Família dos Equídeos – Carlos Bolsonaro é ignorante igual o pai dele, diz sua mãe

 – Rogéria, mãe de Carlos Bolsonaro, diz que o filho tem “temperamento cavalar” como o do pai e não descarta volta à política – Por Clara Averbuck – Revista Fórum Mãe de zero um (Flávio Bolsonaro, senador), zero dois (Carlos Bolsonaro, vereador) e zero três (Eduardo Bolsonaro, deputado estadual), Rogéria Bolsonaro, ex-mulher do presidente, diz que não tem problema nenhum em não ser a primeira dama. Em entrevista ao canal de youtube de Ieda Nagle, que elogiou “os meninos” por “serem muito bem educados no trato pessoal”, ao que Rogéria respondeu “é verdade, a mãe é que fica em casa o tempo todo”, ela conta que não trabalhava e cuidava direto dos filhos. Cozinhava, “tinha empregada”, mas cuidava de tudo. A criação foi muito disciplinada, mas os filhos eram da “pá virada”: ela tinha uma correia pra “bater na mesa” e um chinelo para bater nos filhos. Só batia no bumbum e nunca quando estava com raiva”, frisa. Ela conta que Carlos tem “dois lados”: o lado “mais bravo e reativo” e o lado “dócil”. O perfil “mais intempestivo”, na opinião da mãe, é puxado do pai: um “temperamento mais explosivo, cavalar”. Já o “Dudu era muito feinho”, segundo ela. Entre outros detalhes da criação dos filhos, que envolve os gases do jovem Eduardo e a confidência de que Jair dizia para que ela não ficasse pegando muito os filhos no colo para não “virar viado” (nada contra, ela até respeita), ela conta que insistia no carinho para que eles se tornassem homens “carinhosos e completos”. Ao ser perguntada se Jair era um pai presente, disse que ele era “mais tipo um irmão mais velho”, o que quer que isso signifique. “O sargentão da casa era eu”, afirmou. Sobre o filho do meio, a mãe conta: “Ele tem esses dois lados. O lado pitbull, de defender o pai ou qualquer um que ele goste e que veja ameaçado. E tem esse outro lado dócil também. Ele é muito querido, muito carinhoso. Valeu a pena as noites acordada com eles no colo” “O Carlos já é mais intempestivo. Porrada e mete o pé quando tiver de ser, em quem tiver de ser. Ele já é mais o pai, aquele temperamento mais explosivo, cavalar”. Sobre as falas grosseiras e agressivas do ex-marido, ela não titubeia: “Às, vezes, eu falo… Não adianta, nada: ‘Podia ter ficado quieto. Perdeu uma ótima oportunidade de ficar quieto’. Mas ele é assim mesmo, ele fala… E eu acho que não tem de mudar, não. Ele foi eleito assim, desse jeito. E tem de ficar assim. ‘Tem de ser mais polido’: negativo. Tem de ser do jeito que ele é: autêntico, grosso, simples, humilde”, fincou Rogéria. A ex-mulher de Jair se elegeu para dois mandatos parlamentares, a pedido de seu marido. O Gabinete dela era um “ponto de apoio” para os trabalhos dele em Brasília. “Eu tinha prazer porque eu estava ajudando ele. Isso incomodava mais as pessoas: ‘Você não pode fazer isso, você tem de ter sua atividade, falar e fazer e acontecer’. Para mim, não, para mim me satisfazia estar ajudando, simplesmente. E isso me bastava”, justificou, firmando sua posição de coadjuvante. Ieda comenta que identificou em Carluxo uma vontade de deixar a política. A mãe admitiu que pode, sim, acontecer, devido a chegada do pai ao cargo de presidente. “Olha só, ele realmente tem (vontade de) cuidar da vida dele que não seja isso na vida dentro da política. Porque é muito ingrato, é uma vida muito ingrata. Ainda mais nessa situação em que o pai é presidente da República. A gente sabia até que ia ser, mas está acontecendo de uma maneira muito mas está acontecendo de uma maneira muito estúpida. Dói. Então, assim, acho que em algum momento ele vai sair, sim. Mas tudo vai se resolver, se eu vou ser candidata ou não”. Ou seja: ela não descarta uma volta à política nos próximos anos. “Olha, se tiver que acontecer, vai acontecer e eu tô aí”. Muito difícil mesmo a vida desta família.

