Guaraciama com dois candidatos a prefeito

– Dos cinco pretendentes, apenas dois candidatos à eleição extemporânea no domingo Será realizada nesse domingo a eleição extemporânea de Guaraciama, que na reta final apresentou uma curiosidade: dos cinco pretendentes, ficaram apenas dois candidatos, que são o ex-prefeito Filomeno Figueiredo (PSDB) e Rafael Veloso (PMDB). Os outros três candidatos foram desistindo durante a caminhada eleitoral, em razão da polarização política típica de cidades do interior. Mais uma vez estarão na disputa do comando municipal os dois grupos comandados por Francisco Adevaldo e Filomeno Figueiredo, que nos últimos anos tem se revezado no comando de Guaraciama.Filomeno Figueiredo, se eleito governará o município pela terceira vez, ele que segue uma tradição política iniciada pelo seu pai, que foi vereador em Bocaiuva. Já Rafael é iniciante na política e é filho do ex-vice-prefeito, Carlúcio Veloso. Os eleitores que voltam às urnas são aqueles inscritos no município até o dia 8 de dezembro de 2016. A votação será das 8h às 17 horas, com as mesmas mesas receptoras de votos constituídas para as eleições do ano passado. A diplomação dos candidatos eleitos deve ocorrer até o dia 26 de maio. Guaraciama tem cerca de 4.500 eleitores.A eleição extemporânea em Guaraciama ocorre depois que o candidato a prefeito mais votado em 2016, Francisco Adevaldo Soares Praes (Coligação DEM/PP/PMDB/PRTB/PMN) teve seu registro indeferido por causa da rejeição das contas pelo Tribunal de Contas da União, de convênio da época que ele foi prefeito em 2001, e também em razão de condenação pelo TJMG por crime previsto na Lei de Licitações. Filomeno Figueiredo foi o segundo mais votado, mas não foi diplomado vencedor por não ter alcançado os 50% dos votos. O vereador e presidente da Câmara Municipal, Azemar Cardoso, assumiu o cargo de prefeito. Ele chegou a esboçar uma candidatura a prefeito nessa eleição, mas há 15 dias do pleito desistiu. Chapa DEM-PMDBA população guaraciamense anda desconfiada com a candidatura de Rafael Veloso, pois ele é filho de Carlucio, que era vice de Francisco Adevaldo (DEM), na eleição passada. Mesmo morando em Montes Claros, Rafael foi secretário de transporte na administração do ex-prefeito condenado, Adevaldo. Já seu candidato a vice, Tim, era vice de Filomeno na gestão passada, onde acumulava a função de Secretário de Administração, tendo sido exonerado. Esta aliança entre DEM/PMDB acabou criando uma indisposição nos partidários das duas siglas, virando inclusive, chacota nas redes sociais, pelo discurso de renovação desta chapa, mas que é apoiada por gente da velha guarda. Com informação do Jornal Gazeta
Deputada do ‘sim, sim, sim’ é vaiada em Lontra

Depois de ter ganhado fama por testemunhar a prisão do marido Rui Muniz (PSB), ex-prefeito de Montes Claros, um dia depois de, em meio a saltos e gestos ter berrado contra a corrupção e pregado suposta probidade ao pronunciar o voto em favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT), a deputada federal Raquel Muniz (PSD) sofre novo revés. Foi vaiada em Lontra, interior de Minas, quando discursava no evento em comemoração ao dia da cidade. Não conseguiu pronunciar o seu discurso. Em sua página, Raquel disse que havia sido avisada de que pessoas teriam sido contratadas para vaiá-la, mas que ela decidiu falar mesmo assim em respeito às outras pessoas. Definitivamente a família não vive um bom momento. O marido não foi reeleito e responde a acusação de improbidade administrativa. Para piorar a situação, Raquel Muniz, que apoiu as impopulares reformas da Previdência e Trabalhista, virou alvo do Sindicato dos Tralhadores na Educação (SindUte) e de populares insatisfeitos com o seu posicionamento na Câmara dos Deputados. https://www.youtube.com/watch?v=9CLWL34dLVI#action=share via Estado de Minas
Matrículas na Unimontes vai até sexta

