Os militares e a crise política no Brasil – Por Walmaro Paz

 – Com crise na Saúde, ficou claro que Bolsonaro apenas faz figuração; quem comanda mesmo é o partido das Forças Armadas – “Os problemas da Nação são problemas de Estado-Maior e nós podemos resolvê-los em algumas reuniões”. Alguém pode entender que esta seja uma frase atual, pronunciada em Brasília. Está enganado. Ela foi dita em 1937 pelo ministro da Guerra, o general Góis Monteiro, ao presidente Getúlio Vargas, quando do famoso golpe do Estado Novo. Na mesma época, Monteiro afirmou: “Chega de fazer política no Exército, precisamos fazer a política do Exército”. De lá para cá, os militares, em sua maioria, resolveram aderir a essa ideia, mas não foi fácil. Ela só chegou à hegemonia nas forças armadas no Golpe de 1964. Antes, o oficialato brasileiro protagonizou cenas importantes em nossa história. O tenentismo, movimento que iniciou com a Revolta do Forte de Copacabana, em 1922, com certeza influenciado pelos movimentos revolucionários europeus, inclusive a Revolução Russa, quando os trabalhadores tomaram o poder pela primeira vez na história da humanidade. Tivemos ainda a Coluna Prestes que atravessou o Brasil, tentando sublevar o povo contra a ordem estabelecida, liderada pelo Cavaleiro da Esperança, Luís Carlos Prestes, acompanhado por diversos oficiais oriundos do tenentismo. Em 1935, tivemos a rebelião da Aliança Libertadora Nacional, denominada pela história oficial de “Intentona Comunista”, cujo principal foco surgiu no Nordeste, com alguma mobilização no Rio de Janeiro. E logo após, o golpe do Estado Novo liderado por Getúlio e Góis Monteiro. Dez anos depois, em 1945, houve novamente uma abertura democrática. Então, parte dos tenentes sublevados de 1922 ou seus seguidores continuavam vivos e ativos. Nacionalistas, apoiavam o fortalecimento do país, juntando-se à campanha “O Petróleo é Nosso”, pela implantação da Petrobras. Mas já eram minoria. Logo depois da Segunda Grande Guerra, após lutarem na Europa sob o comando dos Estados Unidos, os oficiais brasileiros aderiram à “luta pela democracia norte-americana” e praticamente se submeteram às diretrizes do Pentágono. Um dos últimos nacionalistas foi o marechal Henrique Teixeira Lott, candidato derrotado por Jânio Quadros na disputa pela presidência em 1960. Seus colegas, contando com o apoio da força tarefa naval norte-americana no Caribe, derrubaram o presidente legal e legítimo João Goulart e tomaram o poder em 1964, liderados pelos generais Olímpio Mourão Filho e Humberto de Alencar Castelo Branco. De lá para cá, ficaram no poder por 21 anos, de onde saíram por falta de legitimidade política e sob diversas denúncias de corrupção. Foi instaurada a Nova República, administrada por civis da confiança do comando militar, até a eleição de Luís Inácio Lula da Silva, o primeiro operário a assumir o governo. Paulatinamente os militares foram se afastando dos postos de comando. O que ocorreu até 2014, com a reeleição de Dilma Rousseff, contra a vontade do mercado financeiro e seus aliados e fiadores. Imediatamente começou-se a articular um projeto reunindo todas as forças de direita na área política e na sociedade. Orquestrados pela chamada Operação Lava Jato, deram mais um golpe em 2016, afastando Dilma para ingressarem no governo de Michel Temer. Em 2018, a eleição presidencial foi fraudada com a utilização das mesmas armas que levaram Donald Trump ao poder, as fake news, disseminadas pelas redes sociais. Exércitos de robôs transmitiram sem parar mensagens mentirosas sobre o Partido dos Trabalhadores, criminalizando-o. Mesmo assim, seu candidato Fernando Haddad conseguiu uma significativa votação. Mas os votos nulos, brancos e as abstenções impediram sua vitória frente a uma figura inexpressiva, um deputado opaco, próximo das milícias cariocas. Tudo indica que os militares estudaram o conceito político de Estado-Espetáculo, montaram um grande cenário comandado por um palhaço e com uma trupe fantástica: terraplanistas, astrólogos, pastores milagreiros e alguns políticos de menor importância distribuídos pelos ministérios. Na reserva deixaram um general de sua confiança, o vice-presidente Hamilton Mourão. Todo o esquema montado anteriormente começou a ser destruído. As privatizações foram apressadas e as reformas neoliberais aprovadas às pressas por um Congresso dominado pelas bancadas da Bíblia, da bala e do agronegócio. Enquanto isso, os militares ocupavam postos de controle dentro do governo, na parte mais submersa deste verdadeiro iceberg. Uma fonte do alto comando disse à Revista Veja que a escolha de militares para cargos de confiança tem por objetivo conferir credibilidade aos postos com base em “um modo eficiente de administrar”, com “zelo pelo dinheiro público”. Da mesma matéria, a revista revela que foram escolhidos os almirantes da reserva da Marinha Francisco Antônio Laranjeiras e Elis Triedler Öberg para comandarem os portos do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte, respectivamente. Para o cargo de diretor-presidente da Companhia Docas de São Paulo, que controla o porto de Santos, foi nomeado o engenheiro naval civil Casemiro Tércio Carvalho. Ele, no entanto, terá a seu lado um militar da Marinha para “sanear” o órgão e acabar com “entraves” burocráticos. Em suma, por meio dos postos mais importantes, começamos a ser governados por um Estado-Maior. Já são mais de 200 militares da reserva e da ativa pilotando postos decisivos do governo. Mas esta semana tudo ficou mais claro: com a crise na Saúde, o presidente-fantoche resolveu demitir seu ministro da Saúde, mas teve que voltar atrás. Ocorre que Bolsonaro é um militar de baixo escalão, não fez o curso de Estado Maior do Exército, na Praia Vermelha. Chegou, no máximo, a ser um professor de Educação Física. Nem mesmo consegue articular um pensamento mais elaborado. Apenas faz figuração. Quem comanda mesmo é o partido das Forças Armadas. *Walmaro Paz é jornalista Via Brasil de Fato

