Situação das Veredas do Cerrado Brasileiro

Pesquisa da Unimontes é referência para audiência pública federal sobre degradação das veredas – A professora Maria das Dores Magalhães Veloso, do Departamento de Ciências Biológicas da Unimontes, será uma das palestrantes na audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da Câmara dos Deputados, sobre a temática: “Situação das Veredas do Cerrado Brasileiro”. O evento está marcado para a próxima terça-feira (11), às 14 horas, no Plenário 8 da Casa Legislativa, em Brasília. Doutora em Engenharia Florestal, a professora Maria das Dores é uma das pesquisadoras que integram o projeto “Vereda Viva”, desenvolvido com a participação de estagiários e alunos do mestrado em Biologia da Unimontes e que monitora o estado de preservação das nascentes e, ao mesmo tempo, os impactos de um dos mais importantes ecossistemas do Cerrado. Além disso, a iniciativa da Universidade realiza o plantio de mudas nativas. A audiência será promovida pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados em atendimento requerimento do deputado José Silva (SD-MG). O evento terá transmissão ao vivo pela internet e poderá contar com a participação de moradores de todas as partes do País, por intermédio do portal “e-Democracia”, ferramenta de interação da Câmara Federal com o público em geral. O deputado José Silva destaca que o objetivo é analisar o grau de degradação das áreas de veredas no Norte de Minas e no Noroeste do Estado, regiões onde se concentram as nascentes de centenas de rios e córregos que formam a bacia do Rio São Francisco. A proposta é de buscar soluções para a preservação das águas. No requerimento da audiência, o parlamentar destaca que a pesquisa realizada pela professora da Unimontes revela que “70% das veredas estão ameaçadas de desaparecer em curto prazo”. REPORTAGEM ESPECIAL Professora Maria das Dores Veloso, da Unimontes, coordenadora do projeto O quadro de comprometimento das veredas em Minas Gerais foi tema de uma série especial do jornal Estado de Minas, publicada em outubro de 2016, que teve como uma das principais fontes a pesquisa da professora Maria das Dores. O trabalho marcou a comemoração dos 60 anos do livro “Grande Sertão: Veredas”, do escritor mineiro João Guimarães Rosa. O jornalista Luiz Ribeiro, autor da série de reportagem, também será um dos palestrantes da audiência pública. O repórter percorreu as veredas citadas no livro ao longo de 2,1 mil quilômetros em 12 municípios do Norte de Minas. Uma das áreas percorridas foi a região do Rio Urucuia, amplamente citada na obra de Guimarães Rosa. Foi mostrada a situação do ecossistema seis décadas depois da obra-prima de Rosa, com abordagem dos impactos do desmatamento, assoreamento e queimadas nas nascentes, o que ameaça de extinção diretamente espécies nativas da flora e da fauna. Também mostram dezenas de famílias em diferentes locais que dispunham de muita água das veredas e, atualmente, sofrem as conseqüências da falta do recurso hídrico, pois as nascentes secaram e os rios pararam de correr. “VEREDICTO TRÁGICO” Com base nos levantamentos in loco e nas revelações da pesquisadora Maria das Dores Magalhães Veloso e das reportagens sobre a atual situação das nascentes – incluindo os dados do projeto de pesquisa “Vereda Viva” –, o requerimento enfatiza que, “ao longo de 60 anos, praticamente todas as veredas já sofreram algum tipo de impacto e várias estão completamente secas, resultado de incessante degradação. Danos que deixaram suas marcas nas dezenas de mananciais secos e no sofrimento de centenas de famílias e animais. O veredicto é trágico”. “Vereda é o espaço brejoso ou encharcado que