STF decide que sonegar ICMS pode levar empresário à prisão

 A decisão deverá atingir os contribuintes que, de forma contumaz e com dolo de apropriação, deixaram de repassar o ICMS aos governos estaduais O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (18), por 7 votos a 3, considerar crime o não pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), devidamente declarado. Com a decisão, os responsáveis por empresas que não repassarem ao estado o valor recolhido de ICMS poderão ser processados pelo crime de apropriação indébita tributária, com base no artigo 2º, inciso II, da Lei 8.137/90. Até então, a falta de pagamento não era reconhecida como crime tributário, mas como simples inadimplemento do valor. O ICMS é a principal fonte de receita dos estados, cobrado pela movimentação de mercadorias e serviços, devendo ser recolhido e repassado ao governo por uma empresa na venda de algum produto ou serviço. O dispositivo definiu como crime tributário “deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos”. A decisão deverá atingir os contribuintes que, de forma contumaz e com dolo de apropriação, deixaram de repassar o ICMS aos governos estaduais. A pena prevista para o crime é de seis meses a dois anos de detenção, no entanto, são suspensas mediante o pagamento da dívida ou pela adesão a programas de refinanciamento de dívidas (Refis). Votos A maioria dos ministros seguiu voto do relator ministro Luís Roberto Barroso, na sessão de 11 de dezembro, primeiro dia do julgamento. No entendimento do ministro, o ICMS não faz parte do patrimônio da empresa, que é mera depositária do valor, devendo repassá-lo à Receita estadual. O entendimento foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Edson Fachin, Cármen Lúcia e o presidente da Corte, Dias Toffoli. Os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio se manifestaram contra a criminalização, por entenderem que a conduta não foi tipificada na lei de crimes tributários, sendo apenas uma dívida fiscal. Templos isentos Templos religiosos e entidades beneficentes de assistência social poderão continuar isentos de ICMS até 31 de dezembro de 2032. Este foi o entendimento da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em novembro. Por unanimidade, os senadores aprovaram o projeto que prorroga por mais 15 anos, contados a partir de 2017, a possibilidade de os estados darem isenções, incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais a essas instituições (PLP 55/2019). Com informações da Agência Brasil

Bolsonaro temia prisão de Flávio e achava que ação do MP seria após o Natal

 – Parlamentares comentam que cerco contra o filho era a principal preocupação de Bolsonaro neste fim de ano. Presidente se reuniu com advogados dias antes do início da operação – Nas últimas semanas, o presidente Jair Bolsonaro se queixou a parlamentares próximos sobre seu medo de que o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, voltasse a ser investigado no caso de corrupção envolvendo o ex-assessor Fabrício Queiroz. A expectativa do presidente, no entanto, era de que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) só deflagrasse os mandados de busca e apreensão no ano que vem, mas medida aconteceu antes do previsto. Deputados e senadores ouvidos pela Folha de S. Paulo comentaram que Bolsonaro temia a prisão do filho e que essa era sua principal preocupação neste fim de ano. “De cada dez assuntos que discutia, dois se referiam à situação do filho”, disse uma das fontes. O comportamento de Bolsonaro nos últimos dias revela que o presidente já tinha conhecimento da gravidade da situação de Flávio. Ele se reuniu dois dias seguidos com o advogado Frederick Wassef, que responde pela defesa dos dois, sendo que um dos encontros foi no sábado (14), no Palácio do Alvorada. Na segunda-feira (16) à noite, Flávio foi ao encontro do pai na residência oficial e, nesta quarta-feira (18), após a deflagração da operação, o senador voltou a se reunir com o presidente na Alvorada, algo que estava fora de sua agenda oficial. Na manhã desta quarta-feira (18), o MP-RJ cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em endereços de ex-assessores do filho do presidente, o que inclui Fabrício Queiroz e parentes da ex-esposa de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle. As medidas miram acusações de lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público.

