Minas já está com 475 casos de varíola dos macacos

Boletim divulgado nesta segunda-feira (26) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas (SES-MG) mostra que foram notificados 2.487 casos de varíola dos macacos (Monkeypox) no Estado até o momento. Exames laboratoriais confirmaram 475 casos e outros 1.285 casos foram descartados. Há ainda 488 casos suspeitos de Monkeypox em Minas. De acordo com a SES-MG, apenas uma morte foi registrada até o momento no Estado. Trata-se de um paciente que estava em acompanhamento hospitalar para monitoramento de outras condições clínicas graves e evoluiu para óbito em 28 de julho. A vítima da varíola dos macacos era um homem de 41 anos residente em Belo Horizonte e natural de Pará de Minas, na região Metropolitana No levantamento feito pelo Ministério da Saúde, divulgado nesse domingo (25), o Brasil possui 7.445 casos confirmados da doença e 5.147 suspeitos. Além disso, foram duas mortes em todo o país até o momento, uma em Minas e outra no Rio de Janeiro. É importante lembrar que a Monkeypox não é transmitida por primatas não humanos. Eles podem apenas contrair a doença, assim como os humanos. A SES-MG lembra que agredir ou matar um animal silvestre é crime previsto pela Lei 9.605/98

Datafolha em Minas: Zema cai 5 pontos e Kalil vai a 28%

Candidato à reeleição Romeu Zema (Novo) é o favorito de 48% dos entrevistados, já Alexandre Kalil (PSD) tem 28% das intenções de voto O governador Romeu Zema (Novo), candidato à reeleição, continua à frente nas intenções de voto para comandar o Palácio Tiradentes nos próximos quatro anos. É o que mostra a pesquisa eleitoral divulgada nesta quinta-feira (15/9) pelo Instituto Datafolha. Segundo o levantamento, Zema tem 48% das intenções de voto, seguido pelo ex-prefeito de BH Alexandre Kalil (PSD), com 28%. Apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Carlos Viana (PL) tem 4%. Vanessa Portugal (PSTU), Renata Regina (PCB) e Cabo Tristão (PMB) têm 1% das intenções de voto, cada. Lurdes Francisco (PCO) e Lorene Figueiredo (Psol) e Marcus Pestana (PSDB) não pontuaram. Indira Xavier (UP), por não ter pontuado nas últimas pesquisas, não foi citada. Confira os resultados de hoje e os da pesquisa anterior do Datafolha, em 15/9: • Zema: 48% (53% em 15/9) • Kalil: 28% (25%) • Carlos Viana: 4% (5%) • Vanessa Portugal: 1% (1%) • Renata Regina: 1% (1%) • Marcus Pestana: 0% (1%) • Cabo Tristão: 1% (1%) • Lourdes Francisco: 0% (0%) • Lorene Figueiredo: 0% (0%) • Indira Xavier: 0% (0%) Segundo turno Ainda de acordo com o intituto, em um eventual segundo turno, Romeu Zema venceria Alexandre Kalil. O candidato do Novo tem 55% das intenções, contra 33% de Kalil. Brancos e nulos somam 6% e indecisos, 4%. A pesquisa O Datafolha entrevistou 1.512 pessoas entre 20 em 22 de setembro em 81 cidades mineiras. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-08517/2022.

Exposição de arte é interditada na ALMG após críticas de deputado e grupos religiosos

