Sem licitação, Mandetta paga 67% a mais para comprar máscaras de empresa bolsonarista

Sem qualquer experiência em fornecimento de material hospitalar, uma empresa chamada Farma Supply ganhou do Ministério da Saúde dois contratos para a compra de máscaras cirúrgicas que juntos somam R$ 18,2 milhões Sem qualquer experiência em fornecimento de material hospitalar, uma empresa chamada Farma Supply ganhou do Ministério da Saúde dois contratos para a compra de máscaras cirúrgicas que juntos somam R$ 18,2 milhões. Graças ao estado de emergência decorrente da pandemia do coronavírus, a empresa foi escolhida sem que houvesse concorrência pública. As máscaras que ela fornece, porém, são 67% mais caras que a de uma concorrente que também fornece ao governo federal. A Farma Suply tem como sócio e administrador Marcelo Sarto Bastos, um militar aposentado da Marinha e bolsonarista fervoroso. Em sua página no Facebook, ele tem um histórico de postagens a favor do presidente Jair Bolsonaro e aliados. É também apoiador da criação do Aliança, o partido que o presidente quer criar. O ministério comandado por Luiz Henrique Mandetta autorizou em 5 de março a dispensa de licitação para o contrato nº 54/2020. Ele prevê o gasto de R$ 2,4 milhões na compra de 1,5 milhão de máscaras a um preço unitário de R$1,60. Para isso, usou lei federal 13.979, de 6 de fevereiro, que prevê a realização de compras emergenciais sem licitação para o enfrentamento da pandemia de covid-19. Para participar, basta que a empresa não tenha nenhum impedimento legal de realizar contratos com o setor público. Só que, no mesmo dia, o Ministério da Saúde fechou outro contrato para a compra do mesmo produto. A vendedora, dessa vez, foi a BRT Medical de Materiais Hospitalares, de João Pessoa. Idênticas às da Farma Supply, cada máscara da BRT irá custar 40% menos: R$ 0,96 a unidade. O Intercept verificou outros editais de compras de máscaras cirúrgicas e encontrou diferenças ainda maiores de preços. A Prefeitura de Belo Horizonte, por exemplo, comprou máscaras com descrições similares em janeiro deste ano e pagou R$0,14 por unidade. Ou seja, 12 vezes menos do que o valor pago para a Farma Supply. Uma semana e meia depois das primeiras compras, em 17 de março, Mandetta assinou um terceiro contrato para a aquisição de mais máscaras. Em vez de optar pela mais barata, porém, fez o inverso e entregou mais R$ 15,8 milhões à Farma Supply. Detalhes deste contrato, como o número de máscaras e o valor unitário, ainda não foram publicados no site do ministério. A paraibana BRT já participou de ao menos 12 licitações para fornecimento de material médico para hospitais federais do Nordeste. A Farma Supply, porém, é novata em vendas ao governo federal: até ganhar os dois contratos sem licitação deste mês, tinha vencido apenas uma licitação federal – e não na área médica. Em 2014, recebeu R$ 449,10 por garrafões de 20 litros de água mineral comprados pelo Ministério da Cidadania para o Museu da República, no Rio. Criada em 2011, a Farma Supply informa em seu site que “assessora pacientes na aquisição de medicamentos importados de última geração em caráter de urgência”. Ou seja, ajuda quem deseja comprar remédios que não são produzidos no Brasil, mas podem ser comprados por brasileiros por atenderem a padrões internacionais. À Receita Federal, diz que também faz “comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, hospitalar e de laboratórios”. A soma dos dois contratos da Farma Supply com o Ministério da Saúde é mais de 180 vezes maior que o capital social que a empresa informa à Receita Federal: R$ 100 mil. O endereço que consta no site oficial é um pequeno prédio comercial na zona oeste do Rio de Janeiro. Não há qualquer informação sobre que estrutura ou quantos funcionários a Farma Supply possui para dar conta de produzir ou importar R$ 18,2 milhões em máscaras cirúrgicas no prazo de 30 dias previsto no contrato. Em fevereiro, o governo federal chegou a abrir um edital para a compra de 24 milhões de máscaras, mas enfrentou dificuldades para encontrar uma empresa que atendesse à demanda. A solução encontrada foi dividir as compras em lotes de 500 mil unidades e realizar as compras sem licitação. Se lhe falta de experiência em vendas ao governo, a Farma Supply coleciona negócios que terminaram na justiça. Em março de 2018, a empresa foi condenada à revelia no Tribunal de Justiça de Santa Catarina e teve R$248 mil em bens bloqueados por não ter quitado uma dívida de compra de equipamentos realizada em 2016. O processo foi movido por uma empresa de máquinas têxteis de Blumenau. Um ano antes, A Farma Supply foi processada por uma empresa de São Paulo que importa insumos à base de canabidiol, substância presente na maconha, para a produção de óleos medicinais. A empresa cobra R$ 218.484,89 por um suposto calote na venda de medicamentos. O caso está na segunda instância no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O Intercept entrou em contato com o Ministério da Saúde e com a Farma Supply na noite de sexta-feira, 20, mas não obteve respostas até a publicação desta reportagem. O ministério foi questionado sobre critérios de escolha para seleção dos fornecedores, o motivo da diferença de preços em relação à compra realizada com a BRT Medical na mesma data e se o histórico judicial da Farma Supply foi levado em consideração. O uso desse tipo de máscara cirúrgica é recomendado para quem está com sintomas da covid-19, para quem está cuidando de pessoas infectadas ou para profissionais de saúde. Como aconteceu com álcool gel, a alta procura nas farmácias fez o produto sumir das prateleiras e Organização Mundial de Saúde já alerta para a possibilidade de falta de material. Por Brasil de Fato

