O “machão” deputado Daniel Silveira chora quase todos os dias na prisão

Segundo policiais da unidade prisional, o deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) chegou no Batalhão Especial Prisional (BEP) nervoso no primeiro dia, mas tinha o otimismo de que poderia ser solto. O STF e a Câmara resolveram manter a prisão dele, após desacato  aos ministros da Corte O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) tem chorado quase todos os dias no Batalhão Especial Prisional (BEP), que é a prisão para policiais militares no Rio de Janeiro. O parlamentar Silveira está preso desde o dia 16, após a publicação de um vídeo dizendo que imaginou o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin levando uma surra e defendendo a prisão dos juristas da Corte. Segundo policiais da unidade prisional, o deputado chegou nervoso no primeiro dia, mas tinha o otimismo de que poderia ser solto. A informação foi publicada pela coluna de Guilherme Amado. Por 11 votos a 0, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão do parlamentar bolsonarista. Com 364 votos, a Câmara dos Deputados também optou por deixar o deputado na cadeia.

No Roda Viva, Teresa Cristina se emociona ao cantar música para Lula, Boulos, Dino, Freixo e Ciro

 “Quero oferecer essa música a Lula, a Boulos, a Flávio Dino, a Marcelo Freixo: se unam, deem o jeito de vocês, mas a gente precisa de vocês unidos para derrotar esse monstro”, disse Teresa Cristina. Veja vídeo A sambista Teresa Cristina, que se popularizou por comentários emocionados sobre a política nas redes sociais durante a pandemia, chorou ao oferecer a música De Volta ao Começo, de Gonzaguinha, a políticos do campo progressista durante sua participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira (22). “Quero oferecer essa música a Lula, a Boulos, a Flávio Dino, a Marcelo Freixo: se unam, deem o jeito de vocês, mas a gente precisa de vocês unidos para derrotar esse monstro”, afirmou Teresa Cristina, que citou ainda Ciro Gomes após se emocionar cantando a música. A sambista se emocionou ao cantar os versos “E é como se eu despertasse de um sonho”. “Lula, Boulos, Ciro Gomes, Flávio Dino, dêem um jeito vocês. A gente precisa de ajuda”, disse. "Quero oferecer essa música a Lula, a Boulos, a Flávio Dino, a Marcelo Freixo: se unam, deem o jeito de vocês, mas a gente precisa de vocês unidos para derrotar esse monstro", diz a cantora @TeresaCristina no #RodaViva. pic.twitter.com/Ajn2cW7tJF — Roda Viva (@rodaviva) February 23, 2021 Em outro vídeo, compartilhado por Gregório Duvivier, Teresa Cristina diz que o que fez nas lives foi uma declaração de amor ao país. “Falar de amor é um ato revolucionário. E em tempos de gabinete de ódio, você procurar o amor e propagar o amor, acho que tentei declarar o amor ao meu país, cantando”. lindo isso! @teresacristina @rodaviva #rodaviva #teresacristinanorodaviva pic.twitter.com/rblly84nJR — Gregorio Duvivier (@gduvivier) February 23, 2021

Veja a diferença entre dois editoriais da Folha, de 2017 e 2021, sobre Lula e a sentença de Moro

