Para líderes do Congresso, Bolsonaro se tornou um empecilho

 – Líderes de partidos que compõem a base já esfacelada do governo oscilaram entre a incredulidade e a indignação diante do vídeo obsceno postado por Jair Bolsonaro. Entre chacota, cobrança e desolação, o saldo foi, mais uma vez, amplamente negativo. A cúpula do Parlamento, que dita o ritmo das votações e, sobretudo, da reforma da previdência, avalia que Bolsonaro está minando o resto de credibilidade que tem e que a tarefa dos congressista que se posicionam a seu lado vai ficando cada vez mais difícil. A reportagem do jornal Folha de S. Paulo informa que “a decisão do presidente de publicar o filme na rede que centraliza os anúncios de sua gestão foi alvo de debate. Deputados questionavam se a mensagem tinha mesmo sido escrita por Bolsonaro. Aliados de Carlos, o 02, trataram de dizer que ele estava longe do pai, em Florianópolis.” Sobre a tática de comunicação do governo, a avaliação é pessimista: “dois ex-secretários de Comunicação da Presidência veem Bolsonaro replicando a estratégia eleitoral. ‘Na campanha, certos embates são permitidos, mas agora é diferente’, diz Márcio Freitas, que atuou na gestão Temer. ‘Por mais que seja uma tática para manter inflado o grupo que o apoia, ele entrou numa seara complicada, a do debate abaixo da linha da cintura. E este é um cargo que se exerce sabendo que todos os dias você está fazendo história’, conclui Freitas.”

Políticas públicas é o tema da Campanha da Fraternidade de 2019

 – A importância das políticas públicas para a população brasileira é tema da Campanha da Fraternidade de 2019 que foi lançada nesta quarta-feira (6) pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O objetivo da ação da Igreja Católica é debater e trazer visibilidade à temática do direito e da justiça em todas as paróquias do país durante este período da quaresma, que antecede a Páscoa Cristã. “Vamos tratar de todas as ações, como diz o próprio texto (do profeta Isaías), que são desenvolvidas pelo Estado para garantir e colocar em prática direitos previstos na Constituição Federal e outras leis”, explica o coordenador da Pastoral do Povo de Rua, padre Júlio Lancellotti, à repórter Martha Raquel, do Seu Jornal, da TVT. Sob o lema “serás libertado pelo direito e pela justiça”, o padre Júlio relembra ainda o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Estatuto do Idoso e a questão previdenciária. “Tudo aquilo que, neste momento, está sendo desmontado”, critica. “Nós estamos sofrendo porque estamos perdendo a liberdade, os nossos direitos e a justiça, que parece que migrou do Brasil.”  

Marielle presente – Mangueira é a Campeã do Carnaval Carioca de 2019

 – A Estação Primeira de Mangueira é a grande campeã do carnaval carioca. O resultado do grupo especial do Rio de Janeiro foi divulgado no início da noite de hoje (6). A Mangueira desfilou na segunda-feira (4) na Sapucaí, com o enredo “História pra ninar gente grande”, do carnavalesco Leandro Vieira, a escola conta a história do Brasil pela ótica dos heróis populares. Da história recente, além de Jamelão, estão a cantora e compositora mangueirense Leci Brandão, e a vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018, ao lado do motorista Anderson Pedro Gomes. A viúva da vereadora, Mônica Benício, participou do desfile. As duas escolas que ficarem nas últimas colocações serão rebaixadas para o Grupo de Acesso A. As seis primeiras colocadas desfilam novamente no próximo sábado (9). As escolas foram avaliadas quanto a bateria, samba-enredo, harmonia, evolução, enredo, mestre-sala e porta-bandeira, alegorias e adereços, fantasias e comissão de frente. A Mangueira obteve a pontuação máxima em todos os quesitos.