Dono do Madero diz que não se pode parar a economia por conta de 5 ou 7 mil pessoas que vão morrer

 – O empresário Júnior Durski também se posicionou contra o isolamento imposto diante da pandemia de coronavírus – Assim como Roberto Justus, o empresário Júnior Durski, dono do Madero, também se posicionou contra o isolamento social imposto por vários governos como forma de tentar deter o avanço da pandemia de coronavírus no Brasil. Durski disse que não se pode parar a economia porque 5 ou 7 mil pessoas vão morrer. Confira: https://twitter.com/delucca/status/1242226412699992066?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1242226412699992066%7Ctwgr%5E&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.brasil247.com%2Feconomia%2Fdono-do-madero-diz-que-nao-se-pode-parar-a-economia-por-conta-de-5-ou-7-mil-pessoas-que-vao-morrer “Estou 100% com Bolsonaro”, diz dono da rede Madero e sócio de Huck O empresário da cadeia de hamburguerias defendeu os protestos anti-Congresso O empresário Junior Durski, dono da rede paranaense de hamburguerias Madero, que chegou a mais de 100 unidades pelo Brasil, publicou um vídeo em uma rede social no qual defende o presidente Jair Bolsonaro. “Estou 100% com ele. Tenho muito orgulho de ter votado nele”, disse. O chef afirmou que já foi às ruas para defender o presidente e irá de novo. Convocou os seguidores a participarem das manifestações programadas para o dia 15 de março, contra o Congresso, que chamou de “tendencioso” e disse buscar sempre o interesse pessoal – com exceções. “Bolsonaro está fazendo tudo certo, está mostrando a que veio, com muita força e determinação”, afirmou. Durski é sócio do apresentador Luciano Huck, que também pode se candidatar à Presidência nas próximas eleições. https://www.instagram.com/p/B9Sbg-DFs2H/?utm_source=ig_web_copy_link Com Revista Veja 

