Barroso chama Bolsonaro de farsante e critica a repetição da mentira e falsidades

O ministro Luis Roberto Barroso defende o sistema eleitoral, alvo de ataques do presidente Presidente do TSE afirma que Brasil é vítima de chacota e desprezo perante o mundo Em pronunciamento para anunciar o Conselho de Transparência das Eleições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luis Roberto Barroso, fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro, atribuindo ao chefe do Executivo a prática de mentiras e um populismo irresponsável que envergonha o país perante outras nações. “Todos sabem que não houve fraude e quem é o farsante nessa história”, declarou o ministro. “Quando fracasso bate à porta, é preciso encontrar culpados.” O magistrado destacou que não se pode “permitir a destruição das instituições para encobrir o fracasso econômico, social e moral” que o país vive. “A democracia tem lugar para conservadores liberais e progressistas. O que nos une é o respeito à Constituição. A democracia só não tem lugar para quem pretende destrui-la”, afirmou. Além do tom duro, outro fator que aproximou o discurso de Barroso no TSE com o do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, de quarta-feira (8), foi a citação direta a Jair Bolsonaro, que insuflou seus apoiadores contra as instituições do Judiciário e prometeu desrespeitar decisões judiciais que venham a ser emitidas pelo ministro Alexandre de Moraes, integrante das duas cortes. O presidente do Supremo lembrou que o desacato a ordens da Justiça é crime de responsabilidade, que pode ensejar a abertura de processo de impeachment. Barroso rebateu enfaticamente as afirmações de Bolsonaro, como a de que ele não poderia “participar da farsa patrocinada pelo presidente do TSE”. O ministro lembrou que o chefe do Executivo repete, incessantemente, as alegações de supostas fraudes na eleição que o alçou ao Palácio do Planalto, sem ter apresentado nenhuma prova, mesmo quando foi instado formalmente pela corte eleitoral – “teórica vazia”, “política de palanque”, classificou. Barroso defendeu o sistema eleitoral, alvo de constantes ataques do presidente, que nunca apresentou provas de possíveis falhas. “Já começa a ficar cansativo no Brasil ter que repetidamente desmentir falsidades para que não sejamos dominados pela pós-verdade, pelos fatos alternativos, para que a repetição da mentira não crie a impressão de que ela se tornou verdade. É muito triste o ponto a que chegamos”, disse Barroso, insistindo, em seu discurso, nas mentiras e na prática de difamação do sistema legítimo por parte do mandatário. Barroso voltou a garantir a segurança das urnas eletrônicas e a rebater o voto impresso, proposta já derrotada na Câmara dos Deputados, mas que voltou à pauta bolsonarista nos atos do 7 de Setembro. “O sistema é certamente inseguro para quem acha que o único resultado possível é a própria vitória. Como já disse antes, para maus perdedores não há remédio na farmacologia jurídica”, disse. Barroso destacou que presidente do STF, ministro Luiz Fux, já se manifestou em relação aos ataques com o rigor que se impunha. “A mim, cabe, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, apenas rebater o que se disse de inverídico em relação à Justiça eleitoral. Faço isso em nome dos milhares de juízes e servidores que servem ao Brasil com patriotismo. Não o da retórica de palanque, mas o do trabalho duro e dedicado e que não podem ficar indefesos diante da linguagem abusiva e da mentira”, disse Barroso. Acusações sem fundamento Em seu discurso, o presidente do TSE elencou seis acusações infundadas proferidas por Bolsonaro contra a Justiça Eleitoral e seus integrantes durante os atos de 7 de setembro, como a suposta possibilidade de fraude eleitoral devido ao sistema de votação eletrônico utilizado atualmente e a necessidade da adoção do voto impresso auditável para solucionar manipulações jamais comprovadas. De forma objetiva e firme, Barroso desmentiu cada uma das falas do presidente. “O slogan para o momento brasileiro, ao contrário do propalado, parece ser ‘conhecerás a mentira e a mentira te aprisionará’”, disse. “Quando o fracasso bate à porta, porque esse é o destino do populismo, é preciso encontrar culpados, bodes expiatórios. O populismo vive de arrumar inimigos para justificar o seu fiasco. Pode ser o comunismo, a imprensa, ou os tribunais”. Ao rebater as bravatas de Bolsonaro sobre o voto impresso, por exemplo, Barroso sinalizou, mais uma vez, que a contagem pública manual de votos “seria um retorno ao tempo da fraude e da manipulação”. “Contagem pública anual de votos é como abandonar o computador e regredir não à máquina de escrever, mas à caneta tinteiro. Se tentam invadir o Congresso Nacional e o STF imaginasse o que não fariam com as sessões eleitorais”. “Uma das manifestações do autoritarismo pelo mundo afora é a tentativa de desacreditar o processo eleitoral e as instituições eleitorais para, em caso de derrota, poder alegar fraude e deslegitimar o vencedor”, disse Barroso. “O extremismo tem se valido de campanhas de ódio, desinformação, meias verdades e teorias conspiratórias, que visam a enfraquecer os fundamentos da democracia representativa”. O presidente do TSE também criticou os excessos de Bolsonaro e os constantes ataques à democracia. “Insulto não é argumento. Ofensa