A caminho do presídio, Sérgio Moro está de saída do governo de Bolsonaro

Pró-ditadura e filiado ao PSDB, general Guilherme Teophilo pode ser o substituto de Sérgio Moro na Justiça que, segundo especulações, já está de saída do governo A queda do ministro da Justiça, Sérgio Moro, já é vista como certa nos bastidores do Planalto. Nesta quinta-feira (12), uma longa reportagem da Revista Época detalha os motivos para a saída de cena do ex-juiz federal e, pelas redes, o nome do general Guilherme Teophilo (PSDB), Secretário Nacional de Segurança Pública, tem sido apontado como sucessor do “super Moro”. Humilhado por Jair Bolsonaro e com cada dia menos poder dentro do governo, Sérgio Moro já estaria de malas prontas para desembarcar do governo. Segundo o colunista Guilherme Amado, da Época, Moro já definiu qual seria sua gota d’água: a demissão de Maurício Valeixo da direção-geral da Polícia Federal (PF) e sua substituição por alguém que não seja indicado pelo Ministério. Essa decisão faz parte de acúmulos de nove meses de desgaste, tendo que lidar com atitudes de Bolsonaro que visam minar a popularidade do antes “super-ministro”, que mantém um índice de aprovação bem superior ao do polêmico presidente mesmo com as reportagens da Vaza Jato. Além disso, ele não se sente em casa na Esplanada: reprova o linguajar de Bolsonaro e mantém contato apenas com Paulo Guedes e Eduardo Villas Bôas. Ciente que a fritura pode gerar uma queda do ex-juiz federal, o presidente já teria um substituto para o posto. O general Guilherme Teophilo, candidato ao governo do Ceará pelo PSDB e nomeado por Moro para a Secretaria Nacional de Segurança Pública, seria o escolhido para função. O tucano é defensor do golpe militar e diz que não houve ditadura militar no Brasil, mas um “contragolpe democrático” com o objetivo de desmontar uma “estrutura comunista” que levaria o país ao socialismo. O nome de Teophilo passou a circular com uma certa força nas redes bolsonaristas nos últimos dois dias após uma declaração de que ele, ao lado de Moro, teria desarticulado o PCC e o Comando Vermelho, indicando que ele pode receber uma apoio da base do presidente caso as especulações se confirmem. Sérgio Moro pode acabar preso na teia de aranha que ele mesmo teceu A conspiração está comprovada: Moro e seus comparsas têm de ser presos por Jeferson Miola, em seu blog As revelações do Intercept de 8/9/19 trazem provas impressionantes do atentado terrorista cometido por Sérgio Moro e pela força-tarefa da Lava Jato, em conluio com a Rede Globo, em 16 de março de 2016 contra a presidente Dilma Rousseff. Naquele dia, depois de interceptar ilegalmente conversas telefônicas da presidente Dilma com o ex-presidente Lula, Moro e seus comparsas – o procurador Deltan Dallagnol, o delegado Luciano Flores e outros/as procuradores, procuradoras e policiais federais – decidiram, assim mesmo, vazar criminosamente aqueles diálogos para a Rede Globo. A Globo não desperdiçou a oportunidade. No Jornal Nacional daquela noite, dedicou nada menos que 68 minutos [1 hora e 8 minutos] para criar uma novela incriminadora. Os bandidos da força-tarefa selecionaram e enviesaram o diálogo entre Lula e Dilma para insinuar falso desvio de finalidade na nomeação do ex-presidente para a chefia da Casa Civil. Com isso eles pretendiam – e conseguiram, por decisão liminar do à época lavajatista ministro Gilmar Mendes – golpear a Constituição e impediram o direito constitucional de Dilma dar posse a Lula no cargo. Foi a primeira vez na história do Brasil que a presidência do país foi impedida de nomear um ministro do seu governo. Com isso, reforçaram a narrativa criminalizadora da Dilma, Lula e PT para, desse modo, legitimar a fraude do impeachment que estava em curso acelerado. A novidade revelada pelo Intercept é que a gangue da Lava Jato ocultou intencionalmente trechos de conversas telefônicas de Lula com Temer, o então vice-presidente da República, nas quais fica claro que Lula decidira assumir a Casa Civil por motivos mais elevados que o foro privilegiado. Numa clara sinalização de que pretendia contrarrestar a onda de ódio e destruição infundida por Aécio, Cunha, MBL, FHC, setores da burguesia e pela própria Lava Jato, e com o mais profundo interesse em pacificar o país cindido por uma elite odienta, Lula