STF manda governo Bolsonaro suspender cortes do Bolsa Família no Nordeste

 – Ministro Marco Aurélio Mello atende ação ajuizada por Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte – “Os dados sinalizam (…) o dano de risco irreparável a ensejar desequilíbrio social e financeiro”, destacou ministro – Em decisão desta segunda-feira (23), o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo federal suspenda os cortes no programa Bolsa Família no Nordeste brasileiro. “Não se pode conceber comportamento discriminatório da União, em virtude do local onde residem, de brasileiros em idêntica condição”, afirmou o magistrado no despacho. A liminar foi concedida na Ação Cível Originária (ACO) 3.359, ajuizada por sete estados: Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Segundo os governadores, em março, além das restrições a novos registros, foram cortados mais de 158 mil benefícios, 61% no Nordeste. “Os dados sinalizam (…) o dano de risco irreparável a ensejar desequilíbrio social e financeiro, especialmente considerada a pandemia que assola o país”, afirma o ministro na decisão. Após a normalização da situação do país, atualmente em estado de calamidade pública devido ao coronavírus , os recursos deverão ser liberados de modo uniforme entre os estados, sem qualquer tipo de discriminação. Na decisão, Marco Aurélio, relator da ação, destaca que o Bolsa Família, como um programa de transferência de renda como instrumento de combate à pobreza e vulnerabilidade não pode sofrer restrições a regiões ou estados, nem é cabível discriminação de qualquer natureza, considerando que a Constituição determina a erradicação da pobreza e redução das desigualdades sociais. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) chegou a anunciar a possibilidade de o Nordeste romper com o governo federal. “Uma das extravagâncias mais perversas que já vi de um governo foi essa noticia recente que, na distribuição do Bolsa Família, coube ao Nordeste brasileiro, reconhecidamente região mais pobre e necessitada, apenas 3%”, disse o ex-governador do Ceará no último dia 6.

Ibope confirma que a aprovação de Bolsonaro derrete em São Paulo, onde teve votação esmagadora

 – Governo Bolsonaro tem aprovação de 25% e reprovação de 48% na cidade de São Paulo, cidade onde teve 60% dos votos,  em 2018 – Dos entrevistados, 9% avaliam a gestão como ótima e 16%, como boa. Ruim é péssima são as avaliações de 8% e 40% dos entrevistados, respectivamente. O levantamento foi contratado pela Associação Comercial de São Paulo. Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (23) mostra que 25% da população da cidade de São Paulo aprovam a gestão do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido); enquanto 48% consideram o atual governo como péssimo e ruim. O levantamento mostra os seguintes percentuais de avaliação sobre a gestão do presidente eleito em 2018: Ótima: 9%; Boa: 16%; Regular: 26%; Ruim: 8%; Péssima: 40%; Não sabe/não respondeu: 1% A pesquisa ouviu 1.001 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 19 de março. O levantamento foi contratado pela Associação Comercial de São Paulo. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi feita durante os primeiros dias da pandemia de coronavírus no país, quando ainda não havia sido determinada a quarentena forçada na cidade e no estado de São Paulo, com a obrigação de fechamento do comércio e de serviços não essenciais. A cidade de São Paulo registrava, na manhã desta segunda-feira (23), 22 mortes pela Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Além de São Paulo, o Rio de Janeiro registrou três mortes, totalizando 25 óbitos no país, segundo dados do governo divulgados até às 16h deste domingo. https://twitter.com/tuiteirosafado/status/1241038480861540353?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1241038480861540353%7Ctwgr%5E&ref_url=https%3A%2F%2Fpublish.twitter.com%2F%3Fquery%3Dhttps3A2F2Ftwitter.com2Ftuiteirosafado2Fstatus2F1241038480861540353widget%3DTweet

