Minas Gerais bate novo recorde de mortes por Covid-19 em 24 horas

 Além do recorde de mortes, Minas Gerais totalizou mais de 7 mil casos confirmados no dia O estado de Minas Gerais bateu um novo recorde de mortes em 24 horas pela Covid-19, nesta quinta-feira (11). Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o território mineiro registrou a marca de 20.087 óbitos. Ontem (10), Minas havia tido um recorde de casos confirmados da doença no período de 24 horas, chegando a 10.409 infectados. O infectologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Vandack Alencar acredita que a melhor maneira de diminuir esses números seja “a intensificação da vacina”. De acordo com o boletim epidemiológico, o recorde de mortes pela Covid-19 registradas em Minas Gerais no período de 24 horas é de 263 óbitos, e assim o estado totaliza 20.087 perdas pelo coronavírus. O número casos confirmados nesse mesmo espaço de tempo é de 7.745. O estado mineiro já totaliza 946.556 casos de Covid-19 confirmados pelas unidades de saúde. Desse total, 64.404 pessoas estão em acompanhamento e 854.583 pacientes conseguiram recuperar-se da doença causada pelo vírus. Dos casos confirmados, 77.221 seguem internadas e 869.335 estão praticando isolamento domiciliar. Para o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da UFMG Vandack Alencar, os números em Minas Gerais estão diretamente ligados ao crescimento da pandemia no país, que pode estar sendo causado pelo aparecimento das variantes. “Em parte é provável que tenha a participação dessas novas variantes. A gente não tem isso bem medido, por exemplo, no nosso estado, mas já tem detecção de variantes circulando por aqui. Então é provável que essas variantes têm uma capacidade maior de infectar as pessoas e que elas já estejam contribuindo para a aceleração da pandemia e o aumento do número de casos e de mortes”, disse. Falta de cumprimento das medidas também comprometeu o cenário “Mas também é consequência do fato de a gente não estar, no momento, fazendo as medidas de isolamento e de distanciamento social e físico com o rigor que esse momento exige”, completou Vandack Alencar. O infectologista e professor mencionou algumas medidas que estão sendo tomadas em algumas cidades e pelo próprio estado, como o programa Minas Consciente. Entretanto, para Vandack, não é o suficiente para conter os números de mortes e infecções. “A melhor maneira seria intensificar a vacinação, já tem sido visto, de forma muito contundente, em alguns países, a redução de novos casos naquela parcela da população que já está sendo vacinada”. “É intensificar vacinação e as medidas de isolamento, a população como um todo precisa aumentar sua adesão às medidas e cuidados, mesmo aquelas pessoas que não tem condições de ficar dentro de casa, por razões variadas, porque algumas pessoas de fato não têm como ficar. Que essas pessoas tomem as precauções de higiene frequente das mãos, do uso de máscaras com rigor e de forma adequada. Isso pode reduzir um pouco a velocidade com que as coisas estão piorando”, ponderou o infectologista. Cenário quase sem perspectivas Para ele, o cenário brasileiro de mortes e casos de infecção do coronavírus é quase sem perspectivas para as próximas semanas, e que a tendência é de que os números continuem em alta. “Mesmo que a gente assumisse medidas muito rigorosas hoje, o resultado dessas medidas demora um tempo para aparecer. Então você tem no mínimo um hiato de duas a três semanas para que as ações surtam efeito. Infelizmente o cenário tende a piorar, não só se manter mas inclusive podendo se agravar ainda nos próximos dias”, observou Vandack Alencar. “A gente espera muito que, de alguma maneira, isso não aconteça, sobretudo aqui em Belo Horizonte, onde a gente tem conseguido ter um desempenho na média melhor do que outros lugares por causa das medidas que foram tomadas de uma maneira acertada em determinados momentos. Mas, neste momento, as medidas como estão sendo feitas serão suficientes para manter a situação no nível em que está. Na melhor das hipóteses, nós vamos ficar na situação um pouco mais grave como estamos durante um tempo, mas melhorar de imediato é muito pouco provável”, concluiu. Leia também: PANDEMIA – Minas registra 219 mortes por Covid e recorde de infecções em 24 horas

PANDEMIA – Minas registra 219 mortes por Covid e recorde de infecções em 24 horas

