Com Centrão rachado, Lula quer Alexandre Kalil como vice na chapa petista

Prefeito de Belo Horizonte seria o nome preferido pelo ex-presidente Lula para ser o vice na chapa do PT O jornalista Roberto Fonseca, do Correio Braziliense, publicou nesta quinta-feira (18/03), que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer, como vice candidato à presidência nas eleições de 2022, na chapa petista, o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD). O que teria levado Lula a pensar no nome do prefeito da capital mineira seria o ‘racha entre os deputados do grupamento que hoje sustentam o governo no Congresso e que adotam um certo distanciamento do governo, devido à queda de avaliação da gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e da alta da COVID, dos juros e dos preços.’ Esse cenário teria levado o PT de Lula a buscar os partidos de centro, e o primeiro movimento seria procurar o PSD, presidido por Gilberto Kassab, para ter Kalil como candidato a vice. “A ideia é repetir a fórmula da campanha vitoriosa de 2002, quando Lula fez chapa com o então senador José Alencar, de Minas Gerais. Kalil, bem colocado para o governo do estado, não pensa nessa hipótese.” Na última sexta-feira (12/03), em entrevista coletiva na prefeitura de Belo Horizonte, o prefeito Alexandre Kalil declarou: “Não tenho nenhuma ligação com o PT. Não adianta querer me colocar uma estrela no peito. Na minha primeira eleição, falei: ‘querem colocar uma estrela no meu peito’. Daqui a pouco, vão falar que tenho um escudo do Cruzeiro tatuado na coxa”, disse. Leia o texto completo neste link.
Caixa dois – Polícia Federal indicia deputado Marcelo Freitas, que é delegado da PF

Parlamentar disse ao Painel da Folha que não se manifestaria sobre caso que desconhece Deputado e delegado da PF, Marcelo Freitas é indiciado por caixa dois A própria Polícia Federal investiga o parlamentar por suposto crime cometido em 2018 Redação O deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG) foi indiciado pela Polícia Federal por suposto crime de caixa dois na campanha eleitoral de 2018. Sob sigilo, o inquérito teve seu relatório final enviado ao Ministério Público de Minas Gerais, que vai decidir se apresenta denúncia contra o parlamentar, que é delegado da PF. Leia também: Reforma da Previdência causa apreensão nas comunidades rurais Quem é Marcelo Freitas, relator da PEC da Previdência na Câmara dos Deputados Apesar de se recusar comentar sobre o caso, Freitas em outras ocasiões comemorou as operações da Polícia Federa, dizendo que “o crime deve ser combatido sempre” e que “nenhuma forma de corrupção será tolerada, doa a quem doer”. Com Folha de SP
Sem médicos, governo de Minas não consegue ampliar leitos para COVID-19

Durante os próximos 15 dias, Minas Gerais vai adotar medidas mais rígidas para tentar frear o avanço da COVID-19 (foto: Pixabay/Reprodução) Com o aumento de casos, governo tem dificuldades para encontrar médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde para preencher vagas abertas Com o aumento de infecções no estado, o governo de Minas Gerais enfrenta uma nova dificuldade para ampliar o número de leitos de UTI: a falta de profissionais que possam preencher as vagas abertas e garantir atendimento aos pacientes de COVID-19. De acordo com um balanço divulgado pelo governo mineiro, desde o início da pandemia, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) realizou 74 chamamentos para preencher vagas de médicos nos hospitais da fundação, mas 14 deles “deram deserto”, ou seja, não foram encontrados profissionais disponíveis no mercado para realizar o trabalho. “Para trabalhar em UTI é necessária qualificação adequada do profissional. Estudantes de Medicina podem colaborar, mas estar dentro de uma UTI é um trabalho hiper especializado e uma intubação mal feita pode condenar à morte um paciente”, disse o governador Romeu Zema (Novo), em coletiva de imprensa realizada para anunciar a onda roxa em todas as regiões do estado. Os leitos de UTI passaram de 2 mil para 4 mil nos últimos 12 meses. Leitos de enfermaria, que antes eram de 10 mil, saltaram para 20 mil unidades. Por isso a necessidade da contratação de mais médicos. Durante a coletiva, o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, explicou que a COVID-19 mudou os rumos de qualquer sistema de saúde. Ele pontuou que nunca foi evidenciada uma doença que afetou “tanta gente ao mesmo tempo”. “Não existe sistema de Saúde no mundo que consiga acompanhar isso. Toda a expansão que o estado fez foi aliviando a pressão até agora, mas chegamos ao nosso limite. Temos espaço físico, mas não temos o profissional. O papel da sociedade é fundamental para que a gente alivie esses números”, informa. Números da pandemia em Minas Gerais Após dois dias com números reduzidos