Defensoria Pública abre inscrições para curso “Mulheres em Foco”

A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), por meio da sua Escola Superior (Esdep) e de sua Coordenadoria Estadual de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (CEDEM), em parceria com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), por intermédio da Procuradoria da Mulher, e do Ministério das Mulheres, abre inscrições para o curso “Mulheres em Foco”. *As interessadas podem se inscrever entre os dias 01 a 13 de março*. *Os encontros acontecem nos dias 13, 14, 21 e 22 de março, de 8h às 17h e será aberto ao público. A realização será no Auditório da DPMG (Rua dos Guajajaras, 1.707/2º andar – Barro Preto, em Belo Horizonte), com transmissão simultânea no canal da DPMG no Youtube (c/defensoriamineira)*. A emissão de certificados será condicionada à inscrição no site da Escola Superior e a participação mínima de 75% nos encontros. *Clique aqui para realizar a sua inscrição. *https://escolasuperior.defensoria.mg.def.br/eventos/programa-de-formacao-mulheres-em-foco/* Projeto Mulheres em Foco A coordenadora estadual de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres da DPMG, Samantha Vilarinho Mello Alves, destaca o objetivo do curso. “O curso ‘Mulheres em Foco’ tem o objetivo de promover a formação de vereadoras, vereadores, servidoras e servidores das câmaras municipais do estado de Minas Gerais, além de outras mulheres que tenham interesse em ingressarem na política e/ou assumirem uma participação mais efetiva na vida política de sua localidade.”, iniciou sua fala. “O curso pretende incentivar a criação e o fortalecimento das Procuradorias da Mulher nas Câmaras Municipais, a fim de que possam elaborar proposições legislativas, fiscalizar e acompanhar programas estatais, receber e encaminhar casos de discriminação e violência de gênero, cooperar com organismos nacionais e internacionais na promoção dos direitos das mulheres e contribuir para a erradicação de todas as formas de violência contra as mulheres, considerando a pluralidade, a diversidade e a interseccionalidade”, explica. A defensora pública enfatiza a importância de cursos para a promoção de políticas públicas direcionadas às mulheres: “Dessa maneira, é de fundamental importância a participação de todas as personalidades que já estejam na política municipal no estado de Minas Gerais ou daquelas que tenham interesse em ingressar, para que sejam pensadas proposições legislativas e políticas públicas mais efetivas voltadas para a diversidade das mulheres”, acrescenta Samantha. “Todas as interseccionalidades, não apenas de gênero, mas de raça, de classe social, então é muito importante que esse olhar ele seja construído.”. Samantha Vilarinho finaliza sua fala ressaltando que o curso “Mulheres em Foco” desempenha um papel crucial nesse processo, fornecendo um conteúdo robusto, com conhecimento aprofundado sobre os direitos das mulheres, visando promover a igualdade de gênero na esfera política. Acordo de Cooperação Técnica O curso é fruto do Acordo De Cooperação Técnica (ACT) que entre si celebraram a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPMG), o Ministério das Mulheres e a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), por intermédio da Procuradoria da Mulher.
