Chorando de dor, Bolsonaro liga para seu médico: “Estou morrendo. A coisa está ruim’

Em entrevista ao jornal O Globo, o médico Antônio Luiz Macedo, que acompanha Bolsonaro, disse nesta quarta-feira (5) que foi comunicado pelo próprio presidente sobre a obstrução intestinal que manteve o mandatário internado por dois dias no Hospital Vila Nova Star, na Zona Sul de São Paulo, após o retorno das férias em Santa Catarina. Segundo Macedo, Bolsonaro ligou chorando de dor. Falou “estou morrendo, Macedo. A coisa está ruim”. De acordo com o médico que atende Bolsonaro desde a suposta facada em 2018, a obstrução intestinal foi provocada por “camarão não mastigado corretamente”. O próprio Bolsonaro explicou o episódio, durante a entrevista coletiva: “eu não almoço, eu engulo. A peixada tinha uns camarõezinhos também, comi e mastiguei o peixe e comi o camarão”. E dai? Relembre algumas falas de Bolsonaro “Essa é uma realidade, o vírus tá aí. Vamos ter que enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, porra, não como um moleque”. “Vamos enfrentar o vírus com a realidade. É a vida. Todos nós iremos morrer um dia” “Ô, ô, ô, cara. Quem fala de… eu não sou coveiro, tá?”. “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”.

Bolsonaro tenta o truque da facada mais uma vez nas eleições de 2022

Pelo Twitter, o presidente Bolsonaro anuncia que recebeu alta na manhã de quarta-feira (05/01/2021) Um raio caiu duas vezes em um mesmo lugar? O presidente Jair Bolsonaro (PL) quer provar que sim, que esse fenômeno pode se repetir ad eternum. Para isso ele usará o truque da facada que o elegeu em 2018, isto é, o mandatário pretende requentar o assunto nas eleições deste 2022. A palavra “truque” foi usada pelo pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que, na disputa de quase quatro anos atrás, foi fulminado pela armação do agora suspeito ex-juiz Sergio Moro (Podemos) e da suposta facada. “Uma dor de barriga conveniente e o desprezo de Bolsonaro pelo Nordeste some do noticiário”, disse nesta terça-feira (04/01) o petista, sugerindo mais um “truque” eleitoral do inquilino do Palácio do Planalto. Para dar o ar de gravidade e veracidade de sua enfermidade, o presidente Jair Bolsonaro se internou no Hospital Nova Star, em São Paulo, no primeiro dia útil do ano (03/01) e mandou chamar às pressas o cirurgião Antônio Luiz Macedo, que se encontrava em férias nas Bahamas. O médico o acompanha desde 2018, após o que se convencionou chamar de “atentado”. As fortes dores abdominais de Bolsonaro podem ser apenas prisão de ventre devido à farra do presidente que, em férias, abusou de frituras, refrigerantes e camarões. Tudo pago com o cartão corporativo da Presidência da República. Haddad recorreu a uma “fact-checking” para suspeitar da “doença” de Jair Bolsonaro no primeiro dia útil de trabalho. “Segundo uma agência de checagem, 606 declarações feitas por Bolsonaro em 2019 foram classificadas como falsas, média de 1,6 mentira por dia. Em 2020, o número subiu para 1.592, ou 4,36 por dia, e em 2021 foram registradas 2.516 falas mentirosas, elevando a média DIÁRIA para 6,9”, escreveu o candidato a presidente do PT em 2018, Fernando Haddad, que diz farejar de longe como ninguém um mentiroso. Dito isso, a Polícia Federal, transformada em braço político de Bolsonaro, escolheu o delegado Martin Bottaro Purper para reabrir o inquérito da suposta facada desferida por Adélio Bispo Oliveira, em 6 de setembro de 2018, no município de Juiz de Fora (MG). O policial federal terá a tarefa de decifrar em ano eleitoral [sic] se Adélio Bispo contou com a ajuda de terceiros ou agiu a mando de alguém, embora em duas investigações a PF já tenha concluído que ele cometeu o crime sozinho. Com idas e vindas, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou a reabertura do caso –que ainda depende de um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e poderá também chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF). Se fosse nos Estados Unidos, a legislação jamais permitiria tal casuísmo com a clara intenção de modificar o resultado eleitoral em curso. Mas estamos no Brasiiiilllll. Se o então juiz Sergio Moro fez o que fez na eleição passado, mandando prender o principal opositor político para depois virar ministro, imagina o que está por vir por aí… O diabo é que a velha mídia corporativa, ao invés de tratar esse tema como denúncia grave, fraude, mentira, “fake news”, truque, doura a pílula para transformar mais esse golpe em notícia factual. Não é! Os jornalões seguem célere para mais uma cumplicidade com Bolsonaro. Blog do Esmael

