Glenn Greenwald desafia bolsonaristas: ‘tic-tac’

O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, fundador do Intercept, voltou a dizer neste sábado (28) que o bolsonarismo está no bico do corvo. Pelo Twitter, Glenn disse que está de saco cheio de ouvir que sua casa vai cair. Segundo ele, há quatro meses ouve essa ladainha. “A única coisa mais lenta que a queda da minha casa é o relógio dos Bolsonaristas: tic-tac”, desafiou o “senhor do tempo”. A resposta de Glenn Greenwald foi endereçada ao senador Alvaro Dias (Podemos-PR), um fervoroso lavajatista que entrou no radar do Intercept. A #VazaJato está prestes a divulgar nova bomba nas próximas horas. Glenn Greenwald ✔ @ggreenwald Estou ouvindo há quase quatro meses – desde que começamos a reportagem da #VazaJato – que minha “casa está caindo”. A única coisa mais lenta que a queda da minha casa é o relógio dos Bolsonaristas: tic-tac. https://twitter.com/alvarodias_/status/1176293112848748546 … Alvaro Dias ✔ @alvarodias_ Polícia Federal descobriu conversa entre um outro hacker da quadrilha e o jornalista Glenn Greenwald. A casa está caindo, não acham?#EquipeAlvaroDias https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2019/09/23/pf-acredita-que-suspeito-de-hackear-moro-e-deltan-conversou-com-editor-de-site.htm … via @UOLNoticias @UOL
Lava Jato quer soltar Lula para fugir dos próprios crimes

O pedido feito pelos procuradores da Lava Jato para que Lula progrida para o regime semiaberto é uma cortina de fumaça. Dallagnol e companhia pensam que, libertando Lula, seus crimes serão esquecidos. É o que dizem lideranças do PT. Confira os tuítes de Wadih Damous e Erika Kokay: Wadih Damous ✔ @wadih_damous Agora a organização criminosa Lava Jato defende a progressão de regime para o Presidente Lula. A desfaçatez dessa turma não tem limites. Querem, depois da revelação dos seus crimes, aparentar isenção. Lula não vai morder a isca. Os processos têm de ser anulados.#vazajato Erika Kokay ✔ @erikakokay MPF pede progressão de regime para Lula com objetivo de diminuir pressão sobre a prisão política e injusta. A progressão é um direito de Lula, mas não pode prejudicar julgamento de suspeição de Moro, pois todo processo deve ser anulado e Lula libertado da pena e do cárcere! Nota da defesa de Lula sobre pedido de semiaberto da Lava Jato A defesa do ex-presidente Lula divulgou nota nesta noite de sexta-feira (27) sobre o pedido de procuradores da Lava Jato em que pede o regime semiaberto do líder petista. O advogado Cristiano Zanin anunciou que na segunda-feira (30) vai discutir com Lula a questão. Leia a íntegra da nota da defesa de Lula sobre pedido de semiaberto por procuradores: “O ex-presidente Lula deve ter sua liberdade plena restabelecida porque não praticou qualquer crime e foi condenado por meio de um processo ilegítimo e corrompido por flagrantes nulidades”. O ex-presidente Lula deve ter sua liberdade plena restabelecida porque não praticou qualquer crime e foi condenado por meio de um processo ilegítimo e corrompido por flagrantes nulidades. Sem prejuízo disso, conversaremos novamente com Lula na próxima segunda-feira (30) sobre o direito em questão para que ele tome a sua decisão sobre o assunto. Cristiano Zanin Martins
Grito ‘Ei, Bolsonaro, VTNC’, explode no Rock in Rio

O famoso grito que se alastrou pelo carnaval de 2019 no Brasil “Ei, Bolsonaro, vai tomar no cu”, ganha, agora, o público do Rock in Rio, festival de Rock que começou hoje no Rio. Quando o DJ Alok sugeriu “vamos excluir tudo o que há de ruim nas nossas vidas”, a multidão entoou o tradicional grito antifascista. Veja o Twitter de Lua: lua @moonlnss Alok: vamo excluir tudo que há de ruim na nossa vida Público: EI BOLSONARO VAI TOMAR NO CU AMEI KKKK #AlokNoMultishow #RockInRio
O moleque do Janot que denunciou Dilma em 2017, agora diz que ela é inocente

