Sai o primeiro áudio: Deltan comemora decisão de Fux que censurou Lula

O The Intercept publicou o primeiro áudio dos vazamentos de conversas entre procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro, e ele traz a voz do coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol; “Ouça como ele comemorou secretamente a decisão do Fux revogando autorização a @folha entrevistar Lula”, comentou o jornalista Glenn Greenwald; ouça https://youtu.be/XgFYaZ5W4wM “Primeiro áudio publicado, de Daltan Dallagnol: ouça como ele comemorou secretamente a decisão do Fux revogando autorização a @folha entrevistar Lula 12 dias antes da eleição pq, como já reportamos, eles queriam impedir vitória de Haddad”, anunciou o jornalista Glenn Greenwald, editor do Intercept, no Twitter. “Além das motivações políticas impróprias que sempre negou publicamente, observe que Deltan – além da alegria que Lula ficaria em silêncio – a) tinha conhecimento secreto e prévio da decisão de Fux e b) especificamente queria ocultá-la para impedir que a Folha pudesse recorrer”, completou o jornalista.
Militar do Aerococa diz que foi vítima de “armação” para prejudicar o governo Bolsonaro

A defesa do sargento da FAB preso com 39 kg de cocaína na Espanha afirmou ao Ministério Público Militar que há evidências de “ações clandestinas para imputar crimes” ao militar. O sargento Manuel Silva Rodrigues fazia parte da comitiva que acompanhava a viagem de Bolsonaro ao Japão. A narrativa de armação fornece combustível aos lunáticos do bolsonarismo que insistem em “fake news” absurdas como o kit gay, a mamadeira de piroca, o pavão misterioso, entre outras. – O advogado Carlos Alexandre Klomfahs, responsável pela defesa do sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) Manuel Silva Rodrigues, preso na Espanha com 39 quilos de cocaína a bordo do avião reserva da Presidência da República, afirmou que existem “evidências de ações ‘clandestinas’ e ou sem autorização da Diretoria da ABIN com objetivo de, além de imputar crime grave ao acusado, prejudicar a imagem do Brasil e do governo do Presidente Jair Bolsonaro”. A insinuação contida na petição enviada ao governo espanhol é a de que o sargento seria vítima de uma “armação”, numa narrativa que é cópia daquela espalhada nas últimas semanas por Carlos Bolsonaro. O vereador Carlos Bolsonaro, apelidade por seu pai de “pit bull”, tem atacado sistematicamente a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) a quem ela se subordina, acusando-os de prejudicar o governo Bolsonaro. Os ataques falam em “infiltração” e acusam o chefe do GSI, general Augusto Heleno, de “incompetente” -é o fio narrativo assumido pelo advogado do milita-traficante. O terceiro sargento foi preso no dia 25 de junho, na cidade de Sevilha, ao desembarcar do avião da FAB utilizado como aeronave reserva da comitiva ´residencial. Ele integrava a comitiva de 21 militares que acompanhavam o presidente Jair Bolsonaro para a reunião de cúpula do G-20, realizada em Osaka, no Japão. “Do exposto, requer desta Ilustre Corregedoria o acompanhamento e a disponibilização à Defesa dos números dos processos Adm. ou do inquérito-policial militar de toda prova produzida (filmagem, oitivas e diligência coligidas e ou já efetivadas ou concluídas) contra o acusado, bem como o devido requerimento pelo Parquet Militar ao juízo militar competente da Extradição Ativa para fins de instrução e julgamento do processo penal junto ao Governo da Espanha pelo Ministério da Justiça ao Ministério das Relações Exteriores, à luz do disposto no Tratado Brasil-Espanha e da Lei de Migração. Por cautela nos lê em cópia a Procuradora Geral da República”, diz o requerimento do advogado publicado pelo blog do jornalista Fausto Macedo. Klomfahs também pediu acesso ao Inquérito Policial Militar (IPM) aberto contra o seu cliente e vai encaminhar um documento ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para que seja solicitada a extradição do sargento.