não é coragem. A incivilidade é uma derrota do espírito. A falta de compostura nos envergonha perante o mundo. A marca Brasil sofre neste momento, triste dizer isso, uma desvalorização global. Não é só o real que está desvalorizando. Somos vítima de chacota e de desprezo mundial”, afirmou. Para ele, o Brasil sofre com “um desprestígio maior do que a inflação, do que o desemprego, do que a queda de renda, do que a alta do dólar, do que a queda da bolsa, do que desmatamento da Amazônia, do número de mortos pela pandemia, do que a fuga de cérebros e de investimentos”. Reações em conjunto As reações dos ministros de tribunais superiores têm sido cada vez mais contundentes diante dos ataques incessantes que partem do Palácio do Planalto. Em agosto, o presidente do STF desmarcou a reunião entre os líderes dos Poderes para selar um acordo de paz, pois, segundo ele, Bolsonaro não está interessado no diálogo e não cumpre com a sua palavra. Os chefes do Executivo
Dom Arns: um gigante da resistência democrática – Por Luís Corrêa Lima*

Celebra-se neste mês o centenário de nascimento de dom Paulo Evaristo Arns, que foi arcebispo de São Paulo e cardeal. A lembrança de dom Arns me remete ao tempo de minha adolescência e juventude nesta cidade. Sempre o admirei muito, mas com o tempo a admiração aumenta ao conhecer mais sobre sua vida, obra e importância na história do Brasil. Muito pode ser dito sobre este franciscano que amou os pobres, organizou a Igreja nas periferias paulistanas, zelou pela liturgia e incentivou a protagonismo do laicato. Era também intelectual, pessoa de fácil comunicação e promotor de pastorais e obras sociais. Foi um dos idealizadores da Pastoral da Criança, desenvolvida brilhantemente por sua irmã Zilda Arns. As diversas faces de sua vida estão registradas no belo documentário Coragem! As muitas vidas do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Nos tempos atuais, é muito importante lembrar a síntese feita por ele entre fé e política, ligando o Evangelho ao compromisso social e ao profetismo. Quando o Brasil viveu os tempos sombrios da ditadura civil-militar e da tortura, dom Arns visitou inúmeros presos políticos e organizou a Comissão de Justiça e Paz em sua arquidiocese, para dar-lhes assistência. Na morte do jornalista Vladimir Herzog, executado no Dops em 1975, Arns realizou um culto ecumênico na Catedral da Sé. Herzog era judeu e o culto teve a presença do rabino Henry Sobel. Na época, imperava a censura à imprensa e a informação oficial era que Herzog tinha se suicidado na prisão. Na catedral lotada com 9 mil pessoas, incluindo a imprensa estrangeira, dom Arns desmascarou a farsa ao dizer publicamente: “Basta! Vladimir Herzog foi assassinado”. A repercussão foi grande e o governo destituiu o chefe militar daquela região. Foram as primeiras fissuras no edifício de uma ditadura impiedosa. Dois anos depois, a CNBB com a participação de dom Arns lançou o documento Exigências cristãs de uma ordem política, um primoroso manifesto em favor dos direitos humanos e do Estado Democrático de Direito. Em 1979, dom Arns engajou-se em um projeto ambicioso com o Conselho Mundial das Igrejas e o pastor presbiteriano Jaime Wright: uma ampla pesquisa nos arquivos da Justiça Militar sobre a repressão política e a tortura no Brasil, entre 1964 e 1979. Durante seis anos, uma equipe de pesquisadores, revezando-se discretamente, fez um levantamento de mais de 700 processos com depoimentos de presos políticos nos tribunais militares. Cerca de 850 mil páginas foram fotocopiadas. Eram provas irrefutáveis de torturas com requintes de crueldade. Em 1985, um resumo foi publicado na forma do livro Brasil nunca mais. Todo o material da pesquisa foi depois digitalizado e disponibilizado gratuitamente (aqui). Dentre os momentos dramáticos da vida dom Arns, vale relatar o que ocorreu horas antes do culto ecumênico em memória de Herzog. O próprio Arns descreveu: À 13 horas, chegam em minha residência dois secretários do governo. Emissários do governador. Talvez, do presidente da república, que se encontrava entre nós: — O senhor não pode ir. Ele não é católico. — Ele é meu irmão. E é irmão de todos os católicos. E eles lá estarão. — Mas pode haver tiroteio, morte, e o senhor será o responsável. — Lá estarei, para evitar mortes. O pastor não abandona as ovelhas, quando ameaçadas. — Haverá mais de quinhentos policiais, na praça, com ordem de atirar, ao primeiro grito. — É assim que tratam o povo? Quando grita de dor, vocês atiram? — É um apelo. O senhor, não vá. Mande outro. — Digam ao governador que o arcebispo estará com aqueles que Deus lhe confiou. Custe o que custar, ele cumprirá o dever. Agradeço a visita, mas digam ao governador que o povo se manterá calmo. Portanto, todo o mais correrá por conta dele. Hoje, os brasileiros são beneficiários dos que resistiram à ditadura e se mobilizaram pela redemocratização do país. Mas a democracia brasileira está ameaçada. Nas últimas décadas, nunca se viu tantas pessoas defendendo abertamente intervenção militar, fechamento do congresso e do Supremo Tribunal Federal. A memória de dom Arns, sua luta e coragem hão de inspirar e fortalecer os que defendem o Estado Democrático de Direito, esta grande conquista civilizatória. *Luís Corrêa Lima é sacerdote jesuíta, historiador e professor da PUC-Rio.