 Ao todo o Estado chegou a 938.811 infectados e 19.824 mortes, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde – Do total de contaminados, 854.583 já se recuperaram e 64.404 estão em acompanhamento. Minas Gerais, registrou, nesta quarta-feira (10), um novo recorde de infectados pelo coronavírus em 24h. Foram 10.409 registros no período e 219 mortes. Os dados são do Boletim da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Ao todo o Estado chegou a 938.811 infectados e 19.824 mortes. Do total de contaminados, 854.583 já se recuperaram e 64.404 estão em acompanhamento. Dentre os mortos, 80% tinham mais de 60 anos e 72% outras comorbidades associadas ao novo coronavírus. Com 297 novos casos de Covid, Montes Claros contabiliza 20.751 pessoas infectadas nesta quarta Segundo boletim epidemiológico desta quarta (10), 268 pacientes estão internados, sendo 230 de Montes Claros. Ainda de acordo com o levantamento, 18.763 pessoas estão recuperadas. Com 297 novos casos de Covid-19, Montes Claros contabiliza 20.751 pessoas infectadas nesta quarta (10). As informações são do boletim epidemiológico, que ainda aponta que sete novos óbitos foram registrados nas últimas 24 horas, totalizando 346 mortes por coronavírus. Hospitalizados Nesta quarta, 268 pessoas estão internadas em hospitais da cidade, 230 são de Montes Claros. Ainda conforme o boletim epidemiológico, outras 8.347 permanecem isoladas em casa. A taxa de ocupação dos leitos clínicos SUS é de 98%, a de UTI adulto SUS é de 90% e a dos leitos clínicos de convênio/particular é de 121%. Segundo os parâmetros da Secretaria de Estado de Saúde a situação é considerada aceitável até 78%, em alerta de 78% a 90% e acima do limite de segurança a partir de 90%. Montes Claros é referência de leitos para 95 municípios. Com O Tempo e G1 Grande Minas

“Vamos trancar a cidade novamente” – Kalil decide fechar comércio a partir deste sábado

Diante do avanço da taxa de transmissão por infectado e da ocupação de UTIs e enfermarias em Belo Horizonte, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) fechará mais uma vez o comércio da capital mineira a partir das 14h deste sábado (6/3). A decisão foi comunicada na tarde desta sexta-feira (5/3), em pronunciamento na sede da PBH. “Nós vamos trancar a cidade novamente. São números assustadores. Eu fui tomado por um otimismo enganoso e perigoso. Voltamos à estaca zero”, afirmou o prefeito Alexandre Kalil ao anunciar o fechamento. Dessa maneira, apenas os serviços essenciais vão funcionar em Belo Horizonte, como supermercados, padarias, postos de combustível, drogarias etc. “Os números podem me dizer se é uma semana ou um mês (de fechamento). Nós temos uma metodologia e vamos continuar seguindo”, disse Kalil. Alta nos indicadores motivou medida A decisão da prefeitura se baseia na alta dos indicadores ligados à pandemia. A ocupação de unidades de terapia intensiva, por exemplo, chegou a 81% nesta sexta-feira. O indicador está na zona crítica da escala de risco, acima dos 70%, desde o balanço do último dia 26. Houve aumento de sete pontos percentuais no parâmetro nesta sexta. Já o índice das enfermarias subiu para 61,9% e permanece no nível de alerta, o intermediário, entre 50 e 70 pontos percentuais. Por outro lado, a taxa de transmissão diminuiu para 1,16. Isso quer dizer que 100 pessoas podem infectar outras 116 na capital mineira. O chamado RT chegou a marca de 1,2 nesta semana, a zona crítica, mas sofreu duas quedas consecutivas nos balanços dessa quinta e desta sexta. Variantes circulam em BH Outro fator destacado pelo Comitê de Enfrentamento à Epidemia da COVID-19 da prefeitura é o aparecimento de novas variantes do coronavírus em Belo Horizonte. De acordo com o infectologista Unaí Tupinambás, pesquisadores já detectaram três mutações na cidade. Apenas a da África do Sul ainda não foi mapeada em BH. Crianças estão internadas A prefeitura informou que oito crianças estão internadas na cidade com suspeita de COVID-19, o que também motivou o fechamento. Quatro já foram internadas e outras quatro ainda não. Quanto à faixa etária dos menores, a prefeitura informa que são duas crianças de 6 anos, uma de 4, uma de 3, uma de 2, duas de 1 ano e mais duas de dois e quatro meses. Segundo a prefeitura, há uma suspeita de que as novas variantes sejam capazes de infectar mais pessoas jovens. “Nós não estamos contaminando mais o pai e a mãe. Nós estamos contaminando o filho. Então, aviso à população de Belo Horizonte: quem não tem medo de matar o avô e a avó, cuidado para não matar o sobrinho e o filho. Isso toca o coração da gente profundamente”, afirmou o prefeito Kalil. Via Estado de Minas