PT, PCdoB e PV lançam pré-candidatura de Rogério Correia em BH

Federação discute temas como transporte, participação popular e combate às desigualdade, de olho nas eleições municipais A Federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PCdoB e PV, lançou na quinta-feira (29) a pré-candidatura do deputado federal Rogério Correia (PT) à Prefeitura de Belo Horizonte. O encontro aconteceu no Hotel Dayrell, no centro da capital, e reuniu mais de 1200 lideranças e apoiadores. Em dezembro do ano passado, o pré-candidato já havia reunido quase mil pessoas para o lançamento do movimento “BH Pode Mais”, que tem como objetivo discutir propostas para o município, tendo em vista a corrida eleitoral que se aproxima. O evento desta quinta contou com a presença de parlamentares e lideranças nacionais dos partidos que compõem a federação, entre elas, a presidenta do PT Gleisi Hoffmann, evidenciando o apoio nacional das legendas ao nome do deputado federal para a disputa. “O companheiro Rogério Correia é nosso pré-candidato à Prefeitura de Belo Horizonte e está preparado para apresentar um projeto humano para desenvolver ainda mais a capital mineira. Tenho certeza que, com o apoio do presidente Lula, a população de BH terá saúde, educação e emprego de qualidade”, disse Gleisi, após o evento. Durante a atividade, temas como a melhoria do transporte público, com redução das tarifas, a participação popular nas definições importantes sobre a cidade e o combate às desigualdades sociais, raciais e de gênero estiveram em pauta. Também participaram da atividade o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, Alexandre Padilha, o líder do governo federal na Câmara dos Deputados, José Guimarães, o ex-prefeito da capital mineira, o deputado federal Patrus Ananias, as deputadas estaduais Beatriz Cerqueira (PT) e Macaé Evaristo (PT), representantes de movimentos de juventude e de entidades sindicais, entre outras representações.
Fugas expõem fragilidade na segurança dos presídios de Minas

Nove detentos conseguiram sair de um presídio na Grande BH durante banho de sol Por Isabela Abalen – 0 Tempo Detentos A fuga de nove detentos do presídio Santa Luzia I, na região metropolitana de Belo Horizonte, durante o banho de sol nessa quinta-feira (29 de fevereiro), acendeu um alerta sobre a segurança do sistema prisional em Minas Gerais. A cadeia está localizada em um bairro residencial, entre uma escola e uma unidade de saúde. Por fora, os muros se misturam e é difícil saber onde acaba o presídio. Os criminosos abriram um buraco na grade e, num momento sem vigia no pátio, escalaram em si mesmos como em uma pirâmide humana e escaparam por dentro do lote escolar. Especialistas em segurança pública avaliam que o caso chama atenção por denunciar a fragilidade da segurança e expor o descontrole da situação dentro dos presídios. O perigo é a fuga em Santa Luzia motivar outros detentos a fazerem o mesmo. De acordo com dados do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), no ano passado, foram registradas 28 ocorrências de fuga em cadeias, isto é, uma média de duas por mês. O Depen não informou quantos detentos escaparam nem quantos foram recapturados. Este ano, apesar de ainda não haver dados consolidados, dois casos foram noticiados dentro das últimas duas semanas. Antes da fuga em Santa Luzia, no dia 16/2, dois presos fugiram do presídio de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Conforme a pasta de Justiça do Estado, os homens fugiram por “transposição de barreira” (a Sejusp não detalhou como) enquanto aguardavam atendimento jurídico. “São sinais preocupantes de deterioração da gestão prisional em Minas. Quando as fugas começam a ficar recorrentes, é sinal de que alguma coisa vai mal, isso não é comum. O Estado tem investido na contratação de pessoal e em equipamentos de vigilância. Então, de alguma forma, esses indicadores preocupam. É um sinal amarelo de piora na segurança das unidades”, avalia o especialista em segurança pública Luiz Flávio Sapori. O pesquisador, que também é sociólogo, reforça que é preciso uma investigação para avaliar se não houve algum tipo de facilitação na fuga dos nove detentos em Santa Luzia. No momento em que