Câmara dos deputados votou pela não continuidade do Auxílio Emergencial.

A Câmara dos deputados votou e reprovou a emenda parlamentar da PL 2801/2020 que prorrogaria o Auxílio Emergencial de R$ 600,00 até o mês de dezembro de 2020. Por 309 contra e 123 a favor, os deputados optaram nesta quinta-feira (16), pela não continuidade do auxílio. Veja abaixo como votou o seu deputado : Aécio Neves (PSDB-MG) -votou Não Alê Silva (PSL-MG) -votou Não André Janones (AVANTE-MG) -votou Sim Áurea Carolina (PSOL-MG) -votou Sim Bilac Pinto (DEM-MG) -votou Não Charlles Evangelis (PSL-MG) -votou Não Delegado Marcelo (PSL-MG) -votou Não Diego Andrade (PSD-MG) -votou Não Dimas Fabiano (PP-MG) -votou Não Domingos Sávio (PSDB-MG) Dr. Frederico (PATRIOTA-MG) -votou Não Eduardo Barbosa (PSDB-MG) -votou Não Emidinho Madeira (PSB-MG) -votou Não Enéias Reis (PSL-MG) -votou Não Eros Biondini (PROS-MG) -votou Não Euclydes Pettersen (PSC-MG) -votou Não Fábio Ramalho (MDB-MG) Franco Cartafina (PP-MG) -votou Não Fred Costa (PATRIOTA-MG) -votou Não Gilberto Abramo (REPUBLICANOS-MG) -votou Não Greyce Elias (AVANTE-MG) -votou Não Hercílio Diniz (MDB-MG) -votou Não Igor Timo (PODE-MG) Júlio Delgado (PSB-MG) -votou Sim Junio Amaral (PSL-MG) -votou Não Lafayette Andrada (REPUBLICANOS-MG) -votou Não Léo Motta (PSL-MG) -votou Não Leonardo Monteiro (PT-MG) -votou Sim Lincoln Portela (PL-MG) -votou Não Lucas Gonzalez (NOVO-MG) -votou Não Luis Tibé (AVANTE-MG) Marcelo Aro (PP-MG) MargaridaSalomão (PT-MG) -votou Sim Mário Heringer (PDT-MG) -votou Sim Mauro Lopes (MDB-MG) -votou Não Misael Varella (PSD-MG) Newton Cardoso Jr (MDB-MG) Odair Cunha (PT-MG) -votou Sim Padre João (PT-MG) -votou Sim Patrus Ananias (PT-MG) -votou Sim Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) -votou Não Paulo Guedes (PT-MG) -votou Sim Pinheirinho (PP-MG) -votou Não Reginaldo Lopes (PT-MG) Rodrigo de Castro (PSDB-MG) -votou Não Rogério Correia (PT-MG) -votou Sim Stefano Aguiar (PSD-MG) -votou Não Subtenente Gonzaga (PDT-MG) -votou Sim Tiago Mitraud (NOVO-MG) -votou Não Vilson da Fetaemg (PSB-MG) -votou Sim Weliton Prado (PROS-MG) -votou Sim Zé Silva (SOLIDARIEDADE-MG) -votou Não Zé Vitor (PL-MG) -votou Não
Ema “Adélio Bispo” bica Bolsonaro, que só gemeu; a ave passa bem

A Ema Adélio Bispo, também foi apelidada de ema comunista e poderá ser devorada pela milícia que tomou conta deste país Tem uma música –“A ema gemeu”, de Jackson do Pandeiro– que traduz a bicada que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) levou ao tentar alimentar uma ema, nesta segunda-feira (13), no Palácio do Alvorada. A ave “comunista” bicou o presidente, que tentava alimentar o animal. A ema passa bem após bicar o presidente da República. Jair Bolsonaro está isolado na residência oficial, em Brasília, desde que anunciou estar infectado pelo novo coronavírus. Maldoso, o presidente apelidou a ema de “Gleisi”. Por que será? Sobre a música citada no início deste post, há uma estrofe interessante: “Você bem sabe que a ema quando canta Vem trazendo no seu canto um bocado de azar Eu tenho medo, pois acho que é muito cedo Muito cedo, meu benzinho pra esse amor se acabar” Abaixo, o baião “A ema gemeu” interpretada por Alceu Valença: Globo Rural lança manual sobre como alimentar ema, após a bicada que Bolsonaro levou O programa Globo Rural, em tom de galhofa, retuitou matéria nesta quarta-feira (14) sobre como criar