Golpe militar – Idiotas celebram o período de trevas que o Brasil enfrentou

O Ministério da Defesa, ocupado pelo general Braga Netto, publicou uma ordem do dia em alusão à data de 31 de março, marcada pelo golpe de 1964, que deu início à ditadura militar no Brasil. Foram 58 anos de trevas, torturas, corrupção, desaparecimentos, ausência de democracia e liberdades. Braga Netto alega no documento que o século 20 “foi marcado pelo avanço de ideologias totalitárias que passaram a constituir ameaças à democracia e à liberdade”. Ele afirma que a população brasileira rechaçou tanto a Intentona Comunista, de 1935, quanto as forças nazifascistas na Segunda Guerra Mundial, que terminou em 1945. – Ao final da guerra, a bipolarização global, que fez emergir a Guerra Fria, afetou todas as regiões do globo, o que trouxe ao Brasil um cenário de incertezas com grave instabilidade política, econômica e social, comprometendo a paz nacional – diz Braga Netto. No domingo (27/03), em Brasília, durante evento de lançamento de sua pré-candidatura à reeleição pelo PL, o presidente Jair Bolsonaro enalteceu o período de trevas e homenageou o coronel Brilhante Ustra – que era conhecido como “o pavor de Dilma Rousseff”, por ter comandado as sessões de tortura contra a ex-presidente na ditadura. – Eu não podia deixar um velho amigo que lutou por democracia e teve a reputação quase destruída sem ser citado naquele momento – disse Bolsonaro no início desta semana, nas vésperas do aniversário do golpe militar. Abaixo, leia a íntegra da ordem do dia nas Forças Armadas: ORDEM DO DIA alusiva ao dia 31 de março Brasília (DF), 30/03/2022 – O Movimento de 31 de março de 1964 é um marco histórico da evolução política brasileira, pois refletiu os anseios e as aspirações da população da época. Analisar e compreender um fato ocorrido há mais de meio século, com isenção e honestidade de propósito, requer o aprofundamento sobre o que a sociedade vivenciava naquele momento. A história não pode ser reescrita, em mero ato de revisionismo, sem a devida contextualização. Neste ano, em que celebramos o Bicentenário da Independência, com o lema “Soberania é liberdade!”, somos convidados a recordar feitos e eventos importantes do processo de formação e de emancipação política do Brasil, que levou à afirmação da nossa soberania e à conformação das nossas fronteiras, assim como à posterior adoção do modelo republicano, que consolidou a nacionalidade brasileira.
Lula lidera com ampla vantagem e tem quase 20 pontos a mais que Bolsonaro

Levantamento do Datafolha mostra ligeira recuperação do atual presidente, mas atesta favoritismo do petista e estagnação da chamada “terceira via” Nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) confirma o favoritismo de Lula (PT) para vencer as eleições presidenciais deste ano. Segundo o levantamento, o petista lidera com ampla vantagem, marcando 43% das intenções de voto. O segundo colocado, Jair Bolsonaro, está a 17 pontos atrás de Lula, com 26%. Ele é seguido pelo pelotão da “terceira via” que continua estagnado. Sergio Moro (Podemos) aparece em terceiro, com 8%, e Ciro Gomes (PDT) vem na sequência, com 6%. Fecham a lista o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e André Janones (Avante), com 2% cada, além de Vera Lúcia (PSTU), Simone Tebet (MDB) e Felipe D’Ávila (Novo), todos com 1%. Votos em branco ou nulos representam 6%, enquanto outros 2% não sabem em quem vão votar. Em outro cenário, sem João Doria mas com Eduardo Leite, que está de saída do PSDB, no páreo, os números são parecidos. Lula marca 43%, Bolsonaro 26%, Moro 8%, Ciro 6% e Janones 3%. Vera Lúcia, Eduardo Leite e Simone Tebet aparecem com 1% cada. Confira simulações de outros cenários. Lula lidera em todos eles. Sem Eduardo Leite e Simone Tebet Lula (PT): 43% Jair Bolsonaro (PL): 26% Sergio Moro (Podemos): 8% Ciro Gomes (PDT): 6% João Doria (PSDB): 2% André