Após dedada, Marcelo Queiroga testa positivo para Covid-19, em Nova York

Com o ministro da Saúde, comitiva brasileira na ONU já tem 2 casos confirmados da doença O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, testou positivo para a Covid-19 nesta terça-feira (21). Ele está em Nova York (EUA) acompanhando a comitiva brasileira na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Com o teste positivo, Queiroga ficará de quarentena na metrópole estadunidense e nenhum membro da comitiva brasileira participará de reuniões da ONU até a próxima sexta-feira (24). O ministro esteve na sede da ONU na cidade para acompanhar o discurso negacionista do presidente Jair Bolsonaro, que vem sendo chamado pela mídia internacional de “presidente não vacinado”. Agora, já são dois membros da comitiva brasileira que testaram positivo para a Covid durante o evento da ONU. O primeiro foi o diplomata que preparou a viagem de Bolsonaro. Bolsonaro de volta Após discurso desastroso e poucos encontros internacionais, o presidente Jair Bolsonaro já volta para o Brasil. Durante o evento internacional, o presidente se reuniu apenas com o premie do Reino Unido, Boris Johnson, com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, e com o secretário-geral da ONU, António Guterres. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, respondeu com um gesto obsceno a um protesto de brasileiros em Nova York na noite de segunda-feira (20). Em um vídeo postado nas redes sociais, Queiroga aparece em um micro-ônibus que transportava a comitiva do presidente Jair Bolsonaro, que discursou nesta terça-feira (21) na Assembleia Geral da ONU. Queiroga pode ter disseminado Covid, diz epidemiologista: “estava no mesmo hotel que Biden” Membro sênior da Federação de Cientistas Americanos, Eric Feigl-Ding disse que o governo Biden estava preocupado com efeito “super-disseminador” de líderes que não seguem protocolo. “Ministro da Saúde do Brasil deu o dedo médio na frente do mundo para a cidade de Nova York. Covid retribuiu o favor” Se alguém ainda alimentava alguma esperança em Queiroga, esqueça. Seu gesto obsceno “dando dedo” para manifestantes não deixa dúvidas: ele já foi abduzido pelas trevas. É um caso perdido. pic.twitter.com/G8MPcUtia4 — Renan Calheiros (@renancalheiros) September 21, 2021
Em 20 dias, Bolsonaro fez 3 manobras para proteger “máquina” de fake news

“Fake news fazem parte da nossa vida”, disse o presidente Jair Bolsonaro em evento na semana passada – Charge Duk Presidente apresentou Medida Provisória, Projeto de Lei e vetou artigos da nova LSN para fragilizar legislação O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou o mês de setembro para acelerar sua ofensiva para proteger sua “máquina” de notícias falsas a pouco mais de um ano das eleições presidenciais de 2022. Em menos de 20 dias, o chefe do Executivo lançou mão de diferentes estratégias para tratar sobre o tema. A pauta ganhou centralidade nas ações do governo federal à medida que bolsonaristas e o próprio presidente se tornaram alvo de inquéritos movidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por disseminação de “fake news” e ataques ao sistema eleitoral. A ofensiva para fragilizar ou alterar a legislação sobre o tema também coincide com as manifestações de 7 de setembro, no Dia da Independência. Uma das pautas dos atos foi a luta contra uma suposta censura das redes sociais ao pensamento conservador. No último dia 14, Bolsonaro participou de um evento para entrega do Prêmio Marechal Rondon de Comunicações. Na ocasião, o presidente afirmou que a disseminação das “fake news” não deve ser regulamentada no país. “Fake news faz parte da nossa vida. Quem nunca contou uma mentirinha para a namorada?”, declarou o chefe do Executivo. “Não precisamos regular isso aí, deixemos o povo à vontade.” Relembre a ofensiva em 3 atos: 2 de setembro: Bolsonaro impõe vetos