Meia dúzia de ratos pingados – Movimento dos “patridiotas” em Brasília foi um fracasso

Mesmo com toda a parafernália da organização e as intimidações das últimas semanas, imagens da capital federal mostram volume constrangedor de apoiadores e mais do mesmo: radicalismo inócuo Os atos de caráter golpista convocados pelo presidente Jair Bolsonaro há semanas, em relação aos quais se criou uma enorme expectativa, e que geraram uma atmosfera de temeridade, foram um fiasco. As imagens de Brasília, onde a manifestação já está terminando, inclusive com a saída do presidente do local, mostram um contingente relativamente comum de participantes e muito abaixo daquilo que o Planalto esperava. As cenas captadas por helicópteros e drones mostram que os bolsonaristas ocuparam uma área um pouco menor do que a frontaria de três ministérios, na Esplanada. Outras manifestações políticas na capital federal, em anos diferentes, reuniram muito mais pessoas. No Rio de Janeiro, antiga capital da República e segunda maior cidade do país, uma praia de Copacabana com um grande número de pessoas em duas pistas da avenida da orla, se estendendo por uns pares de quadras, não são muito diferentes das habituais aglomerações reacionárias que nos últimos anos ocorrem periodicamente no local. Nas redes sociais, com um extremismo mais inflamado que de costume, os apoiadores de Bolsonaro promovem um frenesi e ocupam o espaço cibernético com suas postagens, ainda que seja de conhecimento público que boa parte desse engajamento é promovida por robôs. Proliferam-se informações como “500 mil pessoas em Brasília”, e até delirantes “um milhão de patriotas”, mas especialistas em contagem de público afirmam nos últimos minutos que o contingente na Esplanada dos Ministérios ficou entre 30 mil e 50 mil pessoas. O jornal Valor Econômico chegou a informar que a adesão ao “protesto” em Brasília teria fica em torno de 5% do previsto. A preocupação com a baixa presença de apoiadores em relação à expectativa fez inclusive Eduardo Bolsonaro, filho 03 do presidente, publicar uma foto antiga, de uma manifestação de 2013. Aparentemente, o presidente sentiu o baque. Ainda que com novas ameaças, o habitual tom vociferante de Bolsonaro foi substituído por uma fala mais pausada. O fato pode não significar muita coisa, mas era perceptível seu ar de decepção, mesmo tentando insuflar os ânimos dos presentes. Via Revista Fórum
Governo Bolsonaro: mais de R$ 240 milhões de testes, vacinas e remédios vencidos

Ministério da Saúde deixou vencer a validade de um estoque de testes de diagnóstico, imunizantes, medicamentos e outros itens. Deputado vai entrar com representação junto à PGR pedindo apuração Em meio à pandemia de covid-19, o Ministério da Saúde deixou vencer a validade de um estoque de testes de diagnóstico, imunizantes, remédios e outros itens avaliados em mais de R$ 240 milhões. No total, são 3,7 milhões de itens que começaram a perder o prazo de validade há mais de três anos, a maioria durante a gestão de Jair Bolsonaro, e estão no cemitério de insumos do Sistema Único de Saúde (SUS), em Guarulhos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo. Ainda que a lista do estoque seja mantida em sigilo pelo ministério, o jornal teve acesso a tabelas da pasta com dados sobre itens, data de validade e valor pago. Entre os produtos vencidos estão 820 mil canetas de insulina, totalizando R$ 10 milhões. Entre os produtos vencidos estariam também itens destinados a pacientes do SUS com doenças como hepatite C, câncer, Parkinson, Alzheimer, tuberculose, doenças raras, esquizofrenia, artrite reumatoide, transplantados e problemas renais. Também foi perdido um lote inteiro de frascos para aplicação de 12 milhões de vacinas para gripe, BCG, hepatite B e outras doenças, avaliado em R$ 50 milhões. O diretor do Departamento de Logística (Dlog) do Ministério da Saúde, general da reserva Ridauto Fernandes, justificou o desperdício à publicação afirmando que a perda de validade de produtos “é sempre indesejável”, mas ocorre “em quase todos os ramos da atividade humana”. “Em supermercados, todos os dias, há descarte de material por essa razão”, afirmou o general. ‘Projeto de morte’ As revelações sobre os produtos vencidos causaram reações no mundo político. “A falta de medicamento nos postos pode parecer falta de recursos ou incompetência, mas sempre fez parte do projeto de morte de Bolsonaro”, postou no Twitter a ex-deputada federal Manuela d’Ávila. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou, também na rede social, que vai tomar providências junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar o caso. “Darei entrada hoje na PGR com representação solicitando investigação de crime de improbidade administrativa do presidente e ministro da saúde pelo vencimento de R$ 243 milhões em vacinas, testes e remédios em plena pandemia. O SUS TRABALHA e Bolsonaro atrapalha”, postou o parlamentar.
