O machão Daniel Silveira galinhou, pediu desculpas aos ministros do STF, mas continuará preso

O plenário da Câmara, por 364 votos a 130, decidiu referendar nesta sexta-feira (19) a prisão do deputado bolsonarista O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) moderou o tom ao dar depoimento à Câmara dos Deputados nesta sexta-feira (19) diante da sessão que irá decidir se a casa legislativa acompanha o Supremo Tribunal Federal e mantém a prisão do bolsonarista. Ele se disse arrependido. “Em momento algum, assisti meu vídeo diversas vezes, eu consegui entender o momento da minha raiva. Peço desculpas a todo o Brasil. Eu me excedi, de fato, na fala. Foi um momento passional”, afirmou o parlamentar. “Minhas palavras foram duras até para mim. Tinha outros modos de manifestar minha fala”, completou Silveira, que alega ter imunidade parlamentar para proferir seus ataques. “Quem nunca fez isso na vida?”, questionou ainda. “O ser humano vai de 0 a 100 muito rapidamente”, disse. O plenário da Câmara, por 364 votos a 130, decidiu referendar nesta sexta-feira (19) a prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), determinada na última terça-feira (16) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do inquérito das fake news. Apenas 3 se abstiveram na votação. De acordo com o painel eletrônico, 497 parlamentares registraram presença na sessão de hoje. Para que a decisão do Supremo fosse mantida eram necessários 257 votos favoráveis ao parecer da relatora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), deputada Magda Mofatto (PL-GO). Se esse quórum não fosse alcançado, o deputado deveria ser solto. No entanto, houve uma “gordura” de 107 votos. A Constituição estabelece que deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por opiniões, palavras e votos e não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. O deputado Daniel Silveira, em sua defesa, voltou a dizer que se arrependeu das palavras proferidas no vídeo publicado em suas redes sociais na terça-feira que levou à sua prisão por crime contra a segurança nacional. “Ouvindo as falas, percebi que fui grosseiro e impróprio, e peço desculpas ao povo brasileiro por isso”, disse ele na sessão virtual do plenário da Câmara dos Deputados que vai decidir sobre a manutenção ou não da sua prisão, determinada pelo STF. O parlamentar voltou a dizer que o seu caso terá repercussões futuras. “A relativização da nossa imunidade poderá trazer consequências catastróficas para todos nós. A imunidade parlamentar pela fala não pode ser relativizada jamais”, disse. Silveira disse ainda que nunca defendeu o AI-5. “Defendi que naquele tempo histórico ele se fez necessário politicamente, isso não é defesa para que se volte ditadura, tampouco admiro ou quero um regime ditatorial”, afirmou. O parlamentar pediu ainda que os deputados se coloquem no seu lugar. “Apelo a todos por emergência da situação e pela imunidade parlamentar pela minha liberdade porque não sou bandido nem sou criminoso”, disse. Silveira afirmou que não havia necessidade da leitura da transcrição do vídeo pela relatora, deputada Magda Mofatto, durante o voto em que ela opina pela manutenção da prisão do deputado. “Respeito a relatora mas discordo de ter trazido [as falas] à baila neste momento para colocar alguma raiva”, disse. O vídeo traz ofensas a ministros do Supremo Tribunal Federal, elogio ao regime militar e ao Ato Institucional nº 5. Silveira é investigado no âmbito do inquérito das fake News e foi preso em flagrante por crimes contra a segurança nacional. Ele já foi denunciado ao STF pelo procurador-geral da República e também sofre processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Silveira afirmou que foi tomado por emoção por ter se indignado às críticas feitas pelo ministro Edson Fachin ao general Villas Boas. “O ser humano é falho e vamos de zero a cem em poucos minutos”, disse. A oposição não ficou sensibilizada com o “choro” de Daniel Silveira. Segundo deputados do PT, PCdoB, PDT e PSB, o colega bolsonarista foi covarde e extrapolou o exercício da função ao incitar à violência contra a democracia brasileira.