de óbitos, a Secretaria estadual de Saúde de Minas Gerais divulgou nesta quarta-feira (17/03) mais de 300 mortes provocadas pela doença. Na segunda-feira (15/03) o boletim epidemiológico do estado registrou 37 óbitos. Nas 24 horas seguintes, 28. Nesta quarta-feira, foram 314 novas mortes. Onda roxa Durante os próximos 15 dias o estado vai adotar medidas mais rígidas para tentar frear o avanço da COVID-19. O que pode funcionar na onda roxa Setor de alimentos (excluídos bares e restaurantes, que só podem via delivery); Serviços de Saúde (atendimento, indústrias, veterinárias etc.); Bancos; Transporte Público (deslocamento para atividades essenciais); Energia, Gás, Petróleo, Combustíveis e derivados; Manutenção de equipamentos e veículos; Construção civil; Indústrias (apenas da cadeia de Atividades Essenciais); Lavanderias; Serviços de TI, dados, imprensa e comunicação; Serviços de interesse público (água, esgoto, funerário, correios etc.) Restrições da onda roxa Funcionamento apenas de serviços essenciais; Toque de recolher entre 20h e 5h; Proibição de circulação de pessoas sem o uso de máscara, em qualquer espaço público ou de uso coletivo, ainda que privado; Proibição de circulação de pessoas com sintomas de gripe, exceto para a realização ou acompanhamento de consultas ou realização de exames médico-hospitalares; Existência de barreiras sanitárias de vigilância; Proibição de eventos públicos ou privados; Proibição de reuniões presenciais.
Prefeitos do Norte de Minas temem falta de oxigênio e pedem socorro

A cidade de Manga é uma das mais afetadas com a escassez de insumos para combater a pandemia do novo coronavírus (foto: Prefeitura Municipal de Manga/Divulgação ) Em Manga, a situação é crítica. O prefeito Anastácio Guedes teme a falta de oxigênio no hospital da cidade. Manga e cidades vizinhas pediram ajuda a Zema O presidente da Associação Mineira da Área Mineira da Sudene (AMAMS) e prefeito de Padre Carvalho, José Nilson Bispo de Sá, protocolou um pedido de socorro financeiro ao governo de Minas, para combater a COVID-19. No documento, também enviado ao Ministério Público Estadual, o prefeito explica que os municípios polos do Norte de Minas estão em situação para os atendimentos de pacientes com sintomas da doença em seus hospitais. A preocupação comum a todos os prefeitos, segundo José Nilson, é a possibilidade de faltar oxigênio nas enfermarias e UTI. Ele explicou que os hospitais de Bocaiuva, Brasília de Minas, Coração de Jesus, Espinosa, Jaíba, Janaúba, Januária, Montes Claros, Pirapora, Salinas, Taiobeiras, Varzelândia e, agora Manga, já vivem essa expectativa. O prefeito de Manga, Anastácio Guedes, disse que seu município está em alerta máximo com a crise de abastecimento de oxigênio que afeta os hospitais da região. “Infelizmente, Manga já sente a falta de oxigênio, o fornecedor do produto já não nos atende com a carga semanal que precisamos para atender os pacientes do nosso hospital, a Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem do Campo”, disse. Guedes disse que, além dos pacientes do município, Manga recebe pacientes de São João das Missões, Miravânia, Juvenilha, Montalvânia, Matias Cardoso e parte da Bahia que lotam o hospital. “Vivemos um drama, além da super lotação de pacientes com a COVID-19, a falta do oxigênio tem nos causado grande preocupação e por isso também pedimos socorro”, disse. O presidente da Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem do Campo, Edilson da Silva Pinto, o hospital de Manga está recorrendo à ajuda de municípios vizinhos. “Como houve uma diminuição no fornecimento semanal de oxigênio por parte do nosso fornecedor, os cilindros que recebemos não suprem mais a demanda, por isso, temos que pedir ajuda em outros hospitais, o volume não é mais suficiente para atender nossa população e outros municípios”, disse. Por esses motivos, a AMAMS decidiu cobrar do governo de Minas o suprimento dos hospitais com reposição imediata do oxigênio para atender toda população. “Estamos diante de uma situação muito grave; é inadmissível pessoas perderem suas vidas pela falta deste produto tão essencial neste momento de pandemia. Todos os prefeitos empregam grande esforço em busca de soluções e medidas que possam evitar o aumento de casos de COVID-19 e mortes pela doença no Norte de Minas, mas agora clamamos ajuda para que o caos pela falta de oxigênio seja evitado.” Montes Claros O prefeito de Montes Claros, Humberto Souto, chamou atenção para a situação de escassez de oxigênio para o atendimento aos pacientes graves da COVID-19 em hospitais da cidade. A falta do produto já compromete o atendimento aos pacientes graves. Souto revelou que, devido à escassez de oxigênio, até agora, a Prefeitura de Montes Claros só teve condições de instalar mais leitos de UTI no hospital particular Pró-Vida (Bairro Maracanã). A Prefeitura fez uma negociação com o hospital privado para reforçar a estrutura das unidades de terapia intensiva para receber pacientes graves do coronavírus. Além disso, o chefe do Executivo afirmou que a White Martins, multinacional que trabalha com oxigênio, informou que não poderá aumentar a quantidade de oxigênio fornecida, além do volume já previsto em contrato assinado com o Município. “Entao, é muito complicado, se não tem leitos para ampliar. Se sua capacidade está esgotada de médicos e de pessoal (outros profissionais) da saúde – que não tem mais –, você tem que apelar para o que é possível”, desabafou Humberto Souto. Via Estado de Minas
