Dílson de Senhorinha assume definitivamente a Prefeitura de Bonito de Minas

Foi eleito e empossado como prefeito de Bonito de Minas, na noite de terça-feira, o vereador Dilson Barbosa Santana, o Dílson de Senhorinha. Ele terá um mandato de 10 meses, mas com direito a buscar a reeleição de mais quatro anos. Além do prefeito, também foi empossado o vereador Silvio Lopes Pereira como vice-prefeito. O novo prefeito pediu união de toda comunidade para ajuda-lo a administrar Bonito de Minas. Desde sua posse como prefeito interino e agora como prefeito eleito de forma indireta, pelos nove vereadores, Dilson Barbosa mudou apenas a chefia de Gabinete. Essa eleição extemporânea foi provocada pela morte do então prefeito José Pedro Pires da Rocha, no dia 17 de janeiro passado, quando sofreu um infarto em Brasilia. A morte de José Pedro alcançou repercussão nacional, pois ele estava em Brasilia, buscando recursos junto ao deputado federal Marcelo Aro, para ajudar seu município e tendo em vista a exiguidade do prazo para apresentar os projetos. Teve um AVC e mesmo socorrido, acabou falecendo. O seu enterro ocorreu no dia 18, com uma curiosidade: no cemitério que ele tinha construído e aguardava alguém morrer para ser inaugurado. A vida real representou o drama vivido pelo então prefeito Odorico Paraguassu, do seriado O Bem Amado, obra do escritor Dias Gomes, na década de 60. Leia também: https://emcimadanoticia.com/2020/01/23/prefeito-ze-galego-de-bonito-de-minas-morre-e-inaugura-o-cemiterio-que-ele-construiu/ Na eleição de 2016, Bonito de Minas reelegeu o prefeito José Reis Nogueira Barros (Zé Reis) e o vice-prefeito José Pedro Pires, para quatro anos de mandato, até o dia 31 de dezembro de 2020. Porém, o prefeito se licenciou do cargo em abril de 2018 para ser candidato e eleito deputado estadual. O vice-prefeito José Pedro assumiu a Prefeitura para encerrar o mandato e se preparava para buscar a reeleição, quando acabou morrendo. O vereador Dilson Santana tomou posse e agora será eleito para 10 meses de mandato, mas sabendo que será candidato a reeleição. Com informação do jornal Gazeta

Zema e outros governadores assinam carta contra falas de Bolsonaro: ‘Não contribuem para a democracia’

 – O chefe do Executivo estadual de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e outros 19 governadores assinaram uma carta aberta, nessa segunda-feira (17), reclamando das declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre alguns temas. – As reivindicações têm relação com o desafio feito pelo presidente para a retirada do imposto sobre os combustíveis. Além disso, os governantes questionaram as falas de Bolsonaro com relação à morte do ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Adriano da Nóbrega. O imposto citado pelo mandatário é o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O presidente quer que os governadores retirem a cobrança estadual, se isso ocorrer, Bolsonaro prometeu fazer o mesmo em âmbito nacional. “Eu zero o federal se eles zerarem o ICMS. Está feito o desafio aqui agora. Eu zero o federal hoje, eles zeram o ICMS. Se topar, eu aceito. Tá ok?”, disse o presidente. A proposta não é bem vista pelos governadores já que, segundo eles, o imposto é vital para a “sobrevivência dos Estados”. Quem assinou? No documento, os chefes do Executivo Estadual enfatizaram que as recentes declarações do presidente Bolsonaro “não contribuem para a evolução da democracia no Brasil”. Um convite para o que o presidente participe do próximo Fórum Nacional de Governadores foi feito no final da carta. O evento acontecerá no dia 14 de abril. Confira os governadores que assinaram a carta: Gladson Cameli (Progressistas-AC) Renan Filho (MDB-AL) Waldez Góes (PDT-AP) Wilson Lima (PSC-AM) Rui Costa (PT-BA) Camilo Santana (PT-CE) Ibaneis Rocha (MDB-DF) Renato Casagrande (PSB-ES) Flávio Dino (PCdoB-MA) Reinaldo Azambuja (PSDB-MS) Romeu Zema (Novo-MG) Helder Barbalho (MDB-PA) João Azevedo (Cidadania-PB) Paulo Câmara (PSB-PE) Wellington Dias (PT-PI) Wilson Witzel (PSC-RJ) Fátima Bezerra (PT-RN) Eduardo Leite (PSDB-RS) João Doria (PSDB-SP) Belivaldo Chagas (PSD-SE) Governadores que não assinaram: Ronaldo Caiado (DEM-GO) Mauro Mendes (DEM-MT) Ratinho Júnior (PSD-PR) Marcos Rocha (PSL-RO) Antônio Denarium (PSL-RR) Carlos Moisés (PSL-SC) Mauro Carlesse (DEM-TO) Morte do ex-policial No último sábado (15), Bolsonaro culpou a Polícia Militar da Bahia pela morte do ex-capitão Adriano da Nóbrega, suspeito do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. “Quem é responsável pela morte de capitão Adriano? PM da Bahia, do PT. Precisa falar mais alguma coisa?”, disparou. Além do assassinato de Marielle e Anderson, Adriano da Nóbrega era apontado como autor de outros homicídios, sendo um dos criminosos mais procurados do Estado do Rio de Janeiro – segundo a polícia do Rio, comandava o Escritório do Crime, formado por matadores de aluguel. Os governadores criticaram a afirmação do presidente dizendo que ele está se “antecipando a investigações policiais para atribuir fatos graves à conduta das polícias e de seus governadores”.

Presidente do STF tranca caixa preta das renúncias fiscais de Minas Gerais

Nesta segunda-feira (17/2) o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu que o governo mineiro pode continuar escondendo as informações sobre as renúncias fiscais que concede todo ano. Agora, nenhum cidadão poderá conhecer o quanto o governo estadual deixa de arrecadar para beneficiar setores econômicos e sem saber a contrapartida disso. Em meados do ano passado, um auditor fiscal de Minas entrou com uma ação popular no Tribunal de Justiça estadual solicitando o fornecimento de informações detalhadas a respeito das isenções fiscais. O Tribunal mineiro acatou o pedido, contestado pelo governo mineiro no STF. A alta corte da justiça brasileira decidiu revogar a decisão do Judiciário estadual. Na sentença do ministro Toffoli, ele argumenta que embora o cidadão possua o direito ao acesso às ações dos governos, as renúncias fiscais de Minas envolvem entes privados os quais têm o direito ao sigilo. “Não me parece adequado, contudo, que, sob a justificativa de se conferir transparência e publicidade a atos públicos e viabilizar o acompanhamento de programas e políticas fiscais instituídas o Poder Judiciário institua à Secretaria de Fazenda do Estado de Minas Gerais o dever de fornecer relatórios e documentos com informação plena, exata, detalhada e pormenorizada acerca das renúncias fiscais”, afirma Toffoli na decisão. As renúncias fiscais são umas das facetas ocultas da administração pública mineira. Todos os governos mineiros concedem benesses fiscais e os cidadãos não podem saber o real valor delas bem como os possíveis benefícios advindos. Toffoli veio a confirmar isso. A alegação do magistrado é mesma de sempre do Executivo estadual. Normalmente os governantes abrem mão de tributos para atrair empresas e gerar empregos. O argumento é que a renúncia seria compensada pelo aumento na arrecadação a partir de novos postos de trabalhos criados. Dados mais recentes do Tribunal de Contas estadual mostra que montante dos benefícios em 2016 foi de quase R$ 11 bilhões. Em 2017, o valor saltou para cerca de 17 bilhões; 2018, 14 bilhões. Somando tudo, o total de renuncias no triênio chega à cifra de 42 bilhões. Isso equivale a praticamente a arrecadação em um ano do principal imposto estadual, o ICMS. Em 2019, os deputados estaduais Guilherme da Cunha (Novo) e Sávio Souza Cruz (MDB) aprovaram um projeto, hoje transformado em lei, cuja finalidade é dar transparência às isenções fiscais. A norma determina ao governo comunicar à Assembleia o montante dos tributos não arrecadados e as consequências de tais medidas. Com a decisão de Toffoli, está incerta partir de agora a eficácia dessa legislação. Via Marcelo Gomes, do site Os Inconfidentes

Em estado de greve, professores da Unimontes podem parar se governo não cumprir acordo

 – Com o fim dos impedimentos da Lei de Responsabilidade Fiscal, categoria vai exigir que Estado cumpra acordo de greve, assinado em 2016 – * Por Waldo Ferreira A Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) notificou judicialmente o governo do Estado, exigindo o cumprimento do acordo de greve de 2016. A categoria está em estado de greve, mas não descartou, em assembleia realizada quarta-feira última, deflagrar a paralisação de fato, caso o governo se negue a cumprir o combinado. A medida estava condicionada à saída da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que se efetivou no dia 31 de janeiro, a partir de relatório fiscal demonstrando que o Estado saiu da situação de limite prudencial, que restringia gastos com pessoal e impactava negativamente nos salários dos professores. De acordo com o levantamento das contas do próprio governo, há uma folga de 1,3% no orçamento 2020 para investimento em folha. Com o fim da LRF, acabaram os impedimentos para o cumprimento do acordo, que prevê o pagamento das incorporações – Gratificação de Desempenho da Carreira de Professor de Educação Superior (GDPES) e Pó de Giz. Ambas representam a maior parte da recomposição salarial, cujo vencimento básico é menos que um salário mínimo. O acordo tem força de lei, pois foi homologado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A Adunimontes, inclusive, solicitou sua execução junto ao tribunal. O documento reivindica ainda o aumento do adicional de Dedicação Exclusiva (DE), que é pago a mestres e doutores, de 40% para 50%. Em síntese, a correção dessas distorções já compõe o estabelecimento da nova carreira, que precisa ser proposta via projeto de lei encaminhado pelo Executivo à Assembleia Legislativa, a exemplo do que o governo fez no caso dos servidores da segurança pública. De acordo com a presidente da Adunimontes, Ana Paula Thé, o Estado tem 30 dias a partir da saída da LRF para cumprir o acordado, mas esse prazo começa a ser contado a partir do dia 14 de fevereiro, data da notificação. A entidade está buscando apoio junto aos deputados e já protocolou pedido à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) para reunião com representantes do governo, mas ainda não obteve resposta. O reitor Antônio Alvimar se dispôs a apoiar a execução do acordado, visto que a reitoria anterior também assinou o acordo. NEGOCIAÇÃO COM A REITORIA – Sem os limites da LRF, a Adunimontes solicitou formalmente à reitoria o pagamento das DE´s já publicadas no Diário Oficial ou aprovadas no Conselho Universitário (Consul), além da reabertura do processo de concessão de novas DE`s. Ano passado, graças à mobilização feita pela entidade, a universidade retomou o pagamento desse adicional – que havia sido cortado – para uma parcela dos professores. Jornalista

Super aumento para segurança desorganiza totalmente as finanças do governo

O novo rombo de R$ 9,017 bilhões que está sendo armado no governo de Minas desorganizou todo o planejamento das já fragilizadas contas do Estado. Esse déficit se refere ao aumento de 41% concedido por Zema aos militares e agentes de segurança pública, ativos e aposentados. Segundo o secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, a ideia agora é reordenar as finanças para cobrir a nova despesa bilionária contratada pelo governador. Em conversas com jornalistas nesta quinta-feira (13/2), Gustavo não soube dizer qual será a fonte dos recursos. O projeto para o aumento é analisado pelos deputados. “Estamos vendo. Vamos fazer um rearranjo”, afirmou. O chefe das contas públicas explicou que a reformulação será realizada tendo em vista, por exemplo, recursos originários da operação do nióbio. Gustavo Barbosa é um economista de cunho técnico e austero. Agora ele enfrenta um grande desconforto dentro do governo. Afinal, ele sabe que as contas mineiras estão em estado de calamidade desde 2016. Perguntado se concorda com o aumento, ele se negou a omitir sua opinião pessoal: “Esse reajuste foi uma decisão de governo”, tergiversou. Com o super aumento salarial, as contas públicas estão agora à beira de um abismo. A principal despesa do Estado é a remuneração de funcionários. 74% de todos os impostos arrecadados em 2019 (R$ 67 bilhões) correspondem às custas com pessoal. Além disso, o déficit com a previdência deles somaram ano passado cerca de R$ 18 bilhões. Isso sem contas com o rombo das despesas correntes, as do dia-a-dia, projetado para este ano em R$ 13,3 bilhões. Caso os deputados aprovem o reajuste para os militares, a todas essas despesas serão acrescentados mais R$ 9, 017 bilhões. POLÊMICA NA EDUCAÇÃO Gustavo Barbosa foi à Assembleia nesta quinta para tratar sobre o orçamento da educação. A categoria afirma que o governo não pagou o mínimo constitucional da área em 2019, embora o Executivo alegue que sim. Segundo a Constituição Federal, os governos estaduais devem aplicar no mínimo 25% dos tributos arrecadados na educação. Ano passado deveriam ter sido investidos cerca de 13 bilhões. Dados da Secretaria de Fazenda mostram que até outubro foram destinados à área R$ 8 bilhões. Nos últimos dois meses, R$ 5 bilhões. “Como o governo conseguiu em dois meses fazer isso? Na educação, lá na ponta, esse dinheiro não chegou. Tem professor que até hoje não recebeu o 13° salário. Onde está esse dinheiro?”, questionou a deputada Beatriz Cerqueira (PT).”Isso nos leva a crer que o governo maquiou os dados. Colocou mais dinheiro na área da educação mas investiu em outras áreas”, disse a deputada. O Portal da Transparência mostra que com recursos da educação o Executivo investiu em transporte rodoviário, infraestrutura urbana e assistência médica. (…) Via Os Novos Inconfidentes

Zema quer privilegiar os militares com aumento estrondoso e menospreza professores

 – ‘Ninguém chama professor para acabar com greve da PM’ – Especialista analisa conflito histórico entre categorias A decisão do governador Romeu Zema (Novo) de priorizar o aumento para os servidores da segurança pública em detrimento dos professores, que estão em greve, traz à tona o conflito histórico entre categorias que compõem o Estado. Mesmo com a Educação paralisada em Minas, Zema enviou um projeto à ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) que propõe aumento de 45% para a Segurança. Professores, por sua vez, cobram do Governo explicações sobre o fato de 25% da categoria não ter recebido o 13º salário integralmente e a aplicação do piso salarial em Minas. Segundo o sociólogo e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Robson Sávio, que também é coordenador de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas, o Governo tende a se aliar ou se submeter às forças armadas, por conta do poder estrutural das polícias e das armas. Ainda de acordo com Sávio, falta força política para enfrentar a pressão das polícias. “Ninguém chama professor para acabar com greve da PM. Mas, a todo tempo, você vê a polícia intervindo em greve de professores, protestos, ações de movimentos sociais etc. A polícia ajuda a manter a ordem do Estado. Por isso, o Governo se alia ou se submete às polícias, criando privilégios para a área da Segurança Pública. Nenhum governador quer enfrentar um conflito desses”, diz o especialista. Em nota, o Governo de Minas se defendeu e justificou o aumento para a segurança pela redução dos índices de crime no Estado. Alegou também que o investimento na segurança ajudará no desenvolvimento econômico do Estado. Por fim, disse que manterá o diálogo com todas as categorias. Robson rebate e diz que o Estado deveria fazer valer da isonomia, quando se há igualdade no trato com as categorias. “Se o Estado funcionasse com esse princípio, as coisas se resolveriam. Mas como falar disso no Brasil atual se o Judiciário ganha muito acima do teto constitucional. A greve de professor pode durar meses, agora é possível conviver com um mês de greve policial? Os primeiros a gritarem seriam as elites, já que vivemos em um estado que protege mais algumas categorias sociais a detrimentos de outras. Nenhum governador quer passar por isso”, afirma. Histórico Para o especialista, o conflito de interesses não é novo e tende a piorar, conforme o governo que está no poder. “Desde a Proclamação da República, nós tivemos governos que ou se aliaram ou se submeteram aos militares. Isso é muito claro ao longo da história, os militares sempre fizeram parte do poder, em alguns governos com menor intensidade e em outros com uma maior”, explica Robson. Ainda de acordo com Sávio, além do poder representativo das armas, os militares conquistaram força política ao longo da história. “As forças armadas são instituições poderosas dentro do aparato estatal. Na verdade, nunca houve uma independência entre o governo e os militares, portanto o poder político que tradicionalmente sempre foi muito mais um poder derivado das elites e não das classes populares, sempre teve no setor militar uma estratégia para se manter em domínio. Hoje, o poder das forças e das armas é muito bem estruturado e tem uma representação política muito forte. Tanto é que você vê bancadas policias em câmaras municipais, assembleias e no congresso, até mesmo na presidência”, afirma. O professor explica que é desta relação de poder que surge os privilégios. “Historicamente o setor militar sempre tutelou o Governo. Professores, médicos, o pessoal da Fazenda, não têm essa força dentro da burocracia estatal e também não tem a força das armas. É ilusão pensar que um dia essas outras classes terão o mesmo poder da polícia em uma organização de Estado como a nossa”, conclui. Confusão na ALMG Deputados discutiram, nesta quinta (13), na Comissão de Fiscalização Financeira, o projeto de aumento para a Segurança proposto pelo Governo. A conversa sobre o tema gerou um clima de tensão no local. Professores foram à Casa para cobrar igualdade no trato com as categorias, enquanto agentes da força de segurança foram à ALMG pressionar os deputados pela aprovação da medida que prevê o aumento para a classe. O clima esquentou. Após gritos de “respeita os professores”, os agentes da segurança responderam aos berros que a pauta discutida na comissão era da polícia. A deputada Beatriz Cerqueira (PT) apresentou uma emenda ao projeto de Zema, que estendia o reajuste a todo funcionalismo do Estado. Ela foi criticada pelo deputado Sargento Rodrigues (PTB). “É demagogia, eu disse isso olhando para a deputada. É uma emenda que tem vício. O deputado não pode apresentar projeto de lei do governador que tenha impacto financeiro, ela sabia disso”, afirmou. Por fim, a medida foi rejeitada na comissão por 5 votos a 2. Em seu pronunciamento, Beatriz disse que Zema teria ignorado a defasagem salarial de todas as demais categorias e disse que propôs a emenda para discussão. “Vocês realmente acreditam que o governador cuidará de todas as carreiras?”, questionou. “Eu seria omissa se não trouxesse ao menos o debate”, disse Beatriz. Agora, a proposta seguirá para votação no plenário da Assembleia, onde a discussão também deve ser acalorada. ‘Sacrifício’ Os educadores se sentiram incomodados pelo fato de o governador exigir sacrifício aos profissionais da Educação ao propor o aumento para as polícias. “Lamento pela greve e conto com o sacrifício dos profissionais da área”, escreveu o chefe do Executivo mineiro nas redes sociais nessa terça (12). Conforme o Sind-UTE/MG (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), a categoria reivindica o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional, a defesa do emprego e “do direito a uma educação pública de qualidade social”. A coordenadora-geral do sindicato, Denise Romano, disse ao BHAZ que a categoria já se sacrificou demais. “Nós já estamos sacrificados há muito tempo. Estamos sacrificados por que temos uma lei estadual de 2015 que está sendo descumprida, por que a Constituição do Estado não está sendo cumprida em relação ao piso salarial profissional nacional ,

Governo de Minas prioriza segurança e não atende professores

 – Sem pagar 13º dos professores, Zema quer dar aumento de 42% para os policiais – ​Do Uol O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), propôs dar um aumento salarial de 41,7% para policiais civis e militares dividido em três parcelas. A decisão ocorre em meio à crise fiscal no estado, que está sem pagar o 13º dos funcionários públicos com remuneração acima de R$ 2.500. Se enquadram neste grupo os 200 mil professores que estão em greve. O ano letivo nas escolas estaduais, previsto para ter início esta semana, não começou. De acordo com o projeto de Zema enviado à Assembleia Legislativa, a primeira parcela de 13% de aumento para os policiais civis e militares será feita daqui a seis meses, em julho de 2020, mais 12%, em setembro de 2021, e 12% em setembro de 2022. Ao final, a iniciativa terá um custo estimado de R$ 9 bilhões, de acordo com o próprio governo estadual. A dívida atual de Minas Gerais é de cerca de R$ 230 bilhões. (…)

Pó parar, Aécio! Eike Batista revela propina de R$ 20 milhões para Aécio Neves

 – De acordo com Eike Batista, o dinheiro seria uma contrapartida pela ajuda do deputado Aécio Neves (PSDB-MG) às empresas do grupo do ex-milionário junto ao poder público, principalmente no estado de Minas. Entre os benefícios citados por Eike está a concessão de licenças ambientais – Em acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República, o empresário Eike Batista revelou o pagamento de R$ 20 milhões de propina ao atual deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG). De acordo com o empresário, o dinheiro seria uma contrapartida pela ajuda de tucano às empresas do grupo de Eike junto ao poder público, principalmente no estado de Minas. Entre os benefícios citados por Eike está a concessão de licenças ambientais. O empresário foi preso duas vezes, mas teve prisão revogada pelo TRF2 em agosto do ano passado. De acordo com o Ministério Público Federal, no total, Eike movimentou mais de R$ 800 milhões entre 2010 e 2013 em transações com indícios de manipulação do mercado de ações. À coluna de Bela Megale, o deputado Aécio disse, por meio de sua assessoria, que a “acusação é falsa e absurda” e que “jamais intercedeu em favor de qualquer interesse do Sr. Eike Batista”. “É lamentável que acusações levianas, como essa, sejam aceitas por autoridades sem a menor comprovação, exclusivamente para atender interesse de um réu confesso de inúmeros crimes e que, agora, busca obter benefícios através de falsas imputações que jamais serão comprovadas exatamente por serem falsas”, diz a nota.

Zema quer vender maior mina de nióbio do mundo, mas não sabe valor

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, quer vender a jazida, embora o governo não saiba quanto ela vale, o que pode render um prejuízo de bilhões de reais ao estado, segundo o Ministério Público de Contas – O endividamento de R$ 230 bilhões do estado de Minas Gerais é a justificativa do governador Romeu Zema (Novo) para pôr à venda a estatal responsável pela mais importante mina de nióbio do mundo, a de Araxá (367 km de Belo Horizonte). Zema quer vender a jazida embora o governo não saiba quanto ela vale, o que pode render um prejuízo de bilhões de reais ao estado, segundo o Ministério Público de Contas. A informação é do Portal UOL. O governo não conhece o potencial financeiro da jazida porque ela seria “tutelada” por uma empresa privada, a gigante de mineração CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração) —que pertence à família Moreira Salles, proprietária do banco Itaú—, também dona de uma jazida em Araxá.

Empresa de Salim Mattar, o cara das privatizações, cresce com benesse do Estado e desvio de função

– O mineiro Salim Mattar se tornou uma figura icônica no empresariado, criador de uma marca nacional, Localiza, e um dos porta-vozes no país do pensamento ultraliberal, cujas ideias vem adotando como secretário de desestatização do governo Bolsonaro. Ele defende privatizar “tudo” e deixar o mercado reger a economia, como reiterou nesta segunda (27) à rádio Itatiaia. Por isso muita gente deve estar boquiaberta, e decepcionada, com a revelação na Folha de S. Paulo de que o sucesso comercial de sua empresa está montando em cima de um típico esquema de capitalismo de Estado, via subsídios fiscais. O esquema da Localiza é de matar qualquer empresário de inveja. Segundo a Folha, ela e duas concorrentes (Unidas e Movida) compram carros muito barato, beneficiando-se do programa que permite a empresas e grupos como taxistas e deficientes comprar diretamente das fábricas com alíquotas menores de ICMS e IPI. Além das benesses fiscais, as locadoras obtém descontos de até 15% por serem grandes compradoras – aliás, as maiores no país a essa altura do esquema. Depois elas revendem os carros a preços de mercado. O negócio é tão bom que já gera a maior parte das receitas. Nos balanços corporativos de 2019, ainda conforme a Folha, as vendas de carros usados representaram de 51% a 60% da receita bruta. Ou seja, elas faturam mais com o comércio de seminovos do que com o aluguel de veículos. São mais revendedoras do que locadoras. Um caso de desvio de atividade-fim ou missão empresarial. E talvez de concorrência desigual. Elas estão competindo em condições super favorecidas ou privilegiadas com milhares de empresários que atuam no mercado de carros usados, a maioria de pequeno porte. Será que todos os revendedores têm acesso aos mesmos benefícios de compra? A mais favorecida de todas, por ser a maior, a Localiza viu a sua receita líquida crescer 30% nos últimos cinco anos, segundo declarações do diretor Paulo Henrique Pires ao site Mercado & Eventos. Desde 2017 ela ocupa uma sede própria e novinha com 25 andares, expressão imponente da sua grandeza e poderio econômico. Que deve continuar. Apesar do discurso radical de Mattar contra o Estado, não há risco de que o processo de desestatização que ele gerencia em Brasília venha a afetar o super negócio da Localiza. O chefe imediato do secretário, ministro Paulo Guedes, já desistiu de mexer na caixa preta dos subsídios fiscais; adiou o assunto espinhoso para 2026, ou seja, para o final de um possível segundo mandato do atual governo. A privatização avançará a passos largos, alcançando “o máximo possível” de empresas segundo Mattar. Para a população o liberalismo chega cada vez mais forte, desde a reforma trabalhista no governo Temer. Mas, para a empresa do secretário e outros grandes empresários, o capitalismo de Estado não tem data para acabar. E salve Nossa Senhora da Hipocrisia! Por Raquel Faria – Via Os Inconfidentes