– O prazo atende aos alunos dos cursos que foram atingidos pela paralisação dos professores, ano passado. – A Secretaria Geral da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) iniciou, nesta terça-feira (2/5), o período de renovação de matrículas para o primeiro semestre letivo de 2017. O prazo atende aos alunos dos cursos que foram atingidos pela paralisação dos professores, ano passado. O segundo semestre letivo de 2016 foi encerrado em 25 de abril. O recesso se estenderá até 15 de maio. Excepcionalmente, o prazo é observado neste mês diante da necessidade de adequação do calendário, com reposições das atividades após a greve de professores, entre 5/12 e 25/4. A renovação de matrículas para alunos veteranos deve ser feita pela plataforma webaluno.unimontes.br. Caso haja algum empecilho, o acadêmico deverá comparecer à Secretaria Geral do campus-sede ou na secretaria setorial do campus de origem. A escala de renovação de matrículas é a seguinte: 2 de maio – Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET) e Centro de Educação Profissional e Tecnológica (CEPT); 3 de maio – Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS); 4 de maio – Centro de Ciências Humanas (CCH); e 5 de maio – Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA). O requerimento para dependências e adaptações, conforme comunicado da Secretaria Geral, deve ser apresentado impreterivelmente até 12 de maio. Ascom/Unimontes
AÉCIO FOI ENGOLIDO PELA PRÓPRIA ESPERTEZA

– Quando a esperteza é demais, ela engole o dono, já ensinava Tancredo Neves; foi exatamente isso o que aconteceu com seu neto, o senador Aécio Neves – Segundo o Datafolha, o mineirinho da odebrecht, senador Aécio Neveso, que, em dezembro de 2015, liderava os cenários sobre sucessão presidencial, e poderia ser agora o líder de uma oposição responsável, hoje tem apenas 8%; os motivos são óbvios: Aécio articulou um golpe que feriu de morte a democracia brasileira e fez do cinismo e da hipocrisia a sua máscara; sua cruzada moralista esbarrou no seu próprio passado e hoje, com cinco inquéritos na Lava Jato, por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, ele só empata com Romero Jucá (PMDB-RR); declínio de Aécio é mais uma prova do fracasso do golpe. – Em condições normais, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) poderia estar hoje na dianteira do Datafolha. No entanto, ele se tornou um nanico, que hoje perde para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disparado na frente, para a ex-senadora Marina Silva e para o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Entre dezembro de 2015 e esta pesquisa de abril de 2017, Aécio caiu de 28% para 8%. O que mudou de lá para cá? Derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio não respeitou as regras do jogo democrático e liderou um golpe que arruinou a economia e a imagem do Brasil, ajudando a instalar no poder uma verdadeira quadrilha. Aécio também fez do cinismo e da hipocrisia a sua máscara. Sua cruzada moralista esbarrou no seu próprio passado e hoje, com cinco inquéritos na Lava Jato, por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, ele só empata com Romero Jucá (PMDB-RR). Como já ensinava seu avô Tancredo Neves, quando a esperteza é demais, ela engole o próprio dono. O Datafolha fez 2.781 entrevistas, em 172 municípios, na quarta (26) e na quinta (27), antes da greve geral de sexta (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais. Confira, abaixo, os principais cenários:
Guaraciama terá nova eleição no Domingo, dia 07