Em setembro de 2017, o então PGR Rodrigo Janot apresentou denúncia contra o ex-presidente Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff, em que acusa os dois de participarem de um “esquema de coleta de propinas de R$ 1,48 bilhão”. Dois anos depois, Janot reconhece a honestidade de Dilma. “Não tenho nenhuma dúvida de que a Dilma não é corrupta” – O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou, na entrevista que concedeu à revista Veja, que não tem “nenhuma dúvida” de que a ex-presidente Dilma Rousseff não está envolvida em atoso de corrupção. “É impossível que o Lula não fosse um dos chefes de todo esse esquema. Não tenho dúvida de que ele é corrupto. Da mesma forma que não tenho nenhuma dúvida de que a Dilma não é corrupta”, disse Janot, na entrevista em que também revelou ter ido armado a uma sessão do Supremo Tribunal Federal com a intenção de assassinar o ministro Gilmar Mendes (leia mais no ECN) Leia também: https://emcimadanoticia.com/2019/09/27/janot-diz-que-aecio-o-ofereceu-cargo-de-vice-presidente-para-barrar-investigacoes/ Mesmo após as revelações da Vaza Jato, que ignorou outros 21 telefonemas dados pelo ex-presidente Lula para tentar garantir a governabilidade de Dilma, Janot afirma que ela tentou obstruir as investigações ao nomeá-lo para a Casa Civil. “Mas ela tentou atrapalhar as investigações com a história de nomear o Lula como ministro da Casa Civil. A obstrução de Justiça aconteceu, tanto que eu a denunciei.” Apesar do reconhecimento da honestidade da ex-presidente Dilma, Rodrigo Janot apresentou, em setembro de 2017, uma denúncia contra o que ele chamou de “quadrilhão”, incluindo Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff. Como lembra reportagem do Jornal GGN, a peça assinada por Janot e que foi aceita pela 10ª Vara Federal em Brasília em novembro do ano passado afirma que os dois ex-mandatários teriam tido participação em um esquema de coleta de propinas de R$ 1,48 bilhão, entre 2002 e 2016. A denúncia sustentava que o esquema teria existido por vantagens supostamente ilícitas em contratos da Petrobras, do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) e do Ministério do Planejamento nos governos dos dois ex-presidentes e que aponta que se Lula era o “idealizador” da suposta organização criminosa, inclusive no planejamento do sistema de arrecadação de propinas, Dilma integrou o “quadrilhão” ainda em 2003, segundo Janot, quando assumiu o Ministério de Minas e Energia. Hoje, dois anos depois, Rodrigo Janot desmente a própria denúncia criada por ele em 2017: “Até agora não surgiu nenhuma prova que envolva a ex-presidente com corrupção”, disse, entre as suas declarações.
Quem é o Ministro do STF que chorou para Janot?, por Luis Nassif

O ex-deputado Eduardo Cunha ofereceu uma delação na qual se anunciava que incluiriam altas autoridades não apenas do Executivo e do Legislativo, mas também do Judiciário. Peça 1 – Uma das passagens intrigantes de Rodrigo Janot, no livro que vai lançar, é sobre um Ministro do Supremo Tribunal Federal que o procurou chorando, com receio do que sua mãezinha iria pensar se seu nome aparecesse em uma delação. Peça 2 – o ex-deputado Eduardo Cunha ofereceu uma delação na qual se anunciava que incluiriam altas autoridades não apenas do Executivo e do Legislativo, mas também do Judiciário. Essa delação jamais saiu do papel. Mais que isso, apesar de mantido preso, Cunha foi completamente isolado do mundo exterior. Peça 3 – o implacável juiz Sérgio Moro não autorizou uma perícia no celular de Eduardo Cunha, provavelmente a prova mais valiosa de toda Lava Jato, em vista da abrangência dos relacionamentos do ex-deputado. Obviamente quis defender alguém. Não seria nenhum deputado ou senador, todos em sua alça de mira; nem ninguém do Executivo, seu alvo predileto. Portanto só poderia ser alguém do Judiciário. Peça 4 – A perseguição a Gilmar Mendes demonstra claramente que os membros do Judiciário eram divididos entre inimigos e aliados. No Supremo Tribunal Federal havia três aliados da Lava Jato: Luiz Edson Fachin, Luis Roberto Barroso e Luiz Fux. Do Rio de Janeiro – região preferencial de atuação de Cunha – são Barroso e Fux. Há um elo comum entre Cunha e Fux: o ex-governador Sérgio Cabral. No mensalão, Fux já tinha surpreendido, votando com o relator Joaquim Barbosa em todos os casos, menos no de Eduardo Cunha. Nesse caso, ele “matou no peito” e absolveu Cunha Via Jornal GGN
Janot revela que foi armado ao STF para matar Gilmar Mendes e se suicidar em seguida