Parentes de Bolsonaro sacavam salário para repasse no esquema de corrução

 – Segundo o MP-RJ, o total recebido pelos nove integrantes do clã que tiveram o sigilo quebrado é de R$ 4,8 milhões, sendo que mais de R$ 4 milhões foram sacados em dinheiro para ser repassado ao esquema que funcionava no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj – No pedido feito à Justiça para cumprimento dos mandados de busca e apreensão realizados nesta quarta-feira (18), o Ministério Público do Rio de Janeiro afirma que os parentes de Ana Siqueira Valle, segunda mulher de Jair Bolsonaro, “sacavam quase a integralidade dos salários recebidos na Alerj para repassar os valores em espécie a outros integrantes da organização criminosa”. Ao menos nove parentes de Bolsonaro que atuaram no gabinete de Flávio Bolsonaro (ex-PSL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) estão envolvidos no esquema de corrupção, desviando parte do dinheiro público recebido como salário para o esquema de “rachadinha”, comandado pelo ex-PM Fabrício Queiroz. O MP diz que “os integrantes da família Siqueira, de forma peculiar, costumavam sacar em espécie percentuais elevados dos seus rendimentos em datas próximas aos pagamentos mensais na Alerj”. O total recebido pelos nove integrantes da família que tiveram o sigílo quebrado é de R$ 4,8 milhões. Desse montante, 83% foi sacado em espécie. Ou seja, pouco mais de R$ 4 milhões. Saiba quem são os parentes de Bolsonaro investigados por corrupção no gabinete de Flávio Entre os funcionários fantasmas nomeados na Alerj, estão irmãos, pais, tios e primos de Ana Cristina, ex-esposa do presidente Advogada, ex-candidata a deputada federal pelo Podemos e mãe de Jair Renan Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle possui um vasto histórico de nomeações de familiares no gabinete do ex-marido e ex-deputado federal, Jair Bolsonaro, assim como no do ex-deputado estadual da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Nesta quarta-feira (18), familiares de Ana Cristina viraram alvo de busca e apreensão pelo Ministério Público após denúncias de práticas de corrupção no gabinete do filho do presidente. As nomeações dos parentes começaram assim que Bolsonaro passou a viver com Ana Cristina, em 1998. Na época, os pais dela se tornaram assessores do então deputado federal na Câmara e, depois disso, vieram diversos outros parentes para ocupar cargos públicos no gabinete de Flávio, sempre recebendo salários acima de R$ 4 mil. Segundo relatos de pessoas próximas da família, os parentes de Ana Cristina nunca fizeram o trabalho de assessoria parlamentar. O que ocorria, na verdade, eram práticas de “rachadinha”, sendo que familiares chegavam a devolver 90% do que recebiam. Entre os nomeados no gabinete da Alerj, estavam irmãos, pais, tios