– Cidade escolhe o prefeito e vice, por determinação do TRE – Apenas dois candidatos disputam o comando da prefeitura de Guaraciama, no Norte de Minas, no Domingo, dia 7 de maio. O ex-prefeito Filomeno Figueiredo, pelo PSDB, e Rafael Veloso, pelo PMDB. Filomeno Figueiredo, o Filó, terá como vice, Waguiner José Leal (Waguim), enquanto Rafael Veloso, o Doutor Rafael de Carlúcio, terá como vice, Nilton Cesar França, o Tim.Nas eleições de 2016, o candidato mais votado foi Francisco Adevaldo Soares (DEM), mas não pode assumir porque a chapa encabeçada por ele, a coligação Unidos pelo Progresso de Guaraciama, foi indeferidaO presidente da Câmara, Azemar Cardoso de Oliveira (PSL), assumiu a gestão do município, de quase cinco mil habitantes, em janeiro deste ano e ficará no cargo até a posse do novo prefeito. Condenação Francisco Adevaldo Soares Praes foi condenado pela contratação ilegal de servidores durante o primeiro mandato do agente político como prefeito da cidade do Norte do Estado, entre 2001 e 2004. Quatro anos depois, ele foi eleito novamente para cumprir o atual mandato.A denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) constatou que houve a contratação temporária de 15 pessoas, sem a realização de concurso público, no período compreendido entre os três meses anteriores e três meses posteriores à realização das eleições de outubro de 2004.Segundo o promotor de Justiça e autor da ação, Danniel Librelon Pimenta, várias irregularidades foram constatadas no processo. Primeiro a renovação constante dos contratos de trabalho, que foram celebrados como temporários, e a não realização do concurso público. Além disso, as contratações aconteceram em período eleitoral, o que também é proibido pela lei.Além da perda do mandato, Francisco Adevaldo perdeu seus direitos políticos por cinco anos e foi condenado ao pagamento de uma multa que corresponde a 50 vezes o valor que ele recebia como remuneração à época de seu primeiro mandato.Ainda de acordo com o promotor, o prefeito agiu “sem observar os preceitos legais, em clara violação aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência, postulados indissociáveis da Administração Pública”.
Movimentos sociais querem o retorno do promotor

– Paulo Márcio Dias vinha combatendo com eficiência a corrupção no Norte de Minas – Vários ativistas de movimentos sociais da cidade de Montes Claros fizeram manifestação na tarde da última quinta-feira (27), em frente à sede do Ministério Público, por ocasião da presença, em Montes Claros, do Procurador Geral do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Antônio Sérgio Tonet. Eles exigiram o retorno do promotor Paulo Márcio Dias para a promotoria de Montes Claros. Os manifestantes foram recebidos pela secretária geral do Ministério Público no Norte de Minas, promotora Aluísia Beraldo Ribeiro, após Tonet recusar em recebê-los. Para o membro do Comitê de Combate a Corrupção do Norte de Minas, Antônio Ataíde Durães, o Tatá, a saída do promotor Paulo Márcio Dias foi no mínimo estranha. “Infelizmente, forças ocultas conseguiram remover o promotor Paulo Márcio, simplesmente porque ele vinha sendo o terror dos corruptos do norte de Minas. E isso causou estranheza”, criticou Tatá.
Traidores dos Trabalhadores de Minas

– Este foi o maior ataque aos direitos do trabalhador brasileiro na história Os canalhas deputados de Minas Gerais que ajudaram rasgar a CLT O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite dessa quarta-feira 26 a proposta da reforma trabalhista sugerida por Michel Temer. A aprovação foi pro 296 votos contra 177, e aconteceu depois de muito protesto e confusão na Casa. Deputados da oposição levaram caixões e grandes cruzes numa manifestação que denunciava a morte da CLT. Os parlamentares também levaram diversos cartazes com a imagem da CLT rasgada. Do lado de fora, trabalhadores colocaram fogo em caixões, também num ato contra a reforma. Michel Temer, que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar, agora conseguiu aprovar a reforma que tanto pediam os empresários, e que ele prometeu ao mercado. O líder do PT, deputado Caros Zarattini (PT-SP), chegou a fazer uma denúncia na tribuna, de que entidades patronais como CNI e CNT estiveram por trás de diversas emendas do projeto de lei, e que não tiveram uma vírgula alterada por deputados pró-governo. Durante a discussão nesta noite, a base de Temer ainda tentou uma manobra para que a votação não fosse nominal, para que a população não pudesse saber quem apoiou o fim de direitos