disse a Temer que aceitara o cargo para “restabelecer a relação carinhosa entre seres humanos nesse país”. Com a publicação das mensagens intercambiadas pela Lava Jato, o Intercept comprova documentalmente que Moro e agentes do MPF e da PF, em simbiose com a Globo, empreenderam a conspiração que derrubaria Dilma, prenderia Lula e abriria o caminho para a eleição ilegítima de um governo de extrema-direita e fascista no Brasil. O 16 de março de 2016 entrou para a história como o dia decisivo do itinerário da conspiração perpetrada contra o Estado de Direito. E contou com a escandalosa cumplicidade do STF, que agora pode se redimir e interromper essa espiral da barbárie e da catástrofe. Moro e seus comparsas não atacaram apenas Dilma e Lula; eles perpetraram um ato terrorista contra a instituição Presidência da República. Isso é gravíssimo, e é agravado pelo fato de serem, todos esses/as criminosos/as, funcionários/as públicos. Os bandidos da gangue da Lava Jato sabiam disso. Tanto que um deles manifestou preocupação: “Estou preocupado com Moro! Com a fundamentação da decisão. Vai sobrar representação para ele”, disse o procurador Orlando Martello. Na sequência, Orlando foi tranquilizado pelo colega Carlos Fernando dos Santos Lima que, consciente de que valeria correr o risco do ato criminoso para dar continuidade à conspiração, disse: “Vai sim [sobrar representação]. E contra nós. Sabíamos disso”. E emendou: “coragem”! O crime de conspiração não está tipificado no Brasil enquanto tal, ao contrário dos EUA, pátria a cujos interesses Moro e seus comparsas servem com enorme devoção e que inclusive prevê a prisão perpétua – quando não é sentenciada a pena de morte. No Brasil, o crime de conspiração está tipificado na Lei 1802/53, que define como crimes contra o Estado e a ordem política e social: “Art. 6º Atentar contra a vida, a incolumidade e a liberdade: a) do
Em último ato na PGR, Rachel Dodge diz temer pela democracia

“No mundo surgem vozes contrárias ao regime de leis, ao respeito aos direitos fundamentais e ao meio ambiente sadio também para as futuras gerações”, alertou a procuradora – A procuradora-geral da República (PGR), Rachel Dodge, participou nesta quinta-feira (12) de sua última sessão como titular do cargo. Em discurso, a procuradora adotou um tom duro, defendendo a autonomia do Ministério Público e alertando aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para as ameaças que a democracia no Brasil tem sofrido e cobrando deles a responsabilidade de defender a Constituição e as minorias. “Permitam-me fazer um alerta para que permaneçam atentos a todos os sinais de pressão sobre a democracia liberal, vez que no Brasil e no mundo surgem vozes contrárias ao regime de leis, ao respeito aos direitos fundamentais e ao meio ambiente sadio também para as futuras gerações”, disse a atual PGR, que deixa o cargo na próxima semana. Dodge declarou que “se o esforço do século XX foi o de erguer a democracia liberal brasileira, o esforço do século XXI é impedir que ela morra”, em discurso proferido dias depois de comentário do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho “02” do presidente, de que não se terá transformações rápidas por vias democráticas. “Protejam a democracia brasileira, tão arduamente erguida em caminhos de avanços e retrocessos, mas sempre sob o norte de que a democracia é o melhor modelo para construir uma sociedade de mais elevado desenvolvimento humano”, disse aos ministros do STF. Ela ainda defendeu a autonomia do Ministério Público e disse que ele tem uma “grave responsabilidade” de “acionar o sistema de freios e contrapesos, para manter leis válidas perante a constituição, pare proteger o direito e segurança a todos, para defender minorias, trazendo casos a esta corte, porque o Supremo precisa ser acionado para que possa decidir”. O substituto de Dodge no comando da PGR deve ser o subprocurador-geral Augusto Aras, indicado por Jair Bolsonaro após um longo mistério feito pelo presidente. Aras não estava na lista tríplice elaborada pela Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) e foi indicado por um aliado de Bolsonaro investigado por corrupção. Ele é o primeiro nome, desde 2003, a ser escolhido fora da lista da ANPR e ainda tem que passar pela chancela do Senado Federal.
