Após um ano da ‘gripezinha’ de Bolsonaro, Brasil ultrapassa 300 mil mortos por covid

Nas últimas 24 horas foram reportadas 1.999 mortes por covid no Brasil, mas em números “maquiados” pela tentativa de Bolsonaro de dificultar o registro oficial de vítimas de seu descaso  Mesmo com tentativa do governo Bolsonaro de reduzir número oficial de mortes, país registra mais 1.999 mortes. Pior momento da pandemia se aprofunda e Fiocruz alerta para urgência de “lockdown” O Brasil ultrapassou nesta quarta-feira (24), a marca de 300 mil mortos pela covid-19. Desde o início do surto, em março de 2020, os registros oficiais apontam 300.675 vítimas, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). O órgão recebeu, nas últimas 24 horas, notificações que somaram mais 1.999 óbitos ao trágico balanço da pandemia no país. Entretanto, o número está defasado. Isso porque o governo impôs, também hoje, exigências novas para notificações, sem aviso aos municípios e estados, dificultando o registro total de mortes no período. Horas após a decisão, com a intensa repercussão negativa entre amplos setores da sociedade, o governo recuou. Assim, a distorção dos dados de hoje tende a ser corrigida nos próximos dias. Nas últimas 24 horas também foram reportados 89.414 novos casos de covid no Brasil, totalizando 12.219.433 desde o ano passado. A RBA utiliza informações fornecidas pelas secretarias estaduais, por meio do Conass. Eventualmente, elas podem divergir dos informados pelo consórcio da imprensa comercial. Isso em função do horário em que os dados são repassados pelos estados aos veículos. As divergências para mais ou para menos são sempre ajustadas após a atualização dos dados. Números da covid-19 defasados de hoje (24). Fonte: Conass O aliado do vírus A marca de 300 mil mortes é superada exatamente um ano após o primeiro pronunciamento de Bolsonaro sobre a pandemia em cadeia nacional. Na ocasião, o presidente já mostrou qual seria sua postura ante o surto. Exceção quase única em todo o mundo, ele adotou de imediato a negação da ciência e a ignorância como políticas de governo. Chamou a covid-19 de “gripezinha”, disse se tratar de “verdadeira histeria” propagada pela mídia, cravou que “brevemente passaria” e, num arroubo pessoal e desnecessário, que ele não precisaria se preocupar com o vírus em razão de “seu histórico de atleta”. Desde então, Bolsonaro coleciona descasos mesmo ante a morte diária de centenas de brasileiros, que agora morrem aos milhares. Atuou pessoalmente para que a situação fosse agravada. Estimulou e promoveu aglomerações, disse que o uso de máscaras é “coisa de maricas”, disse que “não compraria e não tomaria” vacinas e passou a estimular os brasileiros a tomar medicamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19, como a cloroquina e a ivermectina. O governo chegou a pressionar para que estados e municípios distribuíssem o chamado “kit covid”, que hoje, é apontado como responsável direto pela morte e adoecimento por hepatite medicamentosa em pessoas saudáveis. Mais mentiras Ontem, Bolsonaro voltou a se pronunciar em rede nacional. Em discurso breve, Bolsonaro voltou a apresentar informações mentirosas sobre a atuação de seu governo ante a pandemia. No dia em que o país contabilizou mais de 3.200 mortes, disse que “o governo não deixou de tomar medidas importantes tanto para combater o coronavírus como para combater o caos na economia”, e disse que o Brasil é o quinto país que mais vacinou no mundo. Bolsonaro “esquece” que as ações de seu governo que dificultam, e até impediram, o combate à covid. O presidente chegou a entrar na Justiça contra medidas de isolamento, que são unanimidade entre a comunidade científica para conter a disseminação do vírus. Além disso, Bolsonaro distorce os dados para confundir a população. Ele baseia sua bravata em números absolutos de vacinas aplicadas no Brasil – cerca de 12 milhões de doses. Porém, na relação de vacinados proporcionalmente à sua população, o país não está sequer entre os 50 que mais vacinaram. O pior momento O Brasil é o epicentro da covid. Ontem, o país foi responsável por um terço das mortes registradas em todo o planeta. Desde o dia 9 de março é o país que registra mais casos e mortes no mundo, superando os Estados Unidos. Enquanto isso, o governo mantém um calendário errático de vacinação, sem precisão e com grande atraso. Tudo provocado pelo negacionismo de Bolsonaro, que preferiu não assinar contratos com as farmacêuticas, no ano passado. Até hoje, 12.793.737 pessoas receberam a primeira dose de uma vacina, ou 6% da população. Destas, 4.334.905 (2% dos brasileiros) estão imunizados com a segunda dose. Mais de 80% das vacinas distribuídas no Brasil são doses da CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac. Bolsonaro guerreou abertamente contra esta vacina, chegando a dizer, mais de uma vez, que “não compraria a vacina chinesa do João Doria”, que ela “não transmitia segurança”, que “transformaria a pessoa em jacaré” e poderia provocar “anomalias”. Lockdown De todos os estados do Brasil, apenas Amazonas e Roraima não estão com o sistema de saúde em colapso por falta de leitos para covid neste momento. Diante da realidade trágica, a Fiocruz divulgou, na noite de ontem, nota pedindo isolamento rígido – lockdown – por 14 dias em todos os estados sob colapso. A instituição reafirma que esta é a única forma de reduzir a circular do vírus e assegurar uma redução de 40% no número de internações. “A continuidade dos cenários em que temos o crescimento de todos os indicadores para covid-19, como transmissão, casos, óbitos e taxas de ocupação de leitos de UTI resulta em colapso que afeta todo o sistema de saúde no país e no aumento das mortes por desassistência. Trata-se de um cenário que não é só de uma crise sanitária, mas também humanitária, se considerarmos todos os seus aspectos”, afirma a Fiocruz. Curvas epidemiológicas médias de casos e mortes diárias. Fonte: Conass