e primos de Ana Cristina. A maioria deles vivem em Resende, no sul do Rio de Janeiro, e tiveram os sigilos fiscal e bancário quebrados com autorização judicial. Os nove São alvo de busca e apreensão pelo menos nove parentes de Ana Cristina: José Procópio Valle, ex-sogro de Bolsonaro, Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada de Bolsonaro, além dos primos Francisco Diniz, Daniela Gomes, Juliana Vargas e os tios Guilherme dos Santos Hudson, Ana Maria Siqueira Hudson, Maria José de Siqueira e Silva e Marina Siqueira Diniz. – José Procópio Valle, ex-sogro de Bolsonaro Vendedor aposentado, José Cândido Procópio da Silva Valle, de 76 anos, é pai de Ana Cristina. Ele foi nomeado no gabinete de Flávio em 2003, onde recebia um salário bruto de R$ 6.322,28. Ele foi exonerado em 2008 e, durante todo o período, segundo reportagem do O Globo, nunca teve crachá da Alerj. – Andrea Valle, irmã de Ana Cristina e fisiculturista Irmã da ex-mulher de Bolsonaro, a fisiculturista Andrea Siqueira Valle, de 47 anos, foi nomeada para o cargo em 2008. Assim como José Cândido, por nove anos ela nunca teve identificação funcional. Apenas em 2017 foi pedido um crachá da Alerj em seu nome. Tinha salário bruto de R$ 7.326,64, além de receber auxílio educação de R$ 1.193,36. – Francisco Diniz, veterinário O veterinário Francisco Siqueira Guimarães Diniz é primo da ex-mulher de Bolsonaro e foi nomeado no gabinete de Flávio quando tinha 21 anos, em 2003. Em 2005, começou a cursar a faculdade de Medicina Veterinária em Barra Mansa. Funcionário fantasma por 14 anos, nunca teve crachá na Alerj. – Maria José, professora de Resende A professora aposentada Maria José Siqueira e Silva, de 77 anos, também nunca teve crachá funcional da Alerj. Atuou no gabinete de Flávio de outubro de 2003 até maio de 2012. Ela é tia de Ana Cristina e chegou a receber um salário bruto de R$ 4.400,06. – Marina Siqueira Guimarães, tia de Ana Cristina Marina recebia o salário de R$ 5,9 mil no gabinete do deputado. – Ana Maria Hudson e Guilherme Henrique dos Santos Hudson, tios de Ana Cristina Ambos recebiam salário bruto de R$ 9,8 mil cada enquanto trabalhavam para Flávio Bolsonaro na Alerj. – Francisco Diniz, Juliana Vargas e Daniela Gomes, primos de Ana Cristina Juliana e Francisco recebiam R$ 7,3 mil no gabinete. Já Daniela recebia R$ 6,4 mil e atuou com Flávio Bolsonaro entre 2004 e 2011. Fabrício Queiroz Marcia Aguiar e Evelyn Mayara de Aguiar Gerbatim, esposa e enteada de Fabrício Queiroz, também são investigadas pelo Ministério Público por suspeita de corrupção no gabinete do filho do presidente. Ex-assessor de Flávio, Queiroz foi citado pelo Coaf em julho do ano passado por movimentações financeiras suspeitas de R$ 1,2 milhão e também teve os sigilos fiscal e bancário quabrados.