 O jornal celebrou a condenação do ex-presidente na ocasião e disse que a tese de perseguição era “farsesca”; o tempo mostrou que a Folha estava errada Em editorial publicado neste sábado (27) a Folha de S. Paulo admitiu, pela primeira vez, que os diálogos revelados pela Operação Spoofing deixam evidente que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve um julgamento imparcial. Apesar do reconhecimento, a Folha não fez qualquer autocrítica sobre seu apoio cego à Lava Jato no passado. “Desde que vieram a público, em junho de 2019, os primeiros vazamentos de conversas entre investigadores da Lava Jato e o então juiz Sergio Moro, ficou evidente que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teve um julgamento imparcial no caso do famigerado apartamento de Guarujá (SP)”, diz a abertura do editorial deste sábado, intitulado “O pós-Lava Jato”. Com o reconhecimento, a Folha se coloca como o primeiro veículo da grande imprensa a assumir que Lula não foi julgado da maneira correta. O jornal chega até mesmo a dizer que as conversas entre procuradores e juiz são “razão suficiente para a suspeição”. “Há não poucas evidências de que a Lava Jato em várias ocasiões extrapolou”, sustentam. Em julho de 2017, quando Lula foi condenado por Sergio Moro, o jornal celebrou sem nenhum pudor e alegou que haveria um “oceano de evidências de corrupção bilionária na administração petista”. Na ocasião, chegou a dizer que a tese de que havia uma perseguição era “farsesca”. O tempo mostrou que não. “Réu em outras quatro ações penais, líder também entre os rejeitados pelos eleitores, o petista se dedica à pregação farsesca de que seria vítima de perseguição política. Por disparatada que seja tal retórica, seu partido ainda dispõe de força para reverberá-la com o objetivo de pressionar os tribunais”, dizia a Folha em 13 de julho de 2017, no editorial “Lula condenado”. A defesa do ex-presidente sustenta que as mensagens não são a única prova da suspeição de Moro e da atuação ilícita dos procuradores, que grampearam advogados do ex-presidente, vazaram ligações telefônicas, mantiveram interceptações fora do tempo previsto legalmente e vazaram delações com o objetivo de prejudicar a imagem de Lula. Além. é claro, da sentença sem provas concretas de que o triplex do Guarujá seria do ex-presidente.

Folha diz em editorial que Lula não teve julgamento imparcial no caso do triplex

  “É particularmente chocante o diálogo entre dois procuradores debatendo o que devem fazer diante da informação de que uma delegada da Polícia Federal havia lavrado termo de depoimento de testemunha que não fora ouvida”, diz o jornal O jornal Folha de S.Paulo afirma, pela primeira vez, em seu editorial deste sábado (27), que os diálogos revelados pela Operação Spoofing deixam evidente que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve um julgamento imparcial. “Desde que vieram a público, em junho de 2019, os primeiros vazamentos de conversas entre investigadores da Lava Jato e o então juiz Sergio Moro, ficou evidente que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teve um julgamento imparcial no caso do famigerado apartamento de Guarujá (SP)”, diz a abertura do texto. O jornal afirma ainda que “as gravações mostraram uma proximidade inaceitável entre magistrado e acusadores, o que é razão suficiente para a suspeição”. Para a Folha, “é particularmente chocante o diálogo entre dois procuradores debatendo o que devem fazer diante da informação de que uma delegada da Polícia Federal havia lavrado termo de depoimento de testemunha que não fora ouvida”. “Cumpre lembrar, porém, que as gravações resultam de uma invasão ilegal a celulares. Não podem ser empregadas como prova para incriminar ninguém; podem, contudo, ser usadas pelas defesas de réus para pleitear nulidades”, adverte o texto. Ao final, o texto diz que “se a Lava Jato nem sempre se comportou como deveria, há ainda mais evidências de que os esquemas de corrupção por ela investigados eram terrivelmente reais. Bilhões de reais desviados foram recuperados, dezenas de envolvidos confessaram seus crimes e grande parte das condenações foi confirmada por instâncias superiores”.

Covid-19 – Enquanto o Brasil supera mais uma marca macabra, Bolsonaro incentiva não usar máscara

