No Norte de Minas, empresa deve depositar R$ 1,5 milhão por dano ambiental

Decisão é da comarca de Itamarandiba (Google Maps) Valor foi determinado provisoriamente para compensar prejuízos ambientais Uma decisão da juíza Juliana Cristina Costa Lobato, publicada nesta semana pela vara única da comarca de Itamarandiba, no Norte de Minas, determinou que a empresa Aperam Bioenergia Ltda deposite judicialmente, R$1,5 milhão, como indenização e compensação ambiental preliminar. A decisão ainda determina que a Aperam dê ampla publicidade à população local, sobre a existência de substâncias tóxicas enterradas em sua propriedade, inclusive na matrícula do imóvel, acerca da contaminação e restrições de uso da propriedade. A tutela antecipada foi concedida parcialmente ao Ministério Público (MP), que ingressou com a ação de indenização por dano ambiental contra a empresa e pretendia ainda que a empresa apresentasse previamente um plano de recuperação ambiental. De acordo com a ação, após uma denúncia de que a empresa realizou o enterramento de grande quantidade de veneno de nome Aldrin, na área da Aperam Bioenergia, mais precisamente na cabeceira da nascente do córrego denominado “Serra”, próximo ao Mandingueiro, zona rural de Itamarandiba/MG, na antiga carvoaria da Serra. De acordo com o processo, a Polícia Militar Ambiental, a pedido do MP, no dia 19 de abril de 2017, deslocou-se até o local e realizou fiscalização ambiental. Os policiais constataram a necessidade de análise e laudo técnico do solo e do recurso hídrico subterrâneo, para constatação ou não de danos ambientais. Segundo o MP, a Fundação Estadual do Meio Ambiente/Gerência de Áreas Contaminadas informou que o relatório de investigação confirmatória comprovou a existência da contaminação. Também o relatório técnico da Gerência de Áreas Contaminadas (GERAC) da Fundação Estadual do Meio Ambiente, apontou a contaminação na área indicada. Em defesa preliminar, a empresa afirmou que já executou o plano de recuperação/remoção da área perante o órgão ambiental competente. Também alegou ser descabida a averbação da área degradada na matrícula do imóvel, eis que já foi dada a devida publicidade por meio da sua inclusão no banco de áreas contaminadas do Estado de Minas Gerais, além de não haver provas, segundo a empresa, da persistência de dano ao meio ambiente. Ao decidir, a juíza Juliana Cristina Lobato destacou que, apesar de a empresa alegar que desconhece a procedência do produto conhecido como Aldrin, ao argumento de que não é utilizado desde o início da década de 1980, a própria empresa afirma que “o produto está localizado em área pontual, isolada e em pequena quantidade”, porém, atribuiu seu uso à empresa Acesita, que a precedeu. Também o representante do município informou em resposta ao MP, possível descarte irregular do produto, bem como contaminação do solo e da nascente do córrego denominado “Serra”, utilizada para abastecimento da comunidade rural local, próximo ao distrito do Mandigueiro. Porém, a juíza não acatou o pedido do MP para antecipação da apresentação do Plano de Recuperação de Área Degradada – PRAD, bem como cronograma de execução, em caráter liminar, pois considera que são questões de grande complexidade que demandam o regular contraditório e a instrução processual. Ao determinar que a empresa dê publicidade à população sobre a contaminação, estipulou uma multa diária, pelo descumprimento, de R$ 1mil. Considerando que compete àquele que cria ou assume o risco de criar danos ambientais comprovar que a sua conduta não foi lesiva, determinou a inversão do ônus probatório. Também deferiu o pedido para o que o município de Itamarandiba fosse incluído no polo ativo da demanda. TJMG