Romero Jucá tinha razão: com Supremo, com tudo, foi “Fachin” colocar o STF no curé

Depois de três anos falando amém para as arbitrariedades da Lava-Jato, o ministro Edson Fachin, do STF, reclama das verdades do general Eduardo Villas Bôas, dizendo as Forças Armadas fez pressão sobre a corte máxima nas vésperas das eleições de 2018, para prender o ex-presidente Lula e, com isso, garantir a vitória do então deputado Jair Bolsonaro. “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”, escreveu Villas Bôas no dia 3 de abril de 2018, véspera o julgamento do habeas corpus do petista. A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), criticou o general Villas Bôas. “Se o general queria controlar sua tropa, como alega, devia ter feito uma ordem do dia lembrando a Constituição. Prender seus insubordinados e não ameaçar o STF para prender Lula. Isso é gravíssimo e exige reação das instituições democráticas”, disse. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin afirmou nesta segunda-feira (15) que é “intolerável e inaceitável qualquer forma ou modo de pressão injurídica sobre o Poder Judiciário”. A declaração foi dada depois da revelação de que ministros do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) atuaram em conjunto para escrever nota do general do Exército Eduardo Villas Boas sobre a atuação do Supremo num julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em abril de 2018, o órgão julgaria um habeas corpus do petista. Fachin era o relator do caso. “Diante de afirmações publicadas e atribuídas à autoridade militar e na condição de relator no STF do HC 152752, anoto ser intolerável e inaceitável qualquer forma ou modo de pressão injurídica sobre o Poder Judiciário”, disse o ministro O general Villas Bôas, ex-comandante do Exército Brasileiro, debochou do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, nesta terça-feira (16). O deboche se deu em uma postagem comentando a notícia de que Fachin teceu críticas às revelações de que Villas Bôas elaborou junto à cúpula do Exército o tuíte golpista feito em 2018, em tom de ameaça, para que o STF não concedesse habeas corpus ao ex-presidente Lula, preso pouco tempo depois. “Três anos depois”, escreveu Villas Bôas ao comentar o link de uma notícia do jornal O Globo sobre as críticas de Fachin. ???????????? Três anos depois…https://t.co/Np1aA0iioF — Antonio Lorenzo (@lorenzof5) February 16, 2021 Um grande Acordo Nacional Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria. Assinado: Golpe 2016 O bandido Romero Jucá sabia das coisas – PRIMEIRO, NÓS TIRAMOS DILMA. DEPOIS COLOCAMOS TEMER. DEPOIS FAZEMOS UM GRANDE PACTO COM O JUDICIÁRIO – E foi o que aconteceu, com o Supremo, com Tudo. O bandido Romero Jucá sabia das coisas
Bolsonaro libera armas e sabota vacinas – Por Altamiro Borges

Enquanto atrasa o pagamento do auxílio emergencial para 68 milhões de brasileiros que passam fome e desorganiza a vacinação para milhões de pessoas vulneráveis à Covid-19, Jair Bolsonaro acelera a liberação de armas e munições no Brasil. O “capetão” é mesmo um genocida com pulsão pela morte. A indústria armamentista, as milícias, as organizações criminosas e outras pragas estão excitadas! Como afirma Fernando Brito, no imperdível blog Tijolaço, a pressa do governo tem lógica. “Bolsonaro corre com seus planos, evidentes, de avançar na formação de uma milícia armada de fanáticos que, afinal, já podem ter legalmente e sem burocracia até 60 armas e 180 mil cartuchos por ano”. Seis armas por pessoa; 60 armas por atirador De acordo com os decretos publicados na sexta-feira (12), em edição extra do Diário Oficial da União, a regulamentação sobre armas sofre perigosas mudanças. As medidas flexibilizam os limites para compra e estoque de armas e cartuchos para as pessoas autorizadas pela lei. Um dos decretos permite que um indivíduo adquira até seis armas (antes eram quatro por pessoa). O governo também estabeleceu a permissão para que atiradores registrados adquiram até 60 armas e que caçadores comprem 30 armas. Só é exigida a autorização do Exército quando a compra superar essas quantidades já elevadas. O genocida alterou ainda a quantidade anual de insumo para recarga de cartuchos, aumentando a munição autorizada. “O pacote de alterações dos decretos de armas compreende um conjunto de medidas que, em última análise, visam materializar o direito que as pessoas