Pacientes começam a morrer por causa do colapso hospitalar no Norte de Minas

O colapso nos hospitais de Montes Claros, com a falta de leitos de UTIs, que estão superlotados, começam a causar mortes em pacientes do Norte de Minas. No município de Coração de Jesus, a 76 quilômetros de Montes Claros, duas pessoas morreram desde sexta-feira, por falta de vagas na rede hospitalar montes-clarense, que é referencia para atender os casos de urgência e emergência. Na noite de sexta-feira foi um cadeirante e na noite de quarta-feira foi uma mulher de 36 anos, que ficou aguardando a abertura do leito. Quando saiu a liberação, ela foi colocada em ambulância do SAMU e no meio do caminho não resistiu e morreu. Hospital Sâo Vicente de Paula, em Coração de Jesus (Imagem google maps) Desde a semana passada que todos os hospitais de Montes Claros emitiram alerta a todos os municípios do Norte de Minas, de que estavam com os leitos saturados e não receberiam mais pacientes. Isso levou vários municípios a colocarem mensagens nas redes sociais e em carros de som, informando que diante dessa situação, não poderia sequer receber os pacientes. Foi o caso do prefeito de Januária, Mauricio Almeida, que comunicou ter constatado o aumento dos casos de Covid-19 no município, com 76 novos casos em sete dias. Por isso, pediu a colaboração da população para evitar a aglomeração. O prefeito de Mirabela, Luciano Rabelo, adotou a mesma postura, com a criação de novas normas para os casos de Covid-19. O Norte de Minas deverá ser incluído em poucos dias na nova onda do programa Minas Consciente, denominada de “Roxa”, que desde quarta-feira passada incluiu o Noroeste de Minas e Triângulo do Norte e com isso, alguns municípios do Norte de Minas, como Chapada Gaúcha e Riachinho. Essa onda Roxa é para conter a evolução da pandemia e reestabelecer com velocidade a capacidade de assistência médica das macrorregiões, preservando a rede hospitalar em todo o Estado. No comunicado, o governador Romeu Zema anunciou que o Norte de Minas está sendo monitorado diariamente pelo Comitê Extraordinário Covid-19, grupo que se reúne semanalmente para avaliar os indicadores da doença no estado. As regiões Triângulo do Sul e Leste do Sul – também estão em estado de alerta e poderão ser incluídas na onda roxa, caso apresentem piora nos indicadores. Via Jornal Gazeta

Ctrl C + Ctrl V – Prefeitura de Lontra manda fechar até o que não existe na cidade

 Covid-19 – O prefeito Dermeval Reis mandou fechar os parques municipais da cidade de Lontra, para evitar aglomeração A mania de usar os atalhos do teclado Crtl C e Crtl V, para copiar e colar um texto sem checar as informações, pode causar vexame. E foi o que aconteceu na cidade de Lontra. Por displicência ou falta de traquejo da assessoria da Prefeitura de Lontra, o decreto de Montes Claros, que endurece medidas de restrição contra o avanço do coronavírus, foi reproduzido em sua quase totalidade. O decreto assinado pelo prefeito Dermeval Mendes dos Reis, o Macarrão, como ele é conhecido, proibiu até o funcionamento dos parques municipais, mesmo Lontra não tendo nenhum parque. A cidade de São João da Ponte também cometeu a mesma gafe. Control C + Control V Criado pelo norte-americano Larry Tesler, que morreu no dia 17 de fevereiro deste ano, os dois revolucionários comandos vieram para facilitar o trabalho de quem está diante da tela de um computador: ‘Ctrl C’ e ‘Ctrl V’. Tesler é o pai dos popularmente conhecidos ‘copiar’ e ‘colar’, ferramentas que permitem mais rapidez e agilidade para a execução de diversas atividades. Control C e Control V. Porém, como ocorre com toda e qualquer ferramenta, o seu bom ou mau uso depende da mão humana. A mesma faca, por exemplo, pode ser usada para cortar o pão ou praticar um assalto. E a dupla ‘Ctrl C’ e ‘Ctrl V’ não escapa dessa lógica, tendo tornado-se sinônimo de plágio, principalmente no ambiente acadêmico, escolar. Invariavelmente, quando descoberta, a trapaça merece nota vermelha no boletim. Foi o que aconteceu com os decretos de Lontra e São João da Ponte. Edição ECN, com Jornal O Vale