O que é golden shower? O presidente autoproclamado explica ao ainda presidente

– Depois de postar um vídeo obsceno em sua contra no Twitter na noite desta terça-feira (5) que causou espanto no Brasil e no exterior, o presidente Jair Bolsonaro tentou amenizar o impacto do gesto apresentando-se como alguém “inocente” e soltou um tweet às 9h26 da manhã desta quarta perguntando: “O que é golden shower?”. Menos de meia hora depois recebeu a resposta do presidente autoproclamado José de Abreu, que retuitou, do perfil Jair, me arrependi: “Golden shower é um termo em inglês para se referir a cheques depositados na conta da primeira dama, referentes ao pagamento de um suposto empréstimo de R$ 40 mil para quem movimentou R$ 7 milhões em três anos, presidente. Chove ouro”. O novo tweet de Bolsonaro gerou uma enxurrada de respostas irônicas e críticas no próprio perfil de Bolsonaro: “Vai trabalhar, presidente” (Gustavo Villani); “Por mais que eu não suporte Lula e Dilma, eles não ficavam falando um monte de coisa aleatória e desnecessária no Twitter/Instagram/Facebook o dia inteiro!” (ArthurEPinto); “O q é lavagem de dinheiro da milícia e motorista laranja?” (Pato Corporation); “Só sei que isso é uma conta oficial de um PRESIDENTE NACIONAL, E O MESMO USA TAL COMO SE FOSSE DE UM ADOLESCENTE QUERENDO ATENÇÃO!” (JGHardt). Multiplicaram-se pelas redes ironias à pergunta de Bolsonaro com imagens do cachorro da raça Golden retriever, em especial e fotos e vídeos de banho. Mais cedo, Zé de Abreu havia convocado seus apoiadores a pararem de bater boca com os bolsonaristas nas redes: “Solicito aos concidadãos q hoje abstenham-se d participar de discussões c defensores do escatológico e pornográfico presidente Laranjão.Vamos nos concentrar na defesa do afastamento imediato do charlatão. Quem o defende não merece resposta.Ignora-los nos faz superiores”. O ‘Golden Shower’ (Chuva Dourada), é a excitação sentida no ato de urinar no parceiro ou receber jatos de urina do parceiro durante a atividade sexual. foi esta prática que Jair Bolsonaro divulgou em um vídeo para criticar o carnaval.

Tuiuti homenageia o salvador da pátria e puxa grito por Lula Livre

 – A escola de samba Paraíso do Tuiuti realizou o desfile mais esperado desta noite, na Marquês de Sapucaí, com o enredo “O Salvador da Pátria”, que homenageou o ex-presidente Lula. “Do nada um bode vindo lá do interior, destino pobre, nordestino sonhador, vazou da fome, retirante ao Deus dará, soprou as chamas do dragão do mar”, diziam os versos que contagiaram a avenida. O carnavalesco da escola, Jack Vasconcelos, já havia antecipado a homenagem a Lula. “Vocês que fazem parte dessa massa irão conhecer um mito de verdade: nordestino, barbudo, baixinho, de origem pobre, amado pelos humildes e por intelectuais, incomodou a elite e foi condenado a virar símbolo da identidade de um povo. Um herói da resistência!”. O bode ao qual se refere a letra é o bode Ioiô, personagem real das ruas de Fortaleza, onde chegou pelas mãos de um retirante que fugia de uma grande seca no interior cearense, em 1915. Carismático e popular, Ioiô perambulava pelas ruas da capital. Fazia diariamente o mesmo trajeto, da Praia do Peixe (hoje Praia de Iracema) à Praça do Ferreira; ao cair da tarde, voltava pelo mesmo caminho — daí o nome Ioiô. Fez muitos amigos, entre eles poetas e intelectuais, com os quais levava uma vida boêmia regada a muitas doses de cachaça. No auge da fama, Ioiô foi eleito para a Câmara de Vereadores, em 1922 — tempo em que as cédulas eram pedaços de papel escritos à mão –, mas levou um “golpe” da elite fortalezense e teve sua eleição impugnada. É no paralelismo entre o bode e Lula que está a marcada poética dos compositores láudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Jurandir e Aníbal.

