Patrus Ananias, ex-ministro do governo Lula, foi preterido pela equipe de transição

Alckmin anuncia parlamentares para a equipe de transição com doze mineiros, sem a presença de Patrus Ananis no grupo de Desenvolvimento Social e Combate à fome.   A ausência do ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate a fome Patrus Ananias, foi a grande surpresa da lista de parlamentares que vão fazer parte da transição, divididos entre os 31 grupos técnicos já anunciados nas semanas anteriores, que o vice-presidente eleito e coordenador geral da equipe de transição, Geraldo Alckmin, anunciou nesta terça-feira (22) . Ao todo, doze deputados mineiros foram escolhidos, são eles: Reginaldo Lopes (PT-MG), Duda Salabert (PDT-MG), Dandara (PT-MG), Newton Cardoso Jr (MDB-MG), Paulo Jose Carlos Guedes (MG), Ana Pimentel (PT-MG), Miguel Ângelo (PT-MG), Odair Cunha (PT-MG), Bruno Farias (Avante-MG), Weliton Prado (PROS-MG), Rogério Correia (PT-MG) e Luís Tibé (Avante-MG). Veja a lista completa divulgada nesta terça-feira: Agricultura, Pecuária e Abastecimento: senador Irajá Abreu (PSD-TO) e deputado Carlos Tito (Avante-BA); Desenvolvimento Social e Combate à fome: senadora Tereza Neuman (PSD-AL) e deputados Washington Quaquá (PT-RJ), Carol Dartora (PT-PR) e Dulce Miranda (MD -TO); Centro de Governo: senador Jacques Vagner (PT-BA) e deputados José Nobre Guimarães (PT-CE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Márcio Macêdo (PT-SE), Reginaldo Lopes (PT-MG); Cidades: deputados Afonso Florence (PT-BA), Hildo Rocha (MDB-MA), Jilmar Tatto (PT-SP), Leônidas Cristino (PDT-CE), Luizianne Lins (PT-CE), Márcio Jerry (PCdoB-MA), Natália Bonavides (PT-RN) e Waldenor Pereira (PT-BA) Ciência, Tecnologia e Inovação: deputados Expedito Netto (PSD-RO) e Leo de Brito (PT-AC) Comunicações: deputados André Figueiredo (PDT-CE), Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), Orlando Silva (PCdoB-SP) e Rui Falcão (PT-SP) Cultura: deputados Alexandre Frota (PROS-SP), Benedita da Silva (PT-RJ), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Marcelo Calero (PSD-RJ), Túlio Gadelha (Rede-PE) Desenvolvoimento Agrário: Bira do Pindaré (PSB-MA), Bohn Gass (PT-RS), Célio Moura (PT-TO) Desenvolvimento Regional: senador Rogério Carvalho (PT-SE) e deputados Gervásio Maia (PSB-PB), José Ricardo (PT-AM), Júlio César (PSD-PI), Marília Arraes (Solidariedade-PE), Milton Coelho (PSB-PE), Newton Cardoso Jr (MDB-MG) e Paulo José Carlos Guedes (MG) Direitos Humanos: deputadas Rejane Dias (PT-PI) e Duda Salabert (PDT-MG) Educação:  deputadas Alice Portugal (PCdoB-BA), Ana Pimentel (PT-MG), Danilo Cabral (PSB-PE), Idilvan Alencar (PDT-CE) e Reginal Veras (PV-DF) Esporte: senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) Igualdade racial: deputadas Daiana Santos (PCdoB-RS), Dandara (PT-MG) e Taliria Petrone (PSOL-RJ) Indústria, Comércio e Serviços: senadora Zenaide Maia (Pros-RN) e deputados Zé Neto (PT-BA) e Sidney Leite (PSD-AM) Infraestrutura: Senador Acir Gurgacz (PDT-RO) e deputados Edilázio Júnior (PSD-MA), José Priante (MDB-PA), Henrique Fontana (PT-RS) e Sebastião Oliveira (Avante-PE) Justiça e Segurança Pública: deputados Adriana Accorsi (PT-GO), Tadeu Alencar (PSB-PE), Valtenir Pereira (MDB-MT) Juventude: deputado Miguel Ângelo (PT-MG) Meio Ambiente: deputados  Alessandro Molon (PSB-RJ), Célio Studart (PSD-CE), Bacelar (PV-BA), Nilton Tatto (PT-SP) e Rodrigo Agostinho (PSB-SP) Minas e Energia: Odair Cunha (PT-MG) Mulheres: deputadas Érika Kokay (PT-DF) e Lídice da Mata (PSB-BA) Pesca: deputados Ana Paula Lima (PT-SC) e José Airton Cirilo (PT-CE) Planejamento, Orçamento e Gestão: deputados Mauro Benevides Filho (PDT-CE), Pedro Paulo (PSD-RJ) e Renildo Calheiros (PCdoB-PE) Previdência Social: deputados Maria Arraes (Solidariedade-PE) e Ricardo Silva (PSD-SP) Relações Exteriores: Arlindo Chinaglia (PT-SP) Saúde: deputados Bruno Farias (Avante-MG), Chico d’Ângelo (PDT-RJ), Daniel Soranz (PSD-RJ), Dimas Gadelha (PT-RJ), Eduardo Costa (PSD-PA), Joge Solla (PT-BA), Luciano Ducci (PSB-PR) e Weliton Prado (PROS-MG) Trabalho: deputados Afonso Motta (PDT-RS), Daniel Almeida (PCdoB-BA), Rogério Correia (PT-MG) e Vicentinho (PT-SP) Transparência, Integridade e Controle: deputados Alencar Santana (PT-SP) e Camilo Capiberibe (PSB-AP) Turismo: deputados André de Paula (PSD-PE), Felipe Carreras (PSB-PE), Luís Tibé (Avante-MG), Wolney Queiroz (PDT-BA) e Zeca Dirceu (PT-PR) Além dos parlamentares, Alckmin também divulgou os responsáveis por analisar a gestão do governo Bolsonaro e produzir relatórios “com recomendações para recuperarmos as políticas públicas do país”, a pedido do futuro presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em Minas Gerais, apenas dez cidades decretaram 20 de novembro, feriado do Dia da Consciência Negra