contém nascentes ou cabeceiras de cursos d´água, onde há ocorrência de solos hidromórficos, caracterizado predominante por ranques de buritis do brejo e de outras formas de vegetação típica. A obra Roseana despertou um olhar mais amoroso sobre esses Oásis do sertão”, descreve o autor do requerimento da audiência pública. Vereda Capivara Buritis da Vereda da Capivara não resistiram às ações de degradação “No entanto, se há 60 anos existia fartura, há relatos de que hoje falta água. Nem mesmo o início do período chuvoso, prenúncio de recuperação dos cursos d água, guarda o mesmo significado no período que separa o lançamento do livro e os dias de hoje”, ressalta o deputado. Morador veredaMorador mostra qual era o nível da lâmina d’água antes da seca Ele destaca a importância da homenagem a Guimarães Rosa e a necessidade de ações para salvar as veredas. “Em homenagem a este grande autor, a esta obra que completa 60 anos e ao povo sertanejo, queremos debater sobre uma das principais fontes de água, com o objetivo de evitar danos irreversíveis ao meio ambiente como todo, interferências sem critérios nas nascentes, a preservação dos recursos hídricos, garantir a produção de água de boa qualidade, abundante e contínua”. Também serão explanadores da audiência pública: Maurício Fernandes, coordenador da área técnica de Manejo de Bacias da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), Fernando Brito, chefe de gabinete da sede regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf); e Rutílio Cavalcanti, prefeito de Urucuia. Via Ascom-Unimontes
Situação de emergência em 4 cidades do N. de Minas

– No fim de 2016, a represa de captação de água em Bocaiúva, que fica no Ribeirão do Onça, estava praticamente seca, como mostra o destaque –A estiagem prolongada levou o Ministério da Integração Nacional a reconhecer situação de emergência, em quatro cidades do Norte de Minas. Entram para a lista de regiões atingidas por desastres naturais, juntamente com outros 36 municípios do país: Bocaiuva, Luislândia, Ponto Chique e Indaiabira. Em 19 localidades, o reconhecimento federal é decorrente do prolongado período de seca e estiagem, situação que tem afetado todo o Norte de Minas. Já as Chuvas intensas, alagamentos, inundações, enxurradas e erosão costeira levaram à emergência outros 21 municípios de nove estados. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da União na última quarta-feira (5), permitirá que as prefeituras solicitem apoio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) para ações de socorro e assistência à população, restabelecimento de serviços essenciais. Para ter acesso a recursos materiais e financeiros de apoio emergencial disponibilizados pela Sedec, os municípios devem apresentar um relatório com o diagnóstico dos danos e o Plano Detalhado de Resposta (PDR), por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), disponível no endereço eletrônico da pasta. Após a análise técnica por equipes da Sedec, o Ministério define o valor do recurso a ser disponibilizado. As prefeituras das quatro cidades da região, que fazem parte da lista divulgada no Diário Oficial da União, informaram que já estão providenciando a documentação necessária para ter acesso aos recursos emergenciais do Governo. Todas as quatro cidades passam por situação de longa estiagem, mas Indaiabira foi a mais afetada por falta de chuva. Lista de municípios e causas: 1. Riachão de Jacuípe (BA): seca 2. Encruzilhada (BA): estiagem 3. Novo Triunfo (BA): estiagem 4. Santo Estêvão (BA): estiagem 5. Rio do Pires (BA): estiagem 6. Campo Formoso (BA): seca 7. Poções (BA): seca 8. Pintadas (BA): seca 9. Rio Real (BA): seca 