Igreja Católica critica Bolsonaro, que desinforma e provoca cisões

 –  Líder católico brasileiro, Dom Walmor Oliveira, presidente da CNBB, afirma que falas de Jair Bolsonaro e notícias falsas desinformam e abrem caminho para a morte – – O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Walmor Oliveira de Azevedo, critica o comportamento de Jair Bolsonaro durante a pandemia de coronavírus. Para o líder católico, a instabilidade política prejudica a resposta do país à pandemia. A CNBB assina a carta lançada em conjunto com outras entidades, após Bolsonaro chamar a Covid-19 de “resfriadinho” na TV. O documento afirma que o ocupante do Palácio do Planalto ameaça a saúde pública com “campanha de desinformação”. Reportagem do jornalista Felipe Bächtold na Folha de S.Paulo lembra que a manifestação foi subscrita também pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), entre outras entidades. O presidente da CNBB defende o direito da população de advertir e orientar o governo, e isso não deve ser visto como posicionamento político-partidário. Ele também critica decreto de Bolsonaro determinando a abertura de igrejas com argumento de que fazem parte de “atividades essenciais”.

A Lava Jato que pariu Bolsonaro que o embale , diz procurador da República

Sob o título Quem pariu Bolsonaro negará embalo? , o artigo a seguir é do procurador da República Celso Três, que atua na Procuradoria da República em Novo Hamburgo (RS). Ele faz um balanço da Lava Jato e avalia como a operação criada para violar os limites. “Isso tudo no contexto de autoempoderamento absolutista da Lava Jato, cujos órgãos de correição, procurador-geral Rodrigo Janot, corregedores do Ministério Público Federal e o Conselho Nacional do Ministério Público, todos converteram-se em seus admiradores. Carlos Fernando Lima postara na internet foto com camiseta, estampando imagens dele, Deltan e Moro, intitulado Liga da Justiça”. Leia abaixo, a íntegra do texto. Quem pariu Bolsonaro negará embalo? Glosado por Twitter e Facebook, tal qual moleque irresponsável, tachando de “gripezinha” a tragédia do coronavírus, garantindo que brasileiro mergulha incólume no esgoto, curvando-se servil aos Estados Unidos quem pirateia bens médicos que a China destinara ao Brasil, fazendo da liturgia da Presidência piadas contra dignidade sexual, atiçando a massa ignara ao linchamento de jornalistas, consoante atestam periódicos pelo mundo, presidente do nosso Brasil, tristemente, virou ícone do ridículo mundial. Pior! Bolsonaro é tudo, menos surpreendente. Sempre foi assim. Então, quem pariu Bolsonaro? Urna foi berçário dos votos nascidos de alguns ventres. Justo e legítimo antipetismo aliado à histórica –quatro séculos de escravatura– extrema direita foi útero decisivo. Aqui, trato apenas de quanto Têmis, aparelho de justiça, deu à luz votos em prol do capitão, em síntese, dizimando o establishment político, dando asas a outsiders populistas, quem capitalizaram com a sanha acusatória indiscriminada brandida pela espada de Dâmocles da Lava Jato. Vítima emblemática foi o PSDB, partido dos melhores quadros técnicos, candidato Alckmin, de idoneidade mais longamente provada no comando do principal estado da federação, sucumbiu indefeso à avalanche justiceira. História sempre inexorável. ‘Ab initio’, a Lava Jato foi a maior e irrepetível investigação da história. Nela, os procuradores perpetuaram em bronze seus nomes no memorial da justiça. Quantidade e status dos agentes públicos e capitalistas privados envolvidos, valores desviados e recuperados, prisões, condenações, confisco patrimonial e outras medidas formaram quadro de impacto verdadeiramente mundial. O vício adveio no correr da apuração, violação nos limites da ação penal. Rei Pirro do Epiro, após guerra contra os romanos na qual teve pesadas perdas (280 a.C.), respondeu a quem o louvava pelo sucesso: “mais uma vitória desta e estaremos completamente arruinados”. É a vitória