Crime eleitoral – WhatsApp reconhece que foi violado na campanha de Bolsonaro

Pela primeira vez, o WhatsApp admitiu que a eleição presidencial de 2018 teve uso de envios maciços de mensagens, com sistemas automatizados contratados de empresas. A prática, ilegal, beneficiou campanhas como a de Jair Bolsonaro (PSL). “Houve a atuação de empresas fornecedoras de envios maciços de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir grande número de pessoas”, disse Ben Supple, gerente de Políticas Públicas e Eleições Globais do WhatsApp, em palestra no Festival Gabo. Em uma série de reportagens desde outubro do ano passado, a Folha de S.Paulo revelou a contratação, durante a campanha, de empresas de marketing que faziam envios maciços de mensagens políticas, usando de forma fraudulenta CPFs de idosos e até contratando agências estrangeiras. Uma das reportagens noticiou que empresários apoiadores de Bolsonaro bancaram o disparo de mensagens em massa contra Fernando Haddad (PT), que foi derrotado. O TSE veda o uso de ferramentas de automatização, como os softwares de disparo em massa. Além disso, conforme mostrou a Folha, empresários contrataram disparos a favor e contra candidatos, sem declarar esses gastos à Justiça Eleitoral, o que configura o crime de caixa dois. No mesmo evento, o executivo do WhatsApp condenou os grupos públicos da plataforma acessados por meio de links que distribuem conteúdo político, na maior parte das vezes relacionados ao governo Bolsonaro. “Vemos esses grupos como tabloides sensacionalistas, onde as pessoas querem espalhar uma mensagem para uma plateia e normalmente divulgam conteúdo mais polêmico e problemático”, disse Ben Supple. “Nossa visão é: não entre nesses grupos grandes, com gente que você não conhece. Saia desses grupos e os denuncie.” Segundo o executivo, o WhatsApp desencoraja “o uso dos grupos como listas de transmissão” de conteúdos, como ocorre com muitos grupos de apoiadores de políticos. “O WhatsApp foi criado para abrigar conversas orgânicas, entre famílias e amigos.” Indagado se o uso do WhatsApp por campanhas políticas violava as regras, ele afirmou: “Não viola desde que se respeitem todos os termos de uso [que vedam automação e envio massivo]. Todos estão sujeitos aos mesmos critérios, não importa se quem usa é um candidato à Presidência ou um camponês do interior da Índia.” Supple reconheceu, ainda, a influência do aplicativo em processos eleitorais. “Sabemos que eleições podem ser vencidas ou perdidas no WhatsApp”, disse. E afirmou que o WhatsApp despachou equipes para acompanhar as eleições de Índia, Indonésia e Parlamento Europeu no primeiro semestre. Segundo ele, a plataforma já esperava que as eleições no Brasil fossem palco de campanhas de desinformação. “Sempre soubemos que a eleição brasileira seria um desafio. Era uma eleição muito polarizada e as condições eram ideais para a disseminação de desinformação”, disse. “No Brasil, muita gente usa o WhatsApp como fonte primária de informação e não tem meios para verificar a veracidade do conteúdo.” No entanto, apenas uma minoria comete irregularidades, afirma. O executivo disse que a empresa vem adotando uma série de medidas para bloquear contas que violam as normas ao fazer envio automatizado ou maciço. E relatou que desde janeiro – quando o número de reencaminhamentos de uma mensagem foi limitado a cinco –, o número total de reencaminhamentos caiu 25%. Supple afirmou que o WhatsApp tem banido 2 milhões de contas por mês

Para abafar as suspeitas de corrupção, Bolsonaro radicaliza discurso contra imprensa