Ciro Gomes, além de traidor, é um canalha serviçal da direita

O ex-militante do PDS, PSDB, PMDB, PTB, PPS, PROS, PSB e PDT, Ciro Gomes, não perde a oportunidade de ficar calado. Para tentar conquistar os votos dos bolsominos, o aliado de Aécio Neves, dispara diariamente ataques contra o ex-presidente Lula, mesmo depois da Vaja Jato. – Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, o ex-ministro e ex-candidato à presidência em 2018 pelo PDT, Ciro Gomes, criticou a campanha Lula Livre e, mesmo depois das revelações da Vaza Jato, declarou que o ex-presidente não é um preso político e “não tem nada de inocente”. “Pergunta pro nosso povo qual é a centralidade pra 14 milhões de desempregados. Eu acho que isso não tem centralidade nenhuma”, declarou, em referência à campanha Lula Livre. Para Ciro, a sentença de Lula é “nula”, mas o petista não é um preso político. “Todo cidadão merece um julgamento justo, e Moro agiu à margem da lei, eu cansei de avisar na data”, afirmou. “Mas o Lula, e mais ninguém, aceitou o rito do Judiciário”, acrescentou. O ex-ministro declarou, ainda, que sabe que o ex-presidente “não tem nada de inocente”, mas, segundo ele, a sentença do então juiz Sergio Moro não traz prova alguma contra ele. Ciro Gomes também disparou críticas contra Dilma Rousseff. “Não é possível que o PT queira apagar o desastre que aconteceu com a Dilma. A Dilma desastrou o Brasil”. Em nenhum momento o canalha do Ciro Gomes criticou Temer e o Bolsonaro…
Vaza Jato revela novos crimes de Moro e procuradores da Lava Jato

O site The Intercept Brasil, cofundado pelo jornalista Glenn Greenwald, revelou nesta quarta-feira (11) novos crimes de procuradores da força-tarefa Lava Jato e do ex-juiz Sérgio Moro. De acordo com a #VazaJato, autorizou a devassa de uma filha de um investigado da operação. O alvo não tinha nada a ver com os supostos ilícitos do pai, mas, mesmo assim, em conluio, eles grampearam celulares e aplicativo de WhatsApp, boquearam contas bancárias, enfim, apreender o passaporte, fizeram o diabo com a moça para pressionar o empresário luso-brasileiro Raul Schmidt a se entregar. Em um primeiro momento, o então juiz Moro negou a injustificável devassa: “Apesar dos argumentos do MPF, não há provas muito claras de que Nathalie Angerami Priante Schmidt Felippe tinha ciência de que os valores tinham origem ilícita e/ou eram fruto de atos de corrupção.” O lampejo de “garantista” do ex-juiz e atual ministro Justiça se deveu ao fato de um mandado de prisão de Raul Schmidt, em Portugal, porém o empresário não foi encontrado pelas autoridades portuguesas naquela época. O Intercept conta que por conta desta frustrada tentativa de captura de Schmidt, os procuradores da força-tarefa então reapresentaram o mesmo pedido a Moro de medidas contra a filha do acusado com o claro fim de pressionar o pai a se entregar, como demonstram as mensagens do Telegram. “Não queria apenas a apreensão do passaporte, mas também outras medidas: busca e apreensão na casa de Nathalie, bloqueios em contas bancárias dela e da empresa dela, quebras de sigilo fiscal e do sigilo das mensagens de um número dela no WhatsApp”, anota a #VazaJato. No mesmo dia em que a Polícia Federal fazia a devassa contra Nathalie, no Rio de Janeiro, autorizada por Moro, Raul Schmidt conseguiu extinguir seu processo de extradição em Portugal. A Lava Jato tenta até hoje trazê-lo ao Brasil. Na prática, Moro e procuradores diziam uma coisa nos autos, mas, pelo Telegram, cometiam todas as ilegalidades possíveis e impossíveis. Confira os diálogos proibidos na Lava Jato: 1º de fevereiro de 2018 – Grupo Filhos do Januário 2 Diogo Castor de Mattos – 16:52:58 – prezados, gostaria de submeter à analise de todos a questão da operação na filha do raul schmidt.. basicamente, ela esta envolvida em algumas lavagens por ser beneficiária de uma offshore do pai.. pensamos em fazer uma operação nela para tentar localizá-lo.. oq acham? Paulo Roberto Galvão – 16:56:11 – pegar o celular? Castor de Mattos– 16:57:53 – eh Deltan Dallagnol – 17:05:13 – Nse fizer, ele some no mesmo dia… Dallagnol – 17:05:21 – ele muda de lugar Castor de Mattos– 17:10:47 – mas ela mandou renovar o passaporte e entoru com pedido de visto em portugal.. Castor de Mattos– 17:11:04 – se nao fizermos nada ela foge do país e nunca mais achamos Dallagnol – 17:14:04 – mas o que ganha? -salvo se realmente achar que ela tá envolvida nos crimes, não haverá provas deles -quanto à loalização dele, pode até achar, mas terá poucas horas pra prendê-lo, ou menos de poucas horas, tendo de mobilizar polícia fora em país que não sabemso qual em território de fronteiras abertas UE… Castor de Mattos– 17:15:36 – na minha perspectiva, ela nao poder sair do país é um elemento de pressão em cima dele Castor de Mattos– 17:15:57 – e ai estamos falando de imóveis adquiridos em nome dela no exterior de USD 2 milhoes Athayde Ribeiro Costa – 17:25:22 – Intercepta ela. Se ela habilitar o cel e usar la, tem a erb Castor de Mattos– 17:26:22 – mas o cara tá na europa
Trabalhadores dos Correios entram em greve contra a privatização