autorizadas pela lei têm à aquisição e ao porte de armas de fogo e ao exercício da atividade de colecionador, atirador e caçador, nos espaços e limites permitidos pela lei”, explica a nota cínica do governo federal. Mais de um milhão de “pessoas” armadas O projeto de “flexibilização” de armas e munições não causa surpresa. Fez parte do programa eleitoral do “capetão”. Bolsonaro até tentou emplacar algumas medidas, mas o então presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, arquivou os projetos. Agora, com a eleição de Arthur Lira, líder do Centrão, o genocida está mais animado com a sua agenda fascistizante. Desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência, o número de pessoas armadas disparou no Brasil. O país tem hoje 1,151 milhão de armas legais nas mãos de civis – 65% a mais do que o acervo de dezembro de 2018. Segundo o site UOL, “o aumento mais expressivo, de 72%, se deu no registro da Polícia Federal, que contempla as licenças para pessoas físicas. O número passou de 346 mil armas de fogo, em 2018, para 595 mil, no fim de 2020”. Nos casos de armamentos registrados pelo Exército, que atendem ao grupo de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs), a elevação, no mesmo período, foi de 58%: passou de 351 mil para 556 mil. Tanto em um quanto no outro órgão, o salto não é explicado apenas pelas novas armas de fogo, mas também por registros expirados que foram renovados. Com os novos decretos, o contingente de pessoas armadas deve explodir – em todos os sentidos. Se não houver resistência da sociedade civil organizada, dos parlamentares partidários da civilização – contra a barbárie – e até de militares preocupados com a liberação de armas, o Brasil se transformará na pátria das milícias e dos grupos paramilitares neonazistas. Confira abaixo a importante nota divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública: ***** O Fórum Brasileiro de Segurança Pública vê com muita preocupação a fixação do presidente Jair Bolsonaro em promulgar novos decretos para flexibilizar não só a posse e o porte de armas no Brasil, mas também reduzir a capacidade de controle do Estado sobre munição e registro de armamentos. Anunciada na calada da noite, na véspera de Carnaval e em meio a uma pandemia que já matou mais de 237 mil pessoas, a decisão vem à tona no dia em que foi divulgado um aumento de 5% nos homicídios registrados no país em 2020, em meio a um recorde de investimentos no período. O fato se torna ainda mais assombroso se relembrarmos de declarações de Bolsonaro no ano passado, em que ele comentou as motivações para o afrouxamento da legislação diante de ministros em reunião em Brasília. De acordo com o presidente à época, a medida serviria evitar que a população seja escravizada por uma ditadura, demonstrando que as novas regras parecem estar sendo criadas de fato para constranger opositores do atual governo e estimular a população a uma insurreição armada contra quem ouse defender a já fragilizada democracia brasileira. Não há qualquer argumento válido em favor da liberação da compra de até 60 armas por um único colecionador, 30 armas por caçadores ou até 6 armas para cidadãos comuns. Também é inaceitável o desmonte dos mecanismos de fiscalização, sobretudo do trabalho do Exército brasileiro, seja pela liberação de produtos controlados ou mesmo pelo rastreamento de munição e concessão do porte. No momento atual, não faz sentido estimular a venda de armamentos, uma vez que 40% das armas apreendidas no Brasil com criminosos têm origem legal. No final, as principais vítimas desse movimento poderão ser as mulheres e os próprios policiais militares, seja pela mão de criminosos ou dos próprios cidadãos dispostos a combater os tais governos tiranos a que Bolsonaro se refere. O Brasil hoje não necessita de mais armas nas mãos da população. O que precisamos de fato é de políticas públicas eficientes e críveis, que possam reduzir os vergonhosos índices de violência que seguem crescendo de norte a sul do país. Que as autoridades e os demais Poderes se manifestem fortemente contra essas decisões autoritárias, que aos poucos desmontam todo o arcabouço legal criado pelo Estatuto do Desarmamento. Via Blog do Miro
Forças Armadas compraram 70 toneladas de picanha e 80 mil cervejas com dinheiro público