Betim, Guarani, Além Paraíba, Guarani, Ibiá, Jacutinga, Juiz De Fora, Montes Claros, Santos Dumont, Sapucaí-Mirim e Uberaba. Saiba o que é o Dia da Consciência Negra e por que é feriado no Brasil Data remete à história de Zumbi dos Palmares e objetivo dos movimentos negros é dar visibilidade à luta antirracista e celebrar a cultura africana que tem fortes influências na cultura brasileira O Dia da Consciência Negra é celebrado no Brasil em 20 de novembro, desde 2003, quando foi incluído no calendário escolar nacional, mas foi instituído oficialmente como feriado no país em 2011, por meio de uma lei (12.519) sancionada pela então presidenta Dilma Rousseff. Apesar da lei, é feriado em somente em 1.260 cidades brasileiras, onde as Câmaras locais aprovaram leis regulamentando a decisão. Recentemente, o Senado aprovou um projeto de lei que torna o Dia Nacional da Consciência Negra feriado nacional. A decisão ainda tem de passar pela Câmara Federal e ser sancionada pelo presidente da República. E a data foi escolhida porque foi em 20 de novembro de 1695 que morreu Zumbi, também chamado de Zumbi dos Palmares, o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, em Pernambuco. Escravo que virou símbolo da luta do povo negro contra a escravidão, Zumbi dos Palmares, que nasceu na então Capitania de Pernambuco, região que hoje pertence ao município de União dos Palmares, no estado de Alagoas, foi assassinado durante uma batalha contra as forças da Coroa Portuguesa, teve a cabeça cortada, salgada e exposta pelas autoridades no Pátio do Carmo, em Recife. O objetivo da exposição foi desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi. A luta de Zumbi dos Palmares é lembrada no Dia Nacional da Consciência Negra, em 20 de novembro, para conscientizar a população negra e da sociedade em geral sobre a força, a resistência e o sofrimento que o povo negro viveu – e vive – no Brasil desde a colonização. Além disso, também se debate na data a importância do povo e da cultura africana no Brasil, com sua influência no desenvolvimento da identidade cultural brasileira, seja por meio da música, da política, da religião ou da gastronomia entre várias outras áreas. É também uma data em que a luta antirracista ganha ainda mais visibilidade para conscientizar a sociedade sobre a perseguição histórica sofrida pela população negra. O Brasil foi um dos últimos países no mundo a abolir a escravidão. Somente em 1888 foi assinada a Lei Áurea Todos os outros países das Américas já havia abolido a escravidão décadas antes. A assinatura da lei pela Princesa Izabel, porém, em nada garantiu a dignidade e justiça social aos milhões de escravizados sequestrados da África durante séculos. Eles foram jogados à própria sorte, sem nenhuma proteção social, ficando à margem da sociedade. Hoje, a discriminação e as desigualdades persistem e continuam oprimindo a população negra. 2022 Este ano, o 20 de novembro será celebrado sob os ares de um novo tempo. A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República simboliza a retomada de políticas essenciais no combate ao racismo no Brasil. Na data, movimentos negros e sociais realizarão atos em vários locais do país para celebrar a democracia e colocar o combate ao racismo na pauta do novo governo. Zumbi dos Palmares Morto em 1695, aos 40 anos, Zumbi dos Palmares organizou a resistência dos escravizados do Quilombo dos Palmares contra os portugueses e holandeses que destruíram o quilombo em, 1694, forçando os sobreviventes a fugir e se esconder. Zumbi foi um deles. Cerca de um ano e meio depois foi capturado e morto pelos colonizadores. Um de seus companheiros, Antônio Soares, havia sido capturado e sob tortura revelou o esconderijo de Zumbi. Após quase 300 anos, Zumbi foi reconhecido como símbolo de resistência e a data de sua morte passou a ser referência de luta antirracista até que chegasse a se tornar data oficial no calendário brasileiro como o Dia da Consciência Negra, ainda que muitas cidades brasileiras não tratem o tema com a importância e relevância que merece. “Há uma dificuldade racista em conceber uma data rememorativa de um tempo histórico, e de um líder negro que lutou por liberdade e independência antes dos Inconfidentes. É uma data nacional de todas e todos os brasileiros, mas sabemos que somente os antirracistas a compreendem assim”, afirma Anatalina Lourenço, secretária de Combate ao Racismo da CUT. Colonização Durante o período colonial, aproximadamente 4,6 milhões de africanos foram trazidos ao Brasil para servirem na condição de escravos, trabalhando primeiramente em lavouras de cana-de-açúcar e no serviço doméstico, e posteriormente na mineração e em outras lavouras. Neste período, a condição de vida dos africanos e dos negros escravizados nascidos no Brasil era extremamente precária. Além de serem submetidos ao trabalho forçado, eram submetidas a um tratamento degradante e humilhante, não tendo direito a tratamento médico, educação e a qualquer tipo de assistência social. Confira as cidades onde o feriado de 20 de novembro foi regulamentado Alagoas O 20 de novembro é feriado em todos os municípios do estado, de acordo com a Lei Estadual Nº 5.724/95. Amazonas Todos os municípios do estado têm feriado decretado de acordo com a Lei nº 84/2010. Amapá Todos os municípios aderiram ao feriado do Dia da Consciência Negra de acordo com a Lei Estadual Nº 1169/2007. Bahia Mesmo sendo considerada a capital mais negra do Brasil, Salvador fica fora dessa lista. É feriado em apenas cinco municípios do estado que são eles: Alagoinhas, Lauro de Freitas, Cruz Das Almas, Camaçari e Serrinha. Espírito Santo É feriado em apenas duas cidades: Cariacica e Guarapari Goiás Quatro cidades do estado celebram o Dia da Consciência Negra. São elas: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Flores de Goiás, Santa Rita do Araguaia. Maranhão Apenas o município de Pedreiras celebra o feriado do 20 de novembro – Dia da Consciência Negra. Minas Gerais Dez cidades mineiras têm feriado do Dia da Consciência Negra em 20 de novembro: Betim, Guarani, Além Paraíba, Guarani, Ibiá, Jacutinga, Juiz