Operação com desfile de blindados custou R$ 3,7 milhões aos cofres públicos

A passagem dos blindados pela Esplanada ocorreu na mesma data em que a Câmara rejeitou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso A operação militar que contou com um desfile de blindados em frente ao Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, custou cofres aos públicos R$ 3,7 milhões. O valor foi obtido pelo Estadão por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) e se refere aos gastos da Marinha com a edição deste ano da Operação Formosa, um treinamento militar realizado anualmente no interior de Goiás. Pela primeira vez, porém, a operação incluiu um desfile em frente à sede do Executivo. A passagem dos blindados pela Esplanada ocorreu no último dia 10 de agosto, mesma data em que a Câmara rejeitou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso. A exibição dos blindados foi interpretada como uma tentativa do presidente Jair Bolsonaro de intimidar o Poder Legislativo para aprovar o texto. O trajeto contou com cerca de 150 veículos militares, que passaram em frente ao Planalto, sob a justificativa de entregar um convite a Bolsonaro e a diversas autoridades da República para que participassem do dia de Demonstração Operativa, em 16 de agosto. O evento é um desfile que faz uma demonstração de equipamentos militares e todo ano percorre um trajeto entre o Rio de Janeiro e a cidade de Formosa, no interior de Goiás. Dos R$ 3,7 milhões da operação, R$ 1,78 milhão foi para gastos de custeio de bases, R$ 1,03 milhão para locação de ônibus para transporte, R$ 721 mil para combustíveis, lubrificantes e graxas, R$ 98,7 mil para materiais de saúde, R$ 16,6 mil para suprimentos de fundos e R$ 15 mil para passagens e diárias. Em resposta ao pedido de informação da reportagem, a Marinha, que organiza o evento, informou que a Operação Formosa é realizada desde 1988 “com o propósito de assegurar o preparo do Corpo de Fuzileiros Navais como força estratégica, de pronto emprego e de caráter anfíbio e expedicionário, conforme previsto na Estratégia Nacional de Defesa”. Neste ano, pela primeira vez, o Exército e a Aeronáutica também participaram da operação. De acordo com a Marinha, a participação dos outros comandos militares aconteceu “de modo a incrementar a interoperabilidade das Forças Armadas do País”. Leia também MEMES – Militares envergonhados: desfile de tanques precários vira piada nas redes
Jair Bolsonaro é chamado de golpista, genocida e ladrão, é corno e gay

Enquanto a miséria bate na porta com milhões de brasileiros passando por dificuldades graves com a fome e o desemprego, o Brasil só fala da baixaria total do governo Bolsonaro. Depois que o senador Ranolfe Rodrigues afirmou que Bolsonaro é um genocida e ladrão, e o ex-funcionário Marcelo Luiz Nogueira de Santos, revelar que Bolsonaro é corno. Agora é a vez do deputado federal Rodrigo Maia, garantir que Bolsonaro é gay. Para o Jornalista Fábio Pannunzio, não importa se Bolsonaro é gay ou corno; importa se ele é ladrão e golpista ‘A baixaria chegou ao Poder no Brasil levada por Bolsonaro. O governo do Genocida começou sob o signo do Golden Shower, o primeiro escândalo escatológico desde o advento do novo fascismo que se instalou no País.(…) Se Bolsonaro é corno ou não, isso só interessa a ele e suas amantes. Mas é de interesse geral a informação de que foram as traições de Ana Cristina Valle com um bombeiro que fazia a segurança da família que levaram o Imperador da Rachadinha a transferir da ex-mulher para o miliciano Queiros a arrecadação do dinheiro roubado de funcionários fantasmas empregados nos gabinetes da família.’ Não importa se Bolsonaro é gay ou corno; importa se ele é ladrão e golpista.https://t.co/XjmOFVW96L — Fabio Pannunzio (@blogdopannunzio) September 3, 2021 Rodrigo Maia: “Bolsonaro é gay, mas não assume por causa da ideologia militar” Em entrevista para um podcast, o atual secretário do governo Doria afirmou que é preciso fazer o debate e que o exército é muito atrasado no debate sobre orientação sexual O ex-presidente da Câmara dos Deputados e atual secretário do governo de João Doria (PSDB-SP), Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou em entrevista ao Derretecast que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é gay, mas não tem coragem de sair do armário. “Eu acho que ele é gay e não tem nenhum problema. Você não tem uma mulher trabalhando com ele, que ele admire. E qual é o problema? Como ele tem formação militar… não estou brincando, a gente tem que fazer esse debate”, disse Maia. “Ele não consegue assumir o qu ele é. Eu falo isso pra todo mundo e o pessoal começa a rir e depois falam ‘acho que você tem razão’. Não tem problema nenhum, eu tenho grandes amigos que são homossexuais assumidos, o próprio governador Eduardo Leite assumiu agora e é um cara maravilhoso”, disse. Por fim, Maia afirmou que Bolsonaro “só briga com mulher, agride, fica com essa coisa de ‘vamos namorar’, agora, como ele tem formação militar, que é muito reacionária, que é muito atrasada nesse aspecto da orientação sexual, ele prefere dizer que é machão”. https://twitter.com/edumilsonpapo10/status/1433773308202323968?