10. Seabra (BA): seca 11. Ouriçangas (BA): estiagem 12. São Gabriel (BA): inundações 13. Nordestina (BA): inundações 14. Marajá do Sena (MA): enxurradas 15. Serranópolis de Minas (MG): estiagem 16. Luislândia (MG): estiagem 17. Ponto Chique (MG): estiagem 18. Bocaiúva (MG): estiagem 19. Indaiabira (MG): seca 20. Aripuanã (MT): chuvas intensas 21. Luciara (MT): inundações 22. Porto Alegre do Norte (MT): inundações 23. Confresa (MT): chuvas intensas 24. Abel Figueiredo (PA): inundações 25. São Félix do Xingu (PA): inundações 26. Santa Maria das Barreiras (PA): enxurradas 27. Novo Progresso (PA): alagamentos 28. Bragança (PA): erosão costeira/marinha 29. Altônia (PR): enxurradas 30. Cristal (RS): chuvas intensas 31. Dona Francisca (RS): enxurradas 32. São Valentim do Sul (RS): enxurradas 33. Faxinal do Soturno (RS): enxurrada 34. Canguçu (RS): chuvas intensas 35. Espumoso (RS): enxurrada 36. Vanini (RS): chuvas intensas 37. Ribeirópolis (SE): seca 38. Presidente Venceslau (SP): chuvas intensas 39. Santo Antônio de Posse (SP): chuvas intensas 40. Laranjal do Jari (AP): inundações (Foto: Divulgação)
4 candidatos disputam a prefeitura de Guaraciama

– Por Paulo Brandão – Jornal Gazeta – A eleição extemporânea de Guaraciama, a ser realizada no dia 7 de maio, terá quatro candidatos a prefeito. Chegou a ser cogitada cinco candidaturas, mas um deles desistiu. Como consequência, fica constatado o racha no grupo político de Filomeno Figueiredo, pois ele será candidato pelo PSDB e enfrentará o prefeito em exercício, Azemar Cardoso de Oliveira, o Zemar, pelo PSL, de quem era companheiro. Filó é o mais forte candidato, ele que busca seu terceiro mandado. A eleição será fiscalizada pela Policia Federal, que mandará equipe para dar suporte a Policia Militar. É a primeira vez na historia política de Guaraciama que a Policia Federal participa de um pleito local. Os candidatos são Filomeno Figueiredo (PSDB) a prefeito e tendo como vice Waguiner José Leal (Waguinho); Rafael Veloso (Doutor Rafael de Carlúcio), do PMDB e como vice Nilton Cesar França (Tim). Pelo DEM, prefeito Sebastião Cardoso Sales (Tião Noronha), vice Betim. Já o prefeito interino Azemar Cardoso de Oliveira (Zemar) e vice- Genimar Silva disputam pelo PSL. O registro de candidatura foi até às 19 horas de ontem. Lucas Cardoso (PSB) e o vice Rodrigo Pereira que tinham lançado candidatura desistiram de participar do pleito. A eleição extemporânea será realizada depois que a Justiça Eleitoral cancelou o registro de candidatura de Francisco Adevaldo Praes, que foi o mais votado nas eleições de 2016. No início deste ano, o TSE determinou que solucionado o impasse, o Presidente da Câmara assumisse o posto de Prefeito. Contudo, o vereador Zemar é quem vem administrando o Executivo Municipal. No mês passado, a defesa do ex-prefeito Adevaldo Praes teve um recurso negado pelo TSE e esgotados os últimos recursos nas esferas eleitorais. Agora, o Tribunal determinou que a Justiça Eleitoral local convocasse nova eleição para prefeito em Guaraciama. (Fotos: Divulgação)
O CENTENÁRIO DE WAN-DYCK DUMONT

Por José Henrique (Juca) Brandão* Sem nenhuma pompa ou mesmo circunstância, o que é muito imperdoável aos que, por direito ou dever, deveriam homenageá-lo nesta marcante e significante data, principalmente as secretarias da educação e da cultura do município, na data de hoje e no momento em que se transcorre os seus 100 anos de nascimento. Estamos nós e novamente, presentes neste dia 6 de abril de 2017, para reverenciar à sua memória. Fizemos tantas vezes em vida e depois de sua morte, referências ao maior prefeito que Bocaiuva já teve, Wan-Dyck Dumont. E tudo, pelos jornais