Médicos e profissionais de saúde são infectados em massa pelo coronavírus

 – Profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate ao coronavírus estão sendo infectados em massa nos hospitais e obrigados a se afastar do trabalho. Levantamento da jornalista Mônica Bergamo indica que em apenas 4 hospitais de São Paulo mais de 600 já foram afastados desde o início de março – Um sem-número de médicos, enfermeiras, técnicos e fisioterapeutas estão sendo infectados pelo coronavírus nos hospitais de São Paulo e, certamente, de todo o país. Só em quatro hospitais de São Paulo, mais de 600 profissionais foram afastados do trabalho desde o início da epidemia no país, informa a jornalista Mônica Bergamo na Folha de São Paulo. O número em apenas quatro instituições indica que pode estar já na casa dos milhares a quantidade de profissionais de saúde infectados em todo o país. Segundo levantamento da jornalista, o cenário em alguns dos principais hospitais de São Paulo é dramático. O infectologista Pedro Mathiasi, do HCor, diz que “Há tensão e medo e um sentimento de autoproteção”, que os profissionais têm também uma sensação “de impotência” quando recebem a notícia de que um colega foi contaminado e que “a situação é agravada por muitos permanecerem longe das famílias, para preservá-las do risco”. Veja o levantamento de Mônica Bergamo: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, maior hospital público do país: 125 afastados, 108 já testaram positivo para a Covid-19. 50 aguardam o resultado do exame. Hospital Albert Einstein: 348 profissionais diagnosticados com a doença. Hospital Sírio Libanês: 104 funcionários estão afastados. HCor: 32 médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas foram afastados. Leia também: https://emcimadanoticia.com/2020/03/30/o-brasil-nao-pode-ser-destruido-por-bolsonaro/