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1433773308202323968%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaforum.com.br%2Fnoticias%2Fbolsonaro-gay-maia%2F Jean Wyllys: “Bolsonaro é um misógino” O ex-deputado federal Jean Wyllys respondeu ao comentário de Rodrigo Maia e afirmou que Bolsonaro é um “homofóbico”. “Querido Rodrigo Maia, deixe-me te explicar uma coisa: o genocida é seguramente misógino, sexista e machista, e tem doentia fixação no coito anal e inveja do gozo da homossexualidade. Tudo isto faz dele um homofóbico, não um gay. Gay sou: ser gay tem a ver com o orgulho de ser!”, criticou Wyllys. Querido @RodrigoMaia , deixe-me te explicar uma coisa: o genocida é seguramente misógino, sexista e machista, e tem doentia fixação no coito anal e inveja do gozo da homossexualidade. Tudo isto faz dele um homofóbico, não um gay. Gay sou: ser gay tem a ver com o orgulho de ser! https://t.co/ZiZHN4Ml3r — Jean Wyllys (@jeanwyllys_real) September 3, 2021 Randolfe Rodrigues: “Bolsonaro é genocida e ladrão” O senador Randolfe Rodrigues, que é graduado em História, bacharel em Direito e mestre em políticas públicas pela Universidade Estadual do Ceará, afirmou ao jornalista Marco Antônio Villa, que Bolsonaro é genocida e ladrão. Veja abaixo a entrevista #BolsonaroCorno é assunto mais comentado nas redes após vir à tona traição de ex-mulher
PF prende blogueiro bolsonarista e busca caminhoneiro com mandado do STF

Wellington Macedo é um dos alvos de inquérito que investiga manifestações contra as instituições e a democracia A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta sexta-feira (3), em Brasília (DF), o blogueiro bolsonarista Wellington Macedo, um dos investigados no inquérito que apura atos antidemocráticos e contra as instituições. Solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Macedo é suspeito de organizar o protesto golpista que vem sendo convocado por bolsonaristas para o próximo 7 de Setembro. Entre outras coisas, ele publicou vídeos nas redes sociais estimulando a realização do ato, a invasão do STF e defendendo o impeachment de magistrados da Corte. A investigação que corre no STF já havia resultado no cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra o blogueiro em agosto por conta disso. A PF faz buscas nesta sexta para prender ainda o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido pela alcunha de “Zé Trovão”. Alvo do mesmo inquérito, ele também já sofreu uma batida da PF no mês passado por conta da suspeita de ajudar a articular a manifestação extremista. Nas redes sociais, “Zé Trovão” afirmou que vai se entregar, no dia 7 de setembro, durante as manifestações antidemocráticas organizadas para dar apoio ao governo Bolsonaro. Tanto Macedo quanto Zé Trovão já haviam sido proibidos de utilizar as redes sociais, mas, segundo denúncia feita pelo jornal O Globo no ultimo dia 31, eles estiveram juntos numa transmissão voltada à divulgação dos protestos de tom golpista. A live em questão, veiculada pelo Youtube, foi conduzida pelo blogueiro Oswaldo Eustáquio, que é investigado pela PGR também por conta de protestos de viés antidemocráticos. Na noite desta sexta-feira, “Zé Trovão” apareceu em uma live transmitida via Twitter e disse que estava em local que não iria revelar e que só iria se entregar à Justiça no próximo dia 7 de Setembro. Ele ainda ameaçou uma vez mais os ministros do STF, ao exclamar “vocês vão cair”. Assista abaixo. Acaba de ser decretada a prisão do Zé Trovão! Ele confirmou nesse momento! Hoje as 20h Zé Trovão ao vivo. O medo não é uma opção. https://t.co/7pMqgLCMMy via @YouTube — Carla Albuquerque (@Carlalca73) September 3, 2021
CNBB se manifesta sobre 7 de Setembro, cita totalitarismo e pede respeito aos Poderes

Não se deixem convencer por ‘quem agride os poderes Legislativo e Judiciário’ – País ‘está sendo contaminado por sentimento de raiva e de intolerância’, diz dom Walmor Em vídeo sobre o 7 de Setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) orientou os brasileiros a não se deixarem convencer por “quem agride os poderes Legislativo e Judiciário”, num recado ao presidente Jair Bolsonaro. “A existência de três Poderes impede totalitarismos, fortalecendo a liberdade de cada pessoa”, disse o presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo. “Independentemente de suas convicções político-partidárias, não aceite agressões às instituições que sustentam a democracia.” Dom Walmor afirmou na mensagem que o país “está sendo contaminado por sentimento de raiva e de intolerância” e se opôs a uma