ao projeto que substitui Lei de Segurança Nacional e fragiliza legislação O presidente sancionou, com cinco vetos, a Lei 14.197/2021, que estabelece crimes contra o Estado democrático de direito e revoga a Lei de Segurança Nacional (LSN), criada na época da ditadura militar. O chefe do Executivo cortou, por exemplo, o trecho que transformava em crime o atentado ao direito de manifestação pacífica, prática que tem se proliferado no Brasil nos últimos anos, no contexto do avanço conservador. A depender da gravidade da ação, o texto aprovado pelo Congresso previa pena de prisão variando de um a 12 anos para quem tentasse impedir, por meio de violência ou grave ameaça, protestos dessa natureza conduzidos por partidos políticos, movimentos populares, sindicatos e outros grupos. Na justificativa do veto, o Planalto argumentou que a cláusula contraria o interesse público pelo que considera uma “dificuldade de caracterizar o que seria uma manifestação pacífica”. “Geraria grave insegurança jurídica para os agentes públicos das forças de segurança responsáveis pela manutenção da ordem”, diz o presidente. Ele também vetou o artigo que fixava punição mais rigorosa para militares que cometem crimes contra o Estado democrático de direito. A norma previa, por exemplo, perda do posto e da patente, mas desagradou o presidente, para quem o trecho infringe o princípio da proporcionalidade por submeter os fardados a uma “situação mais gravosa” que a de outros agentes públicos. 6 de setembro: Bolsonaro edita Medida Provisória que muda Marco Civil da Internet e facilita fake news O chefe do Executivo assinou, em 6 de setembro, uma Medida Provisória (MP) que alterava o Marco Civil da Internet. O novo texto, na prática, burocratizava as medidas contra fake news e dificultava a possibilidade das plataformas de redes sociais apagarem posts e vídeos mentirosos ou excluirem contas, total ou parcialmente, “exceto por justa causa”. Entre pontos que representariam “justa causa”, a MP previa inadimplemento do usuário, contas criadas com o propósito de assumir ou simular identidade de terceiros para enganar o público e cumprimento de determinação judicial. Editado às vésperas de atos golpistas de 7 de setembro, o texto vedava “aos provedores de redes sociais a adoção de critérios de moderação ou limitação do alcance da divulgação de conteúdo que impliquem censura de ordem política, ideológica, científica, artística ou religiosa”. Na prática, a medida dificultaria o combate aos boatos, informações distorcidas e mentiras disseminadas com objetivos políticos. Em 14 de setembro, a MP foi devolvida à Presidência da República pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Isso significa que o texto não será analisado pelo Congresso Nacional e perdeu todos os efeitos que previa. 19 de setembro: Bolsonaro envia o Projeto de Lei ao Congresso na tentativa de ressuscitar a Medida Provisória Bolsonaro enviou um Projeto de Lei ao Congresso neste domingo (19) na tentativa de ressuscitar a Medida Provisória 1.068. A íntegra do texto não foi divulgada. Para o governo, o projeto defende “princípios da liberdade de expressão, de comunicação e manifestação de pensamento” e garante que “as relações entre usuários e provedores de redes sociais ocorram em um contexto marcado pela segurança jurídica e pelo respeito aos direitos fundamentais”. Conforme pretendia a medida provisória e, agora, quer o projeto do Executivo, empresas como Instagram, Twitter e Facebook teriam obstáculos para realizar a remoção de conteúdo. Com a medida em vigor, por exemplo, teriam mais dificuldades para tirar do ar ameaças ao sistema democrático e notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e sobre vacinas. ECN com Brasil de Fato
Desmatamento, grilagem e atos antidemocráticos: a ficha judicial de Antônio Galvan

Presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan (de camisa azul) protesta em frente à PF em MT (Reprodução) Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), já foi multado por desmatar 500 hectares de vegetação nativa e por vender soja sem nota fiscal Por Naira Hofmeister – Repórter Brasil Apontado como um dos financiadores dos bolsonaristas antidemocráticos de 7 de setembro, Antonio Galvan, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), já foi multado por desmatar 500 hectares de vegetação nativa e por vender soja sem nota fiscal. Ele também responde na Justiça por plantio clandestino de grãos e por uma tentativa de grilagem de uma fazenda vizinha à sua. Procurado pela reportagem, o produtor rural não respondeu. Galvan ganhou as manchetes dos jornais por ser investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) em razão de seu apoio aos atos, cujo caráter é considerado golpista por políticos e juristas. A Procuradoria Geral da República (PGR) diz que Galvan é “possivelmente” um dos financiadores dos atos – o que ele nega, embora assuma sua simpatia pelas bandeiras da causa. No dia 6 de setembro, véspera das manifestações, o STF determinou o bloqueio das contas da Aprosoja Brasil e da Aprosoja do Mato Grosso, da qual Galvan foi presidente entre 2018 e 2020. A suspeita é que o sojicultor poderia estar utilizando dinheiro público repassado à entidade para apoiar o movimento. “Seriam utilizados fundos (FETHAB e IAGRO) compostos por recursos públicos que não possuem uma maior transparência nem têm sido destinado para suas finalidades originárias, mas sim, como capital para o financiamento de agentes para a realização das condutas antidemocráticas acima descritas”, escreveu a PGR em uma peça tornada pública pelo jornal O Estado de S.Paulo. Em nota publicada em 19 de agosto, a Aprosoja Brasil assegurou que “não financia e tampouco incentiva a invasão do Supremo Tribunal Federal (STF) ou quaisquer atos de violência contra autoridades, pessoas, órgãos públicos ou privados em qualquer cidade do país”. A íntegra da manifestação da entidade pode ser lida aqui. A confusão entre os interesses pessoais de Antonio Galvan e os da Aprosoja não seria um fato inédito. Em 2020, o ruralista utilizou a entidade como justificativa para plantar soja fora do período previsto no calendário oficial, qualificando o cultivo clandestino como pesquisa científica. Contudo, uma dezena de entidades (incluindo a Embrapa) se opôs ao experimento porque havia um grave risco de disseminação da ferrugem asiática, a principal praga da cultura, e consequente aumento no uso de agrotóxicos nas lavouras. “Ficou nítido que o principal objetivo da Aprosoja não é a realização de pesquisa, mas simplesmente a produção de sementes de soja fora do calendário, o que permitirá a estes produtores não comprarem sementes de soja no mercado, garantindo economia em sua produção”, concluiu a promotora de Justiça Ana Luiza Avila Peterlini de Souza. Ela moveu ação contra Antonio Galvan, seu filho Albino Galvan, a Aprosoja MT e outros 14 réus que também plantaram soja ilegalmente no estado. Foi a Aprosoja MT que assinou o acordo extrajudicial com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Mato Grosso para levar adiante o plantio tardio de soja em 2020. No ano anterior, Galvan já havia semeado 73 hectares fora da janela autorizada para plantio, mas, sem a proteção da entidade, foi autuado e processado. A ação, movida pelo Ministério Público do estado ainda corre na Justiça. O pacto entre o governo e a Aprosoja firmado em 2020 foi construído na esfera privada, longe dos órgãos do poder Judiciário, “um procedimento absolutamente questionável legalmente” na visão da promotora porque o que estava em jogo eram bens coletivos como o meio ambiente e mesmo a economia regional. O governo do Mato Grosso declarou nulo o acordo após constatar que ele foi feito, também, à revelia da Procuradoria Geral do