Jesus Cristo ‘gay’ do Porta dos Fundos bate recorde na Netflix

O especial de Natal produzido pelo Porta dos Fundos que retrata Jesus Cristo como gay bateu recordes de audiência e conquistou o título de produção brasileira mais vista na história da plataforma de streaming Netflix. A informação é do jornal O Globo. Ainda segundo o jornal, diante do sucesso, a plataforma já fechou um acordo para a produção de um novo especial de Natal no ano de 2020. A atração foi recebida com protestos por grupos religiosos extremistas e políticos da direita, após Jesus Cristo ser retratado como gay. Grupos religiosos fundamentalistas chegaram a propor boicote à Netflix e fazer abaixo-assinados para pedir o cancelamento do especial. Um juiz também se manifestou para processar a plataforma online por conta da exibição do especial do Porta dos Fundos. Com muito humor e qualidade, a atração conquistou os brasileiros, apesar da grita dos conservadores e reacionários.

TSE aprova normas para eleição municipal de 2020

 – CNJ, TCU e Forças Armadas agora poderão fiscalizar votação – O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta-feira (12) as primeiras quatro resoluções com regras para a eleição municipal de 2020, entre as quais a que regulamenta os procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação. Neste caso, a principal novidade foi a ampliação do rol de entidades que podem fiscalizar a votação, que passa agora a incluir, por exemplo, as Forças Armadas, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Contas da União (TCU) e entidades privadas, sem fins lucrativos, que possuam notória atuação em fiscalização e transparência da gestão pública e sejam previamente credenciadas junto ao TSE. Elas se juntam às entidades que tradicionalmente já constavam da lista, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF), Ministério Público, Polícia Federal e os departamentos de tecnologia da informação de universidades. Pesquisas Outra resolução aprovada nesta quinta-feira foi a que regulamenta a realização de pesquisas de intenção de voto, que – a partir de 1º de janeiro – só poderão ser realizadas mediante registro de uma série de informações junto ao TSE. Pela primeira vez, essa resolução passa a trazer a proibição expressa de que sejam excluídos da lista da pesquisa os nomes de candidatos que tenham a confirmação de seu registro de candidatura ainda pendente de aprovação pelo TSE. Agora, um candidato só pode ter seu nome excluído de uma pesquisa eleitoral quando seu registro não estiver mais sub judice, ou seja, quando sua candidatura tiver sido indeferida em definitivo, sem possibilidade de recurso judicial. A norma visa evitar o que ocorreu em 2018, quando houve mais de um pedido ao TSE para que o nome do então candidato ao PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fosse retirado de pesquisas eleitorais ante a perspectiva de que ele tivesse seu registro de candidatura negado. À época, a Justiça Eleitoral somente permitiu a retirada do nome do ex-presidente das pesquisas depois da confirmação do indeferimento de sua candidatura. Outras resoluções Também foram aprovadas nesta quinta-feira as resoluções relativas aos lacres das urnas e ao cronograma do cadastro de eleitores. Pela legislação, o TSE tem até o fim deste ano para aprovar todas as resoluções relativas ao pleito do ano que vem. Uma das mais esperadas é a que trata da propaganda eleitoral, que deve trazer novidades a respeito do uso da internet e também sobre as notícias falsas, também conhecidas como fake news. As informações são da Agência Brasil.

Licença de Moro para matar pretos, pobres e putas foi derrotada no Senado

 – O ministro da Justiça Sérgio Moro teve a derrota de seu pacote anticrime confirmada pelo Senado da República – Os senadores votaram ontem o mesmo texto aprovado pela Câmara na semana passada, quando os deputados impuseram limites à proposta do ex-juiz da Lava Jato. Do projeto original de Moro ficaram itens como a ampliação da chamada “excludente de ilicitude” — que isentaria de punição policiais que viessem a matar “sob medo, surpresa ou violenta emoção”. Também foram suprimidas a possibilidade de que audiências com presos fossem realizadas por videoconferência e a instituição do plea bargain (um acordo entre acusação e defesa para encerrar o processo em troca de redução de pena). Para os parlamentares, a tal excludente de ilicitude significaria a “licença para matar” pretos e pobres nas periferias brasileiras. A derrota de Sérgio Moro no âmbito do Senado se completou com a “Vitória de Pirro” obtida pelo ministro da Justiça, qual seja, ele “ganhou” mas não levou a prisão em segunda instância. A CCJ do Senado aprovou o texto-base da modificação [inconstitucional] do art. 283 do Código de Processo Penal (CPP), que é um espelho do art. 5º, inciso LVII, da Constituição. Por ser cláusula pétrea, somente uma Assembleia Nacional Constituinte teria força para alterá-lo. Explica-se a derrota de Moro na questão da segunda instância: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), engavetou a proposta da execução da pena antecipada para o ano que vem. A derrota do ministro Moro foi ampliada ainda como o surgimento no pacote anticrime do juiz de garantias, que é um magistrado responsável pela supervisão de uma investigação criminal, diverso daquele que decidirá sobre o caso. Portanto, Alcolumbre se comportou como um vendedor de doces na praia: ‘moça bonita não paga, mas também não leva…’ Com Blog do Esmael