eles escaparam, ninguém vigiava os presos. “A deficiência da estrutura física dos presídios, as falhas no sistema de proteção, no sistema de vigilância, já são graves por si só. Existe um protocolo de segurança que precisa ser cumprido e que impossibilita as fugas. Agora, no caso de Santa Luzia, é muito estranho. Não existe banho de sol sem vigia. Precisa ter algum agente, algum policial penal atento, mesmo que com déficit de pessoal. Isso é algo a ser investigado pelas autoridades”, afirma. No presídio Santa Luzia I, existe uma guarita, mas sem um notável esquema de segurança ou vigilância monitorada por câmeras. Cada nova fuga influencia outros detentos a tentar a sorte O Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais (Sindppen-MG) se pronunciou logo após a fuga dos nove detentos em Santa Luzia – até o momento, três foram recapturados. O órgão sindical apontou a precariedade do sistema penitenciário mineiro e disse que as fugas podem se tornar rotineiras devido ao déficit de profissionais da segurança. “Não temos policiais penais suficientes para manter a ordem”, afirmou o presidente sindical Jean Ottoni ao O TEMPO. A reação em “onda” de novas tentativas de escape dos presídios também é uma preocupação do especialista Sapori, mas por outros motivos. “Fugir está sempre na perspectiva de um preso, não necessariamente pela situação da unidade prisional. Em Mossoró, por exemplo, não existe superlotação, mas conseguiram escapar”, diz, citando a fuga de dois detentos da penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, no início do ano. Para Luiz Flávio Sapori, o problema é a influência de uma fuga de sucesso dentro das cadeias. “Não há dúvida que isso crie um estímulo para presos de outras unidades. Notícias de fuga circulam rápido. Se deu certo, significa que há falha. Outros detentos podem estar buscando alternativas e oportunidades de também saírem de onde estão. É um alerta para que o sistema de segurança nos presídios de Minas seja reforçado”, analisa. “Quem quer ficar em uma cadeia superlotada, sem higiene, precarizada?”, questiona Conselheiro da OAB A irmã de um detento do presídio Santa Luzia I conversou em anonimato com a reportagem de O TEMPO e desabafou que o interior do presídio é pequeno e possui condições insalubres. “A cada 15 dias visito o meu irmão. O espaço é muito apertado, as celas são pequenas. Tanto, que sempre tem detento sendo transferido. No lugar, não cabe mais ninguém”, reclamou. De fato, de acordo com o Conselheiro da Ordem dos Advogados de Minas Gerais (OAB-MG), William Santos, que realiza visitas ao local com frequência, a sensação que se tem é de uma unidade abandonada. “As condições são péssimas. Quem vai lá, mesmo que como visita, como advogado, se assusta. É um presídio muito pequeno, abafado. Com frequência, recebemos denúncias de familiares de detentos, dizendo que o parente não está com condição mínima de higiene, que está revezando para ficar em pé na cela, que a comida servida está estragada”, diz. Santos afirma que a má condição das cadeias acaba por provocar ainda mais a vontade de fuga dos detentos e que, por isso, a melhoria do sistema prisional mineiro também é uma forma de evitar violações. “Quem quer ficar em uma cadeia sem estrutura, superlotada, sem higiene? Agora, com esse calor que está fazendo, está pior ainda. O sistema está precarizado, em todo o sentido. Às vezes, nem a lei de assistência médica e jurídica é seguida”, denuncia. O Depen-MG administra 172 unidades prisionais em todo Estado, e tem sob sua custódia cerca de 60 mil presos. Para o conselheiro da OAB, o Estado deveria ampliar e investir no modelo de Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), que é focada na recuperação e reintegração social, com assistência espiritual, médica, psicológica e jurídica. Posicionamento da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sejusp) Minas Gerais
Zema recua de privatização da Cemig e Copasa; federalização ganha força