O Brasil não pode ser destruído por Bolsonaro

 – Em nota suprapartidária, líderes pedem a cabeça de Bolsonaro – Lideranças do MDB, PSB, PDT, PT, PSOL, PCB e PCdoB divulgaram uma nota conjunta nesta segunda-feira (30) pedindo a cabeça do presidente Jair Bolsonaro, que, segundo o documento, “não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia.” O texto afirma que o presidente da República tem sido irresponsável no trato da pandemia de coronavírus e que ele é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas. “Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país”, pedem os subscritores. Além das lideranças suprapartidárias, a nota é assinada pelos ex-presidenciáveis Ciro Gomes (PDT-CE), Guilherme Boulos (PSOL) e Fernando Haddad (PT-SP); ex-senador Roberto Requião (MDB-PR); ex-governador Tarso Genro (PT-RS); Manuela D’ávila (PCdoB) e Sonia Guajajara (PSOL), ex-candidatas a vice; e o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB). Os presidentes dos seguintes partidos encabeçaram o manifesto pela renúncia de Bolsonaro: Gleisi Hoffmann, PT; Carlos Lupi, PDT, Carlos Siqueira, PSB; Edmilson Costa, PCB; Juliano Medeiros, PSOL; e Luciana Santos, PCdoB. O documento inédito lançam também as premissas para enfrentar a COVID-19 no âmbito econômico, visando preserva empregos e retomar as atividades produtivas no País. Dentre as propostas do movimento suprapartidário estão: Manter o isolamento social Criar leitos e UTI provisórios Importar testes massivos Renda Mínima Urgente para todos os trabalhadores Suspensão de cobrança de luz e água, dentre outras tarifas públicas Taxação das grandes fortunas para arcar os custos da COVID-19 Leia a íntegra da nota suprapartidária: O BRASIL NÃO PODE SER DESTRUÍDO POR BOLSONARO O Brasil e o mundo enfrentam uma emergência sem precedentes na história moderna, a pandemia do coronavírus, de gravíssimas consequências para a vida humana, a saúde pública e a atividade econômica. Em nosso país a emergência é agravada por um presidente da República irresponsável. Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas. Atenta contra a saúde pública, desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros países. Antes mesmo da chegada do vírus, os serviços públicos e a economia brasileira já estavam dramaticamente debilitados pela agenda neoliberal que vem sendo imposta ao país. Neste momento é preciso mobilizar, sem limites, todos os recursos públicos necessários para salvar vidas. Bolsonaro não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia. Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos, aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Precisamos de união e entendimento para enfrentar a pandemia, não de um presidente que contraria as autoridades de Saúde Pública e submete a vida de todos aos seus interesses políticos autoritários. Basta! Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo. Ao mesmo tempo, ao contrário de seu governo – que anuncia medidas tardias e erráticas – temos compromisso com o Brasil. Por isso chamamos a unidade das forças políticas populares e democráticas em torno de um Plano de Emergência Nacional para implantar as seguintes ações: -Manter e qualificar as medidas de redução do contato social enquanto forem necessárias, de acordo com critérios científicos; -Criação de leitos de UTI provisórios e importação massiva de testes e equipamentos de proteção para profissionais e para a população; -Implementação urgente da Renda Básica permanente para desempregados e trabalhadores informais, de acordo com o PL aprovado pela Câmara dos Deputados, e com olhar especial aos povos indígenas, quilombolas e aos sem-teto, que estão em maior vulnerabilidade; -Suspensão da cobrança das tarifas de serviços básicos para os mais pobres enquanto dure a crise, -Proibição de demissões, com auxílio do Estado no pagamento do salário aos setores mais afetados e socorro em forma de financiamento subsidiado, aos médios, pequenos e micro empresários; -Regulamentação imediata de tributos sobre grandes fortunas, lucros e dividendos; empréstimo compulsório a ser pago pelos bancos privados e utilização do Tesouro Nacional para arcar com os gastos de saúde e seguro social, além da previsão de revisão seletiva e criteriosa das renunciais fiscais, quando a economia for normalizada. Frente a um governo que aposta irresponsavelmente no caos social, econômico e político, é obrigação do Congresso Nacional legislar na emergência, para proteger o povo e o país da pandemia. É dever de governadores e prefeitos zelarem pela saúde pública, atuando de forma coordenada, como muitos têm feito de forma louvável. É também obrigação do Ministério Público e do Judiciário deter prontamente as iniciativas criminosas de um Executivo que transgride as garantias constitucionais à vida humana. É dever de todos atuar com responsabilidade e patriotismo. ASSINAM (por ordem alfabética): Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB. Carlos Lupi, presidente nacional do PDT. Ciro Gomes, ex-candidato a Presidência pelo PDT. Edmilson Costa, presidente nacional do PCB. Fernando Haddad, ex-candidato à Presidência pelo PT. Flavio Dino, governador do estado do Maranhão. Guilherme Boulos, ex-candidato a Presidência pelo PSOL. Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT. Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL. Luciana Santos, presidenta nacional do PC do B. Manuela D’Avila, ex-candidata a Vice-presidência (PC do B). Roberto Requião, ex-governador do Paraná. Sonia Guajajara, ex-candidata à Vide-presidência (PSOL) Tarso Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul

JN, da Globo, confronta Bolsonaro e destaca eficácia do isolamento contra pandemia do coronavírus

 – Jornal criticou ataques de Mandetta à imprensa e disse que atitude é tentativa do ministro em “agradar” o presidente após boatos de que seria demitido – ‌A edição deste sábado (28) do Jornal Nacional, da TV Globo, destacou a defesa de diferentes países pelo isolamento social como medida contra o avanço do coronavírus. O jornal também mostrou trechos da fala do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista coletiva neste sábado, pedindo a permanência das pessoas em casa. Uma das primeiras notícias do jornal foi sobre o pedido do presidente norte-americano, Donald Trump, para que alguns estados do país apliquem a quarentena. Moradores de Nova York, Nova Jersey e Connecticut deverão ficar em isolamento obrigatório durante duas semanas, para evitar que população espalhe o vírus para outros estados do país. Em seguida, o jornal falou sobre o pedido do presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, para que as pessoas fiquem em casa. “Agora, o que queremos é que todos saiam, que estejam em casa, com suas famílias, também nos ajudem a manter uma distância saudável e que haja higiene”, disse Obrador, em mensagem transmitida na noite de sexta-feira (27) em suas redes sociais. O jornal também deu amplo destaque à fala do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em coletiva de imprensa neste sábado. O ministro contrariou o presidente Jair Bolsonaro em diferentes pontos e defendeu o isolamento social como medida contra o coronavírus. Em outros momentos, no entanto, Mandetta foi mais cauteloso e disse que a economia tem igual importância neste momento, também pedindo uma maior flexibilização da quarentena em algumas regiões do país. ‌Em determinado momento, os âncoras do jornal criticaram Mandetta por seus ataques à imprensa e disseram que tal atitude é tentativa do ministro em “agradar” Bolsonaro. Por seus posicionamentos em geral contrários ao que o presidente tem defendido contra a pandemia, boatos sobre a demissão de Mandetta passaram a circular.

