Aécio recebeu R$ 65 milhões em propina da Odebrecht e Andrade Gutierrez, diz PF

– Relatório da Polícia Federal conclui que o tucano Aécio Neves recebeu mais de R$ 65 milhões em propina da Odebrecht e da Andrade Gutierrez – Ao concluir o relatório final da investigação sobre as hidrelétricas do Rio Madeira, a Polícia Federal afirma que foi rastreado o pagamento de R$ 65 milhões em propina da Odebrecht e da Andrade Gutierrez ao tucano Aécio Neves. “Estão presentes indícios suficientes de autoria e de materialidade de que o deputado federal Aécio Neves da Cunha, ao receber valores indevidos no total de R$ 64.990.324,00 (sessenta e quatro milhões, novecentos e noventa mil, trezentos e vinte e quatro reais) do grupo Odebrecht e da construtora Andrade Gutierrez entre os anos de 2008 e 2011, praticou a conduta tipificada no art. 317 do Código Penal, e portanto, praticou o delito de corrupção passiva, com pena de 2 a 12 anos”, escreveu o delegado Bernardo Guidali Amaral na conclusão do relatório, segundo reportagem do O Globo. O inquérito foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ficará sob a análise da Procuradoria-Geral da República, que decidirá sobre o oferecimento de denúncia neste caso. De acordo com as investigação, doleiros ouvidos pela PF confirmaram ter viabilizado recursos para operadores de Aécio, utilizando o esquema de Dario Messer, o doleiro dos doleiros preso pela Lava Jato do Rio. A PF acusa Aécio, o empresário Alexandre Accioly, compadre e amigo de juventude do tucano, e o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. https://emcimadanoticia.com/2020/03/18/coronavirus-saiba-o-que-e-como-tratar-e-se-prevenir/
Minas Gerais é um dos estados mais vulneráveis ao coronavírus

O ministro da Saúde, Luiz Mandetta, traçou um quadro dramático sobre as condições do sistema de saúde de Minas Gerais e do Rio de Janeiro para enfrentarem a crise do coronavírus, segundo informa nesta quarta (18/3) a Folha de S. Paulo. Os dois estados são os que mais preocupam o ministério na propagação da epidemia. A matéria informa que Mandetta alertou para as condições de Minas e do Rio na reunião com ministros do STF e a cúpula do Congresso nesta segunda (16). Conforme revelou alguns dos presentes, o ministro disse que pacientes poderão, no limite, “invadir” o sistema de saúde de SP, mais aparelhado para enfrentar as possíveis consequências da doença. Já no Rio o fato de milhares de pessoas morarem em cubículos nas favelas, com até seis moradores dividindo um espaço de 30 m2, tornaria a disseminação do vírus avassaladora. O ministro não fez comentários específicos sobre Minas. Mas, obviamente, a conhecida penúria financeira do governo mineiro é um dos fatores que tornam o sistema de saúde no estado mais frágil para suportar a epidemia. Outros podem ser uma menor estrutura em relação a São Paulo e a existência de grandes favelas em várias cidades mineiras, especialmente na capital e região metropolitana. https://emcimadanoticia.com/2020/03/18/coronavirus-saiba-o-que-e-como-tratar-e-se-prevenir/
Após reajustes, governo federal pede ao STF para derrubar liminar que desobriga Minas a pagar dívida

O governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), pediu ao ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que torne sem efeito a liminar que desobriga Minas a pagar dívidas com banco. A informação é do jornalista Eduardo Costa, da Itatiaia. No documento, a AGU alega que o governo de Minas parece não precisar, já que concedeu reajuste para os servidores da segurança. Além disso, destaca que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) seguiu o mesmo caminho, ao autorizar aumentos para seus servidores, para os tribunais de Justiça, de Contas e ainda estendeu o reajuste para todo o funcionalismo (o que foi vetado pelo governador). Fux pediu para ouvir o presidente da ALMG, Agostinho Patrus (PV). Se o ministro aceitar a argumentação da AGU, Minas terá que voltar a pagar imediatamente a dívida, além de transferir R$ 17 bilhões para o governo federal. Via Rádio Itatiaia https://emcimadanoticia.com/2020/03/18/coronavirus-saiba-o-que-e-como-tratar-e-se-prevenir/
Mesmo reduzido, aumento para policiais vai comer quase toda a economia com regime fiscal