Ivete Sangalo puxa coro e dança ao som de ‘Ei Bolsonaro, vai tomar no cu’

Criticada algumas vezes por não se posicionar politicamente, Ivete Sangalo tem viralizado nas redes sociais com um vídeo em que incentiva o público a puxar coro contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). Em um show realizado ontem em Natal, no Rio Grande do Norte, a cantora dançou com os fãs gritando “Ei Bolsonaro, vai tomar no cu”. No vídeo, que circula nas redes sociais, Ivete provoca o público a gritar mais alto. “Não ouvi”, diz a cantora, que provoca: “Tá baixinho”. .”[Ele] Vai acabar escutando de tão alto que foi”, conclui a artista, aplaudida pelos fãs.    

Michelle perde ação contra revista que insinuou caso com Osmar Terra

“Não provou que mentiu”  – A primeira-dama da República, Michelle Bolsonaro, foi derrotada em ação na Justiça de São Paulo (número 1002144-76.2020.8.26.0050) contra o jornalista Germano Oliveira e a revista “Isto É”. Michelle buscava a condenação dos acusados por injúria e difamação, alegando que o jornalista teria insinuado, em reportagem publicada no dia 21 de fevereiro de 2020, que ela manteria um caso extraconjugal com o ex-ministro da Cidadania Osmar Terra (MDB-RS), o que seria mentira. No último dia 17, no entanto, a 1ª Vara Criminal de São Paulo rejeitou a denúncia (queixa-crime) e extinguiu a ação antes mesmo de chamar o jornalista para se defender. É que a Justiça entendeu que Michelle Bolsonaro e Osmar Terra (que também é autor da denúncia) não conseguiram demonstrar qualquer mentira, injúria ou difamação que tenha sido publicada pela revista e por Germano Oliveira, muito embora classifique a reportagem como “fofoca”. Leia, abaixo, trecho da decisão: Não se nega que a matéria mais se pareça com uma espécie de “fofoca”, mas não está apta a ensejar a condenação do querelado por prática do crime de injúria, nem mesmo a dar início a uma ação penal. Ainda que os querelantes (Michelle e Osmar Terra) tenham se sentido ofendidos, no cotejo entre o direito à honra e o direito de informar, este último prepondera sobre o primeiro, posto que não se comprovou com a inicial (denúncia) que as informações transmitidas são inverídicas. Na queixa-crime de Michelle e Osmar, os dois já admitiam que a publicação da revista não afirmava com todas as letras que eles estavam tendo um caso amoroso. Ainda assim, segundo afirmavam, construção textual utilizada por Germano Oliveira teria como objetivo insinuar que a primeira-dama estaria sendo infiel em relação ao marido. Leia, abaixo, a acusação no processo judicial: Os RÉUS (Germano Oliveira e “Isto É”) veicularam notícia puramente especulativa sobre a integridade e caráter da AUTORA (Michelle Bolsonaro), afirmando ao leitor de maneira sorrateira e tendenciosa que havia sido infiel em seu matrimônio. Em outras palavras, que em razão de um suposto caso extraconjugal da AUTORA com o ex-Ministro da Cidadania Osmar Terra, o Exmo. Sr. Presidente destituiu este do cargo e passou a se esforçar “para vigiar a mulher de perto” “instalando-a” na Biblioteca do Planalto. Não poderia ter sido mais ardil o meio de manipulação da informação pelos RÉUS na publicação dessa notícia, dado o fato de que se utilizou de TÍTULO INDUTIVO para levar o leitor à conclusão de que a AUTORA havia traído seu marido, o Exmo. Sr. Presidente. A Justiça, entretanto, não enxergou crime algum, como se lê em mais um trecho, transcrito abaixo: Não restou evidenciada a vontade específica de macular a honra dos querelantes (Michelle e Osmar), pois a matéria tratou de meras atividades da querelante, primeira-dama, figura pública, sujeita à exposição de sua vida pública e pessoal, mas não possui nitidamente conteúdo ofensivo, tanto é assim que os próprios querelantes ressalvam que a matéria foi escrita de forma dissimulada, ou seja, não se trata de ofensa direta. A decisão judicial, por fim, traz ainda uma lição a Michelle e Osmar sobre liberdade de expressão e direito de informar, que segue abaixo: Sem a liberdade de manifestação e de opinião não há democracia. Somente o acesso a informação viabiliza a oportunidade de desvendar fatos ocorridos e a formação de um juízo de valor, sendo função primordial da imprensa denunciar o mal e abrir debate a respeito de temas relevantes para a sociedade. É importante considerar, a propósito, que, no que se refere às pessoas públicas, que exercem cargos políticos ou não, como o caso da querelada, ocupante do posto de primeira-dama, o grau de resguardo da intimidade não é o mesmo da pessoa comum. A invasão da privacidade é de certa forma consentida, ainda que de forma tácita, quando se trata de pessoa pública. Via: DCM