Mais armas e menos livros

 Eleito com um discurso demagógico de “tolerância zero” a irregularidades, Jair Bolsonaro, ao ser confrontado com a realidade de que estas se multiplicam em seu governo, radicaliza o discurso contra a imprensa para não perder eleitores polarizados por aquele discurso – Reportagem de Gustavo Uribe e Talita Fernandes na Folha de S.Paulo destaca que Jair Bolsonaro voltou a radicalizar seu discurso público contra denúncias e críticas publicadas pela imprensa, na tentativa de blindar o governo e evitar desgaste de imagem com os casos de corrupção e as irregularidades em seu governo. Para evitar aumento da rejeição, ele adotou uma estratégia que tem se tornado praxe na atual gestão. Em momentos de críticas, o Palácio do Planalto eleva o tom na tentativa de enfraquecer o impacto de notícias negativas. Com isso, Bolsonaro tenta também dar munição para que sua base eleitoral continue a defender seu governo. Segundo auxiliares de Bolsonaro ouvidos pelo jornal, Bolsonaro tem medo de perder apoio na sua base eleitoral. A reportagem informa que as suspeitas de corrupção estão tendo repercussão negativa para Bolsonaro nas redes sociais e minando as bases do bolsonarismo. Nos três episódios mais recentes de denúncias de corrupção envolvendo auxiliares próximos do Planalto, Bolsonaro radicalizou a retórica. Primeiro, na semana seguinte à operação da Polícia Federal contra o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), por suspeita de desvios em obras públicas, Bolsonaro disse que não falaria mais com a imprensa. Nesta semana, Bolsonaro disse que a Folha foi “às profundezas do esgoto”, porque o jornal informou que há indícios de que a campanha eleitoral do então candidato a presidente recebeu recursos via caixa 2 do esquema de candidaturas laranjas do PSL em Minas Gerais. E na última terça-feira, na entrada do Palácio da Alvorada, Bolsonaro chamou a imprensa de “fétida”. Na véspera, Bolsonaro afirmou que a cobertura jornalística não pode continuar com “covardia” e “patifaria”.

Moro e PF ignoram caixa 2 do laranjal de Bolsonaro

 Declaração de Moro em defesa de Bolsonaro surpreende juízes e procuradores A atitude do ministro Sergio Moro de defender Bolsonaro das denúncias de envolvimento no caixa 2 do laranjal do PSL, quando as investigações ainda estão sob sigilo, provocou forte reação entre juízes e membros do Ministério Público Federal (MPF). Moro demonstrou que é subserviente ao chefe e cometeu mais uma irregularidade – É com “incredulidade”, que procuradores reagem às declarações de Moro em defesa de Bolsonaro no caso do laranjal do PSL, e quanto a Ministros de cortes superiores, com alarde, informa a coluna Painel da Folha de S.Paulo. Para um membro do Superior Tribunal de Justiça, o chefe da PF mostrou parcialidade. Afinal, Moro defendeu Bolsonaro afirmando que “nem a PF e nem o Ministério Público, que atuam com independência, viram algo contra o presidente nesse inquérito”, quando o caso se encontra sob sigilo, situação em que o ministro não deveria ter informações privilegiadas.

O grande impune – As fraudes de Sérgio Moro, segundo Janio de Freitas

O ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro fraudou os fatos ao afirmar que acabou o Brasil sem justiça. Ele se vale de um embaralhamento de muitas a partir da Operação Lava Jato. Misturaram-se corrupção e impunidade como conceitos e como fatos, que passaram a ser um todo, dadas a dependência mútua e a incidência concentrada em grandes transações empresariais. A análise é de Janio de Freitas, colunista do jornal Folha de S. Paulo, num texto intitulado “O grande impune”. “Combate à corrupção e arbitrariedade associaram-se no permissivismo escandaloso, ao som de manchetes sensacionalistas, verdades e inverdades igualadas, sem memória de regras e leis. Sergio Moro é a figura simbólica dessa dissolução”, afirma ele. O colunista lembra que em solenidade palaciana por seu projeto anticrime que não combate, antes estimula certos crimes, Moro não dispensou o bordão frequente na sua vulgaridade verbal: (…) “Os tempos do Brasil sem lei e sem justiça chegaram ao fim”. “Mais uma afirmação fraudulenta. Pode-se socorrê-la, no entanto, emprestando-lhe o entendimento de que as revelações do The Intercept Brasil põem fim à complacência dos Poderes com o regime ‘sem lei’, vigente por cinco anos. Ou desde a criação da Lava Jato em março de 2014”, escreve ele. Segundo Janio de Freitas, essa reação a contragosto mostra-se como um engasgo no Supremo, no Superior Tribunal de Justiça, nos conselhos nacionais do Judiciário e do Ministério Público (procuradores). “Peça principal no impasse, o Supremo tergiversa. No caso fundamental da mutilação, em julgamentos por Sergio Moro, do tempo e outros direitos da defesa, ao menos 5 dos 11 ministros lutam com suas preferências. É a divisão do tribunal já conhecida, mas ainda não vista em situação tão significativa”, avalia. Colunista afirma também que, sob o comando de Sergio Moro, o objetivo primordial foi manipular a eleição presidencial, o que ocorreu à vista de todo o país. Desse resultado desdobraram-se os efeitos econômicos, pré-sal à frente, e de política externa. Mais tarde serão conhecidas as influências do exterior, como em todos os episódios anômalos que envolveram petróleo e outras riquezas nacionais. Segundo ela, nos limites da Constituição e da legalidade em geral, fartos embora, Moro e seus centuriões da Procuradoria da República e da Polícia Federal não atingiriam o objetivo primordial, perdendo os subsequentes. O “devido processo legal”, direitos, a moralidade da magistratura, a Constituição foram transgredidos até onde conveniente. E sem restrição do Supremo e dos órgãos de disciplinamento judicial. Janio de Freitas lembra que Sergio Moro não precisou se preocupar, como se comprova nas revelações do Intercept Brasil, em ser reprimido. “Tudo o que fez contou com a pronta associação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. Daí às instâncias superiores, nada diferente. Sérgio Moro esteve acima da lei, dos tribunais, do Supremo. Ele diz que a Lava Jato acabou com a impunidade. Também aí há fraude. A Lava Jato lançou, isso sim, nova modalidade de crimes impunes”, escreve.