Carlos Barroso em exposição interditada na ALMG — Foto: Carlos Barroso/ Divulgação Mostra ficaria exposta até o dia 23 de setembro. Artista responsável pelas obras, Carlos Barroso, denuncia censura. Por Rafaela Mansur, g1 Minas Uma exposição de arte foi interditada na galeria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (19), após manifestações contrárias de grupos religiosos e de um deputado. O artista responsável pelas obras, Carlos Barroso, denuncia ter sido alvo de censura. A exposição, chamada “Deslocamento”, foi aberta no dia 5 de setembro. A mostra, que reúne obras de arte política e poesia virtual, foi selecionada por meio de edital de concorrência pública da ALMG e ficaria exposta até o dia 23. Na última sexta-feira (16), o Movimento de Valores Pelo Brasil, grupo católico de direita, publicou um vídeo nas redes sociais com críticas à exposição e marcou uma manifestação contra a mostra para esta terça-feira (20), em frente à Assembleia. Entre as obras criticadas, estão “Sangue de Cristo”, “Cristo a metro” e “Descorpo” (veja imagens abaixo). No último sábado (17), o deputado Carlos Henrique (Republicanos), também publicou um vídeo nas redes sociais com críticas à mostra. Ele disse que, como membro da mesa diretora da ALMG, pediria a retirada da exposição. “O que está acontecendo aqui é um ataque à fé cristã, um ataque ao cristianismo”, afirmou. Nesta segunda-feira (19), o artista, poeta e jornalista Carlos Barroso disse que foi informado pela diretoria da ALMG que a exposição teria que ser retirada para zelar pela segurança da Casa, tendo em vista a previsão de manifestação. “Isso é um atentado à liberdade de expressão, à liberdade de arte, é inconstitucional”, falou. Segundo ele, a exposição é composta de arte contemporânea e tem o objetivo de instigar e inquietar as pessoas. “São obras para pensar, refletir. Eu sou um cara de formação cristã e respeito todas as crenças e fés. Não é arte para provocar nem para desvalorizar as religiões, é para discutir, inclusive, o uso político e comercial das religiões”, disse. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Minas Gerais afirmou, em nota, que a interdição da exposição “trata-se de um ato de censura imposto pela casa legislativa a uma obra de arte”. “A interdição da mostra é mais um ato de intolerância que marca os dias de hoje. O SJPMG está à espera de uma posição oficial da Assembleia Legislativa sobre as razões de sua decisão e sobre como isso se deu”. O g1 Minas questionou a ALMG sobre a interdição da exposição e aguarda retorno

Zema foge do debate entre candidatos ao governo de Minas

Candidato à reeleição, político do Novo foi recorrentemente criticado por Alexandre Kalil, Carlos Viana e Marcus Pestana, que participaram da atração Romeu Zema (Novo), candidato à reeleição, não compareceu ao debate entre os candidatos ao ao governo mineiro, promovido ontem por TV Alterosa, Estado de Minas e Portal Uai. Ele foi criticado por todos os adversários que participaram da atração. Alexandre Kalil (PSD), segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Zema, disparou contra o rival ao tratar sobre propostas para combater a violência contra a mulher. Para isso, o ex-prefeito de Belo Horizonte recorreu a uma antiga fala do governador, que em 2020 atribuiu a opressão a pessoas do gênero feminino um “instinto natural”. Marcus Pestana (PSDB), por sua vez, também voltou a artilharia ao político do Novo e afirmou que a presença nos debates é “dever de um candidato”. Lorene Figueiredo (Psol) e Carlos Viana (PL), os outros participantes, protestaram contra isenções de impostos concedidas pelo atual governo a empresários. A pessolista, aliás, chamou o governador de “exterminador do futuro”. Foi a segunda vez que Zema faltou a um debate rumo ao pleito deste ano. Para alegar sua ausência, Zema manifestou discordância com uma das regras do debate e se amparou, também, em compromissos cumpridos no Alto Paranaíba. A TV Alterosa, por outro lado, explicou que as normas do enfrentamento foram aprovadas por mais de dois terços dos representantes dos enviados pelas chapas à reunião prévia organizada pela emissora, conforme a Legislação Eleitoral. “Temos um governador que falou que bater em mulher é um instinto humano. É isso que temos que combater. Precisamos de uma educação social para Minas Gerais. Matar, agredir, é crime”, disse Kalil, ao responder a primeira pergunta que recebeu, durante o bloco que contemplou questionamentos de jornalistas dos Diários Associados. A fala citada pelo postulante do PSD remonta a março do ano retrasado. “A questão da opressão contra a mulher está dentro desse contexto e ela extrapola classes sociais, mas nós temos de ter ferramentas que inibam, né, isso que a gente poderia chamar meio que instinto natural do ser humano”, pontuou Zema, à época. Antes mesmo de responder a um questionamento a respeito dos Hospitais Regionais cujas obras estão paralisadas, Marcus Pestana citou Zema. “Debater, comparecer a um debate, é dever do candidato, mas, acima de tudo, é um direito do cidadão. Para controlar, inclusive, o futuro mandato do vencedor. Isso é democracia”, assinalou. Depois, o tucano afirmou que o governador peca por “falta de vocação para o diálogo” e, como exemplos, citou as dificuldades na relação com a Assembleia Legislativa e com as forças de segurança pública, que chegaram a fazer manifestações de rua neste ano para cobrar uma recomposição salarial.