Embora Zema tenha voltado atrás na sua proposta de aumentar em 41,7% o salário dos agentes da segurança pública, os 13% de reajuste efetivamente concedidos podem passar de R$ 5 bilhões. É quase toda a quantia que Estado pretende poupar com o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), R$ 6 bilhões. Por Marcelo Gomes – Os Novos Inconfidentes De acordo com a Secretaria de Planejamento, o reajuste será válido a partir do segundo semestre deste ano. E apenas nesse período a nova despesa será de R$ 1,1 bilhão. A pasta não informou qual o impacto nos próximos anos. Imagina-se então que em um ano completo o acréscimo na despesa seja de cerca de R$ 2,2 bilhões. Esses valores correspondem a todos os servidores da área da segurança pública, como policiais militares, civis, bombeiros e agente penitenciários, da ativa e aposentados. A nova despesa vai comer a maior parte dos recursos que o governo Zema busca economizar com a adoção do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), cujo principal beneficio é a suspensão por até seis anos o pagamento com juros e parcelas da dívida que os mineiros possuem com Brasília. Seriam economizados R$ 6 bilhões. Entre as condições para a entrada de Minas no regime fiscal está a impossibilidade de concessão de aumentos salariais. Agora, a equipe econômica de Zema estuda se ainda é possível a entrada do Estado no socorro federal. Esta matéria foi feita com base no orçamento deste ano.
Governo Zema está acuado e nas mãos dos militares

– Bolsonaro tornou governo de Minas refém das forças de segurança – Por Carlos Lindenberg – Ao negar o pedido do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, de deixar à disposição a Força Nacional, em caso de motim das forças de segurança mineira, Bolsonaro estimulou o movimento que arrancou 43% de aumento do governador. Por Luis Nassif Ao negar o pedido do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, de deixar à disposição a Força Nacional, em caso de motim das forças de segurança mineira, Bolsonaro estimulou o movimento que arrancou 43% de aumento do governador. Depois, a resistência de Paulo Guedes impediu o aumento. E a inexperiência de Zema jogou o estado em uma grave crise política Entrevista com o jornalista político mineiro Carlos Lindenberg..
Zema tenta flexibilizar lei e autorizar barragens acima de comunidades

– Lei “Mar de Lama Nunca Mais” foi construída por projeto popular e tem como prioridade proteção à vida e ao meio ambiente – A intenção de ter uma lei melhor para a proteção de vidas e ambiente frente à mineração pode ir por água abaixo em Minas Gerais. A Secretaria de Meio Ambiente estadual tenta mudar pontos da lei “Mar de Lama Nunca Mais” através de uma regulamentação. A lei pode se tornar flexível a ponto de continuar autorizando barragens construídas diretamente acima de comunidades. Governo anuncia que vai reformular pontos da proposta. O nó da questão está neste momento nas mãos do Conselho de Política Ambiental (Copam), que recebeu da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável uma deliberação normativa. O conselho já aguardava que a secretaria mandasse orientações para a regulamentação da lei, que está em vigência desde fevereiro de 2019, mas entidades e conselheiros acreditam que o órgão extrapolou seus limites. A secretaria estaria mudando a lei e não a regulamentando. Um relatório do Ministério Público de MG traz apontamentos preocupantes: a secretaria estaria criando diversas exceções e tornando a lei muito “flexível”. Por exemplo, a deliberação normativa orienta que a as barragens serão classificadas de acordo com o volume armazenado quando for cadastrada, e não de acordo com sua capacidade. Essa mudança facilitaria os processos de alteamento de barragens – procedimento para ampliar a capacidade de armazenamento – quando a mineração já está funcionando. Regulamenta ainda a diminuição de direitos para comunidades atingidas, libera barragens que já tenham começado o processo de licenciamento e diminui a fiscalização. Quem pode criar e mudar leis, conforme destaca o MP, são os deputados estaduais, que aprovaram a Lei 23.291 por unanimidade, e não o Poder Executivo. Além disso, o Ministério Público relembra que o primeiro princípio da lei Mar de Lama Nunca Mais é que, para os empreendimentos minerários, é preciso priorizar a norma que mais proteja o meio ambiente e as comunidades. “O que põe por terra qualquer flexibilização que a Secretaria de Meio Ambiente pretenda”, destaca o relatório. População