Ex-PGR, sem nenhum pudor, disse que foi ao STF armado e que sua intenção não era ameaçar Gilmar; “Era assassinato mesmo”, contou Janot, que acabou desistindo do ato de última hora O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez ao jornal Estadão, nesta quinta-feira (26), uma revelação surpreendente: ele cogitou assassinar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e chegou a ir armado em uma sessão da Corte, em 2017, para cometer o ato. Sua ideia era se suicidar depois. “Não ia ser ameaça não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele (Gilmar) e depois me suicidar”, disparou, sem nenhum pudor, o ex-PGR. A motivação para o assassinato de Gilmar seria o fato de o ministro do STF ter difundido uma “história mentirosa” sobre a filha de Janot. A atitude teria sido uma retaliação ao fato de que Janot havia pedido a suspeição do ministro. “Foi logo depois que eu apresentei a sessão (…) de suspeição dele no caso do Eike. Aí ele inventou uma história que a minha filha advogava na parte penal para uma empresa da Lava Jato. Minha filha nunca advogou na área penal… e aí eu saí do sério”, revelou Janot. O ex-PGR contou, no entanto, que no dia que foi armado à Corte decidido a cometer o ato, a “mão de Deus” o impediu. “Cheguei a entrar no Supremo (com essa intenção). Ele estava na sala, na entrada da sala de sessão. Eu vi, olhei, e aí veio uma ‘mão’ mesmo”, disse. O relato revelado ao Estadão consta no livro recém-lançado pelo ex-PGR, intitulado Nada menos que tudo (Editora Planeta).
Vaza Jato revela que Lava Jato usou provas ilícitas para pressionar futuros delatores

O novo capítulo dos vazamentos do Intercept tem potencial para anular toda a operação. Numa das mensagens, Deltan Dallagnol deixa claro que fazia coisa errada. “Caros, sigilo total, mesmo internamente. Não comentem nem aqui dentro: Suíços vêm para cá semana que vem”, escreveu “A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba utilizou sistematicamente contatos informais com autoridades da Suíça e Mônaco para obter provas ilícitas com o objetivo de prender alvos considerados prioritários –encarcerados preventivamente, muitos deles vieram a se tornar delatores. Menções a esse tipo de prática ilegal foram encontradas com frequência em conversas entre 2015 e 2017, conforme revelam mensagens do aplicativo Telegram enviadas por fonte anônima ao site The Intercept Brasil e analisadas em parceria com o Uol”, aponta a nova reportagem da parceria entre Intercept e Uol. “Mesmo alertados sobre a violação das regras, os procuradores da força-tarefa tiveram acesso a provas ilegais sobre vários dos mais importantes delatores da operação —como os então diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato Duque; o então presidente da Transpetro, Sérgio Machado, além de executivos da Odebrecht, entre eles, o ex-presidente da empresa Marcelo Odebrecht”, diz o texto assinado por Igor Mello, Gabriel Sabóia, Jamil Chade, Silvia Ribeiro e Leandro Demori. “Caros, sigilo total, mesmo internamente. Não comentem nem aqui dentro: Suíços vêm para cá semana que vem. Estarão entre 1 e 4 de dezembro, reunindo-se conosco, no prédio da frente. Nem imprensa nem ninguém externo deve saber. Orlando estará com eles todo tempo, assim como eu (que estarei fora na quarta). Vejam o que precisam da Suíça e fiquem à vontade para irem a qq tempo, ficarem nas reuniões todo o tempo que quiserem”, escreveu Deltan Dallagnol, em 2015, O uso de informações ilícitas chegou até mesmo a ser cogitado para pressionar Sérgio Machado a fechar delação premiada. A proposta, que foi descartada, foi feita por Paulo Roberto Galvão, da Lava Jato em Curitiba. “Se é pressão que o SM está precisando, nós temos conhecimento da conta do filho dele na Suíça”, disse em 13 de abril de 2016, no chat “Conexão BSB -CWB”, ao promotor Sérgio Bruno Cabral Fernandes que negociava a delação de Machado. “É uma informação que não podemos usar de forma alguma, pois nos foi passada para inteligência pelos suíços. Mas acho que se for necessário vc pode dar a entender que Curitiba já tem conhecimento “de contas no exterior””, detalhou Galvão.
STF forma maioria para anular as condenações da Lava Jato