Promotor de Justiça de Montes Claros é o novo coordenador da Cimos

 Paulo César Vicente de Lima assume a Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Sociais do Ministério Público do Estado de Minas Gerais O procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, empossou no último dia  26 de fevereiro, o coordenador-geral e os coordenadores regionais da área de Inclusão e Mobilização Sociais do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A Cimos, como é conhecido o órgão, será coordenado pelo promotor de Justiça Paulo César Vicente de Lima. O evento ocorreu na Serraria Souza Pinto, onde é desenvolvido o projeto Canto da Rua Emergencial, apoiado pelo MPMG. A iniciativa, que foi impulsionada pela pandemia, começou em 2020 com o objetivo de acolher pessoas em situação de rua na capital. Até o momento, foram mais de 5.400 atendimentos psicossociais, jurídicos, de saúde e de cidadania. No local, os acolhidos ainda podem tomar banho, usar sanitários, trocar e higienizar as roupas, cortar cabelo e se alimentar.   E à frente das coordenadorias regionais estarão os promotores de Justiça André Luiz Ferreira Valadares (Vale do São Francisco); Ana Bárbara Canedo Oliveira (Vale do Jequitinhonha); Guilherme de Castro Germano (Noroeste); Hosana Regina Andrade de Freitas (Vale do Rio Doce); Luís Gustavo Patuzzi Bortocello (Central); Shirley Machado de Oliveira (Metropolitana). Também participaram da solenidade, mas de forma remota, os promotores de Justiça Fábio Roberto Machado, que assumirá a Regional Vale do Mucuri, e João Paulo Fernandes, que estará à frente da Regional Norte. Dois coordenadores regionais do Programa de Apoio a Projetos (Proap) também tomaram posse durante a cerimônia. O promotor de Justiça Marcelo Mata Machado Leite Pereira assume o Proap Central e a promotora de Justiça Vanessa do Carmo Diniz o Proap Norte. Para Paulo César Vicente de Lima, a Cimos desempenha um papel fundamental para no desenvolvimento do Estado, pois busca uma sociedade mais organizada e mobilizada, o que a torna mais solidária e fraterna, gerando um círculo virtuoso amplamente reconhecido, inclusive, por instituições financeiras como o banco mundial. “Sejamos instrumentos de transformação, mas a transformação na perspectiva deles, dos que precisam do MP. Para isso, devemos garantir o modo de vida desses sujeitos, construindo caminhos juntos”. Em relação ao trabalho com os coordenadores regionais, ele destacou que buscarão “a construção de consensos e caminhos com todos que estejam dispostos ao diálogo, sem nenhum tipo de preconceito, buscando os direitos dos vulneráveis e ficando perto daqueles que ainda não têm vez e voz”. Em nome dos movimentos sociais, falou a irmã Cristina Bove da Pastoral da Rua, que, juntamente com o MPMG e outras instituições públicas e privadas, ajuda no desenvolvimento do Canto da Rua Emergencial. “Hoje estamos aqui onde tantos e tantas estão lutando pela vida e defendendo a sua cultura, a sua história e a sua memória. E reconhecemos nesse ato um momento simbólico em que se marca um compromisso com os movimentos sociais. Pois a luta pela justiça precisa ser assumida e a gente sabe que a Cimos sempre lutou junto conosco pela proteção e pela defesa dos Direitos Humanos, que é, na verdade, a luta por uma vida digna e contra as desigualdades e as políticas que naturalizam a morte e banalizam os atingidos pelo sistema”, disse. “Aqui nós construímos pontes e conseguimos colocar esse projeto de pé, com tantos parceiros envolvidos, e com resultado efetivo”, disse a secretária de Estado Elizabeth Jucá e Mello Jacometti ao se referir ao projeto Canto da Rua Emergencial que tem o apoio do Governo de Minas. Para a secretária, as pontes ajudam a resolver os problemas, não só de catadores ou de povos e comunidades tradicionais, “mas de todas aquelas pessoas que têm os direitos violados”. Durante seu discurso, o procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, destacou o trabalho do Ministério Público de Minas em várias áreas ligadas aos Direitos Humanos e à mobilização e inclusão sociais, como nos casos envolvendo as tragédias de Brumadinho e Mariana, e outros relativos aos movimentos ligados às pessoas em situação de rua. Todas com atuação direta da Cimos. Para Jarbas, “esse é o braço que mais emociona quem chefia a instituição”, pois, para ele, “é preciso sentir o coração das pessoas”. Ele também citou o acordo firmado com a Vale para indenização pelos danos causados com o rompimento da barragem em Brumadinho. “A Cimos vai acompanhar passo a passo para que seja cumprido”. Termo de Cooperação Na solenidade também foi assinado um Termo de Cooperação Técnica entre o MPMG e o Estado de Minas Gerais para a desenvolvimento de ações conjuntas de inclusão socioprodutiva dos catadores de materiais recicláveis, por meio da implementação de coleta seletiva e da elaboração projetos sociais. Pelo Governo de Minas, assinaram o acordo a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Elizabeth Jacometti, e a secretária Executiva Ana Carolina Almeida, representando a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Carvalho De Melo. Transmissão Em razão da pandemia de Covid-19, os eventos do MPMG estão sendo realizados com a presença do menor número possível de pessoas e obedecendo a todos os protocolos recomendados pelos órgãos de saúde. A solenidade de hoje foi transmitida ao vivo pelo canal oficial do Ministério Público de Minas Gerais no YouTube. Via MPMG