trabalhistas, mas a oposição conseguiu evitar. Além dos partidos de oposição (PT, PDT, Psol, PCdoB e Rede), PSB, SD e PMB orientaram contra a aprovação do texto-base da proposta de reforma trabalhista, com exceção dos destaques apresentados. O PHS liberou a bancada. Depois de os deputados votarem os destaques, que visam pontos do texto do relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), o texto segue para o Senado. O acordo e a convenção prevalecerão sobre a lei em 15 pontos diferentes do projeto, como jornada de trabalho, banco de horas anual, intervalo de alimentação mínimo de meia hora, teletrabalho, regime de sobreaviso e trabalho intermitente. Poderão ser negociados ainda o enquadramento do grau de insalubridade e a prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia do Ministério do Trabalho. Veja como votou o seu duputado Minas Gerais (MG) Adelmo Carneiro Leão PT Não Ademir Camilo PTN Não Aelton Freitas PR Sim Bilac Pinto PR Sim Brunny PR Sim Caio Narcio PSDB Sim Carlos Melles DEM Sim Dâmina Pereira PSL Não Delegado Edson Moreira PR Sim Dimas Fabiano PP Não Domingos Sávio PSDB Sim Eduardo Barbosa PSDB Sim Eros Biondini PROS Não Fábio Ramalho PMDB Sim Franklin Lima PP Sim Jaime Martins PSD Sim Jô Moraes PCdoB Não Júlio Delgado PSB Não Laudivio Carvalho Solidaried Não Leonardo Monteiro PT Não Leonardo Quintão PMDB Sim Lincoln Portela PRB Não Luis Tibé PTdoB Sim Luiz Fernando Faria PP Sim Luzia Ferreira PPS Sim Marcelo Álvaro Antônio PR Não Marcelo Aro PHS Sim Marcos Montes PSD Sim Marcus Pestana PSDB Sim Margarida Salomão PT Não Mauro Lopes PMDB Sim Misael Varella DEM Sim Newton Cardoso Jr PMDB Sim Padre João PT Não Patrus Ananias PT Não Paulo Abi-Ackel PSDB Sim Raquel Muniz PSD Sim Reginaldo Lopes PT Não Renato Andrade PP Não Renzo Braz PP Sim Rodrigo de Castro PSDB Sim Rodrigo Pacheco PMDB Sim Saraiva Felipe PMDB Sim Stefano Aguiar PSD Não Subtenente Gonzaga PDT Não Tenente Lúcio PSB Sim Toninho Pinheiro PP Sim Weliton Prado PMB Não Zé Silva Solidaried Não
PF alerta sobre corrupção no Norte de Minas

O delegado de Polícia Federal, Marcelo Eduardo Freitas, alertou sobre a importância do Norte de Minas combater a corrupção, como forma de melhorar a qualidade de vida da população. A palestra reuniu mais de cem pessoas no auditório da Escola Estadual Simão Costa Campos, na cidade de Lontra Marcelo de Freitas participou da palestra na noite de segunda-feira, no auditório da Escola Estadual Simão Costa Campos, na cidade de Lontra, em evento que contou com a presença de aproximadamente 100 pessoas, dentre estes dois prefeitos e nove vereadores. O delegado ressaltou a necessidade de alterar a cultura de corrupção em nosso país, particularmente no Norte de Minas, região historicamente prejudicada com práticas contrárias ao interesse público. O delegado afirmou que apenas o rombo causado com a sonegação fiscal gera um prejuízo de quase R$ 350 bilhões de reais. Outros R$ 450 bilhões “são roubados do povo brasileiro, dia após dia”, disse Freitas. Com base em dados do sistema prisional, o Delegado mostrou que corruptos ainda não se veem tocado pela “mão punitiva do Estado”, já que somente 0,12% são encaminhados ao cárcere. “O olhar atento da sociedade é o único ponto capaz de alterar essa realidade”, afirmou Marcelo Freitas, enaltecendo a necessidade de participação popular na tomada das decisões por parte dos gestores públicos. Por fim, Marcelo Freitas apresentou dados da Transparência Internacional que evidenciam o Brasil como um dos países onde a população menos percebe a corrupção ao seu redor, ocupando a posição 79, de 120 nações analisadas. “Por isso, a necessidade de maior participação do cidadão na tomada de decisões”, pontuou Marcelo Freitas. O atual prefeito de Lontra, Dernival Mendes dos Reis, também ressaltou a dificuldade de corrigir práticas historicamente equivocadas, como o inchaço da administração pública municipal ou mesmo o “jeitinho brasileiro”, que por vezes, obriga o gestor municipal a adotar posturas contrárias à coletividade. “Mudar essa realidade exige coragem, já que o prefeito, que precisa de voto para se eleger, pode tomar medidas impopulares”, concluiu Dermival. Via Girleno Alencar – Jornal Gazeta