A morte do inocente neto de Lula soltou os monstros do ódio

Sabíamos que no Brasil majoritariamente solidário, sensível à dor alheia e que ama seus pequenos, existiam monstros de ódio. Confesso, no entanto, que ignorava que fossem tantos e com tanta carga de sadismo. Estão sendo revelados pelos comentários sórdidos e até blasfemos, já que invocam a Deus como motivo da morte de Arthur, de sete anos, neto inocente de Lula, preso político Uma criança ainda não teve tempo de conhecer a que abismos de cegueira tanto a política como a ideologia podem conduzir. E cai sobre nossa consciência de adultos a infâmia de transformar em piadas baratas, em ironia e sarcasmo nas redes sociais a dor de um avô pela perda de seu neto. Lula, mesmo condenado e na cadeia, não perdeu nem sua dignidade de pessoa nem seu pedaço de história positiva que deixa escrita neste país. Aqueles que se alegram pela perda do neto de Lula, que seria o castigo de Deus por ter apoiado como presidente governos como o da Venezuela que hoje mata de fome suas crianças, como li aqui mesmo neste jornal, estão revelando a que ponto de cegueira e insensibilidade humana pode chegar o soberbo Homo sapiens. Essa ausência de empatia e decência chegou a infectar até políticos com responsabilidade, como o filho do presidente Bolsonaro, o deputado federal Eduardo, que tudo o que soube escrever na Internet sobre a triste morte do neto de Lula é que este deveria estar “em uma prisão comum, como um prisioneiro comum”, sem uma única palavra de piedade ou pelo menos de respeito por seu inimigo político. Como resposta, Fernando Lula Negrão escreveu que as palavras do filho do presidente “eram emblemáticas do caráter, da criação, dos complexos, da falta de misericórdia, dos ódios, das angústias e da falta de amor que é típica dos psicopatas, dos serial killers e dos covardes…” Um duro julgamento que, tenho certeza, tem o aplauso dos milhões de brasileiros que não perderam a capacidade de mostrar solidariedade com a dor dos outros. E também Alexandre Braga, certamente outro dos milhões de brasileiros sãos, não envenenado pela ideologia, lhe respondeu com sensatez: “Perdeu a chance (Eduardo) de ficar calado. Lula já está acabado e preso. Respeite a dor do avô, basta desse ódio malvado e vamos pensar no Brasil”. Tentando lembrar tempos sombrios da História em que o ser humano chegou a se degradar a ponto de não só não respeitar a inocência da infância, como também fazer dela carne da infâmia, só me vieram à memória aqueles campos de concentração nazistas onde as crianças eram queimadas vivas porque “não serviam para trabalhar”. Foi em um desses campos que um de seus dirigentes dedicava para a rega das flores de seu jardim a pouca água que havia, deixando as crianças morrerem de sede. Para aqueles que como eu dedicaram tantos artigos a louvar o positivo da alma brasileira que tanto me ensinou e confortou nos momentos em que não é difícil perder a confiança no ser humano, ler os comentários sem alma, sem empatia, de ódio ou sarcasmo e até mesmo regozijando-se pela morte de um inocente, tão somente por ódio a Lula, seria preferível não ter vivido este dia. Estou entre os jornalistas que criticaram na época o fato de Lula, que chegou com a esperança de renovar a política, ter acabado se contaminando pelos afagos dos poderosos e pela política fácil da corrupção. Hoje, porém, diante desses caminhões de lixo que as redes estão vomitando contra ele e até contra o neto inocente que perdeu, eu me atrevo a lhe pedir perdão em nome dos milhões de brasileiros que ainda não se venderam ao ódio fácil e ainda sabem manter sua dignidade perante o mistério da morte de um inocente. Houve quem escrevesse que depois dos campos de concentração do nazismo não seria possível continuar acreditando em Deus. E depois desses ódios e insultos imundos despejados contra Lula por causa de sua dor por ter perdido o neto, é possível continuar acreditando no Brasil? O Brasil dos esgotos, que hoje manchou gratuitamente a alma de uma criança inocente, passará, como o nazismo passou. O outro Brasil, o anônimo, aquele que hoje ficou horrorizado vendo os monstros soltos desfilando nas redes sociais, o majoritário, acabará — ou será somente a minha esperança? — dominando os monstros que hoje nos assustam para assim abrir caminho aos anjos da paz.