Governador Romeu Zema anuncia colapso do sistema de saúde em Minas Gerais

Todo o estado mineiro está na onda roxa por conta do avanço da pandemia (Gil Leonardi/Imprensa MG) “É isso que queremos em Minas? Ver as pessoas morrendo pelas ruas?” Os duros questionamentos do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), resumem a situação enfrentada pelas mineiros atualmente, no momento mais crítico da pandemia do novo coronavírus. O mandatário acabou de anunciar, no início da manhã desta terça-feira (16), que o sistema de saúde entrou em colapso no estado. “Chegamos em um ponto onde nosso sistema de saúde entrou em colapso: mais pessoas procuram nossos hospitais do que temos capacidade de atendimento”, informou Zema, ao justificar o anúncio feito na noite de ontem de colocar todas as regiões de Minas na onda roxa, fase com medidas mais extremas para brecar o avanço da Covid-19. “Não quero que Minas vire palco de filme de terror”. “O que faremos a partir de amanhã [quando começa a onda roxa em todas as regiões do estado] muitos estados fizeram nos últimos meses. Nós estamos aqui para salvar e preservar a vida dos mineiros”, afirmou o governador. “Não temos outra alternativa do que colocar um teto no número de casos e as únicas medidas são vacinação, que está a passos lentos, e o isolamento social”. “Estamos sendo obrigados a optar se continuamos vivendo como se nada estivesse acontecendo ou fazer um isolamento para salvar vidas”, resumiu. Investimentos Zema ainda anunciou investimentos no sistema de saúde mineiro, tais quais a ampliação de 2 mil para 4 mil leitos de UTI; compra de respiradores; ampliação no número de profissionais da saúde e quantidade de leitos de enfermaria: de 10 mil para 20 mil. “Mesmo com todo esforço, nós tivemos um grande aumento no número de casos e óbitos [impulsionado com a chegada da segunda cepa ao Brasil]”, disse. O governador mineiro reforçou que a onda roxa é válida por 15 dias, a contar a partir de amanhã. “Daria pra aumentar o número de leitos, mas não existem profissionais de saúde e todos estão exaustos. Eles têm se dedicado de corpo e alma, mas hoje não tem disponibilidade. Temos essa limitação e não nos resta outra alternativa a não ser esta [onda roxa em todas as regiões]”. Sobre a vacinação, Zema disse que está ocorrendo, mas “é insuficiente” e que comprar vacina neste momento trata-se de um “bilhete premiado”. O que é a onda roxa? A fase de restrições ainda mais rígidas foi anunciada no início deste mês para algumas regiões específicas – até então, as regiões com cenários mais graves eram enquadradas na onda vermelha, que não impunha restrições de circulação, por exemplo. Agora, no entanto, os municípios podem avançar para um estágio ainda mais grave, e, nesse caso, são colocados na onda roxa – todas as cidades mineiras, inclusive, entrarão nessa onda a partir de amanhã. A medida, com determinações rigorosas, foi criada diante do risco de um colapso do sistema de saúde, com tem sido observado em outros estados. Entre as restrições previstas pela onda, está a proibição de circulação de pessoas que não se deslocam para atividades essenciais; o toque de recolher das 20h às 5h; a proibição de reuniões presenciais, inclusive de pessoas da mesma família que não moram juntas; entre outras. Confira o que será vetado em todo o estado a partir de quarta: Circulação pessoas e veículos pra atividades não-essenciais; Circulação de pessoas sem máscara em qualquer espaço público ou coletivo, ainda que privado; Circulação de pessoas com sintomas de gripe, exceto para realização ou acompanhamento de consultas e exames médicos e hospitalares; Realização de reuniões/eventos presenciais, inclusive entre pessoas da mesma família que não moram juntas; Qualquer tipo de evento público ou privado que possa provocar aglomeração; Funcionamento de bares e restaurantes (permitido somente para delivery) Quais são as atividades essenciais? De acordo com o Governo de Minas, são consideradas atividades essenciais: setor de saúde, incluindo unidades hospitalares e de atendimento e consultórios; indústria, logística