Ministério da Saúde adverte: Bolsonaro faz mal à saúde pública e aos brasileiros

Por Orion Teixeira * Sete dias antes das várias manifestações dos brasileiros nesta noite de terça (24), um haitiano sereno já tinha dito: “Acabou, Bolsonaro”, disse ele friamente, sem qualquer exclamação na porta do Palácio do Planalto. Menos inusitada do que verdadeira, a fala de menos de um minuto do haitiano, que não sabemos o nome, expôs uma crua realidade: “Você não é presidente mais”, disse a um perplexo presidente. “Não estou entendendo”, replicou Bolsonaro, mas deu ruim. O haitiano foi cirúrgico, “está entendendo sim, porque estou falando brasileiro”. E ele tinha razão. Na noite desta terça-feira (24) do “ano da graça de Nosso Senhor”, os brasileiros repetiram o haitiano depois do pronunciamento de Bolsonaro. Foi seu epitáfio. Lembrou-me aquele vídeo do Roberto Alvim, na condição de secretário de Cultura dele. No dia seguinte, já não era mais. Em rede nacional de TV e rádio, gastando nosso dinheiro público (que os liberais tanto prezam), Bolsonaro ratificou o discurso de que a Covid-19 se trata de uma “gripezinha”. Voltou a dizer que a pandemia está sendo tratada como “histeria” pelos órgãos de imprensa. Ele ainda criticou governos municipais e estaduais por estarem adotando medidas de “terra arrasada”, por fecharem escolas e comércio. Panelaços ‘guiaram’ o pronunciamento Durante o pronunciamento, mais uma vez o presidente foi alvo de protestos e panelaços em vários bairros de Belo Horizonte. Bolsonaro demonstrou-se mais preocupado com a economia e afirmou que a vida deve voltar à normalidade. Vai cair no ridículo e na “desobediência generalizada”. Ou seja, ninguém vai ouvi-lo. É como se pedisse, como Collor, para sairmos às ruas de verde e amarelo. Àquela época (1992), o povo do meu país escolheu o preto, porque o preto sempre escancara o protesto nessa terra da injustiça social e do preconceito. Vamos ver o que disseram os brasileiros. O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), se manifestou pelo Twitter, reafirmando o pedido para que as pessoas sigam reclusas. “Vamos ficar em casa! Ficar em casa!!!!!!!”, deixou ele, bem claro. O pronunciamento mais contundente veio do Senado Federal. De lá, o presidente Davi Alcolumbre (DEM/AP), infectado pelo coronavírus, fez os disparos mortais. Em nota oficial, disse, sem meias-palavras, que o “Brasil precisa de uma liderança séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da população”. Faltam seriedade e responsabilidade Além de representar a instituição, ele assina a nota com o vice-presidente do Senado, o mineiro Antonio Anastasia (PSDB-MG). Juntos, dizem que “a nação espera do líder do Executivo, mais do que nunca, transparência, seriedade e responsabilidade”. A presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) no Senado, Simone Tebet (MDB-MS), se mostrou perplexa após o pronunciamento. “Adianta comentar?”, respondeu quando procurada. Já o líder da minoria no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que Bolsonaro superou “todos os limites da irresponsabilidade”.​ “O presidente dobrou a aposta do discurso lunático e colocou em xeque as políticas de isolamento defendidas pelo seu próprio ministro da Saúde”, afirmou o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP). “Em vez de propor soluções, preferiu atacar a imprensa, os governadores e fazer piada em rede nacional. Tragédia anunciada”. Até ex-aliada discute sanidade Irresponsável e inconsequente também foram os adjetivos escolhidos pela ex-líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), para descrever o presidente. “O Brasil precisa de um líder com sanidade mental. Todas as chances que o PR teve de acertar ele mesmo jogou fora. ERRA E SE ORGULHA DO ERRO ESTÚPIDO”, escreveu em uma rede social. AMM vê o país sem comando O presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM), Julvan Lacerda, disse que o país está sem comando nessa hora em que mais precisava de uma orientação. Vice-presidente da Confederação Nacional dos Municípios e prefeito de Moema (Oeste de Minas), Julvan chamou o presidente à responsabilidade. “A gente conhece o marinheiro é na hora do temporal. Não podemos deixar o povo morrer. Se é voltar para as aulas e para as ruas, revogue o decreto que o sr. mesmo publicou de calamidade pública. Pra quê que o sr. editou o decreto se é só uma gripezinha. O sr. está fugindo à luta”, apontou Julvan, considerando a atitude do presidente “irresponsável e inconsequente”. Julvan disse que falava em nome dos prefeitos mineiros, que estão na linha de frente, seguindo orientações de técnicos, de pessoas estudiosas que conhecem e falam com segurança. “Não são aventureiros que usam discurso e cargo tão importante para desvirtuar o Brasil”, desabafou o presidente da AMM. Será que Mandetta fica? Outros tantos falaram, menos aquele que adverte. Como os outros brasileiros, o Ministério da Saúde foi cirúrgico. Preferiu não comentar. Vamos considerar que foi uma posição digna, porque, para Bolsonaro, ele teria que dizer: “O presidente está certo”. E isso, oficialmente, não disse o ministro Luiz Mandetta. Vai dar mais confusão. Está na hora de descobrir o paradeiro do haitiano para perguntar-lhe, por ora, seu nome. Muitos vereadores vão querer indicá-lo para cidadão honorário. Jornalista