DIA MUNDIAL DA ÁGUA – A população precisa lavar as mãos, não os governos

 – Água se tornou elemento fundamental na contenção do coronavírus, mas nem todos os brasileiros têm acesso – * Rejany Ferreira e Renata Souza – Brasil de Fato Neste domingo (22) é celebrado o Dia Mundial da Água. A data foi instituída em 1993, pela Organização das Nações Unidas (ONU), como forma de marcar a importância desse recurso natural e para incentivar sua preservação. Hoje, 27 anos depois, devido a uma pandemia global, a água ganha ainda mais protagonismo na vida humana. É um elemento fundamental na contenção do coronavírus, que se alastra com enorme velocidade em todo o planeta. Mas a água não é um bem acessível regularmente para todos os brasileiros. Não se pode lavar as mãos diante dessa realidade que tem uma vítima preferencial: quem vive a pobreza. Desde o final do ano passado, quando surgiu na China, o vírus veio gerando discussão e mobilização de toda a comunidade internacional. Com a confirmação de sua chegada ao Brasil, no final de fevereiro, e os subsequentes anúncios de vítimas fatais da covid-19, doença que acomete as pessoas infectadas, se intensificaram as campanhas e as medidas para contenção da pandemia no país. Dentre as orientações mais básicas e eficazes para que os cidadãos não sejam afetados por ela estão: lavar as mãos com frequência, usar álcool 70% e evitar aglomerações. Ocorre que vivemos em uma sociedade capitalista extremamente desigual. E à parte significativa da população brasileira são negados os recursos mais básicos. Muitas favelas lidam desde sua fundação com os desafios impostos pela escassez ou falta completa de água. Por esse e outros motivos – como a necessidade de se manter trabalhando por exemplo -, neste momento de crise, as pessoas que habitam esses territórios se encontram muito mais vulneráveis. A pandemia, assim como outras calamidades, coloca em xeque nossa humanidade. Uma sociedade que pouco ou nada percebe a pulsação de vida nas favelas e periferias terá que ser capaz de se reinventar coletivamente, voltando seus esforços para essas comunidades. Campanhas físicas ou digitais, doações, projetos de lei. Até agora essas iniciativas estão sendo tomadas por quem sempre as capitaneou: movimentos de moradores, algumas e alguns parlamentares de esquerda e ONGs. Mas é preciso muito mais. É preciso que a população como um todo compreenda que garantir todas as vidas é tarefa elementar para a construção de uma sociedade saudável, física e emocionalmente, e segura. Jovens moradores estão arrecadando fundos para produzir faixas de conscientização e as estenderem nas ruas e vielas de suas favelas. Essa mesma juventude e algumas organizações estão lançando campanhas para a distribuição de alimentos e produtos que o capitalismo deixa mais caros em momentos de dificuldades. Há ainda o projeto de lei, elaborado por nós na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que obriga as distribuidoras hídricas a estabelecerem meios alternativos de efetuar o abastecimento de água onde não há o fornecimento regular ou existem falhas. Muitas ações estão em curso. E você? Está com esse tema no topo de suas prioridades? É preciso seguir divulgando e colaborando com essas iniciativas. Mas é possível ir além: precisamos cobrar as autoridades, principalmente um presidente que nega uma realidade que se impõe de maneira evidentemente dura e preocupante. A favela e a periferia não têm escolha, elas buscam sobreviver todos os dias, não só nesse momento de pandemia de covid-19. Por isso sua população continua a sair cotidianamente para buscar o seu ganha-pão, a prioridade é manter-se vivo, mesmo que pra isso seja necessário arriscar a própria vida. Os governos precisam olhar para os habitantes dessas localidades de maneira diferenciada, pois nelas as necessidades já são muitas no dia a dia. E agora só vão aumentar. Neste domingo, um 22 de março de calamidade, se faz necessário relembrar a Lei 9.433, conhecida como Lei das Águas do Brasil. Ela que, no seu artigo 1, inciso III, afirma que em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano, e o seu artigo 2, inciso I, determina que são objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados. Se não houver empenho para que essa lei seja cumprida, sabemos qual será o trágico resultado. Que o dia da água num momento como este possa lembrar aos governantes a importância desse bem comum para toda vida humana, conforme prevê a Resolução A/RES/64/292. Água limpa e segura e saneamento básico são direitos humanos. *Renata Souza é jornalista e deputada estadual no Rio de Janeiro. **Rejany Ferreira é geógrafa, componente do Observatório da Bacia Hidrográfica do Canal do Cunha.