O governador Romeu Zema (Novo) se mostrou disposto a ceder empresas estatais à União como forma de pagamento da dívida do estado. O Governo de Minas Gerais anunciou a suspensão das discussões relacionadas aos planos de privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Em vez disso, os deputados estaduais buscam uma solução alternativa para resolver o problema da dívida mineira por meio da federalização desses ativos, incluindo a amortização imediata da dívida principal. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, mencionou que o governador Romeu Zema (Novo) se mostrou disposto a ceder empresas estatais à União como forma de pagamento da dívida do estado. Essa possibilidade de federalização das estatais mineiras está sendo discutida em um projeto costurado por Pacheco com ministros do governo federal e deputados estaduais. Zema foi apresentado à alternativa em novembro de 2023. Segundo informações do jornal Estado de Minas, as discussões incluem a possibilidade de manutenção das restrições à privatização dessas empresas, garantindo que permaneçam com sede administrativa em Minas Gerais. A decisão foi vista pela Genial Investimentos como o fim oficial do processo de privatização e o possível início das tratativas para federalização dos ativos. A empresa expressou preocupação com o impacto negativo dessa decisão, especialmente para a Cemig, destacando que ainda há incertezas sobre como se daria o processo de federalização e a avaliação para ressarcimento por parte do governo federal. Além da suspensão das discussões sobre privatização, a Cemig anunciou a emissão de debêntures no valor de R$2 bilhões. O prospecto preliminar foi divulgado na noite anterior, com início das apresentações para potenciais investidores marcado para esta quarta-feira, 21 de fevereiro. O processo de bookbuilding terá início em 12 de março. No mercado financeiro, as ações preferenciais da Cemig registraram alta de 1,01% no pregão anterior, fechando a R$12,01. A média das estimativas compiladas pelo InvestingPRO aponta um preço justo de R$11,20, o que representa um potencial de baixa de 6,8%. Deputados retiram venda de estatais da pauta Na terça-feira (20), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2023, que buscava retirar a obrigatoriedade de um referendo popular em caso de venda de estatais como a Cemig e a Copasa, foi retirada da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O presidente da comissão, deputado estadual Arnaldo Silva (União), atribuiu o ocorrido a um “equívoco” e anunciou a retirada do texto da pauta. Arnaldo Silva explicou que os projetos aptos a serem pautados são disponibilizados pelos assessores dos membros da comissão. No entanto, ele assumiu a responsabilidade pelo equívoco de incluir a PEC 24/2023 na pauta, afirmando que o projeto ainda não estava pronto para discussão. “Um assunto desta relevância não seria pautado sem um consenso dos líderes da casa, sem uma disposição da presidência da casa, da mesa diretora. Jamais cometeríamos isso”, enfatizou o presidente da comissão. O relator da PEC 24 também anunciou que apresentou um requerimento para a retirada do projeto da pauta, após o comunicado do presidente da comissão. A proposta em questão buscava revogar artigos da Constituição Mineira que exigem quórum de 3/5 dos parlamentares para a venda das empresas e a realização de referendo popular. Desde 2001, a venda de estatais como Cemig, Copasa e Gasmig requer a aceitação popular por meio de um referendo, conforme estabelecido no parágrafo 17 do artigo 4 da Constituição. A PEC 24/2023 pretendia alterar essa regra. A retirada da proposta da pauta da CCJ ia em direção oposta à nova proposta de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), elaborada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que inclui a federalização das estatais mineiras. O Regime de Recuperação Fiscal é uma alternativa para renegociar dívidas com a União, mas a proposta de Zema para adesão ao RRF tem sido alvo de críticas por conta das medidas de austeridade econômica previstas, como os reajustes salariais limitados para os servidores e a falta de pagamento dos débitos com a União durante o período do regime. Com o fim do efeito de liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que impedia o pagamento da dívida com a União, o governo de Minas corre contra o tempo para evitar impactos financeiros significativos nos cofres estaduais a partir de janeiro de 2024.