Forças armadas compraram 714 mil quilos de picanha e 80 mil unidades de cerveja realizada em 2020. (Marcos Corrêa/PR) Grupo apresentou denúncia à PGR com indícios de superfaturamento de carnes nobres e cervejas para Exército e Marinha Um grupo de deputados federais apresentou denúncia junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) devidos suspeita de superfaturamento na compra de carnes nobres e cervejas especiais para festas do Exército e Marinha. Os parlamentares indicam suspeitas na compra de 714 mil quilos de picanha e de 80 mil unidades de cerveja realizada em 2020. Além das toneladas de picanha e carvão, dados oficiais obtidos no Painel de Preços do Ministério da Economia mostram que os militares usaram dinheiro público para comprar Heineken, Stella Artois, Bohemia Puro Malte, Eisenbahn e Skol Beats. A representação, protocolada nessa terça-feira (9), é assinada pelos deputados Vilson da Fetaemg (PSB-MG), Elias Vaz (PSB-GO), Alessandro Molon (PSB-RJ), Denis Bezerra (PSB-CE), Lídice da Mata (PSB-BA), Camilo Capiberibe (PSB-AP), Bira do Pindaré (PSB-MA). Levantamento feito pelo parlamentar Elias Vaz, apontam valores superiores até 67% do preço de mercado. Conforme a denúncia, somente em um pregão eletrônico, o 38º Batalhão de Infantaria comprou 500 garrafas da cerveja Stella Artois a R$ 9,05 cada; 3 mil garrafas de Heineken, a R$ 9,80 cada. Para mostrar que os preços estão superiores aos praticados no mercado, o documento lista valores inferiores cobrados por supermercados. Uma imagem mostra latas de Bohemia Puro Malte a R$ 2,59, valor 67% menor que os R$ 4,33 pagos pela 9ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército, que comprou 1.008 latinhas. “Verifica-se que a maioria dos processos de compras desses produtos seguiu o procedimento da licitação. A Administração Pública, portanto, teve a coragem de mover a estrutura federal para conduzir certames com o objetivo de comprar grande quantidade de cerveja”, argumentam os autores da representação. O levantamento, feito com bases em dados oficiais do governo, mostra que o Exército foi o que mais comprou picanha: 569,2 toneladas, ante 88 toneladas da Marinha. As forças armadas não se manifestaram sobre as compras.
Ministros indicados pelo PT não admitem anulação das sentenças sem provas, de Moro contra Lula

Os ministros Luiz Fux, Edson Fachin, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso, indicados por Lula e Dilma articulam reação para impedir anulação de processos de Moro – O bloco lavajatista do Supremo Tribunal Federal (STF), integrado por Luiz Fux, Edson Fachin, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso, articula uma reação para impedir a anulação de processos sob comando de Sérgio Moro. O grupo quer impedir que a suspeição de Moro no processo contra Lula sirva para fazer justiça a outros condenados pela operação. Segundo a jornalista Bela Megale, em sua coluna no jornal O Globo, o grupo passou a debater e articular uma estratégia de reação lavajatista. A jornalista ainda acrescenta que os ministros avaliam que é “impossível” que Moro seja declarado suspeito só no caso de Lula e que muitos processos terão grandes chances de serem anulados. Mesmo reconhecendo a ilegalidade de toda a ação de Moro, o STF pode bloquear que as pessoas condenadas no âmbito da Lava Jato obtenham compensação pelas condenações injusta.
Supremo Tribunal Federal valida provas da suspeição de Moro obtidas por Lula

A 2ª Turma do STF formou maioria para rejeitar recurso de Deltan Dallagnol e outros procuradores, e manteve o direito da defesa de Lula ter acesso às mensagens da operação Spoofing que comprovam o conluio da Lava Jato para incriminá-lo Por 4 votos a 1, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta terça-feira (9) que é legal o compartilhamento com a defesa do ex-presidente Lula das mensagens trocadas entre o ex-juiz Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato, apreendidas na Operação Spoofing. O voto do relator, Ricardo Lewandowski, contrário ao recurso, foi seguido pelos ministros Nunes Marques, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Edson Fachin divergiu. As mensagens, que foram anexadas pela defesa de Lula em recurso ao STF, confirmam o papel de Moro como chefe da Operação e a intimidade do então juiz com procuradores, orientando, criticando e combinando datas dos processos junto à força-tarefa. As conversas confirmam o conluio para processar, prender e tirar Lula das eleições presidenciais.