Funcionários protestam por reajuste salarial e contra privatização; segundo juiz, empresa rejeitou mediação do Tribunal Superior do Trabalho Os funcionários dos Correios anunciaram greve geral por tempo indeterminado. O decreto ocorreu na noite de terça-feira 10. Os trabalhadores pedem reajuste salarial com reposição da inflação do período (3,25%) e querem barrar cortes de benefícios, como a retirada de pais e mães do plano de saúde. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), todos os 36 sindicatos da categoria aderiram à greve. Em nota, a federação afirma que a direção dos Correios descumpriu o calendário de reuniões e adiou a apresentação do índice econômico para depois da data acordada com os trabalhadores, que seria no mês de agosto. Além disso, diz que a empresa não recebe os representantes dos trabalhadores há mais de 40 dias e se nega a negociar. Os Correios afirmam que participaram de dez encontros com os representantes e que apresentaram a real situação econômica, que compreende, segundo a estatal, um prejuízo de 3 bilhões de reais. “Mas as federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa, algo insustentável para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso”, diz nota. A empresa opera sob o comando do general Floriano Peixoto, nomeado em junho pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Empresa rejeitou mediação do TST, diz juiz O Tribunal Superior do Trabalho (TST) era mediador na negociação. Segundo o juiz Rogério Meira, auxiliar da vice-presidência do tribunal, os trabalhadores aceitaram suspender a greve, no entanto, a própria cúpula dos Correios rejeitou a mediação do tribunal, o que contribuiu para a deflagração da paralisação. “O ministro vice-presidente [Renato de Lacerda Paiva] fez uma proposta para ambas as partes no sentido de ganharmos mais um mês para continuar conversando. Havia inclusive uma greve marcada para o dia 3 e, diante dessa proposta, a representação dos empregados e entidades sindicais se manifestaram no sentido de concordar e inclusive suspendendo mais uma vez a greve. Porém, infelizmente, a empresa não aceitou. Ou seja, a empresa, na prática, recusou a proposta da vice-presidência. Respeitando essa decisão, o ministro extinguiu essa mediação, tendo a clareza de que, se houvesse a aceitação, teríamos a perspectiva de evitar essa greve. Não sabemos o que vai acontecer, esse pedido de mediação foi extinto, lamentamos”, disse, em entrevista veiculada pela Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect). Segundo as federações, a direção dos Correios e o governo Bolsonaro empurraram os funcionários à paralisação porque “têm interesse em usar a greve para desgastar a imagem dos trabalhadores”. Em nota, a Findect relaciona a estratégia à ameaça do governo em privatizar a estatal. “A direção da ECT e o governo querem reduzir radicalmente salários e benefícios para diminuir custos e privatizar os Correios”, escreve a instituição.
Bolsonaro dificulta ainda mais o acesso a moradia para os pobres

O governo de Jair Bolsonaro acabou com o subsídio destinado ao programa Minha Casa Minha Vida nas faixas 1,5 e 2. As duas faixas são voltadas a famílias com renda de até R$ 4.000 e oferecem subsídio de até R$ 47.500. Como informa reportagem da Folha de S. Paulo nesta terça-feira, 11, até esta semana, a União arcava com 10% da subvenção –os outros 90% ficavam com o FGTS. Entretanto, os R$ 450 milhões do Orçamento federal destinados a essa finalidade foram esgotados na última semana. Pela portaria do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, o FGTS passa a ser responsável por todo o pagamento. A regra é válida apenas até dezembro deste ano, mas os ministérios de Desenvolvimento Regional e da Economia, além da Caixa, estudam ampliar a nova regra para 2020. De acordo com a pasta, em 2019, o governo liberou R$ 3,27 bilhões para o Minha Casa Minha Vida, sendo R$ 2,82 bilhões para a Faixa 1, valor que corresponde a 86,2% dos investimentos. Já as faixas 1,5 e 2 receberam R$ 450 milhões.
CPI das Fake News sai do papel e pode assombrar Jair Bolsonaro

Os dois postos-chave da comissão ficaram com a oposição, graças à bagunça do governo ao lidar com o Congresso – O juiz Jorge Mussi, de 67 anos, nasceu em Florianópolis, cidade que deu 64% dos votos a Jair Bolsonaro. No Tribunal Superior Eleitoral desde 2017, cuida hoje de quatro ações de cassação da chapa de Bolsonaro, movidas pelos advogados de Fernando Haddad. Seu mandato no TSE termina em 24 de outubro e pode ser renovado por mais dois anos, o que lhe permitiria manter o acúmulo de 8 mil reais mensais com o salário de 42 mil no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas aí é com Bolsonaro. No TSE, tem dito nos bastidores que deseja liquidar em setembro todas as ações contra o presidente. Uma delas, a apontar abuso de poder econômico pró-Bolsonaro pela TV Record, foi a julgamento em 3 de setembro. Mussi propôs absolver o ex-capitão. O tribunal adiou a decisão, pois o juiz Edson Fachin pediu para examinar o caso com calma. Se Mussi desistir da pressa nos casos contra Bolsonaro, ou se Fachin insistir na calma, a vida do presidente no TSE poderá ficar bem complicada. Seu mandato corre risco