estado. “O proprietário da Fazenda Dacar [Antonio Galvan] e também representante da Aprosoja, vem tratando o assunto unicamente da forma que lhe convém, convidando o estado para integrar discussões ou acordos com o único intuito de referendar suas decisões. Naquilo que o estado veda ou disciplina de forma a contrariar seus interesses, a execução se dá de forma clandestina”, afirmou a promotora nos autos. Prejuízo ao agronegócio O plantio de soja no Mato Grosso só pode ser feito entre setembro e dezembro porque lavouras iniciadas após este período tornam mais difícil o controle da ferrugem asiática, que reduz significativamente a produtividade do grão – e cujo fungo causador está se tornando resistente aos pesticidas disponíveis no mercado, dificultando mais ainda a situação. Como a praga fica mais forte, o volume de agrotóxicos empregados também precisa ser maior, elevando os custos de produção para o agronegócio e ampliando a contaminação do solo, da água e do ar. Apesar dos alertas dos órgãos técnicos, de multas e até de decisões judiciais contrárias, Antônio Galvan levou adiante o experimento que, afinal, confirmou o que se temia: em abril, quando a soja já estava colhida, uma inspeção na lavoura feita por técnicos constatou a presença de ferrugem asiática. Na época, o MP sugeriu que a safra seguinte poderia ter quebra de 10% em decorrência do problema, o equivalente a “uma cifra aproximada de R$ 3,82 bilhões”. Condenados na ação movida pelo MP em primeira instância, Galvan e seu filho Albino estão obrigados a pagar pouco mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. O MP obteve vitória em 13 das 14 ações propostas contra produtores que embarcaram na teoria de Galvan e plantaram soja tardiamente. Ao todo, as indenizações alcançam a cifra de R$ 3 milhões, conta que a Aprosoja avisou que vai assumir sozinha. A reportagem solicitou comentários a respeito dos fatos tanto para a Embrapa como para o Instituto de Defesa Agropecuária do Mato Grosso (Indea), mas ambos não responderam aos questionamentos. O Ministério Público informou que seus representantes também não responderiam. Desrespeito ao Judiciário Como promotor dos atos de Sete de Setembro, Galvan engrossa o coro que pede o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, formalmente requerido pelo presidente
Bolsonaristas fiéis representam hoje apenas 11%, diz Datafolha

“Para quem ficou surpreso com o número de manifestantes no último 7 de setembro, vale o alerta: o índice de eleitores que querem o impeachment [de Bolsonaro] é cerca de cinco vezes maior do que o de bolsonaristas fiéis”, destaca texto da Folha de S. Paulo Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (16) mostra um cenário desfavorável para Jair Bolsonaro. Além do recorde de reprovação, que chega a 53%, “a maioria dos eleitores quer seu impeachment e o rejeita como candidato para 2022, uma disputa ainda liderada com folga por Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”, destaca a Folha de S. Paulo. Em comparação com dezembro de 2020, o crescimento da reprovação a Bolsonaro totaliza 21 pontos percentuais. A queda nas taxas de ótimo ou bom soma 15 pontos. O texto do jornal por trás do Datafolha ainda diz que “para quem ficou surpreso com o número de manifestantes pelas ruas do país no último 7 de setembro, vale o alerta: o índice de eleitores que querem seu impeachment e dos que o rejeitam como candidato à reeleição é cerca de cinco vezes maior do que o de bolsonaristas fiéis”. O levantamento, pela segmentação de escala elaborada, que considera variáveis como voto declarado, mostra que os bolsonaristas raiz correspondem atualmente a 11% dos brasileiros, número que já chegou a representar 17% no passado. Dentre este grupo, a maioria é formada por homens, com idade e renda acima da média da população.
Luiza Trajano aparece na Times com texto de Lula: pintou a vice?