Decisão pode reparar a farsa que levou à prisão de Lula – Por 6 votos a 3, Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (26) a favor do pedido de habeas corpus feito pelo ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira, condenado pela 13ª Vara Criminal Federal em Curitiba no processo oriundo da Lava Jato. O pleno entendeu que, duramente as manifestações no processo, o réu delatado deve apresentar suas alegações finais após o réu delator O julgamento foi suspenso pelo presidente da Corte, Dias Toffoli, que pretende na sessão da próxima quarta-feira (2) apresentar uma modelação, ou seja, nos quais casos poderão haver aplicação da decisão. Ele também disse que votará a favor da tese vencedora ampliado o placar para 7 a 3. O ministro Marco Aurélio Mello teve que se ausentar antes do final do julgamento. Com o mesmo entendimento, os ministros da segunda turma anularam em agosto passado a sentença do ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine, condenado por Sergio Moro então juiz da Lava Jato. Em ambos os casos, a decisão pode impactar diversas condenações da operação, entre elas a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A favor da tese que pode anular sentenças votaram os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Rosa Weber e Celso de Mello. Contra a tese estiveram o relator Edson Fachin, Luís Barroso e Luiz Fux. Primeiro ministro a votar, Alexandre de Moraes abriu divergências com o voto de Fachin. “Interesse do corréu é a sua absolvição. Se precisar instigar o juiz contra o outro corréu, ele o fará, mas o interesse processual do corréu é sua absolvição. Interesse do delator não é sua absolvição, porque ele já fez acordo”, argumentou. “O direito de falar por último no processo criminal é do corréu delatado”, disse Moraes. Segundo o ministro, os interesses do MP e réus são conflitantes no processo penal, mas Promotoria e delator, não, uma vez que o delator também precisa da condenação. “O MP quer a condenação, e o réu quer a absolvição. O MP e o réu têm ideias diversas”, disse. O entendimento foi seguido pela ministra Rosa Weber. Para ela, não há “amparo” para prazos diferentes em alegações. “O Código de Processo Penal e a lei de organizações criminosas não estipulam prazos sucessivos para delatados e delatores apresentarem alegações finais”, disse. “O combate a corrupção é um compromisso de todos nós, mas não se pode combater a corrupção cometendo crimes”, disse o ministro Gilmar Mendes, ao acompanhar o ministro Alexandre, e fazendo referência à Lava Jato.
Serviçal de Bolsonaro será o novo “Engavetador Geral da República”