e alimentar corretamente uma ema. O site trouxe as informações originalmente publicadas no dia 27 de fevereiro de 2017. O texto foi reavivado com a repercussão da bicada da ema “comunista” no presidente Jair Bolsonaro, na tarde desta terça-feira (13). Depois de bicar o presidente, que tem Covid-19, o animal passa bem. Bolsonaro tentava alimentar a ave quando levou a bicada. Nas redes sociais, o incidente produziu milhares de memes –todos favoráveis à ema, é claro. O Globo Rural destaca no Twitter de hoje: “Aprenda como alimentar essa ave vista com frequência no Cerrado brasileiro”. A matéria de três anos atrás é sobre como criar e alimentar uma ema. Dócil e de rápido crescimento, a ema é uma ave de criação rentável – produzindo ovos, carnes, plumas, couros e outros subprodutos”, diz a reportagem. Mas o bicho viu algo de errado no presidente no Palácio do Alvorada. O que será? Bolsonaro poderá se vigar do bicho e colocá-lo na panela? Possivelmente, não. Globo Rural disse que a carne da ema é muito apreciada. Com informação do Blog do Esmael Morais
Paulinho da Força é alvo de operação da Lava Jato na manhã desta terça-feira

O deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) é alvo de uma operação da Lava Jato, na manhã desta terça-feira (14), que investiga crimes eleitorais [sic]. O parlamentar é presidente do Solidariedade. A Polícia Federal começou a cumprir na manhã hoje mandados de busca e apreensão contra o dirigente do Solidariedade no gabinete e no apartamento funcional do parlamentar em Brasília e na sede da Força Sindical, à qual ele é ligado, em São Paulo. Ao todo, são sete mandados de busca e apreensão nas duas cidades. A princípio, a Lava Jato não é uma força-tarefa competente para investigar crimes eleitorais, logo, presume-se, a operação de hoje pode ser considerada absolutamente nula. De acordo com informações preliminares, também foi determinado o bloqueio judicial de contas bancárias e de imóveis dos investigados em cumprimento da decisão da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. Os investigadores da Lava Jato teriam constatado a existência de indícios do recebimento de doações eleitorais não contabilizadas [caixa dois] durante as campanhas eleitorais dos anos de 2010 e 2012, no valor total de R$1,7 milhão. Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), os pagamentos teriam ocorrido por meio da simulação da prestação de serviços advocatícios e também com o pagamento de valores em espécie através de doleiros contratados. O escritório de advocacia supostamente envolvido na simulação da prestação de serviços tinha como um dos seus sócios o genro de Paulinho da Força. A operação de hoje foi deflagrada após inquérito policial ser encaminhado à Justiça Eleitoral de São Paulo em meados de 2019, depois da colaboração premiada de acionista e executivos do Grupo J&F. A operação Dark Side é primeira fase da operação Lava Jato junto à Justiça Eleitoral de São Paulo desde o entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reafirmou a competência da Justiça Eleitoral para os crimes conexos aos crimes eleitorais. Os investigados poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro, com penas previstas de 3 a 10 anos de prisão. Como Paulinho da Força é um deputado federal no exercício do mandato, as investigações em primeira instância se restringem aos fatos apurados nos anos de 2010 e 2012.
