora. Em outubro do ano passado, o ex-presidenciável deixou o PDT e oficializou seu retorno aos tucanos, partido pelo qual já havia construído parte de sua carreira política no início dos anos 1990. Ciro foi um dos fundadores da legenda e chegou a ser o primeiro governador eleito pelo PSDB, no Ceará, antes de romper com o partido e migrar por outras siglas ao longo das décadas.O retorno foi costurado nos bastidores principalmente pelo grupo liderado por Tasso Jereissati e tinha, inicialmente, como foco fortalecer uma eventual candidatura de Ciro ao governo do Ceará. A movimentação reposicionou o ex-ministro no tabuleiro eleitoral e reacendeu a discussão sobre qual papel ele cumprirá em 2026: se liderará a oposição ao PT em seu estado ou se será lançado novamente em uma disputa nacional.A sinalização feita por Aécio, no entanto, embaralhou esse cenário. Ao colocar Ciro como opção presidencial, o PSDB tenta criar um fato político capaz de recuperar visibilidade e oferecer ao eleitorado um nome conhecido, com experiência administrativa e discurso econômico consolidado. Internamente, tucanos admitem que a exposição nacional do ex-ministro interessa mesmo antes de uma definição formal, pois ajuda a reerguer a marca do partido em um momento de fragilidade eleitoral.Além de Ciro, o encontro em São Paulo terá a presença de outras lideranças tucanas, como Paulo Serra, pré-candidato ao governo paulista, a deputada estadual Ana Carolina Serra, o ex-senador José Aníbal e o prefeito de Marília, Vinícius Camarinha. Também são esperados prefeitos, vereadores, parlamentares e correligionários de várias regiões do estado.Nos bastidores, a avaliação é de que o ato deste sábado funcionará não apenas como reunião partidária, mas como teste de temperatura para medir a recepção do nome de Ciro entre quadros tucanos fora do Ceará. A depender da repercussão e das pesquisas internas que o PSDB pretende encomendar nas próximas semanas, o ex-ministro poderá consolidar de vez seu retorno ao centro do debate eleitoral brasileiro.

Boneco homossexual- Zema intensifica ataques ao STF

Pré-campanha de Zema mira STF, critica ministros e vê vantagem política em confronto com Gilmar Mendes, que fez a seguinte declaração sobre Zema: “Se começarmos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso?” A pré-campanha presidencial de Romeu Zema (Novo) decidiu intensificar as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aposta que a reação do ministro Gilmar Mendes pode gerar dividendos políticos. A estratégia envolve ampliar ataques à Corte, reforçar o discurso contra ministros e explorar a ofensiva judicial como elemento central da narrativa eleitoral.Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Zema pretende dobrar a aposta contra Gilmar Mendes e outros integrantes do STF, a quem tem se referido como “intocáveis”. A movimentação ocorre após o ministro acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) para incluir o ex-governador de Minas Gerais no inquérito das fake news.O embate ganhou força depois da divulgação de vídeos em que Zema aponta supostos acordos entre ministros do STF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso Nacional, no contexto do caso Master. A reação de Gilmar Mendes foi interpretada por aliados do pré-candidato como um fator positivo para sua campanha.Entre integrantes do entorno político de Zema, a ofensiva do ministro é vista como um reforço ao perfil “antissistema” que o ex-governador busca consolidar. A avaliação é de que a eventual inclusão no inquérito das fake news pode fortalecer o discurso de que o Judiciário estaria atuando como um poder político. Gilmar diz que errou ao citar “boneco homossexual” de Zema O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu ter errado ao citar a homossexualidade como exemplo de possível ofensa ao comentar os limites de sátiras políticas. A retratação ocorreu na noite de quinta-feira (23), depois de uma entrevista ao Metrópoles sobre a troca de acusações entre o decano da Corte e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo. Durante a entrevista, Gilmar falava sobre o vídeo “Os Intocáveis”, feito por inteligência artificial e publicado por Zema nas redes sociais, em que ministros do STF aparecem representados por fantoches.Ao defender que homens públicos devem responder por conteúdos que atinjam instituições e pessoas, o ministro citou uma hipótese envolvendo o ex-governador.“Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições… Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Se fizermos ele roubando dinheiro no Estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? É isso que precisa ser avaliado”, disse Gilmar.Horas depois, o ministro usou o X para admitir o erro. “Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la. E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”, afirmou A entrevista foi concedida às jornalistas Manoela Alcântara e Marília Ribeiro. Nela, Gilmar também explicou por que pediu a inclusão de Zema no Inquérito das Fake News, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. O pedido foi feito após a publicação do vídeo em que o ex-governador usa fantoches para simular diálogos entre Gilmar e Dias Toffoli.Na queixa-crime, o decano afirma que Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem do Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.O ministro também classificou a produção como “deep-fake”, feita com “sofisticada edição profissional”, e diz que a publicação teria “claro intuito de vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal”.