série de bandeiras e políticas de Bolsonaro, entre elas o incentivo e a facilitação da compra de armas de fogo por civis. “Muitos em nome de ideologias dedicam-se a agressões e ofensas, chegando ao absurdo de defender o armamento da população. Quem se diz cristã ou cristão deve ser agente da paz, e a paz não se constrói com armas”, disse o clérigo. Bolsonaro e seus apoiadores apelaram ao discurso de viés religioso para conclamar cristãos de diferentes vertentes a aderirem às manifestações a favor do Palácio do Planalto. Isoladamente, padres conservadores haviam incentivado católicos a participarem dos protestos em defesa de Bolsonaro. Além do apoio ao presidente, a pauta tem dois assuntos já superados no Congresso Nacional: a adoção do voto impresso e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Parte dos bolsonaristas também clama por uma intervenção militar, em discurso de viés golpista. Pastores de igrejas evangélicas pentecostais e neopentecostais engrossaram as convocações do movimento bolsonarista, alegando a defesa da liberdade de expressão e de culto, e prometeram uma mobilização sem precedentes. Por meio de seu presidente, a cúpula da principal entidade da Igreja Católica no País demonstrou preocupação com atos violentos e pediu respeito à vida durante as manifestações de rua no Dia da Independência, diante do agendamento de protestos contra e a favor do governo federal. O mote da campanha da CNBB é “somos todos irmãos”. “Respeite a vida e a liberdade de seu semelhante. Aquele com quem você não concorda é também amado e tem uma família que aguarda o seu retorno com segurança”, apelou dom Walmor. “As desavenças não podem justificar a violência, a intolerância nos distancia da Justiça e da paz, afasta-nos de Deus.” O vídeo com a mensagem de dom Walmor e uma oração tem pouco mais de sete minutos de duração e foi divulgado nesta sexta-feira, 3. Na gravação, o presidente da CNBB também defendeu uma série de posições contrárias ao governo Bolsonaro. Ele lembrou da alta da inflação e do desemprego, da fome e da miséria, pautas que o governo evita comentar, e cobrou a defesa de povos indígenas. “Não podemos ficar indiferentes a essa realidade que mistura o desemprego e a alta inflação, acentuando gravemente exclusões sociais. São urgentes políticas públicas para a retomada da economia, e a inclusão dos mais pobres no mercado de trabalho”, disse o religioso católico. Também arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor sugeriu aos católicos que olhem pelos que estão sofrendo e defendam a proteção ambiental por causa de mudanças climáticas e os indígenas, por causa da votação do marco temporal para demarcação de terras. Ele afirmou que os indígenas “enfrentam grave ameaça” do poder econômico, além de terem sido historicamente perseguidos e dizimados. “Nossa pátria não começa com a colonização europeia”, disse o bispo católico, segundo quem o poder empresarial tenta “manipular instâncias de decisão e alterar marcos legais para avançar sobre terras indígenas, dizimando a natureza, os povos originais e a sua cultura”. O líder dos bispos católicos afirmou que a pandemia da Covid-19 “é mal que ainda nos ameaça”, sugeriu respeito às medidas de distanciamento social e definiu a vacinação como uma “tarefa cristã”.
#BolsonaroCorno é assunto mais comentado nas redes após vir à tona traição de ex-mulher

Internautas repercutiram o fato de que Bolsonaro Bolsonaro tirou ex do controle das “rachadinhas” após descobrir que era traído com bombeiro Após vir à tona na mídia que Jair Bolsonaro (Sem Partido) passou todo comando do esquema de “rachadinhas” dos gabinetes dos filhos para Flávio e Carlos, por descobrir que a sua ex-esposa advogada, a Ana Cristina Siqueira Valle, o traía com o bombeiro que fazia a escolta da família no Rio de Janeiro, internautas subiram a #BolsonaroCorno nos assuntos mais comentados do Twitter. A informação sobre a suposta traição é do ex-empregado, Marcelo Luiz Nogueira de Santos, à coluna de Guilherme Amado Veja a repercussão: O gado segue quem tem chifre maior. #BolsonaroCorno — Pablo Villaça ???? (@pablovillaca) September 3, 2021 Como vai ser a manifestação no dia 07 de setembro.