e em revistas que circularam em Bocaiuva e Montes Claros. Agora ocupamos deste minifúndio (no dizer do saudoso Roberto Drummond), com o mesmo saudoso propósito. No século dezenove, Bocaiuva, sob as bênçãos de seu padroeiro Senhor do Bom Fim, se destacava no cenário norte-mineiro pelas atitudes e desempenhos de seus filhos ilustres.Durante o império, eram conhecidas da Corte, as brilhantes atuações do Cel. Pedro José Versiani, (Chefe da Guarda Nacional), Gonçalvo Cristóvão Pereira de Alkmim, o Guarda Mor das Minas de Dentro, do Alferes José Vieira de Mattos, Tenente Coronel, Cypriano Medeiros de Lima, depois Barão de Jequitaí e considerada a maior fortuna norte-mineira, no então Sertão ou Deserto – e do médico da Corte Imperial, José Agostinho Vieira de Mattos. No século passado, além de vários nomes que ajudaram a forjar a história de Bocaiuva, ficou a lembrança dos que já se foram em antanho: Juca Versiani (filho de Clarindo Versiani), fundador da Fiat-Lux e presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro e Aguinaldo Caldeira Versiani, também filho de Clarindo Versiani, empresário de grande projeção no Rio de Janeiro. No rol desses notáveis, dois grandes vultos, Dr. José Maria de Alkmim, deputado federal, ministro da fazenda e vice-presidente da república – e Herbert José de Souza – o Betinho, conhecido internacionalmente, pelo seu combate à fome. Na década de 1960 surgiu Wan-Dyck Dumont como prefeito. Um verdadeiro fenômeno político-administrativo. Modificou totalmente o aspecto da cidade, inserindo-a na modernidade. O povo começou a enxergar que “o azul não está só no céu, lá no alto. O azul está nas praças, está nas ruas, ondula nos montes, escorre nas árvores, cerca as pessoas. Onde se esteja há um canto de azul descendo do céu à terra, subindo da terra ao céu. São epigramas de azul nas paredes dos prédios, elegias de azul nos ramos das árvores, odes de azul nos largos, epopeia de azul a cada rua que se atravessa. (Versos de João do Rio)” Vivemos enfim, durante muito tempo, nesse cenário poético. Tudo continuava azul, pintado de azul. Afinal o que se sabia mais deste homem, Wan-Dyck Dumont!No dizer do escritor conterrâneo, Drummond Amorim: “há muitas maneiras de se começar a falar em Wan-Dyck Dumont. Uma delas, não importa se a mais presunçosa, é apelar para a filosofia e usar qualquer coisa como método socrático, a que chamaram maiêutica, conforme ensinam os compêndios. Assim, por meio de perguntas, orientadas para determinado fim, dobra-se habilmente o outro, levando-o a contradizer nas respostas até reconhecer um ponto de vista, muitas vezes contrário ou alheio ao que ele pensava antes.” Por nós, acharmos que os homens vivem da razão e sobrevivem dos seus sonhos. Com Wan-Dyck Dumont não poderia ser diferente. Principalmente, ele que cultivava a sua boa razão e sempre respeitou a razão dos outros. Os seus sonhos, trazidos de sua então pequenina e simpática comunidade de Conceição do Barreiro, e forjado nos ensinamentos e nos exemplos vindo de seu pai, Francisco Dumont e de sua generosa e extraordinária mãe Lolota. Sonhos que desbravaram com ele, os áridos caminhos deste vasto sertão mineiro. Depois solidificaram, criando-lhe um mundo próprio, recheado de uma política diferente e que se tornou a própria essência de sua vida. Há um conceito que, “o homem não é nem mal e nem bom, porque o impulso que obedece, é o resultado da sua formação perante à uma circunstância que surge num momento dado. O indivíduo responde ao implacável determinismo das forças estruturais da vida… e à carga hereditária aos quais sempre viveu e vive”. Wan-Dyck Dumont, outrora, guarda-malas, cristaleiro e