de montagem e de distribuição, e comércio de fármacos, farmácias, drogarias, óticas, materiais clínicos e hospitalares; hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, padarias, quitandas, centros de abastecimento de alimentos, lojas de conveniência, lanchonetes, de água mineral e de alimentos para animais; produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados; distribuidoras de gás; oficinas mecânicas, borracharias, autopeças, concessionárias e revendedoras de veículos automotores de qualquer natureza, inclusive as de máquinas agrícolas e afins; restaurantes em pontos ou postos de paradas nas rodovias; agências bancárias e similares; cadeia industrial de alimentos; agrossilvipastoris e agroindustriais; telecomunicação, internet, imprensa, tecnologia da informação e processamento de dados, tais como gestão, desenvolvimento, suporte e manutenção de hardware, software, hospedagem e conectividade; construção civil; setores industriais, desde que relacionados à cadeia produtiva de serviços e produtos essenciais; lavanderias; assistência veterinária e pet shops; transporte e entrega de cargas em geral; call center; locação de veículos de qualquer natureza, inclusive a de máquinas agrícolas e afins; assistência técnica em máquinas, equipamentos, instalações, edificações e atividades correlatas, tais como a de eletricista e bombeiro hidráulico; controle de pragas e de desinfecção de ambientes; atendimento e atuação em emergências ambientais; comércio atacadista e varejista de insumos para confecção de equipamentos de proteção individual – EPI e clínico-hospitalares, tais como tecidos, artefatos de tecidos e aviamento; de representação judicial e extrajudicial, assessoria e consultoria jurídicas; relacionados à contabilidade; serviços domésticos e de cuidadores e terapeutas; hotelaria, hospedagem, pousadas, motéis e congêneres para uso de trabalhadores de serviços essenciais, como residência ou local para isolamento em caso de suspeita ou confirmação de covid-19; atividades de ensino presencial referentes ao último período ou semestre dos cursos da área de saúde; transporte privado individual de passageiros, solicitado por aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede
ABANDONO – MP de MG aceita denúncia contra Fundação Renova por maus-tratos a animais

Famílias atingidas pela lama da Samarco relatam que fundação descumpre determinação e cria dificuldades para fornecer alimentação aos seus animais O Ministério Público de Minas Gerais acolheu denúncia da organização Cáritas, Regional MG, contra a Fundação Renova por prática de maus-tratos de animais que foram atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. A representação partiu de relatos de comunidades por meio de assessoria técnica às famílias atingidas. A fundação ligada à mineradora Vale foi constituída para gerir e executar obras de reparação aos danos causados pela lama com rejeitos de mineração em toda a bacia do rio Doce. Conforme acordos assinados após o rompimento da barragem da mineradora Samarco, controlada pela Vale e BHP, as empresas ficaram responsáveis pelos cuidados aos animais, inclusive fornecer alimentação. No entanto, desde 2017 as famílias atingidas relatam que os alimentos não são entregues no prazo, o que as obriga a percorrer grandes distâncias. É comum a distribuição de quantidade insuficiente, problema que não pode ser contornado ao comércio local devastado pela lama. “Agora a silagem tá vindo, mas sempre quando atrasa aqui, atrasa para todo mundo também”, disse à Caritas Marta de Jesus Peixoto, atingida de Paracatu de Cima, que já enfrentou períodos sem receber a alimentação animal e, por vezes, recebeu ração estragada. Segundo a organização, a situação de cavalos é mais grave, já que comem feno, alimento que a Renova deixa faltar com frequência. No desespero, criadores os alimentam com silagem, ração fermentada indicada para o gado. Mas é prejudicial para o aparelho gastrointestinal de animais não-ruminantes, causando problemas nas articulações. Por causa disso, sem se movimentar para comer, acabam subnutridos. Auxílio emergencial Em novembro, os atingidos foram surpreendidos com a informação de que a Fundação Renova não forneceria mais o alimento. E que em vez disso iria depositar o valor do auxílio emergencial da alimentação animal em conta. “Quando a Renova queria dar o dinheiro, aí ficou muito tempo sem a silagem aqui”, afirma Marta. A Fundação recuou após forte crítica das famílias atingidas, que conseguiram um acordo junto ao Ministério Público para que a medida fosse aplicada apenas para quem quisesse. Na ocasião, ela também se comprometeu a não deixar faltar alimento para os animais. A promessa não foi cumprida, segundo a Cáritas. Em 10 de dezembro, a Fundação Renova não entregou o alimento