Um terço dos brasileiros apoiaria fechar STF e Congresso

Cerca de um terço da população brasileira aceita, em certas circunstâncias, o fechamento de instituições como o Congresso ou o Supremo Tribunal Federal (STF). É o que mostra pesquisa do JOTA e do Ibpad (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados). O apoio é maior entre os bolsonaristas Por Bruno Giovanni, em seu blog Enquanto 34,9% disseram concordar com a frase “Em algumas situações, o governo deve fechar o Congresso”, 32,9% afirmaram concordar com a frase “Em algumas situações, o governo deve fechar o Supremo Tribunal Federal”. No primeiro caso, 50,9% disseram discordar e, no segundo, 54,2%. Uma outra pergunta também mediu sentimento similar: 42% disseram concordar com a frase “Em nenhuma situação é aceitável fechar o Congresso ou o Supremo Tribunal Federal”, mas outros 40,9% disseram discordar dela. O sentimento difuso de adesão à democracia na população também foi medido pela clássica pergunta: “A democracia pode ter problemas, mas é o melhor sistema de governo”. Neste caso, 79,3% disseram concordar e 14%, discordar. Do mesmo modo, em uma outra pergunta, 23% disseram que “em algumas circunstâncias, um governo autoritário pode ser melhor” e 55,3% afirmaram que “a democracia é preferível a qualquer outra forma de governo”. Bolsonaristas Os maiores índices de descrença com a democracia brasileira aparecem entre as pessoas que dão maior apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Entre aqueles que avaliam como bom o desempenho do presidente, há um empate técnico entre os que concordam ou discordam em fechar o Supremo: 42,7% concordam e 47,8% discordam. Já entre os que consideram ótimo, a maioria concorda que é possível fechar o Supremo: 54,9% concordam e 35,7% discordam. Por outro lado, entre os que acham o governo Bolsonaro ruim 60% discordam e 22,1% concordam; entre os que acham péssimo 61,9% discordam e 25,1% concordam. Um padrão semelhante é encontrado entre as pessoas que concordam ou discordam em fechar o Congresso em algumas situações. Entre aqueles que avaliam como bom o desempenho do presidente Jair Bolsonaro, 42,9% concordam e 45% discordam, estão empatados tecnicamente. Mas entre os que consideram o desempenho do presidente ótimo, 53,1% concordam e 36,5% discordam em fechar o Congresso. Por outro lado, entre os que consideram o desempenho do presidente ruim, 55% discordam e 26,2% concordam; entre os que avaliam péssimo 58% discordam contra 28,4% que concordam. Um movimento similar é percebido na pergunta: “Em nenhuma situação é aceitável fechar o Congresso ou o Supremo Tribunal Federal”. Enquanto os apoiadores do governo discordam mais dessa frase, os críticos concordam. Entre aqueles que avaliam Bolsonaro como ótimo, 36,6% concordam e 53% discordam; entre os que consideram o governo bom, 37,1% concordam e 48,6% discordam. Já entre os que acham o governo ruim, 46,7% concordam e 28,9% discordam; entre os que avaliam o governo como péssimo, 45,2% concordam e 36,4% discordam. Os brasileiros com nível superior são os que menos apoiam uma visão “linha dura” da democracia: 60,6% discordam e 36,8% concordam com a possibilidade do governo fechar o STF. Entre as pessoas com ensino médio, 53,4% discordam e 34,5% concordam dessa possibilidade (outros 12% não opinaram sobre). Já entre os brasileiros com ensino fundamental 48% discordam e 25,1% concordam, outros 26,9% não se posicionaram sobre esse tema. Os homens também tendem a aceitar mais facilmente o fechamento do STF do que as mulheres: 39% concordam e 52% discordam com essa possibilidade, contra 27,1% que concordam e 56,3% que discordam entre as mulheres. A pesquisa foi feita com 1.045 pessoas, por telefone, entre os dias 26 e 29 de junho e conta com respondentes em 492 municípios, nos 26 Estados e no Distrito Federal. As respostas de 31 respondentes foram excluídas da análise porque não possuíam todas as informações necessárias para o modelo de pós-estratificação, restando, 1.014 respondentes. O intervalo de credibilidade dos valores estimados é de 3,3%. A seleção da amostra foi aleatória e após a coleta o time de dados do JOTA Labs aplicou um modelo de pós-estratificação usando variáveis como gênero, idade e escolaridade. Esse trabalho estatístico é importante para garantir o balanceamento da amostra e segue técnicas propostas por professores como Andrew Gelman. Para acessar a reportagem completa só clicar aqui: https://www.jota.info/stf/pesquisa-jota-34-dos-brasileiros-aceitam-fechar-o-congresso-e-32-o-stf-08072019
Novas mensagens vazadas levam escândalo com Moro e Lava Jato à Venezuela