Justiça anula eleição do Cirun/Samu e manda proclamar novo presidente

O juiz Francisco Lacerda Figueiredo, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Montes Claros, mandou o Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência do Norte de Minas proclamar o prefeito Norberto Marcelino, de Claro dos Poções, como eleito para a presidência da entidade no mandato de 2021/2023. Ele determinou que a Comissão Eleitoral desconsiderasse a chapa do candidato Marcelo Meireles, prefeito de São Romão, que venceu o pleito por 36 x 23 votos. Ainda na tarde de ontem (4), a assessoria do candidato Marcelo Meireles anunciou que entrara com recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A posse do eleito deve ocorrer até o dia 28 de fevereiro. No seu despacho, o juiz afirma que sua liminar mandou excluir a chapa que tivesse algum prefeito inapto com o Cisrun e que o prefeito José Geraldo, de Santa Cruz de Salinas não estava na lista dos municípios adimplentes, divulgados pela entidade no dia 28 de dezembro. “A decisão não foi cumprida a toda evidencia, uma vez que a chapa eleita tem em sua composição o município de Santa Cruz de Salinas, que não está relacionado como apto a participar do pleito conforme listagem publicada pelo Cisrun em 28 de dezembro, onde constam somente 49 municípios aptos a serem votados no escrutínio realizado em 1º de fevereiro”. O juiz afirma que “assim, diante das evidências de descumprimento da ordem judicial, bem como da não obediência ao Estatuto Social e do edital de convocação das eleições para o Cisrun que prevê expressamente em caso de registro de somente uma chapa, no caso a do impetrante que foi a única a cumprir os termos do edital e do estatuto bem como do BOPM que comprova à saciedade o não acatamento da decisão judicial pela comissão eleitoral, não há outro caminho a trilhar, a não ser declarar nula a eleição da chapa que tem como presidente o senhor Marcelo Meireles de Mendonça, prefeito do município de São Romão”. Com Jornal Gazeta

Volta às aulas sem vacinação para todos preocupa professores

 Apesar disso, representações de docentes defende cumprimento dos protocolos de imunização * Por Waldo Ferrreira O retorno às aulas presenciais a partir de março, mesmo sem vacinação, preocupa os professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). A Adunimontes, sindicato que representa os docentes, defende que a volta às atividades normais só é possível com segurança, ou seja, com a vacina. Os professores da Unimontes estão trabalhando em sistema de home office. No entanto, mesmo avaliando que a educação deve ser considerada uma atividade prioritária, a entidade está alinhada com a posição do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), que é contrário à promoção da categoria a grupo prioritário. A medida é defendida pela Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes). A Federação lançou semana passada uma campanha cobrando imediata vacinação de educadores. A entidade sugere uma alteração na fila de prioridades estabelecidas no Plano de Imunização do país para incluir docentes entre os primeiros a serem imunizados, desrespeitando o plano elaborado por técnicos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Assim como o Andes, a Adunimontes repudia essa iniciativa, alegando que, além de desrespeitar os protocolos estabelecidos pelo SUS, “fragmenta a luta da classe trabalhadora por vacina gratuita e imediata para todas e todos”. “Defendemos o respeito ás prioridades”, diz nota do Andes. “A nossa luta nesse momento deve se intensificar e deve ter como foco exatamente exigir do governo federal  vacina gratuita para todos e todas, respeitando os protocolos das agências internacionais de saúde, as indicações de como a vacinação deve ser estruturada e quais são as prioridades. É muito importante a gente, enquanto classe trabalhadora, entender o papel de um processo de imunização, que deve ser coletivo, que só tem sentido e efeito se for coletivo. Por isso, privilegiar alguns grupos ou exigir furar a fila de um processo organizado de vacinação é muito incoerente com a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras, com  a perspectiva da imunização coletiva, com a perspectiva de classe”, reforça a nota. A presidente da Adunimontes, Ana Paula Thé, avalia que o retorno às atividades presenciais nas instituições de ensino se dê só após a vacinação de todas e todos. E que isso não se resolverá com a vacinação apenas dos professores. Segundo ela, é preciso exigir a colocação na prática de um plano nacional de vacinação que garanta acesso geral ao imunizante, que não está disponível em quantidade suficiente, por causa da inércia do governo federal. Em concordância com o Andes, Ana Thé reitereaa defesa do processo de imunização que respeite as prioridades e que garanta vacina gratuita e geral, através do SUS, sem espaço para que uma determinada categoria fure a fila. Para ela, isso não vai resolver o problema que é a necessidade de imunização coletiva, para que haja segurança no exercício da atividade presencial. Ela explicou que os professores estão numa etapa da vacinação posterior aos agentes de saúde e idosos e à frente dos servidores da segurança pública. * Jornalista