Centrão quer retirada militar para ocupar cargos no governo, diz Estadão

No governo do capitão, os nossos bravos militares reformados terão de travar uma batalha com a tribo do Centrão para não perder o controle do comando e dos cargos de pelo menos dois ministérios cheios de oficiais de pijamas e, até, de fardados da ativa. O Estadão publica que o interesse das tropas irregulares comandadas pelo general Artur Lira preparam um assalto contra do Ministério da Infraestrutura, guarnecido pelo capitão Tarcísio Gomes de Freitas, ao ancoradouro de Minas e Energia, sob a guarda do almirante Bento Albuquerque e às “Colinas da Cloroquina”, onde instalou-se a praça forte do general (da ativa) Eduardo Pazuello. Mas não é o único front em que os militares veem ameaçadas as suas posições. O general Augusto Heleno encafuou-se e Braga Netto, que já se deu ares de Ministro da Fazenda com um certo “Plano Brasil”, está achando útil o uso da máscara anti-Covid. De Hamilton Mourão, então, só o quue falta é o “pede pra sair”. O fato é que vai se desenhando um enxovalhamento duplo das Forças Armadas. Um, o de ser defenestrada de sua posições de governo para dar lugar a uma turma de aproveitadores que, na essência, tem uma diferença: são civis, embora tão sequiosos de cargos quanto eles próprios se revelaram. Outro, o de, apesar disso, serem identificadas como responsáveis por um governo cada vez mais atirado ao fisiologismo político e ao desastre administrativo. O Centrão vai começar sua blitzkrieg e entre a pressão dos deputados e a dos generais não é difícil imaginar a qual Bolsonaro cederá. Por Fernando Brito – Via Tijolaço
Brasil supera 230 mil mortos por covid-19. Vacinação ainda não chegou a 2% da população

Covid segue letal no Brasil, enquanto o país espera acordos por novas doses de vacinas. Cerca de 3 milhões de brasileiros apenas já foram imunizados O Brasil chega à sexta-feira (5) com o número de mortes por covid-19 superior a 230 mil. Com 1.239 vítimas nas últimas 24 horas, o país soma 230.034 mortos desde o início do surto, em março. A média móvel de mortes, calculada em sete dias, segue acima de mil desde o dia 21 de janeiro, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). O número de novos casos no período foi de 50.872. Com o avanço, são 9.447.165 infectados no país, sem contar com a ampla subnotificação revelada por dados do Ministério do Saúde e denunciado por cientistas. A média epidemiológica segue acima do registrado no pior período da pandemia até então, entre junho e setembro. Os novos casos diários calculados em sete dias estão em 46.950. Vacinas Dos 6,8 milhões de vacinas disponibilizadas no Brasil na primeira leva, considerando a CoronaVac e a Oxfor/AstraZeneca, 3 milhões já foram aplicadas, de acordo com o Ministério da Saúde. Menos de 2%, portanto, da população brasileira, de cerca de 230 milhões de pessoas. Ainda de acordo com a pasta, apenas cinco pessoas a cada 10 mil apresentaram alguma reação à vacina. Entre os efeitos relatados estão: dor de cabeça, febre, dor muscular e náusea, todas de leve intensidade. Para o restante, a primeira etapa da imunização ocorreu sem qualquer efeito colateral. Também foi registrado um evento adverso grave para cada 100 mil aplicações, mas sem conclusão sobre a relação com os imunizantes. O país ainda mantém tratativas para adquirir mais vacinas. Ontem (4) um avião da China chegou a São Paulo com insumos que possibilitarão a produção de 8,6 milhões de doses da CoronaVac pelo Instituto Butantan, de São Paulo. De acordo com o Ministério da Saúde, insumos para a produção local de 2,8 milhões de doses da vacina da AstraZeneca devem chegar ao Brasil amanhã (6). A fabricação destes imunizantes está sob responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A previsão do ministério é de 100 milhões de doses entregues até o fim de julho. Sputnik Também ontem, o Senado aprovou a chamada MP da Vacina, que além de facilitar o acesso do país aos imunizantes disponibilizados pelo consórcio internacional Covax Facility, da OMS, facilita compra da russa Sputinik V. Agora, não será mais necessário estudos avançados das vacinas em solo nacional, para autorização de seu uso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. A agência passa a aceitar protocolos internacionais. Antes mesmo da MP aprovada, o governo do estado da Bahia já vem negociando 50 milhões de doses da Sputnik. O governo federal, 10 milhões.
O Congresso fede a esterco do diabo – Por Élio Gasda*

Mal odor vem do dinheiro advindo da corrupção que apodrece a política Pobre Brasil, tem o melhor congresso que o dinheiro pode comprar. A política agoniza na lama da corrupção. Interesses pessoais fecham as portas para a justiça e o bem comum. O cinismo e desfaçatez no discurso de Arthur Lira não deixa dúvidas: “…devolver esse superpoder para o seu único e legítimo dono, o plenário da Câmara. Esse plenário que eu passei os últimos 10 anos da minha atividade parlamentar, em pé, no chão de fábrica, trabalhando pelo meu país, trabalhando, ao lado dos meus deputados, do nosso partido…”. Excelentíssimo deputado, não há democracia sem o povo. A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo. Leia Fratteli tutti. Nela, papa Francisco ensina que é necessário pensar a participação social, política e econômica “que incluam os movimentos populares e animem as estruturas de governo”, pois, “a democracia atrofia-se, torna-se um nominalismo, uma formalidade, perde representatividade, vai-se desencarnando porque deixa fora o povo na sua luta diária pela dignidade, na construção de seu destino” (n.169) O “superpoder” tem como “único e legítimo dono” o povo brasileiro. Um povo cansado dos discursos vazios de “picaretas com anel de doutor”. Um povo desprezado por um Congresso corrupto a serviço dos poderosos. O povo abandonado à sua própria sorte, é feito de idiota. Não são políticos, apenas charlatões aproveitadores empenhados na destruição do país. São inimigos dos pobres. São muitos os parlamentares em situação delicada com a Justiça, inclusive o excelentíssimo presidente da Câmara dos Deputados, denunciado por corrupção e organização criminosa, lavagem dinheiro e crime contra a honra. É extensa sua ficha criminal. A corrupção apodrece a política. O Congresso fede. Fede a dinheiro, o esterco do diabo (São Basílio). A corrupção abre as portas para todos os tipos de crimes. Pobre Brasil! Tem um governo sustentado pela corrupção. Papa Francisco destaca em Fratelli tutti que “a grandeza política se mostra quando, em momentos difíceis, se trabalha com base em grandes princípios e pensando no bem comum” (178). E “a caridade política expressa-se também na abertura a todos. Sobretudo o governante é chamado a renúncias…” (190). Convido o deputado e seus pares a abandonar o tal “chão de fábrica” que lhes rende subsídio mensal de R$24.833,05 somados a cota para o Exercício da Atividade Parlamentar – que varia entre R$ 30.788,66 a R$45.612,53 conforme o estado; auxílio moradia R$ 4.253,00 ou apartamento de graça; diárias em viagens oficiais: R$ 524,00 no Brasil, US$ 391,00 na América do Sul, e US$ 428,00 para outros países; R$ 111.675,59 por mês para pagar salários de até 25 secretários parlamentares, sendo que os encargos trabalhistas – 13º, férias e auxílio-alimentação – de tais secretários não são pagos com a verba de gabinete, e sim com recursos da Câmara; restituição dos gastos com despesas médicas; 2 salários no primeiro e último mês de cada legislatura a título de ajuda de custo. Chão de fábrica, deputado, é a rua, a feira, o pátio, o barracão, a loja, o restaurante, onde os brasileiros trabalham mais de 44 horas semanais em troca de um ou dois salários mínimos para comprar alimentação, moradia, educação, saúde, transporte, vestuário… dele e da família. A pesquisa Distribuição de renda nos anos 2010: uma década perdida para desigualdade e pobreza do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que enquanto a renda per capita dos 5% mais ricos subiu quase 9% no período 2015-2018, os 50% mais pobres da população viram sua renda média encolher 4%. O Brasil soma mais de 14 milhões