Militar é preso com 39 quilos de cocaína em avião da Presidência

A prisão do militar da Aeronáutica na Espanha, com drogas em avião da FAB que é aeronave reserva da Presidência, é um duro golpe nos planos do governo de melhorar a imagem de Jair Bolsonaro; episódio fornece munição para os críticos acusarem o governo de coisas ainda piores que as críticas já proferidas na área de costumes A prisão do militar da Aeronáutica na Espanha, com drogas em avião da FAB que é aeronave reserva da Presidência é um duro golpe nos planos do governo de melhorar a imagem de Jair Bolsonaro. O Ministério da Defesa informou nesta terça que um militar da Aeronáutica foi detido no aeroporto de Sevilha, Espanha, por suspeita de envolvimento no transporte de substância entorpecente. “Os fatos estão sendo apurados e foi determinada a instauração do Inquérito Policial Militar (IPM)”, diz o ministério. “O Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica repudiam atos dessa natureza e darão prioridade para elucidação do caso, aplicação dos regulamentos cabíveis, bem como colaboram com as autoridades”, complementa a nota. Segundo a revista Veja, embora o militar não tenha ligação com a comitiva de Bolsonaro que vai ao Japão nesta semana, o episódio fornece munição para os críticos acusarem o governo de coisas ainda piores que as críticas já proferidas na área de costumes.
Sérgio Moro caiu do altar – Por Fernando Brito

Fatos e diálogos são o que vão mostrar a profundidade do poço em que está caindo o ministro Sérgio Moro. Mas é cada vez mais sensível que o homem que era um deus, um super-herói invencível, alguém de quem discordar ou duvidar era uma heresia merecedora de fogueira, já não é nem a sombra disso. As declarações do presidente do Senado – lá mesmo onde se aprovam os nomes dos ministros do Supremo – ao site Poder 360 são demolidoras e não teriam sido dadas se aquela casa política não tivesse a percepção de que Moro é um caso perdido. Do ponto de vista ético, sim [ultrapassou os limites]. Se aquilo for tudo verdade… esse que é o problema. Aquilo é verdade? Vai comprovar? Aquela conversa não era pra ter sido naquele nível entre o acusador e o procurador. Se isso for verdade, eu acho que vai ter um impacto grande, não em relação a Operação porque ninguém contesta nada disso e não vai contestar nunca. (…) Se isso fosse deputado ou senador, tava no conselho de ética, estava cassado ou tava preso” Ora, é o presidente de um dos poderes da República (o Congresso) dizendo que um integrante do Poder Executivo, o ministro da Justiça, deveria estar “cassado ou preso”. Sérgio Moro logo vai entender que a desgraça não tem sócios. Tijolaço
Moro prova que conversas vazadas são verdadeiras

Só os sentimentos de fraqueza e de culpa explicam o amadorismo com que Sérgio Moro está enfiando a si mesmo num caminho sem volta no caso dos diálogos com os procuradores da Lava jato (e destes, entre si) que o The Intercept está revelando. O medo do que sabem que está por vir, especialmente áudios e vídeos, estes quase impossíveis de negar, está, desde o início impedindo que neguem, objetivamente, a promiscuidade em que estavam metidos. E que sabem que vai se aprofundar, inclusive com trechos em que revelarão a insubmissão explícita e a orientação descarada de outras instâncias judiciais. Por isso, passo a passo, Moro está se enredando na teia que, muito lentamente, as informações do The Intercept tecem em volta dele. O tal áudio que se divulgou com o pedido de “desculpas” ao MBL – “no caso de ter sido dito aquilo que ele diz que pode ser falso que disse” – por chamá-los de “tontos”. É evidente que só cabe pedir perdão pelo que se fez, não pelo que não se fez e, na sua versão, teria sido enxertado. O desastre, para Moro, é que ele não precisa ser verdadeiro, mas apresentar uma versão cuja a credibilidade é a sua própria figura e que, portanto, não precisa fazer sentido. E isso já não basta mais. Moro não entendeu que está em curso um julgamento político, não um processo jurídico. No qual está perdendo feito, pois nem seus defensores ousam mais dizer que ele não tinha “parte” no processo e trabalhava pela condenação do ex-presidente. Portanto, a questão juridica da legalidade daa prova não só é insuficiente agora, como de nada valerá quando as revelações mais duras e diretas chegarem. Via Tijolaço
Folha: não há nenhum indício de adulteração nas mensagens