Reportagem da ‘Folha’ e ‘The Intercept Brasil’ diz que ex-juiz orientou membros da força-tarefa a expor informações sigilosas sobre corrupção envolvendo a Odebrecht no país para fragilizar o Governo Maduro. 58% dos brasileiros reprovam conduta de Moro, diz Datafolha Novos diálogos entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, e integrantes da força-tarefa da Lava Jato —vazados por uma fonte anônima ao The Intercept Brasil e publicados neste domingo em parceria com o jornal Folha de S.Paulo—, mostram que o ex-juiz orientou os procuradores da operação a tornarem públicos dados sigilosos que envolviam contratos da Odebrechet na Venezuela. “Talvez seja o caso de tornar pública a delação dá Odebrecht sobre propinas na Venezuela. Isso está aqui ou na PGR?”, teria afirmado Moro ao chefe da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol, em mensagem enviada em 5 de agosto de 2017 pelo Telegram. De acordo com a reportagem, orientados pelo ex-magistrado, os procuradores em Curitiba “dedicaram meses de trabalho ao projeto e chegaram a trocar informações com procuradores venezuelanos perseguidos por [Nicolás] Maduro”, como reação ao endurecimento do regime chavista contra membros do Ministério Público do país. “Haverá críticas e um preço, mas vale pagar para expor e contribuir com os venezuelanos”, teria dito o procurador. A reportagem abre um capítulo internacional no escândalo, que vem sendo destrinchado desde 9 de junho, inicialmente pelo The Intercept, que posteriormente envolveu a Folha, a Veja e outros parceiros. Moro e os integrantes da Lava Jato, por sua vez, não reconhecem a autenticidade das mensagens vazadas. Os novos vazamentos chegam também no mesmo dia em que uma pesquisa Datafolha revela que a maioria dos brasileiros desaprova a conduta de Moro, embora a maioria não veja razões para que ele deixe o cargo de ministro e considere justa a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva —a principal sentença tomada pelo ex-magistrado quando à frente da operação. Apesar das consequências jurídicas ainda incertas (sobretudo porque os próprios veículos de comunicação têm reiterado que o conteúdo entregue a eles é vasto e muito ainda precisa ser destrinchado pelos jornalistas), alguns juristas veem na relação entre Moro e os procuradores razões para a defesa dos acusados pedir a revisão de processos decididos pelo então juiz, por considerá-lo parcial. A Odebrecht reconheceu em 2016 ter pago propina para fechar contratos com 11 países além do Brasil, entre eles a Venezuela, Entretanto, o acordo fechado pela construtora (assinado por autoridades brasileiras, norte-americanas e suíças) previa a garantia de sigilo do caso pelo Supremo Tribunal Federal e que as informações só poderiam ser compartilhadas com investigadores dos países se não houvesse consequências contra a empresa e seus executivos. De acordo com a reportagem, os procuradores debateram por meses a viabilidade de quebrar o sigilo do acordo e as consequências políticas da ação, tanto no Brasil quanto no país vizinho. Alguns manifestaram, inclusive, a preocupação de uma eventual quebra de sigilo provocar uma “convulsão social e mais mortes” na Venezuela (segundo teria escrito o procurador Paulo Galvão). “Imagina se ajuizamos e o maluco manda prender todos os brasieliros [sic] no territorio [sic] venezuelano”, respondera o procurador Athayde Ribeiro Costa. Apesar de terem sido orientados por Russo (apelido que a força-tarefa usa para se referir a Moro) a revelar o teor das delações sigilosas da Odebrechet, a Lava Jato esbarrou em algumas dificuldades para colocar a ideia em ação. Um dos obstáculos teria sido a falta de interlocutores do Ministério Público na Venezuela, após a procuradora-geral Luisa Ortega Díaz ter sido destituída por Nicolás Maduro. O regime a acusara de chefiar um esquema de extorsões (o que ela nega), e a ex-procuradora-geral venezuelana se refugiou na Colômbia. Outra dificuldade é que os membros da força-tarefa também não poderiam contar mais com a ajuda de Moro, que por fim deixou o cargo para assumir um cargo no Governo Bolsonaro. Também encontraram resistências no Supremo Tribunal Federal, diz a Folha. Tanto Moro quanto a Lava Jato voltaram a rechaçar o teor das mensagens e a questionar a origem do conteúdo vazado e a sua autenticidade. “O Ministro da Justiça e da Segurança Pública não reconhece a autenticidade das supostas mensagens obtidas por meios criminosos e que podem ter sido adulteradas total ou parcialmente”, informou Moro, por sua assessoria. “O material apresentado pela reportagem não permite verificar o contexto e a veracidade das mensagens”, afirmou a assessoria da Lava Jato. A Folha, por sua vez, reiterou que seus repórteres não encontraram nenhum indício de que o material obtido tenha sido adulterado. Maioria acha “inadequada” postura de Moro Levantamento do Datafolha divulgado neste domingo mostra que 63% dos brasileiros tomou conhecimento das mensagens entre Moro e integrantes da Lava Jato vazadas há um mês. A maioria considera a conduta de Moro inadequada (58% dos 2.086 entrevistados entre os dias 4 e 5 de julho em 130 cidades), 31% aprovam a postura do ex-juiz e 11% não souberam opinar. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. Para 58% dos entrevistados, se comprovadas as irregularidades, eventuais decisões de Moro na Lava Jato devem ser revistas. Já na opinião de 30% dos entrevistados, o combate à corrupção faz vale a pena eventuais desvios de conduta. Mesmo assim, a maioria é favorável à prisão do ex-presidente Lula (sentenciado à cadeia por Moro) e considera a pena justa (54%), enquanto 42% consideram a prisão do petista injusta e 4% não souberam opinar. A aprovação pessoal do ministro também caiu de 59% para 52%. Entretanto, 54% dos ouvidos não vê motivos para ele deixar o cargo.