 O Brasil chega a marca de 250 mil mortes em 1 ano de pandemia, e o boçal, irresponsável e moleque presidente, ao invés de tomar medidas restritivas contra a covid e adquirir vacinas suficientes e urgente para toda a população, fica é incentivando seus apoiadores a não usarem máscara e ainda prega “tratamento precoce” com cloroquina, substância que não tem eficácia comprovada  Em abril de 2020, Bolsonaro previa que a Covid faria, no máximo, 800 vítimas; a 24 horas da crise sanitária completar 1 ano, país segue com contágio em ritmo acelerado e sem plano concreto de vacinação Hospitais lotados, cidades endurecendo medidas de restrição, médicos exaustos e famílias chorando as mortes de parentes e amigos. Essa poderia ser uma notícia do primeiro semestre de 2020, quando a pandemia do coronavírus se espalhou por todo o mundo, incluindo o Brasil. A situação, no entanto, é a mesma no país, em 2021, às vésperas da crise sanitária completar 1 ano. Nesta quarta-feira (24), o Brasil superou a triste marca dos 250 mil mortos em decorrência da Covid-19. Segundo levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa, foram registradas 1.390 novas mortes nas últimas 24 horas, o que totaliza, desde o início da crise sanitária, 250.036 óbitos. A marca foi atingida na véspera do aniversário de 1 ano do primeiro caso de Covid-19 confirmado no Brasil, que ocorreu no dia 25 de fevereiro de 2020. No início do ano passado, Bolsonaro já dizia que a Covid-19 é uma “gripezinha” e, em abril, chegou a afirmar que a doença do coronavírus mataria menos pessoas que a gripe H1N1, que vitimou 796 brasileiros. Incentivando apoiadores a não usarem máscara e pregando “tratamento precoce” com cloroquina, substância que não tem eficácia comprovada contra a Covid, Bolsonaro fez do país um verdadeiro “laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção”, conforme descreveu o cientista Miguel Nicolelis. Atualmente, o país, conforme mostram os números, está em estágio de descontrole da pandemia, com contágios e mortes superando os piores momentos da crise sanitária. A principal esperança contra o vírus, as vacinas, ainda não engataram no Brasil, também por responsabilidade do governo federal. Além de tentar descreditar a Coronavac por conta de sua briga política com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), Bolsonaro foi inábil ao não fechar acordos, conforme inúmeros países do mundo fizeram, para a aquisição de imunizantes. Até o momento, somente 2,7% da população brasileira recebeu a primeira dose das vacinas e, em muitas cidades, já há falta de doses. “Todo o mundo vai testemunhar a devastação épica que o SARS-CoV-2 pode causar quando nada é feito de verdade para contê-lo”, alerta Nicolelis.

Morre de Covid-19 enfermeira bolsonarista de 35 anos que se recusou a tomar vacina

 Fanática por Bolsonaro ela teve oportunidade de ser vacinada por trabalhar na linha de frente, mas se recusou a receber a dose da Coronavac que tinha direito por achar que a vacina chinesa não tinha sido testada e que não era cientificamente comprovada A enfermeira Priscila Veríssimo, de 35 anos, que se recusou a tomar a dose de Coronavac que tinha direito, morreu nesta quarta, após complicação da covid-19. Priscila era moradora do bairro Brasília em Arapiraca, cidade do Agreste de Alagoas e trabalhava como funcionaria do Hospital Chama. Ela já havia sido infectada uma vez e, fanática pelo presidente Jair Bolsonaro, se recusou a tomar a vacina. Ela achava que não pegaria novamente a doença e, além disso, considerava que a vacina chinesa não tinha sido testada e que não era cientificamente comprovada. Ela foi demitida por se recusar a tomar a vacina e, na semana passada, pegou a Covid-19. A doença evoluiu rapidamente e ela acabou não resistindo. Veríssimo deixa um filho de 2 anos. O sepultamento de Priscila aconteceu na manhã desta quinta-feira (25) no Cemitério São Francisco, onde funcionários do Chama prestaram uma homenagem à colega de trabalho. Com informações do É Assim