MORO PARCIAL: Carmén Lúcia muda voto e suspeição de Moro é aprovada no STF; Lula elegível

 Placar na Segunda Turma ficou em 3 a 2 pela suspeição de Moro e, com isso, processo do triplex do Guarujá que levou Lula à prisão é anulado A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, mudou de posição e votou, em julgamento da Segunda Turma da Corte nesta terça-feira (23), a favor do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Lula que pede o reconhecimento da suspeição do ex-juiz no processo do triplex do Guarujá que levou o petista à prisão. Com o voto de Cármen Lúcia, o placar ficou em 3×2 pelo reconhecimento da parcialidade de Moro, o que leva à anulação de todo o processo, desde a fase de coleta de provas e depoimentos. Com isso, a elegibilidade de Lula, que já havia sido retomada com a anulação do processo por incompetência de vara determinada pelo ministro Edson Fachin, é confirmada. Votaram contra o HC os ministro Edson Fachin e Nunes Marques e, a favor, além de Cármen Lúcia, os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ao proferir seu voto, Cármen Lúcia disse que mudou de posição pois “outros dados que foram anexados aos autos levaram a uma combinação para mim diferente”, reforçando que “houve parcialidade” por parte de Moro na condução do processo e que todo mundo tem direito a “um julgamento justo”. “Impõe, portanto, o reconhecimento do que aqui é divulgado como suspeição”, declarou. A ministra seguiu, basicamente, o que disse anteriormente o ministro Gilmar Mendes, que afirmou que sequer considerou, em seu voto, as mensagens entre Moro e procuradores da Lava Jato obtidas pela operação Spoofing. Ela citou fatos que já estavam nos autos antes da divulgação das mensagens, como a condução coerção coercitiva de Lula determinada por Moro. Cármen Lúcia frisou, ainda, que ao defender a concessão do HC a Lula, ela está tratando de um caso em específico que não deve atingir outros procedimentos da Lava Jato.