Bolsonaro recusa ajuda humanitária da Argentina às vítimas das chuvas na Bahia

Governo baiano afirmou que recebeu um documento do consulado argentino informando a decisão da União O Ministério das Relações Exteriores negou autorização do envio de ajuda humanitária por parte do governo da Argentina às vítimas das enchentes na Bahia, segundo informou, em nota, o governo do estado. De acordo com o comunicado, o governo argentino se colocou disposto a enviar imediatamente ao sul da Bahia uma missão com profissionais especializados nas áreas de água, saneamento, logística e apoio psicossocial para as vítimas dos estragos que foram causados pelas fortes chuvas no estado. O governo baiano afirmou que recebeu um documento do consulado argentino informando a decisão da União na noite desta quarta-feira (29). Na dispensa aos esforços do país vizinho, o governo brasileiro afirmou que a crise na Bahia está “sendo enfrentada com a mobilização interna de todos os recursos financeiros e de pessoal necessários”. O país nos ofereceu envio imediato de uma missão com dez profissionais especializados nas áreas de água e saneamento, logística e apoio psicossocial para vítimas de desastres. Isso inclui, por exemplo, a oferta de comprimidos para potabilização de água. — Rui Costa (@costa_rui) December 29, 2021 No documento em que recusa a ajuda da Argentina, o governo Bolsonaro, como justificativa para recusar a ajuda, afirma que os recursos federais e de pessoal são suficientes para a crise humanitária que assola a Bahia. “Na hipótese de agravamento da situação, requerendo-se necessidades suplementares de assistência, o Governo brasileiro poderá vir a aceitar a oferta argentina de apoio da Comissão Capacetes Brancos, cujos trabalhos são amplamente reconhecidos”, diz outro trecho do documento. Rui Costa: Bolsonaro “não demonstra nenhum sentimento em relação à dor do próximo” Em meio à tragédia provocada pelas enchentes no sul da Bahia, o governador do Estado, Rui Costa (PT), afirmou que lamenta o desprezo de Jair Bolsonaro (PL), que passa férias em Santa Catarina, e disse que o presidente “não demonstra nenhum sentimento em relação à dor do próximo”. “O presidente durante toda a sua gestão demonstrava desprezo em relação à vida humana. Se você me perguntar: “O senhor esperava ele aí?”, vou dizer que não. Durante três anos, em nenhum momento, em nenhum outro desastre, na pandemia, ou em qualquer situação que significasse prestar solidariedade à vida humana ele fez qualquer gesto. É um presidente que não demonstra nenhum sentimento em relação à dor do próximo”, afirmou Costa em entrevista à Folha de S.Paulo durante atendimento à população no local da tragédia. O governador baiano diz que essa é a maior tragédia que já enfrentou desde que assumiu o governo do estado e que tem trabalhado principalmente para preserar vidas. Até esta quarta-feira (29), 24 pessoas haviam morrido na tragédia, que já conta com milhares de desabrigados. “Graças a Deus o principal a gente conseguiu, que foi evitar a tragédia de vidas humanas perdidas. O prejuízo material, mesmo que leve mais tempo, você recupera. A vida humana não”, disse. Costa ressalta que tem evitado falar da falta de atenção de Bolsonaro para não politizar a tragédia, mas que esperava ao menos uma palavra de conforto dirigida pelo presidente, que recusou nesta quarta a ajuda humanitária da Argentina. “O mínimo que qualquer presidente pode fazer é dirigir uma palavra de conforto ao seu povo num momento de sofrimento. Tem uma frase que diz que quando você não pode fazer nada, pelo menos transmita uma palavra de conforto. Nem isso ele se preocupa em fazer. Só tenho que lamentar. Tenho evitado falar disso porque num momento de dor as pessoas não querem ver debate político”. Segundo o governador, o estado colocou toda a estrutura possível para reduzir os estragos das chuvas, mas que conta com a ajuda de outros estados para isso, já que mesmo a infraestrutura das Forças Armadas é inadequada para muitas ações, como resgate de pessoas. “O governo federal não tem nenhuma estrutura de ajuda aos estados para desastres. Os helicópteros do Exército, da Marinha, são completamente inadequados para esse tipo de coisa. São helicópteros para a guerra, não para sobrevoar áreas urbanas. Um helicóptero daquele tamanho, quando baixa a uma altura mais reduzida, arranca as telhas, é um desastre”. Randolfe quer que ministro explique recusa de ajuda da Argentina à Bahia O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) revelou por meio de suas redes que a oposição vai convocar o ministro das Relações Exteriores, Carlo Alberto Franco França, para que explique o motivo de ter recusado ajuda humanitária oferecida pela Argentina a Bahia, que neste momento vive uma tragédia humanitária após sofrer com as maiores enchentes de sua história. Convocaremos o Ministro das Relações Exteriores para dar explicações à comissão representativa no Senado e representaremos ao TCU para que o Presidente devolva ao erário o dinheiro que está utilizando em suas “férias” e que esse dinheiro seja destinado às vítimas na Bahia. — Randolfe Rodrigues (@randolfeap) December 30, 2021 Presidente em férias O senador Randolfe Rodrigues também revelou por meio de suas redes que vão representar o presidente no Tribunal de Contas da União (TCU) para devolva o dinheiro público que está utilizando em suas férias e que tão quantia seja destinada às vítimas da Bahia. “Representaremos ao TCU para que o Presidente devolva ao erário o dinheiro que está utilizando em suas “férias” e que esse dinheiro seja destinado às vítimas na Bahia”, afirmou Rodrigues. Como se sabe, o presidente Bolsonaro, enquanto o estado da Bahia enfrenta a sua pior crise humanitária da história após as enchentes, está de férias em São Francisco do Sul, em Santa Catarina. E, para piorar a situação, o presidente, enquanto andava de jet-ski declarou que esperava não ter que adiar as suas férias por causa da Bahia. Na noite do último dia 28, o presidente reagiu irritado ao comentário do seguidor Marlon Luiz Santos Vilhena, que criticou o desprezo pela enchente na Bahia, “um estado que você não teve muitos votos”. “Queria saber (SIC) se fosse no Sul?”, indagou o seguidor. #BolsonaroVagabundo O presidente Jair Bolsonaro ganhou um adjetivo nada elogioso nas redes sociais nesta