Para confirmar a autenticidade do material, a Folha procurou jornalistas que trocaram jornalistas que trocaram mensagens com integrantes da Lava Jato e o que se comprovou é que o material em poder do Intercept, sobre o conteúdo no Telegram é íntegro, ao contrário do que dizem Moro e Dallagno. A Folha de S. Paulo só confirmou a parceria com o Intercept após checar a autenticidade do material. Confira, abaixo, trecho de reportagem deste domingo. Ao examinar o material, a reportagem da Folha não detectou nenhum indício de que ele possa ter sido adulterado. Os repórteres, por exemplo, buscaram nomes de jornalistas da Folha e encontraram diversas mensagens que de fato esses profissionais trocaram com integrantes da força-tarefa nos últimos anos, obtendo assim um forte indício da integridade do material. Após as primeiras reportagens sobre as mensagens, publicadas pelo Intercept, no dia 9, Moro e os procuradores reagiram defendendo sua atuação na Lava Jato, mas sem contestar a autenticidade dos diálogos revelados. Depois de alguns dias, passaram a colocar em dúvida a integridade do material, além de criticar o vazamento das mensagens. Até agora, porém, Moro e os procuradores não apresentaram nenhum indício de que as conversas reproduzidas sejam falsas ou tenham sido modificadas.
Em parceria, Folha e Intercept revelam novos crimes de Moro e Dallagnol

Pacote de mensagens aponta que Sergio Moro e Deltan Dallagnol atuaram em sintonia no episódio do grampo ilegal da ex-presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, que foi vazado para o Jornal Nacional e foi determinante para o golpe de 2016, que abriu espaço para a ascensão da extrema-direita no Brasil – “Procuradores na linha de frente da Operação Lava Jato se articularam para proteger Sergio Moro e evitar que tensões entre ele e o Supremo Tribunal Federal paralisassem as investigações num momento crítico para a força-tarefa em 2016”, aponta a primeira reportagem decorrente da parceria entre a Folha de S. Paulo e o The Intercept. “O objetivo era evitar que a divulgação de papéis encontrados pela Polícia Federal na casa de um executivo da Odebrecht acirrasse o confronto com o STF ao expor indevidamente dezenas de políticos que tinham direito a foro especial — e que só podiam ser investigados com autorização da corte.” Moro e Dallagnol temiam que o ministro Teori Zavascki desmembrasse os inquéritos que estavam sob controle de Moro em Curitiba, uma vez que atingiam políticos com foro privilegiado. “Tremenda bola nas costas da Pf”, disse Moro. “E vai parecer afronta”. Moro também se referiu à palavra ‘lambança’, ao se referir ao erro da PF. “Saiba não só que a imensa maioria da sociedade está com Vc, mas que nós faremos tudo o que for necessário para defender Vc de injustas acusações”, respondeu Dallagnol, sobre o fato de Moro ter em seu poder dados sobre pessoas com foro privilegiado. Nesta primeira parceria, Folha e Intercept mostram que o juiz deve se manter equidistante entre acusação e defesa – e não atuar como uma das partes. O que as mensagens revelam é que Moro foi chefe da acusação em toda a Operação Lava Jato.
Não armar o povo: a melhor forma de evangélicos mostrarem que seguem Jesus