Cemitério faz apelo em Outdoor pela quarentena: ‘Fiquem em casa, não queremos vocês aqui’

O cemitério Bosque da Paz fez uma campanha de prevenção da pandemia do novo coronavírus e acabou gerando polêmica nas redes sociais. A administração do local expôs um outdoor na entrada do bairro do Trobogy, em Salvador, e no letreiro, o cemitério pede para que as pessoas fiquem em casa. No Instagram, o Bosque da Paz, que fica localizado na avenida Aliomar Baleeiro, no bairro de Nova Brasília, anunciou também medidas tomadas para evitar a propagação do vírus. “Permanência de visitantes a um tempo máximo de uma hora; acesso a duas pessoas, no máximo, caso a morte tenha conexão com insuficiência respiratória; em mortes que não tenham conexão com insuficiência respiratória, é negociado o acesso de até 10 pessoas; os velórios estão suspensos e as cerimônias de cremação têm duração de 2 minutos para orações, antes do corpo ser recolhido; o cemitério não está recebendo corpo no turno da noite.” https://www.instagram.com/p/B-IH7g_j4eZ/

Justiça manda Bolsonaro suspender campanha “O Brasil não pode parar”

 – A juíza argumenta que a campanha que incentiva o fim do isolamento põe em risco do direito constitucional da população à saúde – – Liminar expedida pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, neste sábado (28), determinou que o governo federal deixe de veicular em meios de comunicação a campanha publicitária “O Brasil não pode parar”, que defende a suspensão do isolamento social como estratégia para o combate à covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A medida foi pedida ontem pelo MPF (Ministério Público Federal) e concedida pela juíza federal Laura Bastos Carvalho, no plantão judiciário. A juíza argumenta que a campanha que incentiva o fim do isolamento põe em risco do direito constitucional da população à saúde e que sua adoção pode levar a um colapso da rede de saúde. Segundo ela, a ordem é para que “a União se abstenha de veicular, por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital, peças publicitárias relativas à campanha ‘O Brasil não pode parar’, ou qualquer outra que sugira à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas, emitidas pelo Ministério da Saúde, com fundamento em documentos públicos, de entidades científicas de notório reconhecimento no campo da epidemiologia e da saúde pública”. Em caso de descumprimento por parte do governo federal, a juíza determina a aplicação de multa de R$ 100 mil. Segundo a juíza, a campanha do governo federal coloca em risco o direito à saúde, especialmente dos mais vulneráveis —como idosos e a parcela mais pobre da população. Da Revista Fórum, com informações do UOL

Falcão faz música para Bolsonaro: “Você está certo, quem tá errado é o papa”