Veja: Moro cometeu, sim, irregularidades

Após analisar 649 551 mensagens atribuídas do ex-juiz Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato, a revista Veja chegou a um veredicto: “Moro cometeu, sim, irregularidades”. A revista da Editora Abril iniciou nesta sexta-feira (5) a parceira com o site The Intercept Brasil com o objetivo de divulgar mais de 1 milhão de mensagens do aplicativo Telegram, obtidas pelo jornalista Glenn Greenwald junto a uma fonte anônima. “Um arquivo com mais de 30 000 páginas”, ressalta a Veja. De acordo com a publicação, os diálogos do ex-juiz mostraram que, no papel de magistrado, Moro deixou de lado a imparcialidade e atuou ao lado da acusação. “As revelações enfraqueceram a imagem de correção absoluta do atual ministro de Jair Bolsonaro e podem até anular sentenças”, diz a reportagem. Veja destaca que fora dos autos –e dentro do Telegram–, o atual ministro pediu à acusação que: 1- incluísse provas nos processos que chegariam depois às suas mãos; 2- mandou acelerar ou retardar operações; e 3- fez pressão para que determinadas delações não andassem. “Além disso, revelam os diálogos, comportou-se como chefe do Ministério Público Federal, posição incompatível com a neutralidade exigida de um magistrado”, aponta o texto. A reportagem-bomba da Veja em parceria com o Intercept mostra ainda que Moro tinha o feíssimo costume de ajudar um dos lados do processo a fortalecer sua posição, no caso a acusação. Ele atuava como chefe do Ministério Público Federal e, com isso, tornava impossível a defesa do réu. Leia também: – Em novos diálogos vazados, Veja aponta promiscuidade entre Moro e Dallagnol – Faustão aconselhou procuradores da Lava Jato através de Moro A promiscuidade, o conluio, entre Moro e Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato era tanta, que eles se comunicavam pelo Telegram ao invés de usarem a transparência pelos autos. “Como se não bastasse, o chefe da força-¬tarefa ainda envia a Moro uma versão inacabada do trabalho para que o juiz possa adiantar a sentença”, registra a Veja, que também anota as dicas de Deltan para o ex-juiz “prender alguém”. “À luz do direito, é tão constrangedor quanto se Cristiano Zanin Martins fosse flagrado passando a Moro argumentos para embasar um habeas¬-corpus a favor de Lula”, argumenta a publicação da Abril. As patetices do julgador e do acusador chamam a atenção. Além de dicas, tem também puxão de orelhas dado por Moro em Deltan em plena luz do dia. A reportagem Veja-Intercept chegou a bater na porta das famigeradas delações premiadas. Ela deu uma beliscadinha no caso de Eduardo Cunha (MDB), ex-presidente da Câmara, preso desde 2016 pela Lava Jato. De acordo com mensagens de Moro a Deltan, o então magistrado se dizia contra a delação de Cunha mesmo antes de conhecer o conteúdo delas. A informação preliminar que se tinha era que o ex-presidente da Câmara estaria disposto a entregar um terço do Ministério Público estadual, 95% dos juízes do Tribunal da Justiça, 99% do Tribunal de Contas e 100% da Assembleia Legislativa. As ilegalidades não ensejariam somente a anulação de todas as sentenças proferidas por ele no âmbito da Lava Jato, força-tarefa que ele comandou dando ordens a procuradores da força-tarefa sediada em Curitiba. Os crimes cometidos pelo ex-juiz também justificariam uma cana, mas garantindo o devido processo legal que ele não garantiu a suas vítimas.
Faustão aconselhou procuradores da Lava Jato através de Moro

Os novos diálogos entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e procuradores da Lava Jato divulgados hoje (5) pela revista Veja revelam que a preocupação da força-tarefa com a comunicação para a opinião pública era constante. De acordo com a reportagem, em 7 de maio de 2016, Sérgio Moro comenta com Deltan Dallagnol que o apresentador da TV Globo, Fausto Silva (Faustão), aconselhou os procuradores do MPF a utilizarem uma “linguagem mais simples” nas entrevistas e coletivas. LEIA TAMBÉM: Em novos diálogos vazados, Veja aponta promiscuidade entre Moro e Dallagnol Segundo o relato do então juiz, o apresentador o cumprimentou pelo trabalho na Lava-Jato, mas deu um conselho: “Ele disse que vcs nas entrevistas ou nas coletivas precisam usar uma linguagem mais simples. Para todo mundo entender. Para o povão. Disse que transmitiria o recado. Conselho de quem está a (sic) 28/anos na TV. Pensem nisso”. Procurado pela VEJA, Faustão confirmou o encontro e o teor da conversa entre ele e Moro.