São muito graves as palavras de Bolsonaro, que deseja agora que os cidadãos estejam armados para poder evitar a tentação de um golpe porque insinua a possibilidade de uma guerra civil O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que se orgulha de ser um imitador de Trump, o excêntrico presidente dos Estados Unidos, surpreende a cada dia com declarações que na boca de qualquer estadista produziriam calafrios. Por exemplo, quando no dia 15, em Santa Maria (RS) durante a Festa Nacional da Artilharia (Fenart), afirmou que armar a população pode evitar um golpe de Estado. O presidente foi explícito: “Além das Forças Armadas, defendo o armamento individual para o nosso povo para que tentações não passem pela cabeça de governantes para assumir o poder da forma absoluta”. Mas o presidente não defendeu durante toda a campanha a possibilidade de que cidadãos comuns pudessem estar armados para se defender da violência no país? Que salto de malabarismo é esse de dizer que é bom que os brasileiros estejam armados, como o Exército, como um antídoto e barreira contra um possível golpe de Estado dos “governantes”? Será que ele se esqueceu que é ele quem governa a nação com os outros poderes do Estado? Será que está insinuando que o Congresso ou o Supremo Tribunal Federal poderiam preparar um golpe de Estado contra ele? Sem dúvida, Bolsonaro está decepcionado e mal-humorado pela derrota sofrida no Senado, por uma grande maioria, com a rejeição de seu decreto em favor de armar os cidadãos. E agora deve estar preocupado que o Congresso Nacional também possa derrubar esse polêmico decreto que, segundo o IBOPE, é rejeitado por 70% dos cidadãos. São muito graves as palavras do presidente, que deseja agora que os cidadãos estejam armados para poder evitar a tentação de um golpe por parte de governantes e não do Exército, embora ele continue defendendo e justificando a ditadura brasileira. É grave porque Bolsonaro insinua a possibilidade de uma guerra civil no caso de algum dos poderes do Estado cair na tentação de dar um golpe. Golpe contra quem? Contra ele, naturalmente. Ele parece ignorar, o presidente obcecado pelas armas, os golpes e guerras, que hoje conta com apenas 30% de consenso no país. No caso insano de que algum dos poderes, fora do Exército, tentasse um golpe de Estado, o presidente imagina que o Brasil inteiro, já armado por ele, sairia às ruas para defendê-lo sem dar lugar a uma guerra entre irmãos? Por que esse medo se, além do mais, conta com o Exército, do qual 103 de seus integrantes constituem a metade dentro do Governo? Para aqueles que, como eu, sofreram na carne durante a infância a Guerra Civil Espanhola entre irmãos, com mais de um milhão de mortos, à qual se seguiu não uma democracia, mas uma dura ditadura de mais de 40 anos que deixou a nação dividida até hoje, causaram arrepios essas piadas do religioso presidente brasileiro, que mal começou a governar e já está insinuando fantasmas conspiratórios e querendo armar a população para o caso de um hipotético golpe contra ele. Muitos desenvolvedores de jogos online gratuitos usam técnicas semelhantes para envolver o usuário no processo. Por exemplo, um dos líderes no desenvolvimento de jogos grátis casuais Friv, a empresa Friv5Online há muito implementa isso em seus jogos. Tomara que os congressistas evangélicos do Congresso sigam os senadores e ajudem a derrotar esse fantasma de armar os cidadãos já pensando até em uma guerra. Seria a melhor maneira de demonstrar que eles estão realmente do lado de Jesus, que quando estava para ser preso para que fosse julgado, impediu um de seus apóstolos de usar a espada para defendê-lo. “Aquele quem com ferro mata com ferro morre”, disse-lhe Jesus. Esse mesmo Jesus que cerca de um milhão de evangélicos honraram durante a Marcha de São Paulo. Quando perguntei a Gustavo, um amigo meu, diretor de uma escola de música, quantos tinham comparecido à Marcha de Jesus, em São Paulo, respondeu irônico: “Todos menos Ele”. Certamente, Jesus, que disse “bem-aventurados os pacíficos”, nunca estaria ao lado daqueles que pronunciam apenas palavras sombrias como armas, guerras, ódios, medos, golpes. Será que já não servem à humanidade as palavras de luz, que criam paz, harmonia, diálogo entre diferentes e ainda são capazes de trocar as armas por campos de trigo e felicidade? Via Juan Arias – El País
Raquel Dodge agrada Bolsonaro e Moro, manifestando contra a liberdade de Lula