BH determina uso de máscaras em serviços de saúde e transporte

Agência Brasil/EBC – O uso de máscaras de proteção cobrindo o nariz e a boca voltou a ser obrigatório em serviços de saúde e de transporte público e privado de Belo Horizonte a partir de decreto assinado pelo prefeito, Fuad Noman, e publicado hoje (18) no Diário Oficial do Município. A medida visa conter o recente aumento de casos de covid-19 e entrou em vigor nesta sexta-feira, com validade até 2 de dezembro. A prefeitura determinou no decreto que a máscara deve ser usada no transporte público e nas respectivas estações de embarque e desembarque de passageiros. Também estão incluídos o transporte escolar, os serviços de táxi e de transporte por aplicativo. A obrigatoriedade também vale para estabelecimentos e serviços de saúde no município. O decreto abrange hospitais; unidades de Pronto Atendimento; unidades básicas e secundárias de saúde; serviços móveis de urgência; consultórios médicos; clínicas das diversas especialidades, como odontologia, quimioterapia, radioterapia, hemoterapia, litotripsia, bancos de células e tecidos humanos, reprodução humana assistida, dialise e nefrologia; serviços de vacinação e imunização humana; e serviços de diagnósticos abertos ao público, como laboratórios de análises clinicas, exames por imagem, por registros gráficos e métodos ópticos. O decreto prevê ainda que a Secretaria Municipal de Saúde poderá dispor sobre a exigência de utilização de máscaras em situações e estabelecimentos específicos. O decreto prevê ainda que a Secretaria Municipal de Saúde poderá dispor sobre a exigência de utilização de máscaras em situações e estabelecimentos específicos. Além de estabelecer a obrigatoriedade do uso de máscaras para toda a população nos lugares citados, o decreto recomenda o uso de máscara nos demais locais fechados e por pessoas idosas, com comorbidades ou não vacinadas. A secretária de Saúde, Cláudia Navarro, ressaltou que o município teve um aumento de 3% para 15% da positividade dos testes para detecção de Covid-19 realizados na rede da secretaria municipal. “Neste período, não tivemos, no entanto, aumento do número de óbitos ou de internações em UTIs causados pela doença. Para que Belo Horizonte não volte a registrar o quadro, estamos anunciando a volta do uso obrigatório das máscaras”, explicou a secretária, ontem (17), em entrevista à imprensa.

Contrariando todas adversidades, Rádio Favela, de BH, chega a seu 46º aniversário

Emissora é referência na radiodifusão livre e reafirma sua energia para seguir como um bastião da comunicação popular Por Amélia Gomes | Brasil de Fato MG | “O maior fenômeno mundial de comunicação popular”. É assim que Zé Guilherme, militante histórico da radiodifusão em Minas Gerais, intitula a Autêntica Favela FM que, no dia 18 de novembro, celebra 46 anos de história. Zé, que é ex-presidente da representação mineira da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço/MG), acompanha a emissora desde o seu surgimento. “A rádio nunca vacilou em questão de raça e de classe. Nunca houve dúvida em nenhum momento”, se orgulha. “Hoje, qual outra emissora popular tem essa estrutura de estúdio e de técnica, com um alcance em mais de 40 cidades?”, questiona o comunicador popular. A Rádio Favela nasceu e até hoje está localizada no Aglomerado da Serra, uma das maiores periferias de Belo Horizonte. Pioneira na radiodifusão livre e comunitária no Brasil, o veículo foi exemplo e inspiração para diversas emissoras que surgiram nas décadas seguintes. Uma onda no ar Firme em seu ideal, a iniciativa conquistou até mesmo alguns agentes da fiscalização – da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Polícia Federal – que participaram de ações de prisão e apreensão contra a emissora durante a sua ilegalidade. Agora, esses mesmos agentes contribuem no setor de engenharia do veículo. E não só eles, atrás da Rádio Favela muita gente subiu o morro: pesquisadores, jornalistas e políticos. Com a repercussão alcançada pelo seu ineditismo, autenticidade e irreverência, a Rádio Favela, ainda na clandestinidade, conquistou prêmios nacionais e internacionais, como honrarias organizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), foi capa de jornais pelo mundo afora e inspirou a ficção “Uma onda no ar”, do cineasta Helvécio Ratton. Em 2002, após 26 anos de ilegalidade, a rádio Favela conquistou sua outorga de funcionamento como emissora educativa e passou a se chamar Autêntica Favela FM.  Diante das adversidades enfrentadas, Misael Avelino comemora o aniversário da emissora. “Pelo tanto que os caras [polícia e Estado] me perseguiram por causa de um microfone, chegar no ‘quatro ponto seis’ é muita coisa. Os caras falaram que não ia fazer nem 18 anos”, celebra. Companheiro de todas as horas Desde criança, Deisiane Fernandes acompanha os trabalhos do pai, Misael Avelino, na Rádio Favela. Ela lembra que muitas histórias já passaram pelos microfones e telefones da rádio – sempre muito demandados pelos ouvintes. Para ela, o público tem a emissora como uma companhia para todas as horas. “O rádio para o ouvinte é como se fosse uma pessoa. Às vezes, o vínculo é tão forte que ele [ouvinte] até liga para contar o que estava conversando com o rádio. Aí ele vai falar dos momentos da vida, contar caso etc. O rádio de certa forma é um companheiro do público”, explica Deise, que, entre outras funções, é quem cuida do atendimento aos ouvintes. Uma nova história para a comunicação popular Com o recente marco para a democracia no país com a eleição de Lula (PT), Zé Guilherme anseia que em um futuro próximo a Rádio Favela seja uma importante ferramenta nacional de informação e formação do povo. “O novo tempo em que estamos entrando no Brasil coloca o desafio de como voltar a disputar a comunicação. E acho que a Rádio Favela vai dar uma grande contribuição para isso”, reflete. O desejo é o mesmo do fundador da emissora, Misael Avelino, que sonha em conquistar a independência financeira da rádio. Sem incentivo dos órgãos públicos, a Autêntica Favela enfrenta dificuldades. “Para a gente poder ter equipamento, mão de obra, fazer um jornalismo diferente de todo mundo, ter verba para pagar os funcionários. Não ficar mendigando, fazendo isso, fazendo aquilo”, aponta. Escute a Rádio Favela Para quem é de Belo Horizonte e da região metropolitana, basta sintonizar no dial 106,7 FM.  Mas se você não é da capital ou prefere se conectar pela internet, pode acessar o site da emissora ou baixar o aplicativo Rádio Favela Autêntica FM para ouvir direto no seu celular. Acesse também a página oficial da Rádio. Clique aqui. Edição: Larissa Costa