de Pirro. Tempo de pandemia, lembrar que a distinção entre o remédio e o veneno pode estar na dosagem. Cloroquina é remédio. Oremos pela sua efetividade! Mas a ministração ou não ao caso, dosagem dependerá da perícia do médico. Efeitos colaterais Se o corpo do estado está doente de corrupção –-e estava (!), o remédio, ação da justiça, não pode ter efeitos colaterais ainda piores, debacle na economia e atentado à democracia. “A própria virtude precisa de limites”, respondeu Montesquieu a quem objetava a tripartição dos poderes com a bondade do rei. Embora bondosos, bem intencionados são desastrosos todos quem não obedecem aos limites de sua autoridade. Início de 2017, país estupefato com o videoshow dos 78 delatores da Odebrecht, Frederico Vasconcelos honrou-me com entrevista (Folha, 17.mar.2017), quando disse que a divulgação “derrete o mundo político, o Estado, dilapida a economia, os investimentos e os empregos”. “A lei da delação impõe sigilo até a apresentação da denúncia. Preserva a apuração e a honra do delatado até então indefeso”. Infelizmente, a sequência dos fatos provou que eu estava certo. Bem diz o ministro Lewandowski, nossa história atesta que a messiânica cruzada contra a corrupção nunca foi causa, foi pretexto de violação à democracia, a exemplo do suicídio de Getúlio Vargas e do golpe militar de 1964. Novo nesta quadra da vida pública brasileira é que a justiça, dantes passiva, agora é protagonista no ataque à democracia. Lava Jato teve –e ignorou!– um standard precioso para não desviar-se. Foi a persecução do mensalão. Nela, o procurador-geral da República Antonio Fernando foi cirúrgico, altivo, tempestivo, rigoroso e competente. Ação, pautada pela redução de danos, não lesou o devido processo legal, economia, tampouco a democracia. Independência, imparcialidade é o maior atributo do juiz. Mesmo o magistrado dado aos piores vícios de honestidade, desvia-se para abdicar desse status. Honesto, mas parcial, iguala-se ao desviado na lesão à justiça. “Se o jogo não há juiz; não há jogada fora da lei” (música de Engenheiros do Hawai, “Exército de um homem só”). Por sua vez, a imparcialidade não diz com o subjetivo, intenção do juiz em prejudicar uma das partes. Exige-se objetividade, estética de conduta imparcial. É dessa ostensividade que emana a confiança da sociedade na imparcialidade judiciária. Esse preceito de conduta da magistratura está consolidado nos diversos ordenamentos do mundo civilizado. Isso também vale para o Ministério Público. Ele é parte imparcial. Parte porque tem atribuição da acusação. Imparcial porque a imputação está restrita aos valores republicanos do devido processo legal, entre eles, o da impessoalidade, ou seja, não tem alvo preordenado, não investiga pessoas, apura materialidade de fatos que sejam criminosos para só então identificar seus autores. Clamor público Nisso, pecou a Lava Jato. Claudicou, gravemente, na estética de imparcialidade. Mesmo que assim não intencionasse, tampouco houvesse qualquer vantagem, possivelmente sucumbindo ante o “tsunami” pela derrubada do governo Dilma. É a tentação do “vox populi, vox jus” –justiça decidindo pela opinião pública, confessado pela então presidente da Suprema Corte: “STF não vai ignorar clamor por Justiça das ruas, diz Cármen Lúcia” (Uol, 30.jun.2017). O comandante das Forças Armadas, general Eduardo Villas Bôas, admitiu intervenção caso STF concedesse habeas corpus a Lula (Folha, 11.nov.2018). A essência do atentado à democracia perpetrado pela Lava Jato esteve no ataque indiscriminado, fazendo tábula rasa do mundo político, sabido que esse, contrariamente ao Ministério Público, é ungido pelo voto, mandato de quem é o soberano do poder, o povo. Nas cinzas da política, a democracia jamais encontrará seu berço. Daí, nascem Berlusconi na Itália e Bolsonaro no Brasil. O enxovalhamento da política é a tática comum de todos os déspotas da história. Preciso, pontificou Reinaldo Azevedo:

STF proíbe Bolsonaro de suspender isolamento social nos Estados e o aponta como “irresponsável”

  – Alexandre de Moraes impede Bolsonaro de flexibilizar quarentena em qualquer estado do País – Decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes impede Jair Bolsonaro de adotar qualquer medida unilateral para flexibilizar a política de isolamento e aponta o mandatário como “irresponsável” por atuar contra os protocolos internacionais de saúde – “O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes proferiu nesta 4ª feira (8.abr.2020) decisão liminar (provisória) que proíbe o presidente da República de adotar medidas para suspender ações de Estados e municípios para o isolamento social no combate ao coronavírus. Eis a íntegra da decisão (176 KB)”, aponta reportagem do site Poder 360. O ministro atendeu parcialmente a pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), segundo o qual o presidente Jair Bolsonaro tem atuado como “agente agravador da crise“. A Ordem alega que o governo “nem sempre tem feito uso adequado das prerrogativas que detém para enfrentar a emergência de saúde pública, atuando constantemente de forma insuficiente e precária” e pratica “ações irresponsáveis e contrárias aos protocolos de saúde aprovados pela comunidade científica e aplicados pelos Chefes de Estado em todo mundo“.

O “capetão” enfia a caneta no bolso – por Altamiro Borges

Antes da reunião com o “capetão”, Luiz Henrique Mandetta admitiu que “limpou suas gavetas” no Ministério da Saúde. Mas, temendo o desgaste e o isolamento, Bolsonaro recuou. O valentão, que rosna não ter “medo de usar a caneta”, abdicou de governar. Como disse aquele haitiano no portão do Palácio da Alvorada: “acabou, Bolsonaro”! A Folha afirma que a permanência de Mandetta foi uma vitória da ala militar do governo. “Capitaneada pelo ministro Fernando Azevedo (ministro da Defesa) e operacionalizada por Walter Braga Netto (chefe da Casa Civil), ela está buscando reduzir a temperatura dos movimentos abruptos do chefe”. A conferir! *** Mas a própria Folha lembra que a tal “ala militar” já sofreu derrotas no laranjal e que Bolsonaro “se guia pelo que dizem suas redes sociais, em especial o que é filtrado pelo filho vereador Carlos, aquele que acusou o vice-presidente Hamilton Mourão de conspiração contra seu pai”. *** No jornal O Globo, Bernardo Mello Franco resume o drama do “capetão” com a permanência do ministro da Saúde. “Bolsonaro terminou o dia ainda mais esvaziado. Ele virou um presidente que não preside: ameaça demitir e não demite; anuncia que não tem medo de usar a caneta e refuga diante do papel”. *** Já no jornal Estadão, Eliane Cantanhêde, aquela da “massa cheirosa tucana”, avalia que o capitão saiu bem chamuscado do caso. “Bolsonaro está esfarelando seu capital eleitoral e sua credibilidade mundial e nacional com sua incrível teimosia e, quanto mais ele cai, mais Mandetta sobe”. *** O recuo do “capetão”, que enfiou sua canetinha no bolso, também repercutiu na mídia internacional, com despachos nas agências de notícias Reuters e EFE e reportagens nos principais jornais do mundo. Nos EUA, o Washington Post tratou Bolsonaro como “o primeiro chefe de Estado cético no mundo do coronavírus”. *** Já o jornal francês Libération acusou Bolsonaro de “causar intencionalmente o caos e semear a morte”. E a revista estadunidense Time afirmou que o presidente brasileiro é “o único líder que resta no mundo a rejeitar o consenso de cientistas e estatísticos sobre a gravidade do surto”. Via Blog do Miro