A fala de Pimentel e a coincidência da resposta

(ou retaliação?) Por Carlos Lindenberg* É evidente que se trata de uma coincidência. E, como toda coincidência, chama a atenção. Ainda mais quando coincidência rima com Inconfidência. Pois não pode ser por outra razão que, quatro dias após o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), chamar a atenção do País para alguns aspectos da Inconfidência Mineira e seu possível nexo com algumas coisas que acontecem no País, atualmente, para que a sua esposa, a primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira, fosse indiciada pela Polícia Federal por corrupção, lavagem de dinheiro e crime eleitoral, na companhia de dois secretários do governo mineiro, dois executivos e um publicitário. No dia 21, sexta-feira, feriado nacional, Minas comemorava, como sempre faz desde a década de 50, a Inconfidência Mineira, o movimento sedicioso que surgiu nestas montanhas, inspirado na Revolução Americana, para proclamar a sua Independência em relação a Portugal – ainda que no bojo do movimento estivesse a elite ouro-pretana que se revoltava contra a cobrança do quinto, uma parte extra do ouro que também deveria ser entregue à Coroa. Mas neste dia 21 de abril, que por pouco não teve o ex-presidente Lula como orador oficial da cerimônia, Minas reverenciava a memória do Alferes e homenageava Nelson Mandela. Orador da solenidade, o governador Fernando Pimentel traçou dois paralelos. Um entre o sonho libertário de Tiradentes e a saga de Nelson Mandela na sua luta pelo fim da apartheid; outro entre o que ocorreu, tanto com um como com o outro, a despeito do tempo que os separa, subjugados ambos por uma teia jurídica que não lhes deixava outra saída senão o enforcamento do inconfidente mineiro e a prisão por 27 anos do líder sul-africano. Pontuou Pimentel a certa altura: “Podemos encontrar na personalidade de Nelson Mandela uma referência que, trazendo o drama existencial de Tiradentes para o nosso tempo, sintetiza a saga daqueles que lutam pela dignidade humana e se sacrificam pela liberdade e pela paz”. E completou; “É em meio às brumas do presente que devemos buscar as luzes do futuro. O País dos inconfidentes não escapa aos ventos devastadores que abre o milênio. A lição de Mandela, como a do grande Alferes, vem do sofrimento a ele imposto. A vitória ainda em vida conquistada pelo líder africano, ao término da longa jornada de perseguição, é um privilégio que o nosso mártir Tiradentes não alcançou. Mas de ambos recebemos a palavra de fé e perseverança em pleno martírio. O exemplo de firmeza e cautela, altivez e resistência”. O tempo agora, segundo Pimentel, é de reconstrução. “Aspiramos à liberdade e almejamos a justiça, hoje solapadas por uma teia de acusações que lembram as alcovas da Conjuração Mineira”, destacou o governador de Minas. Para seguir dizendo que “naquele episódio fundante da nossa nacionalidade, Tiradentes foi protagonista involuntário de um espetáculo e não de um processo justo. Um processo feito mais para encobrir do que para revelar, feito mais para distrair a razão do que iluminá-la, feito, enfim, para condenar previamente e não para buscar a verdade”. Nesse contexto, o governador de Minas voltou a lembrar a Conjuração Mineira para confrontá-la com os dias que correm. “As acusações, quando a serviço de estratagemas, morrem. Os acusadores morrem. Mas a injustiça contra as vítimas da acusação infundada, essa é incontornável e irreparável. Por isso, o devido processo penal não pode ser atropelado pela ansiedade de condenar, de execrar, de justiçar. Um sistema jurídico perfeito não é aquele que se alimenta do estardalhaço. É aquele que silenciosamente não teme encarar os fatos e buscar as provas – e não apenas as versões – e constrói