Milton Nascimento, a despedida dos palcos e um domingo histórico no Mineirão

 Chega ao fim a turnê ‘A Última Sessão de Música’, mas não a história de Bituca com a canção; show será transmitido pela Globoplay  O aposentado Caio Túlio Egídio Rocha, 62, foi arrebatado pela música de Milton Nascimento ainda jovem. Ele tinha 16 anos. “A primeira vez que tive contato com a obra dele foi em um espetáculo do Grupo Corpo, ‘Maria, Maria’, que o Bituca compôs a trilha junto com Fernando Brant”, ele recorda. O espetáculo estreou em 1976 e virou um grande sucesso da companhia mineira, que levou a peça para vários países. “Depois daquele dia, comecei a acompanhar Milton de perto. Virou uma paixão”, acrescenta Rocha. Desde então, ele foi a incontáveis shows de Bituca. Nos últimos 40 e poucos anos, esteve na plateia em praticamente todas as vezes que Milton se apresentou em Belo Horizonte. O próximo, porém, trará um sentimento especial, ainda que o fã diga que a palavra “despedida” é só um rótulo: “Não tem como se despedir de uma pessoa como o Milton, esse ser iluminado que vai transcender gerações. Ele é atemporal, imortal e uma paixão para mim. E paixão a gente não explica”, comenta o fã. Neste domingo (13), às 18h30, no Mineirão, Milton Nascimento fará o último show de sua turnê de despedida, que teve início em junho, no Rio de Janeiro, e já passou por Estados Unidos (Orlando, Nova York, Boston, Los Angeles e Berkeley), Inglaterra (Londres), Itália (Turim e Veneza), Espanha (Barcelona) e Portugal (Braga, Castelo Branco, Lisboa e Porto), além de São Paulo, sempre com ingressos esgotados e plateias emocionadas. Em recente entrevista a O TEMPO, para uma matéria especial sobre seus 80 anos, completados em 26 de outubro, Bituca falou sobre a turnê e a recepção encontrada em cada cidade do giro internacional: “Tem sido uma experiência que eu jamais imaginei. Tanto os shows aqui no Brasil, passando pela Europa e, mais recentemente, nos Estados Unidos, foram muito emocionantes. O carinho do público, os encontros, as viagens, nunca pensei em viver tantas coisas como agora”. Assim que a turnê “A Última Sessão de Música” foi anunciada, Caio Túlio Egídio Rocha se programou para comprar ingressos não só para o show do Mineirão, mas para a estreia, no Rio, e a apresentação em São Paulo – depois, ele compraria entradas para ver Bituca novamente na capital fluminense. No Gigante da Pampulha, Caio Rocha e a família – a esposa, Marlene, e os filhos Vinicius e Ana Luiza, que mora na Alemanha, mas passa uma temporada por aqui – se juntarão às milhares de pessoas que estarão no gramado e nas arquibancadas do estádio para ver o último show de Milton. Belo Horizonte, claro, não foi escolhida como a última parada da turnê à toa. Bituca morou na capital mineira e aqui, mais precisamente no bairro de Santa Tereza, conheceu seus parceiros do Clube da Esquina, com quem lançaria um dos álbuns mais importantes da música popular brasileira, o primoroso “Clube da Esquina”, que completou 50 anos em abril passado. Para Milton, encerrar sua trajetória nos palcos em BH tem um significado muito grande. O coração, ele diz, já está batendo forte desde já. “Vai ser uma coisa muito forte reunir todo mundo em BH, onde praticamente tudo começou. Uma noite inesquecível, mesmo”, disse o cantor na entrevista já citada. Também será inesquecível para Caio Túlio Egídio Rocha. Ele não quer encarar o show de domingo como uma despedida porque “a música de Milton Nascimento vai perdurar por séculos”. O fã que já viu Bituca no palco dezenas e dezenas de vezes e escuta as músicas do ídolo todos os dias, como se fossem um santo remédio, não sabe como irá reagir quando seu ídolo começar a cantar os primeiros versos de “Ponta de Areia”, canção que abre o espetáculo. “Tem que sentir na pele. O sentimento vai brotar na hora, mas vai ser um impacto enorme. Vai ser muito tocante”, ele prevê. Ingressos esgotados Virou rotina na turnê “A Última Sessão de Música”. Por onde passou, o show de teve lotação máxima e, no Mineirão, não será diferente. Os ingressos para a última apresentação de Bituca ao vivo estão esgotados. Transmissão na Globoplay Segundo a assessoria de imprensa de Milton Nascimento, o show será transmitido na plataforma Globoplay com sinal aberto para não assinantes. Participações especiais ainda não foram divulgadas, mas a expectativa é que vários músicos e parceiros do Clube da Esquina subam ao palco com Bituca. Confira o repertório do show de Milton neste domingo (13): “Tambores de Minas (Incidental)/Ponta de Areia” “Catavento (Incidental)/Canção do Sal” “Morro Velho” “Outubro” “Veracruz” “Pai Grande” “Para Lennon e McCartney” “Cais” “Tudo o Que Você Podia Ser” “Cravo e Canela” “San Vicente” “Clube da Esquina 2” “Lília” “Nada Será Como Antes” “A Última Sessão de Música” “Fé Cega Faca Amolada/Paula e Bebeto” “Volver a Los 17” “Cálix Bento/Peixinhos do Mar/Cuitelinho” “O Cio da Terra” “Canção da América” “Caçador de Mim” “Nos Bailes da Vida” “Tema de Tostão (Incidental)/Bola de Meia, Bola de Gude” “Coração de Estudante” “Maria Maria” “Encontros e Despedidas” “Travessia”