Kassio Marques, indicado por Bolsonaro, vota contra suspeição de Moro e Lula corre risco de ficar fora da eleição

O ministro Kassio Marques, indicado por Jair Bolsonaro, votou contra a suspeição do juiz Sergio Moro. Com isso, o resultado foi de 3 a 2 contra o ex-presidente Lula, a não ser que a ministra Cármen Lúcia mude seu voto. Com isso, Lula corre o risco de ser julgado em velocidade luz em Brasília, ficando fora da eleição de 2022 se condenado em segunda instância. Ao que tudo indica, Kassio Nunes Marques recebeu o telefonema “Muda o voto porque o Lula passou o chefe nas pesquisas”. Celso de Rocha Barros, jornalista, no twitter O habeas corpus não é o instrumento adequado para avaliar a suspeição de um juiz. Kassio Marques, em seu voto. O ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro para o STF, já concluiu seu voto, depois de pedir vista do processo em que a Corte considera se o ex-juiz federal Sergio Moro foi ou não parcial na condução dos processos contra o ex-presidente Lula. Ele votou contra a suspeição de Moro. Votaram pela suspeição os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Haviam votado contra, anteriormente, a ministra Carmen Lúcia e o relator Edson Fachin. Porém, isso aconteceu antes que Lewandowski admitisse no processo as provas obtidas pela Operação Spoofing, da Polícia Federal, que apreendeu mensagens trocadas entre Moro e procuradores da Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba na posse do hacker Walter Delgatti Neto. Se Moro fosse considerado suspeito, ficaria anulado o processo em que ele condenou Lula por supostamente ter recebido um triplex em Guarujá da empreiteira OAS. A Corte tem o poder de estender a decisão ao caso do sítio de Atibaia, no qual a sentença foi dada pela juíza Gabriela Hardt. A anulação, neste caso, de acordo com o que disse o advogado Pedro Serrano ao Viomundo, poderia cobrir inclusive todo o processo de investigação da Polícia Federal. Neste caso, a PF teria de começar do zero no Distrito Federal, para onde Edson Fachin transferiu os processos do ex-presidente. Fachin, ao anular as quatro ações que correram em Curitiba alegando que não era a jurisdição apropriada, manteve a possibilidade de que as provas fossem aproveitadas nos novos processos a serem movidos. Lula recuperou os direitos políticos, mas a Justiça brasileira moveu-se numa rapidez extraordinária nos casos relativos ao ex-presidente, por isso o temor é de que os processos andem em Brasília em velocidade de luz. Se as provas forem anuladas, no entanto, é certo que o ex-presidente poderia concorrer ao Planalto em 2022 sem condenações. Via Viomundo

Médicos relatam atendimento de pacientes com hemorragias e insuficiência renal após uso de ‘Kit Covid’

Em um dos casos, o uso de azitromicina teria levado a cólicas, diarreia e fortes dores abdominais Kit covid de Bolsonaro pode ter matado três em São Paulo e um em Porto Alegre; 5 precisam de transplante de fígado Médicos do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo relatam efeitos colaterais como hemorragias e insuficiência renal em pacientes que fizeram uso do chamado “kit Covid”, que reúne medicamentos ineficazes contra a Covid-19. Em um dos casos, o uso de azitromicina teria levado a cólicas, diarreia e fortes dores abdominais. Segundo reportagem do jornal Estado de S.Paulo, o paciente que fez uso de azitromicina procurou atendimento médico e recebeu omeprazol para o alívio dos sintomas. Com isso, acabou desenvolvendo um quadro raro de insuficiência renal. “O omeprazol é uma medicação boa, tem várias indicações, mas existe uma complicação rara que pode acontecer chamada nefrite intersticial aguda, que é como se fosse uma alergia nos rins”, conta o médico nefrologista Valmir Crestani Filho, do Hospital das Clínicas, em entrevista ao jornal. Outro caso é de um paciente que fez uso do kit Covid e acabou tendo uma hemorragia gástrica. Ele precisou ser hospitalizado e se recuperou. Por ter um quadro de úlcera não diagnosticado, a medicação acabou agravando o problema. Mortes e doenças graves que levam à necessidade de transplante de fígado são duas consequências do “kit covid” de Bolsonaro e Pazuello que começam a se fazer sentir no sistema de saúde. Apesar de não terem comprovação científica, os medicamentos do kit Covid foram publicamente defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro para tratamento da doença. O mandatário fez propaganda diversas vezes da cloroquina e hidroxicloroquina. Em declaração no início de fevereiro, no entanto, Bolsonaro admitiu que a substância pode, de fato, ser um “placebo” no tratamento da doença. “Pelo menos não matei ninguém”, disse o presidente, ao lado de Antônio Barra Torres, presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Via Revista Fórum