de desempregados. Pais, mães que não têm o que dar de comer para os filhos. O desmonte das políticas públicas a partir da PEC do teto de gastos, agravado pela pandemia Covid-19 e a descontinuidade do auxílio emergencial traz de volta uma triste realidade ao Brasil: a fome! São mais de 10 milhões de pessoas vivendo em situação de insegurança alimentar. Os políticos não estão à altura dos desafios econômicos, ambientais e sociais brasileiros, vendem-se em troca de cargos e verbas. Cada deputado custa R$2,14 milhões por ano ou R$174 mil por mês. Subsídio pago com o dinheiro do contribuinte, aquele que ganha pouco mais que dois salários mínimos por mês. O desprezo pelos pobres e pelos 225 mil mortos e milhares de enlutados pela pandemia ficou escancarado na festa da vitória regada a champanhe, música e canapés que varou a madrugada. Endinheirados brindaram a vitória da corrupção enquanto o país afunda. Canalhice paga com dinheiro público. Macabro. Escândalo. Escárnio! A Câmara dos Deputados é bem pior do que pensávamos. É repugnante. Como é possível que o poder legislativo de um país da importância do Brasil dependa de pessoas de tão baixo nível? *Élio Gasda é doutor em Teologia, professor e pesquisador na Faje. Autor de: ‘Trabalho e capitalismo global: atualidade da Doutrina social da Igreja’ (Paulinas, 2001); ‘Cristianismo e economia’ (Paulinas, 2016) Fonte: Dom Total
Gilmar Mendes diz que Moro era o “chefe” da Lava Jato e que a operação “cometeu suicídio”

O ministro do STF afirmou, ainda, que espera julgar a suspeição do ex-juiz ainda no primeiro semestre de 2021, no caso do triplex atribuído ao ex-presidente Lula O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, defendeu o fim da Lava Jato no Paraná e afirmou que o ex-juiz Sérgio Moro era o “chefe” da operação. Na avaliação do magistrado, apesar de a Lava Jato ter “méritos de combater corrupção”, estava passando por um processo de “descolamento institucional”. O ministro se referiu ao vazamento de diálogos comprometedores entre Moro e procuradores da operação. “Todos fatos revelados indicam que a Lava Jato estava em outra estratosfera, sequer pertencia à Procuradoria-Geral da República. Você não via ninguém ali. Não via presença de um corregedor. Quem é o chefe da Lava Jato, segundo diálogos vazados? É o Moro, a quem chamam de russo. Dizem que seguem código penal da Rússia. É um descolamento institucional. Por isso talvez essa importância de regresso ao Brasil. Talvez tenham que restabelecer relações institucionais via Gaeco”, declarou Gilmar Mendes, em entrevista exclusiva à CNN Brasil. O ministro afirmou, ainda, que os agentes públicos da Lava Jato eram “transgressores da lei”, o que “é grave e lamentável”. “Um colega de vocês (jornalistas) escreveu que a Lava Jato não morreu, foi assassinada. Eu diria que ela cometeu suicídio”. Suspeição Ainda em relação a Moro, Gilmar disse que espera julgar a suspeição dele ainda no primeiro semestre de 2021, no caso do triplex do Guarujá atribuído ao ex-presidente Lula. “Vamos nos posicionar nessa questão que é básica: saber se o juiz que julgou um dado réu era independente, imparcial em relação a ele”, ressaltou o ministro, acrescentando que a Corte pode declarar nulo o julgamento, mas que a decisão valeria somente para o caso do tríplex. O ministro voltou a criticar ex-juiz e também ex-ministro de Bolsonaro. “Fiquei com a impressão que ele se dedicou ao embate parlamentar e reformas do Congresso, mas não cuidou do bom legado do governo anterior, que criou excepcionalmente o Ministério da Segurança Pública. Isso trouxe para a União o dever de coordenar ações nesse sentido. Isso precisa ser enfatizado e retomado”, destacou.