real com a instalação, na quarta-feira 4, da CPI das Fake News, ou das notícias mentirosas. Das quatro ações contra o ex-capitão, duas podem ser abastecidas pela CPI, composta por deputados e por senadores, com equilíbrio de forças entre governistas, oposição e “Centrão” e 180 dias de prazo. Na mira, conforme a proposta de criar a CPI, está “a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições de 2018”. Mesmo que nada saia das investigações capaz de empurrar Bolsonaro ao cadafalso no TSE, o presidente verá minadas as milícias digitais, fonte de seu poder, pois a CPI investigará ainda “ataques cibernéticos contra a democracia” e cyberbullying sobre agentes públicos. Os dois postos-chave da comissão ficaram com a oposição, graças à bagunça do governo ao lidar com o Congresso. Por um acordo partidário, o presidente seria do DEM, sigla à frente de três ministérios. O escolhido era o senador Marcos Rogério, bolsonarista de 41 anos de Rondônia, mas ele refugou na véspera. Com o governo desorientado, o eleito foi o senador baiano Ângelo Coronel, de 61 anos. Seu partido, o PSD, até colabora com Bolsonaro, mas Coronel é do Nordeste, pior ibope regional de Bolsonaro, e aliado do petista Jaques Wagner, ex-governador da Bahia. O empresário elegeu-se em 2018 ao lado de Wagner, e por obra deste, que sacrificou a reeleição de uma progressista histórica, Lídice da Mata, do PSB. E é justamente Lídice, economista de 63 anos, agora deputada, a relatora da CPI. A ela caberá ditar o rumo e os alvos das investigações. A Coronel, o ritmo. A primeira reunião da CPI será na terça-feira 10. Veterana da Constituinte de 1987-88, Lídice sente-se diante de um desafio. Para ela, notícias falsas, calúnias, sempre houve em eleição. O problema contemporâneo são os métodos de produção das mentiras e o longo alcance delas, devido à tecnologia à disposição do poder econômico. Tudo somado, a democracia está ameaçada. A CartaCapital, Lídice citou o documentário Privacidade Hackeada, do Netflix. Lançado em julho, expõe o método “Cambridge Analytica” no triunfo de Donald Trump em 2016, uma vitória conquistada com inverdades, grana e dados pessoais obtidos sub-repticiamente no Facebook, empresa dona do WhatsApp, através do qual Bolsonaro deitou e rolou na campanha. “Eu não tenho dúvida de que a eleição foi muito influenciada por fake news. Como é que nasceu o kit gay?”, diz a deputada. MUSSI JÁ PROPÔS ABSOLVIÇÃO. FACHIN PEDE CALMA. FOTO: ROBERTO JAYME/ ASCOM/TSE Ela está disposta a botar a mira nas redes subterrâneas atuantes na web, as milícias digitais, e tentar descobrir quem paga por elas. São redes bolsonaristas, e estão aí dois senadores que não deixam esta reportagem praticar fake news. Em junho, a maranhense Eliziane Gama, de 42 anos e do ex-PPS, foi ameaçada via redes sociais após Bolsonaro pedir à população que pressionasse o Senado a não derrubar seus decretos armamentistas. Uma das mensagens dizia que a casa de Eliziane seria arrombada e seus familiares levariam bala na testa. Também em junho, o capixaba Fabiano Contarato, de 53 anos e da Rede, foi perseguido nas redes sociais por ter questionado o ministro Sérgio Moro sobre as conversas secretas reveladas pelo Intercept. Um auditor-fiscal chegou a gravar um áudio de WhatsApp a dizer que pegaria Contarato “no facão”. O PT espera que Lídice realmente se debruce sobre as milícias digitais e seus financiadores. Seria uma forma de abastecer as ações de cassação de Bolsonaro no TSE. “A CPI pode ajudar a jogar luzes em empresários e em suas atividades e mostrar o que foi a eleição de 2018”, afirma o deputado petista Paulo Teixeira, paulista de 58 anos. “O TSE até agora não foi capaz de dar conta disso.” A CPI pode focar milícias digitais e seus financiadores, mostrar como se deu o pleito de 2018, diz Paulo Teixeira As duas ações que podem ser abastecidas pela CPI apontam de poder econômico a uso indevido dos meios de comunicação. A primeira é de 18 de outubro de 2018, dez dias antes do fim da eleição. A Folha noticiara que empresários compraram serviços de disparo em larga escala de mensagens de WhatsApp com conteúdo ofensivo a Haddad – conteúdo do tipo fake news. Um dos empresários era o bolsonarista Luciano Hang, das lojas Havan. Em junho passado, o jornal relatou que um dos fornecedores do disparo era espanhol, a Enviawhatsapp, e que um software inventado por um boliviano foi usado também. A outra ação é de 9 de dezembro de 2018. Uma semana antes, a Folha reportara que a campanha de Bolsonaro havia enviado mensagens a eleitores de 65 a 83 anos cujos dados haviam sido obtidos ilegalmente. Quem pagou o envio foi a agência de mídia digital AM4, que recebeu 650 mil reais da campanha bolsonária, maior fornecedora do ex-capitão na eleição. Autores das ações, os advogados Ângelo Ferraro e Eugênio
Intercept revela a prova que anula condenação de Lula