Boa e más notícias no aniversário do genocida – Por Altamiro Borges

Nas comemorações do seu aniversário de 66 anos, o genocida Jair Bolsonaro – que coloca sua famiglia acima de tudo e de todos – teve um boa e duas péssimas notícias no campo jurídico-policial. A alvissareira é que a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu soltar o “faz tudo” do clã, o ex-policial Fabrício Queiroz. O miliciano e sua esposa, Márcia Queiroz, estavam em prisão domiciliar há nove meses. Por 4 a 1, a turma do STJ decidiu suavizar a pena do ex-assessor do então deputado Jair Bolsonaro, hoje presidente da República, e do seu filhote 01, o atual senador Flávio Rachadinha. Fabrício Queiroz conhece todos os podres do “capetão”. As “rachadinhas” do filhote 01 A mesma 5ª Turma do STJ, porém, atormentou o paizão. Por 3 votos a 2, ela decidiu preservar as provas do inquérito que apura as “rachadinhas” do filhote 01, considerando regular o compartilhamento de dados do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) com o Ministério Público do Rio de Janeiro. Segundo matéria da Folha, a decisão complica a vida da famiglia presidencial. “Após anular a quebra de sigilos bancário e fiscal, o STJ preserva um dos principais conjuntos de provas das apurações sobre o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das ‘rachadinhas’”. O jornal relembra que a investigação foi aberta “após um RIF (Relatório de Inteligência Financeira) do Coaf apontar movimentação atípica de R$ 1,2 milhão nas contas de Fabrício Queiroz de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. Além do volume movimentado, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo. As transações ocorriam em data próxima do pagamento de servidores da Assembleia, onde Flávio exerceu o mandato de deputado por 16 anos (2003-2018) até ser eleito senador”. A ação lobista do mascote 04 A outra péssima notícia veio da Polícia Federal, que abriu um inquérito para apurar os suspeitos negócios do quarto filho do presidente. A investigação mira uma empresa de Jair Renan, o mascote 04, e a sua ação como “lobista” junto ao governo federal. Quatro filhos enrolados. Já dá para falar em “quadrilhão Bolsonaro”. Segundo denúncia da revista Veja, Jair Renan deu início a sua vida de empresário agindo para conseguir uma audiência para tratar de interesses comerciais de um de seus patrocinadores em novembro do ano passado. Um mês depois, ele e seu sócio ganharam um carro elétrico do grupo empresarial avaliado em R$ 90 mil. O Ministério Público Federal abriu um procedimento preliminar para levantar informações sobre o caso, após denúncias de deputados da oposição. Agora, a PF informa que investigará as denúncias. A conferir no que vai dar o inquérito, que serviu para estragar a festança de aniversário do paizão neste domingo (21). Via Blog do Miro

Militares, meia volta volver – Se existir vida inteligente na caserna devem ser votos vencidos