Bolsonaro segue cartilha de Trump ao menosprezar riscos do novo coronavírus

O presidente Jair Bolsonaro tem espelhado as táticas do presidente dos EUA Donald Trump ao se posicionar publicamente sobre a pandemia de Covid-19. Como seu colega americano, que desde o janeiro repete que o problema estava “sob controle”, uma das primeira reações de Bolsonaro foi menosprezar o impacto da doença, que chamou de “superdimensionado” e uma “fantasia”. Ambos também acusaram a imprensa e a oposição de politizar a questão para enfraquecê-los politicamente. Por fim, Trump responsabilizou a China pela pandemia, e foi seguido pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O episódio causou uma crise diplomática com o país asiático. Abaixo, observe os momentos em que Trump e Bolsonaro adotaram o mesmo discurso para falar do novo coronavírus. 1. Para minimizar a crise Nós temos [a epidemia] totalmente sob controle. É uma pessoa vindo da China e temos sob controle. Vai ficar tudo bem. – Donald Trump, 22 de janeiro Não, não estou nem um pouco preocupado [com o novo coronavírus]. – Donald Trump, 7 de março Tem a questão do coronavírus também, que no meu entender está sendo superdimensionado o poder destruidor desse vírus, certo? Então, talvez esteja sendo potencializado, até por questões econômicas – Jair Bolsonaro, 9 de março A primeira reação dos dois presidentes quando confrontados com a iminente crise de saúde pública decorrente do avanço da covid-19 foi de subestimar a gravidade do problema. Apesar dos alertas de especialistas nos EUA, Trump insistiu que a doença estava sob controle e disse diversas vezes não estar preocupado com seu impacto no país. Já Bolsonaro afirmou que a questão era “superdimensionada” e, agindo contra a recomendação de seu próprio Ministério da Saúde de que aglomerações fossem evitadas, saiu às ruas de Brasília para cumprimentar manifestantes pró-governo no dia 15 de março. Os dois presidentes também fizeram comparações equivocadas da Covid-19 com a gripe comum como forma de minimizar o perigo representado pela pandemia. Tanto Trump quanto Bolsonaro apontaram que a nova doença teria mortalidade parecida ou menor do que a da gripe, o que não é verdade. Tony, eu acho que você falou que [a gripe comum causa] de 26-27 mil até 60 mil morte por ano. São muitas mortes. Aqui [sobre o novo coronavírus] estamos falando de uma faixa muito menor. – Donald Trump, 2 de março O que eu vi até o momento é que outras gripes mataram mais do que essa [do coronavírus]. – Jair Bolsonaro, 11 de março Até porque como uma gripe outra qualquer leva a óbito. – Jair Bolsonaro, em 16 de março Embora o número absoluto de mortes causada pelo novo coronavírus seja, de fato, menor (ao menos por enquanto), ele mata mais. Ainda é cedo para dizer com certeza qual é a taxa de letalidade exata, mas estudos preliminares apontam que deva ser em torno de 1%. Já a gripe mata cerca de 0,1% dos infectados, segundo o CDC, órgão de prevenção de doenças dos EUA. 2. Culpar adversários Eu fui criticado pelos democratas quando fechei o país para a China várias semanas antes do que quase todo mundo recomendou. Muitas vidas salvas. Dems estavam trabalhando na enganação do impeachment. Não sabiam o que estava fazendo! Agora estão espalhando medo. Fique calmo e vigilante! – Donald Trump, 2 de março Tivemos vírus muito mais graves que não provocaram essa histeria. Certamente tem um interesse econômico nisso. Em 2009, teve um vírus [H1N1] também e não chegou nem perto disso. Mas era o PT no governo aqui e os democratas nos Estados Unidos. – Jair Bolsonaro, 15 de março Se afundar a economia, acaba o meu governo, acaba qualquer governo. É uma luta pelo poder. Estou há 15 meses calado, apanhando, agora vou falar. Está em jogo uma disputa política por parte desses caras (…). Nunca tratei [o presidente da Câmara, Rodrigo Maia] dessa maneira. É um jogo. Desgastar, desgastar, desgastar. Tem gente que está em campanha até hoje para 2022 dando pancada em mim o tempo todo – Jair Bolsonaro, 16 de março Para os dois chefes de Estado, o “exagero” nas reações ao coronavírus tem como pano de fundo uma disputa para enfraquecê-los politicamente. Donald Trump acusou o partido Democrata de espalhar medo entre os americanos para prejudicá-lo. Já Bolsonaro disse que a pandemia do vírus H1N1, em 2009, foi tratada com menos alarde porque o governo do Brasil era então comandado pelo PT e o dos Estados Unidos, pelo Partido Democrata, que faz oposição a Trump. O presidente brasileiro também entrou em colisão com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que criticaram seu apoio às manifestações pró-governo do dia 15 de março. Ele sugeriu que os parlamentares estariam “em campanha para 2022” e que tentavam desgastá-lo. Fake news. Nas teorias conspiratórias, sobrou também para a imprensa. Trump acusou a “MSDNC” [junção de MSNBC, emissora americana, e DNC, sigla para Comitê Nacional do Partido Democrata] e a CNN, críticas à sua administração, de usar o coronavírus para criar pânico nos mercados. As emissoras fake news sem audiência MSDNC (Comcast) & @CNN estão fazendo todo o possível para fazer o Caronavírus [sic] parecer tão ruim quanto possível, inclusive criando pânico nos mercados, se possível – Donald Trump, 26 de fevereiro Muito mais fantasia, a questão do coronavírus, que não é isso tudo que a grande mídia propala, ou propaga, pelo mundo todo” – Jair Bolsonaro, 10 de março Na mesma linha, Bolsonaro disse que a Covid-19 “não é tudo isso que a grande mídia propala, ou propaga”. Ele também reclamou do fato de jornalistas terem noticiado seu apoio e seu comparecimento aos atos do dia 15 de março. “Vimos críticas em cima deste evento, como se fosse o único a ocorrer e como se tivesse sido convocado por mim.” 3. Acusar a China Para as pessoas que estão sem trabalho por causa das importantes e necessárias políticas de contenção, por exemplo o fechamento de hotéis, bares e restaurantes, o dinheiro chegará em breve a vocês. O ataque do Vírus Chinês não é culpa de vocês! Seremos mais fortes do que nunca – Donald Trump, 18 de março O mundo está pagando um preço muito