Moro confessa que Lava Jato foi projeto político para combater o PT

A confissão foi feita em entrevista a uma rádio. Para derrubar o partido, o ex-juiz parcial também destruiu empresas brasileiras e o sistema judicial – O ex-juiz Sergio Moro, declarado parcial e suspeito pelo Supremo Tribunal Federal, finalmente confessou que a Lava Jato foi uma operação para combater o Partido dos Trabalhadores, e não propriamente a corrupção. Sua confissão foi feita em entrevista a uma rádio do Mato Grosso nesta manhã. “Como é que a gente pode defender um governo desse? Com pessoas [com fome] da fila de ossos, um governo que foi negligente com as vacinas, um governo que ofende as pessoas, um governo que desmantelou o combate à corrupção. Tudo isso por medo do quê? Do PT? Não. Tem gente que combateu o PT na história de uma maneira muito mais efetiva, muito mais eficaz. A Lava Jato”, disse Moro na entrevista. Para derrubar o Partido dos Trabalhadores, Moro corrompeu o sistema judicial, como foi reconhecido pela suprema corte brasileira, e destruiu 4,4 milhões de empregos, segundo o Dieese, criando as condições para o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Depois de quebrar construtoras como a OAS e a Odebrecht, Moro prendeu o ex-presidente Lula para eleger Jair Bolsonaro, de quem foi ministro, e depois foi trabalhar para a consultoria estadunidense Alvarez & Marsal, que assumiu a recuperação judicial destas empresas e passou a viver como rico nos Estados Unidos. Em razão do conflito de interesses, os pagamentos da Alvarez & Marsal a Moro serão investigados pelo TCU. Saiba neste link como apoiar o documentário de Joaquim de Carvalho sobre o enriquecimento de Moro. Logo depois de ter admitido a perseguição ao Partido dos Trabalhadores, o ex-juiz considerado suspeito e parcial pelo STF e ex-ministro de Bolsonaro recuou. Claramente, percebeu a confissão e tentou contorná-la dizendo que a Lava Jato apenas teria descoberto “os esquemas de corrupção” supostamente praticados pelo PT. Ou seja, em ato falho, Moro confirmou que a Operação Lava Jato foi um projeto político de combate ao PT. QED https://t.co/1FnIqdnemi — Nelson Barbosa (@nelsonhbarbosa) December 29, 2021 Kakay reage à confissão de Moro e vaticina: “este canalha vai sangrar ao ser investigado” O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, reagiu com indignação e revolta à confissão feita pelo ex-juiz parcial Sergio Moro, numa entrevista concedida nesta manhã a uma rádio do Mato Grosso. Nela, Moro disse que a Lava Jato foi um projeto de combate ao Partido dos Trabalhadores, confirmando o que muitos já sabiam: ele atuou para golpear a ex-presidente Dilma Rousseff e prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abrindo as portas para o fascismo no Brasil. “Esta é uma declaração de extrema gravidade. O ex juiz, que foi considerado incompetente e parcial pelo Supremo Tribunal, admite que a operação lava jato, coordenada por ele e seus asseclas da força tarefa de Curitiba, combateu o PT”, disse Kakay. “É um desqualificado que admite agora que instrumentalizou o Judiciário e parte do Ministério Público. Incrível como o leigo não tem noção da gravidade desta declaração. É um cínico. Um canalha. Devemos investigar quem