Luiza Trajano foi incluída na lista das 100 pessoas mais influentes de 2021 pela revista Time, que traz perfil da empresária brasileira escrito por Lula. Leia a íntegra O ex-presidente Lula escreveu o texto de perfil que apresenta a empresária Luiza Trajano, da rede de lojas Magazine Luiza, incluída entre as 100 pessoas mais influentes de 2021 na categoria “Titãs”. A empresária é uma das cotadas para compor a chapa do petista nas eleições presidenciais de 2022. “Em um mundo onde bilionários queimam fortunas em aventuras espaciais e iates, Luiza se dedica a um tipo diferente de odisseia. Ela assumiu o desafio de construir um gigante comercial e ao mesmo tempo construir um Brasil melhor”, diz o texto de Lula sobre a empresária publicado na versão em inglês do site da revista nesta quarta-feira (15). No texto, Lula afirma ainda que durante a pandemia, Luiza Trajano foi um dos focos de resistência ao negacionismo do governo Jair Bolsonaro. “Quando a COVID-19 chegou ao Brasil, matando mais de 580 mil brasileiros e causando uma recessão, o Magazine Luiza ajudou as pequenas empresas a se adaptarem ao comércio digital, fornecendo uma plataforma para vender e entregar seus produtos. Em um momento em que o governo federal brasileiro minimizava o risco que a pandemia representava, Luiza corajosamente falou sobre a urgência da vacinação”. Na lista deste ano ainda estão: a cantora Billie Eilish, a atriz Kate Winslet, a poeta Cathy Park Hong, a tenista Naomi Osaka, a cantora Britney Spears (com texto escrito pela Paris Hilton), o advogado ambientalista Roger Cox (com texto escrito pelo Al Gore) e outros. Leia a íntegra do texto de Lula publicado na Time Em um mundo de negócios ainda dominado por homens, a brasileira Luiza Trajano conseguiu transformar o Magazine Luiza, que começou como uma loja única em 1957, em um gigante do varejo com dezenas de bilhões de dólares. É uma grande conquista – uma entre muitas. Quando a COVID-19 chegou ao Brasil, matando mais de 580 mil brasileiros e causando uma recessão, o Magazine Luiza ajudou as pequenas empresas a se adaptarem ao comércio digital, fornecendo uma plataforma para vender e entregar seus produtos. Em um momento em que o governo federal brasileiro minimizava o risco que a pandemia representava, Luiza corajosamente falou sobre a urgência da vacinação. Ela também foi uma defensora vocal da igualdade, criando o Mulheres do Brasil, um grupo apartidário de mais de 95.000 mulheres que trabalham para construir uma sociedade melhor e apoiar as vítimas de violência doméstica. E, no final de 2020, em um esforço para promover a inclusão dentro do Magazine Luiza, ela lançou um programa de trainees que oferece oportunidades para os afro-brasileiros. Em um mundo onde bilionários queimam fortunas em aventuras espaciais e iates, Luiza se dedica a um tipo diferente de odisséia. Ela assumiu o desafio de construir um gigante comercial e ao mesmo tempo construir um Brasil melhor.
Senado enterra Ficha Limpa e permite eleição de político com conta rejeitada na Justiça

Quando a rejeição das contas envolve atos de desvios, enriquecimento ilícito ou dano aos cofres públicos, o político continuará sem poder se candidatar (Jefferson Rudy/Agência Senado) Se o projeto for sancionado por Bolsonaro, Ficha Limpa valerá apenas para para casos mais graves, como quando há desvios de recursos públicos O Senado aprovou um projeto liberando a candidatura de políticos que tiveram as contas rejeitadas na administração pública e foram punidos apenas com multa. Se a mudança for sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, a proibição valerá apenas para casos mais graves, como quando há desvios de recursos públicos. “O projeto termina separando o joio do trigo”, disse o relator da proposta, Marcelo Castro (MDB-PI). De acordo com ele, ficarão livres da inelegibilidade por oito anos aqueles gestores, como prefeitos, que tiveram as contas rejeitadas apenas por