aos atingidos, alegando que não tinha contratos de fornecimento vigentes e que seria necessário cotação, contratação de fornecedor, entre outras ações que não foram feitas em tempo hábil. Para completar, a infraestrutura dos terrenos em que muitas famílias foram alocadas “provisoriamente” apresentam erosões, pastos subdimensionados, problemas com cercas e currais ou estão distantes de onde as criações foram alocadas. Em ambos os casos, a criação dos animais fica prejudica, assim como a geração de renda da família, agravando o endividamentos dos atingidos. Para a família de Marta, o lugar inapropriado para a criação é um dos maiores problemas. “Não tem lugar de guardar o trato, porque a Renova não fez o curral pra nós ainda. A silagem tem que colocar no tempo e tampar com plástico. Eles argumentam que enquanto não fizer nossa casa não pode fazer nosso curral”, indigna-se a atingida. Renova deixou animais para trás Outra queixa é que a Renova ignora a relação entre as pessoas e seus animais. É o caso da família Cerceau, que se mudou de Paracatu de Baixo em 2019. Ao ajudar no transporte dos animais, a Fundação deixou para trás cinco galinhas, alguns pintinhos e uma pata que estava chocando. “Não voltaram para buscá-los. Alguns pintinhos morreram no transporte e nunca perguntaram qual o valor dos animais que morreram e ficaram para trás”, relata Naife Cerceau. Mesmo tendo solicitado, a família nunca recebeu a silagem. O0s animais ficaram desnutridos e com baixa produção de leite. “O sítio que estamos hoje não tinha estrutura para alimentação e manuseio do gado, tivemos que improvisar e comprar o alimento do nosso bolso, estourando o orçamento familiar”, disse a atingida. Há também animais em risco em uma fazenda em Barra Longa, sob responsabilidade da Fundação Renova. Segundo relatos, os animais estão magros, sem aparo da crina, com casco desgastado e sem doma, o que os torna mais agressivos com o tempo. A dificuldade de convivência dos proprietários com suas criações ficou ainda maior durante a pandemia da Covid-19. Essa situação é um fator de sofrimento para as pessoas, como Claudiano dos Santos, atingido de Bento Rodrigues, que recebeu uma foto de um dos seus cavalos com ferimentos no olho. Dias depois, ficou cego. A desconfiança é de que o cavalo tenha ficado no mesmo piquete com outro garanhão, o que não é recomendado. Até agora, a Renova não deu nenhuma explicação a Claudiano. Clique aqui para acessar a denúncia. Fonte: RBA
Comunidades tradicionais e organizações se manifestam contrárias à construção da Barragem Formoso

Em Carta pública dirigida aos prefeitos, população ribeirinha reivindica o direito à consulta livre prévia e informada – Foto: Rhomário Magalhães Comunidades ribeirinhas, colônias de pescadores, sindicatos, movimentos sociais e organizações populares entregaram no último dia 26/02, uma carta pública para as prefeituras das cidades mineiras de Pirapora, Buritizeiro, Várzea da Palma, Lassance, Três Marias e São Gonçalo do Abaeté. A carta reivindica a escuta das comunidades antes da assinatura de qualquer acordo de anuência entre as prefeituras e as construtoras responsáveis pelo projeto da construção da Barragem de Formoso. A iniciativa foi tomada após divulgação nas redes sociais de reuniões entre a Construtora Quebec, responsável pelo projeto da construção da Barragem de Formoso, e os prefeitos das cidades anteriormente citadas. Para os signatários da carta, é importante que os prefeitos conheçam as manifestações contrárias das comunidades, sindicatos, coletivos, movimentos e instituições que estão em luta contra a barragem no Rio São Francisco. O documento cita a Lei de Águas 9422/97, que aponta que a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e deve contar com a participação do poder público, dos usuários e das comunidades. A convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), da qual o Brasil é signatário, e que exige que as comunidades sejam consultadas antes da implantação de qualquer empreendimento também foi citada no documento. “Que as comunidades atingidas sejam reconhecidas e ouvidas sob a ótica da Convenção 169 da OIT de maneira prévia, livre, informada e de boa fé”. A carta traz um panorama geral dos efeitos da construção de uma barragem para o rio São Francisco e seu povo. Além disso, denuncia que o projeto em fase de estudo ambiental se baseia nos estudos de viabilidade da década de 1990. As ações de violência das empresas nas áreas onde as comunidades vivem também são relatadas pela carta: “Ações nos territórios como intimidação da população, omissão das áreas a serem atingidas e da presença de sítios arqueológicos nos territórios são práticas contínuas da UHE Formoso, Quebec Engenharia e Tractebel Suez nos últimos tempos”. Para as organizações signatárias, os