“Marielle te espera”: candidata negra de Minas recebe ameaça de morte

Andreia de Jesus é Deputada Estadual – William Dias “A minha vida e a de tantas pessoas negras neste país não são tratadas como vidas vivíveis”, lamenta Andreia de Jesus“ “Vamos eliminar você”. O recado chegou para deputada Andreia de Jesus, mulher preta e candidata a reeleição em Minas Gerais, por e-mail, na última quinta-feira (15). Na mensagem, o agressor, que usou um endereço eletrônico que ainda não foi identificado, lembra a ex-vereadora Marielle Franco, assassinada brutalmente em 14 de março de 2018. “Deputada Andreia de Jesus, vou ser direto. Estamos cansados de seus ataques à família mineira. Por isso, vamos eliminar você. Vai ser com tiros nas nádegas e pelas costas, pois os traidores merecem. Você nem vai ver o que te atingiu. Seus dias estão contados e seu fim é questão de tempo. Muito pouco tempo. Marielle te espera. Ustra vive! Selva!”, encerrou o criminoso. A exaltação ao torturador Brilhante Ustra é comum entre apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que comumente homenageia o ex-militar, acusado de diversos crimes na ditadura militar, morto em 15 de outubro de 2015. A deputada se manifestou nas redes sociais: “Ontem era para ser um dia alegre de reencontros com o presidente Lula e com o povo de Montes Claros, mas ao contrário disso, fiquei pensando mais uma vez em como a minha vida e a de tantas pessoas negras neste país não são tratadas como vidas vivíveis”, lamentou. Segundo Andreia de Jesus, sua equipe já tomou medidas jurídicas para localizar quem fez a ameaça. “Nós lutamos diariamente pela garantia dos direitos humanos. Sei que não estou sozinha nessa luta! Sou semente de Marielle Franco, floresço, me fortaleço a cada dia e não permitirei ser interrompida”, encerrou. Desde o fim do ano passado, a deputada tem sido alvo de ameaças de morte. As agressões começaram após a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) cobrar uma investigação sobre uma operação policial em Varginha, no sul de Minas, que culminou na morte de 26 pessoas. Brasil de Fato

Está proibido usar fogos de artifício em Belo Horizonte

A Prefeitura de Belo Horizonte sancionou na última quinta-feira (8/9) a lei que proíbe o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos de estampido e de artifício, assim como de quaisquer artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso no município. A lei foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) e está em vigor desde sua data de publicação. Além da proibição, a PBH estabelece ainda outras providências. A lei se enquadra para recintos fechados ou abertos, áreas públicas e locais privados. Em caso de descumprimento da lei, o autor pode receber multa. Ficam fora da regra o manuseio de fogos de vista, aqueles que produzem apenas efeito visual sem o barulho do estampido, ou seus similares, com barulhos de baixa intensidade

