Lava Jato blindou Temer às vésperas do golpe contra Dilma

 Procuradores alegaram “falta de interesse público” nas delações contra Michel Temer em 2016. No entanto, passado o golpe, voltaram a utilizar a mesma delação em 2019 para mover uma ação penal contra o ex-presidente Nova reportagem da Vaza Jato divulgada nesta sexta-feira (18) pelo El País e Intercept Brasil revelou que a Operação Lava Jato protegeu o então vice Michel Temer para manter o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff. Apenas duas semanas antes da data de afastamento de Dilma, em abril de 2016, os procuradores receberam um “anexo-bomba” contra Temer, mas escolheram rejeitar a proposta de delação que poderia levá-lo a uma condenação por corrupção. No entanto, três anos depois, em março de 2019, a Lava Jato utilizou essa mesma delação para mover uma ação penal contra o ex-presidente e pedir sua prisão preventiva. A delação foi feita pelo empresário José Antunes Sobrinho, sócio da construtora Engevix, que relatou um pagamento de propina para Temer. Conversas no chat “Acordos Engevix” no Telegram mostram que procuradores de Curitiba, Rio e Brasília receberam a delação de Antunes em 4 de abril de 2016. O conteúdo da denúncia, batizada de “anexo-bomba”, dizia que Antunes fez um pagamento de 1 milhão para atender a interesses de Temer, como compensação por um contrato na usina nuclear Angra 3, da estatal de energia Eletronuclear. Segundo o empresário, o pagamento foi entregue a um amigo do ex-presidente, o coronel João Baptista Lima Filho. O dinheiro veio de uma companhia prestadora de serviço do Aeroporto de Brasília, controlado pela Engevix. No dia seguinte, 5 de abril de 2016, os procuradores comunicaram aos advogados de Antunes que não dariam prosseguimento às negociações da delação. “Pessoal de BSB e Lauro, o Antunes apresentou, neste momento, mais 2 anexos. Eles estão forçando a barra aqui. Informo que a opinião de CWB é contrária ao acordo”, afirmou o procurador Athayde Ribeiro, da força-tarefa de Curitiba. Em resposta, o procurador Lauro Coelho, da força-tarefa do Rio de Janeiro, disse que estava “ciente do teor”. O contexto da época era de grande tensão. No mesmo dia em que os procuradores de Curitiba receberam a delação contra Temer, o então advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fazia a defesa de Dilma na comissão do impeachment da Câmara dos Deputados. A suspeita de que Temer era um dos articuladores do golpe passou despercebida na época, algo também endossado pela Lava Jato, que fechou pelo menos 108 acordos de delação naquele mesmo ano.

Jair Bolsonaro é um presidente vagabundo, afirma líder do PSL

 Líder do PSL chama Bolsonaro de “vagabundo” e diz que vai “implodir o presidente” Em um áudio vazado, o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirma que vai “implodir” o presidente Jair Bolsonaro, a quem se refere como “vagabundo”. OUÇA O ÁUDIO O áudio foi divulgado pelo site R7 nesta quinta-feira (17) e foi gravado enquanto deputados discutiam a investida do presidente Jair Bolsonaro para emplacar seu filho, Eduardo, como líder do partido na Câmara, destituindo Waldir. Na conversa gravada, Waldir ameaça divulgar um áudio comprometedor de Bolsonaro. “Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Eu tenho a gravação. Não tem conversa, não tem conversa. Eu implodo o presidente. Acabou o cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Eu andei no sol em 246 cidades para defender o nome desse vagabundo”, diz o líder do PSL.