Minas é o estado com mais casos de dengue e chikungunya no Brasil

Mais de 60 municípios mineiros já decretaram estado de emergência Segundo os dados mais recentes publicados no Painel de Monitoramento das Arboviroses de 2024, divulgado pelo Ministério da Saúde na segunda-feira (19), Minas Gerais registrou 218.265 casos prováveis de dengue e 25.522 de chikungunya, sendo o estado com o maior número de notificações dessas doenças no Brasil. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), 62 municípios entraram em estado de emergência por conta das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Em 27 de janeiro, o governo de Minas decretou emergência em todo o estado. Segundo a SES-MG, a expectativa é de que em 2024, Minas Gerais tenha o pior ano da história desde os primeiros casos de dengue no Brasil. Até então, o estado registrou 75.310 casos confirmados, com 19 óbitos, além de outros 122 em investigação. Quanto aos casos de chikungunya, os dados também são alarmantes. Minas possui cerca de 80% dos casos confirmados no Brasil. O estado já notificou 16.907 ocorrências, com quatro mortes confirmadas e 14 em investigação. Já em relação ao zika vírus, foram registrados 22 casos prováveis, sendo apenas um confirmado. “Dia D” contra o Aedes aegypti Na última semana, a secretaria de saúde do estado apresentou medidas para o combate das doenças causadas pelo mosquito em Minas Gerais. Foi anunciado um repasse de mais de R$ 150 milhões a todos os municípios do estado no enfrentamento ao Aedes aegypti. No dia 24 de fevereiro, em Belo Horizonte, será realizada uma capacitação de equipes de saúde e implementação da sala de hidratação do Hospital Júlia Kubitschek (HJK), que ficará em funcionamento 24 horas por dia. A secretaria também pretende promover um “Dia D” de conscientização contra as arboviroses no estado. Na última semana, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) emitiu um alerta indicando a importância de evitar o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em casos de suspeita de dengue. Segundo a entidade, o produto pode piorar consideravelmente o quadro de saúde dos infectados pelo vírus. A dengue e a chikungunya são doenças virais que não possuem um tratamento antiviral específico. A ingestão de líquidos é essencial no tratamento das arboviroses. Em caso de qualquer sintoma, procure um médico ou um centro de saúde.
Alô, Minas! Telefonia móvel chega a 130 distritos e localidades de Minas Gerais

Iniciativa da Seplag-MG beneficiou mais de 93 mil pessoas até o momento e deve instalar mais 20 novas antenas até junho O programa Alô, Minas!, coordenado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), já instalou 130 antenas de telefonia móvel e de sinal 4G em distritos e localidades de Minas Gerais que ainda não contavam com cobertura. A iniciativa já beneficiou uma população de mais de 93 mil pessoas. As antenas foram instaladas pelo Governo de Minas junto às operadoras de telefonia Algar, Claro, Tim e Vivo. Até junho de 2024, serão mais de 150 antenas ativadas, beneficiando mais de 110 mil mineiros. “O objetivo do programa é levar inclusão à população que não tem acesso aos serviços de telefonia móvel e internet. A tecnologia proporciona melhores condições de vida e possibilita novas oportunidades para os cidadãos. Vamos continuar atuando para expandir o programa e contemplar todas as regiões do estado”, afirmou o subsecretário de Transformação Digital e Atendimento ao Cidadão da Seplag-MG, Rodrigo Diniz. No dia 9/2, o Governo de Minas divulgou a lista de novos distritos e localidades de Minas Gerais que serão contemplados na Fase II do programa, que teve o edital de chamamento público para as prefeituras mineiras publicado no dia 19/12/2023. Será realizada uma seleção pública junto às operadoras de telefonia móvel para verificar o interesse das mesmas nessas localidades. A previsão é que a seleção pública seja realizada ainda no primeiro semestre de 2024. Após essa etapa, as