Em novos diálogos vazados, Veja aponta promiscuidade entre Moro e Dallagnol

– Deltan Dallagnol: “Aha, Uhu, o Fachin é nosso” – Um dos diálogos mais escandalosos entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol da reportagem publicada pela revista Veja em parceria com o Intercept nesta sexta-feira (5) é uma referência ao ministro Edson Fachin, do Supremo: “Em 13 de julho de 2015, Dallagnol sai exultante de um encontro com o ministro Edson Fachin e comenta com os colegas de MPF: ‘Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso’. A relação da operação Lava Jato com ministros do STF é um dos aspectos mais sensíveis do material do Intercept em parceria com diversos veículos de comunicação. Na divulgação realizada no último dia 12 por Reinaldo Azevedo na Bandnews, foi revelada a frase que passou a perseguir Moro: “In Fux we trust”. Outro episódio relacionado ao STF que aparece no material Intercept-Veja é a incrível mentira de Moro ao ministro Teori (leia aqui). Leia o caso “in Fux we trust”: Em um grupo de procuradores, Dallagnol conta ter conversado “mais uma vez com Fux hoje, reservado, é claro”. “O ministro Fux disse quase espontaneamente que Teori Zavascki fez queda de braço com Moro e se queimou, e que o tom da resposta de Moro foi ótimo”, escreveu, em referência à repreensão feita por Teori a Moro pelos grampos de Dilma Rousseff. “Fux disse para contarmos com ele para o que precisarmos, mais uma vez. Só faltou, como bom carioca, chamar-me para ir à casa dele rs”, acrescentou. “Mas os sinais foram ótimos, falei da importância de nos protegermos como instituições, especialmente no novo governo”, completou. As mensagens foram encaminhadas por Dallagnol para o então juiz Sérgio Moro, que respondeu, em tom de intimidade. “Excelente, in Fux we trust”, escreveu Moro, em inglês, o que pode ser traduzido como “no Fux a gente confia”.
Procurador confirma ao Correio autenticidade de mensagens sobre Moro

Sérgio Moro e Dallagnol questionam os diálogos publicados pelo The Intercept. Em nota divulgada no final da tarde deste sábado (29/6), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) “alerta a sociedade sobre a impossibilidade de considerar como verdadeiras” mensagens divulgadas pelo site The Intercept em que procuradores da República fazem críticas ao ministro Sérgio Moro. Ouvido pelo Correio, um procurador, porém, confirma, que as mensagens sobre Moro são verdadeiras. Integrantes da força-tarefa da Lava-Jato revelam preocupações com a possibilidade de que o então juiz Sérgio Moro aceitasse convite para compor a equipe de ministros do presidente Jair Bolsonaro. Nas mensagens publicadas, a procuradora Monique Cheker critica a condução dos processos da Lava-Jato pelo ministro na época em que ele era juiz no Paraná. “Moro viola sempre o sistema acusatório e é tolerado por seus resultados”, teria dito Monique. Em um grupo no aplicativo Telegram, os procuradores teriam demonstrado preocupação com o fato de Moro marcar encontros com o presidente Jair Bolsonaro após o resultado das eleições do ano passado. Um dos que participam do diálogo é o procurador Alan Mansur, coordenador da Lava-Jato no Pará. Ele revela temor com a ida de Moro para o Ministério da Justiça. “Tem toda a técnica e conhecimento para ser um excelente ministro da Justiça. E tentar colocar em prática tudo que ele acredita. Porém, o fato de ter aceitado, neste momento, entrar na política e desta forma, é muito ruim pra imagem de imparcialidade do sistema de justiça e MP em geral”, disse. Minutos antes da reportagem entrar no ar, o jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept, apresentou a reprodução de uma conversa, citando o procurador Ângelo Goulart Villela. A matéria publicada, porém, citou na verdade Ângelo Augusto Costa, um homônimo. Pelo Twitter, Sérgio Moro afirmou que as controvérsias da publicação revelam que as mensagens não ocorreram. “Isso só reforça que as mensagens não são autênticas e que são passíveis de adulteração. O que se tem é um balão vazio, cheio de nada. Até quando a honra e a privacidade de agentes da lei vão ser violadas com o propósito de anular condenações e impedir investigações contra corrupção?”, disse. No posicionamento divulgado, a ANPR ressaltou a “preocupação quanto à divulgação de mensagens atribuídas a integrantes do Ministério Publico Federal com indícios de terem sido adulteradas e de serem oriundas de crime cibernético”. A entidade destacou ainda que se “manterá implacável na defesa das prerrogativas funcionais dos procuradores da República, garantidas pela Constituição para que eles possam defender, com independência e autonomia, a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais indisponíveis”. Veracidade Ao Correio, um dos procuradores que estava no grupo em que ocorreram as conversas, disse, sob a condição de anonimato, que os trechos divulgados são verdadeiros. “Me recordo dos diálogos com os procuradores apontados pelo site. O grupo não existe mais. No entanto, me lembro do debate em torno do resultado das eleições e da expectativa sobre a ida de Moro para o Ministério da Justiça”, disse. O integrante do Ministério Público Federal (MPF) também declarou que conseguiu recuperar parte do conteúdo. “Consegui recuperar alguns arquivos no celular. Percebi que os trechos divulgados não são de diálogos completos. Tem mensagens anteriores e posteriores às que foram publicadas. No entanto, realmente ocorreram. Não posso atestar que tudo que foi publicado até agora é real e não sofreu alterações. No entanto, aquelas mensagens que foram publicadas ontem (sexta) são autênticas”, completou.