Janones (Avante): 2% Vera Lúcia (PSTU): 1% Felipe D’Ávila (Novo): 1% Leonardo Péricles (UP): 0% Branco/nulo: 6% Não sabe: 2% Sem Eduardo Leite e João Doria Lula (PT): 43% Jair Bolsonaro (PL): 26% Sergio Moro (Podemos): 8% Ciro Gomes (PDT): 8% André Janones (Avante): 3% Vera Lúcia (PSTU): 1% Simone Tebet (MDB): 1% Felipe D’Ávila (Novo): 0% Leonardo Péricles (UP): 0% Branco/nulo: 7% Não sabe: 2% O novo estudo do Datafolha não pode ser comparado com o anterior, de dezembro, pois adotou cenários diferentes. A única pesquisa que pode ser comparada é a espontânea, isto é, quando os nomes dos candidatos não são citados. Neste caso, Bolsonaro apresentou ligeira recuperação, indo de 18% para 23%. Lula, por sua vez, oscilou de 32% para 30%. O levantamento contou com 2.556 entrevistas feitas entre os dias 22 e 23 de março em 181 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Alckmin promete ‘viajar e convencer’ eleitor conservador a apoiar Lula

Segundo Geraldo Alckmin, “política é convencimento” e “muitos veem com entusiasmo” o seu ingresso nos quadros socialistas O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que se filiou nesta quarta-feira (23) ao PSB, defendeu entrar em campo para conversar com o eleitor mais conservador e convencê-lo a apoiar a candidatura de Lula a presidente, chapa na qual Alckmin é o mais cotado para assumir a vaga de vice. “Agora é que vamos começar a viajar, conversar, explicar, convencer, de maneira respeitosa, mas mostrando a realidade que estamos vivendo e os riscos que a política e o povo estão correndo”, disse Alckmin durante entrevista coletiva após o ato de filiação. Alckmin negou que haja uma data definida para o anúncio oficial de sua chapa com Lula, mas exaltou a decisão do PSB de compor a aliança com o PT nas eleições presidenciais. “O importante foi a definição do PSB, de grande responsabilidade e compromisso com o Brasil, de apoio ao presidente Lula – baseado na defesa da democracia, da retomada do emprego e da renda, do fortalecimento da economia, com uma agenda de competitividade e políticas públicas que não podem ir para trás, e o combate à desigualdade”, disse Alckmin.
Governo Bolsonaro: corrupção no MEC acima de tudo. Pastores acima de todos

Ouro, dinheiro, fila de pastores: o que se sabe sobre o “Bolsolão” no Ministério da Educação Novos capítulos se somam ao áudio de Milton Ribeiro no qual admite o favorecimento de pastores na liberação de recursos Ouro e dinheiro foi o que pediu Arilton Moura, um dos pastores envolvidos no já denominado gabinete paralelo no Ministério da Educação em troca da liberação de recursos para a construção de escolas e creches. A informação é do prefeito do município de Luís Domingues (MA), Gilberto Braga (PSDB), ao jornal O Estado de S. Paulo. “Ele [Arilton] disse: ‘Traz um quilo de ouro para mim’. Eu fiquei calado. Não disse nem que sim nem que não”, afirmou Braga sobre uma conversa que teria ocorrido em abril de 2021, durante um almoço no restaurante Tia Zélia, em Brasília, depois de uma reunião com Milton Ribeiro, ministro da Educação. O quilo do ouro valia, de acordo com a cotação desta terça-feira (22), R$ 304 mil. “Ele disse que tinha que ver a nossa demanda, de R$ 10 milhões ou mais, tinha que dar R$ 15 mil para ele só protocolar [a demanda no MEC]. E, na hora que o dinheiro já estivesse empenhado, era para dar um tanto, X. Para mim, como a minha região era área de mineração, ele pediu 1 quilo de ouro”, afirmou Braga ao jornal O Estado de S. Paulo. “Ele [Arilton] falou, era um papo muito aberto. O negócio estava tão normal lá que ele não pediu segredo, ele falou no meio de todo mundo. Inclusive, tinha outros prefeitos do Pará. Ele disse: ‘Olha, para esse daqui eu já mandei tantos milhões, para outro, tantos milhões’”, disse Braga. “Assim mesmo eu permaneci calado, não aceitei a proposta.” Até o momento, os recursos não chegaram ao