Aprovado com Jucá, com tudo, PGR que assinou carta sem ler assumiu compromisso com valores morais de evangélicos Vi o Mundo No vídeo, o senador Contarato, assumidamente gay, confronta o PGR Augusto Aras O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) reagiu assim no twitter: Em agosto, o indicado à PGR [Augusto Aras] foi um dos signatários de uma carta da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), texto flagrantemente fundamentalista, discriminatório! Eu pergunto: O sr não reconhece a minha família? Eu sou doente? O PGR justificou que não leu a carta! Esclareci: ser LGBTI não é opção. A pessoa é! Não podemos nos calar diante da intolerância e da perseguição de qualquer forma. Sejamos resistência! O nome de Augusto Aras foi aprovado pelo Senado em votação secreta com 68 votos a favor, 10 contra, 2 ausências e uma abstenção. Se levarmos em conta que o senador Fabiano Contarato certamente votou contra, 10 votos contra não representam nem a soma das bancadas do PT + PDT + Contarato (11). O nome de Aras havia sido aprovado mais cedo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 23 a 3. Na sabatina, o indicado por Bolsonaro disse que a escolha do filho do presidente da República, deputado federal Eduardo, para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, não configura nepotismo. Aras criticou o procurador Deltan Dallagnol, chefe da Operação Lava Jato em Curitiba: “Talvez, se tivesse lá [na Lava Jato] alguma cabeça branca, talvez dissesse para ele, para os colegas, jovens como ele, que nós poderíamos fazer tudo como ele fez, mas com menos holofote, com menos ribalta”. Na guerra de bastidores entre lavajatismo e bolsonarismo raiz, a votação maciça de Aras sugere que o Centrão se juntou em massa ao PSL para dar uma freada nas investigações — sejam elas ligadas ao Congresso, ao senador Flávio Bolsonaro — e ao laranja/miliciano Fabrício Queiroz — ou ao Supremo Tribunal Federal. “Com o Supremo, com tudo”, na frase histórica do senador Romero Jucá. Da CPI da Lava Toga, tão desejada por bolsonaristas e lavajateiros, ninguém mais ouviu falar. Hoje presidente do MDB, Jucá é colega de partido do líder de Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho, que teve seu gabinete alvo de busca e apreensão. R$ 120 mil em dinheiro foram apreendidos na casa do filho dele, Fernando Coelho Filho (DEM-PE), outro alvo da mesma investigação. R$ 55 mil, curiosamente, estavam divididos em vários envelopes, cada um com R$ 2,5 mil. As informações foram devidamente vazadas pelo lavajatismo para estrelar o Jornal Nacional. Bezerra pai berrou: “Fui vítima de uma operação política, articulada para atingir o Congresso Nacional e o governo do presidente Jair Bolsonaro, do qual tenho a honra de ser líder no Senado Federal”. Nada como um dia atrás do outro: o PMDB mudou de nome, mas foi só. Pulou do Lula, pra Dilma, pro Temer, pro Bolsonaro e continua no poder. Moro fez que não viu a ação contra os Bezerra, a Polícia Federal preparou e o ministro Luís Roberto Barroso autorizou de forma monocrática, contra parecer do Ministério Público Federal — suspeitam os bolsonaristas, sem apresentar provas. Já os lavajateiros suspeitam que Aras passou folgado para enquadrar Deltan e sua turma. Com Jucá, com tudo… O presidente Jair Bolsonaro está interessado em investigar a corrupção dos outros. Por isso, quer o controle da PGR, da Polícia Federal, do Ibama, da Receita Federal, do Coaf… Há eleições em 2020 e é preciso começar já a produção de dossiês. Por sua vez, o procurador-geral Augusto Aras assumiu compromissos com a Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure) que agora tenta renegar — como defender a prisão em segunda instância (embora isso não esteja previsto na Constituição de 1988) e definir a família como estritamente heterossexual. Mais que isso, ao assinar a carta Aras aceitou limitação à atuação do Ministério Público, colocada na carta nos seguintes termos: o MP “deve ter sua atuação limitada às funções institucionais atribuídas pelo texto constitucional (Art. 129 da CF/88), rejeitando-se uma laboração personalizada e atentatória aos ideários que compõem os mores maiorum civitatis da nação brasileira”. Ou seja, limitação moral, sujeita à definição do que juristas evangélicos interpretem como valores da nação. Candomblé no Palácio do Planalto pode?
Sessão “Lula Livre” do Supremo Tribunal Federal continua nesta quinta-feira

O plenário Supremo Tribunal Federal (STF) continuará nesta quinta-feira (26) o julgamento do habeas corpus em que Márcio de Almeida Ferreira, ex-gerente de Empreendimentos da Petrobras, pede a anulação de sua condenação. A medida, se confirmada, também beneficiará outros réus na Lava Jato. O mais famoso é o ex-presidente Lula. O ex-juiz Sérgio Moro e membros da força-tarefa Lava Jato não observaram os direitos constitucionais dos acusado, impossibilitou o princípio da ampla defesa e do contraditório, por isso o STF começou a reforma as sentenças. O primeiro a ser beneficiado pela anulação da condenação foi o ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendini, que teve seu direito à ampla defesa foi violado na primeira instância ao ter sido obrigado a apresentar suas alegações finais ao mesmo tempo que outros réus delatores. Ontem (25), o único a votar foi o ministro Edson Fachin, relator do HC, que negou a anulação. Os outros 10 ministros se pronunciarão a amanhã sobre a ordem de apresentação das alegações finais por parte de corréus colaboradores e não colaboradores em ação penal. A tendência é que o Supremo vele a Lava Jato e determine o enterro com a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso inconstitucional e político da Lava Jato desde 7 de abril de 2018. A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que o STF tem a chance de de corrigir os excessos da Lava Jato e fazer valer a presunção de inocência para que o combate à corrupção ocorra de acordo com a Constituição e sem viés político