Como reagir aos ‘fariseus’ que atacam a Campanha da Fraternidade 2021 – Por Denilson Mariano

 Sigamos firmes no serviço à vida contra a violência, a serviço da paz e no compromisso do diálogo fraterno (Divulgação) Fariseus ‘de hoje’ se julgam defensores da Igreja, da reta doutrina, da liturgia e da tradição. Se julgam superiores aos demais, até como mais próximos de Deus   Temos presenciado, sobretudo nas redes sociais, uma investida contra a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021. Pessoas e grupos religiosos, com pretensa atitude de defesa da fé e da Igreja, têm feito uma leitura superficial, tendenciosa e distorcida do Texto Base da Campanha e têm disseminado uma série de posts, vídeos, artigos e mensagens nas redes sociais. Fazem uma contra propaganda à CFE 2021 e à coleta solidária feita anualmente pela CNBB ?” Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Nosso anseio não é colocar mais lenha na fogueira, mas encontrar uma base bíblica que nos ajude a compreender melhor a situação e permita abrir caminhos para um diálogo fecundo e uma eventual superação desse impasse pastoral. Convido a revisitarmos juntos algumas práticas, atitudes e procedimentos dos fariseus, tal como são apresentados nas Escrituras, para iluminar a desafiante situação que se coloca à nossa frente: a controvérsia sobre esta Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021. E fazemos a devida ressalva, pois, não identificamos os seguidores do judaísmo, por si só, como opositores a Jesus e aos cristãos. Ressaltamos nossa abertura ao diálogo ecumênico e inter-religioso. Restringimos-nos a indicar as oposições enfrentadas por Jesus e, por meio delas, buscar maior compreensão para as oposições à Campanha da Fraternidade em nossos dias. O que significa ‘fariseu’ O termo ‘fariseus’ indica os ‘separados’ ou ‘separadores’. Um grupo, partido ou seita de defensores da Lei, da Tradição, da religião que se julgavam acima e mais importantes que os demais. Os fariseus eram um grupo de leigos, submissos ao poder romano, que se orgulhavam de defender a Lei (cf. Mt 9,9-17; Mc 2,13-17; Lc 5,27-32; Lc 18,9-14; Jo 7,49). Nos Evangelhos, em geral, os fariseus aparecem sempre em oposição a Jesus e se revelam hostis à sua pessoa, a seu ensinamento e atitudes. Eles temiam que o novo ensinamento trazido por Jesus ameaçasse a sua posição e prestígio de líderes espirituais. João Batista denuncia os fariseus como ‘raça de cobra venenosas’, pois eles se apresentavam como seguidores da Lei, mas não se abriam à conversão (Mt 3,7-10; Lc 3,7-9). Como agiam os fariseus? Nos relatos evangélicos, os fariseus estão sempre vigiando Jesus para encontrar n’Ele alguma falha (cf. Jo 4,1). Eles tentam armar laços para surpreenderem Jesus em alguma resposta errada (cf. Mt 20,15; Mc 12,13; Lc 20,20s); questionam Jesus a respeito da Lei (cf. Mt 22,34) e ficam escandalizados quando Ele se junta e come com os cobradores de impostos e pecadores (cf. Mt 9,9-13; Mc 2,13-17; Lc 5,27-32). Eles questionam por que Jesus não obedece ao descanso do sábado (Mt 12,2s; LC 6,2s); por que faz curas (Lc 24,1-3) e não exige dos discípulos o preceito de lavar as mãos antes das refeições (Mt 15,1s; Mc 7,1s). Eles duvidam que Jesus possa perdoar os pecados (Lc 5,17) e quando Jesus expulsa demônios, eles o acusam de ter um pacto com Belzebu (Mt 12,24s). Definitivamente, sentem-se muito incomodados com jeito de ser, de agir e com os ensinamentos de Jesus. Incomodados, conspiravam contra a vida de Jesus (Mt 12,14; Mc 3,6), eram também avarentos e se colocavam na contramão do Reino anunciado por Jesus (Lc 16,14; 7, 30). Jesus denuncia o apego dos fariseus às leis e costumes para fugir de suas obrigações sociais e fraternas (Mt 15,1s; Mc 7,1s). Em síntese, muitos dos traços presentes no perfil destes fariseus revelado nos Evangelhos parecem estar presentes no perfil dos que hoje se opõem ao Vaticano II, às Conferências do Episcopado Latino Americano, ao papa Francisco, à Campanha da Fraternidade e ao Ecumenismo. Os opositores à CFE 2021 Em certo sentido, os opositores à Campanha da Fraternidade podem ser identificados como os ‘fariseus de hoje’. São pessoas que se julgam defensores da Igreja, da reta doutrina, da liturgia e da tradição. Conscientemente ou não, se julgam superiores aos demais, até como mais próximos de Deus. Rezam o terço, participam de palestras sobre as Cruzadas, sobre a busca de santidade e participam das missas em latim, tendo o padre de costas para o povo (Missa Tridentina)[1]. Entendem que têm a missão de ?recristianizar? o Brasil. Julgam-se como já convertidos e se veem na obrigação de purificar a fé dos demais. Assim como os fariseus temiam Jesus, esse grupo de hoje tem medo e aversão à Igreja do Vaticano II, no fundo à Igreja de Jesus formada pelo povo simples. Tem horror à Igreja comunidade de fé comprometida com a vida. Ignoram Concílio Vaticano II, o papa Francisco, os Documentos das Conferências Episcopais, da CNBB e a palavra profética de muitos bispos e padres. Alimentados por essa falsa ideia de ‘superioridade’ fazem uma oposição aberta e até pouco honesta a quem pensa e age de forma diferente. Os fariseus de hoje se veem como os únicos ‘donos da verdade’, daí a dificuldade de um diálogo sincero, maduro e fecundo. Sempre em busca de um deslize A exemplo da atitude dos fariseus com Jesus, os ‘fariseus’ de hoje estão sempre vigiando o papa Francisco, a Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) -, na busca de algum deslize ou falha. Na pretensa defesa da Tradição e da Igreja, ignoram quem legitimamente a representa. E, quando a Igreja assume as atitudes de Jesus em proximidade com os excluídos, com pobres e pecadores, encontram uma forma de colocá-la em dificuldade. Ensaiam uma espécie de ‘guerra santa’, o que se comprova com o tom acusatório e fechado ao diálogo verifica-se nas postagens, nos vídeos e nas redes sociais que se assemelham a um confronto de verdades, uma ‘guerra santa’. Não economizam ameaças, xingamentos, expressões pesadas e grotescas que diminuem e desprezam quem não pensa ou interpreta as Escrituras e os Documentos da Igreja do mesmo jeito. Não há diálogo, buscam semear confusão na mente e