Intercept revela que Barroso, Fachin e Fux blindaram a Lava Jato no STF

Nova reportagem da Vaza Jato revela que os procuradores da Lava Jato sabiam que estavam infringindo a lei ao vazar conservas telefônicas envolvendo a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, mas contavam com o apoio de ministros do STF para blindar e validar os excessos cometidos pela operação Segue a matéria do Intercept QUANDO SERGIO MORO e os procuradores da Lava Jato gravaram e vazaram ilegalmente a conversa entre o ex-presidente Lula e a então presidente Dilma, eles sabiam que estavam cometendo um crime, conforme revelou reportagem da Folha de S. Paulo em parceria com o Intercept. O procurador Andrey Borges de Mendonça comentou com seus colegas no Telegram que seria “juridicamente difícil de argumentar” sobre a validade da prova e disse “que o STF não a aceitaria”. Outro procurador, Carlos Fernando Lima, rebateu: “Nesta altura, filigranas não vão convencer ninguém”. A conversa continua até que o chefe da operação, Deltan Dallagnol, encerra o assunto com uma frase que é uma síntese da atuação da Lava Jato: “a questão jurídica é filigrana dentro do contexto maior que é político.” Mendonça, ingênuo, acreditou que o STF trabalharia de acordo com a Constituição, enquanto Carlos Fernando e Dallagnol estavam certos de que os ministros julgariam com a faca no pescoço. A divulgação do áudio fazia parte da estratégia da Lava Jato de manipular a opinião pública e, assim, constranger os ministros. Àquela altura, graças ao apoio maciço e acrítico da grande imprensa — principalmente a Rede Globo —, a Lava Jato era inquestionável. Foi assim, pressionado por uma opinião pública manipulada, que Gilmar Mendes decidiu anular a posse de Lula como ministro com base em um grampo que até mesmo os procuradores sabiam ser ilegal. À época, o ex-presidente ainda não era indiciado, denunciado ou réu, mas o STF interpretou o áudio como tentativa de garantir foro privilegiado — a mesma interpretação não valeria posteriormente para Moreira Franco. A Lava Jato conseguiu colocar a sua estratégia política acima da Constituição com a conivência de quem deveria protegê-la. Em agosto último, Gilmar Mendes admitiu a omissão do STF com a farra da Lava Jato: “É um grande vexame e participamos disso. Somos cúmplices dessa gente ordinária. É altamente constrangedor. Todos nós que participamos disso temos que dizer ‘nós falhamos’”. Gilmar já dançou a popular valsa da Lava Jato, mas por pouco tempo. Acabou virando uma pedra no sapato da operação. Mas outros ministros foram grandes parceiros e atuaram sistematicamente em consonância com os arbítrios lavajatistas. Barroso, Fachin e Fux eram tratados como aliados de altíssima confiança no STF entre os procuradores, como mostram as conversas reveladas pela Vaza Jato. Dallagnol e alguns desses ministros mantinham uma relação próxima, porém secreta. Os fatos são conhecidos, mas acabam se perdendo em meio a tantas revelações neste Brasil 2019. É importante relembrar como parte do STF foi fundamental para que a Lava Jato hackeasse o ordenamento jurídico brasileiro e impusesse o seu projeto de poder. A