Executivo – Lula e Zema sinalizam relação republicana em convergências

Zema fez campanha para Bolsonaro, que foi derrotado nas urnas – Foto: Reprodução/Instagram  Após ter encampado a campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) a ponto de ter assumido a coordenação em Minas Gerais, o governador reeleito Romeu Zema (Novo) terá que se sentar à mesa com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir de 2023. Passados os excessos, tanto um quanto outro sinalizam uma relação republicana, mas terão que conciliar os interesses, que, até o momento, encontram eco nas obras de infraestrutura. O secretário de Estado de Governo, Igor Eto (Novo), afirma que o governo Zema é maduro o suficiente para ter uma relação institucional benéfica com o governo Lula. “O que a gente espera do outro (lado) é reciprocidade”, destaca. “Agora, não é mais Bolsonaro versus Lula, Novo versus PT, não é mais essa a discussão. A eleição terminou dia 30. Agora é o governo de Minas Gerais em uma relação com o governo federal”, acrescenta Eto, lembrando que Zema prontamente reconheceu a vitória de Lula. O líder do PT na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes, que, durante a campanha, já havia acenado que, caso eleito fosse, Lula teria com Zema a mesma relação republicana que teve com o ex-governador Aécio Neves (PSDB), reafirma que a postura do governo federal será republicana. “Ao contrário do Bolsonaro, o governo Lula não é antifederativo, e nós vamos construir as principais políticas públicas e os planos de investimento juntamente com os governadores eleitores”, reitera o deputado federal. Entre os assuntos sobre a mesa, a prioridade do Palácio Tiradentes, por exemplo, será a adesão do Estado ao RRF, cujas negociações, já em andamento, se dão diretamente com a Secretaria do Tesouro Nacional. Apesar de esperar a homologação do processo ainda em 2022, Eto acredita que não haverá problemas caso as discussões se estendam para 2023. “Essa é uma discussão eminentemente técnica e o Tesouro Nacional é um órgão eminentemente técnico também”, observa o secretário. Reginaldo, por sua vez, pontua que, hoje, os esforços do governo Lula estão concentrados na “PEC da transição”. A proposta visa a autorizar gastos extras no orçamento de 2023, como o ajuste real para o salário-mínimo, garantir os R$ 600 mais R$ 150 por criança no Bolsa Família e criar um plano de obras públicas. “As obras da infraestrutura são de interesse do Estado muito mais do que a Recuperação Fiscal”, afirma. “Minas é um pequeno Brasil, porque faz a integração do Sul e do Sudeste com o Nordeste. A prioridade, na verdade, deveria ser resolver o problema da infraestrutura, que é uma vergonha.” De acordo com Eto, o governo Zema quer tratar com Lula a revitalização de rodovias federais, como as BRs-381, 262 e 135. “São pautas prioritárias e precisam da parceria com o governo federal para serem realizadas”, pontua o secretário. Durante a campanha, em agenda em Ipatinga, no Vale do Aço, o presidente eleito prometeu duplicar o trecho da BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares, no Rio Doce. Questionado se a BR-381 estaria no pacote, Reginaldo reitera que, após ser empossado, Lula deve se reunir com os governadores para discutir um projeto de obras públicas, quando, como o ex-presidente se comprometeu durante a campanha, cada um apontaria três obras prioritárias. “Um país sem obras públicas é um país que não consegue alavancar o crescimento do PIB e não consegue resolver o custo Brasil”, defende. ICMS. Conforme Reginaldo, a compensação da União a Estados por conta do teto imposto por Bolsonaro à cobrança de ICMS ainda não foi discutida em meio à transição. “Isso já está judicializado e tem que ver o que vai ocorrer pela frente”, explica. Onze governadores ajuizaram uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal questionando a desoneração. Zema, no entanto, não está entre eles. Divergências ficaram para trás, afirma Eto Embora já tivesse utilizado o discurso antipetista como expediente para a reeleição, Zema acirrou o tom ao embarcar na campanha de Bolsonaro. Ao lado do presidente em cerimônia encabeçada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o governador reeleito chegou a afirmar que todo mineiro que conhece “um pouco da realidade” do governo Fernando Pimentel (PT) deveria ser “PTfóbico”. “Só se sofrer de amnésia para querer que esse governo volte”, acrescentou. De acordo com Eto, se houve divergências, ficaram para trás. Daqui pra frente, acrescenta o secretário, “é uma folha em branco para lidar com o governo federal”. “Vou pegar aqui uma frase que ouvi do discurso do presidente eleito: ‘Agora é hora de baixar as armas’. Nós estamos prontos para ter uma relação cordial e institucional. O que nós não vamos aceitar é Minas ser penalizada por qualquer discussão ou qualquer motivo que seja”, afirma. Conforme ele, não há “um plano de enfrentamento ao governo federal”. Reginaldo relembra que, quando Lula visitou Belo Horizonte pela primeira vez no 2º turno, disse que se Zema soubesse “10% do que fiz por Minas Gerais, teria um problema de remorso”. “Então, Lula reafirma o compromisso de ser republicano e governar com todos os governadores, porque nós queremos resolver o problema do povo de Minas”, reforça. Questionado se as próximas eleições poderiam interferir, o deputado federal diz que “as eleições são em 26, não agora”. Especialistas creem em relação amistosa por interdependência O professor do campus de São Borja da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) Leonardo da Silveira Ev avalia que, ao menos em um primeiro momento, haverá uma relação, senão amistosa, institucional, já que, conforme Ev, a estrutura federativa faz com que haja uma interdependência entre os Estados e a União. “O governo federal tem muito mais recursos do que o Estado, mas também é dependente dos Estados, inclusive em termos de recursos políticos”, pontua. Ev observa que se, por um lado, o governo estadual precisará de investimentos do governo federal dado o arrocho fiscal do Estado, Minas Gerais, em razão de sua importância na federação, não poderá ser ignorada. “Minas tem a segunda maior bancada do Congresso Nacional e o governador sempre é