operadoras terão um prazo mínimo de 28 meses para implantação das antenas nas localidades selecionadas. Inclusão O Alô, Minas! foi lançado pela Seplag-MG em 2020, como parte do projeto estratégico Minas Atende. As primeiras ativações de antenas ocorreram em maio de 2022 e, desde então, novas antenas vêm sendo instaladas gradativamente nos municípios contemplados. Também em 2022, o programa ativou a primeira antena com tecnologia 5G em área rural do país, garantindo cobertura de telefonia móvel e conectividade de quinta geração de internet para Parque das Árvores, no município de Nova Ponte, no Triângulo Mineiro. Os municípios contemplados no Alô, Minas! têm responsabilidades, como prover e disponibilizar terreno para que a operadora prestadora do serviço possa construir e instalar a torre de telefonia por um período de 20 anos, de acordo com aspectos técnicos para cobertura do sinal. As prefeituras devem construir e manter acesso para deslocamento até a torre, além de empenhar esforços para a tramitação ágil dos processos necessários como licenciamento ambiental, emissão de alvarás de construção e aprovação nos conselhos que tenham órgão municipal. Confira abaixo as 130 localidades em que as antenas do Alô, Minas! já foram instaladas. Município – Distrito/localidade Candeias – Vieiras Bravos Frei Gaspar – Cachoeira do Aranã Rio do Prado – Vila Formosa de Minas Congonhas do Norte – Santa Cruz de Alves São Pedro da União – Biguatinga Carlos Chagas – Mayrink Arcos – Ilha Nova Ponte – Parque das Árvores São Gonçalo do Sapucaí – Carneiros Lassance – Brejo Berizal – Povoado de Barreiros Ponto dos Volantes – Boa Vista de Santana Dores de Guanhães – Vila Esperança Monte Sião – Bairro Mococa Taiobeiras – Mirandópolis Varzelândia – São Vicente I Varzelândia – Brejinho São João da Ponte – Salvinópolis São João do Paraíso – Mandacaru do Paraíso José Gonçalves de Minas – Ijicatu Piracema – Costas Aguanil – Boticão Cana Verde – Cerradinho Tocos do Moji – Sertão da Bernardina Toledo – Pereiras Alfredo Vasconcelos – Porteiro Cambuí – Bairro Rio do Peixe Rio Manso – Bernardas Bom Sucesso – Machados Nova União – Carmo de União Senhora dos Remédios – Japão Onça de Pitangui – Jaguara de Minas Candeias – Vargem dos Pereiras Caparaó – Capim Roxo Belo Vale – Boa Morte Diogo de Vasconcelos – Bela Vista Esmeraldas – Caracóis de Baixo Esmeraldas – Urucuia Fervedouro – Samambaia da Paz Ubá – Povoado São Domingos Lagoa Dourada – Arame Cascalho Rico – Santa Luzia da Boa Vista Monte Carmelo – Celso Bueno Campestre – Posses de São Sebastião Onça de Pitangui – Capoeira Grande Leme do Prado – Acauã de Minas Patis – Casa Nova São Francisco – Povoado de Mocambo São Francisco – Povoado de Angical Carmópolis de Minas – Japão Grande Divinópolis – Comunidade Rural Buritis Novo Cruzeiro – Acode a Chuva Caeté – Rancho Novo Esmeraldas – São José Miradouro – Santa Bárbara de Miradouro Campo Azul – Vila São José Chapada do Norte – São João Marques Curvelo – Canabrava Pedras de Maria da Cruz – Comunidade Quilombola de Palmeirinha Periquito – Serraria Caeté – Antônio dos Santos Esmeraldas – Andiroba Jacutinga – São Luiz Gonzaga Jeceaba – Machado de Minas Caeté – Morro Vermelho Capela Nova – Palmeiras de Capela Nova Espera Feliz – Povoado de São Gonçalo Miradouro – Santa Cruz do Monte Alverne Antônio Dias – Porteira Grande Baldim – São Vicente Belo Vale – São Sebastião das Lajes Belo Vale – Roças Novas dos Bandeirantes Bocaina de Minas – Santo Antônio do Alto Rio Grande Cristina – Vargem Alegre Ervália – Comunidade Santa Cruz dos Godinhos Ervália – Grama Ervália – Careço Ervália – Ventania Juiz de Fora – Humaitá de Minas Juiz de Fora – Penido Canaã – Comunidade do PRM São Gonçalo do Rio Abaixo – Vargem Alegre Acaiaca – Povoado de Palmeiras de Fora Cambuí – Bairro Congonhal Ouro Branco – Cristais Paraopeba – Pontinha Presidente Bernardes – Cruzes São Thomé das Letras – Sobradinho de Minas Chapada do Norte – Comunidade Córrego do Amorim Taquaraçu de Minas – Engenho Senhora de Oliveira – Prudentes Papagaios – Vargem Grande Araçuaí – Povoado Baixa Quente Inhapim – São José do Taquaral Entre Rios de Minas – Castro Guaraciaba – Córrego Santa Maria Guaraciaba – Penha Itamarandiba – Dom Serafim Itamarandiba – Várzea de Santo Antônio Medina – General Dutra Mesquita – Barra Grande de Mesquita Minas Novas – Palmital Rio Pardo de Minas – Povoado de Nova Aurora São João do Manteninha – Vargem Grande de Minas Araçuaí – Povoado de Alfredo Graça Araçuaí