Nova bomba do Intercept prova que delação contra Lula foi forjada pela Lava Jato

Mudanças na delação da maior testemunha contra Lula gerou desconfiança na Lava Jato Divulgados pela ‘Folha’ e ‘The Intercept’ novos trechos de vazamento mostram que Léo Pinheiro, da OAS, só ofereceu versão contra Lula anos depois de seu primeiro testemunho Novas mensagens de procuradores da Lava Jato obtidas pelo site The Intercept Brasil e publicadas neste domingo pelo jornal Folha de S.Paulo apontam que os acusadores desconfiaram da versão da principal testemunha contra Lula no caso do triplex do Guarujá. Léo Pinheiro, dono da construtora OAS, mudou de versão ao longo de meses até que, finalmente, incriminou o ex-presidente e afirmou que ele chegou a orientá-lo a destruir provas. Em sua versão final, aceita pelos procuradores, ele afirmou que o apartamento no litoral de São Paulo era um presente a Lula em troca de benesses do Governo. O petista acabou condenado por Sergio Moro, que considerou que o ex-presidente recebeu da construtora dinheiro de corrupção dissimulado na compra do apartamento em troca de desvios de contratos com a Petrobras. Lula cumpre pena de 8 anos e 10 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em entrevista ao EL PAÍS, Lula afirmou que Pinheiro disse a seu advogado que mudou o depoimento por orientação de seu defensor. O depoimento de Léo Pinheiro foi fundamental para a condenação do ex-presidente. Ele foi usado como base para a denúncia da força-tarefa, que afirmava que o Grupo OAS, presidido pelo empreiteiro, pagou 87,6 milhões de reais em propinas por contratos com a Petrobras. Um porcento desse valor, apontou a força-tarefa da Lava Jato, foi destinado a agentes políticos do PT em uma conta geral de propina que o partido mantinha com a construtora. Desta conta, afirma, teriam saído 2,42 milhões para o caso do Guarujá, referentes à diferença de valor entre o triplex e o apartamento tipo que a família de Lula já tinha comprado no edifício na cota de uma cooperativa e em reformas e bens para o imóvel. Segundo a reportagem deste domingo, as mensagens dos procuradores vazadas por uma fonte anônima ao Intercept apontam que os relatos feitos por Léo Pinheiro sofreram várias alterações até que as negociações para uma delação premiada avançassem. Inicialmente, a delação de Pinheiro, que já estava condenado há 16 anos de prisão, foi rejeitada. O depoimento dele não servia para condenar Lula, já que ele dizia que as reformas e bens colocados no imóvel tinham o objetivo de agradar o ex-presidente, e não tinham qualquer contrapartida em benesses no Governo. Na época, a versão foi considerada pouco crível pelos acusadores da força-tarefa. Pinheiro, nesta época, aguardava seu recurso no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF) em liberdade, mas temia perder e ser preso. Os advogados chegaram a perguntar se, diante da iminência da entrega de novos anexos, seria possível adiar a audiência de apelação, mas os procuradores disseram que o acordo com eles não interferia no andamento judicial. Em 20 de abril de 2016, mensagens dos procuradores revelam este bastidor. Januário Paludo escreveu: “Acho que tem que prender o Leo Pinheiro. Eles falam pouco. Quer dizer, acho que tem que deixar o TRF prender.” Em 21 de julho do mesmo ano, o procurador Athayde Ribeiro Costa afirma ao grupo de procuradores: [os advogados] entregaram os anexos e pediram assinatura do acordo de confidencialidade. Negamos por insuficiência dos anexos e omissão de vários temas. A versão apresentada também é ruim para vários casos.” Roberson Pozzobon, então, respondeu: “Na última reunião dissemos que eles precisariam melhorar consideravelmente os anexos. Eles falaram que melhorariam e os trariam hoje”. O termo de confidencialidade, passo para a delação, foi assinado em agosto, um dia antes de a revista Veja trazer detalhes do depoimento de Pinheiro, que afirmavam que a delação da OAS citava o ministro do Supremo Dias Toffoli. Com o vazamento, alguns procuradores chegaram a defender que o acordo com Léo Pinheiro fosse suspenso, para evitar