#BolsonaroCorno pic.twitter.com/sb0piImHQ5 — Honorato (@philliphonorato) September 3, 2021 "Ser corno ou não serEis a minha indagaçãoSem você vivo sofrendoPelos buteco bebendoArrumando confusão"#BolsonaroCorno pic.twitter.com/pc2tdl8ASF — Honorato (@philliphonorato) September 3, 2021 Agora entendi porque seguidor do Bolsonaro é gado! #BolsonaroCorno — Fabio Porchat (@FabioPorchat) September 3, 2021 É como o Fabio Porchat já disse: não adianta chamar Bolso de genocida. Tem q falar q ele é brocha e pau fino. #BolsonaroCorno https://t.co/eAMs9PiqM8 — Lola Aronovich (@lolaescreva) September 3, 2021 EM ENTREVISTA, EX-FUNCIONÁRIO REVELA TRAIÇÃO E OS GOLPES PRATICADOS PELA EX-MULHER ANA CRISTINA CONTRA BOLSONARO Marcelo Luiz Nogueira dos Santos, o ex-empregado da família Bolsonaro, revelou em entrevista exclusiva, que a advogada Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente, foi a primeira a controlar todo o recolhimento de parte dos salários de todos os assessores parlamentares dos dois filhos do presidente, Flávio e Carlos Bolsonaro , respectivamente primeiro e segundo herdeiros de Bolsonaro. Nesta parte da entrevista, Marcelo conta ter sido testemunha de diversos golpes praticados por Ana Cristina, de quem o chefe do Executivo federal se separou em 2007. Em 2008, segundo Marcelo, a advogada, em meio à disputa pela guarda de Jair Renan Bolsonaro, teria simulado o furto de um cofre que o casal mantinha no Banco do Brasil, para acusar o presidente. O furto ao cofre foi revelado em 2018 pelos repórteres Hugo Marques, Nonato Viegas e Thiago Bronzatto. Mas tudo não teria passado de uma mentira. Ana Cristina moveu uma ação em abril de 2008 na 1ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acusando Bolsonaro de ter roubado os pertences no Banco do Brasil. Dentro do cofre, havia joias avaliadas em R$ 600 mil, US$ 30 mil em espécie e cerca de R$ 200 mil, também em dinheiro vivo – um montante que, calculado pelos repórteres para valores de 2018, valia cerca de R$ 1,6 milhão. Segundo Marcelo, foi a própria Ana Cristina quem esvaziou o cofre. “Lá tinha joias e dinheiro. Ela entrou com um processo contra o Banco do Brasil, mas quando foi intimada, não foi. Ela viu que fez m… e nem apareceu. O processo ficou rolando. Ela que limpou o cofre, antes de decidir as coisas”, disse. O falso furto do cofre foi registrado em 26 de outubro de 2007, na 5ª Delegacia da Polícia Civil do Rio de Janeiro, pela própria Ana Cristina, que já havia feito a queixa acusando Bolsonaro. Segundo o relato de Ana Cristina na delegacia, ela esteve na agência do Banco do Brasil e não conseguiu acessar o cofre com sua chave. Um chaveiro chamado pelo banco teria conseguido abri-lo, quando ela constatou que o cofre estava vazio. Dali, ela já teria ido até uma delegacia com o objetivo de acusar Bolsonaro. Durante a investigação sobre quem seria responsável pelo furto ao cofre, Bolsonaro prestou depoimento no processo da guarda de Jair Renan em que acusava mulher de chantageá-lo. Ele afirmou que Ana Cristina tinha sequestrado o filho, levando-o para a Noruega, e condicionava o retorno do menino à devolução do dinheiro e das joias supostamente roubados do cofre. Bolsonaro anexou esse depoimento com a acusação de sequestro ao inquérito do furto, e, a partir daí, a investigação nunca mais avançou na Polícia Civil do Rio. Ana Cristina foi chamada para depor, mas nunca compareceu, e o agora ex-casal chegou a um acordo. Jair Renan voltou para o Brasil, uma pensão foi acertada e o falso furto ficou em segundo plano. De acordo com Marcelo, Bolsonaro pediu a separação porque descobriu que a então esposa o traía com seu segurança, o bombeiro militar Luiz Cláudio Teixeira, que fazia a escolta do clã no Rio de Janeiro. Foi ali que teria se rompido a confiança de Bolsonaro em Ana Cristina. Leia agora a segunda parte da entrevista com o ex-empregado. Por que você pediu demissão do gabinete de Flávio Bolsonaro? Foi justamente quando deu o problema com a traição. Que traição? Ela o traiu. A Ana Cristina traiu o presidente? Sim. Traiu com o segurança dele, Luiz Cláudio Teixeira, que era dos Bombeiros. O Bolsonaro descobriu e foi por isso que eles se separaram? Foi, foi. Foi por isso. Aí já estava aquela guerra dos meninos [Flávio e Carlos] pressionando ele porque ela comandava a rachadinha no gabinete deles. Já estava esse clima tenso. Aí veio a história da traição. E por que isso tem a ver com a sua saída do gabinete de Flávio? Porque ela era muito chegada a mim, não tinha amigos de verdade, então a gente saía junto, eu que ia com ela para as festas e coisa e tal. Então, quando ela começou a ficar com o Luiz, eu já comecei a ficar meio assim, porque o Bolsonaro sempre confiou muito em mim. Até em relação ao Jair Renan também, nos finais de semana, eu ia dormir lá na casa deles. Quando Bolsonaro ia para Brasília, ele me pedia para dormir na casa lá. Então foi nesse período que eu dormia lá que ela começou a botar o Luiz para dentro de casa. E você ficou incomodado com isso? Eu não podia contar para ele, porque eu tinha a confiança dos dois, fiquei numa sinuca sem saída. Aí eu
Ex-empregado dos Bolsonaro denuncia série de crimes praticados pela família