comerciante, estava acima de muitos conceitos de vida.Viveu conciliando-se com o possível, embora alcançou muitas coisas impossíveis de serem alcançadas. Quando chegou, jovem ainda, nos dias brilhantes e de matizes coloridas, quebrou vários tabus políticos e reconciliou o irreconciliável.Depois de prefeito do município por três legislaturas, mesmo passando dos 80 anos, não se importou com as cores esmaecidas do outono e conviveu até o final, com os seus sonhos que se tornaram realidade e serviram de exemplos para todos os bocaiuvenses, francisco-dumonenses e tantos outros.Ele dividiu a história da cidade de Bocaiuva. Antes e depois de Wan-Dyck, testemunham todos daquela e desta época. E esta cidade, berço também dos políticos: Cícero Dumont e Patrus Ananias; dos escritores Drumond Amorim e Sebastião Geraldo Nunes, e de tantos outros nobres filhos, lhe agradecem. Wan-Dyck conquistou e possuiu a nossa história, pois compartilhou de seu leito conjugal de prosperidade. A história de Bocaiuva volta sempre a seu encontro. E ela, a nossa história, vinha linda e esfuziante, de “deshabillé” amarelo, branco, azul ou da cor de preferência dele, oferecida e reconhecida.*Jornalista
Igreja condena reforma da Previdência

Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, Dom José Alberto Moura enviou aos padres do município nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) condenando a reforma da Previdência proposta pelo governo federal e a favor da redução do número de autoridades com direito a foro privilegiado. De acordo com a CNBB, a proposta de emenda à Constituição (PEC) em debate no Congresso reduz a Previdência a uma questão econômica e “escolhe o caminho da exclusão social”. “Caros Padres: estamos vivendo momentos difíceis em nosso País, com apertos econômicos e sociais. Precisamos ajudar nossos fiéis a estarem atentos e participantes em relação a certas reformas que atingem nosso povo, principalmente os mais pobres. Venho, então, pedir-lhes que leiam esta nota no final das Missas neste fim de semana para chamar atenção do povo de Deus sobre o assunto da reforma da Previdência apresentada pelo Conselho Permanente da CNBB”, recomendou o arcebispo aos padres da Arquidiocese de Montes Claros. “O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido em Brasília-DF, dos dias 21 a 23 de março de 2017, em comunhão e solidariedade pastoral com o povo brasileiro, manifesta apreensão com relação à Proposta de emenda à Constituição (PEC) 287/2016, de iniciativa do Poder Executivo que tramita no Congresso Nacional. O Art. 6.o da Constituição Federal de 1988 estabeleceu que a Previdência seja um Direito Social dos brasileiros e brasileiras. Não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os Direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática, qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio. O sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores ético-sociais e solidários. Na justificativa da PEC 287/2016 não existe nenhuma referência a esses valores, reduzindo a Previdência a uma questão econômica. Fazemos nossas, as palavras do Papa Francisco: “A vossa tarefa é contribuir a fim de que não faltem as subvenções indispensáveis para a subsistência dos trabalhadores desempregados e das suas famílias”. “Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobiliarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados”, destaca a nota da CNBB. “Por isso, em nossa Arquidiocese de Montes Claros, convocamos nossos fiéis a se mobilizarem para não deixarem essa PEC prosperar. Deus abençoe a todos, com a intercessão de Maria, Mãe da Igreja!”, finaliza o Arcebispo Dom José Alberto Moura.