Celso de Mello reassume cadeira no STF e suspeição de Moro já pode ser votada

– Retorno do decano do STF estava sendo aguardado pelo ministro Gilmar Mendes para colocar em julgamento o habeas corpus em que Lula pede a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro e a anulação da sentença do triplex do Guarujá – – O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF) retornará aos trabalhos na Corte na próxima segunda-feira, 13, após um período de afastamento por motivos de saúde. O retorno de Celso de Mello, que integra a Segunda do STF, estava sendo aguardado pelo ministro Gilmar Mendes, para colocar em julgamento o habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pede a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro na ação que condenou Lula no caso do triplex do Guarujá. Moro é acusado de parcialidade e de perseguição política contra Lula. “Inicialmente eu tinha sugerido que esse tema fosse decidido em plenário, mas fiquei vencido e decidiu-se que seria definido na turma. E depois se colocou esse impasse. Eu não trouxe neste período porque teríamos depois o debate, com a ausência do ministro Celso, se o empate favoreceria ou não, um eventual empate favoreceria ou não o réu”, afirmou o ministro em entrevista ao site Jota. Caso a Segunda Turma declare a suspeição de Moro, a condenação de Lula deve ser anulada e seus direitos políticos restabelecidos. Leia, abaixo, reportagem do Conjur, sobre o assunto: O decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, retomará os julgamentos na Corte na próxima segunda-feira (13). Ainda não em Brasília — mas a todo vapor. Segundo técnicos do tribunal, o ministro, mesmo afastado por licença médica, continuou estudando os casos distribuídos a seu gabinete — o que deve resultar na liberação de uma batelada de decisões monocráticas já na semana que vem. No mês de janeiro, o ministro submeteu-se a cirurgia de prótese de quadril no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde foi assistido pelo dr. David Uip. Posteriormente, em virtude processo infeccioso, sem qualquer conexão com a cirurgia, Uip novamente o assistiu. O médico seria acometido, mais tarde, pela Covid-19, o que levou o ministro a passar pelo teste RT-PCR, que utiliza biologia molecular (com o uso de swab para coletar secreção nasal e da garganta), para verificar a presença do vírus. Dez dias depois, sobreveio o resultado negativo. Por recomendação médica do próprio Uip pelo estrito isolamento social, o ministro continuará em São Paulo, trabalhando de casa. Para as sessões colegiadas é possível que o ministro participe por videoconferência. A intenção de Celso de Mello é voltar o mais rápido possível para Brasília. Em 52 anos de serviço público, em que se iniciou em 1968, essa foi a terceira ou quarta licença médica que o ministro viu-se na contingência de utilizar para se afastar, forçosamente, do trabalho.

Negacionista do racismo, Sérgio Camargo diz ter vergonha de ser jornalista

 – Presidente da Fundação Palmares afirmou que “não há o que comemorar” no Dia do Jornalista – Jair Bolsonaro e Sergio Camargo Nascimento, da Fundação Palmares (Reprodução/Twitter) Sérgio Nascimento Camargo, presidente da Fundação Palmares, afirmou, nesta terça-feira (7), no Twitter, que tem vergonha de ser jornalista. Segundo ele, não há motivos para comemorar o dia de hoje, em que se celebra o Dia do Jornalista. Na publicação, Camargo atacou o trabalho da profissão que ele mesmo diz exercer: “Reafirmo minha VERGONHA por pertencer a esta profissão, que sempre exerci com dignidade. Não há o que comemorar!”. https://twitter.com/sergiodireita1/status/1247518419341029377 Na última semana, Camargo já havia feito uma publicação em que atacava a profissão e o trabalho exercido pelos seus colegas: “São canalhas que trabalham diariamente pela desgraça do povo. Deveriam pedir desculpas ao País. Merecem nosso repúdio e desprezo”. Ele ainda reforçou declarações do presidente dos EUA, Donald Trump. “Jornalistas são os seres humanos mais desonestos da Terra”, afirmou. https://twitter.com/sergiodireita1/status/1245140328270770176 O jornalista também questionou as medidas de isolamento social contra a pandemia de covid-19, concordando com o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro. “O isolamento, exceto para os que são do grupo de risco, precisa ser imediatamente suspenso. É a maior imbecilidade da história da humanidade”, afirmou. Revista Fórum

Brasil tem 667 mortes e 13.717 casos confirmados de coronavírus, diz Ministério da Saúde

 – Nas últimas 24 horas foram registradas 114 mortes e 1.661 novos casos – – Sputnik – O balanço do Ministério da Saúde desta terça-feira (7) sobre a COVID-19 no Brasil apontou que o país agora soma 667 mortes, 13.717 casos confirmados da doença e a taxa de letalidade do novo coronavírus entre a população brasileira é de 4,9%. Nas últimas 24 horas foram registradas 114 mortes e 1.661 novos casos. O ministério, porém, tem informado que o número real de casos tende a ser maior, já que são testados apenas os casos graves, de pacientes internados em hospitais, e há casos de testes à espera de confirmação. #AoVivo: Governo Federal @govbr atualiza ações e divulga novos dados sobre a situação do #coronavírus no Brasil. Acompanhe coletiva no Palácio do @planalto: https://t.co/kpNYDbc5sL — CanalGov (@canalgov) April 7, 2020