 Governo Bolsonaro tem militares em todos os setores do governo e é cercado de generais (José Cruz/ABr) Por Ricardo Soares* O poeta espanhol Federico Garcia Lorca dizia “verde que não te quero farda” e foi assassinado em 1936 pelo fascismo adorado pelos milicos que se instalou em seu país e cujas primeiras horrendas lembranças foram os destroços em que transformaram Guernica. Não quero ser fatalista, mas aqui passou da hora de clamarmos o tal “verde que não queremos farda” para não assistirmos, passivamente, a tomada da máquina do Estado por militares de baixa patente mental. É curioso que, desde sempre, muitos setores de nossa sociedade desorganizada sempre festejaram a tal sólida formação que nossas academias militares dariam a seus cadetes. Notadamente a Academia Militar das Agulhas Negras, que meu finado pai teria tido imenso gosto se eu a tivesse frequentado. Pois não está na hora de começarmos a desconfiar, mesmo que tardiamente, de que tipo de formação os cadetes lá recebem? Afinal, o nosso presidente monstro lá se formou ou deformou e não consta que tenha recebido nenhuma instrução minimamente humanista que amenizasse seu coração de pedra. Isso sem falar do pior ministro da Saúde de nossa história , o tal Pazuello, também egresso das Agulhas Negras. Sou daqueles que nunca conseguiram enxergar qualquer utilidade nos militares além de obstruir caminhos democráticos. Aliás, pra que serve mesmo uma porção de soldados principalmente em tempos de paz? Nem concedo de que a questão seja polêmica. Pra mim é bloco fechado. Detesto milicos desde sempre e, quando achei que pudesse abrir a guarda estando eles tão em aparente silêncio pós-regime 64-85, vejo que voltam com força ao cenário com tipos tão lamentáveis, risíveis e ignaros como Mourão, o já citado Pazuello e aquele descerebrado que veio do Haiti, o tal “Gagáleno”. Se existir vida inteligente na caserna devem ser votos vencidos. Não são poucas as citações dentro da literatura latino -americana sobre as agruras da vida nos quartéis como bem narra, por exemplo, Mario Vargas Llosa em seu livro de memórias Peixe na água, quando conta as provações, rituais sádicos de iniciação e fortalecimento da “macheza” ao qual foi submetido num tal colégio militar Leoncio Prado, no Peru. São variações do mesmo tema em nossa América. Sempre com aquela mentalidade que agrade aos pais de classe média de que vida militar corrige filhos desordeiros, rebeldes, ou suspeitos de “bichice”. É a triste mentalidade ainda vigente que converte essas estufas de maus tratos em escola de formação de bezerros mansos e humilhados. A mais alta hierarquia foi exemplificada por esse Pazuello que falava que “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. General de três estrelas da subserviência. Depois de tantas desventuras militares é triste ver o mesmo filme de novo. Não cheguei até aqui pra ver meu país de novo dominado por essa mentalidade retrógrada que obriga cadetes a pintar árvores e calçadas com cal, enquanto a alta cúpula das Forças Armadas come e bebe do melhor às nossas custas, deixando como herança aos seus descendentes aposentadorias polpudas. Definitivamente, o pensamento de Lorca vive : “Verde que não te quero farda”. *Ricardo Soares é diretor de tv, escritor, roteirista e jornalista. Publicou 8 livros, dirigiu 12 documentários. Via Dom Total

“Teremos o março mais triste de nossas vidas, e abril será muito grave”, diz pesquisadora