Setembro amarelo: Mais de 130 pessoas suicidam por mês em Minas Gerais

De janeiro de 2021 até agosto de 2022, 2.689 histórias foram precocemente interrompidas; entenda um pouco mais sobre as causas que levam ao suicídio e como buscar ajuda  “Desde os 9 anos ela já falava de uma dor na alma insuportável que não passava e começou a se arranhar. Quando fez 15 anos, tentou se matar e, desde então, eu perdi as contas de quantas vezes eu corri com ela para o hospital por ter se cortado, tomado veneno, ou algo do tipo. Desde abril do ano passado ela está com os anjos e eu rezo para que ela esteja bem”. O relato, ainda carregado de uma tristeza profunda, é da auxiliar de cozinha Lucilene Marques, 47, que ainda tenta absorver o luto da perda da única filha, Raíssa Marques. A menina de 20 anos morreu oito dias após tomar mais de cem comprimidos e entrou para a dolorosa estatística de 134 suicídios a cada mês em Minas Gerais do início de 2021 até agosto de 2022. São 2.689 histórias precocemente interrompidas que acabam escancarando um problema muitas vezes escondido por um tabu: pessoas se matam e isso é uma questão de saúde pública. Os números da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) acendem esse alerta feito há anos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que, no Brasil, ganha força com a campanha Setembro Amarelo, de combate ao suicídio. No mundo, segundo último levantamento da OMS, em 2019, pelo menos 700 mil pessoas tiraram a própria vida. No Brasil, os registros são próximos de 14 mil casos, o equivalente a 38 suicídios por dia. Em Belo Horizonte, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 268 pessoas se mataram de janeiro de 2021 a julho de 2022, sendo 81 neste ano. Agora em 2022, em seu oitavo ano, a campanha Setembro Amarelo, encabeçada pela Associação Brasileira de Psiquiatria e pelo Conselho Federal de Medicina, tem como lema “A vida é a melhor escolha”. Segundo a porta-voz do Centro de Valorização da Vida (CVV) em Minas Gerais, Norma Moreira, campanhas como essa são importantes para romper um silêncio danoso na luta contra o avanço do autoextermínio. “A questão não é falar sobre o suicídio de João ou de Maria, mas sobre o suicídio. Setembro amarelo é muito importante para que a gente possa alertar a sociedade sobre a necessidade de prevenção. A maior parte dos casos está relacionada a um quadro de adoecimento mental e a pessoa se sentir sozinha, sem acolhimento para falar sobre essa vontade de abandonar a vida é um fator de risco que não pode ser ignorado. Sem contar que já ficou comprovado que o suicídio é um problema de saúde pública, multifatorial, que pode, em certa medida, ser evitado com políticas voltadas ao atendimento a quem sofre com depressão ou outras doenças que podem levar a esse quadro”, diz a voluntária do grupo de ajuda. Para Raíssa, por exemplo, a saúde mental pesou muito nos mais de dez episódios de tentativas seguidas de se matar. Diagnosticada com transtorno bipolar ainda na infância, a menina teve a vida marcada por ideações suicidas. “Quando ela tinha crises, eu nem dormia porque sabia que era um risco. Chegamos a interná-la em centros de assistência muitas vezes, tentamos vários tratamentos, tudo que estava ao nosso alcance. Só no ano passado, ela ficou internada duas vezes. Depois que passava o surto, ela nem lembrava do que tinha feito. Eu sempre a ouvi muito. Tem gente que acha que as pessoas tentam suicídio para chamar atenção, mas não é. Não é mesmo”, diz Lucilene. Mitos e tabus O mito de que quem tenta contra a própria vida quer aparecer e não efetivamente se matar, citado por Luciene, é só mais um entre vários outros que só agrava a sensação de angústia e solidão de quem questiona se deve seguir. “Estamos em uma sociedade que julga o tempo todo sem saber o que o outro vive. Não dá para avaliar o tamanho da dor do outro. Não adianta falar que é falta de fé, de Deus, de louça para lavar ou todas essas percepções erradas sobre o que se passa no íntimo de outras pessoas. Temos que treinar uma escuta mais empática, sem preconceitos, livre de tabus”, afirma Norma. A escuta, o acolhimento e o direcionamento para uma ajuda especializada podem salvar vidas. Mas, há casos que nem todo esse esforço é suficiente e, por isso, não cabe remorso da parte de quem fica, segundo a psicóloga que se dedica a estudar o fenômeno, Esther Hwang. “Quando alguém tira a própria vida, é comum entre os que ficam as buscas por causas. Mas o suicídio é complexo demais para se nomear motivos. Temos alguns fatores de risco como doença mental, tentativas prévias, perdas, lutos, desemprego, mas têm muitas outras questões envolvidas. Nem sempre dá para prever que o outro está prestes a se matar porque o suicídio é construído nas relações sociais, no contexto de vida e isso não é fácil de ser mapeado”, explica a especialista. No passado, antes de se especializar no assunto, ela já teve ideações suicidas e agora fala do lugar de quem já sentiu a dor de quem desacredita na vida. “É uma inquietação meio solitária porque existem muitos tabus nos impedindo de falar sobre a vontade de deixar a vida. Pesquisar sobre suicídio tendo tido uma vivência pessoal me coloca no lugar de lutar contra essa associação imediata entre suicídio e transtorno mental. A gente pode estar muito lúcido e escolher se matar. É um sofrimento muito intenso e desesperador, com diferentes causas e que não pode ser limitado a um único diagnóstico”, diz a pesquisadora. Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde, reforça a multiplicidade de causas para o suicídio e cita algumas explicações, como: exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual, e identidade de gênero e racismo, agressões psicológicas ou físicas, sofrimento no trabalho, transtorno mental, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda

Justiça obriga Zema deletar posts falsos e fazer retratação ao ex-governador Pimentel

O candidato à reeleição e governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), compartilhou, na noite deste sábado (3), um post de retratação a Fernando Pimentel (PT), que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados. Em agosto deste ano, Zema acusou o antecessor no cargo de ter mantido 50 mil funcionários comissionados no governo. O Judiciário ordenou que o candidato apagasse a postagem das redes sociais e fizesse uma retratação. “No dia 7/8/2022, Romeu Zema publicou mentiras nas redes sociais, afirmando que Fernando Pimentel teria mantido 50 mil cargos comissionados no Governo do Estado. Na mesma publicação mentirosa, Zema disse que teria realizado uma drástica redução de tais cargos. A Justiça Eleitoral reconheceu que as afirmações de Zema são falsas e concedeu este Direito de Resposta. A Lei Delegada nº. 147, de 2007, prevê 6.200 cargos em comissão atribuídos ao Poder Executivo. O número manifestado por Romeu Zema é, portanto, falso, mentiroso. Com isso, ficou claro que Pimentel não manteve 50 mil cargos durante seu governo, e que Zema não promoveu nenhuma limpa, conforme mentira divulgada para se autopromover”.

Ipec: Zema mantém grande vantagem sobre Kalil em Minas Gerais

 Levantamento mostrou que ambos cresceram 2%, mas a ampla margem aberta pelo atual governador, identificado com o bolsonarismo, permanece  Uma nova rodada da pesquisa Ipec, desta vez nos estados, divulgada na noite desta terça-feira (30), mostrou que Romeu Zema (Novo) manteve a larga vantagem que vinha apresentando anteriormente sobre Alexandre Kalil (PSD), ex-prefeito de Belo Horizonte. O levantamento registra que o atual governador, identificado com o bolsonarismo, tem 44% das intenções de voto, enquanto o candidato apoiado pelo ex-presidente Lula (PT) atinge 24%, uma diferença ampla de 20%. Os dois cresceram 2% cada nesta nova pesquisa Ipec. Em terceiro lugar, o candidato oficial de Bolsonaro, Carlos Viana (PL), caiu para 3% da preferência do leitorado, perdendo 2% em relação à ultima sondagem do mesmo instituto. Votos brancos e nulos são 11% em Minas Gerais, enquanto 13% dos entrevistados não souberam responder.

Empresários e funcionários da Cemig são investigados por crimes de corrupção

 Operação do Ministério Público de Minas Gerais, realizada nesta terça-feira (30), apura desvios na compra de cabos condutores e outros materiais elétricos; suspeitos tiveram R$ 132 milhões bloqueados pela Justiça.  Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizada na manhã desta terça-feira (30) teve como alvo funcionários da Cemig e empresários que estariam se favorecendo através de um esquema de corrupção dentro da companhia energética. Na ação foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 132 milhões dos suspeitos. A operação, batizada de ‘Mau Contato’, apura desvios que teriam ocorrido durante a compra de equipamentos como cabos condutores e outros materiais elétricos por parte da Cemig. A investigação apurou que, ao longo de quase dois anos, os suspeitos agiram para favorecer alguns fornecedores que chegaram a enviar materiais estragados para a companhia. Para o Ministério Público, a utilização destes equipamentos gerou riscos à qualidade, desempenho e segurança da prestação de serviços e dos usuários, além de prejuízos financeiros. O objetivo da ação desta terça-feira foi complementar as provas já coletadas e aprofundar a apuração de outros crimes contra a administração pública e financeiros que possam ter ocorrido neste mesmo esquema. Foram recolhidos documentos, computadores, telefones celulares e dispositivos eletrônicos pessoais dos envolvidos. Cemig ajudou nas investigações O inquérito sobre o caso foi instaurado a partir de uma investigação interna da própria Cemig, concluída ao final de 2020. A apuração resultou no afastamento de dirigentes e empregados da companhia, além de rescisões de contratos com fornecedores – parte deles, agora, alvos da investigação conduzida pelo MPMG. Além do Ministério Público de Minas Gerais, também participaram da ação o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), as Polícias Civis de Minas Gerais e de São Paulo e a Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais, Fonte: Jornal O Tempo