impactos negativos da implantação de uma usina no Rio da Integração Nacional não são compensados com poucos empregos criados: “necessária oposição a qualquer investida financeira que vise facilitar o licenciamento ambiental desse trágico projeto às custas da população.” Confira na íntegra, a Carta abaixo Bacia do Rio São Francisco, 26 de fevereiro de 2021 Carta aberta aos Prefeitos Municipais da Bacia do São Francisco e população As entidades abaixo-assinadas, representativas de amplos setores da sociedade civil, cientes do projeto de empreendimento Usina Hidrelétrica de Formoso – UHE FORMOSO pelas empresas, SPE Formoso – controlada pela Quebec Engenharia S/A e Tractebel Suez vêm manifestar sua posição, certas de que esta será considerada pelas autoridades e pela opinião pública. O projeto pretende a construção de uma Hidrelétrica de 39.5 metros de altura, com barragem de 5 km de comprimento, e área alagada num assustador montante de 35 mil hectares. Trata-se de um grande empreendimento que, caso seja recepcionado, promoverá numa área de baixa vazão de água, remoções forçadas, destruição de áreas de preservação permanente (APP), regiões de várzea, veredas, espécies típicas do bioma cerrado, mata ciliar, remanescentes de mata atlântica, além de espécies de flora e fauna ameaçadas de extinção. Salientamos ainda que a geodinâmica ecossistêmica de toda a bacia hidrográfica do rio São Francisco seria afetada de forma complexa. Tanto áreas à montante, quanto à jusante do empreendimento sofreriam impactos irreversíveis nos âmbitos ambientais, sociais e econômicos. Além dos impactos socioambientais e hídricos – na região mais seca do estado – o sistema econômico, turístico, arqueológicos, histórico-culturais, nesse contexto, seriam aniquilados. Inúmeras comunidades com modos vida ribeirinhas teriam suas culturas (modos de sobrevivência) ceifadas. Não só seriam afetadas comunidades de pescadores e vazanteiros que estão nas áreas que serão submersas, mas também ribeirinhos que residem à jusante, onde a mudança na dinâmica da água, vazão e no espaço de reprodução dos pescados seria alterada. Uma das comunidades atingidas é a aldeia indígena do Povo Tuxá, que mantém sua cultura intimamente atrelada à vitalidade do rio São Francisco. Com a publicação do Decreto nº 10.370/20, pelo Executivo Federal, cujo escopo envolveu a qualificação da denominada Usina Hidrelétrica de Formoso (UHE Formoso), no Rio São Francisco, as tratativas tomaram contornos ainda mais problemáticos. Isso porque na tentativa de se passar o empreendimento à revelia da população e do Sistema de Justiça, as empresas iniciaram ações duvidosas do ponto de vista ético, técnico e normativo. A suspeição se inicia já com os estudos de viabilidade do empreendimento usados pela empresa para desengavetar esse projeto, que são datados da década de 1990. Ações nos territórios como intimidação da população, omissão das áreas a serem atingidas e da presença de sítios arqueológicos são práticas contínuas da SPE Formoso, Quebec Engenharia e Tractebel Suez nos últimos tempos. As omissões, no que toca a informação adequada, são diversas. Este projeto, por exemplo, instala um conflito interestadual pelo uso da água da bacia hidrográfica do Rio São Francisco, envolvendo os estados de: Minas Gerais (MG), Bahia (BA), Pernambuco (PE), Sergipe (SE) e Alagoas (AL). Outro exemplo de irregularidade consiste nas informações apresentadas pela empresa para o IBAMA (para iniciar o licenciamento ambiental) que por sua vez não condizem com as reais condições ambientais da região e da bacia. Até o momento os poucos dados trazidos à tona dão conta da insustentabilidade do projeto, do ponto de vista econômico, social e ambiental, e também incapaz de beneficiar a comunidade local como vem sendo alardeado por alguns interlocutores oportunistas. A história é certeira quanto ao passivo deixado por esses grandes empreendimentos; que quando não culmina no rompimento de barragens e mortes, se funda no terror da migração sazonal de trabalhadores, aumento da violência, da exploração sexual, perturbações psicológicas, pressão sobre os serviços públicos, elevação do custo de vida e problemas hídricos. Outro ponto importante a ser dito consiste no lobby e nas ofertas tentadoras que os empreendimentos oferecem aos Municípios, e pequenos empresários locais, na tentativa
Secretário da Saúde – Para impedir CPI, sai Carlos Eduardo e entra Fábio Baccheretti