Após teste negativo de Michelle Bolsonaro, internautas pedem exame de Covid de Hélio Lopes, conhecido como Hélio Negão

– Usuários das redes sociais querem “comprovar” se de fato Bolsonaro está com coronavírus através da divulgação do exame do deputado, fiel escudeiro do presidente que o acompanha em praticamente todas as agendas – Neste sábado (11), a primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou, através das redes sociais, que testou negativo para o coronavírus. Ela teria se submetido a um exame após o anúncio, na última terça-feira (7), de que Jair Bolsonaro está com Covid-19. O presidente, que se mantém isolado no Palácio da Alvorada, afirma que está bem e se tratando com cloroquina. Como ninguém próximo a Bolsonaro, que esteve com ele nos últimos dias antes de seu diagnóstico, testou positivo para a doença, incluindo a primeira-dama, internautas já têm colocado em duvida a veracidade da informação e, em tom de brincadeira, começaram a pedir nas redes sociais um exame de coronavírus do deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), conhecido como Hélio Negão. Isso porque Lopes é um fiel escudeiro de Bolsonaro e acompanha o presidente em praticamente todas as agendas. Para usuários das redes sociais, um exame que apontasse positivo para a Covid-19 no deputado “comprovaria” que o capitão da reserva de fato está com a doença. Outras postagens sobre o assunto, no entanto, carregam um tom homofóbico ao colocarem Hélio Lopes como a “primeira-dama” no lugar de Michelle Bolsonaro. O assunto vem sendo tão debatido nas redes que o termo “Hélio Negão” figura entre os assuntos mais comentados do Twitter neste sábado. Confira abaixo a repercussão. Gostaria de saber o resultado do Hélio Negão https://t.co/aaSJuETPqC — maumau (@MaurilioBOS) July 11, 2020 Se o Hélio Negão também testar negativo para a covid-19 será a confirmação definitiva de que Bolsonaro está mentindo sobre estar doente só agora. ???? — Canal do Otário (@CanalDoOtario) July 11, 2020 https://twitter.com/SergioAlvesRio/status/1280589880595267584?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1280589880595267584%7Ctwgr%5E&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaforum.com.br%2Fredes-sociais%2Fapos-teste-negativo-de-michelle-bolsonaro-internautas-pedem-exame-de-covid-de-helio-lopes-conhecido-como-helio-negao%2F Helio negão sumiu hein? Será q pegou covid do demônio e se escondeu? — ૨σ ℓεσɳเ (@RoLeoni) July 11, 2020 Ou Mijair mente sobre a doença ou não transa. Escolhe aí. https://t.co/rDz94ipH9Y — Paulo RJ (@hospicio_brasil) July 11, 2020 Parece que Michele Bolsonaro também testou negativo para covid, até aí tudo bem. A gente precisa saber do Hélio Lopes, mas conhecido como Hélio Negão. Se esse testar negativo aí não vai existir dúvidas que é outra fakeada… pic.twitter.com/Lvpk2Qhdnz — Luis Carlos Santos ???????????? (@LuisCar02706435) July 9, 2020
Moro espionava PGR para salvar a pele de Dallagnol e da Lava Jato; diz Veja

Há pouco mais de um ano, a série de reportagens intitulada Vaza-Jato do site Intercept Brasil passou a expor o que muita gente já sabia, ou suspeitava. O ex-juiz Sérgio Moro atuava em conluio com os promotores da Lava-Jato sendo o verdadeiro comandante da força-tarefa. Eles não mediram esforços e não repeitaram as regras do Judiciário. Tudo para condenar seus inimigos político, principalmente o ex-presidente Lula. Agora, a Veja aponta que, mesmo depois de abandonar a magistratura para ser ministro de Bolsonaro, Moro continuou sendo uma figura influente entre os promotores da Lava Jato. A quebra de braço entre a Lava Jato e a chefia do Ministério Público Federal em Brasília ficou evidente quando os procuradores de Curitiba se assenhoraram dos dados obtidos em escutas telefônicas e em buscas e apreensões nas investigações. Eles tentaram negar acesso à Procuradoria-geral da República a essas informações, sob o pretexto de que são sigilosas. Pois, há poucos dias Moro teve informação privilegiada de dentro da PGR e avisou a “República de Curitiba”. Moro teria mandado mensagem dizendo: “O chefe de vocês está indo pra cima”, alertou o ex-juiz em uma mensagem a um dos procuradores da Lava-Jato. Moro estava certo. Se os objetivos de Augusto Aras são agradar Bolsonaro ou não, isso é outra história. Mas que há sujeira debaixo dos tapetes do Ministério Público Federal de Curitiba, disso ninguém duvida. Com informações da Veja.