BH registra primeiro caso de COVID-19 em animal, diz pesquisa da UFMG

Cão, da raça boxer, foi diagnosticado com COVID-19 em Belo Horizonte (foto: Pixabay) Família proprietária do cão, da raça boxer, estava com coronavírus. Brasil já registrou outros 10 casos confirmados da doença em bichos Uma pesquisa com a participação do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (ICB-UFMG), detectou a presença da COVID-19 em um cachorro que convive com uma família em Belo Horizonte. Este é o primeiro caso da doença em um animal na capital mineira. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (22/02). De acordo com o ICB, o cachorro, da raça boxer, convive com uma família que registrou casos de coronavírus. O caso foi descoberto por meio de uma pesquisa a nível nacional que, em Belo Horizonte, tem participação do Laboratório de Virologia Molecular, coordenado pelo Prof. Dr. Renato Santana de Aguiar, que também faz a testagem em animais. No Brasil, são 11 casos confirmados de COVID-19 em animais: além do cachorro em Belo Horizonte, um gato (Cuiabá), quatro cães e um gato (Curitiba), dois gatos (Região Metropolitana do Recife) e um cão e um gato (Campo Grande) tiveram o Sars-CoV-2 identificados no organismo. Todos os casos foram notificados aos órgãos oficiais, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Organização Mundial de Saúde Animal. A pesquisa abrange animais cujos tutores estejam em isolamento domiciliar e que tiveram resultados positivos para COVID-19 ou da resposta imunológica apenas por IgM (caracterizando doença ativa), até sete dias da data do diagnóstico. Os proprietários também precisam morar em Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Recife, São Paulo ou Cuiabá. Os resultados da pesquisa indicam que a transmissão de COVID-19 é de humanos para animais. Por isso, o estudo reforça a ideia de que, em caso de resultado positivo para o coronavírus, é importante manter o distanciamento dos bichos de estimação, além do uso da máscara. O projeto ainda está aceitando voluntários. Caso algum proprietário se interesse em participar e atendam aos requisitos citados na matéria, podem entrar em contato com os pesquisadores pelo e-mail covidufmg@gmail.com. Via Estado de Minas

Arcebispo de Montes Claros rebate críticas à Campanha da Fraternidade

Do João Justino Medeiros, arcebispo de Montes Claros, condena críticas à Campanha da Fraternidade (foto: Catedral Montes Claros/divulgação)  Dom João Justino disse que há uma ‘cegueira’ e falta ‘formação ecumênica’ a alguns católicos. Campanha critica negação da ciência e violência contra minorias O arcebispo de Montes Claros (Norte de Minas), dom João Justino de Medeiros Silva, condenou as pessoas que se opõem à Campanha da Fraternidade 2021, lançada nesta quarta-Feira de cinzas (17/2), que é ecumênica, com o tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”. Ele criticou os próprios integrantes da Igreja Católica, responsável pela campanha. Para o arcebispo, “há uma onda de cegueira” na Igreja Católica. Ele também disse estar “escandalizado” com o que chama de “falta de formação ecumênica” de alguns católicos. “Estou verdadeiramente escandalizado com a falta de formação ecumênica de muitos dos membros de nossas comunidades, uma insensibilidade para (compreender) o sentido de que a palavra de Deus, que é proclamado nas outras igrejas, é a mesma que é proclamada aqui. O espírito está lá como está aqui. E quem não entendeu isso não está entendendo a palavra de Deus”, declarou dom João Justino, ao fazer a homilia em celebração na Catedral de Nossa Senhora Aparecida e São José. No texto-base da Campanha da Fraternidade deste ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) faz críticas relacionadas à negação da ciência durante a pandemia da COVID-19, à atuação do governo federal no combate ao novo coronavírus, às igrejas que não respeitaram o distanciamento social e à “cultura de violência” contra mulheres, negros, indígenas e pessoas LGBTIQ+. Com isso, a campanha gerou polêmica, recebendo críticas dentro do próprio catolicismo. “Infelizmente, há uma onda de cegueira que penetra também no interior da Igreja. Muitos se colocam como senhores da verdade para criticar esse recurso pastoral (a Campanha da Fraternidade), que tem feito muito bem não só às comunidades católicas, mas a outros irmãos e irmãs”, afirmou o arcebispo. “Num tempo em que todo mundo pode dizer o que quiser e publicar, ataca-se a Igreja, os bispos e a CNBB como se fosse em uma conversa de esquina qualquer, sem nenhuma responsabilidade, ferindo o respeito e a dignidade eclesial, que não está brincando quando proclama a palavra de Deus e sabe das responsabilidades ao fazê-lo”, completou dom João Justino. O líder religioso também condenou o uso das redes sociais no fomento da vaidade humana. “Vivemos numa sociedade que diz a cada um de nós o tempo todo: ‘Se exponha. Você é melhor de todos, sua palavra é mais verdadeira’. Seja por fotos ou por palavras, todo mundo quer ocupar o lugar principal no palco”, afirmou. Ele lembrou que o Evangelho diz que as pessoas devem praticar bons gestos, porém, “com discrição”. Aumento da violência doméstica O arcebispo de Montes Claros destacou que ao pregar o diálogo na Campanha da Fraternidade, a Igreja Católica busca diminuir problemas como a violência doméstica. Nesse sentido, também chamou a atenção para a necessidade do combate aos abusos contra crianças e contra o aumento dos casos de feminicídios. Para dom Joao Justino, “a falta de diálogo gera morte em nossas casas. Existe muita violência dentro das casas, onde, inclusive, muitas crianças sofrem abusos. Dentro das casas, muitas mulheres apanham dos homens, e muitas delas são mortas. O feminicídio cresce em nosso país”. Ele enfatizou que a questão “é assunto” para ser abordado durante a quaresma. Ainda na homilia, o líder religioso enalteceu a importância do diálogo entre todas as pessoas: “Se não houver diálogo entre nós, estaremos dando para o mundo pagão, para aqueles que não creem, um péssimo exemplo”. Por Luiz Ribeiro – Via Estado de Minas