Polícia apura sumiço de vacinas contra Covid-19 no Hospital Regional de Janaúba

 Fundação Hospitalar da cidade recebeu 250 ampolas para vacinação dos profissionais da saúde; duas desapareceram A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o sumiço de duas doses da vacina contra o Coronavírus dentro do Hospital Regional de Janaúba, no Norte de Minas. O caso foi registrado pela Polícia Militar na última sexta-feira (22). De acordo com o boletim de ocorrência da corporação, uma enfermeira de 51 anos procurou a base de segurança comunitária. Em conversa com os militares, ela contou que trabalha no setor de controle de infecção da Fundação Hospitalar de Janaúba e que, na quarta-feira (20), o hospital recebeu 250 ampolas para vacinação dos profissionais da saúde. Após as vacinações sobraram 27 ampolas. No entanto, durante a conferência, foi percebido o sumiço de duas doses. O caso foi encaminhado à delegacia de área. Conforme a assessoria de imprensa da Polícia Civil, além da abertura do inquérito, a perícia técnica compareceu ao Hospital Regional de Janaúba, nesse sábado (23). “As investigações seguem em andamento e outras informações serão repassadas em momento oportuno”, informou a nota.

Jardim para Borboletas e Para Além das Prisões serão expandidos para todo o Estado de Minas Gerais