Morre Guilherme de Pádua, condenado pelo assassinato de Daniella Perez

A informação foi confirmada pela Igreja Batista da Lagoinha; ex-ator sofreu um infarto neste domingo (6) O ex-ator e atual pastor batista, Guilherme de Pádua, morreu na noite de domingo (6), vítima de um infarto, em Belo Horizonte. A informação foi confirmada em uma live feita pelo pastor Márcio Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha. Na transmissão, iniciada por volta das 22h30, Valadão comentou sobre Pádua. “Ele praticou aquele crime tão terrível, foi preso, cumpriu a pena e se converteu. Era uma lagarta e virou borboleta”, disse o pastor no vídeo. Cerca de uma hora depois de ter divulgado a informação, a live do pastor saiu do ar. O velório deve ocorrer a partir das 10h30 desta segunda-feira (7) na sede da Igreja Batista da Lagoinha. Já o sepultamento está previsto para as 14h30 desta segunda-feira no cemitério Parque da Colina. Condenado por ter matado a facadas a atriz Daniella Perez, filha da autora Glória Perez, em 1992, Guilherme de Pádua foi sentenciado a 19 anos de prisão, mas cumpriu só sete anos por bom comportamento.. Nascido em Belo Horizonte (MG), Guilherme de Pádua mudou para o Rio de Janeiro no final dos anos 1980. A mudança foi com o objetivo de tentar uma carreira no meio artístico. Há cinco anos, o ex-ator se tornou pastor da Igreja Batista da Lagoinha, em sua cidade natal. Por meio de nota compartilhada pelo pastor Márcio Valadão, após tirar a transmissão ao vivo do ar, a Igreja Batista da Lagoinha divulgou com “imenso pesar a morte do pastor Guilherme de Pádua após sofrer um infarto na residência em que morava em Belo Horizonte”. “Com 53 anos recém completados no último dia 2 de novembro, Guilherme compunha o time pastoral da Lagoinha desde sua ordenação, em 2017, liderando o ministério Recomeço, que atua dentro e fora dos presídios da capital mineira e região metropolitana. Antes disso, já havia sido acolhido como ovelha e servia como voluntário nas mais diversas áreas, sempre lidando com os desprezados e marginalizados. Milhares de pessoas privadas de liberdade foram, ao longo desses anos, cuidadas, ministradas no conhecimento da Bíblia e receberam apoio social, jurídico e psicológico do ministério, que também desenvolve dezenas de projetos de profissionalização e reintegração social”, diz a nota. No comunicado, a igreja disse que em sua caminhada como pastor, Guilherme viveu longe dos grandes púlpitos. “Não era visto pregando para multidões, mas atuava diariamente nas mais diversas obras com aqueles que a sociedade, muitas vezes, prefere jogar para escanteio. Guilherme testemunhou a possível transformação que há em Jesus. O recomeço reservado para todos aqueles que nEle creem. A Igreja Batista da Lagoinha, desde o momento da conversão de Guilherme, abriu suas portas para ser, também, a sua casa. Guilherme pagou à Justiça o que ela lhe impôs, como cremos que deve acontecer, e nós, como Corpo de Cristo, nos posicionamos para sermos para ele e tantos outros já condenados por crimes diversos, aquilo que a Bíblia nos instrui: o lugar da nova chance que apenas Jesus pode dar ao que se arrepende. Guilherme demonstrou ser alguém empenhado em mudar e em viver de acordo com a nova vida que experimentamos em Cristo Jesus. Ele jamais deixou de ser lembrado pelo crime que cometeu, mas pôde, em seus últimos anos, caminhar de acordo com a vontade do Pai sobre a sua história: ‘Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!’ (2 Coríntios‬ ‭5‬:‭17‬)”, completa a igreja Por fim, a Igreja Batista da Lagoinha enviou as “mais sinceras condolências à família de Guilherme de Pádua, que também faz parte da nossa”. “Lamentamos sua morte precoce, mas, em contrapartida, nos alegramos no Senhor pela convicção que há para os que creem em Jesus. A vida com Deus jamais tem fim. Uma eternidade está para além da morte. Que Deus possa confortar todos nós e aqueles que o amavam e se inspiravam nele para uma real reintegração social e um verdadeiro recomeço”, finaliza. Relembre o crime Na noite de 28 de dezembro de 1992, o corpo de Daniella foi encontrado num matagal na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, perfurado por cerca de 18 punhaladas realizadas com uma tesoura que feriram seus pulmões e o coração. A polícia chegou até De Pádua por causa de uma testemunha que teria visto o seu carro, com a chapa adulterada, na cena do crime, pouco antes de o corpo da atriz ter sido deixado ali. A Justiça concluiu que o ator e sua mulher armaram uma emboscada contra a vítima. Ambos foram condenados por homicídio qualificado a uma pena de 19 anos de prisão. Há cinco anos, o ex-ator se tornou pastor da Igreja Batista da Lagoinha, em sua cidade natal, Belo Horizonte. Guilherme de Pádua concedeu poucas entrevistas sobre o caso, mas seu nome sempre reaparece por aí, como quando criou um canal no YouTube para falar de sua conversão religiosa. Numa de suas últimas aparições públicas, em 2020, foi às ruas num protesto pró-Bolsonaro