município de Luís Domingues. O caso se soma ao áudio vazado do ministro Milton Ribeiro, no qual afirma que prioriza destinar recursos para as prefeituras cujas solicitações foram negociadas pelos pastores Arilton Moura e Gilmar dos Santos, a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL). Ambos não têm cargo no Ministério da Educação e atuam em um esquema informal de obtenção de verbas. “Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, diz o ministro, em áudio obtido pelo jornal Folha de S. Paulo e publicado na tarde de segunda-feira (21). “Porque a minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”, diz o ministro em áudio. Gabinete paralelo do MEC na mira dos parlamentares Diante das revelações do gabinete paralelo no Ministério da Educação, o deputado Professor Israel (PV-DF) apresentou nesta terça-feira (22) um requerimento solicitando a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o esquema de verbas na pasta. Para a comissão ser instalada, é necessária a assinatura de pelo menos 171 deputados e 26 senadores e a autorização do presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). “Estou muito seguro de que vamos conseguir o número de assinaturas para a aprovação da CPMI com muita rapidez. Nossa projeção é de que até a próxima semana consigamos ter todos os parlamentares necessários. A temperatura está subindo muito rapidamente”, disse Israel. “A cada dia, novas evidências, cada vez mais preocupantes, são publicadas na imprensa. E o governo se esconde, não responde aos jornalistas nem à sociedade. Então, pode ser ainda antes”, completou. Em coletiva de imprensa, Pacheco disse se tratar de um caso que precisa “ser, naturalmente, explicado esclarecido, demonstrado, eventualmente, que não há qualquer tipo de favorecimento”. Pacheco também afirmou que “o Senado Federal sempre tem a expectativa, e todos os senadores também, de um tratamento igualitário de todos os ministérios, e também do Ministério da Educação. Na minha relação como presidente do Senado com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, eu nunca presenciei qualquer tipo de má vontade por parte do ministro. Eu confio que o MEC não vai fugir da regularidade e dessa rotina de tratar todos de forma igual, é o que eu espero”. Também nesta terça-feira (22), na Câmara dos Deputados, a liderança da minoria, Alencar Santana Braga (PT-SP), e o senador Fabiano Contarato (PT-ES) apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) separadamente dois pedidos de investigação contra Jair Bolsonaro e Milton Ribeiro, após as revelações do bolsolão do MEC. A ministra Cármen Lúcia é a relatora da notícia-crime. No documento enviado por Braga ao STF, o deputado afirma que o ministro da Educação “está se utilizando do cargo de ministro da Educação para direcionar a atuação da pasta, com o evidente fito de contemplar pastores aliados que criaram um gabinete paralelo no ministério”. “Não é de hoje que o governo federal foi transformado num espaço que não há debate do interesse público. O que ocorre é a partilha do orçamento e das ações governamentais entre os amigos do presidente da República e de seus apoiadores”, afirmou o deputado. Já o senador Fabiano Contarato justifica no documento que Ribeiro, ao buscar beneficiar um grupo específico a partir do seu cargo na pasta, teria cometido o crime de advocacia administrativa. “Resta claro que o Ministro da Educação, ao conceder liberação célere de recursos, priorizando atender ‘a todos que são amigos do Pastor Gilmar’, patrocina ou ‘apadrinha’ diretamente interesse privado perante a administração pública, valendo-se para isso da sua qualidade de funcionário público, o que configura crime de advocacia administrativa”. Pastores no Ministério da Educação Gilmar Santos e Arilton Moura se encontraram algumas vezes com o presidente Jair Bolsonaro, ministros e secretários. No Ministério da Educação, somente Arilton Moura participou de 22 reuniões. Com o capitão reformado foram quatro encontros em Brasília, sendo três no Palácio do Planalto e um no Ministério da Educação, junto com Milton Ribeiro. Em março de 2019, Gilmar Santos foi recebido pelo vice-presidente Hamilton Mourão ocupando a presidência na ausência de Bolsonaro. Em julho do mesmo ano, a agenda do então ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também aponta para