 Os programas da Prefeitura de Montes Claros que vem levando dignidade e cidadania às populações em situação de rua e carcerária serão expandidos para todo o estado através do Ministério Público do Estado de Minas Gerais MPMG e Tribunal de Justiça de Minas Gerais TJMG Enquanto o programa “Para Além das Prisões, vem beneficiando tanto os reeducandos do sistema prisional que atendem aos requisitos da Lei, quanto a sociedade que está sendo beneficiada com suas mãos de obra,  o programa “Jardim para Borbolestas” vem embelezando a cidade, através jardins com esculturas gigantes de borboletas nos espaços públicos de Montes Claros. As esculturas feitas com material reciclado e confeccionadas pelo artista plástico Gu Ferreira com o auxílio de reeducandos do Sistema Prisional, em  homenagem as mulheres que atuaram ou atuam em prol da sociedade montes-clarense. E os jardim são cuidados por pessoas em situação de rua. Este programas pilotos, foram criados pela Prefeitura de Montes Claros, em parceria com o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, com o objetivo de buscar alternativas para embelezar os parques e praças da cidade, além de promover a cidadania, através do projeto Jardim para Borboletas, vinculado ao programa Para Além das Prisões, que tem a finalidade de homenagear mulheres ativas na sociedade através da construção de jardins e esculturas de borboletas em aço e sucatas, confeccionadas e cultivados pelos reeducandos, egressos do sistema prisional e pessoas em situação de rua. A ideia surgiu pelo promotor de Justiça Paulo César Vicente de Lima, por meio do livro de Hugo Werneck que, em suas histórias, identificava as mulheres como borboletas. Segue matéria do site do MPMG , do último dia 20 deste mês de janeiro MPMG e TJMG estabelecem parceria para implementação de projetos sociais para inclusão de grupos vulneráveis Expandir os projetos Jardins para Borboletas e Para Além das Prisões, levando dignidade e cidadania às populações em situação de rua e carcerária em todo o estado. Essa é a ideia do Ministério Público de Minas Gerias (MPMG) que nessa terça-feira, 19, apresentou os projetos ao superintendente Administrativo Adjunto do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho. A ideia foi apresentada pelo procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior, acompanhado dos promotores de Justiça Paulo César Vicente de Lima, que está à frente da Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Sociais (Cimos), e Shirley Machado de Oliveira. De acordo com Jarbas Soares, o MPMG conta com a Cimos, que nos seus projetos e ações institucionais, busca envolver toda a sociedade. “Porém, há um projeto novo voltado para o aproveitamento de mão de obra, sobretudo de condenados, mas que no caso específico envolve também a população em situação de rua e pessoas que cumprem pena. A intenção do MPMG é dar a essas pessoas uma atividade, com pagamento pelo trabalho desenvolvido. Essa ideia vai ao encontro de projetos do próprio TJMG”, destacou o procurador-geral de Justiça. Jarbas Soares acredita que a parceria com o TJMG “será muito positiva para o desenvolvimento dessa ação conjunta entre as instituições, que a princípio envolverá a prefeitura de Belo Horizonte e, num segundo momento, outras prefeituras também. As pessoas vulneráveis, principalmente nesse período de pandemia, têm ficado muito expostas. Além disso, é perceptível o aumento das pessoas em situação de rua. Essa parcela da população e também as pessoas que cumprem pena necessitam de uma atividade, que precisa ser desenvolvidas dentro dos requisitos da lei, obviamente. O TJMG, sensível a essa questão, vai ajudar o MPMG a buscar uma solução, utilizando inclusive recursos das próprias instituições”, destaca o procurador-geral de Justiça. Jardins para Borboletas e Além das Prisões Segundo o coordenador da Cimos, promotor de Justiça Paulo César Vicente de Lima, alguns juízes do TJMG foram até o Ministério Público buscar informações sobre dois projetos desenvolvidos em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais: Para Além das Prisões e Jardim para Borboletas. “O primeiro transformou-se em política pública em Montes Claros. As pessoas que participam desse projeto, presos e pessoas em situação de rua, passam a fazer parte de um banco de oportunidades da prefeitura e posteriormente são contratadas. A ideia do MPMG e do TJMG, tendo em vista a crise pela qual estamos passando, de pandemia e aumento das vulnerabilidades sociais, é que a Cimos e o Núcleo de Voluntariado do TJMG criem um grupo de trabalho com quatro promotores de Justiça e quatro juízes para construir um projeto em Belo Horizonte”, afirma Paulo César. Ainda de acordo com o promotor de Justiça, “a metodologia desse projeto será baseada nas ações desenvolvidas em Montes Claros e também em outras iniciativas, como os projetos Rua do Respeito e Rua de Direitos. A ideia então é fazer um trabalho de inclusão com reeducandos do sistema prisional, que estejam cumprindo pena no regime semiaberto ou saindo da prisão, e com as pessoas em situação de rua. As atividades serão voltadas para arte, cultura, jardinagem entre outras. Paralelamente a isso, faremos também uma ação sobre segurança alimentar. Escolheremos uma ou duas comunidades em Belo Horizonte. A ideia é formar parcerias para construir essa estratégia de segurança alimentar e cidadania, na linha do projeto Rua de Direitos, para que promotores de Justiça e juízes possam visitar as comunidades. Os promotores de Justiça Paulo César Vicente de Lima e Shirley Machado de Oliveira, da Cimos, Francisco Angelo Silva Assis (coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos) e Cláudia do Amaral Xavier (Promotoria de Justiça de Direitos Humanos de Belo Horizonte) estarão à frente do projeto. Fotos: TJMG Ministério Público de Minas Gerais Superintendência de Comunicação Integrada Diretoria de Imprensa Twitter: @MPMG_Oficial Facebook: www.facebook.com/MPMG.oficial Instagram: www.instagram.com/MPMG.oficial E-mail: jornalismo@mpmg.mp.br 20/01/2021