Em crise terminal, PSDB cogita lançar Aécio Neves a presidente em 2026

Deputado liderou a campanha golpista contra a ex-presidente Dilma Rousseff Em meio a uma profunda crise interna, o PSDB planeja estratégias para reverter o declínio político vivenciado nas últimas eleições, mas os caminhos não parecem promissores. Segundo reportagem do Valor, o partido se vê diante do desafio de lançar candidaturas estratégicas nas eleições municipais deste ano e, simultaneamente, articular uma candidatura presidencial para 2026. Apesar da mudança no comando, com a ascensão do ex-senador Marconi Perillo (GO), o nome do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, surge como uma possibilidade para disputar a presidência, enquanto o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), que liderou a campanha golpista contra a ex-presidente Dilma Rousseff, também é cogitado como uma alternativa viável – o que parece um total contrassenso. Após ser derrotado na disputa presidencial de 2014, Aécio aderiu ao golpismo, sofreu várias acusações de corrupção e arrastou o PSDB para um quadro de total irrelevância, permitindo o avanço da extrema direita no País. Agora, com o bolsonarismo na mira da Justiça, os tucanos apostam em uma eventual volta, mas Aécio não parece ter sua imagem reabilitada.
PGR concorda com quebra de sigilos bancário e fiscal de Janones

Suspeita é de desvio de salários no gabinete do deputado A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou, nesta quarta-feira (14), ao Supremo Tribunal Federal (STF), parecer favorável à quebra dos sigilos bancário e fiscal do deputado André Janones (Avante-MG), bem como os de alguns de seus atuais e antigos assessores parlamentares. O deputado é alvo de inquérito no Supremo, aberto em dezembro pelo ministro do Supremo Luiz Fux, a pedido da PGR. A suspeita é de que tenham ocorrido desvios de salários no gabinete do parlamentar. A investigação apura os crimes de peculato, concussão e associação criminosa. Em parecer assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, a PGR disse que o caso de Janones se enquadra nas possibilidades de quebra de sigilos, diante de “fortes indícios” de irregularidades. “No caso, como os elementos de informação já reunidos apontam concretamente para a participação dos investigados no esquema de desvio de recursos públicos e recepção de vantagem indevida, não há dúvida quanto à necessidade do afastamento dos respectivos sigilos bancário e fiscal”, diz o parecer da PGR. O processo foi movido após parlamentares de oposição terem apresentado notícias-crime contra o deputado. O caso veio à tona depois que o portal Metrópoles publicou um áudio em que Janones aparece solicitando a seus assessores o repasse de parte dos salários para ajudar a pagar prejuízos com a campanha eleitorai de 2016. Naquele ano, o parlamentar disputou a prefeitura de Ituiutaba (MG), mas não foi eleito. Assessores a quem Janones enviou o áudio ainda trabalham com o parlamentar e foram ouvidos pela Polícia Federal (PF) no caso. Para pedir as quebras de sigilo dos envolvidos, os investigadores apontaram divergências nos depoimentos. O deputado André Janones ainda não se manifestou sobre o parecer da PGR. Desde que o caso veio à tona, o parlamentar nunca negou a autoria do áudio. Ele alega que a mensagem seria uma espécie de “vaquinha” para cobrir gastos de campanha. Ainda em dezembro, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados abriu processo contra Janones, após representação do PL.