atos formais, por exemplo, a falta de um documento relacionado a uma despesa, sem prejuízo ao erário público. A proposta foi aprovada anteriormente pela Câmara, ou seja, depende agora do aval de Bolsonaro. Quando a rejeição das contas envolve atos de desvios, enriquecimento ilícito ou dano aos cofres públicos, o político continuará sem poder se candidatar. “Não podemos condenar à morte política, porque são oito anos de inelegibilidade, todos nós sabemos como é dura a vida de um político, simplesmente porque houve um erro formal”, disse Marcelo Castro. Atualmente, a Lei da Ficha Limpa determina inelegibilidade para políticos os que tiverem suas contas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa e por decisão irrecorrível. O projeto aprovado pelos congressistas deixa claro que a pena dada não se aplica a quem “tenha tido suas contas julgadas irregulares, sem imputação de débito, e sancionados exclusivamente com o pagamento de multa.” Apesar de a mudança blindar apenas políticos que sofreram sanções mais leves dos tribunais de contas e dos legislativos, o projeto foi alvo de críticas por alterar a Lei da Ficha Limpa, aprovada após uma iniciativa popular. Uma das condições criticadas foi a possibilidade de a mudança na lei liberar a candidatura de quem omite a prestação de contas. Os senadores rejeitaram uma emenda que tentava deixar isso mais claro. “Precisamos encontrar uma saída que possa proteger os políticos de boa-fé, mas que não deixe lastro para aquelas de má-fé se aproveitarem dessas brechas”, afirmou a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS). Agência Estado
No dia em que foi revelada carta de Léo Pinheiro, STF garante nova vitória a Lula

Um dia depois de a Justiça Federal de São Paulo determinar o arquivamento de inquérito sobre um suposto tráfico de influência em prol da empreiteira OAS, foi a vez do Supremo Tribunal Federal (STF) garantir uma nova vitória ao ex-presidente Lula. O ministro Ricardo Lewandowski determinou a suspensão de dois processos que a corte já havia determinado anulação. A defesa de Lula, comandada Cristiano Zanin e Valeska Martins, pediu a suspensão de dois processo relativos ao Instituto Lula alegando que o Ministério Público Federal (MPF) tentou reaproveitar material que havia sido anulado pelo STF. O processo está entre os que foram impactados pelas decisões que reconheceram a suspeição do ex-juiz Sergio Moro e a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para processar o ex-presidente. Lewandowski reconhece “dano irreparável” nas investigações conduzidas anteriormente e concedeu liminar em favor da suspensão. “Este quadro fático empresta plausibilidade ao direito invocado pelo reclamante, considerado o risco iminente de instauração de nova persecução penal, ou mesmo de imposição de medidas cautelares diversas, utilizando-se como fundamento os fatos aqui discutidos com ampla verticalidade, quais sejam, o amplo e irrestrito uso do Acordo de Leniência da Odebrecht e dos elementos de prova oriundos de tal pacto de cooperação”, afirma. O plenário da corte ainda vai dar parecer sobre a anulação dos processos. A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), celebrou a decisao. “Importante decisão do STF hoje, para evitar reabertura de ações contra Lula q já foram anuladas. Impressionante como lavajatistas tentam burlar a Justiça com acusações sem fundamento. Seguir a lei e respeitar o direito nunca foi o método deles”, tuitou. A decisão saiu no mesmo dia em que veio à público carta em que o empreiteiro Léo Pinheiro admite que mentiu em delação para incriminar o presidente. A carta foi escrita em maio e foi incluída nos autos do processo que foi arquivado na segunda-feira (13) sobre suposto tráfico de influencia em favor da OAS. Confira aqui a íntegra da decisão de Lewandowski, obtida pelo blog Fausto Macedo, no Estadão Com informações do Estadão e do G1