Prefeito de Buritizeiro  é eleito presidente da Ammesf, por unanimidade

Em Assembleia Geral Extraordinária na sede da Associação dos Municípios da Bacia do Médio São Francisco (Ammesf), em Pirapora, o prefeito de Buritizeiro, Pedro Braga, foi eleito por unânime aclamação como o novo presidente da entidade, na manhã desta sexta-feira (22/01). A Ammesf, que é composta por 28 municípios da região, terá com Pedro Braga o seu mais jovem presidente da história (31 anos). No evento que definiu a nova diretoria, apenas os prefeitos de Ponto Chique, Ibiaí, Buritizeiro, Luislândia e Botumirim participaram. O prefeito de Ponto Chique, José Geraldo Alves de Almeida (Zé Boy), deu as boas-vindas para Pedro Braga e destacou o potencial do jovem presidente, para fortalecer a Ammesf. “Com Pedro Braga à frente, poderemos ganhar ainda mais representatividade por todas as qualidades que ele vem demonstrando como gestor. Precisamos de gente assim para fortalecermos a entidade e assim favorecer os municípios filiados”. Ressaltou Zé Boy. Em seu primeiro discurso como presidente, Pedro Braga lembrou do quanto o envolvimento e participação das lideranças políticas de todos os municípios é fundamental para o crescimento e os frutos da entidade. “Hoje contávamos com uma participação maior mas, infelizmente, não houve. Isso demonstra um pouco do quanto precisamos evoluir para ganharmos representatividade no estado e país e assim termos condições de ampliar a nossa capacidade de atuação. Vou visitar cada município para conhecer a realidade de todos e não medirei esforços para colocar a Ammesf em um novo cenário de importância e atuação”. A Diretoria e o Conselho Fiscal, para o mandato de 2021 a 2022, ficou assim definida: Presidente – Pedro Henrique Soares Braga – Prefeito de Buritizeiro 1º Vice – presidente – José Geraldo Alves de Almeida – Prefeito de Ponto Chique 2ª Vice – presidente – Ana Pereira Neta – Prefeita de Botumirim Conselho Fiscal Efetivo (presidente) – Juvenal Alves dos Santos – Prefeito de Luislândia Conselho Fiscal Efetivo – Sandra Maria Fonseca Cardoso – Prefeita de Ibiaí Texto e fotos: Hebert Vinicius Via Ascom/Buritizeiro

Não dá mais! Chega de presidente genocida, irresponsável e incompetente. Fora Bolsonaro!

BH fará carreata pelo impeachment de Bolsonaro: “Pela saúde e pela vida!” – Ato está marcado para acontecer no próximo sábado “Chegou a hora de nos mobilizarmos pelo impeachment do Bolsonaro! Pela saúde e pela vida dos brasileiros! Vacina Já!”, diz a postagem que para convocar a população de Belo Horizonte a fazer uma carreata, no próximo dia 23, pelo impeachment de Jair Bolsonaro Internautas se mobilizam para realizar uma carreata pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O ato está marcado para o sábado da próxima semana (23) com concentração a partir das 16h, no Mineirão, na região da Pampulha. A gestão da pandemia do novo coronavírus por parte do governo federal, a “glorificação do autoritarismo” e o “extremismo” motivam a organização da carreata. “Chega de irresponsabilidade e incompetência! Chegou a hora de nos mobilizarmos pelo impeachment do Bolsonaro! Pela saúde e pela vida dos brasileiros! Vacina já”, afirmam os organizadores no perfil do Twitter. O aumento nos números de casos e mortes pelo novo coronavírus fará com que os manifestantes realizem a manifestação em veículos. Chega de negacionismo da pandemia! Chega de extremismo! Chega de glorificação do autoritarismo! Chega de irresponsabilidade e incompetência!Chegou a hora de nos mobilizarmos pelo impeachment do Bolsonaro! Pela saúde e pela vida dos brasileiros! Vacina Já! pic.twitter.com/liBX8wfapP — Impeachment Já, Pela Vida – BH (@forabolsonarobh) January 15, 2021 “Chegou a hora de nos mobilizarmos pelo impeachment do Bolsonaro! Pela saúde e pela vida dos brasileiros! Vacina já! Como estamos em meio a segunda onda da Covid-19, com o crescimento de casos em Minas Gerais, a única maneira de protestar com segurança é por meio de carreata. Vá de carro, moto ou bicicleta no Mineirão para concentração. Sairemos às 17h pontualmente”, convocam. Manifestantes vão se reunir no Mineirão (Reprodução/@forabolsonarobh/Twitter) A expectativa dos organizadores é de que outras cidades realizem o movimento pressionando o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) a abrir o processo de impeachment contra Bolsonaro. “Belo Horizonte vai começar o movimento! Não dá mais para sustentar esse governo que não governa e destrói o Brasil. #ImpeachmentJá #ForaBolsonaro”. ‘Só Deus me tira’ O presidente Bolsonaro já contabiliza 60 processos na Câmara dos Deputados que foram assinados por parlamentares, sociedade civil, partidos políticos dentre outros. Durante uma live realizada ontem (14) o presidente disse que tem pedido saúde a Deus para que possa cumprir o mandato. “Peço a Deus para me dar saúde para concluir os quatro anos de mandato. Só Deus me tira daqui. Tem uns 40 processo de impeachment. Algum é por corrupção, abuso de autoridade? É questão politiqueira”, disse. Redação com BHAZ