Defesa de Lula contesta PGR e reforça suspeição de Moro A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, opinou nesta sexta (21) contra a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro pedida pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a qual levaria à anulação da ação penal do caso do triplex em Guarujá. A chefe do Ministério Público Federal parece não querer ‘melindrar’ o ministro da Justiça. Dodge afirmou que é preciso mais tempo para analisar o material divulgado pelo site Intercept e ela avaliou que Moro não foi imparcial com o petista. A atual Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, mesmo não tendo se inscrito para concorrer, sonha em manter no cargo, por isso, vem agradando Bolsonaro, ao prejudicar Lula, que foi vítima de uma armação do ex-juiz e ainda ministro Sérgio Moro e seu capacho Deltan Dallagnol. Advogados de Lula contestam Raquel Dodge Em texto assinado pelos advogados Cristiano Zanin e Valeska Martins, a defesa do ex-presidente Lula questionou a manifestação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, contra o pedido de suspeição dos defensores em relação ao ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça. A defesa afirma que, ao contrário do que afirmou a chefe da PGR, o pedido não tem como base as matérias do site Intercept Brasil que apontaram interferência do ex-magistrado no trabalho do MPF-PR para tirar o ex-presidente da eleição de 2018; “A ação constitucional está amparada em graves fatos que antecederam as reportagens do ‘The Intercept’”, afirmam os advogados Leia a íntegra do texto: Ao contrário do que foi afirmado pela ilustre Procuradora Geral da República em manifestação protocolada nesta data (21/06) o Habeas Corpus nº 164.493 que impetramos em favor do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 05/11/2018 e que está na pauta da 2ª. Turma do STF do próximo dia 25 não está amparado nas reportagens divulgadas pelo “The Intercept”. Referido habeas corpus, que começou a ser julgado pela Suprema Corte em 04/12/2018 — muito antes, portanto, das reportagens do “The Intercept” — mostra que o ex-juiz Sérgio Moro “sempre revelou interesse na condução do processo e no seu desfecho” a partir de fatos concretos que estão descritos e comprovados naquele requerimento, tais como: (i) autorização para monitoramento do principal ramal do nosso escritório para que a Lava Jato pudesse acompanhar em tempo real a estratégia de defesa de Lula; (ii) imposição de condução coercitiva e diversas outras medidas excepcionais com o objetivo de rotular Lula como culpado antes do processo e do seu julgamento; (iii) atuação fora das suas atribuições legais para impedir o cumprimento da ordem de soltura emitida pelo Des. Federal Rogério Favreto; (iv) divulgação de atos processuais que estavam em sigilo com o objetivo de interferir nas eleições presidenciais de 2018; (v) aceitação do cargo de Ministro de Estado do atual Presidente da República que foi beneficiado pela condenação de Lula e, além de seu opositor político, já defendeu que o ex-Presidente deve “apodrecer na cadeia”. Em 13/06/2019 fizemos apenas o registro nos autos daquele habeas corpus de que as reportagens publicadas pelo “The Intercept” a partir de 09/06/2019, cujo conteúdo é público e notório — e nessa condição independe de qualquer demonstração (CPC, art. 374, I. c.c. CPP, art. 3º) —, remetem à “conjuntura e minúcias das circunstâncias históricas em que ocorreram os fatos comprovados nestes autos e sublinhados desde a sustentação oral realizada pelo primeiro subscritor em 04/12/2018”. Eventual investigação instaurada pela Exma. Sra. Procuradora Geral da República não possui qualquer relação com o Habeas Corpus nº 164.493 ou com o seu desfecho porque essa ação constitucional está amparada em graves fatos que antecederam as reportagens do “The Intercept” e que já são mais do que suficientes para evidenciar que o ex-Presidente Lula não teve direito e um julgamento justo, imparcial e independente — o que deve resultar na anulação de todo o processo contra ele instaurado, com o restabelecimento de sua liberdade plena. Cristiano Zanin e Valeska Martins
Mortes e violência doméstica marcam passado de Fabrício Queiroz