Presidente da Fhemig assume Secretaria de Estado de Saúde de Minas – Fábio Baccheretti Vítor foi anunciado pelo governador Romeu Zema nesta sexta (12/3). Carlos Eduardo Amaral deixou a pasta após denúncia de fura-fila da vacina Na manhã desta sexta (12), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afastou Carlos Eduardo Amaral do cargo de secretário de Saúde e anunciou o nome do médico Fábio Baccheretti, logo após ser instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para investigar a vacinação contra Covid-19 de centenas servidores administrativos da Secretaria de Estado de Saúde (SES), incluindo o então secretário Carlos Eduardo Amaral, que estariam fora das prioridades definidas no Plano Nacional de Imunização. Ao todo, 39 deputados da oposição e do bloco independente deram aval para a instalação da ‘CPI dos Fura-filas’. Fábio Baccheretti assumiu a Fhemig em 2 de julho de 2019. Ele foi o presidente mais jovem a assumir a fundação, aos 35 anos à época (foto: Reprodução da internet/Facebook) O presidente da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), Fábio Baccheretti Vitor, é o novo secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais. O anúncio foi feito pelo governador Romeu Zema (Novo), no início da manhã desta sexta-feira (12/3), pelo Twitter. Assumirá o cargo de Secretário de Estado de Saúde o médico Fábio Baccheretti, atual presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pela gestão das unidades hospitalares do Estado. — Romeu Zema (@RomeuZema) March 12, 2021 Seu trabalho no combate à pandemia, desde o início, colaborou para os resultados relevantes em expansão de leitos e referência clínica no combate à COVID-19, garantindo a Minas um dos melhores resultados dentre todos os estados do país. — Romeu Zema (@RomeuZema) March 12, 2021 “Seu trabalho no combate à pandemia, desde o início, colaborou para os resultados relevantes em expansão de leitos e referência clínica no combate à COVID-19, garantindo a Minas um dos melhores resultados dentre todos os estados do país”, justificou o governador. “Seguiremos determinados no combate à pandemia e dando sequência à maior operação de vacinação da história de Minas com transparência e responsabilidade”, completou na rede social. Biografia Fábio Baccheretti assumiu a Fhemig em 2 de julho de 2019. Ele foi o presidente mais jovem a assumir a fundação, aos 35 anos à época. O gestor se formou em medicina em 2010, na Universidade Vale do Rio Verde, em Três Corações, no Sul de Minas. No ano seguinte, se tornou clínico plantonista do Hospital Júlia Kubitschek, vinculado à Fhemig. Ele se tornou diretor-geral do Júlia Kubitschek em 2018, cargo que ocupou por 11 meses, até migrar para a presidência da Fhemig. Um ano antes, também ingressou no corpo clínico da Santa Casa BH. A demissão Zema comunicou a demissão do secretário de estado de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, na noite desta quinta (11/3). Ele estava pressionado após abertura de CPI na Assembleia para investigar a vacinação de 806 servidores da pasta contra a COVID-19. “Comunico o afastamento do Dr. Carlos Eduardo da Secretaria Estadual de Saúde. Agradeço o trabalho que realizou à frente da secretaria, em especial no combate à pandemia e na gestão para a futura retomada das obras dos Hospitais Regionais no Estado”, escreveu Zema no Twitter. Carlos Eduardo Amaral substituiu o médico Wagner Eduardo Ferreira no comando da Saúde estadual em fevereiro de 2019.
Assembleia aprova CPI dos ‘Fura-filas’ após Romeu Zema bancar permanência de secretário

Secretário diz que não cometeu irregularidade ao ser vacinado (Clarissa Barçante/ ALMG) Governador manteve Carlos Amaral na pasta e agora terá que lidar com o desgaste da CPI Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instalada nesta quinta-feira (11) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para investigar a vacinação contra Covid-19 de centenas servidores administrativos da Secretaria de Estado de Saúde (SES), incluindo o secretário Carlos Eduardo Amaral, que estariam fora das prioridades definidas no Plano Nacional de Imunização. Ao todo, 39 deputados da oposição e do bloco independente deram aval para a instalação da ‘CPI dos Fura-filas’. O episódio causou revolta na opinião pública e também entre parlamentares. Mesmo assim, após reunião a portas fechadas nesta quinta-feira (11), o governador Romeu Zema (Novo) decidiu manter Carlos Eduardo Amaral na pasta. “Na manhã de hoje, me reuni com o secretário Carlos Amaral. Reafirmei que determinei que os órgãos de controle do Executivo apurem o processo de vacinação de servidores. O secretário prestou esclarecimentos e me garantiu que todas as ações adotadas são técnicas e legais”, disse Zema. Um levantamento feito pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais aponta que 806 servidores ligados à pasta foram vacinados contra a Covid-19. “Não veja nenhum ilícito, nenhuma imoralidade nas ações. Eu não fiz nada errado”, disse o secretário em coletiva nesta quinta-feira (11). Pressão A pressão pela demissão de Carlos Amaral cresceu nessa quarta-feira (10), após audiência na ALMG com a