A força-tarefa à frente do caso em Curitiba acompanhou de perto a interceptação. No dia em que soube do convite de Dilma, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador do grupo, pediu um CD com todos os áudios. “Estou sem nada pra ouvir no carro“, disse no Telegram, em tom de brincadeira. Mas o que viria a ser revelado de pior estaria por vir, a nova leva de mensagens da vaza jato, revelou que Moro, interviu completamente na investigação e agiu de forma parcial com Lula era a prova cabal que o STF precisa para anular condenação de Lula. Deltan Dallagnol 19:25:19 Igor consegue pra mim CD ou DVD com todos os áudios do 9 e a análise dos que tiver? Estou sem nada pra ouvir no carro rsrsrs Igor Romário de Paula: 19:45:20 Sim… amanhã, ok!? 9 Referência pejorativa a Lula, que perdeu um dedo da mão esquerda quando operário 10.mar.2016 Deltan 00:20:56 Igor falei com o pessoal e parece que recebemos só os de destaque e não temos os daqueles em volta que podem ser importante para indicar riscos à segurança e a condução… Consegue os áudios completos e relatórios por favor? […] Igor 21:19:23 O cara vai ser mesmo ministro Deltan 21:21:06 Januário vem pra cá pra discutirmos o que fazer com o procedimento em sigilo 21:21:14 ele ia te ligar creio agora Igor 21:26:42 Chego aí em 15 minutos. Para os investigadores, havia uma oportunidade para levantar o sigilo da investigação, revelando o conteúdo das conversas de Lula, antes que sua nomeação como ministro obrigasse Moro a encaminhar o caso a Brasília e a força-tarefa de Curitiba perdesse o controle sobre a investigação. 14.mar.2016 Luciano Flores 19:49:46 Prado e demais colegas da análise: Teríamos condições de apresentar os três relatórios de interceptação amanhã de manhã. Rodrigo Janot, chamou Deltan para entender o que acontecera. Ele dera seu aval ao levantamento do sigilo da investigação pela manhã, mas não fora avisado de que a Lava Jato tinha grampeado a presidente da República. “Tudo que sabemos é o que está nos relatórios que te entreguei”, acrescentou, referindo-se as transcrições feitas pela PF antes da conversa de Dilma. A parte que virá agora abaixo são importantes por demonstrar que nem mesmos os procuradores sabiam do áudio entre Dilma e Lula e que Sérgio Moro, ficou sabendo antes deles, o que corrobora o caráter político e pessoal com que Moro conduziu as investigações, vale frisar que o então procurador Geral da República Rodrigo Janot não fora avisado de que a Lava Jato tinha grampeado a presidente da República e portanto foi pego de surpresa pela decisão do então magistrado, tal revelação é importante e revela a completa parcialidade de Moro diante da operação lava jato. 16.mar.2016 Carlos Fernando 18:40:09 Tá na globo news Deltan 18:52:42 Ótimo dia rs Orlando Martello 18:53:19 O q está na globo news? Os áudios? Athayde 18:53:37 Tudo Jerusa Viecili 18:53:40 Isso Orlando 18:53:59 Eu deus!!! Rs Athayde 18:54:11 O mundo caiu Deltan 18:59:54 Caros vamos descer a lenha até terça 19:00:02 por cautela falei com Pelella e deu ok Eduardo Pelella 19:17:38 Vcs sabiam do áudio da Dilma? 19:17:59 Moro não menciona na decisão. E a gente não falou sobre isso Deltan19:22:57 Não 19:23:04 Parece que foi hoje cedo Pelella19:23:12 hoje cedo? Deltan 19:23:13 Os relatórios foram fechados ontem Pelella 19:23:17 Putz! Deltan19:23:22 Ouvi alguém falar que foi hoje cedo Pelella19:23:27 Não estão nos relatórios? 19:23:35 Caralhooo!!! 19:23:38 Vou ler aqui Deltan 19:23:38 Relatórios são de ontem 19:23:54 Foram revisados hoje antes de juntar 19:23:59 Para não ter nada pessoal 19:24:12 Tudo que sabemos é o que está nos relatórios que te entreguei Repare que no momento em que Dallagnol diz “Os relatórios foram fechados ontem”, Pelella questiona “Não estão nos relatórios? Caralhooo!!! Vou ler aqui”, fica evidenciado que Sérgio Moro agiu sozinho, intervindo na investigação, usurpando o papel do ministério público, algo que é impensável e inadmissível na função de um juiz que deveria ser imparcial, o próprio Dallagnol diz não saber do conteúdo “Relatórios são de ontem”; “Tudo que sabemos é o que está nos relatórios que te entreguei”, reforçando que a decisão de Moro não tinha base em nenhum pedido dos procuradores. Orlando 21:05:53 Estou preocupado com moro! Com a fundamentação da decisão. Vai sobrar representação para ele. Carlos Fernando 21:06:48 Vai sim. E contra nós. Sabíamos disso. Orlando 21:09:14 Ele justificou em precedentes stf a abertura dos áudios? Laura Tessler 21:09:25 Acho que não…já chagaram ao limite da bizarrice…a população está do nosso lado…qualquer tentativa de intimidação irá se voltar contra eles Carlos Fernando 21:18:01 Coragem… Rsrsrs […] Orlando 21:19:20 Se acontecer algo com moro renúncia coletiva de MPF, pf e RF […] Carlos Fernando 21:19:48 Por mim, ok 21:20:07 Adoro renunciar… Rsrsrs Laura Tessler 21:20:28 Renúncia coletiva nada….denúncia é pedido de prisão!!!! 21:21:20 Hahahhahahaha Carlos Fernando 21:21:21 Laura é xiita.. Rsrsrs Orlando Martello chegou a demonstrar preocupação com o ex juiz, “Estou preocupado com moro! Com a fundamentação da decisão. Vai sobrar representação para ele.” Ele justificou em precedentes stf a abertura dos áudios? Não existe nenhum precedente no STF que justifique grampos a presidente da República e tão pouco sua divulgação, o que Moro havia feito naquele momento era um crime, Moro jamais foi julgado no CNJ por causa de diversas manobras realizadas por Carmém Lúcia, conforme denunciamos em várias situações. Mas o que demais importante aconteceu nessa nova leva da Vaza Jato foi a demonstração de que Moro agiu de forma parcial e pessoal contra Lula, passou por cima de todos os procedimentos, precedentes e jurisprudências para divulgar o áudio de Dilma e Lula, mostrando assim que suas decisões tinham cunho político e não de um juiz que estava combatendo a corrupção, agora o STF tem a prova cabal de que Moro agiu com completa parcialidade contra o ex-presidente. Por essas e outras demonstrações o STF tem a obrigação de anular a condenação de Lula e coloca-lo em liberdade. Via Esquilopolítico Diante desta revelação mostrando a armação da gangue