Juventude Bronzeada leva pautas políticas e sociais no cortejo

Com estandartes e gritos de “Fora Zema”, bloco iniciou o desfile pela avenida Andradas Reforçando mais uma vez que o Carnaval de Belo Horizonte é um movimento político, o bloco Juventude Bronzeada levou pautas sociais e políticas para seu desfile nesta terça-feira (13), no último dia de folia, na avenida dos Andradas, região Leste da capital. Por diversas vezes durante o cortejo, os integrantes do bloco e os foliões se posicionaram contra o governo de Romeu Zema, chefe do Estado, e gritaram “Fora Zema”. Além dos gritos, estandartes com dizeres de “Fora Zema” e “Carnaval é um ato político”, reforçaram o ato. Pautas sociais também estavam na rua, escritas em outros estandartes. Dentre os pedidos, estavam: “não privatizar a Cemig”, “Salvar a Serra do Curral”, “Tarifa Zero no Busão” e “Não é Não”. O bloco considera e defende que no Carnaval deve haver espaço aberto para a discussão de melhores alternativas para a sociedade. “Carnaval nasceu em um ambiente político, já anos atrás, na Praça da Estação. Os próprios foliões participaram desse movimento que veio das ruas. Então nós levantamos sim várias bandeiras, contra a homofobia, o feminicídio, contra o racismo, contra o Zema e contra as pessoas que destroem o meio ambiente”, disse a cantora Leopoldina, umas das integrantes do bloco. No repertório o grupo cantou hits da música baiana, especialmente das canções das décadas de 1980 e 1990, de grupos como Banda Eva, Banda Mel, Olodum e Timbalada, além de sucessos atuais.
“Semente do golpismo foi plantada por Aécio Neves em 2014”, diz Octavio Guedes

Nesta sexta-feira, na GloboNews, o jornalista Octavio Guedes disse que a semente do golpismo não foi plantada por Jair Bolsonaro (PL), mas, sim, por Aécio Neves (PSDB), quando perdeu as eleições presidenciais para Dilma Rousseff (PT) em 2014 e questionou o resultado das urnas. “Essa fake news de sala escura, sala secreta, não começa com Bolsonaro, começa com Aécio Neves, com o PSDB. Então, eles dizem que o Aécio estava na frente e que, depois, funcionários do TSE entraram na sala secreta e que a partir daí a Dilma ganhou”, disse Guedes. “Essa fake news eu considero que o fim da nova República se dá com o Aécio Neves, quando ele questiona o resultado das eleições com essa fake news”. “O PSDB não reconhecendo a vitória do PT, exatamente o que o Bolsonaro tá planejando. Quando eu costumo dizer que a nova República acaba com o Aécio Neves, nesse momento de reconhecimento democrático dos adversários, porque a nova República começa com o avô dele, Tancredo Neves”, prosseguiu. “É só no Brasil que é possível você desenhar esse roteiro. Um período democrático começando com o avô, que era muito jovem nas ideias, apesar de velho na idade, e termina com o Aécio Neves, muito jovem em ideia em relação ao Tancredo, mas um velhaco em ideias”, concluiu ele. Confira: O @octavio_guedes varreu aqui: a semente do golpismo foi plantada por Aécio Neves e pelo PSDB ao questionar o resultado das urnas e não aceitar a derrota pra Dilma. pic.twitter.com/oOvDyxQkKW — William De Lucca (@delucca) February 9, 2024