participação de deputados e do próprio secretário. O presidente da Casa, Agostinho Patrus (PV), classificou o episódio como “trem da alegria” e “escândalo nacional”. Nesta quinta (11), voltou a dizer que tudo será investigado. “Vamos investigar a fundo esses que se entendem privilegiados em passar à frente dos demais na vacinação, o que segundo o Ministério da Saúde, e no momento que nós vivemos, é um crime dos mais graves nos nossos dias atuais”, disse Agostinho Patrus ao deferir o pedido de abertura da comissão. A partir de agora, os deputados têm 120 dias para “investigar a operacionalização da campanha nacional de vacinação contra a Covid-19, em especial o desvio de recursos referentes à vacinação irregular de grupos não prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Assim como investigar o baixo investimento em ampliação de leitos para enfrentamento da pandemia no estado, concomitante à não aplicação do mínimo constitucional em serviços públicos de saúde”. Exemplo Na audiência, o secretário disse que se vacinou para servir como exemplo. “Não concordo com nenhum movimento contrário à vacinação. Quis ser vacinado para não parecer que sou contra a vacina.” Apesar da justificativa, a vacinação dele e dos colegas de pastas ocorreu de maneira sigilosa. Carlos também disse que o Programa Nacional de Imunização determina que primeiramente seja vacinado quem está na linha de frente, lidando com a Covid-19. “Depois, a previsão é no sentido de preservar os serviços de saúde e os órgãos estruturantes funcionando. Por isso, servidores de secretarias estaduais e municipais são vacinados. Quem viabiliza um respirador chegar a determinado local e quantas vacinas serão destinadas são esses trabalhadores”, declarou. Momento crítico A crise no comando da Saúde de Minas ocorre no pior momento m da pandemia no Brasil e em Minas Gerais. Nessa quinta-feira (10), o estado confirmou 263 mortes pela Covid-19 em 24 horas, recorde desde o começo da pandemia. O maior número de mortes em 24 horas havia sido registrado no dia 10 de fevereiro: 243 óbitos. Ao todo, a Covid-19 matou 20.087 pessoas em Minas. O estado também confirmou 7.745 novos casos nas últimas 24 horas, totalizando 946.556 infecções. Após um ano de pandemia, a Secretaria de Saúde divulgou pela primeira vez a taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivos para doentes com Covid-19. Até então, a pasta divulgava o número geral de leitos. São 2.428 vagas, das quais 78,3% estavam ocupadas nessa quarta-feira (10). Enquanto isso, a vacinação no estado, assim como em todo país, segue lenta. Conforme dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa Minas Gerias vacinou 3,43% da população.
“Trem da Alegria”: Secretário de Zema libera vacinação contra Covid-19 para 500 servidores em MG

Carlos Eduardo Amaral e Romeu Zema no lançamento do Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19 no Planalto (Foto: Governo de MG) Em sabatina na Assembleia Legislativa de Minas, Carlos Eduardo Amaral confirmou o “fura-filas” na secretaria e disse que ele próprio tomou o imunizante para “dar exemplo” Carlos Eduardo Amaral, secretário de Saúde do governo Romeu Zema, do Partido Novo, em Minas Gerais, promoveu um verdadeiro “trem da alegria”, liberando a vacinação para cerca de 500 funcionários da pasta que não estariam na lista de grupos prioritários. O Ministério Publico Estadual e a Polícia Federal investigam se houve desrespeito à fila de imunização, já que a lista teria incluído inclusive jornalistas que trabalham na pasta e outros funcionários que ocupam cargo de confiança. Em sabatina na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quarta-feira (10), Amaral confirmou o “fura-filas” na secretaria e que ele próprio tomou o imunizante, dizendo que se vacinou para “dar exemplo”. Amaral, no entanto, afirmou que teria que consultar o jurídico para abrir os nomes dos 500 servidores que teriam participado do “trem da alegria”, como definiu o presidente da casa, Agostinho Patrus (PV), que cogita instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. “Furar a fila da vacinação sem nenhum argumento razoável, enquanto avós não veem seus netos há mais de um ano e pessoas morrem em hospitais, é motivo suficiente para a @assembleiamg abrir uma CPI e investigar a fundo o absurdo ‘trem da alegria’ da imunização”, tuitou. Furar a fila da vacinação sem nenhum argumento razoável, enquanto avós não veem seus netos há mais de um ano e pessoas morrem em hospitais, é motivo suficiente para a @assembleiamg abrir uma CPI e investigar a fundo o absurdo ‘trem da alegria’ da imunização. — Agostinho Patrus (@agostinhopatrus) March 10, 2021 O deputado federal Rogério Correia (PT/MG), também denunciou o fura-fila da vacina do Governo Zema, na Câmara dos Deputados. Veja no vídeo abaixo.