O rei está nu – A verdade nua e crua sobre o genocida presidente Jair Bolsonaro

Repórteres Sem Fronteiras coloca imagem de Bolsonaro nu em ação contra fake news ONG acusa o presidente de contribuir para o aumento de mentiras em circulação e defende o direito à informação confiável no Brasil durante a pandemia A organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras lançou nesta segunda-feira (22) a campanha de comunicação “A verdade nua”, feita em parceria com a agência BETC Paris, cujo objetivo é alertar sobre “alegações fantasiosas ou manipuladoras” do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia. Como forma simbólica de confrontar o presidente com a realidade “nua e crua” dos fatos, a campanha mostra uma montagem de Bolsonaro sem roupa e coberto apenas por uma placa que informa o número de casos e mortes de Covid-19 no país. De acordo com comunicado da ONG, a campanha reforça a importância de conhecer os fatos para compreender a pandemia e poder agir sobre ela, exaltando especialmente o trabalho dos jornalistas durante a crise. “Essa campanha propositalmente chocante visa despertar as consciências a reagirem aos ataques permanentes do sistema Bolsonaro contra a imprensa, afirmou Christophe Deloire, Secretário-Geral da RSF. “Os ataques não são apenas moralmente intoleráveis, mas também perigosos para a população brasileira que se vê privada de informações vitais sobre a pandemia. O trabalho dos jornalistas é fundamental para relatar os fatos e informar as pessoas sobre a realidade da crise sanitária. Mais do que nunca, o direito à informação, intimamente ligado ao direito à saúde, deve ser defendido no Brasil”, completou. Em janeiro, a organização divulgou um relatório que mostra que, em 2020, o presidente Jair Bolsonaro e o seu círculo familiar e político realizaram 580 ofensas a profissionais da comunicação. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) aparece na liderança com 208 ataques aos trabalhadores da imprensa; em seguida, vem o presidente Bolsonaro com 103 ataques; e em terceiro lugar aparece Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), com 89 ataques. Com Revista Fórum

Áudio indica que padre Robson tramou morte de dirigente: ‘Se pudesse matar ele pra mim, eu achava uma bênção’

 Alvo da conversa do religioso com advogado seria um dos membros da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) Áudios encontrados no celular do padre Robson de Oliveira apontam o religioso tramando a morte de um membro da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), localizada em Trindade (GO). O material, apreendido em operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) em agosto do ano passado, foi revelado no Fantástico, da TV Globo, deste domingo (21). “Se você pudesse matar ele para mim, eu achava uma bênção. Acaba com esse cara, bicho. Isso aí só vai atrapalhar nossa vida. Para mim, até hoje, foi um atraso”, disse o padre em conversa com um advogado. Segundo as investigações do Ministério Público de Goiás, Robson se referia a Anderson Fernandes na conversa. O homem é membro da Anfipe e está envolvido em esquemas de pagamento de suborno. O material apreendido na operação do Ministério Público pode incriminar o religioso em delitos em lavagem de dinheiro, organização criminosa e até obstrução de Justiça. Robson já era alvo de investigação do desvio de doações de católicos do Santuário Basílica de Trindade para a compra de imóveis de luxo. Em janeiro deste ano, o processo definitivamente arquivado pelo desembargador Walter Carlos Lemes, presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), desconsiderando o pedido do MP-GO para continuar a investigação. A investigação, que se estendia à Associação Filhos do Pai Eterno também foi anulada na ocasião. Com os novos áudios e mensagens, no entanto, o MP-GO deve reabrir as investigações.