avançou, mas governo quer retroceder A conselheira do Copam pela ONG APPA, Maria Teresa Corujo, opina que apesar da regulamentação parecer “questão técnica”, o resultado vai beneficiar inúmeras barragens e projetos minerários que, inclusive, representam riscos diretos à população local. A proteção à vida é um princípio da Lei Mar de Lama Nunca Mais. “Com essa deliberação normativa, as barragens que já iniciaram a exploração minerária vão conseguir ampliação e alteamento mesmo existindo comunidades na zona de autossalvamento”, argumenta. Enquanto a lei proíbe que sejam construídas barragens acima de comunidades, a deliberação afirma que o governo pode conceder autorização a licenças que já foram iniciadas e que as barragens serão analisadas (para a licença) pelo volume no momento do cadastro, e não pela sua capacidade total. Teca discorda. “A sociedade tem que saber desde o início o tamanho da loucura”, defende. A barragem Córrego do Feijão, da Vale em Brumadinho (MG), por exemplo, teve nove alteamentos. “O que já estava funcionando, não há como apagar, mas a partir daqui essas barragens não poderiam mais ser licenciadas”. Outro prejuízo às comunidades, na opinião de Teca, é que as mineradoras ficam autorizadas a construir barragens nos territórios em que elas se apresentarem como proprietárias. Isso pode aumentar o assédio que moradores sofrem para vender suas propriedades. Governo pretende reformular DN O presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente, Renato Brandão, que participou da elaboração da deliberação normativa, afirma que a função dela é detalhar alguns pontos ambíguos da lei. E, principalmente, operacionalizar o Programa de Gestão de Barragens do estado, que funciona desde 2002. Para a elaboração da DN, Renato afirma que o grupo de trabalho – composto por vários órgãos estaduais como secretarias e Defesa Civil – se embasou na assessoria jurídica do governo estadual. Porém, pretendem reformular a deliberação normativa e apresentar uma nova proposta na próxima reunião do Copam. Para outros tópicos da lei que ainda precisam de regulamentação, há três grupos de trabalho – plano de ação de emergências, caução ambiental e aplicação de multas – criados por um decreto do governador Romeu Zema (Novo) e que finalizam suas atividades em maio. Relembrando por quais caminhos a lei passou O projeto da lei “Mar de Lama Nunca Mais” foi assinada por 56 mil pessoas e levada aos deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais depois que a barragem de Fundão, da mineradora Samarco, rompeu e destruiu a Bacia do Rio Doce. Por quase três anos o projeto “patinou” na assembleia e só foi aprovado, às pressas e por todos os deputados estaduais, depois de mais um grande crime socioambiental em Minas, o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho. O governador Romeu Zema (Novo) sancionou a lei em fevereiro de 2019, mas algumas regras não começaram a valer, pois precisam de regulamentação. Por exemplo, é preciso que o governo diga quais órgãos vão ser criados, ou receberão funções, e assim organize o estado para o cumprimento da nova lei. Para isso, a Secretaria de Meio Ambiente de MG enviou sua sugestão de regulamentação ao Conselho de Política Ambiental (Copam). O Ministério Público de MG pediu vistas ao processo. 5 maiores conquistas da lei Mar de Lama Nunca Mais A lei tem a intenção de ser mais rígida sobre a construção de barragens de rejeitos de mineração e quanto à fiscalização. O blog Lei.A e o MPMG elencaram as cinco grandes conquistas dessa lei: 1. Proíbe a construção de barragens quando houver comunidades em zonas de autossalvamento (região abaixo da barragem em que, no caso de rompimento, não haverá tempo suficiente para que a população seja socorrida). 2. Proíbe a construção de barragens sempre que houver alternativas técnicas mais seguras para a disposição de rejeitos (disposição a seco, a filtragem dos rejeitos arenosos e o espessamento dos lamosos, por exemplo). 3. Obriga o depósito de caução para cobrir qualquer possível dano. 4. Proíbe a concessão de licença para empresas que usem o método
Ministério da Saúde confirma primeiro caso de coronavírus em Minas