Compositores Márcio e Yé Borges abandonam cerimônia durante discurso de Zema

A cerimônia da Medalha da Inconfidência, realizada em Minas Gerais, ficou marcada pela saída dos compositores Márcio Borges e Yé Borges durante o discurso do governador do estado, Romeu Zema (Novo). O episódio ocorreu antes do encerramento do evento, no momento em que o bolsonarista fazia uma fala prolongada diante das autoridades presentes.Márcio Borges foi homenageado com a Grande Medalha da Inconfidência. Já Yé Borges recebeu a honraria em nome do irmão dos dois, Lô Borges, falecido em 2 de novembro de 2025.Durante o evento, Zema fez um discurso extenso, com ataques a decisões do Supremo Tribunal Federal e a outros atores do cenário político nacional. A fala ocorreu na etapa final da solenidade, após a entrega das medalhas aos homenageados.Foi nesse momento que Márcio Borges e Yé Borges deixaram o palco. A saída aconteceu antes da conclusão oficial da cerimônia. Não houve interrupção formal do evento. Além dos irmãos Borges, a cerimônia contou com a presença de outras autoridades. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, recebeu o Grande Colar da Inconfidência, considerada a mais alta honraria concedida pelo governo de Minas Gerais.A Medalha da Inconfidência é tradicionalmente entregue em cerimônia pública e reúne representantes dos poderes, além de nomes da cultura e da sociedade civil. O evento segue calendário oficial do estado e ocorre anualmente como parte das celebrações históricas mineiras.

Inveja branca – Mateus Simões usa expressão racista na cerimônia da Medalha da Inconfidência