Ataques ao STF e Congresso tiveram financiamento internacional, revela Toffoli

 Informação foi obtida por meio da quebra de sigilos bancários e ministro classificou a descoberta como ‘gravíssima’ O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que as investigações que apuram fake news e a realização de atos antidemocráticos identificaram “financiamento internacional a atores que usam as redes sociais para fazer campanhas contra as instituições brasileiras, em especial o STF e o Congresso Nacional”. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, exibida nessa segunda. Segundo Toffoli, a divulgação da informação – obtida por meio da quebra de sigilos bancários – foi autorizada pelo ministro-relator dos casos na Corte, Alexandre de Moraes. Na entrevista, Toffoli classificou a descoberta como “gravíssima”. Para ele, a “história” já mostrou que financiamento a grupos radicais serviu “para criar o caos”. “A história do país mostrou a que isso levou no passado, financiamento a grupos radicais, seja de extrema direita, seja de extrema esquerda, para criar o caos e desestabilizar a democracia em nosso país”, disse Toffoli. Ainda de acordo com ele, não se trata de “grupo de malucos”, mas de uma “organização”. Segundo o jornal O Globo, os investigadores apuram se o empresário João Bernardo Barbosa, dono da holding JBB Par Investments, que mora em Miami (EUA), é o elo internacional das campanhas contra as instituições. O empresário negou ao jornal ter feito qualquer doação para atos antidemocráticos. Leia também Toffoli vira tchutchuca nas mãos da turma do Bolsonaro Toffoli quer que Lula morra na cadeia e tira de pauta ações sobre prisão após 2ª instância Toffoli derruba decisão de Marco Aurélio e mantém Lula preso político ‘Marco’ Relator dos inquéritos das fake news – aberto para apurar notícias falsas, ofensas e ameaças dirigidas aos integrantes do Supremo – e dos atos antidemocráticos, que investiga a organização, o financiamento e a divulgação de manifestações contra a democracia, o ministro Alexandre de Moraes disse ontem que a confirmação da ordem de prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) pelos plenários da própria Corte e da Câmara dos Deputados foi um “marco no combate ao extremismo antidemocrático”. O parlamentar bolsonarista foi preso há uma semana por ordem de Moraes, após divulgar um vídeo com ameaças ao Supremo e a integrantes do tribunal. Na sexta-feira passada, por 364 votos a 140, a maioria dos deputados referendou a decisão do Supremo. Na ocasião, Silveira pediu desculpas. “O incentivo a dar surras em ministros do Supremo Tribunal Federal, o incentivo a agressões contra a saúde e vida de ministros do Supremo Tribunal Federal, o incentivo à ditadura e ao AI-5 que fecha o Supremo Tribunal Federal não são críticas, são atentados contra a democracia”, afirmou. As declarações de Moraes, próximo presidente do Supremo, foram feitas durante o seminário virtual “Eleições 2022 e desinformação no Brasil”, organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). “Nós não podemos mais deixar que as redes sociais sejam terra de ninguém. Porque os discursos de ódio e antidemocráticos vêm manipulando as pessoas”, afirmou o ministro na transmissão. “Com essas milícias digitais, nós estamos sofrendo o mais pesado, mais forte e mais vil ataque às instituições e ao estado democrático de direito.” O ministro lembrou que a produção de notícias falsas deixou de ser amadora e passou a integrar uma “indústria de monetização”. Moraes disse ainda ser um “desafio grande” impedir que as “milícias digitais” influenciem a eleição presidencial do ano que vem. Na avaliação dele, as empresas de tecnologia devem ser responsabilizadas pelos conteúdos publicados em suas plataformas. Agência Estado

Líder de Bolsonaro na Câmara defende nepotismo para cargos públicos

?O poder público poderia estar mais bem servido, eventualmente, com um parente qualificado”, diz Barros (Alan Santos/PR) Deputado Ricardo Barros é a favor de contratar parentes de políticos na administração pública e Centrão quer mudar lei que pune a prática No momento em que o presidente Jair Bolsonaro faz mudanças no primeiro escalão, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), ressuscitou um tema polêmico e defendeu a contratação de parentes de políticos para cargos públicos. Proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por violar o princípio constitucional da impessoalidade na administração, o nepotismo vem sendo questionado em várias frentes. Mas, com a vitória de Arthur Lira (Progressistas-AL) para presidir a Câmara, o Centrão ganhou musculatura para pregar mudanças na lei que hoje pune a prática. “O poder público poderia estar mais bem servido, eventualmente, com um parente qualificado do que com um não parente desqualificado”, afirmou Barros ao Estadão. “Só porque a pessoa é parente, então, é pior do que outro? O cara não pode ser onerado por ser parente. Se a pessoa está no cargo para o qual tem qualificação profissional, é formada e pode desempenhar bem, qual é o problema?”, completou o líder do governo, que também integra o Centrão, grupo de partidos aliados ao presidente Jair Bolsonaro. Em 2008, o Supremo firmou posição contra o nepotismo e suas ramificações. Estendeu a proibição ao “nepotismo cruzado”, que é quando dois agentes públicos empregam parentes um do outro. A Súmula 13 da Corte diz que “a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau (…), para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada (…), mediante designações recíprocas, viola a Constituição”. Quando era deputado, Bolsonaro nomeou 13 parentes em gabinetes da família. Além disso, o clã Bolsonaro empregou 102 pessoas com laços familiares, segundo levantamento feito pelo jornal O Globo, ao longo dos 28 anos em que o atual presidente foi parlamentar. No primeiro ano à frente do governo, em 2019, Bolsonaro chamou de “hipocrisia” as críticas de que seria “nepotismo” a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seu filho “03”, para o cargo de embaixador nos Estados Unidos. O presidente chegou a criticar a decisão do Supremo que proibiu contratações de parentes na administração pública. “Acho que quem tem de decidir sobre essas coisas é o Legislativo. Teve um parlamentar contra o nepotismo que foi pego na Lava Jato. E tem ministro, com toda certeza, que tem parente empregado, com DAS (função comissionada). E daí?”, questionou ele, na ocasião. “Que mania (vocês têm de dizer) que tudo que é parente de político não presta.” O Supremo não deixou claro, no entanto, se a restrição para contratar parentes deve valer também para cargos de natureza política, como os de ministros e secretários de Estado, ou apenas para funções administrativas. Nos julgamentos do plenário tem prevalecido o parecer de que essas nomeações são permitidas, exceto se houver algum tipo de fraude. Em 2017, porém, decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello barrou a indicação de um filho do então prefeito do Rio, Marcelo Crivella, como secretário municipal. Um ano depois, em 2018, a então vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti – mulher de Ricardo Barros –, chamou o cunhado para a equipe ao assumir o governo estadual, diante da renúncia do então governador Beto Richa. À época, Cida nomeou Silvio Barros, irmão de seu marido, como secretário de Desenvolvimento Urbano. Improbidade Como a prática da nomeação de parentes por políticos não configura crime no Brasil, o caminho para punir agentes públicos por nepotismo é enquadrá-los no artigo 11 da Lei de Improbidade Administrativa, de 1992. É com base neste artigo que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem chancelado condenações em casos de contratação de parentes. O dispositivo define como improbidade atos que violem os “deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições”. A Câmara, porém, discute o afrouxamento da Lei de Improbidade Administrativa, que pode excluir justamente esse artigo 11, também utilizado para punir outras práticas, como furar fila no serviço público. A proposta consta do texto substitutivo de autoria do relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), e é apoiada por Barros. “Se querem que nepotismo seja crime, que façam uma lei e aprovem. É inadequado um arcabouço jurídico onde o que você quiser encaixa lá. Ah, estão preocupados com nepotismo? Então, vamos encerrar o artigo 11 e fazer uma lei de nepotismo aqui. Isso pode, isso não pode. Não é para cada promotor interpretar (a lei) do jeito que quer”, disse o líder do governo. Para o advogado Sebastião Tojal, especializado em ações de improbidade, o que Barros diz não se sustenta. “Existe um princípio constitucional, segundo o qual a impessoalidade deve orientar a administração pública, inclusive no processo de investidura em cargos. Não se pode chegar ao ponto de discutir se fulano, sicrano ou beltrano de fato é competente ou não”, destacou Tojal. “Nepotismo tem de ser compreendido como nomeação para cargos administrativos e políticos.” Autor do projeto em discussão na Câmara sobre a Lei de Improbidade, o deputado Roberto de Lucena (Podemos-SP) é contra a mudança da regra que hoje permite a punição por nepotismo. “Eu me sinto contrariado com o fato de que a gente possa, retirando o artigo 11, promover um retrocesso naquilo que já está consolidado”, disse Lucena. “Essa questão já é superada. Não existe espaço para retrocessos.” Na avaliação do ex-advogado-geral da União Fábio Medina Osório, a Constituição não permite que parentes sejam contratados para a administração pública nem mesmo se forem competentes. “Independentemente de qualificação ou não, a proibição direcionada à contratação de parentes, refletida na Súmula 13 do STF, acarreta improbidade administrativa.” O promotor de Justiça Roberto Livianu, do Instituto Não Aceito Corrupção, disse que a experiência no Brasil mostra a necessidade de não ser permitida qualquer exceção. “Fazer louvor ao nepotismo é absurdo. Devido ao fortalecimento da cultura do compadrio, essa ideia (de exceção) não deve prevalecer. O Supremo editou a súmula porque