 – O cantor lançou a nova composição no YouTube e ela já está bombando – O cantor e compositor cearense, Falcão, acaba de lançar, nesta quinta-feira (26), nas suas redes sociais, uma canção em homenagem ao presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ). Sem citar o nome do presidente, Falcão dispara: “Você está certo, quem tá errado é o papa”. Veja a letra e o vídeo abaixo: “Então se você pensa que bom é ser mau / pra viver a vida só cagando o pau / então seja./ Se você acredita que sendo imbecil/ vai fazer diferença em prol do Brasil / então vá! / Vá mentindo / vá enganando / vá vivendo de lorotas / e sendo idiota./ Vá falando e difamando /no varejo e no atacado / iludindo os abestados / então vá! / Você está certo, quem tá errado é o papa / Vá se fuck you!” Você está certo, quem tá errado é o Papa. pic.twitter.com/V46SUfDuFy — Falcão (@brega_falcao) March 27, 2020

Bolsonaro determina que os fiéis, especialmente os evangélicos, podem ser contaminados com o Coronavírus.

 – Em decreto, Bolsonaro determina abertura de igrejas como “atividade essencial” durante confinamento Além das “atividades religiosas de qualquer natureza”, as casas lotéricas – citadas em discursos nesta quarta-feira por Bolsonaro – também poderão abrir as portas – Em decreto publicado na edição desta quinta-feira (26) do Diário Oficial da União, Jair Bolsonaro inclui as igrejas na lista de “serviços públicos e as atividades essenciais” que podem abrir as portas durante o isolamento por causa do Coronavírus. O decreto, de número 10.292, altera o anterior, do dia 20 de março, para definir quais são os serviços públicos e atividades que podem funcionar durante o confinamento implantado para achatar a curva de crescimento da Covid-19. Além das “atividades religiosas de qualquer natureza”, as casas lotéricas – citadas em discursos nesta quarta-feira por Bolsonaro – também poderão abrir as portas. Leia o decreto na íntegra   Leia também: https://emcimadanoticia.com/2020/03/24/o-cachorro-doido-precisa-ser-contido-urgentemente-antes-que-causa-mais-danos-ao-pais/

Pronunciamento de Bolsonaro: país precisa de líder sério, diz Alcolumbre. Crítica é generalizada