Cientista diz estar satisfeita com a qualidade da vacina da AstraZeneca, que será produzida pela Fiocruz (Tânia Rêgo/ABr)  Margareth Dalcolmo, da Fiocruz, diz que Brasil errou ao não negociar vacinas com mais empresas farmacêuticas A pesquisadora Margareth Dalcolmo, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirmou que o Brasil passa pelo pior momento da epidemia de Covid-19, com uma taxa de transmissão muito alta e curvas de mortalidade em ascensão. “Eu temo verdadeiramente, eu declarei isso há algumas semanas, que teríamos o mês de março mais triste de nossas vidas, o que é verdade. Estamos tendo. Eu acho que o mês de abril será, igualmente, muito grave”, afirmou. Ela fez um apelo aos brasileiros. “É necessário não só que as medidas sanitárias necessárias sejam tomadas pelas autoridades, mas que a sociedade civil se conscientize de que o que estamos dizendo e recomendando é o mais adequado e correto para o controle epidêmico”, disse. Ela avalia que o Brasil tomou uma decisão acertada com a vacina da AstraZeneca, mas errou ao não ter negociado, “no momento adequado”, com as outras produtoras de vacinas. Dalcolmo também expressou total confiança na vacina de Oxford. “Nós estamos muito tranquilos e satisfeitos com relação à vacina”, declarou. Quase 12 milhões de casos no Brasil e um número de mortos acima de 2,6 mil por dia. Hospitais e UTIs lotadas. Ainda assim, não há um lockdown. Como médica, como a senhora avalia a situação atual? Estamos vivendo o pior momento da pandemia no Brasil, com o aumento dos casos e a segunda onda totalmente estabelecida. Sabemos, através de um levantamento que fazemos na Fiocruz, que em oito estados – incluindo o Amazonas – a cepa P1, de Manaus, é que a produz mais infecções. A chamada cepa P1 é originária do Brasil, do Amazonas, e é responsável por mais de 90% dos casos atuais no estado. Nas grandes capitais, há um colapso do sistema de saúde, sobretudo de hospitais e unidades de terapia intensiva. Algo que nos preocupa é que com a vacinação dos mais velhos, em que já alcançamos uma proporção razoável, temos uma proporção de leitos ocupados por gente muito mais jovem. Estamos observando uma mortalidade que se aproxima cada vez mais da juventude, de pessoas com menos de 50 anos. O Brasil tem duas vacinas aprovadas: Coronavac e AstraZeneca. Esta última é produzida pela Fiocruz, mas há algumas preocupações. A Agência Europeia de Medicamentos defende que a vacina é segura e eficaz. Mas não foi possível descartar a associação dela com alguns casos graves de coágulos sanguíneos associados à trombose. Você sabe mais sobre esses riscos? Sim. Nós estamos muito tranquilos e satisfeitos com relação à vacina. Graças a Deus, a agência europeia, de uma maneira segura e muito bem fundamentada, também demonstrou confiança. Nós fazemos o processo de transferência de tecnologia e estamos fazendo também a vigilância sanitária dos vacinados. Não tivemos nenhum episódio de trombose ou embolia pulmonar com a vacina. O que sabemos, e o que eu posso afirmar, é que isso claramente não tem relação com a vacina. Isso será demonstrado em breve, eu espero. A incidência de casos de trombose, em termos epidemiológicos, por exemplo, entre a população de mulheres jovens que toma anticoncepcional oral é muito mais alta do que a que foi registrada com a vacina da AstraZeneca. Então nós não temos nenhum temor, nenhum medo de que a vacina possa ter esses efeitos. Eu acredito que isso será demonstrado muito em breve pelos jornais e publicações científicas de qualidade. O Chile vem sendo um exemplo de vacinação na América Latina e no mundo. Desde o início, o país firmou contratos com muitas empresas farmacêuticas. O Brasil também deveria ter optado por outras vacinas? Sim. Eu acho que o Brasil cometeu um erro, no sentido de sermos um país que desenvolveu estudos clínicos de grande qualidade, por exemplo, com a vacina da Johnson & Johnson, com a vacina da Pfizer, mas não conseguimos fazer boas negociações. De uma maneira ou de outra, o Brasil fez a sua aposta, o seu contrato com a vacina da AstraZeneca. Foi uma decisão muito acertada, sem dúvidas, porque foi um processo muito bem elaborado de transferência de tecnologia completa, incluindo a matéria prima da vacina – os chamados IFAs –, que vêm da China, mas que nós vamos começar a produzir. Até o final deste semestre, a vacina AstraZeneca-Oxford se chamará AstraZeneca-Fiocruz: completamente nacionalizada para a produção no Brasil. Mas isso não é suficiente nesse momento, porque não há vacinas suficientes. Como muitos de nós, cientistas, advertimos, o cenário atual de novas variantes e uma segunda onda era perfeitamente previsível. Segunda onda que começou no estado do Amazonas, que teve o seu pico epidêmico mais cedo. No fim de abril do ano passado, o Amazonas já tinha tido o seu primeiro pico epidêmico, com uma mortalidade enorme. Ou seja, a imunidade produzida pela doença terminou. Ela não é duradoura, como nós sabemos. Então, a “intervenção” necessária é que se tenha muitas vacinas. O Brasil, como se sabe, é um país que tem uma grande tradição de vacinação. O ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello afirmou que o país está em um ponto de inflexão no processo de controle da pandemia. A senhora compartilha dessa opinião? Não. Não estamos, porque temos uma taxa de disseminação do vírus muito alta, enquanto os hospitais estão lotados, com quase 100% dos leitos ocupados, especialmente os de UTI. O que temos é um colapso em muitas das principais cidades brasileiras. Além disso, sabemos que as novas variantes são as responsáveis pela maioria dos casos de infecção atuais. Portanto, houve um erro de não ter negociado, no momento adequado, com as grandes produtoras de vacinas. O que acontece agora é que estamos tentando conseguir as vacinas porque o momento crucial é justamente esse. Temos que vacinar muita gente e rapidamente. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) exortou o Brasil a adotar medidas agressivas contra a pandemia. Pesquisadores como a senhora enfatizam a necessidade de expandir as