aliança secreta com Barroso Barroso sempre foi o ministro mais fiel ao lavajatismo. Em muitas ocasiões, fez defesas apaixonadas da operação no tribunal, sempre ancoradas em um critério bizarro, estabelecido por ele mesmo: a interpretação da Constituição em “sintonia com o sentimento social” e “alinhado à vontade da maioria”. O juiz não resistiu à tentação de jogar para a torcida e ter uma presença privilegiada no Jornal Nacional. Com a sociedade contaminada pelas manipulações dos procuradores, ficou fácil para Barroso matar no peito as bolas mais absurdas do lavajatismo. Bastava espremer a Constituição para que dela saísse o que a torcida esperava e correr para o abraço. Integrantes da Lava Jato buscavam manter uma relação próxima e secreta com Barroso. Se Gilmar Mendes era visto como um inimigo a ser combatido, Barroso era um aliado importante a se cultivar. Uma reportagem da Vaza Jato — chamada por Barroso de “fofocada produzida por criminosos”— revelou que o ministro convidou, em agosto de 2016, Moro e Dallagnol para participar de um jantar em sua casa. O ministro garantiu que o evento seria “reservado e privado”, com “máxima discrição”. Os dois lavajatistas viajaram de Curitiba até Brasília para prestigiar a festinha. Reuniram-se ali, portanto, o acusador, o juiz de primeira instância e um juiz de terceira instância. O primeiro manipulava a opinião pública, enquanto o segundo e o terceiro atendiam aos anseios dela. Era um jogo ganho em que o cumprimento das leis era um detalhe irrelevante. Essa relação promíscua se dava de forma secreta, claro. Era preciso que o “sentimento social” continuasse alheio ao que eles faziam nas sombras. Em março do ano passado, quando Barroso determinou a prisão de José Yunes, ex-assessor do então presidente Temer, Dallagnol comentou com os procuradores no Telegram: “Barroso foi para guerra aberta. E conta conosco como tropa auxiliar”. Quando Dallagnol bancou o legislador e moveu mundos para promover as famigeradas “10 medidas contra a corrupção”, enviou mensagem aos colegas garantido o apoio de Barroso na divulgação. Sempre de forma secreta, é claro: “Caros, comentei com Bruno, mas isso tem que ficar entre nós três, please. Hoje falei com Barroso, que gostou muito da ideia das medidas e da campanha da Transparência Internacional e vai divulgar. Passei pra ele os arquivos e materiais.” AHA! UHU! O Fachin é nosso!” Dallagnol não conseguiu disfarçar a empolgação por ter garantido o alinhamento de um ministro do STF. Depois de se encontrar com Edson Fachin em julho de 2015, compartilhou a alegria com os colegas procuradores: “Caros, conversei 45 minutos com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso.” Era o chefe da Lava Jato comemorando com seus subordinados o fato de que um dos juízes que vai julgar suas denúncias estava alinhado com a acusação. Dois anos após esse acordo, a morte de Teori Zavascki fez com que Fachin assumisse a relatoria dos casos da Lava Jato. E o alinhamento acordado naquela reunião com Dallagnol foi cumprido à risca. Fachin assumiu um papel punitivista e todas suas decisões se mantiverem alinhadas ao projeto político lavajatista.