Deltan Dallagnol é condenado a indenizar Lula por dano moral, no caso powerpoint

Para os ministros, o ex-procurador da Lava Jato cometeu excesso e a “espetacularização do episódio” não é compatível com o que foi objeto da denúncia Por 4 votos a 1, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) formou maioria nesta terça-feira (22) para determinar que o ex-procurador Deltan Dallagnol terá de indenizar o ex-presidente Lula em R$ 75 mil por dano moral. Dallagnol ainda poderá recorrer da decisão no próprio tribunal. O caso diz respeito às acusações infundadas feitas por Dallagnol diante da imprensa em 2016 por meio de um PowerPoint, que colocava o ex-presidente como chefe de um suposta organização criminosa, fato que não se comprovou ao longo dos últimos seis anos. O relator da ação, ministro Luís Felipe Salomão, votou pelo fixação da indenização argumentando que o procurador Deltan Dallagnol usou expressões desabonadoras da honra e imagem e “a meu ver não técnicas, como aquelas apresentadas na própria denúncia”. ara o ministro, Dallagnol “se valeu de power point, que se compunha de diversos círculos, identificados por palavras. As palavras, conforme se observa, se afastavam da nomenclatura típica do direito penal e processual penal”. Segundo o ministro, “a espetacularização do episódio não é compatível nem com o que foi objeto da denúncia e nem parece compatível com a seriedade que se exige da apuração desses fatos”. O ministro Raul Araújo seguiu o relator e também reconheceu o dano moral. “Houve excesso de poder. Atuou para além de sua competência legal. O erro originalmente de tudo isso, me parece, deveu-se àquele típico juízo de exceção que se deixou funcionar em Curitiba. Criou-se um juízo universal. Sempre fui um crítico desse funcionamento, a meu ver, anômalo. Levou-se muito tempo para reconhecer e so agora esta corrigindo o desvio”, afirmou.
Pesquisa BTG/FSB aponta Lula com 14 pontos de vantagem sobre Bolsonaro

O ex-presidente Lula tem 43% de intenções de voto ante 29% do atual inquilino do Palácio do Planalto. Segundo o levantamento, Lula continua como favorito na disputa presidencial de 2022 enquanto o presidente Jair Bolsonaro se consolida na segunda posição. De acordo com a pesquisa, todos os demais sete nomes apresentados no levantamento [veja abaixo], juntos, têm apenas 24%. Ou seja, dentro da margem de erro, Lula pode vencer a disputa no primeiro turno. Confira os números do BTG/FSB [estimulada]: ► Lula 43% ► Bolsonaro 29% ► Ciro Gomes 9% ► Sérgio Moro 8% ► João Doria 2% ► André Janones 2% ► Eduardo Leite 2% ► Simone Tebet 1% ► Felipe D’Ávila 0% ► Branco/Nulo/Nenhum 4% ► Não sabe/não respondeu 1% Na hipótese da terceira via, Ciro Gomes tem 9%, seguido de Sérgio Moro, com 8%. No cenário estimulado pela pesquisa BTG/FSB, apenas 5% dos eleitores não escolhem nenhum dos nomes apresentados. Na disputa pelo segundo turno, Lula vence com 54%, contra 35% de Bolsonaro, enquanto 11% não votariam em nenhum deles. A pesquisa ainda aponta que, hoje, 29% do eleitorado avaliam o governo Bolosnaro como ótimo/bom, 17% como regular e 53% como péssimo/ruim. Há, ainda, 61% que desaprovam o jeito de o presidente governar, contra 34% que aprovam. O instituto FSB disse que entrevistou 2.000 eleitores entre os dias 19 e 20 de março de 2022. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-09630/2022. A pesquisa foi contratada pelo banco BTG Pactual, ao custo de R$ 128.957,83.