Conheça os mineiros cotados para virar ministros de Lula

Alexandre Kalil, Reginaldo Lopes, Alexandre da Silveira e André Janones estão entre os principais nomes de Minas cogitados para assumir ministérios (foto: Alexandre Guzanshe, Gladyston Rodrigue e Túlio Santos/EM/D.A Press) Em meio aos trabalhos da transição entre o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) e o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que fazem a nova administração federal começar a tomar forma, ganham corpo as primeiras conversas a respeito da escolha dos ministros de Estado. A fim de não perder aliados, Lula evitou durante toda a campanha apontar nomes de chefes de setores importantes, como a economia. Agora, depois da vitória nas urnas, interlocutores do PT e aliados de outros partidos admitem possibilidades. De Minas Gerais, ao menos dois nomes são listados por fontes ouvidas pelo Estado de Minas para eventuais cargos no governo. Um deles é o deputado federal Reginaldo Lopes (PT); o outro, o senador Alexandre Silveira (PSD). O petista é aventado para o Ministério da Educação, enquanto Silveira é citado para um possível cargo na área da infraestrutura federal – a favor dele, pesa o fato de já ter sido diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Reginaldo encabeçou o comando da campanha de Lula em Minas Gerais. No segundo turno, passou a ter a companhia de Silveira, que assumiu a coordenação política do grupo. Embora seja economista de formação, o deputado do PT tem trajetória ligada à educação. Foi, inclusive, o representante da coalizão lulista em uma sabatina sobre o tema promovida pela Folha de S.Paulo em setembro. Reginaldo é ligado, também, à ciência e tecnologia, setor que, sob Bolsonaro, tem ministério próprio, desvinculado da pasta que cuida do ensino público. A percepção de aliados sobre a possibilidade de Reginaldo emplacar posto de primeiro escalão na Educação ou na Ciência e Tecnologia vai ao encontro da boa relação do deputado com Lula. Líder do PT na Câmara dos Deputados, o parlamentar ensaiava uma pré-candidatura ao Senado e liderava pesquisas sobre a disputa, mas abriu mão para apoiar a campanha de Silveira à reeleição. O movimento proporcionou a união da federação formada por PT, PCdoB e PV a Alexandre Kalil (PSD), que se candidatou ao governo e abriu o palanque a Lula. “Atitude histórica” À época da saída de Reginaldo do páreo pelo Senado, o então presidenciável chamou o gesto do correligionário de “atitude histórica”. “Reginaldo, da forma mais extraordinária, solidária e fraterna que um ser humano pode ser, resolveu retirar a candidatura dele ao Senado e se colocar à disposição, a pedido meu e de Gleisi Hoffmann, para ser o coordenador de minha campanha em Minas”, festejou Lula na época. Silveira, por sua vez, tem o nome ligado ao comando do Dnit, mas aliados também citam a chance de ele assumir alguma pasta fruto do desmembramento do Ministério do Desenvolvimento Regional. Da divisão, devem ser recriados, por exemplo, os ministérios das Cidades e da Integração Nacional. As duas pastas estão relacionadas ao papel que o senador teve na campanha de Lula em Minas. Bem relacionado com prefeitos, ele foi escalado para conter a ofensiva que Bolsonaro e o governador Romeu Zema (Novo) fizeram para tentar atrair o apoio de lideranças municipais. Nas urnas, embora tenha crescido mais de seis pontos percentuais em relação ao primeiro turno, o candidato à re- eleição perdeu a disputa final para Lula no estado por 50,2% a 49,8%. Silveira mergulhou na campanha de Lula mesmo após perder a reeleição para Cleitinho Azevedo (PSC). O empenho do senador, citado, também, para a pasta de Minas e Energia, é valorizado pelo PT. Se o provável embarque do PSD à base de Lula for concretizado, o partido deve ter a chance de indicar nomes para a administração federal. Ben-quisto pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab, o parlamentar mineiro poderia ser um dos escolhidos para a cota partidária. Reeleição do correligionário A necessidade de ter um nome mineiro no governo, aliás, é um dos pontos que podem auxiliar Reginaldo Lopes. Isso porque, embora a senadora Simone Tebet (MDB-MS) também seja cotada para a cadeira de chefe da Educação, o deputado teria o apoio dos diretórios mineiros do PT, PCdoB e PV em eventual concorrência pela vaga. O estado foi o único das quatro unidades federativas do Sudeste que Bolsonaro não arrematou no segundo turno. O deputado ganhou protagonismo também no núcleo responsável pela passagem de bastão entre os governos. Ele é um dos responsáveis por construir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, articulada pela base lulista para abrir espaço fiscal no Orçamento de 2023 e tentar garantir, por exemplo, a continuidade de pagamentos mensais de R$ 600 de auxílio. O deputado estadual Cristiano Silveira, presidente do PT em Minas Gerais, diz estar “otimista” sobre a presença de representantes do estado em assentos importantes do terceiro governo de Lula. “Um ministério tem de ser convite do presidente. Minas tem bons quadros e pode colaborar no governo Lula”, afirma, listando não apenas Reginaldo e Silveira, mas, também, Alexandre Kalil. “Lula, se precisar, poderá contar com esses personagens”, garante o dirigente. Janones entre os mais cotados A avaliação é que Janones poderia replicar, no governo, as táticas que usou para minar os efeitos da estratégia digital bolsonarista. O deputado travou embates digitais com figuras como Nikolas Ferreira (PL), apoiador do presidente derrotado. Na reta final do segundo turno, a coligação de Bolsonaro pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que os perfis do parlamentar do Avante nas redes sociais fossem suspensos. A solicitação, contudo, acabou negada. Ainda no Avante, quem também pode ganhar impulso com a vitória de Lula é Luis Tibé, deputado federal por Minas e presidente nacional da agremiação. Tibé articula uma candidatura ao Tribunal de Contas da União (TCU), em eleição a ser realizada pela Câmara. A expectativa é que, após o apoio do partido ao PT na corrida ao Palácio do Planalto, os deputados petistas endossem a empreitada de Tibé. Ele deseja ocupar o assento que vai ser deixado após a aposentadoria da ministra Ana Arraes.