 – Falta de equilíbrio, loucura, renúncia, despreparo foram alguns dos termos usados nos comentários sobre o pronunciamento do presidente – As críticas ao pronunciamento de Jair Bolsonaro começaram antes mesmo que ele acabasse a fala em cadeia nacional. Vieram todos os setores, inclusive simpáticos ao governo. Rapidamente, a hashtag #forabolsonaro alcançou o topo no Twitter, com 108 mil mensagens até as 22h – e chegando a 245 mil às 23h30. As menções negativas para o pronunciamento superavam, às 22h, em quase o dobro as positivas no canal da TV Brasil no YouTube. Minutos depois do discurso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o vice, o ex-tucano Antonio Anastasia (PSD-MG), divulgaram nota em que afirmam que o Brasil “precisa de uma liderança séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da sua população”. “Consideramos grave a posição externada pelo presidente da República hoje, em cadeia nacional, de ataque às medidas de contenção ao Covid-19. Posição que está na contramão das ações adotadas em outros países e sugeridas pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS)”, afirmaram ainda. Em seu discurso, Bolsonaro contrariou recomendações da OMS, de outros países, de governadores brasileiros e de seu próprio ministro da Saúde, Henrique Mandetta, que não se pronunciou. “Reafirmamos e insistimos: não é momento de ataque à imprensa e a outros gestores públicos”, acrescentaram Alcolumbre e Anastasia. “É momento de união, de serenidade e equilíbrio, de ouvir os técnicos e profissionais da área para que sejam adotadas as precauções e cautelas necessárias para o controle da situação, antes que seja tarde demais. A Nação espera do líder do Executivo, mais do que nunca, transparência, seriedade e responsabilidade. O Congresso continuará atuante e atento para colaborar no que for necessário para a superação desta crise.” Mais tarde, foi a vez de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se manifestar. “Desde o início desta crise venho pedindo sensatez, equilíbrio e união. O pronunciamento do presidente foi equivocado ao atacar a imprensa, os governadores e especialistas em saúde pública”, afirmou, fazendo recomendação contrária à de Bolsonaro. “Cabe aos brasileiros seguir as normas determinadas pela OMS e pelo Ministério da Saúde em respeito aos idosos e a todos que estão em grupo de risco!”, disse o presidente da Câmara. Ele também adiantou possíveis medidas. “Estamos sob o risco de ter milhões de desempregados por conta da crise do coronavírus, e precisamos criar soluções para o enfrentamento do problema. Estou propondo ao governo uma emenda que vai segregar o orçamento, criar um regime extraordinário fiscal de contratações exclusivo.” Inaceitável As reações ao pronunciamento de Bolsonaro nas redes foram duras. Candidato à Presidência pelo Novo, João Amoêdo chegou a usar o termo “renúncia” ao comentar o discurso. “O pronunciamento do presidente é inaceitável. Temos um quadro muito grave e incerto pela frente. Ele deveria vir a publico amanhã, apresentar um plano, mostrar a gravidade da situação, demostrar equilíbrio e bom senso. Ou renunciar ao cargo.” “Se não calar está preparando o fim”, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “É melhor o dele que de todo o povo”, acrescentou o guru tucano. No campo da oposição, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), mostrou ceticismo. “Pronunciamento de hoje mostra que há poucas esperanças de que Bolsonaro possa exercer com responsabilidade e eficiência a Presidência da República. Os danos são imprevisíveis e gravíssimos”, afirmou. “Em respeito às vidas dos maranhenses, bem como em sintonia com cientistas e profissionais da saúde, manterei no Maranhão todas as providências preventivas e de cuidado em face do Coronavírus.” Em nota, o PT afirmou que o Brasil viu na TV um Bolsonaro “sem máscara, dizendo as barbaridades que ele verdadeiramente pensa em sua irresponsabilidade criminosa”. O presidente atacou as medidas de isolamento “na contramão” do cientistas, das autoridades médicas, da OMS e de todos os países. E aproveita a crise para tirar mais direitos sociais. “Não foi apenas mais uma demonstração de ignorância, má fé e cinismo de um presidente que só pensa em si, no seu poder e de sua família”, disse ainda o partido. “Foi um gesto de total desprezo pela vida das pessoas, pelos seres humanos, pela população que ele tem obrigação de proteger diante da mais grave crise sanitária que o mundo moderno já enfrentou. Uma incitação ao genocídio.” “Jair Bolsonaro é mais nocivo para a saúde, para o país e para a democracia do qualquer espécie de vírus”, diz a nota, assinada pela presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), e pelos líderes na Câmara, Enio Verri (PR), e no Senado, Rogerio Carvalho (SE). Já a colunista Hildegard Angel usou a palavra “loucura” para definir o pronunciamento. ” Politicamente é complicado o impedimento do Presidente, mas é possível interdição por motivo de saúde (mental), os sintomas parecem evidentes. Já houve um presidente do Brasil interditado por insanidade mental, Delfim Moreira, 10º presidente do país”, escreveu. Obcecado limitado Assim como Hildegard, familiar de desaparecido político, o escritor Marcelo Rubens Paiva atacou o presidente: “Obcecado limitado que não muda o discurso, o líder mundial mais incapaz e cretino, um completo despreparado”. O professor Sérgio Amadeu, da Universidade Federal do ABC, pediu afastamento. “Jair Bolsonaro precisa ser afastado. Um presidente que subestima uma pandemia que pode colapsar o sistema de saúde de um país deve ser retirado da condução da República. Temos 14 mil leitos de UTI e 95% já estão ocupados. Temos que evitar o caos”, escreveu. Religiosos também se manifestaram, caso do escritor Leonardo Boff. “O pronunciamento de hoje a noite do @jairbolsonaro mostra que se opõe ao próprio Brasil e ao mundo. Há motivos mais que suficientes para ser inabilitado. Não tem a liderança necessária para este momento grave,contradizendo seus próprios ministros”, afirmou. “O novo pronunciamento presidencial, arrotando arrogância e ignorância, merece a qualificação de Coronavirus elevado ao cubo”, disse dom Mauro Morelli. Hospício? Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Roque Citadini ironizou: “Ligou-me agora um amigo bolsonarista roxo e disse: estamos num hospício. O discurso só tem maluquice”. Em seguida, ele postou imagens

Bolsonaro, o cachorro doido, tem novo ataque de raiva e precisa ser contido urgentemente