Paciente é de Divinópolis e esteve na Itália. Além de Minas, são 16 casos em São Paulo, três no Rio de Janeiro, dois na Bahia, um em Alagoas, um no Espírito Santo, e um no DF O Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de infecção por coronavírus em Minas Gerais em atualização na tarde deste domingo. Com esse já são 25 casos da COVID-19 no Brasil. Por meio de nota enviada às 18h43 deste domingo, a Secretaria de Estado de Saúde informou que foi comunicada do caso pelo Laboratório Hermes Pardini na última sexta-feira, dia 6. “Trata-se de uma mulher, de 47 anos, com município de residência em Divinópolis, que esteve na Itália, retornando à capital mineira em 02/03. No momento, a paciente apresenta sintomas leves (coriza, mialgia e sensação de mal-estar) e encontra-se em isolamento domiciliar”, informou a Secretaria. Mapa mostra casos de coronavírus em Minas Conforme a área técnica da secretaria, a coleta da amostra para exame foi feita na quinta-feira em Belo Horizonte, onde a paciente tem um imóvel. O material foi encaminhado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que homologou o resultado neste domingo. “A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais está preparada para receber este e novos casos de coronavírus e está tomando todas as medidas necessárias para prestar assistência à população e realizando vigilância epidemiológica da doença”, finaliza a Secretaria, que marcou uma coletiva de imprensa sobre a situação no estado para a tarde desta segunda-feira. O secretário Municipal de Saúde de Divinópolis, Amarildo Souza, também convocou uma coletiva para segunda-feira, quando vai apresentar detalhes das ações no município. Por meio de nota divulgada na noite deste domingo, a pasta municipal informou que a paciente apresentou os primeiros sintomas da COVID-19 no dia 5, fez os exames na capital e voltou para Divinópolis, onde se encontra em quarentena domiciliar. “Durante esse período, foi assistida por profissionais da Semusa, bem como todos que com ela tenham algum tipo de contato. Ela apresenta sintomas leves do COVID-19. Divinópolis foi um dos primeiros municípios a estabelecer o protocolo de atendimentos de casos suspeitos, ainda no mês de janeiro. Desde então, todos os casos suspeitos estão recebendo total atenção da Diretoria de Vigilância em Saúde”, diz a nota. A Secretaria também pede tranquilidade da população, uma vez que o caso vem sendo monitorado. O posicionamento também foi publicado no Facebook da prefeitura. Veja: De acordo com o balanço do Ministério, além de Minas são 16 casos em São Paulo, três no Rio de Janeiro, dois na Bahia, um em Alagoas, um no Espírito Santo e um no Distrito Federal. Em relação ao boletim anterior, divulgado no sábado, são seis novos casos: três em São Paulo e os outros no Rio, Alagoas e Minas. Neste último, são 122 casos suspeitos e 17 descartados. Ao todo no país há 664 casos suspeitos e 632 já foram descartados. A maior parte dos suspeitos se encontra em São Paulo (176), em Minas Gerais, no Rio de Janeiro (110) e no Rio Grande do Sul (88). O Maranhão é o único estado que não teve nenhum registro de suspeita até agora, de acordo com o ministério.
As peripécias de Aécio Neves no propinoduto da Cidade Administrativa completa uma década

– Aécio Neves organizou um esquema para fraudar licitações da construção da Cidade Administrativa, sede do Executivo estadual, segundo os delatores, Sérgio Luiz Neves e Benedicto Barbosa Júnior, o BJ: eles afirmaram que Aécio agiu para atender aos interesses da empreiteira Odebrecht nas obras da Cidade Administrativa, quando era governador de Minas Gerais, conforme revelou VEJA. Aécio também foi acusado por BJ, em sua delação, de receber quantias por meio de uma conta bancária em Nova York operada pela irmã, a jornalista Andrea Neves. Eles declararam e entregaram prova documental para corroborar as acusações. Conforme os delatores, no início de 2007, O cartel de empreiteira, criado no início do segundo mandato do tucano como governador, teria objetivo de descontar propinas dos pagamentos das obras. Como funcionava o esquema de Aécio na Cidade Administrativa de MG Existe pelo menos cinco inquéritos contra o senador Aécio Neves. Um deles foi a partir dos relatos de Sérgio Luiz Neves, superintendente da Odebrecht em Minas, e Benedicto Barbosa da Silva Junior. Trata de esquemas que funcionaram quando Aécio estava no segundo mandato como governador de Minas Gerais. Segundo os delatores, em 2007, o tucano operou para fraudar processos licitatórios, mediante organização de um cartel de empreiteiras, na