atritos com o STF. Em 20 de agosto, o coordenador da força-tarefa Deltan Dallagnol se manifestou: “Não sei se os anexos evoluíram. Se estiverem uma porcaria ainda, aí tudo bem. Mas se os anexos estiverem bons, acho que não é o caso. Salvo engano, ainda, trazem PSDB como nenhum que fechamos trouxe. Até fecharmos algo bom do PSDB, não dá pra descartar.” A procuradora Anna Carolina Resende Maia Garcia respondeu:” Essa manobra deles pode nos custar muito caro. O STF vai se fechar e vão acabar com nossos acordos. Não acho que o risco valha a pena. Temos que sinalizar claramente que não vamos ser usados.” Depois, continuou: “Os anexos da OAS não valem isso. Na minha visão, são muito ruins, o advogado [da empresa] é mal caráter e Léo Pinheiro é o empreiteiro com mais prova contra si.” Uma semana depois, conta a Folha, a Veja publicou trechos de sete anexos da delação de Pinheiro e afirmou que a OAS revelara a existência de uma conta secreta para realizar pagamentos a Lula. Em 26 de agosto de 2016, a procuradora Anna Carolina, então, pergunta ao grupo: “Tinha isso de conta clandestina de Lula?”. O procurador Sérgio Bruno responde: “Sobre o Lula eles não queriam trazer nem o apartamento do Guarujá. Diziam q não tinha crime. Nunca falaram de conta.” A existência de uma conta foi essencial para que o caso não apenas ganhasse força, maspara que fosse mantido com a força-tarefa de Curitiba. Era essa conta, onde eram depositado dinheiro ilícito de corrupção, que ligava o caso do triplex do Guarujá à Petrobras, tema da investigação da força-tarefa. O empreiteiro, diz a Folha, foi tratado com desconfiança pela Lava Jato durante quase todo o tempo em que se dispôs a colaborar com as investigações. A versão do empresário só ganhou crédito quando a narrativa sobre o triplex do Guarujá mudou. Léo Pinheiro acabou preso em setembro de 2016 e as negociações sobre a delação ficaram paradas até 2017. A procuradoria-Geral da República e a força-tarefa de Curitiba só aceitaram retomar as negociações de uma possível delação premiada em março de
Governo Bolsonaro: avião presidencial é usado para narcotráfico

Cocaína no avião da comitiva de Bolsonaro: o que aconteceria se esse caso de tráfico tivesse ocorrido no governo de Dilma? Bolsonaro pode usar a desculpa que quiser, mas um fato é inafastável: no seu governo, um avião presidencial foi usado para traficar 39 quilos de cocaína. Segundo a polícia espanhola, a droga foi encontrada em 37 pacotes na mala de um segundo sargento da Aeronáutica, de 38 anos, identificado pela iniciais “M.S.R.” Chama a atenção a manifestação de Bolsonaro no Twitter. O texto sobre o episódio é evasivo e, ao contrário das demais postagens, está em uma imagem. É a fotografia de um texto previamente escrito. Provavelmente, não foi ele quem escreveu. No texto que assina, Bolsonaro fala sobre a formação militar dento dos “mais íntegros princípios da ética e moralidade” e não cobra explicações sobre como houve essa falha na segurança. Na hipótese de que tenha havido mesmo falha, esta deve ser debitada na conta do general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Imagine-se se um evento desse tipo tivesse ocorrido no governo da Dilma Rousseff ou do Lula. Como a imprensa estaria tratando o caso? No texto, Bolsonaro também coloca em dúvida se o militar preso era mesmo o portador da droga, ao dizer: “Caso seja comprovado o envolvimento do militar nesse crime, o mesmo será julgado e condenado na forma da lei”. Sim, poderá ser. Mas não pelo Brasil, que não tem jurisdição sobre o que acontece em território espanhol. O caso será julgado pela Justiça espanhola. Se o flagrante tivesse ocorrido na Indonésia, o militar seria condenado à morte. Na Espanha, a pena não será esta. Também chama a atenção que, depois desse flagrante, o governo tenha alterado a rota do voo que levaria Bolsonaro. A aeronave faria o reabastecimento no aeroporto de Sevilha, o mesmo onde a cocaína foi apreendida, mas mudou a escala para Lisboa. Não houve explicação para essa mudança, o que só faz aumentar o vexame. O avião com cocaína é o da frota presidencial