Moro, Procuradores e PF conluiaram para vazar áudios de Lula e Dilma

Vazamento seletivo de grampo com Dilma comprova prepotência, ódio e perseguição da Lava Jato a Lula – “Igor consegue pra mim CD ou DVD com todos os áudios do 9 e a análise dos que tiver? Estou sem nada pra ouvir no carro rsrsrs”, pede Dallagnol, referindo-se a Lula da mesma forma pejorativa usada por Jair Bolsonaro e artífices do golpe Por Plinio Teodoro – Revista Fórum Os novos diálogos da Vaza Jato revelados neste domingo (8) pela Folha de S.Paulo, em parceria com o site The Intercept, revelam o conluio de parte do judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal para impedir que Lula assumisse a Casa Civil no governo Dilma Rousseff e estancasse a crise que levou ao golpe. Blog do Rovai: Vazamento de como foi feito o grampo de Lula e Dilma mostra as vísceras do crime de Moro, Dallagnol e quadrilha Mas, mais que isso, comprovam, mais uma vez, toda a prepotência, o ódio e a perseguição política a Lula e ao grupo liderado pelo ex-presidente por Sergio Moro, Deltan Dallagnol e seus comandados no MPF e parte da PF que se alinhou ao lavajatismo. A reportagem mostra que as escutas de Lula vinham sendo acompanhadas havia mais de um mês – ao menos desde 9 de fevereiro de 2016 – e todos os áudios desprezados e mantidos em sigilo pela força-tarefa mostram que o ex-presidente relutou ao aceitar o convite de Dilma e mantinha diálogos com político, sindicalistas e outras esferas da sociedade, até mesmo com o então vice-presidente, Michel Temer, para encontrar caminhos para sanar a crise política e econômica por meio do diálogo. Na única menção às investigações, Lula orientou seus advogados a dizer aos jornalistas que o único efeito da nomeação seria mudar seu caso de jurisdição, graças à garantia de foro especial para ministros no Supremo. Mesmo assim, o ódio e a sanha de perseguição levaram procuradores, agentes e o delegado da PF, Luciano Flores, pinçarem 1min35s obtidos de forma ilegal das muitas horas de conversas gravadas de Lula e acionarem Moro para fazer um vazamento seletivo à imprensa e impedir que o ex-presidente assumisse a Casa Civil, como única alternativa para barrar o golpe parlamentar e mergulhar o Brasil de vez no caos político e econômico. Ódio Nas conversas, Deltan Dallagnol faz questão de mostrar sua prepotência, referindo-se a Lula da mesma forma pejorativa usada por Jair Bolsonaro e artífices do golpe, ao pedir ao delegado Igor Romário de Paula, da Polícia Federal, que providenciasse um disco com todos os telefonemas grampeados pela PF. “Igor consegue pra mim CD ou DVD com todos os áudios do 9 e a análise dos que tiver? Estou sem nada pra ouvir no carro rsrsrs”, pede Dallagnol no dia 9 de março de 2016, de forma satírica, referindo-se a Lula, que perdeu um dedo da mão esquerda quando operário. Paulo Roberto Galvão, outro procurador da Lava Jato, usa o mesmo termo chulo para se referir a um café da manhã entre Lula e Dilma na manhã do dia 16 em conversa em que Carlos Fernando Santos Lima diz que vai tratar “com urgência” do vazamento do grampo com Moro. Na mesma conversa, um outro membro da força-tarefa diz que vai acionar o então Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, para “dar um esporro” no recém-nomeado ministro da Justiça, Eugênio Aragão. “Se for o caso de soltar [NR.: o grampo da conversa], melhor soltar logo, hj ainda, de preferência à noite p dar tempo de avisar Janot que está na Suíça e ele dar um esporro em Eugênio. Basicamente isso rs. Mas ligue p Deltan”, diz. A comemoração sórdida dos procuradores mostra ainda o desprezo com a crise que levou milhões de brasileiros ao desemprego e de volta à miséria, além de tirar as grandes empresas nacionais do cenário mundial, resultando na obsessão que se tornou a venda da Petrobras. “O mundo caiu”, disse Athayde Ribeiro da Costa, também procurador da Lava Jato, após a o vazamento do áudio, enquanto Dallagnol manda “descer a lenha até terça”, a data prevista para a posse. A preocupação dos procuradores é única: o que aconteceria com as ilegalidades cometidas por Moro. E tomam uma decisão, anunciada por Orlando Martello: “Se acontecer algo com moro renúncia coletiva de MPF, pf e RF”, apoiado, aos risos, por Carlos Fernando Santos Lima, que é desautorizado pela prepotência da colega Laura Tessler, que já pede a prisão de Lula: “Renúncia coletiva nada….denúncia é pedido de prisão!!!! Hahahhahahaha”, escreve a procuradora no grupo.
10 manchetes, apenas desta semana, que atestam: a censura voltou no Brasil

A tentativa de censura à Bienal do Rio não é isolada: tem sido uma constante no governo Bolsonaro e entre seus apoiadores; Fórum selecionou 10 manchetes, apenas desta semana, que comprovam que o Brasil vive em pleno Estado de Exceção. Confira Revista Fórum No dia 6 de setembro de 2019 os brasileiros assistiram a uma cena que há muito, ao menos desta maneira, não presenciavam: uma comitiva de censores invadindo um evento para confiscar livros. O caso aconteceu no Rio de Janeiro. O prefeito Marcelo Crivella, em sintonia com o governo de Jair Bolsonaro e sua sanha contra a inexistente “ideologia de gênero”, mandou recolher o HQ “Vingadores – a cruzada das crianças”, que traz cenas em que heróis mantém relacionamento homoafetivo. A tentativa de censura criou o efeito contrário: a obra se esgotou em minutos. Além disso, escritores e editoras se manifestaram contra a medida autoritária – que no teórico Estado Democrático de Direito em que o Brasil deveria estar, é ilegal. O episódio do Rio de Janeiro, no entanto, não é isolado. Censura a jornalistas, universidades, ataques fascistas e pensamentos saudosistas com relação à ditadura militar são uma constante no governo Bolsonaro. Para ilustrar, Fórum selecionou 10 manchetes, apenas desta semana, que atestam: a censura voltou no Brasil. 1º de setembro de 2019 ABI pede proteção a repórter que denunciou Dia do Fogo Adécio Piran alertou para o “Dia do Fogo” na Amazônia cinco dias antes dele acontecer e tem sofrido ameaças de ruralistas. 1º de setembro de 2019 Al Janiah, bar de refugiados em SP, sofre ataque fascista Local, construído por palestinos refugiados da Guerra na Síria e por militantes do Movimento Palestina Para Todos, foi alvo de ataque, com bombas e gás de pimenta. 1º de setembro de 2019 Frota denuncia censura no SBT, Band e Rede TV por ter rompido com Bolsonaro O deputado foi expulso do PSL por críticas contra Jair Bolsonaro. 2 de setembro de 2019 Bolsonaro tentou censurar filme em que Bruna Marquezine aparece nua fumando maconha Segundo o diretor do filme Vou Nadar Até Você, Klaus Mitteldorf, a Ancine bloqueou o dinheiro que era para a pós-produção e o lançamento do filme por chocar os padrões morais de Bolsonaro. 3 de setembro de 2019 Bolsonaro determina censura ao ensino sobre gênero no ensino fundamental Eleito com fake news como a mamadeira de piroca e o kit gay – criadas sob a farsa da chamada “ideologia de gênero” -, Bolsonaro determinou um projeto de lei para proibir o assunto em salas de aula. 4 de setembro de 2019 Exposição com críticas a Bolsonaro e Moro é censurada na Câmara dos Vereadores de Porto Alegre Presidente da casa legislativa considerou as imagens “ofensivas”. 5 de setembro de 2019 Bolsonaro cita Roberto Marinho e diz que ditadura “foi 10” Rindo, Bolsonaro distribuiu notas 10 para o governo militar. 5 de setembro de 2019 Paulo Guedes classifica ditadura militar como “meio soft” e diz que bolsonarismo é “brincalhão” Segundo o ministro da Economia, a esquerda é mais agressiva que os seguidores de Jair Bolsonaro. 5 de setembro de 2019 Secretaria da Educação de Doria diz que vai revisar livros didáticos acusados de reproduzir “ideologia de gênero” O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito nesta quarta-feira (4) para apurar o recolhimento de apostilas. 6 de setembro de 2019 Bolsonaristas querem impor programação conservadora para a Cinemateca, chefiada por ex-secretário do PSL O deputado estadual Castello Branco (PSL) é um dos que tem frequentado reuniões na Cinemateca, em São Paulo, para debater nova agenda cultural para a instituição.