Apresentador do SBT que morreu de Covid-19 era a favor de tratamento precoce e contra lockdown

 Gusman compartilhava posts de Olavo de Carvalho e, sobretudo, críticas à postura de Joao Doria na condução do combate ao coronavírus O apresentador da TV Alterosa, afiliada do SBT em Minas Gerais, Stanley Gusman, que morreu na noite deste domingo (11), aos 49 anos, vítima de complicações causadas pela Covid-19, era a favor do tratamento precoce contra o coronavírus e contra o lockdown absoluto. Gusman compartilhava em sa conta do Twitter posts do guru bolsonarista Olavo de Carvalho e, sobretudo, críticas à postura do governador de São Paulo, Joao Doria, na condução do combate ao coronavírus. Guzman, que apresentava o programa Alterosa Alerta, estava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Villa da Serra, em Nova Lima, na região metropolitana de BH. O apresentador foi diagnosticado com Covid-19 no final do ano. Na segunda-feira (4) foi levado ao hospital e diretamente internado na UTI. Na quarta-feira seguinte, apresentou melhoras, mas, no dia seguinte, piorou novamente. A equipe médica esclareceu que Stanley teve uma infecção secundária, decorrente da COVID-19.

COVID-19 – Fim do auxílio emergencial deixa rastro de desamparo

 Fim do benefício em plena pandemia aprofunda incertezas de milhões de brasileiros. “A gente chegou ao desespero maior”, desabafa carroceiro A falta de carretos de entulho e poda para a carroça transformou o uso dessa ferramenta de trabalho de Cláudio Siqueira, de 41 anos, no principal meio de sustento dele, da mulher e da filha de 4 anos. Puxado por um cavalo magro e suado, o veículo rústico transporta agora lenha e restos de feiras, como frutas e hortaliças. São fontes essenciais de alimentos e combustível para a família, já que a última parcela de R$ 300 do auxílio emergencial que vinha sendo pago por meio da Caixa Econômica Federal foi resgatada no mês passado e o governo federal não manifestou intenção de renovação. A economia na casa de Cláudio se tornou geral. O medo da fome, real. Em vez de gás de botijão, a família usa lenha e a queima em um fogão improvisado em lata de tinta. Produtos de limpeza e alimentos são racionados ao máximo. Estudos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) avaliam que o auxílio deveria ser mantido enquanto houver pandemia, por questões sociais e também econômicas. “A gente chegou ao ponto do desespero maior, que é não saber se vai ter comida e leite para trazer para dentro de casa. Tudo que queria era trabalhar, mas não tem serviço. Não sei ser ladrão, o que sei fazer é trabalhar desde menino”, desabafa o carroceiro, morador da Vila Calafate (Oeste de Belo Horizonte), enquanto a filha o ajuda a acender o fogareiro e a mulher separa de um enxame de moscas os restos de melancias, couve e jiló de uma feira. Um relato de desespero e incerteza, realidade para parte dos 67,9 milhões de pessoas que sobreviveram até aqui durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) com o auxílio emergencial encerrado em dezembro, em meio ao desemprego e fechamento de atividades, necessário para o isolamento social. Nos primeiros cinco meses, desde abril, foram pagas parcelas do recurso no valor de R$ 600 (R$ 1.200 para mulheres chefes de família) e R$ 300 (R$ 600 para as que são arrimo de família) de setembro a dezembro. Do total de inscritos, 19 milhões passarão a contar apenas com o Bolsa-Família, enquanto 48,9 milhões, muitos deles informais, simplesmente não receberão nada. Em Minas Gerais, foram