Família Franciscana repudia lei sancionada por Bolsonaro

 – Grupo católico critica lei que declara o dia de São Francisco de Assis como dia Nacional do Rodeio – Publicado no UNISINOS Neste dia Internacional de Direitos Humanos, 10 de dezembro, a Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB) e o Serviço Interfranciscano de Justiça, Paz e Ecologia repudiam, em nota, lei sancionada por Bolsonaro, que declara o dia 4 de outubro, dia de São Francisco de Assis e dia dos animais, como dia Nacional do Rodeio. Afirma a nota publicada pelo portal FalaChico, 10-12-2019, que se trata de “uma perversa associação de datas”, dentro do “quadro de ações do atual Governo, que responde exclusivamente ao interesse do capital financeiro acima de qualquer perspectiva de cuidado e valorização da vida”. Nota de repúdio “A vida acima de qualquer interesse” O presidente Jair Bolsonaro sancionou na última quinta-feira (06/12/2019) a Lei nº 13.922, de 04 de dezembro de 2019, que institui o Dia Nacional do Rodeio, resultado do projeto de autoria do deputado Capitão Augusto (PL/SP). Na justificativa da proposta, seu autor afirma que o Dia do Rodeio deve ser comemorado “(…) no dia 04 de outubro de cada ano, em alusão ao dia dos animais, mesma data em que também se festeja o dia de São Francisco de Assis, que é santo protetor dos animais”. Nós, Franciscanos e Franciscanas do Brasil repudiamos com toda veemência a perversa associação entre as datas mencionadas. Francisco de Assis representa a partir de sua história uma relação cuidadosa e respeitosa com toda a forma de vida. Baseado nisso e na perspectiva da integralidade e da interdependência da vida no planeta, o Papa Francisco, assim aponta: “Seria errado pensar que os outros seres vivos devem ser considerados como meros objetos submetidos ao domínio arbitrário do ser humano. Quando se propõe uma visão da natureza unicamente como objeto de lucro e interesse, isso comporta graves consequências também para a sociedade”. (Laudato Sí) É evidente que esta “sanção” compõe um quadro de ações do atual Governo, que responde exclusivamente ao interesse do capital financeiro acima de qualquer perspectiva de cuidado e valorização da vida. Nestes últimos meses, são inúmeros os retrocessos na área ambiental, desde a perseguição às ONGs, passando pela militarização das entidades científicas e chegando até a ampla liberação de agrotóxicos, onde 30% dos ingredientes que são liberados no Brasil, são barrados na Europa. Sobre a Reforma Agrária, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em 2019, paralisou 66 projetos de assentamentos. Em relação a luta pelos direitos dos indígenas, suas terras têm sido ameaçadas, justificada pela desvirtuada alegação de que elas “inviabilizam o país” e fragilizam a soberania nacional, e que deveriam ter suas demarcações liberadas para as mineradoras. Estas ações são parte de uma estratégia política e econômica em todos os âmbitos e setores do Estado. As recentes reformas trabalhista e previdenciária, assim como “ajustes” e cortes no orçamento público tem gerado índices alarmantes de desemprego e aumento de trabalhos informais, o que gera mais empobrecimento e miséria, outros dados, apontam ainda o crescimento do genocídio da juventude, da população negra e indígena. Atrelado a isto, a agenda ideológica contra o enfoque de gênero, desrespeito a diversidade cultural e religiosa, o descaso frente às políticas básicas de saúde e educação agravam ainda mais o atual contexto. Enquanto isso, na contramão histórica, a agenda ambiental e de direitos humanos é prioridade internacional em diversos marcos e tratados entre as nações. Destacando-se os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS, que segundo relatórios de organizações da sociedade civil o Brasil não cumprirá esta agenda, por consequência das atuais políticas adotadas. Os valores franciscanos defendem práticas, normas e políticas públicas que valorizam a vida e reprimam todas as formas de crueldade contra a natureza. Somos parte dela! Por isso, rejeitamos toda ação que sobrepõe o lucro ao meio ambiente e quaisquer formas de violações de direitos. Repudiamos a nefasta e contraditória associação simbólica e política entre a Lei nº 13.922/2019, que institui o Dia do Rodeio, e o Dia de São Francisco e dos Animais: o primeiro por representar um projeto de violência e morte, e o segundo um projeto de defesa e proteção da vida. Por todas estas razões, convocamos Movimentos, Coletivos, Redes, Fóruns, Sociedade em Geral e a todas as instâncias do Estado para revisão imediata dessa equivocada e ultrajante decisão. 10 de Dezembro de 2019.