Bolsonaro já cometeu 15 crimes de responsabilidade e continua impune

 – Levantamento foi feito pela Folha de S. Paulo, que apoiou o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff, que não cometeu nenhum e foi afastada – A mídia brasileira, que apoiou o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff, afastada do cargo sem crime de responsabilidade, hoje tem de lidar com Jair Bolsonaro, que comete tais crimes em série – e segue impune. Neste domingo, a Folha de S. Paulo aponta nada menos do que 15 crimes de responsabilidade já cometidos por ele. “Ao incentivar e participar de ato contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal no último domingo (15), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acumulou mais um item a uma já longa lista de situações em que crimes de responsabilidade podem ter sido cometidos por ele na Presidência da República. A Folha listou ao menos 15 exemplos desde janeiro do ano passado. Para além da participação nos protestos, o presidente já deu declarações falsas, insultou jornalistas e tomou medidas que contrariam princípios da Constituição, como uma ameaça de fechar a Ancine caso não fosse possível “filtrar” o conteúdo das produções apoiadas pela agência de cinema – o que poderia ser entendido como tentativa de censura”, aponta a reportagem. “Em fevereiro de 2019, o presidente publicou em suas redes sociais um vídeo durante o Carnaval em São Paulo. Nas imagens, um homem aparece dançando sobre um ponto de táxi mexendo no próprio ânus. Na sequência, surge outro rapaz, que urina em sua cabeça. Há também situações como a que insultou, com conotação sexual, a jornalista da Folha Patrícia Campos Mello ou quando usou informações falsas para atacar a colunista de O Globo Miriam Leitão, torturada pela ditadura militar”, lembra o jornal.

Bolsonaro edita MP que sobrepõe medidas de governadores sobre transportes

 – Em resposta às ações de Witzel e Doria, presidente garantiu que normas sobre circulação interestadual e intermunicipal são de competência federal – Ex-aliado, Witzel se tornou um grande desafeto de Bolsonaro Mauro Pimentel/ AFP/ Marcos Corrêa/PR/VEJA O presidente Jair Bolsonaro editou na noite de sexta-feira 20 uma medida provisória e um decreto que garantem ao governo federal a competência sobre a circulação interestadual e intermunicipal. A medida é uma respostas às ações tomadas por governadores, em especial ao do Rio, Wilson Witzel (PSC), e ao de São Paulo, João Doria (PSDB), no combate à pandemia do coronavírus. Leia também: https://emcimadanoticia.com/2020/03/21/irresponsavel-o-imbecil-bolsonaro-divulga-cura-fake-para-o-coronavirus/ Por meio da MP 926/2020, Bolsonaro definiu o que são serviços públicos e atividades essenciais, aquelas que não podem ser paralisadas, pois, segundo a medida, “colocam em perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população” A medida provisória e o decreto têm força de lei que já estão em vigor. Entre os serviços essenciais estão os relacionados à assistência de saúde e o transporte intermunicipal, interestadual e internacional de passageiros, além do transporte por aplicativo. O decreto fala ainda da importância de garantir o transporte de “cargas de qualquer espécie que possam acarretar desabastecimento de gêneros necessários à população”. A medida determina que restrições de trânsito sejam embasadas em fundamentação técnica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Leia também: https://emcimadanoticia.com/2020/03/21/chega-alguem-precisa-frear-as-asneiras-deste-imbecil-presidente/ Desde o início do aumento de casos de Covid-19 no país, Bolsonaro tem feito oposição a seus ex-aliados Witzel e Doria (PSDB), que começaram a tomar medidas para diminuir a circulação de pessoas, enquanto o presidente trata o assunto como “histeria”.