Negacionista, Senador Major Olímpio, do PSL, morre após contrair covid-19

Senador mais votado da história de São Paulo, Major Olímpio morre por complicações da Covid-19 nessa quinta-feira (18). O senador do PSL era contra medidas de isolamento social e antes de contrair a doença havia participado de atos, junto de Luciano Hang e outros bolsonaristas, contra o “lockdown” em Bauru. Major Olímpio deixará um legado de destruição e ataques aos trabalhadores, os negros, população periférica, indígenas e a população mais pobre desse país. Além de ser enorme aliado de Bolsonaro em 2018, defender ataques como as reformas neoliberais que retiram direitos da população, o Major também protagonizou cenas bárbaras em sua carreira política como a defesa de “placar nos presídios” para contabilizar as mortes em Roraima e Manaus, em 2017.. EM 2016, o reacionário senador comemorou o assassinato de dois jovens pelas mãos da polícia. Defensor da redução da maioridade penal, Olímpio se juntou a Bolsonaro em 2018 na defesa da venda de reservas indígenas. Na época, Olímpio era soldado fiel do capitão e um dos líderes do rebanho reacionário durante a campanha do atual presidente. Olímpio defendeu apoiou o governo Bolsonaro em suas principais medidas e agora morre da doença que seu presidente minimizou, debochou e fez de tudo para que seguisse sendo transmitida Brasil afora.  Família comunica que os órgãos serão doados; antes de ser internado, parlamentar adotou O senador Major Olimpio (PSL), 58 anos, teve sua morte cerebral anunciada na tarde desta quinta-feira (18), vítima de complicações da Covid-19. O congressista de direita estava internado desde 2 de março no Hospital São Camilo, na capital paulista, e no dia 5 foi transferido para uma unidade de tratamento intensivo (UTI). O anúncio da morte cerebral de Major Olimpio foi feito pelo perfil do senador no Twitter, que acrescentou que os órgãos serão doados. Antes de ser internado co Covid, Major Olimpio adotava postura negacionista em relação à pandemia. “Com muita dor no coração, comunicamos a morte cerebral do grande pai, irmão e amigo, Senador Major Olimpio. Por lei a família terá que aguardar 12 horas para confirmação do óbito e está verificando quais órgãos serão doados. Obrigado por tudo que fez por nós, pelo nosso Brasil”, diz o tuíte. Confira: Com muita dor no coração, comunicamos a morte cerebral do grande pai, irmão e amigo, Senador Major Olimpio. Por lei a família terá que aguardar 12 horas para confirmação do óbito e está verificando quais órgãos serão doados.Obrigado por tudo que fez por nós, pelo nosso Brasil. — Major Olimpio (@majorolimpio) March 18, 2021 O senador Sérgio Olímpio Gomes é natural de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Ele completaria 59 anos em 20 de março. Foi deputado federal e deputado estadual em São Paulo por dois mandatos. Em 2016, votou a favor do golpe contra a presidente Dilma Rousseff. Antes de se dedicar à carreira política, Olímpio serviu como policial militar no estado de São Paulo por 29 anos. Major Olimpio foi o senador mais votado da história com 9 milhões de votos na eleição de 2018. Identificado com as pautas de segurança pública e conservadores, foi aliado de Jair Bolsonaro na campanha de 2018, mas rompeu com o governo e passou a ser atacado por apoiadores da família do presidente.