Geraldo Alckmin confirma filiação ao PSB: “Momento exige grandeza política”

Ex-governador de São Paulo confirmou a filiação ao partido socialista, que sela a negociação para se tornar vice na chapa de Lula Pelas redes sociais, Geraldo Alckmin confirmou na manhã desta sexta-feira (18) sua filiação ao PSB, que sela a negociação para que o ex-governador de São Paulo seja vice na chapa de Lula (PT) na disputa presidencial de outubro. “O tempo da mudança chegou! Depois de conversar muito e ouvir muito eu decidi caminhar com o Partido Socialista Brasileiro – PSB. O momento exige grandeza política, espírito público e união”, escreveu o novo socialista. “A política precisa enxergar as pessoas. Não vamos deixar ninguém para trás. Nosso trabalho para ajudar a construir um país mais justo e pronto para o enfrentamento dos desafios que estão postos está só começando”, emendou. O tempo da mudança chegou! Depois de conversar muito e ouvir muito eu decidi caminhar com o Partido Socialista Brasileiro – PSB. O momento exige grandeza política, espírito público e união. pic.twitter.com/V2gwlEQdHI — Geraldo Alckmin ???????? (@geraldoalckmin) March 18, 2022 Alckmin deve se filiar ao PSB na próxima quarta-feira (23). O ato encerra a novela iniciada em 15 de dezembro, quando deixou o PSDB após 33 anos no partido, e deve acelerar os preparativos para o lançamento oficial da pré-candidatura de Lula à Presidência em um grande ato nas ruas no dia 1º de Maio. Pré-campanha na rua Fontes ouvidas pela Fórum afirmaram que a indecisão de Alckmin motivou o atraso no lançamento da chapa, já que Lula gostaria de iniciar a pré-campanha em abril. Com a decisão, há possibilidades de que o ato seja antecipado, mas a ideia de lançar a sexta campanha presidencial de Lula no Dia do Trabalho ganhou muitos adeptos devido à simbologia da data. Além de Lula e Alckmin, o evento vai contar com trabalhadores, centrais sindicais, movimentos sociais e políticos do PSB, PCdoB, PSol, PV, Rede e Solidariedade, que compõem a frente ampla, além de quadros progressistas do MDB e do PSD, como os senadores Omar Aziz (AM) e Otto Alencar (BA), que ganharam notoriedade na CPI da Covid-19. O ato tem sido planejado de forma a mostrar a força do ex-presidente nas ruas, apelando para a memória da militância ao lembrar os grandes discursos do petista desde os tempos de sindicalista às campanhas de 2002 e 2006, quando Lula reunia multidões por onde passava. Lula deve concentrar seu discurso nas propostas de recuperação do país, destruído após o golpe. Ao mesmo tempo, deve recordar os tempos em que esteve à frente do governo e sua gestão na economia, que permitiu a ascensão social de milhões de brasileiros, que podiam “fazer churrasco e tomar cerveja” aos finais de semana.