Dona Janira Schmidt deverá ser hostilizada pelo presidente Bolsonaro

 A mãe do apresentador Tadeu Schmidt, Janira Bezerra Schmidt, deverá ser agredida pelo ainda presidente, por causa do programa Fantástico, da Rede Globo, que vai explorar o caso Queiroz. Se ontem (05), pela manhã, Jair Bolsonaro ficou surtado quando foi perguntado pelo Queiroz, e ele respondeu ofendendo a mãe do cidadão, imagine quando a reportagem do Fantástico explorar o esquema de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro ? O programa Fantástico, da rede Globo, vai exibir uma reportagem neste domingo (6) sobre o esquema de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A prática ganhou os holofotes com o caso de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na época em que era deputado estadual, de 2003 a 2018. De acordo com a chamada da reportagem, o Fantástico irá abordar a prática a partir do que ele considera como “novos formatos”. Deputados estariam utilizando “pessoas humildes” para atuar no esquema. No esquema, servidores são coagidos a devolver parte do salário para os deputados. A apuração sobre o caso do filho do presidente teve origem em relatório do Coaf (hoje chamado de Unidade de Inteligência Financeira) que apontou movimentações atípicas na conta de Fabrício Queiroz.

O imbecil presidente não tolera ouvir a pergunta: cadê o Queiroz?

 Bolsonaro ao ser perguntado por Queiroz: “Ele está com sua mãe” Se quer ver o presidente Jair Bolsonaro surtado é só perguntá-lo pelo Queiroz, ex-assessor de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Um cidadão perguntou hoje pela manhã, em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília, pelo paradeiro de Fabrício Queiroz. O presidente respondeu ofendendo a mãe do moço. “Onde está Queiroz?”, perguntou o pacato cidadão, que pedalava no entorno da residência oficial. Bolsonaro não titubeou ao responder: “Ele está com sua mãe”. Que horror, presidente! Deixa a mãe do rapaz fora disso! Visivelmente transtornado pelo questionamento, o presidente Jair Bolsonaro saiu queimando pneu de uma motocicleta, interrompendo a sessão de fotos com turistas. Portanto, Bolsonaro inaugurou hoje a nova fase “Bolsinho Paz e Amor” anunciado esta semana por marqueteiros do Palácio do Planalto.  

Marcelo Odebrecht desmente Palocci e afirma que condenação de Lula é injusta

Em depoimento, empresário ressaltou que nunca participou de “tratativa ilícita” ao lado do ex-presidente O empresário Marcelo Odebrecht, ao ser ouvido nesta sexta-feira (4) pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, desmentiu Antonio Palocci e declarou que os depoimentos de seu pai, Emilio Odebrecht, e do ex-ministro, contra o ex-presidente Lula são “contraditórios”. “É tremendamente injusto fazer uma condenação de Lula sem que se esclareçam as contradições dos depoimentos de meu pai e Palocci”, afirmou o empresário. Ele ressaltou que nunca participou de “tratativa ilícita” ao lado do ex-presidente, pois o interlocutor da empresa com Lula era o pai, Emílio. Na acusação, o Ministério Público (MP) afirma que o ex-presidente teria facilitado financiamentos do BNDES para obras da construtora em Angola. No entanto, Marcelo destacou que, embora a solicitação tivesse sido feita durante as negociações, não foi firmado o entendimento de que os pagamentos seriam uma contrapartida aos empréstimos do banco estatal. De acordo com ele, com ou sem o apoio dos ex-ministros Paulo Bernardo e Palocci, o financiamento seria liberado, como vinha ocorrendo desde a década de 1990. Com informações do Metrópoles

Com o livro de Janot na mão, Lula dispara: “A casa está caindo”

 Lula já leu o livro do ex-PGR, foi para a entrevista concedida ao portal Migalhas usando a mesma gravata que o acompanhou em seus melhores momentos durante na presidência e manteve o tom incisivo contra a Lava Jato, Moro, Dallagnol e cia; “A casa está caindo”. O ex-presidente Lula concedeu, nesta quarta-feira (2), uma entrevista exclusiva ao portal Migalhas, diretamente da superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso há mais de um ano. O petista apareceu usando sua velha gravata verde e amarela, a mesma que o acompanhou, em inúmeras ocasiões, durante seus anos como presidente da República. Ele também levou para a entrevista o livro “Nada Menos que Tudo”, do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O ex-presidente afirma já ter lido a obra que traz uma série de revelações, como que os procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro tinham uma “fixação” por ele e que organizaram um conluio ilegal para o levar à prisão. De acordo com Lula, “a casa está caindo” para Moro e Deltan Dallagnol. “Como se não bastasse eu falar, é só pegar o livro do Janot, pegar na página 182, no capítulo 15, essa frase aqui: ‘Objeto de desejo chamado Lula’. Eu cansei de falar que eu era um objeto de desejo para a Lava Jato de Curitiba. Então, agora, a casa tá caindo em benefício da verdade, em benefício de um julgamento justo que é a única coisa que eu quero”, disparou.