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões foi condecorar Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, quando disse algo que há anos é tido como notoriamente discriminatório, sem nenhum constrangimento O cenário era a histórica Ouro Preto, palco da tradicional entrega da Medalha da Inconfidência, nesta terça-feira (21), feriado nacional de Tiradentes. No entanto, o que deveria ser um ato de exaltação ao civismo acabou marcado por uma fala carregada de preconceito estrutural. O governador em exercício de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), que substituiu Romeu Zema (Novo) após sua renúncia por razões eleitorais, causou indignação ao utilizar uma expressão racista para elogiar seu homólogo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).Durante o discurso de entrega do Grande Colar, a mais alta honraria do estado, reservada aos governantes dos estados e os chefes de Poderes, Simões tentou fazer um aceno à representatividade feminina, mas tropeçou no vocabulário discriminatório.“Dizia ao governador Tarcísio da minha inveja branca de ele ter nomeado a primeira comandante da Polícia Militar mulher”, declarou Simões, sem esboçar qualquer constrangimento ao pronunciar o termo claramente racista. Peso do termoA expressão “inveja branca” é amplamente condenada por especialistas, historiadores e movimentos sociais por reforçar o racismo linguístico. A lógica por trás do termo é a de que o “branco” purifica o sentimento, tornando-o aceitável ou positivo, enquanto o “preto” permanece implicitamente ligado ao que é ruim, pecaminoso ou maléfico. Em um estado como Minas Gerais, cuja história é marcada pela luta e resistência negra, o uso do termo em uma cerimônia oficial foi recebido como um retrocesso e gerou revolta nas redes sociais. Corrida política e aliançasO absurdo verbal ocorreu em um momento em que Simões busca consolidar seu nome para a sucessão de Romeu Zema. A presença de Tarcísio de Freitas e de outras figuras da direita, como o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro e também agraciado com a Grande Medalha, reforça a tentativa de Simões de atrair o Republicanos e o PL para sua futura coligação.Ao tentar “disputar” o pioneirismo na promoção de mulheres em postos de comando, Simões lembrou que Minas já possui a coronel Jordana Filgueiras Daldegan à frente do Corpo de Bombeiros. Contudo, o mérito da pauta foi ofuscado pela escolha infeliz das palavras. Silêncio do governoAté o fechamento desta reportagem, o governo de Minas Gerais e a assessoria pessoal do governador Mateus Simões não se manifesteram em relação aos pedidos de esclarecimento enviados por e-mail e mensagens instantâneas das mais diversas redações de inúmeros veículos de imprensa. O espaço na Fórum permanece aberto para manifestação.A fala de Simões acende um alerta sobre a naturalização de termos discriminatórios no alto escalão da política brasileira, especialmente em eventos que celebram a liberdade e a justiça, pilares do movimento inconfidente.

Após expulsão e luto, Ana Paula Renault vence o BBB 26: saiba quem é a campeã

Ana Paula Renault participou do “Big Brother Brasil 26”, protagonizou a edição, venceu a final com  75,94% dos votos e recebeu o maior prêmio da história da TV brasileira, de R$ 5,7 milhões. A vencedora tem 44 anos, nasceu em Belo Horizonte e iniciou a carreira no jornalismo. De família numerosa, com cinco irmãos, enfrentou a morte da mãe aos 16 anos. Recentemente, perdeu o pai, Gerardo Renault, morto no último domingo (19), aos 96 anos. Após ser informada pela produção do programa, decidiu permanecer no jogo.Ana Paula Renault participou do “Big Brother Brasil” pela primeira vez em 2016, quando ganhou destaque pela postura firme, autenticidade e envolvimento no jogo. Na edição, tornou-se uma das participantes mais populares, com posicionamentos diretos e atuação em alianças dentro da casa. Polêmica e eliminação marcaram sua primeira participaçãoApesar do favoritismo, a trajetória de Ana Paula no programa em 2016 terminou de forma inesperada. Após um conflito com um rival, ela acabou sendo eliminada por agressão, o que interrompeu uma jornada que muitos acreditavam que terminaria com sua vitória.Ainda assim, sua passagem ficou marcada na história do reality. Foi dela um dos bordões mais icônicos do programa: “olha ela!”, criado após retornar de uma falsa eliminação — momento que ajudou a consolidar sua popularidade.A sister campeã tem posições alinhadas ao campo progressista e ao eleitorado do presidente Lula. Suas posições ganharam força ao longo do programa e, depois, com a informação de que seu nome entrou no radar do PT para uma eventual candidatura ao parlamento em 2026. Carreira após o BBB: influência e presença na TVDepois da saída do programa, Ana Paula Renault transformou sua visibilidade em uma carreira sólida como influenciadora digital e personalidade da televisão. Participou de programas de entretenimento, fez aparições em novelas e chegou a comandar um quadro na TV Globo, onde entrevistava ex-participantes do reality sobre a vida após o confinamento.Essa presença constante na mídia ajudou a manter seu nome relevante ao longo dos anos, preparando o terreno para seu retorno ao BBB. Retorno ao BBB 26: favoritismo desde o inícioA volta de Ana Paula Renault ao reality em 2026 causou grande repercussão nas redes sociais logo nos primeiros dias. Embora o sucesso até a final não fosse garantido no início, ela rapidamente se destacou mais uma vez, sendo apontada como uma das jogadoras mais fortes da edição desde a estreia.Agora, na final do programa, Ana Paula disputa o prêmio com Milena e Juliano — ambos seus aliados no jogo — e pode consagrar uma trajetória que mistura polêmica, carisma e estratégia.O favoritismo de Ana Paula Renault no BBB 26 se explica por um conjunto de fatores: sua autenticidade, experiência prévia no jogo, forte conexão com o público e habilidade em construir alianças. Sua história no reality, marcada por altos e baixos, também contribui para o engajamento dos fãs.