Cala a boca, Magda! Generais querem calar a boca de Bolsonaro

O desgoverno Bolsonaro está igual o programa Sai de Baixo, onde o personagem Caco Antibes, vivido pelo ator, diretor e dramaturgo Miguel Falabella, berrava com a Magda, personagem de Marisa Orth, com bordão “Cala a boca, Magda!”, porque ela só abria a boca para falar asneiras. – “Com o incômodo gerado por declarações de Jair Bolsonaro (PSL) sobre mudanças na reforma da Previdência, o Palácio do Planalto prepara um plano para limitar os comentários do presidente sobre o assunto. A ideia, defendida por integrantes das áreas econômica e militar, é que ele comente em público aspectos sociais ou pouco sensíveis”, informam os jornalistas Thiago Resende e Gustavo Uribe. “Em café da manhã com jornalistas na quinta-feira, Bolsonaro indicou que a idade mínima na aposentadoria das mulheres pode ser de 60 anos e não 62, como está na reforma”, dizem os repórteres – o que derrubou os mercados financeiros. Leia comentário de Fernando Brito, do Tijolaço, a respeito: O insípido e inodoro líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), disse hoje ao Estadão que as declarações de Jair Bolsonaro admitindo passar para 60 anos a idade mínima das mulheres e rever os cortes no Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago a idosos pobres e a aposentadoria rural apenas sinalizam “a disposição do governo de negociar”. “O governo vai defender a íntegra do texto neste primeiro momento, sabendo que existem ansiedades, em relação ao BPC, à questão rural e também à idade mínima”, registra o jornal. Major, com licença, mas como diria o finado Bussunda, “fala sério”… Não é a toa que parlamentar algum quer negociar com o senhor, capaz de contar historinhas assim, que nem criança acredita. Ou será que alguém acha que pode ser assim: Bolsonaro queria 62 anos, agora quer 60 e amanhã vai querer 62 de novo? Não lhe falaram quando criança aquela frase de que “palavra de rei não volta atrás”? Caia na real, Major, isso foi só o começo. Ainda não estão abertas as pressões, as manifestações, as enquetes, tudo o que vai marcar este processo difícil no Congresso. Agora, se o senhor quiser convencer os seus para que o dito é o não-dito, vai ser pior ainda. Mas a coisa é pior e reconheço a coragem do Major de contrar a história da carochinha e também ao vice Mourão, que entrou no ritmo do “foi força de expressão”. Agora, “já era”. Paulo Guedes pode achar ruim, mas agora o que fizerem para voltar atrás só ficará pior, porque, além de não valer o escrito no projeto original, também não vale o que o presidente fala.  

O super-Moro galinhou, e hoje não passa de um ministro cagão

O antes todo poderoso e intocável, e ainda ministro da Justiça do desqualificado governo Bolsonaro, virou uma franguinha e abre as pernas até para os pilantras do reacionário Movimento Brasil Livre. Ele teve que demitir sua indicada do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária a cientista política e ativista antiarmamentista Ilana Szabó de Carvalho, especialista em segurança pública, a mando do tal MBL. Veja algumas manchetes: Moro não tem carta branca de Bolsonaro, diz Fausto Macedo“Todos esses impasses em série parecem conduzir o ex-magistrado a um beco sem saída. Habituado a longos embates no ringue da Justiça, onde atuou por longos 22 anos, mas ainda tateando no mundo insidioso da política, Moro deve abrir os olhos”, diz o jornalista Fausto Macedo, que foi o repórter que mais se destacou na cobertura da Lava JatoMoro cedeu a mais uma pressão: dos armamentistas“O lobby da indústria de armas mostrou quem realmente dá as cartas no governo quando está em jogo a defesa do setor”, afirma Gilvandro Filho, do Jornalistas pela Democracia; “O ministro da Justiça, Sérgio Moro, havia nomeado para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária a cientista política e ativista antiarmamentista Ilana Szabó de Carvalho, especialista em segurança pública. Havia. Desistiu na pressão”, diz; “O Moro de hoje é a cara de suas atuais entrevistas na TV, quando fala baixo, gagueja, olha de lado e não consegue convencer ninguém”, acrescenta Está liquidada a imagem de superministro da JustiçaNão sobrou pedra sobre pedra da imagem de superministro cultivada por Sérgio Moro e a mídia conservadora desde que seu nome foi anunciado para o Ministério Bolsonaro; aquele que anunciou autonomia total para para fazer e desfazer no Ministério da Justiça, sequer consegui sustentar uma nomeação de terceiro escalão; Moro não apenas perdeu a imagem de superministro como tornou-se, de “herói nacional da direita”, em alvo do ódio e de ofensas de bolsonaristas nas redes sociais, desde o anúncio da nomeação de Ilona Szabó Moro deveria se demitir para salvar biografia, diz colunista da Folha“Quando ele não consegue nem nomear o suplente de um conselho relativamente obscuro, é sinal de que a independência, se um dia existiu, já foi embora. Talvez seja hora de sair também, para preservar a biografia”, escreve o colunista Hélio Schwartsman, na Folha Fim de carreira“Gente, o ex-juiz não tem autonomia para nomear uma SUPLENTE de um cargo de terceiro escalão, no Ministério da Justiça”, diz o colunista Leandro Fortes, dos Jornalistas pela Democracia, sobre a derrota de Sergio Moro no caso Ilona Szabó