Brasil tem 445 mortes e mais de 10,3 mil casos de coronavírus em 4 de abril

 – Brasil tem 445 mortes e mais de 10,3 mil casos confirmados de coronavírus, às 20h30, deste sábado (4), o que revela a aceleração do avanço da Covid-19 no início deste mês  – O Ministério da Saúde confirmou 73 novas vítimas nas últimas 24h, e secretarias estaduais contabilizaram outras 12 após o balanço oficial. Segundo as autoridades sanitárias, apenas dois estados ainda não registraram mortes: Acre e Tocantins. Mandetta alerta que #Covid-19 ainda não atingiu bairros operários no Brasil Mandetta pediu que as autoridades sanitárias tenham atenção redobrada com a quarentena neste fim de semana. “A Covid-19 não entrou nos bairros operários do Brasil e por isso requer a atenção redobrada no final de semana”, disse o ministro. #NasRuas5DeAbril pode ser o maior fiasco de Bolsonaro O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem dado azo às manifestações pelo fim da quarentena, adotada para conter a infeção do coronavírus, e contra as instituições democráticas brasileiras. Neste domingo, dia 5 de abril, o “Capitão Corona” poderá experimentar seu maior fiasco com a falta de público nas manifestações, que foram convocadas nas redes sociais sob o rótulo da hashtag #NasRuas5DeAbril. Bolsonaro busca apoio nas ruas para levantar o isolamento social determinado pelas autoridades sanitárias, desde que a Covid-19 virou uma ameaça concreta no Brasil. Coronavírus já matou mais de 60 mil pessoas pelo mundo Dados da Universidade Johns Hopkins divulgados neste sábado (4) apontam que a pandemia de coronavírus já provocou a morte de 60.874 pelo mundo desde o registro dos primeiros casos, em dezembro. O país que acumula mais mortes é a Itália (14.681). Em seguida aparecem a Espanha (11.744), os Estados Unidos (7.460) e a França (6.507). O mundo tem 1,1 milhão de casos confirmados. A nação com maior quantidade de casos são os EUA (278.458). A Espanha ocupa a segunda posição (124.736) e a Itália a terceira (119.827). Jornalismo da TV Globo tem oito infectados pelo coronavírus O departamento de jornalismo da TV Globo já registrou 17 casos suspeitos de coronavírus. Destes, nove testaram negativos e oito, positivos. Cinco deles têm sintomas leves, um está assintomático e dois, internados. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo, a própria direção comunicou os números aos jornalistas. Os profissionais passaram a usar máscaras nas redações e nas ruas, destaca a coluna. Datafolha 109% é fraude, denunciam apoiadores de Bolsonaro Segundo o instituto, o Ministério da Saúde tem 76% de aprovação ante 33% do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Os bolsominions somam, somam, fazem a prova dos nove, mas dá o resultado 109. Para os correligionários de Bolsonaro, há uma evidente fraude na pesquisa que deveria totalizar 100%. 76 + 33 _______ 109 “As 02 perguntas sobre aprovação foram efetuadas ao mesmo entrevistado, logo, não se deve somar os resultados”, reclamou no Twitter um bolsonarista. Como não poderia ser diferente, no âmbito bolsonarista, sobrou até para o PT que nada tem a ver com isso: “Será que foi a Dilma Rousseff que fez a pesquisa e calculou?” O Datafolha informa que ouviu 1.511 pessoas entre os dias 1 e 3 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos. O instituto de pesquisa não deu nenhuma explicação aos bolsonaristas sobre o resultado de 109%, o que, entre os apoiadores do presidente da República, aumentam as desconfianças no levantamento específico e nas pesquisas em geral. O imbróglio ocorre num momento em que ocorre a disputa da narrativa –envolvendo Bolsonaro, o ministro Henrique Mandetta e a velha mídia–acerca do enfrentamento da pandemia de coronavírus. Câmara aprova PEC do orçamento de guerra em 2º turno; texto vai ao Senado O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta sexta-feira (3), a chamada PEC do “orçamento de guerra” (PEC 10/20), que permite a separação do orçamento e dos gastos realizados para o combate à pandemia de coronavírus do orçamento geral da União. A proposta, de autoria do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outros nove deputados de vários partidos, é a primeira a ser aprovada com o Sistema de Deliberação Remota (SDR) e precisa ser votada ainda pelo Senado. O relator do texto foi o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). As regras terão vigência durante o estado de calamidade pública, e os atos de gestão praticados desde 20 de março de 2020 serão convalidados. A intenção da proposta é criar um regime extraordinário para facilitar a execução do orçamento relacionado às medidas emergenciais, afastando possíveis problemas jurídicos para os servidores que processam as decisões sobre a execução orçamentária. Um comitê de gestão de crise aprovará as ações com impacto orçamentário relacionadas ao enfrentamento do vírus, com poder de criar e destituir subcomitês. O comitê poderá ainda pedir informações sobre quaisquer atos e contratos celebrados ou que vierem a ser assinados pela União, suas autarquias, empresas públicas e fundações públicas, tendo poder de anulá-los, revogá-los ou ratificá-los. Ministério da Saúde atualiza dados sobre #Covid-19 em 4 de abril de 2020; assista ao vídeo Via Blog do Esmael

Coronavírus: Assessor de Bolsonaro pede demissão após ser obrigado a voltar ao trabalho no Planalto

 – Presidente determinou que todos os servidores do Palácio do Planalto com menos de 60 anos retornem ao expediente presencial – – Em meio à pandemia do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro determinou que servidores do Palácio do Planalto voltem a cumprir com o expediente presencial. Grande parte dos funcionários havia sido dispensado por seus diretores para trabalhar de casa. O jornal O Globo informou nesta quinta-feira (2) que, segundo interlocutores do governo, a decisão do presidente resultou na demissão do “número dois” da Subchefia para Assuntos Jurídicos, Felipe Cascaes. O assessor pediu demissão ao ministro da Secretaria Geral da Presidência, Jorge Oliveira, a quem era subordinado. Em nota, o ex-secretário diz não comentar os motivos que o levaram a pedir exoneração, alegando se tratar de questões de “cunho pessoal”. Com isso, todos os funcionários com menos 60 anos tiveram que retornar às atividades, o que compreende servidores dos três ministérios que ficam no Palácio do Planalto: Casa Civil, Secretaria Geral, Secretaria de Governo e Gabinete de Segurança Institucional.