Perdeu, playboy – Aécio já era. E volta ao pó
*Por Renato Rovai – Aécio, candidato a deputado federal – Aécio foi o pai do golpe. Esse golpe bastardo que acabou gerando Temer, um presidente absolutamente ilegítimo. Depois de ter saído da eleição com todas as condições de fazer oposição responsável e se cacifar pra chegar em 2018 como favoritíssimo à sucessão de Dilma, preferiu, por vaidade, o confronto em ritmo de UFC. Pediu recontagem de votos no TSE, se alinhou a Cunha para aprovar pautas bombas no Congresso, insuflou uma resistência anti-PT nas redes e nas ruas e fechou um acordo com Temer para realizar o impechement. Achava que ao fazer isso, se fortaleceria para o atropelo final nas próximas eleições. Mas deu ruim. Aécio começou a aparecer em todas as delações e foi perdendo base. Hoje aparece com míseros nove pontos nas pesquisas de opinião. E com uma rejeição na casa dos 70%. Seu eleitorado se sentiu traído e os que votaram em Dilma o odeiam. E a mídia, que sempre lhe deu suporte, decidiu que é hora de abandonar aquele que já foi laranja e se tornou bagaço. A capa de Veja deste final de semana é o recado em letras maiúsculas desta decisão do poder midiático. Aécio já era. Ou se toca disso e abre as portas para um candidato com cheiro de novo, como João Dória, ou passará a ser atacado por aqueles que antes lhe jogavam flores. O mineirinho, pelo que se viu no seu vídeo divulgado hoje no Facebook, ainda tentará resistir. Mas sabe que nessas coisas de política é quase impossível segurar no peito uma tsunami. Ou seja, nunca o “perdeu, playboy” foi tão adequado. O garotão do Leblon vai ter que se conformar com uma candidatura a deputado federal se quiser manter o foro privilegiado. Porque até para senador ele corre o risco de não se reeleger. * Editor da Revista Fórum
“Carne Fraca” contradiz agronegócio
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra quer o fim do conluio entre empresas do setor e o Ministério da Agricultura Por João Paulo Rodrigues Nas últimas semanas, temos acompanhado a Operação Carne Fraca que denunciou casos de corrupção e fraude envolvendo o agronegócio e o Ministério da Agricultura. Esta operação é uma mostra de como o agronegócio é movido pela lógica do “lucrar mais a qualquer custo”. Degradação ambiental, exploração de trabalhadores, concentração de terra nas mãos de pouca gente, além dos crimes contra os povos indígenas, quilombolas, pescadores e camponeses. Tudo isso caracteriza o modelo de agronegócio. Não podemos esquecer do uso abusivo de agrotóxicos que destrói a vida no campo, contamina os solos, as águas e envenena os alimentos dos brasileiros e das brasileiras. Essas denúncias da Operação Carne Fraca reafirmam as contradições do agronegócio, principalmente em relação à saúde humana e à destruição ambiental. Nós, do MST, defendemos que as empresas envolvidas sejam punidas e responsabilizadas. Também deve ser investigado o conluio entre as empresas do setor e os fiscais do Ministério da Agricultura. O órgão mais parece o Ministério do Agronegócio. Enquanto isso, quem paga a conta são os trabalhadores da agroindústria da carne. Eles já estão expostos à precarização pelas empresas e agora sofrem com demissões em massa por conta das investigações. E você deve se perguntar: com tantos impactos negativos, como o agronegócio se mantém? Para garantir e ampliar privilégios, ele financia as eleições de deputados mais conservadores, a chamada “ bancada do boi”. Com isso, os ruralistas conseguem aprovar retrocessos nas leis dos direitos sociais, trabalhistas e ambiental. Para se contrapor a essa forma de produção no campo que degrada o meio ambiente e os seres humanos, o MST segue na defesa da Reforma Agrária Popular. Combateremos sem tréguas o agronegócio. Seguimos na defesa de um modelo baseado na cooperação agrícola, agroecologia e na soberania popular. *João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST
Agricultura de Israel será apresentada em Moc