Juiz absolve Michel Temer em caso de conversa com Joesley Batista

O juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, absolveu ontem (16) o ex-presidente Michel Temer (MDB) do crime de obstrução de justiça no caso da conversa gravada entre ele e o empresário Joesley Batista, do grupo J&F. Temer havia sido denunciado em 2017 pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A denúncia foi feita com base em uma conversa por telefone gravada por Joesley, na qual Temer, já presidente, responde “tem que manter isso aí, viu?” Na ocasião, Janot afirmou que Temer tinha estimulado a compra do silêncio do doleiro Lúcio Funaro e do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ), presos na Lava Jato. Para o juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, porém, a conversa “é frágil” para sustentar uma acusação, sendo que “o diálogo quase monossilábico entre ambos evidencia, quando muito, bravata do então Presidente da República, Michel Temer, muito distante da conduta dolosa de impedir ou embaraçar concretamente investigação de infração penal que envolva organização criminosa”. O magistrado afirmou, ainda, na decisão em que absolve sumariamente Temer e arquiva o caso, que a denúncia distorceu o teor do áudio, “sem considerar interrupções e ruídos, consignando termos diversos na conversa, dando interpretação própria à fala dos interlocutores”. A denúncia havia sido barrada pela Câmara dos Deputados em outubro de 2017 e teve sua tramitação suspensa até o encerramento do mandato de Temer. Somente quando o emedebista deixou a Presidência e perdeu o foro privilegiado, a acusação passou a tramitar na 12ª Vara. Temer é ainda réu em outras cinco ações penais na Justiça Federal, que tramitam em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Uma delas está relacionada à mala de dinheiro com a qual seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures foi flagrado numa pizzaria da capital paulista. Nas outras ações penais, Temer responde por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva em casos envolvendo vantagens indevidas concedidas a empresas nos setores portuário, de celulose e frigorífico, entre outros ilícitos. Com informações da Agência Brasil.

O pedófilo, líder bolsonarista, é condenado à prisão em regime fechado

 De acordo com a sentença: “o réu praticou atos libidinosos diversos da conjunção carnal com a vítima, menor de 14 anos de idade, consistentes em retirar a roupa desta e esfregar o pênis na menina e em agarrá-la por trás e passar a mão em sua vagina” Bolsonarista presidente da Associação dos Conservadores é condenado por crime sexual contra menina de 10 anos. Por Mauro Donato Fred Pontes é o típico bolsonarista. Participou de carreata durante a campanha presidencial, trajou camiseta com estampa do rosto de Bolsonaro, vociferou contra a corrupção. Ele é presidente da Associação Nacional dos Conservadores (Acons), com sede estabelecida em Brasília. Conservador, entendeu? Pela família e os bons costumes. Cara de bom moço. Pois bem. Fred Pontes acaba de ser condenado em definitivo a 6 anos de reclusão por infração do art. 214, c/c artigo 224, alínea ‘a’ do Código Penal. A saber: “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso”. O homem de família, o cidadão de bem, já havia recebido a sentença em outubro do ano passado. Recorreu, mas o Tribunal de Justiça da Bahia – por unanimidade – acaba de negar a apelação e manteve a decisão do juiz Paulo Ney de Araújo. “Condenação confirmada porque a prova carreada aos autos demonstra, de forma segura e conclusiva, que o réu praticou atos libidinosos diversos da conjunção carnal com a vítima, menor de 14 anos de idade, consistentes em retirar a roupa desta e esfregar o pênis na menina e em agarrá-la por trás e passar a mão em sua vagina, condutas que caracterizaram os delitos de atentado violento contra o pudor com violência presumida pelos quais foi corretamente condenado.” Será que o pedófilo Fred Pontes ainda é a favor de castração química depois disso? Aos fatos: Treze anos atrás, Fred Pontes tinha 30 anos de idade. Uma menina, com então 10 anos (!!) foi até sua casa. Era aluna da mãe de Fred, então professora. O libertino aproveitou-se da situação e convenceu a garotinha a ir até seu quarto, onde se deu a cena descrita acima e que me nego a esmiuçar (quem aprecia sordidez pode consultar o processo, é o 0002298-56.2007.8.05.0146 da Vara Crime de Juazeiro). O rapaz tem ficha longa na Polícia Civil em Juazeiro e Petrolina.   Em 2016, ele despejou toda sua bestialidade contra uma estudante universitária de 18 anos que havia se manifestado pelo Facebook a favor do aborto. “Olha a cara dessa desgraça. Defende aborto, mas não gosta de homem. Vai pra puta que lhe pariu doidinha. Lambe cu de comunista. No dia que vc engravidar e abortar, aí nós conversaremos. Você na cadeia e eu rindo de sua cara cafajeste”, escreveu Fred. A família da vítima prestou queixa na Delegacia d a Mulher. Naquele mesmo ano, ele já tinha tomado um processo da professora Janaína Guimarães igualmente por injúrias e difamação. Ela trata de questões de gênero na universidade de Petrolina. Não satisfeito, Fred Pontes invadiu o auditório da universidade durante um debate sobre o projeto Escola sem Partido e quase agrediu outra professora. Fred Pontes é bolsonarista raiz. Com seu título de “presidente” da aberração chamada Associação Nacional dos Conservadores, já fez conferência via internet com Olavo de Carvalho para tratar de “temas relevantes”. Adepto de termos chulos, de ataques morais e de misoginia, Fred Pontes agora vai fazer gesto de arminha atrás das grades (entretanto, como não é negro nem pobre, cumprirá em regime semiaberto). Encrenqueiro conhecido Fred Pontes é um conhecido encrenqueiro em Juazeiro do Norte. Já foi acusado, entre outros casos, de agredir uma jovem pelas redes sociais. Alertado sobre o risco de responder a processo judicial, ele respondeu: “Vc sabe a qts eu respondo?” Uma jovem estudante de 18 anos, que mora em Juazeiro e estuda Artes Visuais na Univasf, manifestou sua opinião sobre aborto no Facebook, quando ele fez ataques, com termos chulos e agressivos

PF vira mamulengo de milícia. Por Luis Costa Pinto

Do Facebook do jornalista Luís Costa Pinto, a crua tradução do noticiário da expedição punitiva da PF sobre Luciano Bivar, o agora inservível presidente do PSL. O episódio que transcorre esta manhã, busca e apreensão na casa do presidente do PSL Luciano Bivar, representa a ascensão mais súbita e mais grave na escalada fascista, antidemocrática e antiinstitucional por que passa o Brasil. Antes de seguir, necessário separar de joio de trigo e nesse enredo não há trigo, só joio. Bivar tem extenso prontuário como usufrutuário de situações que tangenciam crimes – eleitorais, de colarinho branco, de chantagem, entre outros passeios pela floresta de capítulos dos códigos civil e criminal. Mas, como sempre teria de ser, o Estado não poderia pôr o aparato policial contra um inimigo de quem o conduz qual manobrista de marionete. O Estado Democrático de Direito não pode servir de fantoche para um pretenso autocrata nascente travestido de paladino da moral. E é isso o que Bolsonaro pretende parecer ser. Bivar não escapa ileso de um baculejo da Polícia Federal e do Ministério Público seja em sua vida política, na vida privada ou em seus negócios empresariais. Contudo, o conveniente e descarado cronograma da PF chefiada pelo ex-juiz e protofascista Sérgio Moro, empreendendo buscas e apreensões contra o ex-aliado e hoje grande desafeto político do presidente que escorrega na ladeira do descrédito público, parece – e é – uma agenda persecutória indigna de uma democracia. Bolsonaro precisa provar que desconhecia a operação de hoje já há uma semana, quando advertiu a um dos patetas que foram tirar foto com ele diante do Alvorada a necessidade de conservar distância de Bivar. À luz dos acontecimentos desta manhã, é óbvio que o presidente da República fora informado pelo seu títere da Justiça que a polícia política sob seu comando faria o que fez. Chama-se Operação Guinhol, diz a PF, porque seria nome decorrente do Teatro de Bonecos. Na verdade, como se dá no Recife, cidade onde há larga tradição desse tipo de manifestação cultural e artística, o batismo é de fato Operação Mamulengo. E o boneco conduzido ao sabor das vontades de seu mestre (despreparado, inculto, abusivo e escroque, mas “mestre”) é a própria Polícia Federal. A PF se converteu numa DINA chilena, numa KGB soviética, numa Gestapo nazista, num FBI de J. Edgar Hoover. Descrição Mamulengo é um tipo de fantoche típico do nordeste brasileiro, especialmente do estado de Pernambuco. A origem do nome é controversa, mas acredita-se que ela se originou de mão molenga – mão mole, ideal para dar movimentos vivos ao fantoche. Um ou mais manipuladores dão voz e movimento aos bonecos.

Após ter sido ungido por Edir Macedo, Bolsonaro vai para o partido da IURD

 Republicanos, partido ligado à Igreja Universal se tornou uma opção depois dos conflitos do presidente com o PSL Depois dos atritos das últimas semanas com o PSL e com o presidente da sigla, Jair Bolsonaro agora busca um novo porto seguro para si e seus aliados. O Republicanos, partido ligado à Igreja Universal, pode ser uma das opções e já afirmou que deve convidar o presidente para migrar para a legenda. Questionado pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o deputado Marcos Pereira, presidente do partido, diz: “Estão recomendando isso, que a gente traga ele”. No entanto, para que os deputados do PSL aliados a Bolsonaro migrassem também para a sigla, seria necessário que o Republicanos se fundisse a outro partido. “Não foi feito esse diálogo ainda”, diz Pereira. “Vamos ter paciência”. A outra hipótese é os parlamentares do PSL conseguirem autorização da Justiça Eleitoral para deixar o partido sem perder o mandato. Eles podem alegar, entre outras coisas, perseguição da legenda. Clã Bolsonaro Os filhos do presidente correm atrás do prejuízo para contornar a crise interna do PSL e evitar que o pai deixe o partido. Hoje, Eduardo e Flávio controlam, respectivamente, os diretórios do PSL em São Paulo e no Rio de Janeiro. A saída do presidente provocaria um enfraquecimento grande da legenda, assim como os colégios eleitorais que os filhos controlam. Além disso, também pesa o fato de que o PSL é o partido com a maior fatia de dinheiro público entre todos os 32 registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em 2020, somando os fundos partidário e eleitoral, o PSL pode ter em caixa R$ 350 milhões. O valor leva em conta as estimativas de R$ 1 bilhão para o fundo partidário, e os R$ 2,5 bilhões propostos pelo governo para o fundo eleitoral.

Gilmar Mendes avacalhou com Moro e Barroso, na rede Globo

“Moro chegou quase como primeiro-ministro, depois virou esse personagem que Bolsonaro leva pra jogo do Flamengo”. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu entrevista ao jornalista Pedro Bial, da TV Globo, em que disparou contra dois de seus alvos prioritários: o ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, e o ministro do STF Luis Roberto Barroso, o mais lavajatista da corte. Ele também antecipou seu voto contrário à prisão em segunda instância. Confira: “Moro chegou quase como primeiro-ministro, depois virou esse personagem que Bolsonaro leva pra jogo do Flamengo.” Gilmar Mendes no Bial — GugaNoblat (@GugaNoblat) October 15, 2019 Em entrevista no “Conversa com Bial”, Gilmar Mendes sugere que Barroso havia ensaiado as frases usadas em discussão com ele (“mistura do mal com atraso, com pitadas de psicopatia”): “Eu quando mando alguém fechar o escritório de advocacia eu não improvisei, eu falei na hora”. — JOTA (@JotaInfo) October 15, 2019 Sobre a prisão em segunda instância, Gilmar respondeu: “Hoje estou convencido, diante dos abusos, que temos de reforçar a prisão provisória em segundo grau, mas a execução da pena só com trânsito em julgado”. — JOTA (@JotaInfo) October 15, 2019 “Lula merece um julgamento justo”, diz Gilmar Mendes no Bial O ministro também disse que, por conta das reportagens da Vaza Jato, a condenação do ex-presidente deixa “muitas suspeitas” No programa Conversa com Bial desta segunda-feira (14), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ao ser questionado sobre o possível desenrolar do movimento “Lula Livre”, afirmou que o ex-presidente merece um julgamento justo. “A minha percepção é que nos círculos acadêmicos no mundo há a impressão de que há muitos vícios nesse processo do Lula, e eu tenho dito então que o Lula merece um julgamento justo”, disse o ministro. “Para isso deveria começar tudo de novo, então?”, questionou o apresentador. “Não sei. Mas merece um julgamento justo. Tudo isso que vem se revelando de fato deixa a suspeita sobre esse caso”, respondeu Gilmar. Mendes falou também sobre o uso da prova ilícita, no caso as conversas divulgadas pelo The Intercept Brasil. O ministro afirmou que, inequivocamente, a prova ilícita não pode ser usada para condenar ninguém. O debate se dará, segundo ele, se ela pode ser usada para exonerar alguém de responsabilidade. “Diz-se hoje na doutrina que sim”, afirmou. Confira a fala do ministro no programa: AGORA! @gilmarmendes : “@LulaOficial merece um julgamento JUSTO” ! @zehdeabreu pic.twitter.com/eqGFgJHsrv — MILA ANDRADE (@Velandrade13) October 15, 2019

STF marca para quinta-feira julgamento que pode definir liberdade de Lula

O julgamento do dia 17 será o primeiro de uma sequência que pode desmontar por completo a Lava Jato até o fim do ano. Estão na agenda da Corte a suspeição de Moro, o fim das investigações ilegais da Receita Federal e Coaf e as condenações da Lava Jato em processos nos quais a acusação teve a última palavra – O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, marcou para a próxima quinta-feira (17) o julgamento sobre a prisão em segunda instância, o que pode beneficiar o ex-presidente Lula. O julgamento do dia 17 será o primeiro de uma sequência que pode desmontar por completo a Lava Jato até o fim do ano. Estão na agenda da corte a suspeição de Moro, a o fim das investigações ilegais da Receita Federal e Coaf e as condenações da Lava Jato em processos nos quais a acusação teve a última palavra. Defesa de Lula pede que TRF-4 analise mensagens da Vaza Jato – A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com embargos de declaração no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4) pedindo que a corte inclua, nos processos contra o petista, perícia e análise das mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil, que mostram irregularidades cometidas pelos promotores da Lava Jato e pelo juiz Sérgio Moro. A petição tem como base as mensagens divulgadas nesta segunda-feira 14 pelo Intercept, que revelaram que os promotores calcularam a data da divulgação da denúncia contra Lula no cao do sítio de Atibaia para terem o máximo de exposição de mídia e tirarem atenção dos questionamentos ao então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo acordo da PGR com a empresa JBS. “Procuradores da Lava Jato no Paraná programaram a divulgação da denúncia contra Luiz Inácio Lula da Silva no caso do sítio em Atibaia fazendo um cálculo corporativista e midiático. Em maio de 2017, eles decidiram publicar a acusação numa tentativa de distrair a população e a imprensa das críticas que atingiam Procuradoria-Geral da República na época, mostram discussões travadas em chats no aplicativo Telegram entregues ao Intercept por uma fonte anônima”, aponta reportagem do jornalista Rafael Neves. “À época, a equipe do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estava sob bombardeio por causa de um áudio vazado da colaboração premiada dos executivos do conglomerado JBS que atingia em cheio o presidente Michel Temer. Havia suspeitas de que o material havia sido editado. Meses depois, problemas mais graves – como o jogo duplo do procurador Marcelo Miller, que recebeu R$ 700 mil para orientar a JBS – levaram o próprio Janot a pedir que o acordo fosse rescindido”, aponta ainda a matéria.

Ciro segue o caminho do labirinto que devorou Marina – Por Fernando Brito

Não posso deixar passar sem registro as ofensas proferidas por Ciro Gomes a Paulo Moreira Lima e a Kiko Nogueira, do 247 e do Diário do Centro do Mundo. Críticas políticas são livres, a eles, a qualquer um e a mim, quando jornalistas saem do manto tantas vezes hipócrita da neutralidade ou até mesmo embuçados por ele. Acusar de venais e “picaretas” exige, porém, fatos concretos. Que não foram apontados. É preciso separar Ciro do PDT, ainda que o PDT de hoje sofra todas as vicissitudes de 15 anos sem Brizola, que fazem a ele muita falta, como falta faz à toda a cena politica brasileira. E faz a mim, depois de duas décadas de convívio diário. Todos os que viemos do brizolismo temos críticas e, até, ressentimentos com o PT. A começar dos que teve o próprio Leonel Brizola, os quais vivenciei e com os quais, em boa parte, concordei. Isso, em tempos em que Ciro Gomes não partilhava do “brizolismo” que viria a ser a sua tardia opção, já sem Brizola a definir o que seria ser “brizolista”. Por isso, me permito dizer algumas coisas a Ciro, neófito no que diz ser seu brizolismo. A primeira é a que Brizola jamais se permitiria atacar politicamente um homem preso por um processo judicial deformado, como o que ele próprio reconhece ter sido o de Lula. Brizola, Ciro, jamais seria um covarde. No fundo, é assim que soa a sua valentia quanto a Lula. Não me fale, também, em pureza moral nas alianças políticas, porque as suas, ao longo da história, estão longe de serem canonizáveis. Em 2002, sua candidatura presidencial era apoiada por Roberto Jefferson e tinha como coordenador geral José Carlos Martinez, um senador do Paraná acusado de receber 4,5 milhões de dólares de Paulo César Farias. Nada disso fazia de Ciro um corrupto, é claro. Mas o desautoriza a inculpar Lula, como o faz, por suas alianças. Mas Ciro sente-se à vontade para acusar jornalistas que apoiam Lula de desonestos simplesmente porque…o apoiam. Neste caso, Ciro, peço que me acuse também. Estou há seis anos fora do PDT, embora conserve lá muitos amigos, que não partilham de sua visão odienta sobre Lula. Então, escute, Ciro, você caminha para inviabilizar-se como candidato. O partido te enxerga como um caminho de sobrevivência. Mas logo ficará claro que você não é isso, mas é a seara do isolamento, empurrando-o para um desvão do antilulismo. O campo, aí, Ciro, está superlotado. Tudo o que você diz de bom e justo sobre a situação do Brasil se perde por isso. Como tudo se perdeu quando de sua omissão no segundo turno de 2018 desparecendo em Paris. Os brizolistas, ciristas ou não, não tiveram dúvidas sobre seu voto. Ciro toma um caminho que teima em seguir, mesmo diante de todas as evidências do desastre. Ciro entrou num labirinto tal e qual o de Marina Silva, que o engolirá, como fez a ela. E mais rápido. Via Tijolaço

Em Zorra Total, Bolsonaro vira chofer de Trump

 O programa fez chacota do fato de que Donald Trump frustrou Bolsonaro sobre apoio à candidatura do Brasil na OCDE O programa de humor Zorra Total, da TV Globo, resolveu usar o presidente Jair Bolsonaro (PSL) para fazer piada neste último sábado (12). Um dos quadros do programa fez chacota do fato de que o Brasil não entrou para a lista de indicações de Donald Trump à OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e, no final do quadro, Bolsonaro vira chofer do presidente americano. Na cena, Bolsonaro chega com seus assessores ao evento que seria da OCDE e pergunta ao recepcionista se seu nome está na lista. Ele então diz ao presidente que seu nome não foi repassado por Trump. “Como o Brasil não tá na lista? O Trump me prometeu! Todo mundo tá entrando e eu não vou entrar?”, questiona o presidente, indignado. Enquanto isso, autoridades políticas como Emmanuel Macron e Angela Merkel passam por ele e entram no local. Em determinado momento, Donald Trump aparece na cena e entrega a chave de seu carro ao presidente brasileiro. “Você estaciona com cuidado ‘minha’ carro, ok?”, diz. Como resposta, Bolsonaro tenta “sair por cima” e fala a seus assessores: “Pra vocês verem a confiança que o Trump deposita na minha pessoa!”. Veja o vídeo: View this post on Instagram Zorra faz chacota com a rasteira que Bolsonaro levou de Trump no caso da OCDE ???? Globo A post shared by Gleisi Hoffmann (@gleisihoffmann) on Oct 13, 2019 at 7:14am PDT