construção da Cidade Administrativa, sede do governo. O objetivo, dizem os colaboradores, era obter propinas com as obras. A delação de um diretor da Odebrecht que envolve o ex-governador Aécio Neves no esquema de corrupção milionária para a construção da Cidade Administrativa pode ser a peça que faltava num quebra-cabeça que o Ministério Público de Minas Gerais tenta montar desde 2007, quando recebeu a denúncia de que as cartas estavam marcadas na maior licitação do governo da época. Naquele ano, a promotora Elisabeth Vilella recebeu em seu gabinete um diretor da empreiteira Convap, que fazia parte do Consórcio liderado pela Construcap, com a denúncia de que houve fraude na concorrência para a construção da Cidade Administrativa, que custou aos cofres públicos de Minas Gerais 2,1 bilhões de reais. O consórcio do qual faziam parte Construcap e Convap apresentou uma proposta que tinha o menor preço, mas ainda assim foi desclassificado. A Convap fez a denúncia ao Ministério Público e a Construcap foi à Juistiça e, mediante uma liminar, conseguiu ter seu nome incluído na relação dos licitantes. Mas, por uma decisão do governo, a licitação foi suspensa até que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais derrubou a decisão de primeira instância. Foi então que um representante do consórcio Construcap/Convap procurou o Ministério Público de Minas Gerais e denunciou a trama, num depoimento formal. O representante do consórcio deixou com a promotora Elisabeth Cristina dos Reis Villela o envelope com sua oferta na licitação. Era menor que todas as outras. Ao mesmo tempo, a Construcap continuou com seu recurso no Poder Judiciário. Três anos depois, a Construcap desistiu do recurso, na mesma época em que assinou com o governo de Minas Gerais o contrato de Parceria Público Privada para administrar o Mineirão pelos 25 anos seguintes. Com a desistência da Construcap na esfera judicial, o inquérito civil público perdeu força e, por decisão da promotora Raquel Pacheco, que havia herdado o caso, foi arquivado até o surgimento de novas provas. As novas provas surgem agora, na delação da Odebrecht. O presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Júnior, contou “se reuniu com Aécio Neves (PSDB-MG) para tratar de um esquema de fraude em licitação na obra da Cidade Administrativa para favorecer grandes empreiteiras”, segundo a Folha de S. Paulo. Depois da reunião, Benedicto foi orientado a procurar o presidente da Codemig (empresa do governo de Minas que construiu a Cidade Administrativa), que definiu o valor da propina a ser paga para o esquema de Aécio Neves: 2,5 a 3% do valor do contrato. O presidente da Codemig era Oswaldo Borges da Costa Filho, o mesmo que a Construcap denunciou em 2007, por fraude na licitação. “Com a delação da Odebrecht, a história fecha. Se quiserem esclarecer os fatos, é só desarquivar o inquérito civil, e acho que o Ministério Público de Minas Gerais não terá como fugir disso”, diz uma autoridade que acompanhou o depoimento do diretor da Convap. Oswaldo e um dos carros de sua coleção Oswaldo Borges da Costa Filho é genro do banqueiro Gilberto de Andrade Faria (banco Bandeirantes), que morreu em 2008 e era casado com a mãe de Aécio – portanto, padrasto do senador. Ele também foi “tesoureiro informal” da campanha de Aécio, segundo a denúncia de mais de um empreiteiro ouvido na Lava Jato. Ao tomar posse de seu primeiro mandato como governador de Minas, Aécio chegou à Assembleia Legislativa num Rolls Royce, que, soube-se depois, estava em nome do seu “tesoureiro informal”. Durante muito tempo, a Cidade Administrativa, que leva a assinatura de Oscar Niemeyer, foi a grande vitrine do governo Aécio Neves. Foi apresentada como resultado do “choque de gestão”, e quando ele a inaugurou, em 2010, convidou muita gente, inclusive o ministro do STF, Gilmar Mendes, ao lado de quem Aécio aparece na revista Fotos & Festa (estilo Caras, edição número 51, de março de 2010). Na mesma edição da revista, Aécio é retratado em outra solenidade, a de transmissão do cargo de governador para Antonio Anastasia. Numa das fotos, um Aécio sorridente está ao lado do amigo Luciano Hulk e da atriz Maitê Proença. Aécio deixou o governo, mas não a relação estreita com seu “tesoureiro informal”. Eleito senador, ele foi visto algumas vezes se deslocando no jato PT-GAF (as iniciais de seu padrasto, Gilberto de Andrade Faria, então já falecido). O avião particular, que alguns adversários chamavam de AeroAécio, pertencia a uma empresa que também estava registrada em nome do seu “tesoureiro informal” e de Cemente Faria — filho do padrasto de Aécio –, a Banjet. Ao se defender agora da delação do presidente da Odebrecht Infraestura, de que participou do conluio para beneficiar empreiteiras na construção da Cidade Administrativa, juntamente com Oswaldo Borges, Aécio divulgou em que nega as acusações e diz: “O edital de