usado na missão precedente. No caso de defeito no avião principal, é usado para transportar o próprio presidente. As autoridades espanholas não liberaram outras informações sobre esse caso de tráfico internacional. Boulos: depois do Helicoca, temos o escândalo do Aerococa O líder do MTST, Guilherme Boulos, repudiou o escândalo envolvendo um militar, membro da comitiva de Jair Bolsonaro e preso na Espanha com 39 quilos de cocaína; “Depois do Helicoca, agora temos o escândalo do Aerococa”, disse; em fevereiro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acusou os governo do PT de usarem aviões do ministério da Saúde para transportar drogas; agora fica claro em que governo isso acontece – O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, repudiou o escândalo envolvendo um militar, membro da comitiva do presidente Jair Bolsonaro e foi preso nesta terça-feira (25) na Espanha com 39 quilos de cocaína (veja aqui). “Depois do Helicoca, agora temos o escândalo do Aerococa. Os dois têm algo em comum: mostram que o narcotráfico de verdade não está nas favelas. O crime organizado tem raízes no Estado e no poder econômico. É fácil atacar o ‘aviãozinho’ e preservar os aviões e helicópteros…”, disse o ativista no Twitter. “Fica a questão se a imprensa chamará de traficante o militar preso em avião da FAB com 39 kg de cocaína ou precisa do comprovante de endereço em alguma favela?”, complementou. Boulos refere-se a outro escândalo que foi encoberto por citar poderosos: o do “Helicoca”, envolvendo o ex-senador Zezé Perrela, grande amigo do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG). Perrela ganhou destaque nacional em 2013, quando a Polícia Federal apreendeu 445 quilos de cocaína em um helicóptero de propriedade de sua família e chegou a citá-lo em investigação sobre tráfico internacional de drogas. Em novembro de 2016, a corporação apreendeu a droga dentro de um helicóptero perto da cidade de Afonso Cláudio, no interior do Espírito Santo. A aeronave pertencia à Limeira Agropecuária, empresa do então deputado estadual por Minas Gerais Gustavo Perrella (SDD), filho de Zezé, ex-presidente do Cruzeiro. Três horas e meia antes da operação policial, o helicóptero teria parado para abastecer a 14 quilômetros da pista de Cláudio (MG), que pertence à família de Aécio Neves. O aeroporto foi construído pelo governo de Minas Gerais na gestão do tucano, que gastou R$ 14 milhões, num município de 25 mil habitantes. Até hoje ninguém foi preso. Mesmo com a direita associada ao transporte de drogas nos escândalos de Sevilha (Espanha), envolvendo Jair Bolsonaro, e do “helicoca”, envolvendo Aécio, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) divulgou um vídeo, em fevereiro deste ano, levantando suspeitas sobre os governos do PT terem usado aviões a serviço do ministério da Saúde para transportarem drogas. De acordo com o parlamentar, a suspeita teria sido levantada em uma reunião pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “O traficante ganhou a licitação e o SUS é uma excelente maneira de você fazer tráfico”, disse o ministro na época. Eduardo Bolsonaro afirmou ainda que a “prática é recorrente na Venezuela, que é um pais que o PT sempre apoiou, portanto eu não ficaria surpreso se esta prática estivesse ocorrendo também no Brasil”, disse. QUANDO ERA DEPUTADO, BOLSONARO ENVIOU MOÇÃO DE APOIO AO PRESIDENTE DA INDONÉSIA, QUE FUZILOU BRASILEIRO ACUSADO DE TRÁFICO DE DROGAS Em fevereiro de 2006, Jair Bolsonaro era deputado federal pelo PP do Rio. Naquela época, enviou ao presidente da Indonésia uma moção de apoio e congratulação pela morte do brasileiro Marco Archer, condenado por tráfico de drogas (a legislação indonésia prevê pena de morte para tráfico). Quem diria que a vida pregaria essa ironia para o hoje presidente da República. Ontem, um militar que integrava a comitiva de Bolsonaro na Espanha foi preso. Ele transportava 39 quilos de cocaína no avião da FAB. Calcula-se que, no mercado europeu, a droga deveria ser vendida por pelo menos R$ 11 milhões no total. Enquanto isso, os internautas não perdoam…