Em carta de próprio punho, Léo Pinheiro confessa que mentiu em delação contra Lula

Léo Pinheiro, confessou que mentiu ao acusar Lula de corrupção e tráfico de influência junto ao governo da Costa Rica no processo que foi arquivado pela Justiça nesta segunda-feira (13). Em carta escrita em maio deste ano, Léo Pinheiro diz que mentiu em delação da Lava Jato ao tentar incriminar o ex-presidente por corrupção e tráfico de influência junto a OAS “A empresa OAS não obteve nenhuma vantagem, pois inclusive não foi beneficiada por empréstimos do BCIE – Banco Centro Americano de Integração Econômica. Não sabendo informar se houve efetividade da solicitação do Presidente do BCIE, senhor Nick Rischbieth junto ao senhor Ex. Presidente Lula e demais autoridades citadas”, escreveu Pinheiro, desmentindo a acusação contra o ex-presidente. A informação foi divulgada por Bela Megale, no jornal O Globo. No acordo de delação premiada junto à Lava Jato, o ex-executivo havia sido contratado pela OAS para realizar uma palestra na Costa Rica a fim de influenciar os dirigentes daquele país a fazer negócios com a construtora. Pinheiro também narrou uma suposta reunião na suíte onde Lula estava hospedado e que contou com a presença e dele de outro executivo da OAS, o diretor Augusto Uzeda, que negou que tenha havido o encontro. Na carta, Pinheiro disse que nunca autorizou ou teve conhecimento de pagamentos de propina às autoridades citadas no caso. Vitória O caso arquivado nesta segunda foi a 19ª batalha vencida por Lula no lawfare iniciado pela Lava Jato que resultou em uma guerra jurídica para afastar o petista da disputa à Presidência em 2018. Agora, o único processo a que o ex-presidente responde diz respeito a supostas irregularidades na compra de caças suecos no governo de Dilma Rousseff. Lula seria ouvido pela justiça em maio sobre o inquérito, mas teve a oitiva adiada pelo juiz Frederico Botelho de Barros Viana, juiz da 10ª Vara Federal de Brasília. O Ministério Público (MP) acusa Lula de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa por ter supostamente participado de negociações para a aquisição dos caças. Para justificar sua decisão, o juiz considerou os novos elementos apresentados pela defesa de Lula, que pediu suspeição dos procuradores Frederico de Carvalho Paiva e Herbert Reis Mesquita. Os advogados do ex-presidente afirmam que as mensagens entre procuradores que atuavam na Lava Jato, obtidas por hackers, mostram, claramente, que a denúncia dos caças foi idealizada pelos integrantes da operação de Curitiba, em um “plano” que buscava “liquidar” Lula, por meio de “acusações frívolas, apresentadas em número elevado e repetidas”. Paiva e Mesquita foram envolvidos nas discussões em grupos no Telegram e “não apenas tomaram conhecimento das ilegalidades que estavam sendo praticadas pela ‘Lava Jato’ de Curitiba contra os excipientes [Lula e seu filho Luís Cláudio] como também passaram a delas participar”, alega a defesa.
Naji Nahas foi o anfitrião do jantar em que Temer gargalhou de imitação de Bolsonaro

Além de especuladores, presos por corrupção, regabofe em que Temer gargalhou de imitação de Bolsonaro contou com a presença de representantes da mídia liberal. Saiba quem esteve no encontro O regabofe dos “homens brancos cis, donos do poder econômico e político, devoradores do Brasil” – como definiu Marcia Tiburi – em que Michel Temer (MDB) soltou uma gargalhada ao ouvir a imitação de Jair Bolsonaro (sem partido) aconteceu na mansão de Naji Nahas, histórico especulador financeiro, que foi acusado pela quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro e chegou a ser preso em 2008 por corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF). “Ao redor daquela mesa, homens brancos cis, donos do poder econômico e político, devoradores do Brasil. Arreganham-se entre eles com o imitador de Bolsonaro, o bufão que colocaram no poder para representá-los. Porém, o verdadeiro objeto da piada é o povo que passa fome”, tuitou a escritora e professora de filosofia, que deixou o país ao receber ameaças de morte após a candidatura ao governo do Rio de Janeiro, em 2018. https://twitter.com/marciatiburi/status/1437760441946628099?