As suspeitas contidas no relatório do Coaf não são os únicos problemas do policial militar reformado com a Justiça Sumido desde que suas movimentações financeiras viraram um problema para a família Bolsonaro, no final do ano passado, o policial militar reformado Fabrício Queiroz tem muito o que explicar. VEJA apurou que na longa ficha corrida do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) há um homicídio ocorrido em 2003 em que ele está envolvido ao lado de Adriano Magalhães da Nóbrega, o temido chefe da milícia de Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio, foragido desde janeiro. Clique para ler a reportagem completa, publicada na edição desta semana. Em meio aos mais de 20 boletins de ocorrência e à dezena de inquéritos em que Queiroz aparece, há pelo menos dois supostos autos de resistência com sua participação. Um ocorrido em 2002 e o outro em maio de 2003, pouco depois dele conhecer Adriano nas fileiras do 18º Batalhão, em Jacarepaguá, onde trabalharam juntos por apenas seis meses. Os laços de amizade daquela época, no entanto, foram intensos: anos mais tarde, Queiroz recrutou a mãe e a esposa do miliciano, que à época já era notório no submundo do crime, para trabalharem com ele no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando este ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro. Ambas são suspeitas de fazerem parte do esquema investigado pelo Ministério Público que apura se Queiroz comandava um esquema de coleta e repasse de dinheiro público dentro do gabinete do “01”. Queiroz não está foragido, não há contra ele qualquer ordem de prisão, mas seu sumiço alimenta dúvidas e reforça especulações sobre seu papel na vida dos Bolsonaro. Enquanto a Justiça se movimenta vagarosamente para definir o seu futuro, a edição de VEJA desta semana traz detalhes de seu passado e de seu currículo, que além dos vínculos com o mais procurado miliciano do Rio, transparece a imagem de um homem temido, violento até com a mulher, e que tem diversos “rolos” a explicar. Via Revista Veja
Cármen Lúcia é quem manobra para adiar julgamento de Lula

Na vertigem ética das revelações sem hora para acabar subscritas pelo site The Intercept, voltam as pressões antidemocráticas ao STF e os ministros mais fracos acusam o golpe; nessa toada, Cármen Lúcia é a primeira a obedecer o sistema apodrecido: ela manobra para adiar mais uma vez o julgamento de Lula A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) pode adiar mais uma vez o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O argumento da defesa de lula para anulação do processo é de que o então juiz da Lava-Jato e hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, não agiu com imparcialidade. A reportagem do jornal Valor destaca que “o HC está na pauta da sessão da próxima terça-feira, a primeira que será comandada pela ministra Cármen Lúcia, que vai assumir a presidência do colegiado.” E acrescenta: “o ministro Gilmar Mendes liberou o processo para a pauta em 10 de junho, após o site “The Intercept Brasil” divulgar supostos diálogos entre Moro e o coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol. Na época, a Segunda Turma ainda era presidida pelo ministro Ricardo Lewandowski, que acatou o pedido de Gilmar e incluiu o tema na pauta. Os dois ministros fazem parte da ala mais garantista da Corte e têm uma posição crítica aos métodos da Lava-Jato.” A matéria ainda informa que “agora, sob o comando de Cármen, o processo continua previsto para análise na terça-feira, mas passou do terceiro item da pauta para o último, numa lista de 12 ações. A inclusão de novas matérias por parte da ministra tem sido apontada como uma maneira de adiar a análise, já que pode não haver tempo na terça-feira para analisar o HC de Lula.”
Deltan Dallagnol jura que excluiu conta do Telegram

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa Lava Jato e um dos pivôs do escândalo #VazaJato, divulgado pelo site The Intercept, jura que excluiu a conta do Telegram em abril deste ano. O parça do ministro Sérgio Moro, capturado em conversas não republicanas no aplicativo de mensagens instantâneas, afirmou que não tem mais o histórico dos diálogos tanto na nuvem quanto no celular” após senadores pedirem ao procurador que disponibilizassem o celular para a perícia. Apesar de “Daguinol” –usando o dialeto de Moro na CCJ do Senado– dizer que não existe mais a conta desde abril de 2019, o Telegram garante que consegue recuperar o histórico das conversas nos servidores (nuvens) do aplicativo russo. Deltan será o próximo a ser inquirido pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O requerimento foi aprovado na terça (18), mas ainda não tem data definida. Deltan Dallagnol ✔@deltanmd Em abril deste ano, identificamos ataques virtuais às nossas contas no Telegram. Por razões de segurança pessoal e pelo risco de comprometimento de investigações em curso, a decisão na época foi de desativar a conta – o que exclui o histórico tanto na nuvem quanto no celular. 16,5 mil 19:55 – 19 de jun de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads