Aglomeração – No pior momento da pandemia, Dom Justino autoriza missas presenciais

 Arcebispo ignora a ciência e escancara as portas das igrejas para o novo coronavírus, que não para de matar seus membros. O diácono Vivaldo foi a nova vítima de Covid-19. Mesmo diante do caos provocado pela pandemia, o arcebispo de Montes Claros, Dom João Justino de Medeiros Silva, autorizou a abertura das igrejas, depois que o ministro Kassio Nunes, liberou a realização de missas e cultos religiosos em todo o Brasil. No comunicado enviado para os párocos e administradores paroquiais, Dom João Justino informa a retomada das celebrações presenciais a partir desse domingo (4), obedecendo as restrições da decisão de Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, indicado por Bolsonaro, que prevê que “sejam aplicados, nos cultos, missas e reuniões de quaisquer credos e religiões, os protocolos sanitários de prevenção, relativos à limitação de presença (no máximo, 25% da capacidade), além das medidas acima mencionadas, tais como: distanciamento social (com ocupação de forma espaçada entre os assentos e modo alternado entre as fileiras de cadeiras ou bancos), observância de que o espaço seja arejado (com janelas e portas abertas, sempre que possível), obrigatoriedade quanto ao uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel nas entradas dos templos, aferição de temperatura, fixadas estas como balizas mínimas”. Isso, mesmo num cenário em que o clero vem perdendo a luta contra o coronavírus. Centenas de padres, freiras, diáconos e bispos que atuavam em paróquias de todo o país já morreram vítimas da doença. Na última sexta-feira (2), o diácono permanente Vivaldo dos Reis Ferreira, de Montes Claros, perdeu a luta contra o vírus.   O Diácono Permanente Vivaldo dos Reis Ferreira faleceu no último dia 02 de abril, vítima de COVID. Ele estava hospitalizado há uma semana. (Foto: Arquimoc). Veja aqui a íntegra do comunicado

Agnaldo Timóteo, mineiro de Caratinga, morre com complicações da Covid, aos 84 anos

 Internado em 17 de março na UTI do hospital Casa São Bernardo, no Rio de Janeiro, artista mineiro de Caratinga, 84 anos, não resistiu às complicações decorrentes do coronavírus O cantor Agnaldo Timóteo não resistiu às complicações ligadas à Covid-19 e morreu, na tarde de sábado (3), vítima do coronavírus. O óbito do mineiro nascido em Caratinga, e que completou 84 anos em outubro passado, foi confirmado pelo sobrinho, Timotinho Silva, por meio das redes sociais. Timóteo estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Casa São Bernardo, no Rio de Janeiro, em estado grave desde 17 de março. Ele estava intubado e, nessa sexta-feira (2), familiares chegaram a pedir orações por sua recuperação. O artista já havia tomado a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus em 15 de março, mas contraiu a doença antes de desenvolver proteção para ela. Na ocasião, Timotinho Silva disse que o artista foi imediatamente levado ao médico quando surgiram os primeiros sintomas do mal. “Ele começou a sentir certas dores e a partir disso resolvemos levar para o hospital. Ele sentia dores no corpo, estava tossindo e tremendo um pouco a mão”, disse ele em entrevista ao Cidade Alerta (RecordTV) do Rio de Janeiro. Em 2019, o cantor chegou a ficar entre a vida e a morte. Ele apresentou quadro de vômito, glicemia baixa e pressão alta após um show em Barreiras (BA) e precisou ser internado por dois meses por causa de um princípio de acidente vascular cerebral (AVC) e um quadro de infecção urinária. Timóteo chegou a ficar em coma induzido na ocasião. Relembre a história de Agnaldo Timóteo Uma série de discos de sucesso lançados na segunda metade dos anos 1970 foi suficiente para inserir Agnaldo Timóteo entre os grandes cantores populares do Brasil. Antes, demorou para emplacar. Depois, não repetiu esses êxitos e teve uma carreira errática. Depois de perseguir por anos espaços em rádios, de cidade em cidade, o mineiro nascido em Caratinga, no dia 16 de outubro de 1936, gravou um disco de algum sucesso, com título ambicioso, “Surge um Astro”, em 1965. Este e o disco seguinte eram repletos de versões em português de hits internacionais. Mas um breve estrelato veio depois, com “Obrigado Querida”, em 1967. Entre as faixas, “Meu Grito” escrita por Roberto Carlos e rapidamente instalada no primeiro lugar em paradas por todo o país. Mas os lançamentos seguintes foram fracos, embora ele ganhasse mais espaço na mídia. Em 1972, seu sucesso com a canção “Os Brutos Também Amam”, de Roberto e Erasmo Carlos, o aproximou do emergente filão da música brega. No programa de Silvio Santos, chegou a cantar essa música dentro de uma jaula com um leão. Velho e meio banguela, mas ainda assim um leão. O grande salto na carreira foi em 1975, quando ele definitivamente mirou o público do som brega. Em comparação com fenômenos de venda do gênero, como Odair José, Waldick Soriano e Reginaldo Rossi, Timóteo tinha um diferencial: o vozeirão poderoso, com tons graves que alcançavam um volume impressionante. Em shows, gostava de dispensar o microfone por um momento e exibir toda a potência da voz. Veio então o álbum “A Galeria do Amor” (1975), com uma faixa-título que se tornou hino para fãs de canções de paixões derramadas. Timóteo ia além do romantismo habitual que tocava nas rádios, com letras pesadas, sobre casos mal-resolvidos e cenas dramáticas de amor louco e ciúme doentio. Até 1978, gravou um bom disco por ano, consolidando seu nome entre os grandes vendedores de LPs: “Perdido na Noite” (1976), “Eu Pecador” (1977) e “Te Amo Cada Vez Mais” (1978). Timóteo cumpria um marketing pessoal para transmitir a imagem de grande sedutor. Abelardo Barbosa, o Chacrinha, que gostava de dar aos artistas definições engraçadas e absurdas, certa vez anunciou Timóteo em seu programa como “o homem que tem o sexo na voz”. Mas o cantor não queria ficar restrito ao brega. Já em “Eu Pecador”, arriscou gravar Dolores Duran e Tom Jobim. Em 1979, gravou o primeiro de seus dois álbuns divididos com Angela Maria, que foi sua incentivadora desde os anos 1960. Com a ascensão dos artistas nordestinos e do rock brasileiro, seu apelo popular se diluiu na década de 1980. A partir dali, a carreira não emplacou mais, e não foi por falta de tentativas diversas. Gravou álbuns dedicados a Nelson Gonçalves, canções religiosas e sertanejo, entre outros tiros sem acerto. Foi em 1982 que uma outra faceta ganhou força, contribuindo para o enfraquecimento de seu apelo musical. Timóteo se candidatou a deputado federal pelo PDT do Rio de Janeiro e foi eleito para o Congresso, com meio milhão de votos, recorde no Estado. Apesar do desempenho pífio em Brasília, tentou ser governador no Rio em 1986, mas fracassou, com 109 mil votos. No total, disputaria 12 eleições, conseguindo se eleger em mais quatro oportunidades: deputado federal (PPR) em 1994, vereador em 1996 (PPB), no Rio, e duas vezes como vereador, após mudar para São Paulo, em 2004 (PP) e 2008 (PR). Em 2012, foi acusado de fraudar o painel eletrônico da Câmara Municipal paulistana, para registrar presença enquanto estava ausente do local. Ele nunca mais se reelegeu, chegando a um resultado quase vexatório em 2016, com menos de 5.000 votos, insuficientes para mais um mandato de vereador. Nos últimos dez anos, sua discografia se concentrou mais em lançamentos de coletâneas caça-níqueis, com antigos sucessos. Em 2017, contou em entrevista que teve relacionamentos com homens. Apesar de episódios de boatos sobre essas relações durante décadas, elas foram constantemente ocultadas para manter sua imagem de solteirão mulherengo. (Com Folhapress)

Estado ignora a pobreza do  Norte de Minas e deixa a região fora do programa Leite Novo

O Norte de Minas estará fora do Programa “Leite Novo”, lançado pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas (Idene) em substituição ao Leite pela Vida, que tinha sido criado em 2003 no Norte de Minas e depois ampliado para toda área mineira da Sudene. O Idene informou que esse programa atenderá as famílias que vivem em vulnerabilidade social em 134 municípios do Vale do Jequitinhonha e Mucuri, sendo que 10 deles atuarão como piloto. Serão aplicados os recursos estaduais e federal de R$ 16.575.932,82 em 12 meses. A alegação para retomada do programa é o avanço da pandemia da Covid-19 e a necessidade de ações de apoio à população mais carente. O programa poderá ser ampliado para o Norte de Minas numa etapa posterior. No ano de 2003 o Idene criou o Programa Leita pela Vida, que atendeu ate 150 familias até o ano de 2014. Depois sofreu interrupções e funcionou até 2019. O novo programa tem a previsão de que sejam adquiridos e doados 6,125 milhões de litros de leite para o reforço alimentar de 10 mil crianças nas escolas e 24,5 mil famílias atendidas nos Centros de Referências de Assistência Social (Cras). A compra do produto vai beneficiar cerca de mil agricultores familiares em um ano. O Edital de Credenciamento 001/2021 está aberto até 9/4 para que cooperativas e associações interessadas se inscrevam e apresentem a documentação exigida. O antigo Programa Leite pela Vida foi interrompido em 2019, para avaliação da melhor aplicabilidade de recursos federais e estaduais investidos. Com as mudanças propostas na forma de execução, o Programa Leite Novo pretende ser um importante aliado no desenvolvimento econômico e social das regiões. A expectativa é mitigar os danos causados pela pandemia aos agricultores familiares, por meio da compra do leite in natura e da distribuição nos equipamentos públicos de alimentação e nutrição para atender à população mais vulnerável. “Sabemos das dificuldades que muitas famílias estão passando, por isso o Idene retoma o programa do leite após revisão completa daquele que existia”, afirma o diretor-geral do instituto, Nilson Borges. O Idene abrange 258 municípios, enquanto a Diretoria Regional dos Vales compreende 134 dessas cidades. Grande parte delas apresenta Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo de 0,6, valor considerado baixo. Esse indicativo foi o que orientou a elaboração do edital. Após a consolidação do Leite Novo, há possibilidade de que o programa seja ampliado e se estenda aos demais municípios da área de abrangência do Idene, desde que haja disponibilização de mais recursos, conforme o diretor técnico do instituto, Onésimo Diniz. Via Jornal Gazeta

Zema ignora a verdade e a paz ao recusar assinar manifesto contra agressões e fake news

Governador de Minas não assinou carta em que governadores pediram providências a Bolsonaro sobre ataques – (foto: Alan Santos/PR) Documento foi assinado por 16 governadores, entre eles, Ronaldo Caiado, de Goiás, aliado do presidente Jair Bolsonaro Um manifesto assinado por governadores foi divulgado nesta segunda-feira (29/3), repudiando agressões e fake news contra chefes de Executivo estaduais. O documento teve adesão de 16 governadores, entre eles, Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás, aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Romeu Zema (Novo), representante de Minas Gerais, não assinou. Na carta, os governadores demonstraram preocupação com a “crescente onda de agressões e difusão de fake news que visam a criar instabilidade institucional nos estados e no país”. Eles pediram para que Bolsonaro e o Congresso Nacional tomem medidas para conter os ataques. Os governadores pediram paz para prosseguirem com os trabalhos e disseram, na carta, que há uma tentativa de “estimular motins policiais”. ”Os Estados e todos os agentes públicos precisam de paz para prosseguir com seu trabalho, salvando vidas e empregos. Estimular motins policiais, divulgar fake news, agredir governadores e adversários políticos são procedimentos repugnantes, que não podem prosperar em um país livre e democrático.” Os “motins” citados pelos governadores passam pelas críticas de bolsonaristas ao governador da Bahia, Rui Costa (PT), pela ação que resultou na morte de um soldado da Polícia Militar (PM), que teve um surto e efetuou disparos no Farol da Barra, um dos pontos turísticos de Salvador. Os ataques foram seguidos de afirmações – não comprovadas – de que o PM teria se recusado a “prender trabalhadores”. Em nota, o governo de Minas afirmou que “Zema acredita que o momento é de união em torno de soluções no combate à pandemia” e que o chefe do Executivo estadual vem participando de reuniões com todos os poderes. A resposta diz, ainda, que: “Para o governador, a atuação direta tem mais eficácia do que assinatura de cartas” e que “embates políticos devem ficar em segundo plano, com foco na solução de problemas”. Veja, na íntegra, a carta dos governadores Carta dos governadores: queremos verdade e paz! Os governadores manifestam sua indignação em face da crescente onda de agressões e difusão de fake news que visam a criar instabilidade institucional nos estados e no país. Vivemos um período de emergência na saúde, e a vida de todos os brasileiros está em grave risco. Os governadores, juntamente com os servidores públicos e profissionais do setor privado, estão lutando muito para garantir atendimento de saúde e apoio social à população. Enquanto isso, alguns agentes políticos espalham mentiras sobre dinheiro jamais repassado aos estados, fomentam tentativas de cassação de mandatos, tentam manipular policiais contra a ordem democrática, entre outros atos absurdos. Registramos especialmente o nosso protesto quando são autoridades federais, inclusive do Congresso Nacional, que violam os princípios da lealdade federativa. Conclamamos o Presidente da República, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, bem como o presidente do Supremo Tribunal Federal, para que adotem todas as providências de modo a coibir tais atos ilegais e imorais. Os Estados e todos os agentes públicos precisam de paz para prosseguir com o seu trabalho, salvando vidas e empregos. Estimular motins policiais, divulgar fake news, agredir Governadores e adversários políticos, são procedimentos repugnantes, que não podem prosperar em um país livre e democrático. Finalmente, sublinhamos a nossa gratidão a todos os servidores públicos e profissionais que têm atuado incessantemente para vencermos a pandemia. Merecem especial destaque as forças policiais, que têm a nossa solidariedade e apoio em relação a reivindicações justas quanto à vacinação, pleito em análise no âmbito do Ministério da Saúde pela Comissão Intergestores Tripartite – CIT. Brasília, 29 de março de 2021. Assinam esta carta: RUI COSTA Governador do Estado da Bahia FLÁVIO DINO Governador do Estado do Maranhão HELDER BARBALHO Governador do Estado do Pará PAULO CÂMARA Governador do Estado de Pernambuco JOÃO DORIA Governador do Estado de São Paulo RONALDO CAIADO Governador do Estado de Goiás MAURO MENDES Governador do Estado de Mato Grosso EDUARDO LEITE Governador do Estado do Rio Grande do Sul CAMILO SANTANA Governador do Estado do Ceará JOÃO AZEVÊDO Governador do Estado da Paraíba RENATO CASAGRANDE Governador do Estado do Espírito Santo WELLINGTON DIAS Governador do Estado do Piauí FÁTIMA BEZERRA Governadora do Estado do Rio Grande do Norte BELIVALDO CHAGAS Governador do Estado de Sergipe REINALDO AZAMBUJA Governador do Estado de Mato Grosso do Sul WALDEZ GOÉS Governador do Estado do Amapá Com Jornal Estado de Minas

Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão da garagem da Saritur/Transnorte

Os empresários e irmãos Rômulo e Robson Lessa, donos da empresa de transportes Saritur, que adquiriram a empresa de ônibus Transnorte, em Montes Claros, prestaram depoimento na tarde desta segunda-feira (29) na sede da Polícia Federal, em Belo Horizonte, durante três horas e meia. Eles são suspeitos de terem sido os responsáveis por organizar a vacinação clandestina de políticos e empresários mineiros contra a Covid-19, na noite do dia 23 de março, dentro de uma garagem da empresa, no bairro Caiçara, na região Nordeste da capital. O esquema veio à tona em uma reportagem publicada pela revista piauí, na última quarta-feira, dia 24. Leia também PSB denuncia ao Ministério Público empresários acusados de furar fila da vacina Os dois compareceram espontaneamente à sede da PF, acompanhados de um advogado. De acordo com uma fonte ligada às investigações, o conteúdo das mensagens trocadas nos celulares dos empresários e da esposa de Rômulo já foi analisado. Existe a suspeita de que a vacinação foi combinada e tudo indica que os suspeitos teriam importado as vacinas e pagaram R$ 600 por cada uma, sem a posterior doação para o SUS, conforme foi relevado pela Piauí. Além disso, a polícia já identificou as 57 pessoas que constavam em uma lista apreendida pelos policiais federais durante a operação Camarote, realizada na última sexta-feira, na garagem de uma das empresas ligadas à Saritur. Todas são suspeitas de terem sido vacinadas irregularmente e ainda serão intimadas para prestarem esclarecimentos. Durante as buscas, os agentes também tiveram acesso a uma postagem feita em uma rede social pela filha de um funcionário da Saritur, em que ela dizia “acordei com a notícia de que eu vou ser imunizada. Meu pai simplesmente comprou a vacina do Covid pra mim”. A jovem, que já apagou o conteúdo da mensagem, também deve ser intimada para prestar depoimento. A Polícia Federal trabalha com três linhas de investigação. A primeira seria a importação irregular dos imunizantes de procedência de países da América do Sul; a segunda linha é o possível desvio das vacinas, encaminhadas pelo Ministério da Saúde, de alguma unidade do Estado e a última hipótese é a possibilidade de fraude, caso as vacinas sejam falsas. Os agentes da PF ainda estão fazendo outras diligências e o prazo inicial para a conclusão do inquérito é de 30 dias. Procurada pela reportagem de O Tempo, a Saritur não se manifestou sobre a presença de Rômulo e Robson Lessa na sede da Polícia Federal. Durante o cumprimento dos seis mandados de buscas e apreensão executados pela PF na operação Camarote, a empresa afirmou que os nomes citados na reportagem da revista Piauí não fazem parte de seu corpo societário. “O assunto tratado na matéria é de total desconhecimento da diretoria”, diz o comunicado. Com informação do jornal O Tempo

ALMG propõe feriadão na semana que vem para conter avanço da pandemia em Minas

Presidente da Assembleia Legislativa, Agostinho Patrus, é o autor da proposta Ideia é emendar a Sexta-Feira Santa com o fim de semana, segunda, terça e quarta (7) A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) convocou reuniões extraordinárias para esta terça-feira (30). O objetivo é votar um projeto de lei que propõe antecipar três feriados do Dia de Tiradentes (de 2021, 2022 e 2023) para a próxima segunda-feira (5), terça-feira (6) e quarta-feira (7), respectivamente. Normalmente, o Dia de Tiradentes é comemorado no dia 21 de abril. A proposta foi elaborada em conjunto pelos deputados com o governo de Romeu Zema (Novo). Dessa forma, os mineiros ficariam seis dias em casa: da sexta-feira santa (2) até a quarta-feira (7). Em alguns casos a pausa pode ser maior, já que a quinta-feira (1º) é considerada ponto facultativo em Minas Gerais. “Minas Gerais passa hoje por um cenário de guerra, com um alarmante índice diário de mortes, o que exige dos Poderes Estaduais a adoção de medidas ainda mais enérgicas de combate à pandemia”, afirma nota conjunta divulgada pelo Governo de Minas e pela Assembleia Legislativa. “Com a permissão de alteração das datas dos feriados, [o projeto pretende] colaborar nas medidas de distanciamento social, que, além da vacinação e associadas às demais medidas não farmacológicas, são, até o momento, as estratégias mais efetivas para a redução da velocidade de contágio e de óbitos pela Covid-19”, justificou o presidente da ALMG, Agostinho Patrus (PV). A proposta foi apresentada nesta segunda-feira (29) e já vai ser votada nesta terça-feira (30), um indicativo da urgência dos deputados estaduais em ajudar a conter o avanço da Covid-19. A programação é que às 10h da manhã desta terça-feira seja realizada uma reunião especial para debater a proposição. Os deputados terão até o meio-dia para apresentar emendas. A votação deve ocorrer à tarde, após o relator, André Quintão (PT), emitir seu parecer sobre o projeto. Também está convocada uma reunião extraordinária para às 20h, o que é uma medida de segurança para garantir que o projeto seja votado nesta terça (30). Normalmente, um projeto demora semanas e até mesmo meses para ser aprovado. Após a eventual aprovação, é necessário que o governador Romeu Zema (Novo) sancione a proposição. Como ele participou da elaboração do texto, a tendência é que não haja nenhum obstáculo à sanção dele. Projeto também facilita contratação de servidores para linha de frente Outro ponto do projeto de lei 2.591/2021 é dar mais ferramentas para que o governo Zema contrate mão de obra para a linha de frente do enfrentamento à Covid-19. A ideia é permitir que o governo possa convocar profissionais de saúde voluntários, desde que eles sejam habilitados a atuar no combate à pandemia e também autorizar a contratação de estudantes da área de saúde como estagiários. Outra permissão proposta é que o governo estadual possa contratar de forma temporária profissionais da área de saúde que estejam aposentados. A justificativa para essa flexbilização na contratação de mão de obra é que a Fhemig abriu vários chamamentos públicos para contratar profissionais de saúde e mesmo assim não conseguiu contratar número suficiente de trabalhadores. Além disso, quem está na linha de frente atualmente está exausto. “Diante da gravidade desse contexto, o projeto de lei ora apresentado tem o intuito de contribuir para solucionar as dificuldades na contratação de profissionais de saúde e permitir a utilização de toda a mão de obra disponível para o enfrentamento da pandemia no Estado”, explica Agostinho Patrus (PV). Via Jornal O Tempo

Pai, jabuticaba voa? – Por Eduardo Fernandez, do site Congresso em Foco

 A pergunta foi feita na década de 1950 pelo Rui, um garoto traquina, morador no hoje município Varjão de Minas. Ante a resposta ele disse: “Não??? Então engoli um besouro!” Menos da metade dos eleitores brasileiros, esperançosos e enganados, ansiavam saborear uma jabuticaba – sério combate à corrupção, criação de milhares de empregos, fim da velha política, redução da violência, entre outros – e acabaram obrigando-nos a engolir um besouro – retrocesso no combate à corrupção, acobertamento do crime de rachadinha, apoio à velha política, nada de empregos, fortalecimento das milícias e, ainda, política genocida de (não) enfrentamento da pandemia! Por certo, mais uma promessa eleitoral não cumprida. Perdido e sem rumo, o Brasil não está andando em círculos; está numa espiral descendente. O século 21 avança, a inteligência artificial e a robótica roubam os já escassos empregos, a pandemia se agrava e a era do petróleo está acabando – não pela escassez do produto mas pelo reconhecimento crescente dos males que sua queima causa à saúde e ao ambiente. Muitos países já estabeleceram, para dentro de poucos anos, a proibição de veículos movidos por combustível fóssil, induzindo o investimento privado a alternativas. O Brasil, ofuscado pelo brilho das incertas promessas de riqueza vinda das profundezas do oceano, continua investindo na mercadoria condenada. Para justificar a ideia de que a riqueza do pré-sal é incerta basta lembrar da exploração de Carajás, que gera grandes lucros mas pouquíssimos empregos e nada, ou quase nada, em termos de melhoria de qualidade de vida. A ampliação dos usos da inteligência artificial e da robótica tenderá a destruir os tipos de empregos a que a pouco e mal educada população brasileira pode ter acesso, e nossos dirigentes continuam a crer num mito: o “crescimento da economia” seria a solução para o desemprego. Insistem em “reformas” cujos objetivos são “retomar a economia”, sem reconhecer, como já o fizeram vários ganhadores recentes do prêmio Nobel de economia, que na realidade não se sabe como promover o rápido crescimento. A “receita” tradicional falha com mais frequência que obtém êxito. Mudanças de orientação do FMI, do Banco Mundial e da OCDE atestam a necessária busca de outros caminhos. Nessa busca, quase todos os membros da ONU acordaram, em 2015, trilhar um novo rumo balizado por metas de melhoria de qualidade de vida a serem alcançadas até 2030: os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Alguns deles são: erradicar a pobreza absoluta e a fome; garantir o acesso à saúde e educação de qualidade; igualdade de gênero; energia limpa; saneamento. Cada um dos objetivos foi detalhado em metas claras e quantificadas. O Brasil poderia tomá-los como um Norte para se orientar, para sair dessa espiral descendente. Mas, embora signatário, em nosso país o tema saiu completamente da agenda. Esta, infelizmente, se reduz a escolher entre nomes, que tenderão a fazer promessas igualmente incertas. Lutar para realizar as reformas necessárias para alcançar aqueles 17 objetivos ainda em 2030 (apesar do tempo já perdido) poderia – deveria? – ser uma pauta a unir aqueles que preferem saborear uma jabuticaba a um besouro. Eduardo Fernandez Eduardo Fernandez Silva. Mestre em Economia, ex-professor da UFMG, da FGV-BSB, da UCB e do IESB. Foi técnico da Fundação João Pinheiro e secretário adjunto do Trabalho e Ação Social e de Assuntos Metropolitanos, em Minas Gerais. Primeiro diretor-geral do Sest-Senat, é autor de diversas publicações e consultor. Via Congresso em Foco

Minas recebe 475.600 novas doses de vacina para imunizar pessoas entre 65 e 69 anos

Desembarque do décimo lote acontecerá na manhã desta sexta-feira (26/03) (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)  O Governo do Estado recebe nesta sexta-feira (26/3) a décima remessa de vacinas para imunização da população mineira contra a covid-19. Serão 475.600 novas doses, sendo 116.600 da AstraZeneca e 359 mil da CoronaVac. “Estamos prontos para dar mais um passo na maior operação de vacinação da história de Minas”, destacou o governador Romeu Zema, por meio das redes sociais. “As 475.600 novas doses darão início à vacinação de pessoas com idade entre 65 e 69 anos”, detalhou Zema. Além disso, “o 10° lote de vacinas também continuará vacinando os profissionais da Saúde, as comunidades quilombolas e os idosos de 70 a 74 anos”, completou o governador. Seguindo o Plano Nacional de Imunização (PMI), do Ministério da Saúde, receberão as doses da CoronaVac 23% da população de 65 a 69 anos, 22% da população de 70 a 74 anos e 2% dos trabalhadores da área da Saúde. Já com as doses da AstraZeneca serão imunizados, nesta fase, 7% da população entre 65 e 69 anos, além de 37% das comunidades quilombolas. Todos os imunizantes recebidos nesta sexta-feira serão usados para aplicação da dose 1, seguindo nova orientação do Ministério da Saúde. Eles serão encaminhados às 28 Unidades Regionais de Saúde (URSs) do Estado, e, posteriormente, chegarão aos municípios, que são responsáveis pela aplicação das vacinas. Vacinados Nesta semana Minas Gerais ultrapassou a marca de 1 milhão de vacinados. Segundo dados do Vacinômetro, ferramenta que permite a qualquer cidadão acompanhar quantas pessoas já foram imunizadas e a quantidade de doses recebidas, até esta quinta-feira (25/3) 1.138.136 de pessoas receberam a primeira dose em todo o estado. Remessas recebidas 1ª remessa 577.480 doses da CoronaVac em 18/1/2021 2ª remessa 190.500 doses de AstraZeneca em 24/1/2021 3ª remessa 87.600 doses da CoronaVac em 25/1/2021 4ª remessa 315.600 doses da CoronaVac em 7/2/2021 5ª remessa 220.000 doses da AstraZeneca e 137.400 doses da CoronaVac em 23/2/2021 6ª remessa 285.200 doses da CoronaVac em 3/3/2021 7ª remessa 303.600 doses da CoronaVac em 9/3/2021 8ª remessa 509.800 doses da CoronaVac em 17/3/2021 9ª remessa 86.750 doses da AstraZeneca e 455.800 da CoronaVac em 20/3/2021 10ª remessa 116.600 doses da AstraZenca e 359 mil doses da CoronaVac em 26/3/2021 Total: 3.645.330 Na manhã desta quinta-feira (25/03), o nono lote começou a ser enviado para as 28 Superintendências Regionais de Saúde (SRSs) e as doses vão comtemplar idosos de 70 a 74 anos.

PSB denuncia ao Ministério Público empresários acusados de furar fila da vacina

O líder do PSB na Câmara, deputado Danilo Cabral (PSB-PE), apresentou na tarde desta quinta-feira (25), notícia crime ao Ministério Público (MP) contra um grupo de empresários que importou vacinas contra a COVID-19, de fabricação da empresa Pfizer, para imunização de políticos e empresários, bem como seus familiares. O fato ocorreu na cidade de Belo Horizonte. “Caso sejam os fatos comprovados, trata-se de grave e odiosa infração de medida sanitária, prevista no Código Penal”, afirma o líder do PSB. A ação também foi assinada por outros parlamentares da sigla: Lídice da Mata (BA), Denis Bezerra (CE), Ricardo Silva (SP), Camilo Capiberibe (AP), Milton Coelho (PE) e Tadeu Alencar (PE). Igor Versiani “Após informação veiculada na imprensa de que empresários do transporte de Minas Gerais haviam importado vacina da Pfizer para uso de um grupo seleto, fizemos articulação junto aos parlamentares do PSB na Câmara dos Deputados, e imediatamente, a bancada apresentou notícia crime ao MPMG para providências imediatas”, informou o suplente de deputado estadual do PSB mineiro, Igor Versiani. Segundo a reportagem da Piauí, a compra dos imunizantes da Pfizer foi organizada pelos irmãos Rômulo e Robson Lessa, donos da viação Saritur. A aplicação das primeiras doses teria acontecido em uma garagem da empresa do grupo, e o ex-senador Clésio Andrade, que já foi presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), também teria furado a fila da vacina. De acordo com a publicação, as doses foram adquiridas por R$ 600 para cada pessoa. Recentemente, o Congresso Nacional aprovou projeto de lei que autoriza a compra de vacinas contra a covid-19 pela iniciativa privada. No entanto, a lei é clara ao determinar que todas as doses adquiridas devem ser doadas ao SUS (Sistema Único de Saúde) até que os grupos de risco tenham sido totalmente imunizados no país. Aproximadamente 77 milhões de brasileiros fazem parte desses grupos, e até a última quarta (24), o Brasil só tinha vacinado 13,3 milhões de pessoas. A lei 14.125/21 autoriza que o setor privado doe somente 50% dos lotes adquiridos ao SUS, mas apenas quando a imunização prioritária estiver concluída no país, o que não é o caso. Além disso, a legislação determina que toda importação das doses de vacinas seja informada ao Ministério da Saúde detalhadamente, incluindo os contratos de compra e doação. De acordo com a nota da pasta enviada à Piauí, as doses contratadas da Pfizer/BionTech sequer chegaram ao Brasil. A Pfizer também negou que tenha realizado a venda ou distribuição de sua vacina fora do âmbito do Programa Nacional de Imunização. Na notícia crime apresentada pelo PSB, o líder do partido também reforçou que a legislação prevê que as vacinas sejam aplicadas em estabelecimentos ou serviços de saúde que possuem sala própria para a aplicação. “No entanto, a vacinação do grupo de empresários e políticos deu-se em uma garagem”, afirmou, com base nos relatos da revista. O parlamentar solicitou que o procedimento criminal fosse instaurado para apurar amplamente “os fatos narrados e adotar as providências legais pertinentes”. Veja aqui a íntegra da representação do PSB

Clésio Andrade, empresário vacinado às escondidas, foi vice de Aécio e Sócio se Valério

 Clésio Andrade teria colocado o publicitário para operar o caixa 2 na campanha à reeleição de Eduardo Azeredo ao governo do Estado em 1998 O empresário Clésio Andrade, 68, um dos vacinados contra Covid-19 gratuitamente e às escondidas em Minas Gerais, de acordo com reportagem da revista Piauí, foi vice-governador de Minas Gerais na gestão Aécio Neves entre 2003 e 2006, senador entre 2011 e 2014, além de já ter sido sócio do ex-publicitário Marcos Valério, conhecido pela participação no mensalão. Além disso, o empresário manteve a presidência da CNT (Confederação Nacional do Transporte) por 26 anos, entre 1993 e 2019, acumulando também a presidência dos conselhos nacionais do Sest (Serviço Social do Transporte) e Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte). Vacinação clandestina Empresários e políticos do ramo do transporte decidiram promover sua própria vacinação em Goiás com doses importadas da farmacêutica estadunidense Pfizer nesta terça-feira (23). O grupo dos privilegiados comprou doses por vontade própria em um período proibido por lei aprovada no Congresso Nacional e sancionada por Jair Bolsonaro. A revelação foi feita pela jornalista Thais Bilenky em reportagem publicada nesta quarta-feira (24) na Revista Piauí. Segundo a matéria, entre os beneficiados está o ex-senador Clésio Andrade (MDB), ex-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Andrade confirmou à Piauí que usufruiu das doses ilegais. “Estou com 69 anos, minha vacinação [pelo SUS] seria na semana que vem, eu nem precisava, mas tomei. Fui convidado, foi gratuito para mim”, declarou. Caixa 2 Clésio comprou participação em duas agências de publicidade de Belo Horizonte, SMP&B e DNA Propaganda, no início da década de 1990, e colocou o publicitário Marcos Valério para dirigir as duas empresas. O empresário teria colocado o publicitário para operar o caixa 2 na campanha à reeleição do ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo do Estado em 1998. De acordo com a denúncia do MP (Ministério Público) de Minas Gerais na ação, Clésio era o arrecadador da campanha do tucano e teria recebido R$ 325 mil (cerca de R$ 2,2 milhões em valores atuais), desviados dos cofres públicos do governo de Minas Gerais, como contraprestação pelos serviços feitos em parceria com Valério na agência de publicidade. Com informações do UOL