pagos R$ 26,4 bilhões a 6,4 milhões de cidadãos. A Caixa informou que um total de R$ 292,9 bilhões foram creditados, mas nem tudo chegou aos necessitados. Há estimativas de uma execução na casa dos 40%. O fim do auxílio fez despencar de R$ 300 para R$ 91 mensais a renda da doméstica desempregada Marlene Vaz da Silva, de 64, moradora da Vila São Vicente, no Padre Eustáquio, Região Noroeste de BH. “A comida já estamos espremendo na geladeira e na despensa, mas os remédios que tomo para controlar minha hipertensão e o diabetes não estou podendo comprar. Muitos não consigo nos postos de saúde, porque servem para aliviar dores. Não sei como é que vai ser”, disse a mulher, que mora com um filho de 32, soropositivo para o HIV, que vive de bicos e, segundo ela, precisa trabalhar para sustentar dois filhos e não ser preso por atraso nas pensões. “Assim, meu filho não consegue me ajudar. É só Deus e se, por misericórdia, continuassem com esse auxílio.” Sem recursos para o aluguel e com as contas de água e de luz vencidas, a dona de casa Rosângela da Cruz, de 60, tentou um ato desesperado. Invadiu com a filha, a neta e o genro um terreno público próximo à sua casa, no bairro Calafate (Região Oeste de BH), tentando com isso conseguir uma moradia própria antes que sejam despejados. “A dona do barraco já pediu ele de volta. Porque pago R$ 600 e não está sobrando R$ 200 para poder pagar. Agora, com o fim do ‘dinheiro do corona’ (auxílio emergencial), bateu um desespero nas famílias e uma porção de gente aqui do bairro tentou invadir esse terreno aí do lado”, disse. A tentativa de se instalar na área, no entanto, foi frustrada pela Polícia Militar, que agiu rápido e impediu a ocupação. Barracos erguidos com lona e paus terminaram derrubados e removidos por caminhões na quarta-feira. “A gente está assim, sem saber como fazer, para onde ir, porque não tem mais ninguém pela gente. Esse dinheiro era o que estava salvando a gente. Ficar sem foi um tapete que puxaram do nosso pé. Em casa está todo mundo desempregado, não tem mais trabalho. Esse era o único dinheiro que tinha”, disse a dona de casa. Biblioteca em risco A construção de uma casa incomum, sob uma mangueira plantada em canteiro público, no bairro Jardim América, na Região Oeste de Belo Horizonte, e o hábito de seus moradores de compartilharem livros doados com a comunidade chamaram a atenção na capital mineira em 2017. A iniciativa, contudo, foi reduzida a cinzas naquele mesmo ano, depois que um incêndio criminoso destruiu a habitação e seu acervo. Com ajuda da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e de voluntários, a biblioteca ressurgiu na confluência das avenidas Barão Homem de Melo e Silva Lobo, mas, devido à falta de trabalho e ao fim do auxílio emergencial, o idealizador da iniciativa pode perder sua casa novamente. O artista, restaurador, livreiro e cabeleireiro Klinger Douglas Rodrigues, de 45 anos, afirma que o espaço atraiu menos pessoas e, consequentemente, menos doações devido à pandemia e ao afastamento social imposto pelo novo coronavírus. O auxílio emergencial pago pelo governo federal o estava ajudando a manter o aluguel e as contas em dia, mas seu cartão de recebimento se quebrou e ele nada recebe há quatro meses. “Estou tentando de tudo nas regionais. Meu sustento vem de doações. As pessoas trazem para mim móveis velhos, restauro e os vendo. Se me dão três latas com um pouco de tinta, faço uma e vendo. Mas as pessoas que estavam em casa já se desfizeram de tudo e as compras caíram”,