STJ concedeu prisão domiciliar a Queiroz, mas negou para jovem acusado de furtar xampu de R$ 10

– Os dois pedidos foram baseados nas condições de saúde dos detentos diante dos riscos da pandemia de coronavírus – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu prisão domiciliar a Fabrício Queiroz alegando que ele não deve permanecer em presídio durante a pandemia de coronavírus devido as suas condições de saúde, mas negou o mesmo pedido para um jovem acusado de furtar dois xampus de R$ 10 cada. Ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e amigo do presidente Jair Bolsonaro há quase 30 anos, Queiroz estava preso desde o dia 18 de junho em Bangu, zona norte do Rio. Ele é apontado pelo Ministério Público como o operador de um esquema de corrupção no antigo gabinete de Flávio, quando ele era deputado estadual. A decisão contrária ao jovem foi do ministro Felix Fischer. No despacho, ele citou sentença de outro ministro do STJ, Rogerio Schietti Cruz. Já a decisão que beneficiou Queiroz é do presidente da corte, o ministro João Otávio Noronha. Noronha, que chegou a estender o benefício, de forma incomum, à mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, que está foragida, também já negou pedidos semelhantes de outros dois presos durante a pandemia. Nesta sexta-feira (10), 14 advogados do Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu) entraram com um pedido de habeas corpus coletivo no STJ para todos que estejam em prisão preventiva e apresentam maior risco ao contrair coronavírus por suas condições de saúde. A ação cita a decisão de Noronha que acatou pedido da defesa de Queiroz. A prisão domiciliar de uma foragida vale cargo no STF? Por Gilvandro Filho, do Jornalistas pela Democracia “Ao julgar o habeas corpus impetrado pela defesa de Fabrício Queiroz, o amigo, ex-assessor e sabe-tudo dos Bolsonaro, o presidente do STF se esmerou. Não apenas mandou Queiroz cumprir a pena em casa, como estendeu o benefício à mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, procurada pela polícia desde 18 de junho”, escreve Gilvandro Filho É difícil saber o que é mais inacreditável. Se a decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, de conceder prisão domiciliar a uma foragida da Justiça para que ela possa ficar em casa cuidando do marido doente ou se a naturalidade como os políticos e parte da Imprensa encara o fato ao avaliar que, com isso, Noronha “se cacifa” para uma vaga de ministro do Supremo tribunal Federal (STF). As duas opções revelam a falência da lógica e a vitória da desfaçatez. É o Brasil. Ao julgar o habeas corpus impetrado pela defesa de Fabrício Queiroz, o amigo, ex-assessor e sabe-tudo dos Bolsonaro, o presidente do STF se esmerou. Não apenas mandou Queiroz cumprir a pena em casa, por estarmos numa pandemia e ser o preso um paciente de câncer, como estendeu o benefício à mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, procurada pela polícia desde 18 de junho, data em que o marido foi preso. Noronha é bem quisto no Governo Bolsonaro e na família do presidente. Vai a posses de ministros e é citado, praticamente, como aliado. Queiroz e Márcia são os píncaros do esquema das “rachadinhas” que deixa o senador Flávio Bolsonaro – deputado estadual, na época do escândalo – no centro de um crime. O casal também está envolvido em tenebrosas transações que envolvem relações com milicianos, inclusive os matadores da vereadora Marielle Franco. Um emaranhado que deixa de mãos dadas uma legião de políticos, autoridades, assessores, assassinos, mandantes, corruptos e corruptores. O benefício ao casal já causa estranheza, em si. Quantas detentas deixaram maridos e filhos doentes em casa e, pelo mesmo raciocínio do presidente Noronha, poderiam pegar uma domiciliar para ficar em casa tratando dos seus enfermos. Seria o caso de mandar todas pra casa? E quantos presos de amontoam nas prisões de norte a sul do País, se contaminando com o Corona vírus e morrendo por Covid-19? Não mereciam o mesmo tipo de decisão? A indicação ao STF é do presidente Jair Bolsonaro, como se sabe. Tudo bem que as nomeações e promoções feitas por Bolsonaro não levam mesmo em conta um currículo primoroso (mesmo que fictício, como tem sido) ou um preparo para o cargo, como no manco Ministério da Educação. Agora, assistir no noticiário, candidamente, que ter facilitado a vida de dois acusados da Justiça – o marido preso e a mulher, foragida – “cacifa” o presidente do STJ a um cargo no STF, isso é de deixar pasmo qualquer jurista com o mínimo de distanciamento do caso.