Brasil ganha novo partido político: o Unidade Popular, de esquerda e socialista

  – Legenda conseguiu reunir mais de 1,2 milhão de assinaturas para a criação do partido, que foi oficializada por unanimidade pelo TSE – O Brasil ganhou nesta terça-feira (10) seu mais novo partido político, que é de esquerda e socialista. Trata-se dA Unidade Popular pelo Socialismo (UP), que será representado pelo número 80 nas urnas. A criação do partido foi oficializada por unanimidade no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a coleta de mais de 1,2 milhão de assinaturas. A UP torna-se, assim, a 33ª legenda em funcionamento no país. A agremiação já poderá disputar cargos eletivos nas eleições municipais do ano que vem. “O registro eleitoral da UP é o resultado de um esforço coletivo de centenas de militantes populares brasileiros, apoiado por mais de 1,2 milhão de pessoas que identificaram em nós seus anseios e depositaram a confiança de quem sabe que o mundo pode e deve ser transformado. A construção da Unidade Popular é prova de que o programa socialista e o Poder Popular têm, sim, adesão junto às camadas populares e está mais atual do que nunca”, diz texto do partido divulgado na página oficial do Facebook após a oficialização do registro da legenda. O primeiro Congresso Nacional da UP foi realizado em março deste ano em Belo Horizonte. À época, em entrevista à Fórum, o presidente nacional da sigla, Leonardo Péricles, falou sobre as motivações para a criação do partido. “A UP nasce da vontade consciente de centenas de militantes que não foram contaminados pela burocracia dos gabinetes e não tiveram medo de ir às ruas, praças, trens, metros, portas de escolas, universidades e fábricas, vilas e favelas e coletaram 1,2 milhão de assinaturas de apoio para a legalização do partido”, disse. “A UP se propõe a ser um polo que contribua com a reorganização da esquerda no meio do povo pobre a partir de um programa revolucionário, mas que, ao mesmo tempo, dialogue com o povo. Quem devemos combater? O capital financeiro internacional e os muito ricos, as classes que dominam no Brasil, que carregam desde o período da escravidão o racismo, o machismo, o autoritarismo e principalmente a política anti-pobre que leva o Brasil a ser dependente, humilhado e saqueado como é hoje”, completou Péricles. Em seu programa, a UP defende o controle social de todos os monopólios e consórcios capitalistas e dos meios de produção nos setores estratégicos da economia, Reforma Agrária Popular, garantia de livre a acesso do povo à universidade, entre outros 22 pontos. Via Revista Fórum

Brasil de Bolsonaro: assaltantes invadem frigorífico e roubam 390 kg de carne

 –  Aumento do preço já faz carne bovina virar praticamente um artigo de luxo e ser alvo de assaltantes – Na “nova era” prometida pelo governo de Jair Bolsonaro, a carne bovina já se tornou um artigo de luxo e, inclusive, alvo de assaltantes. Na madrugada desta terça-feira (10), ladrões invadiram um frigorífico na comunidade de Engenho Novo, interior de Capinzal (SC), e roubaram aproximadamente 390 quilos de carne. De acordo com o site ClicRDC, a Polícia Militar constatou que as portas do local estavam arrombadas e o escritório estava revirado. Os criminosos ainda não foram localizados. Em novembro, o preço da carne bovina explodiu em todo o país. A valorização do dólar e o aumento de exportações para a China são alguns dos fatores que influenciaram no descontrole dos valores. Enquanto o preço do boi gordo em São Paulo subiu em média 35,5% em novembro em relação a outubro, o do porco avançou 13,3% e o do frango congelado, 17,8%, de acordo com dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da USP. Em Santa Catarina, estado onde ocorreu o assalto ao frigorífico, o aumento do preço da carne bovina chega a 25%.