Prefeitura de BH publica decreto com normas para o lockdown a partir de 2ª-feira

 Prefeito Alexandre Kalil afirma que índices de contaminação e ocupação de leitos estão no limite A prefeitura de Belo Horizonte oficializou, por meio de decreto, o fechamento de atividades consideradas não-essenciais, como lojas de roupas, salões de beleza, centros automotivos, entre outras. A decretação de um novo lockdown, assinada pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) já havia sido antecipada (bloqueio) na última quarta-feira (6) para tentar conter a disseminação do novo coronavírus e o aumento do número de casos da Covid-19. A justificativa é de que os indicadores da pandemia na capital estão em níveis preocupantes. Na ocasião, o prefeito informou, pelas redes sociais, que a capital mineira chegou “ao limite da Covid-19” e que, após uma reunião de governo, foi orientado a tomar a decisão de editar um decreto fechando todos os serviços não essenciais da cidade. Nos últimos dias, a ocupação de leitos na cidade tem batido recordes. As novas medidas entram em vigor na próxima segunda-feira (11). No decreto, a prefeitura afirma que as restrições foram decididas após a análise dos indicadores epidemiológicos que apontam para o recrudescimento do número de casos na cidade, levando em conta a capacidade da rede de assistência local. O Decreto nº 17.523 não determina o tempo que seguirá valendo, mas estabelece os horários de funcionamento dos estabelecimentos autorizados. Entre as atividades liberadas estão padarias, supermercados, farmácias, postos de gasolina, entre outros (veja abaixo quadro com a lista completa e os respectivos horários de funcionamento). “Chegamos no vermelho. O comerciante tem que se preparar, porque sexta-feira soltaremos um decreto voltando a cidade à estaca zero. São números impressionantes, houve uma importação de doença surpreendente. Temos casos de famílias inteiras, que passaram o Natal juntos, infectados e internados”, disse o prefeito na ocasião. De acordo com o mais recente boletim epidemiológico divulgado pela secretaria municipal de Saúde, até essa quinta-feira (7), Belo Horizonte contabilizava 66.916 casos confirmados da doença – dos quais 3.890 permaneciam em acompanhamento – e 1.923 mortes. A ocupação de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com a doença chegou a 85%, enquanto a ocupação de leitos de enfermaria estava na casa dos 62%. Prefeitura de BH publica decreto com normas para o lockdown a partir de 2ª-feira Prefeito Alexandre Kalil afirma que índices de contaminação e ocupação de leitos estão no limite Comércio no centro de Belo Horizonte terá horários específicos de funcionamento Comércio no centro de Belo Horizonte terá horários específicos de funcionamento (Adão de Souza/PNH) A prefeitura de Belo Horizonte oficializou, por meio de decreto, o fechamento de atividades consideradas não-essenciais, como lojas de roupas, salões de beleza, centros automotivos, entre outras. A decretação de um novo lockdown, assinada pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) já havia sido antecipada (bloqueio) na última quarta-feira (6) para tentar conter a disseminação do novo coronavírus e o aumento do número de casos da Covid-19. A justificativa é de que os indicadores da pandemia na capital estão em níveis preocupantes. Na ocasião, o prefeito informou, pelas redes sociais, que a capital mineira chegou “ao limite da Covid-19” e que, após uma reunião de governo, foi orientado a tomar a decisão de editar um decreto fechando todos os serviços não essenciais da cidade. Nos últimos dias, a ocupação de leitos na cidade tem batido recordes. As novas medidas entram em vigor na próxima segunda-feira (11). No decreto, a prefeitura afirma que as restrições foram decididas após a análise dos indicadores epidemiológicos que apontam para o recrudescimento do número de casos na cidade, levando em conta a capacidade da rede de assistência local. O Decreto nº 17.523 não determina o tempo que seguirá valendo, mas estabelece os horários de funcionamento dos estabelecimentos autorizados. Entre as atividades liberadas estão padarias, supermercados, farmácias, postos de gasolina, entre outros (veja abaixo quadro com a lista completa e os respectivos horários de funcionamento). “Chegamos no vermelho. O comerciante tem que se preparar, porque sexta-feira soltaremos um decreto voltando a cidade à estaca zero. São números impressionantes, houve uma importação de doença surpreendente. Temos casos de famílias inteiras, que passaram o Natal juntos, infectados e internados”, disse o prefeito na ocasião. De acordo com o mais recente boletim epidemiológico divulgado pela secretaria municipal de Saúde, até essa quinta-feira (7), Belo Horizonte contabilizava 66.916 casos confirmados da doença – dos quais 3.890 permaneciam em acompanhamento – e 1.923 mortes. A ocupação de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com a doença chegou a 85%, enquanto a ocupação de leitos de enfermaria estava na casa dos 62%. Com Agência Brasil e Prefeitura de Belo Horizonte