  – O imbecil presidente ignora ameaça do vírus e volta a dizer que é uma ‘gripezinha’ – “Devemos, sim, voltar à normalidade”, preconizou, contra as recomendações das autoridades sanitárias e políticas mais importantes do mundo Loucura: “autoridades estaduais e municipais devem abandonar a proibição de transportes, o fechamento de comércio e confinamento em massa” – Em pronunciamento oficial iniciado às 20h30, nesta terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro voltou a minimizar a ameaça do coronavírus. Novamente agrediu a imprensa, responsável, segundo ele, por espalhar no país uma “verdadeira histeria”. “O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós, e brevemente passará”, acrescentou. “No meu caso particular, com meu histórico de atleta, caso fosse contaminado, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria quando muito acometido de uma gripezinha, ou resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico daquela conhecida televisão”, disse. Ele também voltou a atacar governadores e prefeitos. “Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércio e confinamento em massa”, disse, no sentido contrário ao determinado pelos países e mesmo por governos estaduais, independentemente de sua linha política. “Nossa vida tem que continuar, os empregos devem ser mantidos”, continuou. “Devemos, sim, voltar à normalidade”, preconizou, contra as recomendações das autoridades sanitárias e políticas mais importantes do mundo, entre as quais o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres. Em carta enviada aos líderes do G-20 hoje, recebida por Bolsonaro, Guterres afirmou que o mundo corre o risco de uma “pandemia de proporções apocalípticas”, segundo a coluna do jornalista Jamil Chade. Ele também disse que o que ocorre no mundo com a pandemia mostra que o grupo de risco se restringe às pessoas acima de 60 anos. “Então, por que fechar escolas? Raros são os casos fatais, de pessoas sãs, com menos de 40 anos de idade”, disse o presidente da República. “Loucura” “A única palavra possível é: loucura”, comentou a jornalista Helena Chagas, no Twitter, sobre o pronunciamento. Mas comentários escandalizados não foram exclusividade de setores progressistas. Ex-aliada de Bolsonaro, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) também questionou a insanidade expressa no discurso (com letras maiúsculas): “@jairbolsonaro foi IRRESPONSÁVEL, INCONSEQUENTE E INSENSÍVEL! O Brasil precisa de um LÍDER com sanidade mental”, escreveu. A pandemia tem 2.201 casos confirmados e 46 mortes, uma letalidade de 2,1%, de acordo com o balanço oficial de hoje (24). A fala de Bolsonaro foi acompanhada por mais um panelaço, o sexto de que ele foi alvo em menos de dez dias. Na segunda-feira, a hashtag #BolsonaroGenocida esteve no topo dos trending topics do Twitter, após a publicação da Medida Provisória 927/2020, que autorizou a suspensão dos contratos de trabalho por até quatro meses. Após intensa reação da população e de lideranças políticas e empresariais, o próprio governo recuou e retirou a determinação do texto. A relação do governo com a pandemia tem sido errática e pretexto para medidas consideradas antidemocráticas. Ao apresentar ao governo do Distrito Federal uma lista de contaminados com o coronavírus, o Hospital das Forças Armadas (HFA), que atendeu o presidente, omitiu dois nomes, segundo o próprio comandante logístico da instituição, general Rui Yutaka Matsuda. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo. “Deixo de informar à V Exa., neste documento, os nomes dos pacientes com sorologia positiva para a Covid-19, a fim de evitar a exposição dos pacientes e em virtude do direito constitucional de proteção à intimidade, vida privada, honra e imagem do cidadão”, escreveu Matsuda à juíza Raquel Soares Chiarelli, da 4ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal. A magistrada havia determinado, na sexta-feira (20), que o hospital fornecesse a lista de pacientes com resultados positivos para o coronavírus. Ela afirmou ser “notório que a devida identificação dos casos com sorologia positiva para o COVID-19 é fundamental” para a definição de políticas públicas contra a pandemia. A resposta do governo diante da atitude de Raquel Chiarelli e de jornalistas foi dada com a Medida Provisória (MP) 928, publicada na noite de sexta-feira (23), com a qual Bolsonaro suspendeu todos os prazos de resposta a pedidos feitos via Lei de Acesso à Informação (LAI). A iniciativa é criticada por especialistas, considerada “perigosa” e “antidemocrática”.