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1437760441946628099%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaforum.com.br%2Fpolitica%2Fnaji-nahas-foi-o-anfitriao-do-jantar-em-que-temer-gargalhou-de-imitacao-de-bolsonaro%2F O jantar ainda contou com a presença de “formadores de opinião”, como Johnny Saad, dono do grupo Bandeirantes de comunicação, o empresário e jornalista Roberto D’Ávilla e Antonio Carlos Pereira, ex-editorialista do Estadão, que nesta terça-feira (14) publicou um editorial acusando o PT e Lula de não defenderem a democracia e o Estado de Direito. Temer gargalha de imitação de Bolsonaro: “Salvou o careca de levar minha hemorróida”; veja vídeo “E essa cartinha que eu recebi tua, achei ela meio infantil, meio maricas. Cadê a parte que combinei de botar o pau de arara na Praça dos Três Poderes e dar de chibata no lombo de Alexandre de Moraes”, zomba André Marinho, arrancando gargalhadas de Michel Temer. Após ser convocado pelo presidente para atuar como bombeiro na crise instalada no Planalto após discurso golpista do 7 de Setembro, Michel Temer (MDB) deu gargalhadas da imitação em que o humorista André Marinho, filho do empresário Paulo Marinho – que é pré-candidato do PSDB ao governo do Rio -, zomba de Jair Bolsonaro (Sem partido) por ter chamado o emedebista para “salvar o governo”. “No tocante ao presidente, eu tenho que agradecer você demais, porque tu salvou o careca de levar minha hemorróida, pô”, zomba o humorista em vídeo divulgado nas redes sociais pelo jornalista Ricardo Noblat. André Marinho está sentado à mesa junto ao pai. No convescote ainda se vê figuras como o João Carlos Saad, presidente do grupo Bandeirantes de Comunicação. Assista Caiu na Rede! pic.twitter.com/GkwnhsIu4y — Blog do Noblat (@BlogdoNoblat) September 14, 2021
Gado arrependido manda Bolsonaro à merda e chama ele de calça frouxa e covarde

Jackson Vilar, presidente da Embaixada do Comércio do Brasil, afirmou ainda: “Aqui em São Paulo nós temos um calça apertada e em Brasília nós temos um calça frouxa” O até então bolsonarista e presidente da Embaixada do Comércio do Brasil, Jackson Vilar, gravou vídeo onde se manifesta de maneira furibunda após a “arregada” do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) nesta quinta-feira (9). Nele, o líder de extrema-direita afirma que “em São Paulo nós temos um calça apertada e em Brasília nós temos um calça frouxa”. “Olá, meus amigos patriotas. Aqui em São Paulo nós temos um calça apertada e em Brasília nós temos um calça frouxa. Um traidor da pátria chamado Jair Messias Bolsonaro. Essa é a verdade”, disse. Jackson afirmou ainda: “Nós estamos aí vendo pessoas sendo presas no Brasil. Patriotas dando a vida, caminhoneiros, o Zé Trovão, fora do país, coitado, três filhos adolescentes. Jogou a sua liberdade fora pra defender o país, um presidente ao qual traiu a classe do Zé trovão, os caminhoneiros”, bradou. “Um que hoje grava um vídeo mandando recuar. Espera aí, eu fui processado aqui em São Paulo várias vezes por um governador defendendo o Bolsonaro, mas agora eu te digo: eu não acredito em Bolsonaro mais”, exclamou. “Pode me chamar de traidor do que você quiser, canalha”, afirmou se referindo a Bolsonaro. “Zé Trovão e Alexandre de Moraes, soltem todos os que foram presos enganados por Bolsonaro. Todos foi enganado por esse traidor (sic) que quer andar de helicóptero do Exército, quer ver gente aplaudindo dizendo o nome. Eu vou queimar minha camisa com o nome Bolsonaro. Você não merece respeito Bolsonaro. Você traiu os motociclistas, os caminhoneiros, você traiu o seu povo porque você é um frouxo covarde. É isso que você é. Você não tem coragem de assinar um papel, cara”, acusou. Com Revista Fórum