ele representava. Ainda hoje ele, o Moro, ataca de maneira vil o Ministro do Tribunal de Contas da União que se dispôs a, cumprindo um pedido do Ministério Público do TCU, investigar as estranhas relações do ex-juiz com determinado grupo. Ninguém está acima da lei, esta é a regra. Este canalha vai sangrar ao ser investigado”, prosseguiu. “Este ex-juiz, que foi o maior eleitor do atual presidente ao prender o Lula , que estava na frente nas pesquisas , ganhou de contrapartida o Ministério da Justiça. Caso clássico, acadêmico, de corrupção”, disse ainda Kakay. “Ele agora admite. Resta saber como vão reagir as viúvas do Moro. Os que ainda o apoiam por razões que nós podemos imaginar, mas que não são republicanas. Vamos enfrentá-lo. O poeta já disse: a vida dá, nega e tira”, finalizou. Confissão de Moro invalida todos os processos contra petistas, diz Wadih Damous “Ele confessou que a Lava Jato foi urdida para criminalizar o PT. A meu ver, isso torna nulos todos os processos, não só os do Lula”, afirma Damous Ex-deputado federal e ex-presidente da OAB-RJ, Wadih Damous (PT) comentou pelo Twitter nesta quarta-feira (29) o sincericídio do ex-juiz Sergio Moro (Podemos), declarado parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos processos contra o ex-presidente Lula (PT) na Lava Jato. Para Damous, ao admitir que a Lava Jato teve como principal objetivo “combater” o PT, Moro escancara sua parcialidade e obriga o Judiciário a anular todos os processos conduzidos pelo ex-juiz contra quaisquer petistas, e não somente contra o ex-presidente Lula. “Embora Moro tenha dificuldades para pensar e se expressar, não há dúvida de que, hoje, ele confessou em entrevista que a Lava Jato foi urdida para criminalizar o PT e suas lideranças. A meu ver, isso torna nulos todos processos que envolvam petistas e não só os do Lula”, escreveu o ex-parlamentar.

Nunes Marques mantém condenação de mulher por roubo de chocolate

O ministro, primeira indicação de Bolsonaro ao STF, ignorou o princípio da insignificância O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), o primeiro indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), indeferiu pedido de absolvição de uma mulher condenada por furto de 18 chocolates e 89 chicletes, avaliados em R$ 50 à época dos fatos, em 2013. A Defensoria Pública de Minas Gerais enviou o caso ao STF, pedindo a aplicação do princípio da insignificância ao caso. O STF costuma receber esse tipo de caso e, invariavelmente, libera presos por furto de valores considerados insignificantes. Princípio da insignificância No entendimento do ministro, no entanto, a jurisprudência do STF é firme no sentido de que a prática de furto qualificado por concurso de agentes (situação em que mais de uma pessoa comete um crime) indica a reprovabilidade do comportamento e afasta a aplicação do princípio da insignificância. “O STF já firmou orientação no sentido da aplicabilidade do princípio da insignificância no sistema penal brasileiro desde que preenchidos certos requisitos, quais sejam, conduta minimamente ofensiva, ausência de periculosidade social da ação, reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e lesão jurídica inexpressiva”, diz Nunes Marques em sua decisão.

Ao menos 13 estados e o DF dizem que não vão exigir pedido médico para vacinar crianças

Governadores seguem posicionamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, que divulgou carta contra a orientação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga Governadores de ao menos 13 estados mais o Distrito Federal já se posicionaram publicamente contra a orientação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de que a vacinação de crianças contra a Covid-19 só se dará mediante prescrição médica. Eles seguem posicionamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que divulgou carta indo contra a orientação de Queiroga. Acre, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo são os estados que até o momento declararam que irão vacinar as crianças sem exigir prescrição médica. Na quinta-feira (23), Queiroga disse que o número de mortes de crianças não pedem “decisões emergenciais”, algo que foi repetido por Jair Bolsonaro nesta sexta em encontro com jornalistas. “Não tá havendo morte de criança que justifique algo emergencial”, afirmou. Neste sábado (25), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou manifesto no qual rebate Bolsonaro e Queiroga. “O número de hospitalizações e de mortes motivadas pela Covid-19 na população pediátrica, de forma geral, incluindo o grupo de crianças de 5 a 11 anos, não está em patamares aceitáveis. Infelizmente, as taxas de mortalidade e de letalidade em crianças no Brasil estão entre as mais altas do mundo”. A imunização de crianças nessa faixa etária com a vacina da Pfizer foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 16 de dezembro. O presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, já cobrou o governo federal para a vacinação infantil e deu declarações garantindo a segurança do imunizante.

A alegria do Natal – Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo*

Raríssima é a interrogação sobre o que se poderá renovar ou mudar com a força transformadora da celebração do Natal (Pixabay) Presidente da CNBB e Arcebispo de Belo Horizonte: ‘Experimenta a alegria do Natal quem acolhe Jesus’ Neste tempo, há uma pergunta recorrente sobre o local onde se vai passar o Natal. As respostas indicam muitos lugares e diversificadas dinâmicas, incluindo viagens, ceias, ambientes festivos. Raríssima é a interrogação sobre o que se poderá renovar ou mudar com a força transformadora da celebração do Natal. A Festa guarda na sua interioridade um tesouro capaz de renovar a vida do ser humano, lições para reconfigurar as relações e restaurar o interior de cada pessoa, garantindo a habilidade essencial para o bem viver – arte que precisa inspirar a organização social e política, possibilitando à sociedade a seguir nos trilhos da fraternidade universal. Mas a oportunidade oferecida no tempo do Natal pode ser desperdiçada, reduzida às cores e às luzes que se espalham e piscam, aos banquetes e às outras circunstâncias que, quase sempre, tomam o lugar das dimensões essenciais da celebração. Uma perda triste quando são considerados os desafios que comprometem a fraternidade universal, a exemplo desta realidade em que muitos não têm o que comer, enquanto tantos outros, de modo indiferente, estão nas festas e confraternizações. Quando há indiferença em relação aos que sofrem, os votos de “feliz Natal” se exaurem na demagogia de palavras que pouco significam e nada mudam, em um contexto que clama por transformações profundas e urgentes. A alegria do Natal vai além das sensações experimentadas, da simples congregação dos que entram na lista de convidados por afinidades e, até mesmo, por interesses. Na contramão de sensações passageiras, muitas produzindo ressacas, inclusive com comprometimentos físicos, a alegria do Natal é a dinâmica de um novo projeto de vida. Trata-se, pois, de uma experiência alicerçada em promessa fidedigna, somente encontrada quando se busca uma pessoa, aquele que tem a palavra capaz de desconcertar e interpelar, indicando o passo a passo que leva à vitória. Sabe-se, obviamente, tratar-se de Jesus Cristo, o Menino-Deus, o verbo de Deus encarnado, o Salvador do mundo que vem ao encontro da humanidade, pelo seio puríssimo da Virgem Maria. Experimentam a alegria do Natal aqueles que buscam por Jesus. Essa experiência é renovada a cada ano quando acompanhada da sincera disponibilidade para aproximar-se do Mestre. Correm o risco de perder a oportunidade deste tempo aqueles que não o vivem adequadamente, por soberba ou simplesmente por terem se acomodado na vivência das festividades desta época do ano. Algo semelhante ocorre com os que se consideram religiosos, dominam ritualidades litúrgicas, informações sobre o presépio, mas somente enxergam repetições, as mesmas luzes e cores, não se deixando tocar pela palavra forte e os ensinamentos do Mestre de Nazaré. Não conquistam a alegria do Natal aqueles que o celebram fora da própria interioridade, um risco comum. É preciso, pois, constituir a manjedoura que acolhe Jesus dentro de si, o que significa admitir: a simplicidade de Deus é princípio determinante, não permitindo sofisticações que geram exclusões, discriminações e preconceitos, tão presentes em festas pautadas nas exterioridades e sob o domínio das aparências. Celebrar adequadamente o Natal, vivendo a sua alegria, é contemplar a necessidade humana de conquistar genuína felicidade. Quando não se vive essa alegria, padece-se com um peso insuportável, muitas vezes tratado paliativamente com remédios, incapazes de levar a uma cura definitiva. Essa ausência de uma felicidade genuína pode alimentar indiferenças e mesquinhez a ponto de enjaular uma civilização na desorganização social, revelada no tratamento perverso dedicado aos pobres, nas manipulações para contemplar interesses egoístas, prejudicando o bem comum. Ao invés disso, a alegria do Natal bate fundo na alma, produz lucidez nova que inspira a compaixão, alavancando partilhas, entendimentos que intuem novos caminhos e produzem respostas novas para os desafios atuais. Compreende-se a força do apelo próprio da fé cristã, quando se ouve: alegrai-vos sempre no Senhor. Bem diferente das sensações que facilmente seduzem o coração humano, alegrar-se sempre no Senhor garante a clarividência para compreender que o outro é irmão e irmã, que a construção de uma sociedade justa e solidária é tarefa cidadã de todos. A alegria do Natal será realidade abundante e inspiradora, enchendo corações da ternura que fortalece, quando se marchar para um novo êxodo, quando os pobres, com a língua seca de sede, parafraseando o profeta Isaías – o profeta da esperança – buscarem água e encontrá-la, e Deus rasgar córregos nas montanhas áridas, abrindo olhos d’água nas baixadas, transformando os desertos em brejo, a terra seca em minas de água. Esse milagre ocorre primeiramente naqueles que se deixam habitar por Deus – e são verdadeiramente habitação de Deus aqueles que exercem, constantemente, a solidariedade, cultivam adequada compreensão sobre o significado de viver bem, a coragem para defender os pobres, a determinação para efetivar novo estilo de vida, com respeito à casa comum. Quem faz do coração a manjedoura que acolhe o Menino-Jesus é protagonista na construção de um tempo novo que vem a partir do amor de Deus. Seja, pois, acolhido o convite para autenticamente viver a alegria do Natal. *Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, MG – Brasil. Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma (Itália) e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, em Roma (Itália). Membro da Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé. Dom Walmor presidiu a Comissão para Doutrina da Fé da CNBB. Também exerceu a presidência do Regional Leste II da CNBB – Minas Gerais e Espírito Santo. É o Ordinário para fiéis do Rito Oriental residentes no Brasil e desprovidos de Ordinário do próprio rito. Autor de numerosos livros e artigos. Membro da Academia Mineira de Letras. Grão-chanceler da PUC-Minas.

Natal: na escuridão do mundo, fortalecer a Esperança – Por Élio Gasda*

Como refletir sobre o Natal nesse mundo de desigualdade social, concentração de renda e riqueza, desrespeito, ódio, violência, devastação ambiental, consumismo irresponsável? Natal é tempo de esperança! Não de uma esperança romântica, mas provocativa, ousada e solidária. Como refletir sobre o Natal nesse mundo de desigualdade social, concentração de renda e riqueza, desrespeito, ódio, violência, devastação ambiental, consumismo irresponsável? Natal é tempo de reafirmar nossa resistência e alimentar ?a fé na vida, fé no homem, fé no que virá?. Os últimos anos foram de muita dor, cansaço, medo, insegurança, lutos. É importante celebrar o Natal, entender o sentido de Deus que se faz criança para estar entre nós. Estamos em noite escura. O mundo é um presépio vivo. Jesus continua nascendo debaixo da marquise de viadutos e dos prédios luxuosos, nas ocupações e aglomerados, nas avenidas em meio aos carros importados e pessoas indiferentes. Ele nasce do ventre de tantas Marias, que já mais de 220 mil vivendo nas ruas (IPEA/2020). São mais de seis milhões de famílias sem teto e seis milhões de imóveis vazios. Muita gente sem casa, muita moradia sem gente. Uma tragédia social! Jesus continua nascendo em uma sociedade patriarcal e machista. São tantas Marias agredidas, desrespeitadas, violentadas, assassinadas. O próprio lar é o lugar mais inseguro para 48% das mulheres que sofrem violência (Relatório Visível e Invisível/2021). Absurdo! Muitas Marias engrossam o exército de mulheres provedoras da família. Já são mais de 10 milhões, ou 15,3% dos lares brasileiros (IBGE 2010). Muitas Marias perderam o emprego em plena pandemia. Segundo o Ministério do Trabalho, foram perdidas 480 mil vagas em 2020. Maria é uma das 462 mil mulheres dispensadas do trabalho formal. Mulher trabalhadora tratada como mercadoria. É descartada quando não serve mais ao mercado. José é um trabalhador autônomo, precário e sem direitos como tantos pais de família pobres, pretos e periféricos, desempregados. Faz parte das estatísticas dos 2,6% da população com mais risco de ser assassinada (Atlas da violência 2021). Muitos Josés podem morrer na mão dos milicianos, ou durante ação da PM nos morros, ou pela pandemia. Jesus pode ficar órfão. São milhares de órfãos. Jesus continua contado entre os pobres que estão na fila do sopão, da solidariedade e de algum auxílio para comer. Não há trabalho, não há renda! A crise econômica, a pandemia e a falta de políticas públicas levaram 50% da população para a insegurança alimentar. Estudo da Rede Brasileira de Soberania e Segurança Alimentar (Rede Pessan) contabiliza quase 20 milhões de pessoas passando fome. O menino Deus figura nas cenas flagrantes de pessoas revirando lixo, esperando nas filas de supermercado e do serviço social ou das campanhas de alimentos das igrejas. No Natal, as crianças devem nascer. Nascer! Mas Herodes continua perseguindo vidas inocentes. Jesus continua nascendo nas comunidades indígenas ameaçadas de extinção por um governo que nada fez para evitar que quase 55 mil indígenas fossem infectados pela covid-19 e mais de mil perdessem a vida (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – Apib). Não bastasse, precisam enfrentar garimpeiros, madeireiros e o agronegócio. Um ecocídio! Relatório do Projeto de Monitoramento da Amazônia Andina (MAAP) aponta que mais de 860 mil hectares de floresta primária foram perdidos na Amazônia em 2021 (área seis vezes maior que o município de São Paulo). Em um Natal descristianizado, Jesus tornou-se personagem secundário. Não parece haver crise social ou uma pandemia. No Natal do mercado, o comércio não pode parar. Listas de presentes, shoppings e ruas lotadas. O comércio varejista pretende faturar mais de R$57 bilhões neste final de ano (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). A vida é o maior dom de Deus! Celebrar o Natal cristão é defender a vida. O aniversário do nascimento de Jesus é uma Luz de esperança em um mundo em profunda escuridão. É urgente recuperar o sentido do Natal cristão. Um cristão que entende o sentido do Natal é capaz de tornar Jesus presente neste mundo. Voltemos a Belém. Ali estão as raízes do cristianismo. Assim Jesus começou sua passagem entre nós: entre os insignificantes e humilhados. Não na ostentação e na fama, mas entre os anônimos, os simples, os maltratados. São milhares de presépios permanentes mundo afora. Aqueles por quem ninguém se interessa, são os que mais interessam a Deus. Que a Luz vença as trevas. Que seja uma festa do nascimento de Jesus com Jesus, o Sol da Justiça! Não estamos sozinhos neste caminho por uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna. Deus conosco – Emanuel – se humaniza para permanecer no meio de nós. Jesus nasce para todos e doa a toda a humanidade o amor de Deus (Papa Francisco). Celebrar o Natal é esperançar na luta de todos os dias. É renovar a esperança na humanidade. Um Feliz e Revolucionário Natal! *Élio Gasda é doutor em Teologia, professor e pesquisador na Faje. Autor de: ‘Trabalho e capitalismo global: atualidade da Doutrina social da Igreja’ (Paulinas, 2001); ‘Cristianismo e economia’ (Paulinas, 2016).