as decisões com serenidade e isenção. Quando uma sociedade se rende aos clamores de vingança, ela se rebaixa, deixa de ser republicana e democrática e retrocede ao estágio mais primitivo da trajetória humana”. E conclamou: “- Urge, pois, defender a democracia e os valores republicanos. Democracia e República que se fundam na igualdade de direitos, na transparência e na supressão do ódio. Que têm a tolerância e a convivência com as diferenças como princípios éticos e prática política, tal como pregou Mandela.” Pimentel, como se sabe, responde a dois processos no Superior Tribunal de Justiça. E nesta segunda-feira, – quatro dias após denunciar o clima de intolerância vigente no País e traçar um paralelo entre o martírio de Mandela e de Tiradentes, – com processos que correm hoje no País mais à procura de publicidade do que da busca da verdade e sem a necessária isenção para buscar as provas e julgar com serenidade, o governador recebeu a notícia do indiciamento de sua mulher e de dois de seus secretários, supostamente envolvidos numa esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais. Desconfiado desde sempre, o mineiro viu a proximidade dos fatos como simples coincidência, até porque se celebravam naquela manhã os 228 anos da Inconfidência. Com direito à rima. *Jornalista, Carlos Lindenberg já dirigiu várias publicações e é um dos mais experientes colunistas políticos de Minas Gerais Via 247
Pimentel enaltece liberdade, justiça social e democracia

– Durante entrega da Medalha da Inconfidência, o Governador destacou exemplos do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, homenageado no evento, e de Tiradentes na defesa da igualdade de direitos – Pimentel relembrou a Inconfidência Mineira para exaltar a importância de um “sistema jurídico perfeito”, para evitar danos irreparáveis – “PROCESSO PENAL NÃO PODE SER ATROPELADO PELA ANSIEDADE DE CONDENAR” O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), falou em perseguição ao fazer uma referência indireta à Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Segundo o petista, existe uma “teia de acusações que lembram as alcovas da conjuração mineira”. “As acusações, quando a serviço de estratagemas, morrem; os acusadores morrem; mas a injustiça contra as vítimas da acusação infundada é incontrolável, e irreparável. Por isso o devido processo penal não pode ser atropelado pela ansiedade de condenar, de execrar, de justiçar”, afirmou ele, nesta sexta-feira (21), no evento em homenagem a Tiradentes e ao ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela. O chefe do executivo disse o País precisa de uma reconstrução. Para Pimentel, o sistema jurídico perfeito não é aquele que “se alimenta de estardalhaço”, mas o que não teme buscar “silenciosamente” as provas “e não apenas versões”. Delatores afirmam que o petista recebeu propina para atender interesses da OAS quando era ministro da presidente deposta pelo golpe, Dilma Rousseff. Agência Minas – A defesa da luta incessante pela liberdade, pela justiça social, a democracia e a igualdade de direitos marcaram o discurso do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, nesta sexta-feira (21/4), durante a solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência em Ouro Preto, Território Metropolitano. A cerimônia teve como principal homenageado, in memoriam, o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela. Pimentel destacou os exemplos de Mandela e Tiradentes como dois dos principais líderes a serem seguidos para “superar as dificuldades e os impasses surgidos na sociedade”. “Estamos hoje aqui reunidos para celebrar a memória de dois homens, dois heróis, dois símbolos. Tiradentes, nosso patrono, e Nelson Mandela, nosso homenageado. Ambos são personagens que permanecem no Panteão da História representando o ideal mais sublime da cidadania, o valor mais sagrado de qualquer Nação: a liberdade”, disse. O governador afirmou ser dever histórico relembrar o suplício a que Tiradentes