Após rompimento, ex-assessor conta sobre esquemas de ‘rachadinhas’ e ‘laranjas’, sempre foi prática nos gabinetes de Flávio e Carlos Um homem que se apresenta como ex-assessor parlamentar do senador Flávio Bolsonaro (Patriota) e afirma ter trabalhado durante 14 anos para a família do presidente Jair Bolsonaro, acusa os irmãos Flávio e Carlos Bolsonaro (que é vereador no Rio pelo Republicanos), além da advogada Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente, de terem praticado o esquema de “rachadinhas” (devolução do salário de funcionários nomeados), entre outros crimes. Marcelo Luiz Nogueira dos Santos brigou com Ana Cristina neste ano e deu entrevista ao site Metrópoles, narrando sua versão dos fatos. O ex-assessor disse que começou a trabalhar com a família Bolsonaro após um pedido de seu namorado, que era cabeleireiro de Ana Cristina, então mulher do presidente, em 2002. Nogueira afirmou ao site que começou a trabalhar na campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro, que concorria pela primeira vez a deputado estadual no Rio. Flávio se elegeu, e Nogueira foi convidado a se tornar assessor parlamentar de nível quatro, com salário bruto oficial de R$ 7.326. Mas havia uma condição, exposta por Ana Cristina: ele teria de devolver 80% do salário, no esquema conhecido como “rachadinha”, o que é crime. Nogueira diz que aceitou a proposta e que trabalhou de 19 de fevereiro de 2003 a 6 de agosto de 2007. Nesse período, segundo ele, outros funcionários também devolviam ao gabinete porcentuais de seus vencimentos. Ana Cristina era a responsável pelo recolhimento. Nogueira afirmou ao Metrópoles que o esquema vigorava tanto no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) como no de Carlos Bolsonaro, vereador na capital fluminense desde 2001. A advogada só teria deixado de exercer a função ao se separar de Jair Bolsonaro, em 2007. Após a separação, em 6 de agosto de 2007, Nogueira foi exonerado do cargo. Teria passado então a trabalhar no escritório de advocacia de Ana Cristina. Ele diz ter sido então procurado por Jair Bolsonaro, que teria lhe pedido para passar a morar na casa de Ana Cristina, para cuidar de Jair Renan, na época com 9 anos. Nogueira aceitou a proposta e trabalhou como empregado doméstico de Ana Cristina até 2009, quando ela se mudou para a Noruega, onde se casou novamente, com o norueguês Jan Raymond Hansen. Embora tenha deixado de trabalhar para a família, Nogueira afirmou ter se tornado amigo de Ana Cristina, a ponto de ir visitá-la na Europa. Em 2014, Ana Cristina voltou a morar no Brasil e contratou Nogueira para trabalhar na casa dela, em Resende, na região sul fluminense. Ali ficou até fevereiro deste ano, quando a advogada decidiu se mudar para Brasília. Começava aí, segundo Nogueira, a desavença entre ele e Ana Cristina. Marcelo Nogueira sustenta que aceitou se mudar para Brasília e seguir trabalhando para a ex-mulher de Jair Bolsonaro pelo salário de R$ 3 mil. Mas a advogada, embora tenha se comprometido a pagar esse valor, só pagou R$ 1,3 mil mensais, alegando falta de dinheiro. O funcionário protestou. “Falei para ela: ‘Cristina, não sou obrigado a morar na sua casa. Trabalho para ter meu canto e em Brasília tudo é caro. Você pensa que vou ficar na sua casa e ser seu escravo? A escravidão já acabou. Você é racista. Isso é racismo. Você me tirou lá do Rio só porque em Brasília eu não tenho ninguém e não conheço nada? Acha que vou aceitar o que quer fazer comigo?’”, disse ao site Metrópoles. Em junho, segundo Nogueira, ele teve ajuda de Jair Renan para deixar a casa da advogada e se hospedar, por algumas semanas, em um apartamento de Jair Bolsonaro em Brasília. Nogueira, então, fez uma denúncia de violações trabalhistas contra a advogada ao Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF). Em agosto, voltou para o Rio de Janeiro. O MPT-DF confirmou ao Metrópoles que o empregado, de fato, fez a denúncia e uma investigação foi aberta para apurar o caso. Em nenhum dos momentos em que trabalhou para Ana Cristina ou para Jair Bolsonaro (para ser babá de Jair Renan), Nogueira foi registrado como empregado. ‘Laranjas’ Ele afirmou ainda que Ana Cristina comprou a casa onde passou a morar com o filho Jair Renan – ela disse à imprensa ter alugado o imóvel. Segundo o ex-funcionário, a advogada comprou a mansão, que tem 1.200 m2 de área total e 395 m2 de área construída, piscina de 50 m2, aquecimento solar e quatro suítes, por meio de dois “laranjas”, com quem teria firmado um contrato “de gaveta”. Trata-se de um documento não registrado em cartório para que eles repassem o imóvel a Ana Cristina ao final do financiamento. Segundo Nogueira, o objetivo seria não chamar a atenção da imprensa para a compra de mais um imóvel de luxo pela família Bolsonaro. O ex-funcionário afirmou não saber qual foi o preço pago pela mansão, mas disse que a casa estava sendo negociada por um valor entre R$ 2,9 milhões e R$ 3,2 milhões. O Metrópoles informou não ter conseguido contato com Ana Cristina Valle. Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro não responderam aos questionamentos do site. Flávio Bolsonaro afirmou que desconhece as acusações de Santos e que nunca praticou irregularidades na Alerj.