Brasil passa de 70 mil mortos pela covid-19. OMS lamenta falta de líderes solidários

– “Não podemos enfrentar essa pandemia com o mundo dividido. Por que é tão difícil para os humanos se unirem?”, disse, emocionado, o diretor da OMS Países com líderes contrários à ciência registram maior número de infectados e mortos O Brasil encerra mais uma semana útil acima de mil mortes por dia causadas pela covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Além de o país não conseguir baixar o número de óbitos, o registro oficial de infectados segue em curva ascendente. Nas últimas 24 horas, foram mais 1.214 mortos e 45.048 casos oficiais. O Brasil totaliza 70.398 vítimas e 1.800.827 contaminados, de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em boletim divulgado nesta sexta-feira (10). Com a precariedade generalizada de estrutura, aliada a um processo de interiorização do vírus, a subnotificação é realidade e tende a se intensificar, alertam cientistas. O Brasil é o epicentro da doença no mundo há dois meses. Sozinho, o país tem mais que o dobro de infectados e mortos de todos os países sul-americanos somados. Em números globais, o Brasil só não foi mais afetado do que os Estados Unidos. Curvas de Estados Unidos, Brasil e Índia (em azul). Pandemia segue crescente Entretanto, o Brasil também é um dos países do mundo que menos aplicam testes à sua população. Para epidemiologistas, o descaso com a doença no país é a causa do crescimento sem recuo dos números da pandemia. O Brasil já poderia ter saído há semanas da fase mais grave da doença. Cientistas alertam para a “naturalização da desgraça” no país. Ao contrário, a cada dia, mais cidades e estados deixam de lado as medidas de isolamento social, que sempre foram leves. O Brasil não tomou medidas de distanciamento severas em nenhum momento, não fez rastreio de contágio do vírus e não testa seus cidadãos de forma eficiente. O estado mais afetado, São Paulo, por exemplo, praticamente não terá a medida sanitária na maioria do estado a partir de segunda-feira (13). Humanidade falha Entre Estados Unidos e Brasil, países mais afetados pela covid-19, existem algumas semelhanças na condução da crise. Em ambos, os presidentes, Donald Trump e Jair Bolsonaro, rejeitam a ciência e atacam medidas de prevenção básicas, tais como uso de máscaras e o isolamento social. No Brasil, o caso ganhou tons mais dramáticos. Bolsonaro chegou a fazer piada com a doença e também promoveu aglomerações em diversos atos em sua própria defesa. O presidente ignora a ciência médica e tenta convencer a população da eficácia da cloroquina no tratamento. Assim, contraria a ciência e a Organização Mundial da Saúde (OMS), que já divulgou diversos comunicados afirmando o contrário e alertando para os efeitos colaterais do medicamento. Em entrevista, o diretor da OMS, Tedros Adhanom, lamentou a incapacidade de países, populações e indivíduos no enfrentamento ao vírus mortal. “A grande ameaça que enfrentamos agora não é o vírus em si, mas é a falta de liderança e solidariedade em níveis globais e nacionais”, disse, visivelmente emocionado. São mais de 12 milhões de infectados no mundo. E os mortos estão na casa de 550 mil – sozinho, o Brasil, portanto, é responsável por mais de 10% das vítimas do planeta. Enquanto parte da comunidade internacional se mobiliza, especialmente na Ásia e na Europa, dois dos maiores países do mundo seguem na contramão da vida. “Esta é uma tragédia que, na verdade, está nos fazendo sentir falta de nossos amigos. Perdendo vidas… E não podemos enfrentar essa pandemia com o mundo dividido. Por que é tão difícil para os humanos se unirem para lutar contra um inimigo comum?”, clamou Tedros.