Os produtores conhecerão mais da tecnologia de Israel para irrigação com grande eficiência no aproveitamento e na economia de água Os produtores rurais do norte de Minas terão a oportunidade de conhecer mais sobre a tecnologia de Israel, que desenvolveu as mais modernas técnicas de irrigação do mundo, com grande eficiência no aproveitamento e na economia de água. O assunto será debatido no Seminário Tecnológico de Agricultura de Precisão, que acontecerá gratuitamente no auditório da Sociedade Rural de Montes Claros (Parque de Exposições João Alencar Athayde), no dia 4 de abril, a partir das 8h. O evento é voltado para empresários e produtores rurais, o seminário contará a participação de empresas de Israel especializadas na área da agricultura e pecuária que atuam no Brasil. Eles irão mostrar tecnologias que contribuem para geração de maior produtividade, com a redução de custos. Israel é referência mundial em irrigação. Suas empresas utilizam avançadas tecnologias que oferecem soluções de irrigação eficientes em regiões semiáridas como o Norte de Minas, fazendo o uso racional da água. BENEFÍCIOS O analista do Sebrae Albertino Correa explica que a iniciativa da realização do evento foi da Sociedade Rural e que o Sebrae atuou na articulação junto à embaixada de Israel para viabilizar a vinda das empresas, mostrando que elas poderão atender a uma demanda de uma região que trabalha com agricultura com pouca água disponível. – Esse seminário vai trazer experiências e mostrar opções de inovação e tecnologia na área de irrigação que irá contribuir para geração de emprego e renda para os produtores da região – enfatiza. Logo após as apresentações das empresas, será realizada uma rodada de negócios em que os empresários e produtores rurais terão um momento de aprendizado e troca de experiências. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link https://goo.gl/fKOL5u, no site www.sociedaderural.com.br e no ponto de atendimento do Sebrae em Montes Claros. As vagas são limitadas. O Norte
VEJA DECRETA MORTE DE AÉCIO: PROPINA EM NY

Se não bastassem as propinas em Furnas, na Cidade Administrativa (MG) e até o caixa dois em Cingapura, agora surge mais uma bomba; segundo reportagem de capa da revista Veja deste final de semana, o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, delator da Lava Jato, afirmou que a empresa depositou propina para o senador tucano numa conta em Nova York operada por sua irmã; texto diz que situação de Aécio “é um pouco pior” que a dos outros caciques tucanos que poderiam concorrer à presidência, José Serra e Geraldo Alckmin, e que “pode se complicar ainda mais”; Aécio seria o político que recebeu uma das mais altas somas da empreiteira, R$ 70 milhões, considerando-se pagamentos de 2003 até hoje 247 – A revista Veja deste fim de semana acaba de decretar a morte do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e pôr fim de vez aos seus planos – se é que ainda eram possíveis – de se candidatar à presidência da República em 2018 (leia aqui). Se não bastassem as propinas em Furnas, na Cidade Administrativa (MG) e até o caixa dois em Cingapura, surge uma nova bomba: o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, delator da Lava Jato, afirmou que a empresa depositou propina para o senador numa conta em Nova York operada por sua irmã, Andrea Neves, segundo reportagem da revista. O texto diz que situação de Aécio “é um pouco pior” do que a dos outros caciques tucanos que poderiam concorrer à presidência, José Serra e Geraldo Alckmin, e que “pode se complicar ainda mais”. “BJ era amigo de Aécio e frequentemente era visto jantando com o senador no Rio”, diz a Veja. “De acordo com BJ, os valores foram pagos como ‘contrapartida’ — essa é a expressão usada na delação — ao atendimento de interesses da construtora em empreendimentos como a obra da Cidade Administrativa do governo mineiro, realizada entre 2007 e 2010, e a construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Estado de Rondônia, de cujo consórcio participa a Cemig, a estatal mineira de energia elétrica”, diz trecho da matéria. “A denúncia de BJ é grave e atinge em cheio a imagem de um político que, até outro dia, firmava-se como a principal liderança da oposição ao governo do PT e, com o impeachment de Dilma, tornou-se figura expressiva, embora atuando nos bastidores, no governo de Michel Temer. Por meio de sua assessoria, Aécio Neves classificou a acusação de ‘falsa e absurda’”, diz ainda a publicação. Aécio seria o político que recebeu uma das mais altas somas da empreiteira, R$ 70 milhões, considerando-se pagamentos de 2003 até hoje, de acordo com o conteúdo das delações, informa o texto.