Irresponsável, o imbecil Bolsonaro divulga cura fake para o coronavírus

 – Em vídeo, ele cita a cloroquina como solução para o tratamento contra a Covid-19, medicamento que ainda está em fase de testes e não tem eficácia comprovada – Sem limites para a irresponsabilidade no combate à crise do coronavírus, Jair Bolsonaro divulgou em suas redes sociais um vídeo em que anuncia o uso da cloroquina como solução efetiva para a cura da Covid-19, doença provocada pelo vírus. No entanto, os estudos com a cloroquina, medicamento usado há quase 100 anos contra a malária, ainda estão em fase de testes e não são conclusivos para humanos, além de demonstrarem diversos efeitos colaterais. Mesmo sem conclusões científicas e afirmando ele próprio no vídeo que profissionais do Hospital Albert Einstein apenas “iniciaram protocolos de pesquisa” com o medicamento, Bolsonaro anuncia que já determinou ao laboratório químico e farmacêutico do Exército o aumento da produção da substância. – Hospital Albert Einstein e a possível cura dos pacientes com o Covid-19. pic.twitter.com/Aia4RzTVlp — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) March 21, 2020 Vídeo irresponsável de Bolsonaro foi filmado pelos filhos Na peça, ele anunciou cura fake para o coronavírus e não falou em nenhum momento sobre isolamento e medidas de contenção da pandemia O polêmico vídeo publicado nas redes sociais em que Jair Bolsonaro anuncia, de forma irresponsável, uma cura ainda não comprovada para a Covid-19, doença causada pelo coronavírus, foi filmado por seus filhos. Circula nas redes a imagem de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro em frente ao pai enquanto ele fala sobre os testes realizados pelo Hospital Albert Einstein com a cloroquina, ainda não concluídos. Em sua fala, ele não cita nenhuma medida de restrição de circulação de pessoas, que vem sendo adotadas cada vez mais por governadores e recomendadas pelo seu próprio ministro da Saúde. Bolsonaro tem chamado a pandemia de “histeria” e “gripezinha”. O monstro falando em cura do vírus e os milicianinhos gravando. E nenhuma recomendação de resguardo. Esses quatro vão passar o ano novo em cana. Escrevam. https://t.co/aSrBb6Cgfv — Bruno Torturra (@torturra) March 21, 2020

CHEGA! Alguém precisa frear as asneiras deste imbecil presidente

 – Bolsonaro nega risco do coronavírus, defende cultos evangélicos e ameaça a vida de milhões de brasileiros – Em entrevista ao apresentador Ratinho, Jair Bolsonaro defendeu o direito de pastores realizarem cultos evangélicos em meio à pandemia de coronavírus e, assim, ameaçou a vida de milhões de brasileiros. “Onde já se viu, tem prefeito querendo impedir isso. É um direito constitucional e o pastor vai saber como conduzir isso com o seu povo”, disse ele,, ignorando todos os alertas de instituições de saúde de todo o mundo. Ratinho recebe para fazer elogios O apresentador Ratinho, do SBT, recebeu a quantia de R$ 915 mil do governo de Jair Bolsonaro para fazer quatro elogios à proposta da Reforma da Previdência. Ele foi o maior beneficiado na distribuição da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo, comandada por Fábio Wajngarten, que pagou os apresentadores preferidos de Bolsonaro. Além de convidar para o seu programa o próprio presidente da República e seus filhos, especialmente em momentos de crise, com conversas amigáveis, Ratinho disse durante a campanha da Previdência que “as mudanças são claras e boas para o Brasil” e também perguntou: “você acha que se a Previdência fosse ruim para o povo, eu estaria a favor?”.