Jornalista apaixonada, mãe e esposa: saiba quem era a repórter Alice Ribeiro, morta na BR-381

Trajetória de Alice foi marcada pelo brilho na tela e pelo carinho dentro e fora da redação Entre uma pauta e outra, a repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, era frequentemente vista com um sorriso doce estampado no rosto ou com a mão estendida para ajudar um colega de profissão. Essa trajetória, marcada pelo brilho na tela, contudo, foi interrompida. Nessa quinta-feira (16/4), a TV Band confirmou a morte encefálica da jornalista em Belo Horizonte. Ela estava internada no Hospital João XXIII após ser vítima de um acidente entre um carro e um caminhão na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana da capital. O acidente também causou a morte do cinegrafista da emissora, Rodrigo Lapa.Movida pela paixão pelo jornalismo, Alice Ribeiro atuava na Band Minas desde agosto de 2024, após transferência da Band Brasília, onde atuava como repórter e apresentadora. No LinkedIn, ela relembrou a realização de um sonho antigo ao ingressar, em 2010, no curso de Jornalismo da PUC Minas, concluído em 2015, motivada pelo desejo de transformar realidades por meio da informação.Ao longo da carreira, construiu uma trajetória diversificada, com atuação em televisão e rádio, além de experiência em produção, edição e apresentação. Os primeiros passos na profissão foram dados em estágios em grandes emissoras, como SBT, TV Globo e Record Minas. Depois, passou por veículos como a Record TV e a Rede Bahia, até se mudar para Brasília, em 2020, quando iniciou sua trajetória no Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde permaneceu até retornar a Belo Horizonte neste ano. Mãe, esposa e irmãAtualmente, dividia-se entre o trabalho como jornalista e uma de suas “versões preferidas”: a de ser mãe de um bebê de 9 meses. Segundo comunicado da emissora, Alice vivia a alegria de planejar a festa de um ano do filho, Pedro — que carinhosamente chamava de “astronauta”. O apelido surgiu após o pequeno precisar usar um capacete para auxiliar na formação do crânio.Alice também demonstrava, sem reservas, o carinho pelo marido, o policial rodoviário federal João. Em uma das últimas folgas, segundo a Band, esteve em Salvador com a família dele e voltou animada, dividindo registros e momentos da viagem.Ao exercer a profissão, Alice também se destacava pela atenção a pautas especiais, sobretudo relacionadas ao autismo — tema que conhecia de perto por causa do irmão, Bê, citado por ela com frequência e sempre com orgulho.Em nota, a Band destacou a presença marcante da jornalista no dia a dia da redação. “Alice era o coração das nossas manhãs; mesmo em seus dias de mau humor, conseguia arrancar risos da equipe ao reclamar, com seu jeito único, do trânsito infernal, do calor ou da chuva”, afirmou a emissora.A empresa também ressaltou o impacto da perda entre os colegas. “Alice deixa um vazio irreparável em nossa redação, mas seu legado de empatia permanece”, escreveu.A emissora ainda informou que, apesar da inviabilidade clínica para a doação do coração, a decisão da família em autorizar a doação de órgãos reforça o espírito solidário que marcava a trajetória da jornalista.