Municípios de Minas registram pelo menos 9 suspeitas de infecção pelo coronavírus

– Prefeituras de Lavras e Juiz de Fora também confirmam a identificação de pacientes com sintomas da doença – Chega a nove o número de pacientes que receberam atendimento médico por suspeita de infecção pelo novo coronavírus em Minas Gerais. Esse número se refere aos casos confirmados em oito municípios do estado. Oficialmente, a Secretaria de Estado de Saúde confirma apenas duas suspeitas, conforme o boletim divulgado nessa quarta-feira. Tratam-se de duas pacientes de Belo Horizonte. Na noite passada, o prefeito de Lavras, no Sul de Minas Gerais, fez uma transmissão ao vivo pelo Facebook confirmando a investigação de um caso no município. “Ela esteve em duas localidades na Ásia, em Hong Kong e na Tailândia. Chegou de viagem ontem, apresentou alguns poucos sintomas gripais e ela mesma procurou o sistema de saúde. A Secretaria hoje foi acionada”, informou José Cherem, reforçando que é um caso isolado, sob suspeita e que não há motivo para pânico. “Ela chegou de avião, veio no seu próprio carro, não teve contato com ninguém, não frequentou nenhum ambiente público ou com muitas pessoas, voltou para a casa dela, ela mora sozinha, e vai ficar em quarentena por 14 dias”. Essa pessoa internada já passou por exames e vem recebendo tratamento. O prefeito de Lavras também informou que a Secretaria de Estado de Saúde foi acionada. Amostras biológicas colhidas da paciente foram encaminhadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, onde serão analisadas, conforme a Secretaria de Saúde de Lavras. A paciente se encontra em “gradativa melhora”. Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, uma paciente também vem sendo acompanhada. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a mulher chegou da Itália recentemente, apresentou sintomas em casa e foi internada no Hospital de Pronto-Socorro do município. “Os sintomas eram febre, dor de garganta, secreção clara. Seguindo o protocolo de isolamento, ela foi encaminhada ao Hospital João Penido, que é o centro de referência para o caso. A próxima fase será realização de testes”, informou a secretaria. Assim como em BH, o arcebispo metropolitano de Juiz de Fora, dom Gil Antônio Moreira, também informou que, havendo a suspeita de presença do novo coronavírus na cidade, fica determinado que não seja dado o abraço da paz durante a missa e que a comunhão seja oferecida aos fiéis apenas nas mãos, não diretamente na boca. Há também um caso em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A paciente, de 28 anos, deu entrada no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU).A mulher esteve na Itália entre os dias 13 e 21 de fevereiro. Chegou com sintomas compatíveis com a suspeita de infecção, sendo febre, tosse seca, dor de garganta e falta de ar leve. Amostras biológicas foram encaminhadas a Belo Horizonte. Como se proteger do coronavírus: Lavar as mãos constantemente Cobrir a boca e o nariz ao espirrar Evitar tocar olhos, nariz e boca Manter distância de pessoas que apresentem sintomas Não compartilhar objetos de uso pessoal “A paciente segue em suporte clínico e em plano de contingência de coronavírus. Encontra-se estável, com sinais vitais dentro do limite da normalidade, respira em ar ambiente sem necessidade de oxigênio suplementar, função renal e diurese preservadas e sem febre há 24 horas”, informou o hospital nesta quinta-feira. Varginha, no Sul de Minas, e Montes Claros, no Norte, também investigam casos, conforme apurado pelo Estado de Minas. Na primeira cidade, são três pessoas da mesma família que retornaram da Itália com sintomas da doença. Elas estão internadas no Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre. Já em Montes Claros, segundo informações repassadas pela Secretaria Municipal de Saúde nesta quinta-feira, o