Entenda por que semiaberto é armação contra Lula

A perseguição política a Lula ganhou mais um capítulo no fim da semana passada. Encurralados pelas denúncias do The Intercept e outros veículos de imprensa, Deltan Dallagnol e os outros procuradores da Lava Jato em Curitiba resolveram fazer uma armação contra o ex-presidente. Em uma ação inusitada, os integrantes do Ministério Público Federal (MPF) pediram para que a juíza Carolina Lebbos estabeleça o regime semiaberto para o cumprimento da pena arbitrária de Lula. Se o pedido da Lava Jato, num primeiro momento, parece ser algo positivo para o ex-presidente, que há 543 dias cumpre pena por uma condenação sem provas e portanto sem crime, na prática ele esconde mais uma tramoia de Dallagnol e sua turma. Ciente de que o Supremo Tribunal Federal (STF) está na iminência de julgar os recursos da defesa de Lula, sobretudo o que trata da suspeição do ex-juiz Sergio Moro, o procurador mais uma vez usa o Poder Judiciário para alcançar seus objetivos políticos. O que Dallagnol e seus colegas de MPF não explicam para o povo, a quem devem satisfação por rasgarem a Constituição Federal, é que conceder a progressão de regime para um preso cuja condenação não se sustenta significa roubar-lhe o direito à liberdade plena. Os agentes da Lava Jato querem, com essa armação, pressionar e influenciar os ministros do STF, algo que já foi revelado pelas reportagens do The Intercept e seus veículos parceiros. Entenda os pontos da armação de Dallagnol – Do a garantista a garantista? – Dallagnol será lembrado na história como o procurador que protagonizou o patético episódio do Power Point ao apresentar a denúncia vazia contra Lula, rasgando a Constituição. Os mesmos procuradores que fizeram um espetáculo vergonhoso com a Justiça, ao propor uma ação sem provas e sem fundamentos jurídicos, agora querem garantir direitos de Lula? Está cristalino que os procuradores estão com medo do desmonte da farsa judicial, feito pela Vaza Jato. – Da criminosa transferência ao semiaberto – Ao lembrarmos todas as perseguições a Lula, nesses 543 dias, fica claro que Dallagnol e eventualmente Lebbos fazem um jogo marcado contra o ex-presidente, usando o Poder Judiciário. É válido lembrar que foram os procuradores e a juíza que tentaram transferir Lula para um presídio comum, colocando em risco a segurança dele. Portanto, é evidente que não há nenhuma preocupação com os direitos do ex-presidente por parte dos procuradores, ao pedirem a progressão de regime. – Progressão sem multa evidencia armação – O pedido dos procuradores e tão anormal que eles abriram a possibilidade de saída da prisão mesmo sem o pagamento de multa para reparar os supostos danos aos cofres públicos, que eles mesmo dizem ter ocorrido na denúncia vazia de provas. Algo, inclusive, que não ocorreu com nenhum outro réu na Lava Jato. Obviamente, como apontou Cristiano Zanin, advogado de Lula, a progressão tem como objetivo “impor uma nova humilhação ao ex-presidente” ao forçar o uso de uma tornozeleira. – Direitos Políticos – Ao progredir de regime de cumprimento de pena, Lula não terá seus direitos políticos restituídos. Em outras palavras, essa prerrogativa constitucional, que lhe foi roubada desde a prisão arbitrária e da cassação de sua candidatura, não será garantida ao ex-presidente, portanto, em nada elimina a perseguição política a ele. Lula não negocia sua dignidade e aguarda STF Diante dos pontos elencados e da clara perseguição política que sofre, Lula deixou claro aos brasileiros, em carta publicada neste segunda-feira (30), o que vem dizendo desde o início da farsa judicial: jamais vai negociar sua dignidade pela liberdade. O ex-presidente acredita que a Justiça será feita, uma vez que é inocente e jamais cometeu algum crime. Lula também reafirmou que acredita que o STF vai corrigir as graves injustiças cometidas contra ele e assim restabelecer a ordem jurídica brasileira. Com Instituto Lula