Bolsonaro quis que Dilma morresse “infartada ou com câncer” (áudio)

Ministro da Justiça anunciou que vai enquadrar o colunista da Folha de S. Paulo Hélio Schwartsman na Lei de Segurança Nacional por ter escrito artigo no qual desejar a morte de Jair Bolsonaro, que diz estar com coronavírus. No entanto, em 2015, Jair Bolsonaro, que tem como livro de cabeceira a biografia do torturador Brilhante Ustra, desejou que a ex- presidente Dilma Rousseff morresse “infartada ou de câncer”. “Espero que o mandato dela acabe hoje, infartada ou com câncer, de qualquer maneira”, disparou, durante visita em Goiânia. “O Brasil não pode continuar sofrendo com uma competente, ou ‘incompetenta’, à frente de um país tão grande e maravilhoso como esse aqui”, disse Bolsonaro. Audio recuperado de Bolsonaro desejando que Dilma morresse enfartada ou com câncer. Hoje os eleitores dele chamam pessoas que nao se solidarizaram com o ataque a ele de "insensíveis". #DemocraciaeSerenidade pic.twitter.com/4gxcoJxmtK — Eduardo Rocha (@Educoloberocha) September 8, 2018 Os filhos de Jair Bolsonaro também reclamaram nas redes sociais da campanha negativa contra seu pai e internautas lembraram que Carlos Bolsonaro, o Carluxo, também já desejou no passado a morte de Michel Temer. https://twitter.com/BarbeGuel_2_0/status/1280498444369625088?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1280498444369625088%7Ctwgr%5E&ref_url=https%3A%2F%2Ftwitter.com%2FBarbeGuel_2_0%2Fstatus%2F1280498444369625088
Antes de ter Covid-19, Bolsonaro dizia que máscara é ‘coisa de viado’

– Durante a tarde desta quarta-feira (8), um dos principais assuntos comentados no Twitter foi a expressão “coisa de viado”. A frase homofóbica passou a repercutir após a coluna da jornalista Monica Bergamo, na Folha de São Paulo, revelar que essa seria a forma como o presidente da República, Jair Bolsonaro, tratava o uso de máscara. Na frente de algumas visitas, o chefe do Executivo se recusava a usar a proteção, antes de confirmar o diagnóstico positivo de Covid-19. Ainda segundo o relato de pessoas que visitaram Bolsonaro à colunista, o presidente não respeitava as regras de distanciamento social e fazia questão de cumprimentar os visitantes com aperto de mão. “Ao perceber que o visitante estava tenso, segundo um deles relatou à coluna, dizia que aquele medo era besteira”, revelou a jornalista. Sem levar a sério as medidas de prevenção, Bolsonaro brincava com funcionários, perguntando quem usava máscara e dizendo que aquilo era “coisa de viado”. Repercussão e debate Nas redes sociais, a frase teve uma repercussão negativa e a expressão homofóbica gerou revolta. “Coisa de viado é ser consciente! Coisa de viado é defender nossos direitos! Coisa de viado é não ficar calado diante de atrocidades, diante de um governo irresponsável!”, escreveu um usuário do Twitter. A viada tá aqui no plantão se arriscando. #coisadeviado pic.twitter.com/mrKBi8oYJ6 — Mikaela ???? (@Mikaelapecrusi) July 8, 2020 O cara que fala que máscara é #coisadeviado// O cara que é um Viado e que usa a máscara corretamente, e não pegou covid-19 pic.twitter.com/5prkGWeSl0 — isso foi amor? no spotify ????????️ (@Snoggle__) July 8, 2020 Já que usar máscara é ser viado, eu também sou e ainda não sabia ???? #coisadeviado pic.twitter.com/Lh0Ip9Y5IK — Eduardo Abreu (@eduardopipico) July 8, 2020 A última atualização do Ministério da Saúde, publicada ontem, informa que o Brasil já registrou 66.741 mil mortes e 1.668.589 milhão de casos em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Foram 1.254 novas mortes e 45.305 novas pessoas infectadas registradas entre o boletim de domingo e o de ontem. Reforce a proteção contra o vírus A SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais) orienta que a população tome algumas medidas de higiene respiratória para evitar a propagação da doença, são elas: Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool. Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas. Evitar contato próximo com pessoas doentes. Ficar em casa quando estiver doente. Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo. Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência. Por Guilherme Gurgel BHAZ
Bolsonaro abrigou em seu gabinete na Câmara nove ex-assessores de Flávio investigados por “rachadinha”

Levantamento feito por repórteres da Folha em documentos dos 28 anos de atuação de Bolsonaro na Câmara revela modelo de gestão usado para fraudar cofres públicos com contratação de pelo menos 350 assessores em cargos comissionados no período Ao menos nove ex-assessores investigados no suposto caso das rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que foi comandado por Fabrício Queiroz, foram empregados em cargos comissionados pelo pai, Jair Bolsonaro, durante os 28 anos em que o presidente atuou como deputado federal. As informações são de Ranier Bragon e Camila Mattoso, na edição deste domingo (5) da Folha de S.Paulo, que fizeram uma investigação detalhada dos documentos relativos às quase três décadas de mandato parlamentar do atual presidente, que ocupou gabinete na Câmara entre 1991 e 2018, quando se candidatou à Presidência. A análise mostra que Bolsonaro empregou cerca de 350 funcionários em cargos comissionados e, segundo os jornalistas, revela um “modelo de gestão” que “incluiu ainda exonerações de auxiliares que eram recontratados no mesmo dia, prática que acabou proibida pela Câmara dos Deputados sob o argumento de ser lesiva aos cofres públicos”. Parte desses assessores estariam agora atuando nos gabinetes de Flávio no Senado e dos irmãos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro. Entre os assessores contratados por Bolsonaro está Nathália Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, que teria passado por oscilações salariais no gabinete até ser demitida, em 15 de outubro de 2018, mesmo dia em que seu pai foi exonerado por Flávio. Ao mesmo tempo em que Nathália estava registrada como assessor de Bolsonaro em Brasília, ela dava aulas como personal trainer no Rio de Janeiro. A reportagem cita ainda Walderice Santos da Conceição, a Wal do Açaí, que seria a recordista das movimentações, passando por 26 alterações de cargos no gabinete de Bolsonaro entre 2003 e 2018. Entre os assessores investigados no caso das rachadinhas de Flávio Bolsonaro, está Marselle Lopes Marques, que ficou lotada no gabinete de Bolsonaro em 2004 e 2005, entrando com um salário de R$ 261 à época. Três meses depois, foi mudada de cargo e dobrou a remuneração. Com um ano, passou a ganhar o maior contracheque entre todos os assessores, R$ 6.011. Três meses depois, o salário foi cortado em 90%. De acordo com a reportagem, essa montanha-russa funcional se dava por meio de exonerações de fachada, em que o auxiliar tinha a demissão publicada e, no mesmo dia, era renomeado para o gabinete, geralmente para outro cargo. De acordo com o ato da mesa da Câmara 12/2003, a prática tinha como único objetivo forçar o pagamento da rescisão contratual dos assessores, com 13º salário proporcional e indenização por férias, não raro acumuladas acima do período permitido em lei. A partir de 2 de abril de 2003, a Câmara passou a só permitir a readmissão após 90 dias da saída e acabou com o pagamento de rescisão para trocas de cargos, que passaram a ser feitas pelos parlamentares sem necessidade de exoneração. Revista Fórum