foi submetido em 21 de abril de 1789, assim como os 27 anos de prisão arbitrária e injusta impostos à Nelson Mandela. “Nesta marcha tormentosa do século 21, vamos encontrar, na personalidade singular de Nelson Mandela, uma referência que, trazendo o drama existencial de Tiradentes para o nosso tempo, sintetiza a saga daqueles que lutam pela dignidade humana e se sacrificam pela liberdade e pela paz”. Ações espetaculosas Pimentel destacou que o conflito entre o ódio e a tolerância, o preconceito e a solidariedade, o absurdo e a lucidez “parece hoje enredar o mundo e o nosso país numa discórdia sem fim”. “Basta olhar em torno, no ambiente próximo ou no mais distante para ver, por toda parte, sinais de opressão e violência, radicalismo e confronto. Desrespeito aos direitos individuais, às garantias legalmente consolidadas, aos mais básicos preceitos da convivência humana, tudo isso vai se tornando corriqueiro nos tempos que vivemos. Falo do angustiante drama dos refugiados de guerra, da migração forçada de milhares de seres humanos afetados pela crise econômica, do desemprego cruel, da miséria e da fome injustificáveis num mundo capaz de produzir abundância e distribuir escassez. Mas falo também das perseguições políticas, religiosas, ou raciais, muitas delas respaldadas por processos claramente parciais, onde a violência e o desrespeito se ocultam atrás de ações espetaculosas, nas quais a intenção de justiçamento e não de justiça fica cada dia mais evidente”. Segundo o governador, podemos encontrar na personalidade de Nelson Mandela, uma referência que, trazendo o drama existencial de Tiradentes para o nosso tempo, sintetiza a saga daqueles que lutam pela dignidade humana e se sacrificam pela liberdade e pela paz. “É em meio às brumas do presente que devemos buscar as luzes do futuro. O País dos Inconfidentes não escapa aos ventos devastadores da crise que abre o milênio. A lição de Mandela, como a do grande Alferes, vem do sofrimento desumano a ele imposto. A vitória ainda em vida conquistada pelo líder africano, ao término da longa jornada de perseguição, é um privilégio que o nosso mártir Tiradentes não alcançou. Mas de ambos recebemos a palavra de fé e perseverança em pleno martírio. O exemplo de firmeza e cautela, altivez e resistência”, ressaltou. O tempo, agora, segundo Pimentel, pede reconstrução. “Aspiramos a liberdade e almejamos a justiça, hoje solapadas por uma teia de acusações que lembram as alcovas da Conjuração Mineira. Naquele episódio fundante da nossa nacionalidade, Tiradentes foi protagonista involuntário de um espetáculo e não de um processo justo. Foi protagonista da busca ardilosa de uma expiação calculada, feita mais para encobrir do que para revelar, feita mais para distrair a razão do que para iluminá-la, feita, enfim, para condenar previamente e não para buscar a verdade”. Justiça Pimentel relembrou a Inconfidência Mineira para exaltar a importância de um “sistema jurídico perfeito”, para evitar danos irreparáveis. “As acusações, quando a serviço de estratagemas, morrem. Os acusadores morrem. Mas a injustiça contra as vítimas da acusação infundada, essa é incontornável e irreparável. Por isso, o devido processo penal não pode ser atropelado pela ansiedade do condenar, de execrar, de justiçar. Um sistema jurídico perfeito não é aquele que se alimenta do estardalhaço. É aquele que silenciosamente não teme encarar os fatos e buscar as provas – e não apenas as versões – e constrói as decisões com serenidade e isenção. Quando uma sociedade se rende aos clamores de vingança, ela se rebaixa, deixa de ser republicana e democrática e retrocede ao estágio mais primitivo da trajetória humana. Urge pois defender a democracia e os valores republicanos. Democracia e república que se fundam na igualdade de direitos, na transparência e na supressão do ódio. Que têm a tolerância e a convivência com as diferenças como princípios éticos e prática política, tal como pregou Mandela”, defendeu. Por fim, o