Lula ironiza a velha mídia pela indicação de vices, lembrando que só pode ter um vice

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou muito “pistola”, brabo mesmo, com a velha mídia corporativa que não para de indicar virtuais vice para a chapa dele em 2022. Pelo Twitter, o petista manifestou descontentamento ironizando os nomes especulados. “Decidimos consultar a Constituição para saber quantos vices pode ter um presidente da República e descobrimos que só pode ter um, embora setores da imprensa já tenham nomeado três vices só nessa última semana, enquanto Lula ainda sequer se lançou candidato”, disse. A última “indicação” veio do consórcio Correio Braziliense e Estado de Minas, que apontaram o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), como alternativa para Lula fechar o espectro ideológico do “centro” em 2022. Há também outras especulações nos bastidores, que envolveriam uma aproximação do PT com o PSDB. Nesta semana, por exemplo, o ex-presidente FHC “lulou” ao declarar que votaria no petista contra Jair Bolsonaro. Um dos entusiastas da frente ampla, com o PSDB, é o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que vem tricotando bastante inclusive com o governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) –que seria outro nome para a vice de Lula. A terceira possibilidade de vice, aventada pela velha mídia, seria o apresentador da Globo Luciano Huck, também da área de ampliação de Dino. No entanto, Lula jogou um balde de água fria nisso tudo lembrando que só pode ter um vice e que ele ainda não se lançou candidato. Decidimos consultar a Constituição para saber quantos vices pode ter um presidente da República e descobrimos que só pode ter um, embora setores da imprensa já tenham nomeado três vices só nessa última semana, enquanto Lula ainda sequer se lançou candidato. #equipeLula — Lula (@LulaOficial) March 18, 2021

Juiz suspende pagamentos da Odebrecht à empresa Alvarez & Marsal, que contratou o ex-juiz Moro

 Decisão foi tomada para preservar os recursos da empreiteira, que foi quebrada na Lava Jato e entrou em processo de recuperação coordenado pela empresa dos Estados Unidos que, recentemente, contratou o ex-juiz A empresa dos Estados Unidos que contratou o ex-juiz Sérgio Moro e que vinha recebendo recursos da empreiteira não conseguirá mais receber pagamentos da construtora quebrada na Lava Jato. “O juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, decidiu suspender os pagamentos da Odebrecht à empresa Alvarez & Marsal, administradora judicial do grupo. O magistrado tomou a decisão depois que o TCU (Tribunal de Contas da União) passou a investigar a contratação do ex-juiz Sergio Moro para trabalhar na Alvarez & Marsal”, informa a jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo. “Na visão do Ministério Público junto ao TCU, há um evidente conflito de interesses no fato de Moro ter condenado e ordenado a prisão de acionistas e diretores da Odebrecht, contribuindo para a situação de insolvência da empresa, e agora trabalhar em sua administradora judicial, que disso aufere lucros”, aponta a jornalista.