Ministro Alexandre de Moraes determina bloqueio do Telegram no Brasil

O aplicativo já era alvo do Tribunal Superior Eleitoral por não ter representante legal no Brasil e não se comprometer a coibir fake news O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio da operação do aplicativo de mensagens Telegram em todo o Brasil em razão de descumprimento de ação judicial. A rede social permitiu que o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, notório disseminador de fake news, voltasse a operar na plataforma, descumprindo determinação do STF. “Determino a suspensão completa e integral do funcionamento do Telegram no Brasil, defenso ser intimado, pessoal e imediatamente, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatall), Wilson Diniz Wellisch, para que adote imediatamente todas as providências necessárias para a efetivação da medida”, diz trecho da decisão de Moraes, expedida na quinta-feira (17). A decisão foi dada após o Telegram permitir o retorno de Allan dos Santos à plataforma. Em fevereiro, foi determinado pelo STF o banimento dos canais ligados ao blogueiro bolsonarista. A rede chegou a atender à determinação, mas depois permitiu o retorno. “A suspensão completa e integral do funcionamento do Telegram no Brasil permanecerá até o efetivo cumprimento das decisões judiciais anteriormente emanadas, inclusive com o pagamento das multas diárias fixadas e com a indicação, em juízo, da representação oficial no Brasil (pessoa física ou jurídica)”, decidiu o magistrado. O aplicativo permitia, entre outras coisas, que Allan pedisse doações em formato de bitcoin. O bloqueio foi solicitado pela Polícia Federal (PF), que apontou que o Telegram não colaborava com as investigações do inquérito aberto contra Allan dos Santos. Telegram tem que seguir regras, diz especialista A jornalista e pesquisadora Renata Mielli, secretária-geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e integrante da Coalizão Direitos da Rede, disse à Fórum que a decisão de Moraes não surpreende devido ao histórico do aplicativo, que frequentemente desrespeita o que prevê a legislação brasileira. “Há algum tempo as autoridades nacionais tentam fazer com que o Telegram coopere com o Poder Judiciário, principalmente no enfrentamento à desinformação. O Telegram nunca respondeu às várias tentativas de contato que as autoridades fizeram”, apontou. “Nenhuma empresa que atua no Brasil pode atuar à revelia da legislação nacional e se negar a cooperar com as autoridades brasileiras. Essa é postura do Telegram, tanto no Brasil como no mundo”, afirmou Mielli. “Uma empresa que oferta um serviço de mensagens para mais de 60 milhões de brasileiros, que tem um impacto importante no debate público, que influencia na disseminação de conteúdos com impactos políticos, eleitorais e sociais, não pode se negar a cooperar com as autoridades. A decisão do ministro é grave, severa, mas demonstra que o Brasil não está disposto a ser visto como um país aonde não é necessário seguir regras. Se uma empresa precisa seguir regras, elas precisam ser seguidas por todas”, defendeu. “Telegram é barbárie completa”, diz pesquisador O pesquisador Felipe Pena, professor de Comunicação da UFF e coordenador de uma pesquisa sobre fake news na universidade, defendeu a suspensão do aplicativo Telegram no Brasil durante participação recente no Jornal da Fórum. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já cogitava a suspensão da rede após não conseguir contato com os responsáveis da plataforma, que não possui sede no Brasil. O país não é o primeiro a suspender o Telegram. O grupo de pesquisa de teoria do jornalismo da Intercom/UFF, o qual Pena coordena, analisa cem grupos bolsonaristas de Telegram e de WhatsApp. O objetivo é mapear as notícias falsas que são elaboradas nesse ambiente sem controle e identificar a percepção das pessoas diante das narrativas mirabolantes gestadas pela base de apoio do presidente Jair Bolsonaro. Segundo Pena, há uma migração do WhatsApp para o Telegram, em razão do controle que a rede social estadunidense tem imposto. “O grande problema do Telegram é que não tem escritório no Brasil, é uma terra sem lei mesmo. Isso que o Barroso fez é um pré-aviso. Tenta contato, mas não consegue”, explicou Pena no Jornal da Fórum. “Eu sou favorável sim à suspensão. Não tem escritório no Brasil para responder? Tem que fechar. Senão vira terra sem lei. O Telegram é uma barbárie completa. As pré-conclusões nas nossas pesquisas são as piores possíveis”, completou. Via Fórum