Golpistas acuados

Sind-Ute protestou contra a Reforma da Aposentadoria e ofuscou os coxinhas em Montes Claros – A manifestação dos trabalhadores ocorreu no último Sábado e intimidou o protesto dos apoiadores do golpe no Domingo Diferentemente do que ocorreu em algumas capitais, onde meia-dúzia de coxinhas saiu para as ruas para protestar contra a corrupção do governo Temer-PSDB e apoiar o juizeco da Lava-Jato, em Montes Claros os paneleiros, instrumentos do golpe de 2016, não atenderam a convocação dos fascistas movimentos como MBL e Vem pra Rua. Segundo a jornalista Cláudia Cólen, há dois grupos de coxinhas. Um anda envergonhado e hoje só posta frases de autoajuda e citações, como se não tivesse nada a ver com o que acontece no Brasil. O outro é um pouco mais imbecil. Para não dar o braço a torcer fica aplaudindo todos os disparates do governo ilegítimo, nem sequer pensa no futuro dos próprios filhos e netos. Por causa da dissidência à francesa do primeiro grupo, a manifestação de ontem só atraiu os imbecis e olha lá. Protesto em Moc mirou deputada Raquel Muniz Jornal Gazeta Quem tomou as ruas da cidade foi o Sindicato dos Trabalhadores na Educação (SindUte) onde realizou um novo protesto contra o projeto de reforma da previdência, mas com novo foco: a deputada montes-clarense Raquel Muniz (PSD), que na semana votou no projeto da terceirização. É o terceiro protesto somente esse ano em Montes Claros, pois ocorreram outros em 15 de fevereiro, 15 de março e agora 25 de março. O movimento do sábado foi coordenado pelo SindUte que acabou arrastando professores de outras cidades do Norte de Minas, como Coração de Jesus e Francisco Sá. O número de participantes foi menor do que o penúltimo, mas os organizadores acreditam que atendeu as expectativas. Outros sindicatos do Norte de Minas aderiram ao protesto.A concentração ocorreu na Praça Pio XII, da Catedral e dali os organizadores passaram por várias ruas da cidade, terminando no Mercado Municipal. O evento marcado para as 8h somente começou a caminhada às 9h25, pois o forte sol desanimou muitas pessoas. O presidente do SindUte, Geraldo Costa reforçou em seu discurso que se a PEC da Reforma da Previdência for aprovada, todos trabalhadores terão que ter contribuição de 49 anos e mesmo assim com risco de quem tinha salário de um salário mínimo e meio, recebe menos do salário mínimo de aposentadoria, pois a previsão é de receber R$ 710,00 o que seria inédito na história do país, de uma aposentadoria ser menor do que o limite do salário. Lembrou que no caso de morte, a viúva receberá apenas R$ 355,00.Ele puxou as vaias a deputada federal Raquel Muniz (PSC), e que é de Montes Claros, por ter votado a favor da terceirização, com a alegação de que seu discurso em Montes Claros é diferente do que pratica em Brasília. Os manifestantes anunciaram que deverão fazer protesto contra a deputada, ainda essa semana, seja na porta da casa dela ou mesmo no seu escritório regional, dependendo onde estiver. Um grupo de professores de Francisco Sá, liderado por Lélia Renata, fez questão de se deslocar até Montes Claros para reforçar a luta, pois entende que o projeto como está, acaba com a classe trabalhadora. Outro grupo de professores de Coração de Jesus esteve presente e alegou que foram impedidos inclusive de entrar de greve. Fotos: Girleno Alencar