Socialistas pedem punição para o deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG)

 Representantes do PSB Mineiro – (Foto: Reprodução) O PSB de Minas Gerias abriu uma representação contra o integrante da bancada mineira, deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG), após fotos atestarem que o parlamentar descumpriu o a orientação do Diretório Nacional e votou a favor do atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ainda durante a corrida pelo comando da Casa, em 1º de fevereiro. Candidato de Jair Bolsonaro (sem partido), Lira foi eleito por 302 votos no primeiro turno do pleito. Ainda no fim de 2020, por unanimidade, o PSB Nacional havia decidido proibir qualquer tipo de apoio ao candidato do governo Bolsonaro na disputa à presidência da Câmara, por entender que este defendia bandeiras contrárias à sigla. A resolução, ainda segundo o presidente da legenda, Carlos Siqueira, refletia uma das “diretrizes do partido” e que deveriam nortear a bancada e militância a partir de uma uniformidade das decisões”. Em conjunto com PT, PDT, PCdoB e Rede, o PSB definiu em janeiro apoio à candidatura do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), decisão que foi fundamentada em uma carta assinada pelos partidos. “Atitude intolerante e arbitrária” Em um documento que reúne as assinaturas do suplente de deputado estadual, Igor Versiani, do ex-vereador e secretário-geral do PSB de Montes Claros, Fábio Neves, do presidente municipal do PSB de Itacambira (MG), Osmano Sousa, e do presidente do PSB de Patos/MG, Marcionílio Rocha Filho, o grupo diz ser que a atitude foi absolutamente intolerante e arbitrária”. No texto, o colegiado ressalta que além “afrontar, de forma despudorada e insolente” a decisão nacional, a razão mais intolerável de tal posicionamento reside no fato de Arthur Lira representar os interesses de um “presidente da República que, em dois anos de mandato, acumulou um passivo social, econômico, político e moral que encontra sua síntese na absoluta indiferença frente à morte de mais de 200 mil brasileiros vitimados pelo coronavírus”. Retrocesso representado por Bolsonaro Eles destacam, ainda, que Jair Bolsonaro “afronta os princípios democráticos, cujo projeto de poder depende, para sua realização, da destruição de requisitos legais e institucionais da civilidade política, duramente conquistados após o fim da ditatura militar. Um presidente que faz apologia de crimes contra a humanidade, como a tortura, e de seus perpetradores, os torturadores”, apontam em outro trecho. O grupo ainda reiteram que a vitória de Lira significa submeter o Congresso, “hoje uma frágil linha de resistência a esses desatinos, ao obscurantismo e ao retrocesso representado por Bolsonaro”. Interpelação do deputado no Conselho de Ética Desta forma, os signatários da Carta rechaçam o apoio de Delgado a inclinações ideológicas que se alinham a Bolsonaro e defendem que o congressista seja submetido à disciplina partidária. Eles pedem que a direção do PSB, a partir do Conselho de Ética, interpelem o deputado a respeito do voto e reafirmam que “atitudes contrárias ao PSB orquestradas por Delgado” tiveram início após a votação da reforma da previdência, quando o mesmo congressista votou contra, mas declarou publicamente que o partido havia cometido “estelionato eleitoral” em entrevista à revista Veja, evidenciando a desconformidade com os princípios do PSB.