PPP – Minas Gerais terá primeiro centro de reabilitação rentável do país

 Projeto objetiva qualificar o atendimento aos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, para ampliar as chances do rompimento da trajetória infracional Um acordo fechado entre a União, o governo de Minas Gerais e a Organização das Nações Unidas (ONU) prevê a construção de dois centros de reabilitação para jovens infratores que, além do compromisso social, funcione como um negócio rentável. A previsão é que a licitação ocorra em março do próximo ano. Com investimentos privados da ordem de R$ 800 milhões ao longo de 30 anos de contrato, a parceria público-privada (PPP) quer operar com taxa média de retorno de 10% ao ano à empresa que vencer a concorrência. Se o modelo de negócio der certo, deverá ser replicado em outras Unidades da Federação. O que cabe a cada parte Pelo acordo, a iniciativa privada será responsável por construção, gestão e atendimento nos dois centros de internação para jovens que cometeram delitos. As cidades escolhidas foram Betim, na região metropolitana de BH, e Santana do Paraíso, na região do Rio Doce. Inicialmente, cada unidade terá 90 leitos. Caberá ao poder público a fiscalização do contrato e a garantia da segurança e integridade nas unidades. A parceria tem coordenação do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops). Entre as atribuições do parceiro privado, estão a de manter a infraestrutura adequada nos centros e a prestação de serviços aos jovens. Em que consiste Estão previstos atendimento multidisciplinar, educação, formação profissional e ações para fortalecimento de vínculos com a família e a comunidade. O projeto tem o objetivo de qualificar o atendimento aos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, ampliando as chances do rompimento da trajetória infracional. (Folhapress) Via: O Tempo

Começa nesta quinta (3/11) a vacinação ampliada contra meningite no estado

 Poderão ser imunizados jovens de 16 a 30 anos, estudantes universitários e técnicos e profissionais de saúde e da educação Começou nesta quinta-feira (3/11), em Minas Gerais, a ampliação do público-alvo para imunização com a vacina Meningocócica C. Poderão ser vacinados contra a meningite jovens de 16 a 30 anos, estudantes e, sem limite de idade, professores e trabalhadores da educação superior e profissionais de saúde. O imunizante estará disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do estado, para a faixa etária ampliada, até fevereiro de 2023. A primeira remessa de imunizantes vai contar com 587,1 mil doses que serão distribuídas para todas as regiões de Minas. A vacina meningocócica C (Conjugada) está contemplada no Calendário Nacional de Vacinação e é recomendada aos três e cinco meses de vida e um reforço com 1 ano de idade. Além disso, atualmente, também está disponível para adolescentes de 11 e 14 anos. “A meningite C é uma doença que podemos prevenir por meio da vacinação. Portanto, não podemos abrir mão de vacinar. Seguimos agora com duas metas: alcançar 95% de imunização entre as crianças de 1 anos de idade e imunizar este novo público”, disse o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti. A doença A meningite meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo) e se caracteriza por ser uma infecção das membranas que recobrem o cérebro. A vacinação é a principal maneira de prevenir a doença. As vacinas são seguras e eficazes, protegendo as pessoas contra a doença. O sorogrupo de meningococo mais frequente no Brasil é o C, razão pela qual a vacina foi incluída em 2010 no Calendário Nacional de Vacinação da criança pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Desde então, o número de casos de todos os tipos de meningite caiu quase três vezes no país, e o de casos do tipo C caiu quase quatro vezes.