Juíza de Campinas diz que réu não parece bandido por ser branco

Magistrada escreveu que suspeito “não possui estereótipo de bandido” por ter “pele, olhos e cabelos claros” A juíza Lissandra Reis Ceccon, da 5ª Vara Criminal de Campinas, escreveu em uma sentença que um acusado de latrocínio “não possui estereótipo de bandido” por ter “pele, olhos e cabelos claros”. Ela fez a afirmação ao relatar o depoimento de familiares da vítima, que disseram ter reconhecido o suspeito facilmente porque ele não seria igual a outros bandidos. O réu foi condenado em 1ª instância, em 2016, a 30 anos de prisão. Uma imagem da sentença começou a circular entre advogados de Campinas há uma semana, com críticas à postura supostamente racista da juíza. O processo corre em segredo de Justiça. A condenação foi por um caso de latrocínio ocorrido em 2013 o réu atirou em um homem e em seu neto. A parte do processo ao qual o ACidadeON Campinas teve acesso fala sobre o réu ter sido reconhecido por uma das vítima sobreviventes e uma testemunha (a filha), sem hesitação de ambas. Essa testemunha uma mulher – tem o depoimento ressaltado pela juíza por tê-lo considerado “forte e contundente”. A juíza afirma que a mulher disse que o réu, ao sair da caminhonete para atirar contra as vítimas, olhou nos olhos de uma delas que sobreviveu. A magistrada, então, diz que o réu não seria confundido pela testemunha, uma vez que não possui o “estereótipo padrão de bandido”, comprovando, portanto, que seria de fato ele a cometer o crime. O réu negou a autoria do crime e alega inocência. Trecho do processo onde juíza escreveu argumentação sobre “estereótipo padrão de bandido”. (Foto: Reprodução) O QUE DIZ O TJ Em nota oficial, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) disse que não poderia se posicionar sobre a argumentação da juíza. “Trata-se de uma ação judicial na qual há a decisão de uma magistrada. Não cabe ao Tribunal de Justiça de São Paulo se posicionar em relação aos fundamentos utilizados na decisão, quaisquer que sejam eles. A própria Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), em seu artigo 36, veda a manifestação do TJ-SP e da magistrada.” O TJ-SP orientou ainda que quem se sentir prejudicado deve procurar os “meios adequados para a solução da questão”. A nota também afirma que a Corregedoria Geral da Justiça “está sempre atenta às orientações necessárias aos juízes de 1ª instância, sem contudo interferir na autonomia, independência ou liberdade de julgar dos magistrados.” A reportagem insistiu para que tivesse contato com a juíza Lissandra Reis Ceccon. O TJ, porém, reafirmou que ela não poderia se manifestar pois também é impedida por lei e, caso o o fizesse, perderia o direito de atuar no processo. O Tribunal, no entanto, assegurou que deu ciência a ela sobre a reportagem.

Será que o presidente do STF vai deixar Lula ir ao enterro do neto?

MORRE NETO DE LULA E JUDICIÁRIO SERÁ MAIS UMA VEZ TESTADOArthur Lula da Silva, neto de Lula, de apenas sete anos, faleceu nesta manhã, em São Paulo, de meningite; diante disso, o Poder Judiciário, que mantém Lula como preso político há quase um ano, será mais uma vez testado; há poucas semanas, Lula foi impedido de assistir ao velório de seu irmão Genival Lula da Silva, o Vavá; Lula foi preso porque venceria as eleições presidenciais de 2018 e as forças que deram o golpe de 2016 tomaram a decisão de mantê-lo em cativeiro para levar adiante um programa de entrega das riquezas nacionais e retirada de direitos dos trabalhadores e aposentados; Arthur nasceu quando Lula se curava de um câncer  – “Neto do ex-presidente Lula, preso em Curitiba, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, acaba de falecer no Hospital Bartira, do grupo D’Or, em Santo André. Deu entrada hoje, pela manhã, com febre alta. Foi diagnosticado com quadro infeccioso de meningite meningocócica e não resistiu. Os pais da criança são Marlene Araujo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente e da ex-primeira-dama Marisa Letícia”, informa o jornalista Ancelmo Gois. Diante disso, o Poder Judiciário, que mantém Lula como preso político há quase um ano, será mais uma vez testado. Há poucas semanas, Lula foi impedido de assistir ao velório de seu irmão Genival Lula da Silva, o Vavá. Lula foi preso porque venceria as eleições presidenciais de 2018 e as forças que deram o golpe de 2016 tomaram a decisão de mantê-lo em cativeiro para levar adiante um programa de entrega das riquezas nacionais e retirada de direitos dos trabalhadores e aposentados. Arthur nasceu quando Lula se curava de um câncer.