Supremo Tribunal Federal é cobrado por direitos políticos de Lula

A militância digital petista sacudiu as redes sociais neste sábado 1º de agosto cobrar do Supremo Tribunal Federal (STF), na volta do recesso, a anulação dos processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e devolver seus direitos políticos. A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), disse que anular a sentença injusta do ex-juiz Sérgio Moro, contra Lula, é imprescindível para o Estado Democrático de Direito e palavra de ordem para quem luta pela democracia. “Será o marco para a Justiça brasileira: a preservação do ordenamento legal ou a liberação da judicializaçao política”, manifestou-se a dirigente petista. Além de pedir a anulação da sentença que condenou Lula, com o julgamento da suspeição de Moro, parlamentares petista também querem o desarquivamento da representação encaminhada à PGR (Procuradoria-Geral da República) com base em denúncias do advogado Rodrigo Tacla Duran, que atuou como operador da Odebrecht e denunciou, em 2017, a atuação suspeita do advogado Carlos Zucolotto –amigo e padrinho de casamento do ex-juiz Sérgio Moro. Durante a tarde deste sábado, os ativistas do PT impulsionar a hashtag #AnulaSTF. O recado, por óbvio, tem endereço certo: a Segunda Turma do STF, presidida pelo ministro Gilmar Mendes. O colegiado comandado por Gilmar congelou em abril passado o julgamento da suspeição de Moro no caso do tríplex do Guarujá (SP). Ele se sentou em cima do processo. Antes disse que o colocaria em pauta neste mês de agosto, depois sugeriu setembro, e agora anuncia para depois da pandemia do coronavírus. Segundo o magistrado, a matéria exige exame presencial da corte máxima. “Brasília de volta às ruas em defesa da anulação do processo contra o presidente Lula. A suspeição de Moro fica cada vez mais clara e comprovada. Está na hora de o STF fazer justiça! Lula sempre foi inocente!”, escreveu em seu Twitter o deputado José Guimarães (PT-CE), líder da minoria na Câmara. Para os manifestantes nas redes sociais e nas ruas, em Brasília, o dia de hoje foi dedicado contra a farsa de Moro –motivo de anulação da sentença de Lula e devolução de seus direitos políticos. Como ato complementar à hashtag #AnulaSTF, o Grupo Prerrogativas reuniu em livro 34 juristas que acusam Moro e os procuradores da força-tarefa Lava Jato de parcialidade. O ‘Mutirão Digital Lula Livre’ ocorrido neste primeiro dia de agosto sinaliza que teremos um mês bastante agitado. Como diria o “Chatão Bueno”, da Globo, será teste para cardíaco nenhum botar defeito… Assista ao vídeo: “Brasília de volta às rua em defesa da anulação do processo contra o presidente Lula. A suspeição de Moro fica cada vez mais clara e comprovada. Está na hora de o STF fazer justiça!Lula sempre foi inocente!” #AnulaSTF Via: Benildes Rodrigues pic.twitter.com/GzwAx5Igxj — José Guimarães (@guimaraes13PT) August 1, 2020 Saiba como Bolsonaro vai escolher seu adversário na eleição de 2022 O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) terá de fazer no fim deste ano a “Escolha de Sofia”, ou seja, precisará optar em disputar a eleição de 2022 entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-juiz Sérgio Moro (sem partido). Explica-se abaixo. O ministro Gilmar Mendes, presidente da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que colocará o julgamento da suspeição de Moro na condenação de Lula no processo do triplex em Guarujá (SP) apenas em sessões presenciais, logo após a pandemia do novo coronavírus. Ocorre, caro leitor, que o fim da pandemia somente será possível em novembro ou dezembro –se terminar. Até lá, muito provavelmente, o decano Celso de Mello já terá deixado o STF em virtude da aposentadoria obrigatória. Com isso, o indicado de Bolsonaro irá fazer a escolha: ou Moro, ou Lula. Se a Segunda Turma julgar pela suspeição do ex-juiz Sérgio Moro, nos processo da Lava Jato, o ex-presidente Lula volta para o jogo eleitoral. Mas se o Supremo confirmar a “imparcialidade”, aí quem ganha força eleitoral é o ex-juiz da Lava Jato. É claro que Bolsonaro ainda tem mais uma possibilidade, com a anuência do STF: rejeita a suspeição de Moro, tira Lula de 2022, e amplia a inelegibilidade para 8 anos para as funções da magistratura. Esse cenário é mais crível e mais perverso porque envolveria, além do Palácio do Planalto e a corte máxima, o Congresso Nacional. Alterando a Lei Complementar 64/90, a Lei das Inelegibilidades, o ex-juiz Sérgio Moro só poderia concorrer a cargo eletivo no ano de 2026 –considerando que ele deixou a função na magistratura em 2018 para virar ministro da Justiça. Gilmar Mendes é quem pauta as votações na Segunda Turma. Hoje, se o pregão fosse realizado virtualmente, por causa da pandemia, especula-se, o resultado seria pela suspeição de Moro. Há um empate de 2 a 2 no colegiado e o voto de desempate seria justamente o do ministro Celso de Mello. O decano penderia pela suspeição. Atualmente, a Segunda Turma do STF tem a seguinte composição: Ministro Gilmar Mendes (presidente) Ministra Cármen Lúcia Ministro Celso de Mello (o substituto herdará a vaga na turma) Ministro Ricardo Lewandowski Ministro Edson Fachin Sobre o caso tríplex O ex-presidente Lula foi condenado sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP), acusado de ter recebido um apartamento como propina da OAS em contrapartida de contratos da Petrobrás com a empreiteira. Lula nunca dormiu nem tinha a chave do apartamento. Na apresentação da denúncia em setembro de 2016, o procurador Henrique Pozzobon admitiu que não havia “provas cabais” de que o ex-presidente era o proprietário do imóvel. De acordo com uma reportagem da Vaza Jato, sobre irregularidades na operação do Judiciário de Curitiba (PR), o procurador Deltan Dallagnol duvidava da existência de provas contra Lula. Uma publicação revelou que procuradores fizeram o possível para impedir entrevista do ex-presidente antes do segundo turno, quando o Supremo Tribunal Federal acatou o pedido de entrevista do jornal Folha de S.Paulo. Segundo as reportagens conhecidas como Vaza Jato, publicadas pelo site Intercept Brasil, algumas em parceria com outros veículos, Moro agia como uma espécie de assistenta de acusação junto a procuradores. Moro também
STF deixa Lula cada vez mais candidato a presidente em 2022

O Supremo Tribunal Federal (STF) poderá dar um cavalo de pau na política brasileira neste segundo semestre. Todas as atenções neste período se voltam para o ministro Gilmar Mendes, presidente da Segunda Turma, que promete julgar o pedido do petista pela suspeição do ex-juiz Sérgio Moro. O articulista do Globo, Merval Pereira, nesta quinta-feira (6) admite a hipótese de confronto eleitoral em 2022 entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-presidente Lula e o ex-juiz Moro. “A eleição presidencial de 2022 pode ser a mais interessante dos últimos tempos, pelo menos em termos de sociologia política. Poderão se enfrentar nas urnas o ex-juiz Sérgio Moro, que condenou Lula, o ex-presidente, que teria conseguido deixar de ser “ficha-suja”, e o presidente Bolsonaro, adversário circunstancial de Moro e inimigo figadal de Lula”, escreve o alter ego da família Marinho. Parece que há uma reação contra a estratégia de Bolsonaro a qual consiste em tornar seus adversários políticos inelegíveis para ficar sozinho na corrida e, ato contínuo, ser nomeado numa reeleição proforma em 2022. “Está nas mãos do Supremo Tribunal Federal o destino do quebra-cabeças político-eleitoral que definirá a corrida presidencial de 2022, que já está em curso”, diz o jornalista Merval Pereira, que é porta-voz da Globo. “A situação é mais do que retórica, é real, a começar pela possibilidade, cada vez mais concreta, de o ex-juiz Sérgio Moro ser considerado imparcial nos julgamentos em que o ex-presidente Lula foi condenado”, ressalva. Segundo os bastidores dos mundos político e jurídico, há um empate de 2 a 2 pela suspeição de Moro e, consequentemente, deixaria “Lula Livre” para concorrer ao Palácio do Planalto em 2022. Merval destaca o julgamento prévio na Segunda Turma, esta semana, que considerou Moro um juiz parcial no caso que autorizou acesso de Lula às delações da Odebrechet e declarou nula a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, que não podem ser usadas contra o petista. Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski derrotaram Edson Fachi, relator da Lava Jato, no colegiado. Nas palavras do colunista do Globo, Moro divulgou o depoimento de Palocci dias antes do primeiro turno da eleição presidencial de 2018 com o fim de prejudicar Lula, favorecendo assim Bolsonaro, de quem viria a ser ministro da Justiça. “Caso seja considerado suspeito pela Segunda Turma, o processo do triplex do Guarujá, o único em que Moro foi responsável por condenar o petista, será anulado, o que provavelmente levará à anulação de outros dois processos, o do sitio de Atibaia, em que Lula foi condenado pela Juíza Gabriel Hardt, e o do Instituto Lula, que está em andamento com o Juiz Luiz Antonio Bonat.” Portanto, depreende-se, o STF está deixando Lula cada vez mais candidato a presidente em 2022. “Se, ao contrário, apenas o processo do triplex for anulado, Lula continuará ficha-suja, pois foi condenado também em segunda instância pelo caso do sítio de Atibaia. Teoricamente o julgamento da suspeição de Moro está empatado, pois os ministros Carmem Lucia e Edson Fachin já votaram a favor dele, e entre os que faltam votar, apenas do ministro Celso de Mello não se tem uma ideia clara de como votará, embora existam informações de que ele teria ficado indignado com as revelações do site Intercept Brasil sobre o que muitos consideraram promiscuidade entre o juiz Moro e os procuradores da Lava-Jato”, especula o jornalista da Globo. Merval Pereira também acredita que Gilmar Mendes poderá deixar para “Jair Bolsonaro” escolher seu adversário em 2022, pois, segundo ele, bastaria ao ministro do STF deixar que o tema volte a julgamento somente em reunião presencial, sem a presença do ministro Celso de Mello não possa votar, haja vista a aposentadoria compulsória do decano e o Supremo só retomará as reuniões presenciais em janeiro do ano que vem. “Nesse caso, o novo ministro, apontado pelo presidente Bolsonaro, ocuparia o lugar do decano na Segunda Turma, aumentando a chance de Moro ser considerado parcial. Só que não nem tanto, pois será preciso medir a repercussão que um voto decisivo para tornar Lula novamente elegível terá nos apoiadores de Bolsonaro. Ou se Lula voltar ao páreo interessa ao próprio presidente”, considera o “alquimista” da Globo. Com a aposentadoria de Celso de Mello, em novembro, a tendência é que o novo ministro indicado por Bolsonaro ocupe a vaga do decano na Segunda Turma. Foi assim que aconteceu em 2017 após a morte de Teori Zavaski, que foi substituído pelo então novato Edson Fachin. “Nessas situações, o ministro mais antigo, no caso Marco Aurelio Mello, tem a prioridade para escolher. Na substituição de de Teori Zavascki, Marco Aurélio não quis mudar de turma, e Fachin tornou-se relator da Lava-Jato através de sorteio eletrônico. Desta vez, se for o caso, veremos como agirá”, lembra. Merval Pereira cita Tom Jobim, que dizia que o Brasil não é para amadores. “O ex-juiz Sérgio Moro pode ser considerado inelegível, se a ideia de criar uma quarentena para membros do Judiciário vingar, e prevalecer a interpretação de que normas eleitorais podem retroagir, tornando-se uma espécie de “ficha-suja”, e Lula ser reabilitado pela Segunda Turma do Supremo.” Nesse cenário com Moro inelegível, que é mais crível, a disputaria ficaria circunscrita entre Bolsonaro e Lula. Um verdadeiro Fla-Flu da política. Nesse cenário, Bolsonaro x Lula, alguém duvida que a Globo já tenha feito a sua escolha?
PGR disse o que todo mundo já sabia: a Lava Jato tem uma caixa de segredos

– Procurador-geral da República diz que Lava Jato detém dados de 38 mil pessoas – Augusto Aras afirmou que “ninguém sabe” como as informações foram colhidas; arquivo é muito maior do que o do MPF Segundo Aras, o arquivo do grupo em Curitiba tem 350 terabytes, enquanto o sistema do MPF tem disponível apenas 40 terabytes – Isac Nobrega / Fotos Públicas O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba tem os dados de 38 mil pessoas e funciona como uma “caixa de segredos”. Segundo ele, a operação tem mais dados armazenados do que todo o sistema do Ministério Público Federal. Aras explica que o arquivo do grupo de procuradores de Curitiba tem 350 terabytes, enquanto o sistema do MPF tem disponível apenas 40 terabytes. “Curitiba tem 38 mil pessoas lá com seus dados depositados. Ninguém sabe como foram escolhidos, quais os critérios, e não se pode imaginar que uma unidade institucional se faça com segredos, com caixas de segredos. Nenhuma instituição”, afirmou. A conversa foi feita nesta terça-feira (28), em transmissão do grupo de advogados Prerrogativas, que contou com a presença de nomes como Lenio Streck e Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. O procurador-geral criticou a força-tarefa da operação situada em São Paulo. Aras disse que há uma metodologia de distribuição de processos “personalizada” em que os membros da Lava Jato escolhem os processos que querem. “Os senhores devem ter lido a decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), no que toca a força-tarefa de São Paulo, onde construiu-se uma metodologia de distribuição personalizada, em que membros escolhem os processos que querem. Esse modelo não foi diferente de Curitiba ou do Rio de Janeiro”, acrescentou. Aras disse que recentemente foram descobertos 50 mil documentos que estavam “invisíveis à corregedoria-geral” do MPF. “Não podemos aceitar que haja grupos que tenham processos sigilosos, encobertos por uma fatia do nosso sistema que só descobrimos agora, há menos de 15 dias”, finalizou. PT exige CPI já para apurar por que Lava Jato detém dados de 38 mil pessoas O Partido dos Trabalhadores (PT) quer investigar as suspeitas levantadas de que força-tarefa faz uso político de banco de dados de milhares de pessoas, incluindo juízes e parlamentares. Os indícios de abusos e falta de transparência do grupo dirigido por Deltan Dallagnon foram levantados por ninguém menos que o chefe do Ministério Público Federal, Augusto Aras. “É uma caixa de segredos”, alerta o procurador-geral da República (PGR). O Partido dos Trabalhadores quer a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a atuação dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, depois que o procurador-geral da República, Augusto Aras, revelou que o grupo investigou 38 mil pessoas, incluindo parlamentares e juízes, sem qualquer tipo de justificativa. “A Câmara precisa instalar esta CPI para que o Brasil conheça a verdade sobre uma operação que tanto prejuízo causou ao Brasil”, defendeu a presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR). A CPI foi solicitada pelo líder do PDT na Câmara, deputado André Figueiredo (CE) e tem o apoio da bancada do PT.
Brasil registra recorde de mortes em 24h e total de vítimas da covid supera 90 mil

– Foram mais de 1.600 confirmações de óbitos em um dia. Mais de 2,5 milhões de brasileiros já foram infectados – O Brasil tem até agora 90.134 mortes causadas pela covid-19, de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). O registro de óbitos entre terça (28) e quarta-feira (29) chegou a 1.664, o recorde desde que o vírus foi detectado no país pela primeira vez. Mais da metade dos casos fatais se concentram em quatro estados: São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Pará. Mortes por covid já superam em cem vezes a previsão de Bolsonaro No último boletim do Conass, o número de confirmações da doença em 24 horas também foi recorde: 72.377. Com isso, o Brasil se mantém entre as nações que registram os piores cenários em um dia. Está atrás apenas dos Estados Unidos, que chegou a registrar mais de 77 mil casos diários no dia 17 de julho. O total de pessoas que foram infectadas até agora está em 2.553.265. Por que é tão difícil prever o fim da pandemia no Brasil? O estado com mais registros é São Paulo, com 514.197 casos confirmados e 22.389 mortes. O Rio de Janeiro é o terceiro em número de infectados (161.647), mas o segundo em óbitos (13.198) e tem também a maior taxa de letalidade do país. O Ceará tem 169.072 casos e 7.643 casos fatais. Políticas neoliberais na pandemia sacrificam população periférica, diz pesquisadora Nesta quarta-feira, a lista de unidades da federação com mais de 100 mil casos aumentou e passou a incluir também o Amazonas, que tem 100.093 infectados. Na relação estão também São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro, Bahia (157.334), Pará (151.849), Minas Gerais (116.645), Maranhão (119.394) e Distrito Federal (102.342). O que é coronavírus? É uma extensa família de vírus causadores de doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em humanos, os vários tipos de vírus podem provocar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns, como a síndrome respiratório do Oriente Médio (MERS), a crises mais graves, como a síndrome respiratória aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19. Como ajudar a quem precisa? A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.
Ciro Gomes é um mau caráter e Sérgio Moro é um ser safado, detona Gleisi Hoffmann

– A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffman acusou o ex-governador Ciro Gomes (PDT) de ser “mau caráter” e disse que não irá mais responder o pedetista. – “Ele [Ciro] tem espaço na Globo porque ataca o PT”, afirmou a dirigente petista. “Ele vai morrer com o próprio veneno. Vai tentar, tentar e tentar”, ironizou, referindo-se ao fato de ex-governador ter sido três vezes candidato. Segundo Gleisi, Ciro já foi candidato a presidente [três vezes] e não saiu dos dez, 12%. “A única forma de aparecer é atacando o PT”, reforçou em entrevista ao Blog do Esmael deste sábado (25). “Eu já tirei de frente responder o Ciro. Acho ele um mau caráter. É isso que eu acho”, repetiu Gleisi Hoffmann. A presidenta do PT disse que não responderá mais as provocações de Ciro Gomes, embora, ela garanta, que os petistas tenham uma boa relação com o PDT e o presidente do partido, Carlos Lupi. Para Gleisi Hoffmann, Sérgio Moro é um ser safado Na mesma entrevista, a deputada federal Gleisi Hoffmann, chamou o ex-juiz Sérgio Moro de um “ser safado”, oportunista e carreirista. Instigada a falar sobre os ataques ao PT e ao ex-presidente, à luz das pesquisas eleitorais, Gleisi avaliou que os petistas irão ser alvos de perseguição. “Esse é o ser mais oportunista que eu conheço. Carreirista, safado. Esse ser é safado mesmo, repugnante”, disparou, ao referir-se ao ex-juiz Moro. Gleisi Hoffmann recordou que Sérgio Moro era aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Se utilizou como juiz para criminalizar Lula e o PT, virou ministrou e depois virou o cocho.” A presidenta do PT disse que espera que o Supremo Tribunal Federal julgue o habeas corpus de Lula, provavelmente em setembro, para declarar Moro um juiz suspeito e o processo da Lava Jato anulado.
Governo promove ‘uma economia que mata’, diz carta de 152 bispos da Igreja Católica

– Uma carta assinada por 152 bispos, arcebispos e bispos eméritos do Brasil, divulgada pela coluna de Monica Bergamo na Folha de São Paulo, revela uma dura avaliação da Igreja Católica sobre os rumos do governo do presidente Jair Bolsonaro. No documento, os bispos afirmam que o Brasil atravessa um dos momentos mais difíceis de sua história, vivendo uma “tempestade perfeita”: uma crise sem precedentes na saúde e um “avassalador colapso na economia” com a tensão sobre “fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança”. O texto também faz duras referências sobre os resultados condução da política econômica de Bolsonaro e Paulo Guedes. “No plano econômico, o ministro da economia desdenha dos pequenos empresários, responsáveis pela maioria dos empregos no País, privilegiando apenas grandes grupos econômicos, concentradores de renda e os grupos financeiros que nada produzem. A recessão que nos assombra pode fazer o número de desempregados ultrapassar 20 milhões de brasileiros. Há uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda”. O documento ainda será objeto de debate e deliberação do conselho permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), segundo informa a jornalista Monica Bergamo. Leia a íntegra da “Carta ao Povo de Deus”: “Somos bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo. Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados […], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus […] (Lc 4,43 e Mt 6,33)” (Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta.
Saiba quem são os bilionários brasileiros que lucraram durante a

– O bolsonarista Luciano Hang aparece em 7º lugar no ranking de bilionários brasileiros da Forbes, com fortuna de US$ 3,6 bilhões – O patrimônio de 42 bilionários brasileiros cresceu 34 bilhões de dólares – algo em torno de R$ 177 bilhões – durante a pandemia do coronavírus. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27) pela Oxfam, ONG que atua na redução da desigualdade e da pobreza. No total, o seleto grupo dos mais ricos do Brasil acumula uma fortuna de 157,1 bilhões de dólares, segundo a Oxfam – cerca de R$ 820 bilhões. Em abril, a revista Forbes divulgou o ranking “Bilionários do Mundo 2020”, do qual fazem parte 45 brasileiros. Assim como no ano passado, Joseph Safra é o brasileiro mais rico, com US$ 19,9 bilhões e o 39º lugar no ranking mundial. Jorge Paulo Lemann continua na vice-liderança, com US$ 10,4 bilhões e a 129ª posição na lista global. O bolsonarista Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, aparece em 7º lugar, com US$ 3,6 bilhões de fortuna. Confira a lista dos 25 brasileiros mais ricos, segundo a Forbes: Joseph Safra Jorge Paulo Lemann Eduardo Saverin Marcel Hermann Telles Carlos Alberto Sicupira Alexandre Behring Luciano Hang Dulce Pugliese de Godoy Bueno Miguel Krigsner Andre Esteves Abilio dos Santos Diniz Joesley Batista Wesley Batista Alceu Elias Feldmann Alexandre Grendene Bartelle Jorge Moll Filho Pedro Moreira Salles José João Abdalla Filho José Luis Cutrale Ermírio Pereira de Moraes Maria Helena Moraes Scripilliti Fernando Roberto Moreira Salles João Moreira Salles Walther Moreira Salles Junior Carlos Sanchez Via Revista Fórum
PGR faz operação de busca na Lava Jato de Curitiba

Sem alarde da velha mídia, a força-tarefa Lava Jato de Curitiba está sob “intervenção” da Procuradoria-Geral da República (PGR). Técnicos da PGR desembarcaram nesta terça-feira (21) na capital paranaense em busca de dados de operações preteridas da equipe coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol. “Sejam bem-vindos e aventurados!”, saudou o advogado curitibano Luiz Carlos Rocha, o Rochinha, um dos defensores do ex-presidente Lula. A intervenção da PGR na Lava Jato ocorre uma semana após o presidente do STF, Dias Toffoli, conceder uma liminar ao procurador-geral Augusto Aras. O PGR fez uma reclamação no Supremo Tribunal Federal contra a força-tarefa de Curitiba, que se negara a compartilhar dados. A intervenção da PGR na Lava Jato do Paraná deverá durar uma semana, segundo estimativas do órgão. O que busca a PGR: 1 petabyte (PB) de dados (500 na Polícia Federal e 500 no Ministério Público Federal); 50 milhões de movimentações financeiras que somam R$ 4 trilhões; e 784 relatórios digitalizados de inteligência financeira produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Japonês da Federal é condenado a perda do cargo e multa de R$ 200 mil

– Newton Hinedori Ishii, que ganhou notoriedade por sua atuação na Operação Lava Jato, atuou em esquema para facilitar contrabando na fronteira – O agente da Polícia Federal Newton Hinedori Ishii, de 65 anos, que ganhou notoriedade por sua atuação na Operação Lava Jato, foi condenado por facilitar contrabando. Presença constante nas imagens de prisões efetuadas pela força-tarefa, ele ganhou o apelido de Japonês da Federal. A sentença é do juiz Sérgio Luis Ruivo Marques, da 1ª Vara da Justiça Federal de Foz do Iguaçu. Em 2003, a PF identificou um total de 28 envolvidos em um esquema de facilitação de contrabando pela fronteira Brasil-Paraguai, em Foz do Iguaçu, por meio da Operação Sucuri. No total, foram 22 agentes da PF, 4 servidores da Receita Federal e 2 policiais rodoviários federais. Dos 28 réus, 24 foram condenados, incluindo Ishii. Dois foram excluídos, e dois, absolvidos. O Japonês da Federal foi condenado a perder sua função na PF e a pagar uma multa civil de 40 vezes a renda média autodeclarada, perfazendo um valor de R$ 200 mil. “Há que se ressaltar que o réu Newton Hidenori Ishii é determinado, quando o assunto é cobrar propina para facilitar o contrabando/descaminho. No caso, Newton Japonês escolheu o tipo de mercadoria que aceitaria facilitar e, ainda, fixou o preço da propina a ser cobrada pela omissão na atribuição de combater o crime que lhe foi conferida pelo Estado”, diz trecho da sentença.
Ema comunista “Adélio Bispo”enfrenta e bica novamente o genocida. Ela passa bem

Em transmissão nas redes sociais, presidente é atacado pela segunda vez quando tentava alimentar os animais que vivem nos jardins do Palácio da Alvorada O presidente Jair Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo pelo Facebook na tarde deste sábado (18), nos jardins do Palácio da Alvorada, enquanto alimentava as emas que vivem no local. Mais uma vez, o presidente foi bicado por uma delas, como ocorreu na semana passada. O segundo ataque das emas ao presidente acontece logo com 20 segundos de transmissão. Bolsonaro distribuia bananas aos animais quando uma delas bica a sua mão com força. O presidente parece sentir dor e, logo na sequência, balança o braço com alguma irritação. Depois, ele verifica a mão para ver o estrago. Acompanhe aqui.