paciente é um jovem de 18 anos que apresentava sintomas leves de infecção respiratória e procurou o Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF). Ele também esteve na Itália e voltou no último dia 17 após passar pelos aeroportos de Roma, Turim e Milão. “As amostras laboratoriais foram coletadas e enviadas para análise para a Funed, por se enquadrar nos critérios de caso, e o hospital notificou a suspeita de Covid-19 (Coronavírus). O paciente foi liberado para isolamento domiciliar (quarentena) e está sendo acompanhando pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros”, informou a Secretaria, por meio de nota. Um outro rapaz, que tem 21 anos, também compareceu ao hospital nessa quarta-feira após viajar pela Itália. O estudante de medicina voltou no dia 18 e, ao ser avaliado pelo médico de plantão do HUCF, foi constatado que ele não apresentava nenhum sintoma para ser notificado com suspeita de coronavírus. “Assim, o paciente foi liberado para domicílio e descartada a suspeita”, diz a nota. A Prefeitura de Montes Claros informou que hoje será realizada uma reunião com representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Superintendência Regional de Saúde, Ministério Público e diretores de hospitais para discutir medidas para evitar o risco de contágio da doença. Quanto aos dois de Belo Horizonte, a Saúde Estadual informou que se tratam de duas mulheres que passaram por diversos países asiáticos neste ano. A primeira suspeita paira sobre uma mulher, de 57 anos, que apresentou os sintomas no último sábado (22). Ela viajou para Dubai em 25 de janeiro e passou pela Tailândia, Vietnã e Camboja, chegando ao Brasil em 17 de fevereiro. Dois dias depois, 19/02, seguiu para BH. A outra suspeição foi notificada à Saúde estadual na terça-feira. A mulher, de 25 anos, mora em Belo Horizonte, e apresentou os sintomas no sábado (22). Ela viajou, no último dia 4, para a Tailândia e passou por Vietnã e Singapura. Também fez conexão nos aeroportos de Abu Dabi e de Madrid, retornando ao Brasil na última segunda-feira. (Estado de Minas, com informações de Gabriel Ronan)
Norte de Minas tem 14 municípios na regularização fundiária rural

– Os municípios de Bonito de Minas, Campo Azul, Francisco Sá, Gameleiras, Ibiracatu, Jaíba, Josenópolis, Montalvânia, Montezuma, Pai Pedro, Santa Fé de Minas, Serranópolis de Minas, Ubaí e Verdelândia serão contemplados pelo Programa de Regularização Fundiária Rural e Terras Devolutas de Minas Gerais em 2020. São 50 municípios mineiros e a região ficou com 14. A secretária de Agricultura de Minas Gerais Ana Valentini destacou a importância da ação e relembrou que a regularização fundiária rural é um dos projetos que o governador Romeu Zema escolheu para acompanhar de perto. “O desafio é muito grande, mas estamos adotando total transparência para trazer justiça ao meio rural. Todos os estados que investiram no desenvolvimento da agricultura saíram na frente e, em Minas, não pode ser diferente. Em 2020, o programa contemplará 50 municípios”, afirmou. A estimativa é de que, nas áreas rurais mineiras, pelo menos 100 mil imóveis não estejam devidamente regularizados, o que impede que os produtores tenham acesso ao crédito rural e possam investir na melhoria dos processos produtivos dentro das propriedades. Além disso, a regularização também é fundamental para garantir segurança jurídica aos produtores e reduzir a possibilidade de que os proprietários das terras sejam alvo de golpes ou fraudes. O subsecretário de Assuntos Fundiários e responsável pela coordenação do programa, José Ricardo Ramos Roseno, explicou aos prefeitos que critérios como Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e tamanho da população rural de cada município foram levados em consideração para a escolha dos contemplados. Roseno ressaltou ainda que, em cada localidade, será realizada uma audiência pública para debater detalhes do processo de regularização fundiária rural, deixando claras as regras para a população. A partir de então, os cadastros começarão a ser feitos pela Emater. “A medição das terras por georreferenciamento começará logo em seguida, uma vez que o processo licitatório para a contratação do serviço já foi realizado”, adiantou Roseno. “O documento nas mãos do agricultor será um divisor de águas para a sua atividade e para toda sociedade”, comemorou. Via Jornal Gazeta