Com unanimidade, Rede aprova federação partidária com PSOL

Marina Silva e Heloísa Helena votaram favoravelmente à federação da Rede com PSOL. Foto: Roberto Stuckert Filho O partido Rede Sustentabilidade aprovou por unanimidade, neste sábado (12), a proposta de federação com o PSOL. A ex-ministra Marina Silva e a ex-senadora Heloisa Helena votaram favoravelmente à proposta. Agora, falta apenas o PSOL aprovar a proposta, A sigla se reunirá na próxima terça-feira (15) para tomar uma decisão. Em sua rede social, a presidente do PSOL, Juliana Ribeiro, rebateu, neste sábado (12), as críticas do deputado federal do partido, Glauber Braga (PSOL-RJ), à busca de unidade da direção do PSOL em torno da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Com todo respeito ao deputado, “erra feio” quem acredita que é hora de ressaltar diferenças ao invés de buscar a unidade. Felizmente, o congresso do PSOL decidiu o contrário: trabalharemos para unir as esquerdas em torno de um programa antineoliberal”, escreveu. Com todo respeito ao deputado, “erra feio” quem acredita que é hora de ressaltar diferenças ao invés de buscar a unidade. Felizmente, o congresso do PSOL decidiu o contrário: trabalharemos para unir as esquerdas em torno de um programa antineoliberal. https://t.co/hdOdGd0it8 — Juliano Medeiros (@julianopsol) March 12, 2022 Federação Rede e PSOL ainda não garante apoio a Lula O presidente da Rede, Wesley Diógenes, confirmou que a federação, caso formada, provavelmente apoiará a candidatura de Lula . Apesar disso, segundo ele, ainda haverá um debate interno sobre o posicionamento da sigla. Ele também usou sua rede social para comentar a federação com o PSOL com o objetivo de, segundo ele, lutar “contra o fascismo e por um Brasil mais justo e sustentável”. Em reunião histórica, o Elo Nacional da @REDE_18 aprovou por unanimidade a Federação com o @psol50 baseado num programa que coloca a defesa socioambiental no centro do processo da disputa eleitoral. Vamos juntos na luta contra o fascismo e por um Brasil mais justo e sustentável. — Wesley Diógenes (@Diogenes_Wesley) March 12, 2022 Heloísa Helena (Rede), que já declarou apoio a Ciro Gomes (PDT) também comentou a decisão da sigla de aprovar a federação com o PSOL e destacou o direto de ambos os partidos à divergência pública. O senador Randolfe Rodrigues deve ocupar a coordenação da campanha de Lula. Em reunião do Elo Nacional a REDE aprovou por unanimidade a Federação com o PSOL, preservando a autonomia dos dois Partidos no DIREITO À DIVERGÊNCIA PÚBLICA – na eleição presidencial e nos estados, já pactuados nas tratativas entre os dois Partidos. — Heloisa Helena (@_Heloisa_Helena) March 12, 2022 Enquanto isso, Glauber Braga, que se opõe à articulação em torno do apoio à candidatura de Lula, quer se lançar à Presidência, diz contar com o apoio de parte da militância da sigla O partido decidirá seu posicionamento em votação, mas lideranças como Guilherme Boulos já anunciaram apoio ao ex-presidente. Via DCM
MBL afunda. E seus padrinhos, fingem que não os conhecem? Por Fernando Brito

Vítima de suas próprias molecagens exibicionistas, os integrantes do “Movimento Brasil Livre” não estão à beira de um ataque de nervos com o episódio – vindo deles, nada surpreendente – das declarações imundas de seu ex-candidato a governador de São Paulo, na chapa do Podemos de Sergio Moro. Não estão à beira porque já estão em pleno ataque de nervos, sentindo que acabou o “bocão” que conseguiram na política, desde que começaram a ser incensados pela mídia nos protestos pela derrubada de Dilma Rousseff. O vídeo de ontem, de seu “coordenador” – aquele do Renan Santo recém-chegado do Leste Europeu, onde fazia seus “golden tur“, que reproduzo abaixo dá ideia da histeria em que estão por terem perdido o “movimento da boca livre” política que há anos mantém, trocando de “lider”: de Eduardo Cunha para Jair Bolsonaro, de Bolsonaro para Doria e de Doria para Sérgio Moro, de quem receberam a capitania do Podemos paulista. Claro que nunca faltaram evidências de que era gente de comportamento amolecado e que viviam desta exploração de prestígio, que os levou a terem votações expressivas, porque idiotas não costumam ser matéria escassa. Mas os que se serviram deles de idiota nada têm. E, agora, todos ele vão fingir que nem os conhecem, quando estão descendo à cova política. * Editor do Blog Tijolaço